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Dela Marmy - Flying Fishes

Segunda-feira, 29.06.20

Com um passado relevante no projeto The Happy Mess, Joana Sequeira Duarte aposta agora numa carreira a solo e assina o projeto Dela Marmy. Estreou-se o ano passado com a edição dos singles Empty PlaceStellarMari Wolf e Secretly Here, uma coleção de canções que viria a resultar num EP homónimo. Dela Marmy foi editado à boleia da KPRecords*KillPerfection, um alinhamento já com sucessor  e no mesmo formato. Captured Fantasy é o novo EP da cantora, tem também a chancela também da KPRecords*KillPerfection e viu a luz do dia a vinte e sete de março último, tendo sido destrinçado por esta redação pouco tempo depois, como certamente alguns de vocês se recordam.

Dela Marmy, em escuta Captured Fantasy EP - Música em DX

Captured Fantasy contém cinco canções e foi produzido pelo experiente produtor inglês Charlie Francis, uma opção que conferiu uma maior maturidade e consistência ao cardápio da autora, sem colocar em causa a puerilidade intrínseca à sua filosofia sonora. O EP também conta com as colaborações especiais da escritora e poetisa Raquel Serejo Martins, que credita a letra de Flying Fishes e o lyricist galês TYTUN que participa no introspetivo tema Take Me Back Home. Os músicos que acompanharam Dela Marmy em estúdio foram Vasco Magalhães (bateria), Tiago Brito, Steven Goundrey (guitarras) e o próprio Francis (baixo).

Todas as canções do registo são potenciais singles e, tal como já sucedeu com Not Real, ainda antes do alnçamento do EP, Flying Fishes, a canção que abre o alinhamento de Captured Fantasy, acaba de ter direito a tal nomeação, uma composição sustentada por um notável festim sintético que adorna uma inspirada guitarra planante e que, de acordo com a própria Joana Duarte, é propositadamente metafórica. É sobre peixes que voam. É sobre pássaros que nadam. É sobre o desamparo e o encontro. É sobre noites em que a solidão pesa mais. É sobre dois solitários que por uma noite, em bando, em cardume, se sentem menos sós.

De facto, cada composição do EP Captured Fantasy é uma pequena viagem que nos pede tempo, num resultado final tremendamente detalhístico, porque atenta às pequenas coisas, às pequenas histórias e ao marginal, um paradoxal compêndio de canções, já que todo este intimismo acaba por ter uma universalidade muito própria, visto ser um alinhamento passível de ser apropriado por qualquer comum mortal, que com o seu conteúdo facilmente se identificará. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:39

Everything Everything – Planets

Quarta-feira, 24.06.20

Everything Everything - Planets

art rock crescente e explosivo dos britânicos Everything Everything, está de regresso neste verão com Re-Animator, o novo trabalho da banda de Jonathan Higgs, que chega às lojas no dia vinte e um  de agosto. Do alinhamento do quinto registo do grupo oriundo de Manchester, acaba de ser retirado o single Planets, depois de há derca de um mês termos tido a oportunidade de contemplar a composição Arch Enemy.

Ao contrário que sucedeu com Arch Enemy, um tema com uma vibe orgânica bastante vincada, Planets aposta num registo mais sintético, um eletropop plasmado no modo exemplar como um efeito sintetizado cósmico e uma bateria eletrónica conduzem o tema, com o último a induzir à canção uma cadência e um ritmo diferenciados, principalmente durante o refrão. O resultado final é um rodopio eletrificado, carimbado por uma construção melódica estrutural minuciosamente planeada, rematada pelo falsete único de Higgs, que dá vida e alma a um poema com uma linguagem muito intrigante e fortemente evocativa (o the bigots in the batcave, I think some of you are permanently off my Christmas list, Oooh the dancefloor is overrunning, With frat boys telling me I got no business sitting in business class. God knows I could use a drink of virgin blood to quench my thirst.). Confere...

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publicado por stipe07 às 15:21

Foals – Collected Reworks Vol. 1

Sexta-feira, 12.06.20

Os Foals de Yannis Philippakis ofereceram-nos dose dupla em dois mil e dezanove, com o lançamento, em maio desse ano, de Everything Not Saved Will Be Lost Part 1, ao qual sucedeu, no mês de outubro, Everything Not Saved Will Be Lost Part 2, dois trabalhos com a chancela do consórcio Transgressive / Warner Bros e que materializaram o quinto e sexto registo da carreira do projeto britânico, dois álbuns muito focados no modo como o homem tem pressionado o ambiente e a natureza, colocando o futuro do nosso planeta em risco, mas que também olhavma para assuntos importantes da realidade britânica como o brexit, a imigração e o fosso cada vez maior entre ricos e pobres.

Foals announce career-spanning 'Collected Reworks Vol. I' remix ...

Agora, na ressaca de tão monstruosa e bem sucedida demanda, os Foals resolveram agregar e disponibilizar num só tomo que terá, presume-se, três capítulos, o modo como nesta década algus dos melhores intérpretes da eletrónica contemporânea, foram misturando alguns dos seus maiores sucessos, de modo a recriarem vários alinhamentos de remisturas. O pontapé de saída de tal demanda acaba de ser dado com Collected Reworks Vol. 1, um compêndio que impressiona pela grandiosidade e pelo modo como, na base sonora dos Foals, assente num indie rock impulsivo e eloquente, feito quase sempre de guitarras conduzidas por uma epicidade frenética e crua, os efeitos exalam um saudável espontaneidade, alinhados por batidas quentes e andamentos melódicos únicos e fortemente inebriantes. 

O resultado final é mais de uma hora e meia de um verdadeiro estardalhaço sonoro libidinoso e festivo que, além de explorar com notável abrangência, requinte e fluidez os diferentes jogos de sedução que se podem estabelecer entre o indie punk rock e a eletrónica que oscila entre o techno, a dance music e a chillwave, procura, numa espécie de filosofia interpretativa global seguida pelos diferentes intérpretes, o encontro de sonoridades simbióticas que coloquem maior ênfase naquela pop sintetizada que dialoga promiscuamente com o rock oitocentista, sem colocar em causa o ângulo individual que cada artista colocou na sonoridade dos Foals e no modo como a quis reinventar e enriquecer. Espero que aprecies a sugestão...

Foals - Collected Reworks Vol. 1

01. My Number (Hot Chip Remix)
02. Give It All (Lxury Remix)
03. Mountain At My Gates (Alex Metric Remix)
04. Into The Surf (Hot Since 82 Remix)
05. Spanish Sahara (John Dahlbäck Remix)
06. The Runner (RÜFÜS DU SOL Remix)
07. In Degrees (Purple Disco Machine Remix)
08. Mountain At My Gates (SebastiAn Remix)
09. Spanish Sahara (Topher Jones Remix)
10. Out Of The Woods (Kulkid Remix)
11. Olympic Airways (Ewan Pearson’s Return To the Villa Of Joy Remix)
12. Late Night (Solomun Remix)
13. Spanish Sahara (Deadboy Remix)

 

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publicado por stipe07 às 16:02

Everything Everything – Arch Enemy

Segunda-feira, 25.05.20

Everything Everything - Arch Enemy

O art rock crescente e explosivo dos britânicos Everything Everything, está de regresso neste verão com Re-Animator, o novo trabalho da banda de Jonathan Higgs, que chega às lojas no dia vinte e um  de agosto.

Do alinhamento do quinto registo do grupo oriundo de Manchester, acaba de ser retirado o single Arch Enemy, uma composição que tem, curiosamente, uma vibe orgânica bastante vincada, nomeadamente no modo exemplar como a bateria conduz o tema e lhe induz uma cadência e um groove deliciosos, mesmo quando guitarras e torrentes sintetizadas tomam conta da canção, principalmente durante o refrão. O resultado final é um rodopio eletrificado, carimbado por uma espécie de anarquia estrutural minuciosamente planeada e pelo falsete único de Higgs. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:38

Perfume Genius - Set My Heart On Fire Immediately

Quarta-feira, 20.05.20

Já chegou aos escaparates Set My Heart On Fire Immediately, o quinto registo de originais de Mike Hadreas aka Perfume Genius, um registo de treze canções produzido por Blake Mills, habitual colaborador do artista e que sucede ao muito aclamado álbum No Shape, com quase três anos de existência.

With Set My Heart On Fire Immediately, Perfume Genius makes a home ...

Figura ímpar e até central da indie pop contemporânea de Seattle, o norte-americano Mike Hadreas tem sabido, como mais ninguém, como conciliar o seu conturbado e problemático universo pessoal, com o processo de criação artística que tem desenvolvido e que tem o firme propósito de exorcizar muitos dos demónios que o atormentam, de modo a seguir de modo feliz a sua permanência neste mundo repleto de estereótipos e especialista na rotulagem simplista, baseada em primeiras impressões.

Assim, há quase uma década que Perfume Genius oferece-nos momentos sonoros que, sendo essencialmente soturnos e abertamente sofridos, ampliam continuamente, disco após disco, as suas virtudes como cantor e criador de canções impregnadas com uma rara honestidade, já que, como de algum modo já referi, são profundamente autobiográficas e, ao invés de nos suscitarem a formulação de um julgamento acerca das opções pessoais do artista e da forma vincada como as expõe, optam por nos oferecer esperança enquanto se relacionam connosco com elevada empatia. Set My Heart On Fire Immediately não foge de tais permissas, proporcionando-nos mais um emotivo e exigente encontro com o âmago do autor e toda a intrincada teia relacional que ele estabelece com um mundo nem sempre disposto a aceitar abertamente a diferença e a busca de caminhos menos habituais para o encontro da felicidade plena, até porque ele coloca-se permanentemente a linha da frente de uma questão muito em voga no meio artístico norte-americano, relacionada com a transsexualidade, cada vez mais uma arma de arremesso felizmente eficaz contra a opressão da direita conservadora.

Disco que tanto aposta numa filosofia performativa que privilegia um aparato tecnológico amplo, mas também repleto de instantes orgânicos de profunda acusticidade e rara beleza, Set My Heart On Fire Immediately, começou a ser idealizado logo após a edição de No Shape e importa ressalvar que Hadreas, durante este intervalo entre os dois discos, também criou os temas Eighth GradeBooksmart e13 Reasons Why, para a banda sonora do filme The Goldfinch e participou em diversas colaborações, com especial destaque para a que o juntou com a coreógrafa Kate Wallich e com a companhia de dança The YC, num bailado contemporâneo e numa performance ao vivo, intituladaThe Sun Still Burns Here. Estas experiências profissionais fora da esfera Perfume Genius acabaram por ter reflexo no conteúdo final deste novo trabalho do músico, que nos oferece o alinhamento mais coeso, límpido,  intenso, intimista e despojado da sua discografia.

Assim, se neste registo temos canções, como On The Floor, que tantos nos levam numa intensa viagem no tempo até á melhor pop oitocentista, à boleia de guitarras algo divagantes e com efeitos metálicos bastante charmosos, mas também Moonbend, um soporífero frenesim sintético, outras, nomeadamente Whole Life, um tema assente num ilustre piano, assim como as harpas e os violinos de Leave, as cordas empoeiradas e o fuzz de Describe, a melhor canção do álbum, e a exuberância percurssiva de Without You, oferecem-nos aquele pendor mais rugoso e impulsivo que carateriza, com igual peso, os caminhos de expressão musical inéditos da discografia e das formas de Hadreas se revelar a quem quer conhecer a sua personalidade. No final deste equilíbrio perfeito, temos o disco mais consistente e feliz do músicom, um registo que lança os holofotes não só sobre Mike, mas também sobre nós próprios, já que ajuda ao contacto e à tomada de consciência de muito do que guardamos dentro de nós e tantas vezes nos recusamos a aceitar e passamos a vida inteira a renegar. Espero que aprecies a sugestão...

Perfume Genius - Set My Heart On Fire Immediately

01. Whole Life
02. Describe
03. Without You
04. Jason
05. Leave
06. On The Floor
07. Your Body Changes Everything
08. Moonbend
09. Just A Touch
10. Nothing At All
11. One More Try
12. Some Dream
13. Borrowed Light

 

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publicado por stipe07 às 14:56

Homem em Catarse - sem palavras | cem palavras

Sexta-feira, 15.05.20

Homem em Catarse é o alter ego musical do músico Afonso Dorido, um exímio guitarrista que começou a sua aventura musical há já meia década com Guarda Rios, um EP auto-editado. Dois anos depois veio o tão aguardado registo de estreia em formato álbum, um trabalho intitulado Viagem Interior e que nos oferecia um percurso às principais cidades de Portugal profundo. sem palavras, cem palavras é a sua nova etapa discográfica, um disco com um brilho raro e inédito no panorama nacional, feito por um projeto que não conhecia antes de ouvir este trabalho, mas que já percebi que é  exímio a compôr canções que cirandam entre os altos e baixos da vida e que nos mostram como é, tantas vezes, muito ténue a fronteira entre esses dois pólos, entre magia e ilusão, como se a explicação das diferentes interseções com que nos deparamos durante a nossa existência fossem alguma vez possível de ser relatada de forma lógica e direta.

Sem Palavras, Cem Palavras”: teremos sempre a música, Homem em ...

Logo na deliciosa intimidade que sobressai do piano de Tu eras apenas uma pequena folha, percebe-se que o Afonso não tem pudores em servir-se da música como um veículo privilegiado para nos mostrar, de modo realisticamente impressivo, o seu ímpeto criativo e como isso lhe alimenta a urgência que o seu âmago sente de comunicar connosco. Depois, a simplicidade melódica e o imediatismo planante das cordas que se entrecruzam na lisérgica Hey Vini! e o banquete sintético de forte cariz progressivo que conduz Hotel Saturnyo, acabam por personificar com excelência a (apenas) dicotomia de um título, que pode transmitir a ideia de que a idealização do conteúdo do registo não teve como permissa essencial o desejo de transmissão de ideias concretas, quando aquilo que acontece, ao longo da audição do trabalho, eminentemente instrumental, é, exatamente, um bombadeamento constante de pensamentos, conceitos e até opiniões, tenhamos nós, ouvintes,a predisposição para nos deixarmos enlear e enfeitiçar por estas canções.

O disco prossegue e se a crueza e a simplicidade acústica de Marie Bonheur parecem evocar a verdade eterna que todos reconhecemos de que tudo é passageiro, a fragilidade perene que tremula nas teclas que nos instigam em Calle del Amor, a simultaneamente intrigante e sedutora destreza maquinal e orgânica em que assenta Yo La Tengo e a luz que nos faz sorrir sem medo do amanhã que fica defronte ao que sabe a frenética Danças Marcianas, são mais momentos altos que comprovam a notável abrangência autoral de um artista que assina neste sem palavaras I cem palavras um álbum extremamente comunicativo e repleto de composições contemplativas, que criam uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades que compete a nós destrinçar ou, em alternativa, idealizar, já que as duas abordagens são sempre possíveis na música de Homem em Catarse. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:49

Milky Chance & Jack Johnson – Don’t Let Me Down

Terça-feira, 05.05.20

Milky Chance And Jack Johnson - Don't Let Me Down

A dupla germânica Milky Chance, formada por Clemens Rehbein e Philipp Dausch Milky,lançou recentemente o single Don’t Let Me Down, em parceria como havaiano Jack Johnson. A canção combina perfeitamente a habitual toada eletrónica da dupla com o registo eminentemente acústico de Jackson, exímio a misturar rock e reggae. O resultado final é, naturalmente, exótico, luminoso, otimista e vincadamente pop.

Os Milky Chance têm estado particularmente ativos, apesar deste período de confinamento, já que no passado mês de abril também divulgaram o EP Stay Home Sessions, um alinhamento com novas roupagens de alguns dos melhores temas do álbum Mind The Moon, o terceiro disco da dupla, editado o ano passado. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:43

Glass Animals – Dreamland

Sábado, 02.05.20

Glass Animals - Dreamland

No próximo dia dez de julho chegará aos escaparates Dreamland, o terceiro registo de originais dos britânicos Glass Animals, álbum que sucede ao aclamado compêndio How To Be A Human Being e que, de acordo com informações recentemente divulgadas, será um disco de forte cariz autobiográfico e bastante inspirado num acidente que quase paralisou o baterista da banda Joe Seaward e marcou imenso quer o próprio, quer os seus companheiros, o vocalista Dave Bayley, o guitarrista Drew MacFarlane e o baixista Ed Irwin-Singer.

Em julho de dois mil e dezoito Joe foi atropelado por um camião em Dublin enquanto andava de bicicleta e além de ter ficado com múltiplas fraturas numa perna, teve uma grave lesão craniana que o levou duas vezes à mesa de operações e que o fez perder algumas das suas faculdades psíquicas e partes da sua memória, obrigando-o a um longo e doloroso processo de fisioterapia, de modo a recuperar do evento.

O primeiro single retirado de Dreamland, o novo álbum da banda de Oxford, é o tema homónimo do disco, um tratado de pop eletrónica algo viciante e hipnótico, onde abundam harmonias vocais belíssimas, que se espraiam lentamente pela canção e se deixam afagar livremente pelo manto sonoro que as sustenta. Também já se conhece o vídeo de Dreamland, gravado por Dave integralmente através da plataforma zoom e que replica genuinamente o cariz intimista e marcante da composição. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:21

The Sweet Serenades – City Lights

Segunda-feira, 20.04.20

Cinco anos depois do registo Animal, o projeto sueco The Sweet Serenades, assinado agora apenas por Martin Nordvall, mas que já contou, em tempos, com a companhia de Mathias Näslund, tem um novo disco intitulado City Lights, oito canções abrigadas pela Leon Records, um selo da própria banda, e que abrilhantam com enorme intensidade um projeto discográfico que abriu as hostilidades em nove com Balcony Cigarettes, rodela que continha On My WayMona Lee Die Young, três canções que, à época, fizeram furor no universo musical indie e alternativo. Esse último tema fez parte da banda sonora da série Anatomia de Grey e reza a lenda que, na altura, a ainda dupla gastou os royalties muito bem gastos; Martin foi ao dentista, Mathias comprou um cão e investiram numa rouloute, para passar o tempo, escrever canções e discutir assuntos pertinentes relacionados com a existência humana.

The Sweet Serenades "City Lights" | Surviving the Golden Age

Projeto com uma filosofia sonora tipicamente indie e em que rock e eletrónica se fundem de modo a criar uma amálgama sonora, de caráter urbano e carregada de charme, os The Sweet Serenades mostram em City Lights uma cadência maior para o campo da eletrónica, certamente fruto do fim de uma relação a dois que contribuia para que o equilibrio entre dois territórios sonoros com especificidades bem vincadas fosse uma realidade. Nordvall parece ter uma apetência maior pela componente sintética e City Lights expressa essa natural tendência para plasmar os gostos do comandante atual do barco, apesar de canções como Out Of Time, uma composição vibrante e impulsiva, ou a mais escura e contemplativa Without You Baby I'm Lost,  deverem a sua alma e o seu espírito à presença da guitarra e à companhia ireepreensível de um baixo que não se envergonha de se mostrar com a típica impetuosidade que diferencia a maioria das propostas nórdicas bem sucedidas.

Seja como for, o pendor retro fortemente abrasivo da bateria eletrónica que conduz a secção rítmica do tema homónimo, o efeito vocal robótico e o clima ecoante dos flashes sintetizados que adornam The Night Goes On e o indisfarcável travo techno punk de Ring The Fire são as grandes marcas identitárias de um registo emocionalmente rico, trespassado por uma inquietude que acaba por personificar a atualidade e os tempos conturbados que vivemos e que,num misto de euforia e de contemplação, integra uma espantosa solidez de estruturas que reforçam a justeza da obtenção por parte destes The Sweet Serenades de uma posição de maior relevo, reconhecimento e abrangência junto do público em geral. Espero que aprecies a sugestão...  

The Sweet Serenades - City Lights

01. City Lights
02. Out Of Time
03. The Night Goes On
04. Runaway
05. Without You Baby I’m Lost
06. Bring The Fire
07. Close To Me
08. Distance

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publicado por stipe07 às 19:20

Thievery Corporation – Symphonik

Domingo, 19.04.20

Sem um daqueles sucessos radiofónicos que catapultam um projeto para o éden durante um longo período de tempo, sem uma portentosa máquina de marketing por trás, vídeos com milhões de visualizações ou uma editora internacional nos seus créditos, os Thievery Corporation continuam, duas décadas após a estreia, a ser um dos nomes mais consensuais e influentes da chamada música de fusão, tendo uma base de seguidores fiel e numerosa em todo o mundo, a sua própria editora, a ESL Music Label, assento destacado em cartazes de alguns dos mais relevantes festivais de música e, mais importante que tudo isso, uma carreira recheada de extraordinários momentos sonoros.

Listen to Thievery Corporation

Em dois mil e dezassete os Thievery Corporation chegaram ao seu oitavo disco de originais, um registo intitulado The Temple Of I And I e com ele voltámos todos a dançar ao som desta dupla de Washington, formada por Rob Garza e Eric Hilton. Um ano depois completaram essa obra comTreasures from the Temple, um alinhamento de doze canções que eram as gravações originais ou remisturas de temas incluídos em Temple of I & I e que surgiram durante as sessões de gravação desse álbum nos estúdios Geejam, em Port Antonio, na Jamaica.

Agora, em dois mil e vinte, os Thievery Corporation voltam à carga com Symphonik, onze novas roupagens de alguns dos maiores sucessos da incrível carreira da dupla, que teve como ponto de partida um concerto gravado no mesmo ano em que foi criado Treasures From The Temple, no John F. Kennedy Centre for the Performing Arts, com uma orquestra de vinte e dois músicos. O sucesso desse espetáculo e as repercussões positivas que obteve foram de tal ordem que Garza e Hilton acabaram por ter a feliz ideia de criar em estúdio um alinhamento de canções que homenageasse o melhor catálogo do projeto e lhe desse uma nova visão mais clássica e erudita. Surgiu assim Symphonik, um trabalho feito a meias com a FILMharmonic Orchestra, um coletivo da República Checa que já trablhou com nomes tão importantes como os Arcade Fire ou Céline Dion e que faz uma resenha muito bem conseguida dos Thievery Corporation, adicionando aos grandes sucessos do grupo novas roupagens, nuances e detalhes típicos da música clássica e orquestral, algo que geralmente resulta muito bem quando a base se relaciona com a eletrónica de cariz mais ambiental, como é o caso.

Como resultado temos então um novo respirar, ainda mais charmoso, belo e requintado de sucessos como Lebanese Blonde ou Until the Morning e outros que adornam um extenso catálogo que da  bossa nova ao dub, passando pelo reggae, o jazz a chillwave e a própria música de dança, tornaram este projeto num dos nomes fundamentais da música contemporânea. Espero que aprecies a sugestão...

Thievery Corporation - Symphonik

01. Heaven’s Gonna Burn Your Eyes (Feat. Natalia Clavier)
02. Love Has No Heart (Feat. Shana Halligan)
03. Ghetto Matrix (Feat. Mr. Lif)
04. Passing Stars (Feat. Elin Melgarejo)
05. Until The Morning (Feat. Natalia Clavier)
06. Depth Of My Soul (Feat. Shana Halligan)
07. Sweet Tides (Feat. Lou Lou)
08. Lebanese Blonde (Feat. Elin Melgarejo)
09. Weapons Of Distraction (Feat. Puma)
10. The Forgotten People
11. Marching The Hate Machines (Feat. Frank Orrall)

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publicado por stipe07 às 20:49






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