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JennyLee - Tickles / Heart Tax

Segunda-feira, 03.01.22

Jenny Lee Lindberg toca baixo e canta nas Warpaint, mas também edita música num projeto a solo que batizou com o nome JennyLee. Editou em dois mil e quinze um disco intitulado Right On! e está de regresso num formato diferente. Assim, em vez de um novo álbum, a artista está a lançar uma série de vários singles de sete polegadas, com artwork assente em pinturas abstratas da sua autoria e que estão a merecer destaque neste espaço, à medida que vão vendo a luz do dia.

Listen to Warpaint's Jennylee's new Depeche Mode-featuring single, 'Stop  Speaking' – Uber Turco News

Assim, depois de na semana passada termos dado conta dos detalhes dos singles Newtopia e Clinique, agora é a vez de nos debruçarmos sobre o conteúdo de Tickles e Heart Tax. A primeira composição, Tickles, tem um tempero bastante orgânico, proporcionado por um delicioso dedilhar das cordas do baixo e um registo percurssivo oleado com vigorosas palmas, duas nuances que são depois envolvidas por diversos efeitos sintéticos e psicadélicos, incubados pelo produtor dinamarquês Trentemøller, um dos nomes fundamentais da eletrónica contemporânea. Já Heart Tax tem uma tonalidade mais minimal, introspetiva e até sinistra, marcada pela exuberância da interpretação vocal, que vai sendo embalada por um esparso piano e diversos efeitos inebriantes, uma trama que cria uma atmosfera bastante envolvente e hipnótica. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:12

Os Melhores discos de 2021 (10 - 01)

Sexta-feira, 31.12.21

10 - Suuns - The Witness

The Witness, o quinto e mais recente disco da carreira dos Suuns, verdadeiros músicos e filósofos, além de não colocar minimamente em causa a herança do projeto, oferece-nos, principalmente ao nível da escrita e da composição, mais um fantástico naipe de canções com um forte cariz impressivo e realístico. Neste alinhamento de oito canções, que tem na sua génese o jazz experimental, explícito, os Suuns refletem sobre a contemporaneidade que os inquieta e os absorve, criando um alinhamento sedutoramente intrigante, bem no centro de um noise rock apimentado, convém também dizê-lo, por uma implícita dose de punk dance. Simultaneamente existencial e sinistro e arrebatadoramente humano, The Witness é, talvez, o disco mais cândido e direto do grupo. Assenta numa definição estrutural quase metódica e, independentemente das diversas abordagens que cada canção contém, tem aquele toque experimental que nos faz crer, logo à primeira audição, que este é um disco colossal, mas também tremendamente reflexivo.

9 - José González - Local Valley

Local Valley é o álbum mais enérgico e diversificado do catálogo de José González. É o primeiro alinhamento em que o músico utiliza ritmos sintéticos em vez da subtileza orgânica percurssiva dos três registos anteriores, sem deixarem de continuar a existir muitas guitarras, como é obrigatório no seu adn, e o primeiro também cantado em mais do que uma língua. É, em suma, um disco multifuncional, intenso e confessional, que nos escancara a porta para a mente de um dos artistas mais humanos da folk atual.

8 - The Dodos - Grizzly Peak

Disco muito coeso, maduro, impecavelmente produzido e um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas, Grizzly Peak é muito centrado numa filosofia interpretativa em que sobressai uma intensa dinâmica percurssiva, entrelaçada com cordas faustosas e com uma crueza metálica ímpar. O registo materializa um novo rumo sonoro para os The Dodos, colocando o projeto novamente na senda daquela toada folk que marcou os primeiros trabalhos da dupla, enquanto nos transporta para um universo particularmente melancólico, sensível e confessional.

7 - Courtney Barnett - Things Take Time, Take Time

Fruto desta pandemia que nos assola, Things Take Time, Take Time, tem o condão de nos convidar a um certo recolhimento, mas também a nos tornarmos, em simultâneo, confindentes e bons amigos desta artista cada vez mais impressiva e realista. Fá-lo em dez canções sonoramente assentes na destemida companheira de sempre de Barnett, a guitarra, mas também com os sintetizadores a se quererem mostrar cada vez mais interventivos no catálogo da australiana, assim como o piano. Em suma, testemunha e materializa o cada vez maior ecletismo de Barnett, enquanto oferece ao ouvinte diferentes perspetivas sobre a realidade sociológica e psicológica que abriga a autora. 

6 - The Antlers - Green To Gold

Green To Gold traz consigo uma nova fase criativa do grupo de Brooklyn, promissora, luminosa e empolgante, assente na terna indulgência das cordas e na ardente soul das mesmas. Este sabor vai sendo ampliado, ao longo das dez canções, por portentosos violinos, sopros inspiradíssimos e um efeito metálico na guitarra com um adn muito vincado e pelo modo como este receituário se entrelaça sempre com a cândura vocal de Silberman e com o registo jazzístico da bateria. O resultado final é um alinhamento repleto de nostalgia e que versa quase sempre sobre a inocência que carateriza a esmagadora maioria das memórias da infância.

5 - Helado Negro - Far In

Far In é uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, um naipe de belíssimas canções que são mais um momento marcante deste músico sedeado em Brooklyn, um alinhamento com forte pendor temperamental e com um ambiente feito com cor, sonho e sensualidade. Nele percebe-se esta filosofia de alguém positivamente obcecado pela evocação de memórias passadas e, principalmente, pela concretização sonora de sensações, estímulos, reações e vivências cujo fato serve a qualquer comum mortal.

4 - Liars - The Apple Drop

The Apple Drop é o disco mais esplendoroso e simultaneamente acessível da carreira dos Liars. Nele, o projeto que é a solo desde dois mil e catorze, altura em que o australiano, radicado em Nova Iorque, Angus Andrew tomou definitivamente as suas rédeas, podemos contemplar um krautrock que mistura eletrónica com rock alternativo, funk, noise rock, avant garde, post punk e quase todas as outras sonoridades que possas imaginar e que cabem num espetro sonoro que podia muito bem personificar a mescla perfeita entre os Radiohead pós Kid A e a melhor herança dos alemães Kraftwerk.

3 - Bill Callahan & Bonnie “Prince” Billy - Blind Date Party

Repleto de convidados de referência e nomes ímpar da indie cotemporânea, Blind Date Party é um exercício criativo ímpar e robusto, quer na concepção, quer no conteúdo, uma homenagem feliz e muito bem sucedida a uma herança e um género sonoro que é muitas vezes negligenciado mas que, bem vistas as coisas, contém os alicerces de toda a diversidade musical que o indie hoje em dia contém. Mesmo sendo uma obra comunitária, confirma a genialidade de dois nomes essenciais da folk norte-americana atual.

2 - Elbow - Flying Dream 1

Flying Dream 1 é um deleite melódico, um registo que brilha, canção após canção, no modo como nos oferece composições irrepreensíveis ao nível da beleza, um portento de majestosidade sonora e um dos trabalhos mais refinados, envolventes e íntimos da discografia dos Elbow, enquanto reflete, mais uma vez, um universo muito pessoal de Garvey, desta vez as memórias e os encantamentos que foram ficando dos seus primeiros anos de vida e que o marcaram para sempre.

1 - Damon Albarn - The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows

Álbum intenso e cinematográfico, The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows explora com minúcia temas como a fragilidade, a perda, a emergência e o renascimento e o seu título é um excerto do poema Love and Memory, de John Clare. O disco mostra um lado experimental que Albarn gosta de explorar com uma delicadeza bem presente e um lado também algo sombrio e questionador, que tão bem o carateriza, em onze canções que pretendem, no seu todo, dar vida a uma peça orquestral inspirada na Islândia, país onde o músico tem assentado arraiais periodicamente nos últimos anos. É um registo, de facto, maravilhoso, que encarna na perfeição o ambiente muito peculiar de uma ilha com caraterísticas únicas, mas que também exibe, a espaços com enorme esplendor, toda a cartografia sonora que faz com que Damon Albarn seja um dos músicos mais ecléticos e completos das últimas duas décadas. 

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publicado por stipe07 às 12:19

Metronomy – Red River Rock

Quarta-feira, 22.12.21

Enquanto não chega aos escaparates Small World, o novo disco dos Metronomy, com data de lançamento prevista para dezoito de fevereiro de dois mil e vinte e dois, a banda de Joseph Mount e com raízes na pequena localidade de Totnes, Devon, no sudoeste de Inglaterra, acaba de divulgar uma deliciosa versão de Red River Rock, um original dos Johnny & The Hurricanes.

Metronomy BR (@metronomybr) / Twitter

A versão que os Metronomy criaram para este clássico Red River Rock, com sessenta e dois anos de vida, é bastante divertida. Tem uma tonalidade retro intensa e charmosa e está recheada de sintetizadores quentes e vibrantes, adornados com um inconfundível toque de Natal. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:40

Golf Alpha Bravo – Smoothie

Quarta-feira, 15.12.21

Um dos discos mais curiosos que rodou na nossa redaçao no verão de dois mil e vinte chegou da Austrália. Chamava-se The Sundog e era o registo de estreia da carreira a solo de Gab Winterfield, guitarrista e vocalista dos Jagwar Ma, que assinou o registo sob o peudónimo Golf Alpha Bravo, tendo sido editado pela própria etiqueta do músico, a Treasured Recordings Label. The Sundog continha onze canções e no regaço delas viajámos espacial e temporalmente, até à melhor herança do rock psicadélico setentista, uma epopeia pincelada com impressivos tiques do melhor jazz e do melhor blues, uma espécie de surf blues inspirado pelas vivências pessoais de Gab durante a sua infância e adolescência na zona costeira australiana perto de Sidney, onde cresceu.

Golf Alpha Bravo returns with a nautical-inspired single, 'Smoothie'

Agora, cerca de ano e meio depois dessa auspiciosa estreia, Golf Alpha Bravo regressa ao nosso radar à boleia de uma nova composição intitulada Smoothie, que deverá fazer parte de um novo registo do artista, a publicar em dois mil e vinte e dois. É um tema fortemente inspirado no mar e, de facto, é uma daquelas canções que se escutam com o mesmo prazer com que se encosta uma concha ao ouvido e se finge que, durante esse ato tão simples, mas também simbólico, se consegue escutar todo o vasto oceano que está defronte de nós e os seres que nele habitam e que se tornam, através desse ato tão simples, nossos amigos e confidentes. À boleia de explorações sonoras eminentemente eletrónicas, feitas com uma batida charmosa e encharcada num groove lascivo e diversas interseções cósmicas, são criadas, em Smoothie, pontes seguras e estreitas entre o rock, o funk e o jazz, temperadas com uma toada eminentemente lo fi e psicadélica, com o ritmo perfeito para tratar da necessidade primária que todos nós temos, de longe a longe, fugir ao ritmo alucinante desta modernidade que nos absorve, e acender nos nossos corações uma narcótica fogueira de festa, charme e boa disposição. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:16

Coldplay – Music Of The Spheres

Sexta-feira, 03.12.21

Os britânicos Coldplay já têm nos escaparates o sucessor de Everyday Life, o registo duplo que a banda de Chris Martin editou em dois mil e dezanove e que deixou um pouco de lado aquela etiqueta de banda de massas da pop e da cultura musical, feita de exuberância sonora e de uma mescla da enorme variedade de estilos que foram bem sucedidos comercialmente na última década, nomeadamente a eletrónica e o rock repleto de sintetizações, para voltarem a colocar na linha da frente aquele lado mais intimista, simples e humano, o modus operandi que talvez melhor potencie todos os atributos estilísticos e interpretativos que o grupo possui.

Coldplay Announce New Album Music of the Spheres | Pitchfork

Essa guinadela dos Coldplay para territórios mais apetecíveis e originais, digamos assim, não passou disso mesmo, fazendo jus ao conteúdo de Music Of The Spheres, o novo disco, que coloca novamente o projeto a navegar em atributos estilísticos e interpretativos que, também à boleia de alguns convidados especiais, têm o sucesso comercial como objetivo primordial da banda, em detrimento de uma exploração mais genuína dos seus atributos interpretativos. 

Coloratura, a composição que marca o ocaso do alinhamento, uma longa canção, com cerca de dez minutos de duração e que tem uma toada particularmente etérea, no início, com deliciosas linhas de piano a acamarem o registo vocal adocicado de Chris Martin, é a enormíssima exceção à regra do alinhamento de Music Of The Spheres e, curiosamente, um dos melhores temas de sempre do catálogo dos Coldplay. Por volta dos quatro minutos, a guitarra e a bateria induzem uma maior majestosidade ao tema, dando-lhe uma inédita vibe pop oitocentista, induzida também por arranjos de cordas sublimes, dos quais se destacam as harpas e as guitarras e o modo como se cruzam com o piano que se mantém sempre firme ao longo da canção.

Em suma, ao nono disco, os Coldplay voltam a ter como foco principal mostrarem como são realmente especialistas em criar sucessos radiofónicos e que estoirem nas playlists de canções mais ouvidas e vendidas, seguindo a linha interpretativa que orientou a banda de Chris Martin em anos mais recentes e que, na minha opinião, nunca fará justiça ao verdadeiro potencial do grupo. Temas como Humankind ou Biutyful, demonstram-no vivamente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:51

Luciano Mello & Orchestra Falsa - Gus Van Sant

Sexta-feira, 19.11.21

Luciano Mello é um compositor, cantor, pianista e arranjador brasileiro. Tem obras gravadas por Elza Soares, uma das mais importantes cantoras do Brasil na atualidade e também por Marina Lima, entre outros nomes da MPB. Luciano Mello, que atualmente vive em Braga, tem quatro álbuns disponíveis nas plataformas de streaming de música, além de singles, EPs e inúmeras bandas sonoras compostas para teatro, dança e algumas incursões pelo cinema. Conhecido pelas composições, tem também o seu nome marcado pelos espetáculos de lançamento de seus álbuns, verdadeiras performances multimédia em que vídeo, música eletrónica e acústica dialogam, proporcionando ao público uma experiência de imersão ímpar.

Luciano Mello & Orchestra Falsa antecipam disco Vida Portátil com single “ Vazio” – Glam Magazine

Luciano Mello é também o criador do conceito Orchestra Falsa, uma orquestra construída de samples de gravações antigas, que eleva a sonoridade única das suas produções.

Depois de termos divulgado o singleVazio, a primeira amostra do mais recente álbum de Luciano Mello, Vida Portátil, agora chega a vez de conferirmos a canção Gus Van Sant, uma composição que impressiona pelos timbres das sintetizações e pela postura algo hipnótica do poema, nomeadamente o refrão. Ela é uma homenagem, de acordo com o autor, a um dos seus diretores preferidos do cinema e também um questionamento que muitos dos filmes deste diretor lhe trouxeram, entre eles, Paranoid Park, Elephant e Milk

Gus Van Sant tem também já direito a um vídeo produzido por Patrick Tedesco e o próprio Luciano Mello, que traduz com perfeição a atmosfera post-punk que o álbum Vida Portátil quer criar. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:28

Helado Negro – Far In

Quinta-feira, 18.11.21

O projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos, começou em grande estilo a sua caminhada ao lado da etiqueta 4AD, para onde se transferiu em dois mil e vinte, dando as mãos à cantora e compositora Jenn Wasner, que assina as suas obras sonoras como Flock of Dimes e a Devendra Banhart, para assinarem,  há cerca de um ano, em conjunto, uma versão do clássico Lotta Love de Neil Young. Agora Helado Negro já tem também o seu primeiro disco etiquetado pela 4AD, um trabalho intitulado Far In, com quinze inéditos e que aprimora ainda mais a visão psicadélica e caleidoscópica de um artista ímpar no panorama alternativo atual.

Helado Negro's Far In: Stream the New Album

Quem segue com particular atenção a carreira deste músico incrível, ao escutar com devoção Far In a primeira impressão que tem é que o catálogo do mesmo nunca foi tão sensorial e orgânico como agora. De facto, este é um disco que apela muito à natureza, ao ambiente e ao modo como o autor, colocando-se na primeira pessoa, nos transmite memórias de um passado rico em experiências e vivências num Equador riquíssimo em belezas naturais e ancestralmente muito ligado à terra e aos recursos que a mesma nos oferece de mão beijada, quando é devidamente respeitada.

Gemini And Leo, o segundo tema do alinhamento de Far In e o primeiro avanço divulgado deste novo registo de Helado Negro há alguns meses atrás, elucidou-nos desde logo esta ligação que o disco iria ter à natureza. E, sonoramente, também nos fez prever que, como se veio a concretizar, o autor iria ampliar as suas já habituais experimentações com samples e sons sintetizados, com referências sonoras eminentemente cruas, para recriar um clima ainda mais acolhedor e imediato que o habitual e que encarnasse na perfeição o espírito muito particular e simbólico que pretende para esta nova etapa da sua carreira e da sua música.

Far In escorre sorrateiramente pelos nossos ouvidos e os nossos apurados sentidos voltam a ficar em sentido perante Outside The Outside, canção que mantém o autor nessa tão propalada demanda experimental, que se materializa, neste caso, numa agregação inspirada entre batidas e adornos rítmicos e melódicos ondulantes, das mais diversas proveniências instrumentais, principalmente sintéticas, enquanto Lange revive afetuosas memórias da sua infância e o modo como a sua família foi acolhida nos Estados Unidos da América. Depois, a cereja no topo do bolo está guardada para outro fruto, La Naranja, tema muito focado no prazer do usufruto das coisas simples da vida, como um simples sumo de laranja e sonoramente com uma vibração particularmente luminosa e tropical, impressionando pelo modo como a orquestralidade dos arranjos de violino vagueia pela batida sem nunca abafar o seu vigor e impetuosidade.

Far In é, em suma, uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, mais um naipe de belíssimas canções que são mais um momento marcante deste músico sedeado em Brooklyn, um alinhamento com forte pendor temperamental e com um ambiente feito com cor, sonho e sensualidade. Nele percebe-se esta filosofia de alguém positivamente obcecado pela evocação de memórias passadas e, principalmente, pela concretização sonora de sensações, estímulos, reações e vivências cujo fato serve a qualquer comum mortal. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:23

Alt-J (∆) – Get Better

Quarta-feira, 10.11.21

Quatro anos depois de Relaxer, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green, três amigos que se conheceram na Universidade de Leeds em dois mil e sete e juntamente com Gwil Sainsbury, entretanto retirado, formaram os  Alt-J (∆), estão de regresso com The Dream, um disco que irá ver a luz do dia a vinte e dois de fevereiro próximo, à boleia do consórcio Infectious Music/BMG.

Alt-J return with touching new song 'Get Better'

The Dream é um álbum inspirado em histórias e eventos relacionados com o mundo do crime que também existe em Hollywood, mas também está muito marcado pelo modo como a banda viveu a situação pandémica que todos conhecemos e que, de acordo com Joe Newman, o fez querer ser mais responsável e adulto no modo como escreve as letras das suas canções que, continuando a ser sobre eventos fictícios, acabam por ter paralelo com algumas das suas vivências mais recentes.

Bom exemplo disso é Get Better, o primeiro single retirado de The Dream, uma composição que resultou da união de duas canções. Uma delas é um trecho de um tema que criou, há três anos, para a sua companheira, Darcy Wallace, ao qual juntou uma sequência melódica que criou durante o confinamento, enquanto refletia sobre as vítimas desta pandemia e a dor daqueles que perderam alguém querido.

Get Better estará à venda em diversos formatos; o habitual CD, que terá uma edição limitada que reproduz o caderno onde Newman escreveu as letras do disco, mas também vinil, com edições limitadas de diversas cores. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:42

Nation Of Language – The Grey Commute

Sábado, 30.10.21

Banda sensação do cenário underground de Brooklyn, Nova Iorque, os Nation Of Language de Ian Devaney estão prestes a estrear-se nos discos com A Way Forward, um registo que irá ver a luz do dia na próxima semana e que promete fazer furor no seio da crítica mais atenta, mas também de um público sempre sedento por novidades refrescantes e que acrescentem algo de inédito ao panorama sonoro contemporâneo.

Nation of Language interview: New York synth heroes on their return with A  Way Forward - London News Time

São já várias as amostras conhecidas do alinhamento de A Way Forward, nomeadamente as composições Across That Fine Line, Wounds Of Love, This Fractured Mind, A Word And A Wave e, a mais recente, The Grey Commute. Esta canção versa, essencialmente, sobre a adição algo doentia, que quase todos temos realtivamente ao consumismo, fazendo-o através de uma synth pop de forte travo oitocentista, encarnada através de sintetizadores repletos de efeitos cósmicos que se acamam numa batida que tem tanto de discreto como de insinuante. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:40

All We Are – Eden

Quinta-feira, 28.10.21

Depois de no ano passado terem subido à ribalta com Providence, o terceiro disco de uma já interessante carreira, os ingleses All We Are têm um novo tema intitulado Eden, que pode muito bem vir a ser o pronúncio de um novo alinhamento do trio de Liverpool.

All We Are cover Caribou's 'Can't Do Without You' | News | DIY Magazine

Produzida por Al Doyle e Joe Goddard dos Hot Chip, Eden é uma estrondosa canção, que nos remete, no imediato, através do registo percussivo, do perfil encorpado do baixo, da distorção da guitarra e do perfil vocal para o melhor catálogo do mítico Prince. Nela, os All We Are, enquanto fazem uma espécie de ode ao malogrado artista de Minneapolis, piscam o olho à soul e ao R&B mais retro, assim como ao discosound dos anos oitenta, convidando-nos, durante pouco mais de quatro minutos, a uma postura corporal enleante e que, fisicamente, não deixa de nos induzir com um grau elevado de lisergia. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:40






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