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Teleman – Good Time/Hard Time

Segunda-feira, 23.01.23

Os britânicos Teleman do vocalista Tommy Sanders, do baixista Peter Cattermoul e do baterista Hiro Amamiya, estão de regresso ao formato longa duração com Good Time​/​Hard Time, o quatro álbum da carreira do grupo natural de Reading. O álbum irá ver a luz do dia a sete de abril de dois mil e vinte e três com a chancela da Moshi Moshi e será o primeiro disco dos Teleman em formato trio, depois da saida de Johnny Sanders, em dois mil e vinte, o irmão do líder do grupo, Tommy Sanders, para se dedicar de modo mais intenso à sua carreira como realizador e designer.

Good Time/Hard Time | Teleman

A nossa redação tem estado particularmente atenta à divulgação dos diversos singles de Good Time/Hard Time que têm sido retirados do alinhamento do registo. Assim, depois de há algumas semanas atrás termos tido a oportunidade de conferir Short Life, o primeiro single retirado de Good Time/Hard Time, composição, que, curiosamente, tem já direito a um vídeo que foi realizado por Johnny Sanders e depois de escutarmos também Easy Now I’ve Got You, a quarta canção do alinhamento do disco, um tema que explora a solidão que muitos sentem num mundo feito de multidões, mas que atualmente é tão vertiginoso, competitivo e egoísta que acaba por, no meio de tantos excessos, haver quem esteja perigosamente só, agora chega a vez de conferirmos o tema homónimo do álbum. Good Time/Hard Time é uma canção encantadora e subtilmente nostálgica, capaz de nos fazer levitar sem razão aparente, assentando no habitual receituário dos Teleman, sempre sagazes a cruzar sintetizações com elevada sobriedade, com guitarras melodicamente indistintas e o peculiar registo vocal de Tommy. Confere...

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publicado por stipe07 às 09:18

Os Melhores Discos de 2022 (20-11)

Quarta-feira, 28.12.22

Man On The Moon EP1 - YouTube

20 - Pixies - Doggerel

Doggerel é um disco explosivo, vibrante e claramente o trabalho da banda que mais a aproxima da herança feroz que os Pixies nos deixaram há cerca de três décadas. Doggerel também merece exaltação porque não é obra unicamente saída da mente criativa de Black Francis, mas antes uma feliz conjugação de esforços, que inclui o produtor Tom Dalgety (Royal Blood, Ghost) e as contribuições ímpares, quer no processo de escrita, quer no arquétipo das canções, dos restantes membros da banda, o já referido guitarrrista Joey Santiago, o baterista David Lovering e a baixista Paz Lenchantin. Espero que aprecies a sugestão...

19 - Fontaines D.C. - Skinty Fia

Skinty Fia impressiona pela versatilidade e variedade das cordas, sendo um disco conduzido, quase sempre, por uma espetacular linha de baixo, que acama melodias algo hipnóticas e sombrias. O seu conteúdo lírico é eminentemente político, pretendendo personificar ironicamente o ponto de vista de um bem sucedido irlandês que, de modo algo corrosivo, em forma de elogio fúnebre, se congratula com o país onde vive e o orgulho que sente no seu sucesso, mesmo que deite para trás das costas questões tão prementes como a atual política climática de quem o governa e a sua herança histórica.

18 - The 1975 - Being Funny In A foreign Language

Como seria expetável numa banda que nos tem oferecido, disco após disco, um novo labirinto sonoro que da eletrónica, ao punk rock, passando pela pop e o típico rock alternativo lo fi, abraça praticamente todo o leque que define os arquétipos essenciais da música alternativa atual e que tem um líder carismático a liderar as operações e que não receia utilizar a música para exorcizar fantasmas e descobrir caminhos, Being Funny In A Foreign Language é, indiscutivelmente, um álbum com um resultado final de superior grau criativo, com o arquétipo das canções a ser guiado por guitarras, ora límpidas, ora plenas de efeitos eletrificados algo insinuantes, mas com pianos, sopros e uma vasto arsenal de sintetizações a oferecerem à sonoridade geral de um registo de forte pendor nostálgico e enleante, uma profunda gentileza sonora, num ambiente sonoro descontraído, mas extremamente rico e que impressiona e instiga, não deixando indiferente quem se oferece ao prazer de o escutar com deleite.

17 - Destroyer - Labyrinthitis

Labytinthitis é intenso e joga com diferentes nuances sonoras sempre com um espírito aberto ao saudosismo e à relevância inventiva. É um verdadeiro oásis de pop sofisticada em que Bejar eleva a sua escrita críptica e crítica a uma intensidade e requinte nunca antes vistos, rodeado por um grupo de músicos que também já habituou os seus fãs a um espetro rock onde não faltavam de guitarras distorcidas e riffs vigorosos, mas que opta agora, e mais do que nunca, num claro sinal de maturidade e de pujança criativa, por compôr composições que olham de modo mais anguloso para a eletrónica e para ambientes eminentemente clássicos, fazendo-o com superior apuro melódico. 

16 - Preoccupations - Arrangements

Arrangements é um tratado feliz e extraordinariamente bem concebido no modo como utiliza tudo aquilo que é aparentemente apenas rugoso e abrasivo, para passar a ser audível com deleite e de modo harmonioso, mesmo que, a instantes, pareça algo minimal. Por exemplo, canções como Slowly, uma rapidinha rebelde encharcada em nostalgia, mas também Death Of Melody ou Ricochet, que filosoficamente se debruçam sobre o futuro da humanidade, provam, uma vez mais, o modo como este quarteto é contundente a abordar certas questões da nossa contempraneidade que inquietam e assustam, nomeadamente a constante imoralidade de determinadas instituições que, infelizmente, não nos dão a confiança merecida Estando repletas de guitarras encharcadas em distorções metálicas e efeitos ecoantes intensos e que também impressionam pelo registo percussivo enleante e encorpado, não só plasmado numa bateria seca, mas também num baixo imponente, nomeadamente na marcação rítmica, são temas que depois afagam-se em primorosas sintetizações que, dando-lhes o indispensável tempero, acamam a rudeza eficazmente, provando o modo exímio como este quarteto faz da rispidez visceral algo de extremamente sedutor e apelativo.

15 - Papercuts - Past Life Regression

Past Life Regression é mais uma feliz jornada afagada nas nuvens poeirentas da folk pop psicadélica, com nomes como os Spiritualized, Echo & The Bunnymen, ou Leonard Cohen a serem influêcias declaradas, como Jason já admitiu recentemente. É um disco muito marcado pela mudança de Jason Quever para São Francisco, depois de alguns anos a viver em Los Angeles, assim como pela questão pandémica atual e pela tensão politica que continua a dividir uma América muito marcada pelos acontecimentos que na última década têm criado feridas profundas nesse país. O disco pode ser comparado a uma daquelas telas impressivas que exalam emoção e cor por todos os seus milimetros quadrados. É um álbum que, canção após canção, implora pela nossa atenção, que sendo para ele orientada, sacia o nosso desejo de ouvir algo rico, charmoso e tremendamente contemporâneo e que deixa uma marca impressiva firme e de recompensadora codificação.

14 - Damien Jurado - Reggae Film Star

Em doze canções que se esperaiam por pouco mais de meia hora, Reggae Film Star oferece-nos mais um delicado e sublime tratado sonoro, repleto de canções melodicamente irrepreensíveis, instrumentalmente fartas e filosoficamente tocantes, inspiradas num sitcom dos anos setenta para crianças chamado Alice, de que o autor se recorda da sua infância, um expressionismo sonoro que faz com que seja muito comum o ouvinte sentir-se reconhecido em algumas das personagens e das circunstâncias que são descritas e encontrar, ao longo da audição, peças do seu próprio puzzle existencial, enquanto assiste a uma tocante saga emocional.

13 - Josh Rouse - Going Places

Going Places oferece um ambiente sonoro indistinto ao já riquíssimo catálogo de Josh Rouse e reforça, com subtileza e contemporaneidade, aqueles que são alguns pilares identitários essenciais de um músico que parece ser capaz de entrar pela nossa porta com uma garrafa numa mão e um naco de presunto na outra e o maior sorriso no meio, como se ele fosse já da casa, já que consegue sempre revelar-se, nas suas canções, como um grande parceiro, confidente e verdadeiro amigo, um daqueles que não complicam e com o qual se pode sempre contar. Josh Rouse é único e tem um estilo inconfundível no modo como dá a primazia às cordas, sem se envergonhar de colocar a sua belíssima voz também na primeira linha dos principais fatores que ainda tornam a sua música tão tocante e inspiradora.

12 - Elephant - Big Thing

Big Thing é um disco eminentemente solarengo e expansivo, versando sobre os habituais dilemas existenciais, mais ou menos mundanos, da nossa contemperaneidade e, mais concretamente, da geração que vive a transição para a vida adulta.  O arquétipo sonoro das suas dez composições assenta predominantemente num timbre metálico de uma guitarra plena de reverb e de forte pendor experimental e num registo percussivo vincadamente contemplativo, duas nuances transversais ao alinhamento e que acabam por misturar a melhor herança do aclamado rock setentista com uma indecritível pitada de lisergia. É, pois, um álbum que nos oferece um refúgio luminoso e aconchegante, um recanto sonoro sustentado por guitarras melodicamente simples, mas com um charme muito próprio e intenso, principalmente quando a elas se agregam outros arranjos, que acabam por dar um polimento ainda mais charmoso às canções.

11 - Kula Shaker - 1st Congregational Church Of Eternal Love And Free Hugs

1st Congregational Church Of Eternal Love And Free Hugs oferece-nos uma espetacular e efusiante trip psicadélica, através de um alinhamento que personifica uma espécie de cerimónia religiosa, devidamente balizada em alguns dos temas do disco, que são apenas discursos feitos pelo lider religioso de uma seita que pretende espalhar amor pelo mundo inteiro, ou então, pelo menos, pelos ouvintes deste maravilhoso alinhamento. Neste disco, Crispian Mills e os seus companheiros, Alonza Bevan, Paul Winterhart e Henry Broadbent, não tocam e cantam rock n'roll, pregam-no a quem os quiser ouvir e deixar-se levar por uma doutrina que se serve das guitarras, acústicas ou eletrificadas para, com uma ímpar teatralidade e uma inimitável versatilidade estilística, criar grandiosas canções que versam sobre algumas dicotmias que, no fundo, regem a nossa existência mais metafísica: Amor vs. Medo, Deus vs. Lucífer, Liberdade vs. Ditadura, Colonizadores vs. Indígenas e Impérios vs. Rebeliões.

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publicado por stipe07 às 15:20

Molly Burch – Cozy Christmas & December Baby

Sexta-feira, 23.12.22

Quem também não escapou à febre das canções de Natal, foi a norte-americana Molly Burch que lançou, bem a tempo de iluminar ainda mais as bandas sonoras da época festiva que se avizinha, duas novas composições alusivas à efeméride. Chamam-se Cozy Christmas e December Bay e surgem na sequência de um disco de natal que a artista lançou em dois mil e dezanove e que continha uma bela mistura de canções assinadas pela própria Molly e covers de originais de nomes tão míticos como John Early ou Kate Berlant.

Molly Burch Falls in Love with Pop on 'Romantic Images' - Austin Monthly  Magazine

Nestas duas novas canções de Natal, a cantora e compositora natural de Austin, no Texas, navega no terreno que se sente mais confortável e que se carateriza por ambientes deslumbrantes emotivos e algo jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual. Se o primeiro tema, Cozy Christmas, assenta num registo eminentemente radiofónico, December Baby é uma daquelas baladas de Natal que não deixam ninguém indiferente. Duas canções díspares, que materializam um lançamento sonoro impecavelmente dotado de charme e tremendamente feminino, com um clima assumidamente polido e contemporâneo, mas também algo intrigante e instigador, como é norma nesta autora sempre disponível ao questionamento contundente, quer sobre si própria quer sobre aqueles ou aquilo que a incomodam ou atiçam, mesmo que seja Natal. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:12

Teleman – Easy Now I’ve Got You

Segunda-feira, 21.11.22

Os britânicos Teleman do vocalista Tommy Sanders, do baixista Peter Cattermoul e do baterista Hiro Amamiya, estão de regresso ao formato longa duração com Good Time​/​Hard Time, o quatro álbum da carreira do grupo natural de Reading. O álbum irá ver a luz do dia a sete de abril de dois mil e vinte e três com a chancela da Moshi Moshi e será o primeiro disco dos Teleman em formato trio, depois da saida de Johnny Sanders, em dois mil e vinte, o irmão do líder do grupo, Tommy Sanders, para se dedicar de modo mais intenso à sua carreira como realizador e designer.

Teleman have released a new track, 'Easy Now I've Got You', from their  upcoming fourth studio album, 'Good Time / Hard Time' | Dork

Depois de há algumas semanas atrás termos tido a oportunidade de conferir Short Life, o primeiro single retirado de Good Time/Hard Time, composição, que, curiosamente, tem já direito a um vídeo que foi realizado por Johnny Sanders, agora chega a vez de escutar Easy Now I’ve Got You, a quarta canção do alinhamento do disco, um tema que explora a solidão que muitos sentem num mundo feito de multidões, mas que atualmente é tão vertiginoso, competitivo e egoísta que acaba por, no meio de tantos excessos, haver quem esteja perigosamente só. Sonoramente, Easy Now I’ve Got You oferece-nos pouco mais de quatro minutos de notável encantamente nostálgico, em que sintetizações com elevada sobriedade se cruzam com uma guitarra melodicamente sagaz, com o peculiar registo vocal de Tommy a oferecer ao tema um intimismo e uma humanidade que nos faz conetar instantaneamente com a filosofia do tema. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:20

Said The Whale – Girls Night Out

Quarta-feira, 16.11.22

Cerca de nove meses do curioso registo Dandelion, o sétimo álbum da carreira, os canadianos Said The Whale de Tyler Bancroft, Ben Worcester, Jaycelyn Brown e Lincoln Hotchen, voltam às luzes da ribaltaneste outono com um novo single intitulado Girls Night Out, disponível no bandcamp da banda natural de Vancouver.

Said The Whale | Spotify

Girls Night Out contém um aditivo charme efusiante, assente numa batida empolgante e plena de groove, que vai sendo entrelaçada por uma majestosa guitarra encharcada em acidez e diversos efeitos sintéticos de elevada cosmicidade, com o registo vocal reverberizado a conferir ainda mais ao tema uma indisfarçável acentuação futurística. Esta composição eleva para patamares superiores o catálogo dos Said The Whale, que sempre souberam calcorrerar airosamente territórios sonoros que induziram ao mesmo pegadas de folk, country e muita pop que, pelos vistos, vai olhar com maior gola para a eletrónica num futuro próximo. Seja como for, Girls Night Out , fazendo adivinhar essa previsão, é mais um carimbo que atesta ser esta uma das melhores bandas desse imenso país da América do Norte chamado Canadá. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:55

Raised By Swans – I Want To Burn

Quinta-feira, 10.11.22

Raised by Swans é  nome do projeto a solo de Eric Howden, um artista, cantor, compositor e multi-instrumentista canadiano, mas que passa também algum tempo na Islândia e que tem já uma herança rica, fruto da utilização de canções suas em filmes de nomeada como Adoration (2009) de Atom Egoyan, ou o thriller erótico Chloe (2010), entre outros. Eric assume, praticamente na totalidade, as rédeas das suas criações sonoras, desde a escrita à composição, passando pela produção e a própriacomponente gráfica das suas criações. Tem quatro álbuns no seu catálogo, Codes and Secret Longing (2005), No Ghostless Place (2010), Öxnadalur (2014) e Raised By Swans Is The Name Of A Man, Volume 1 (2021).

Raised By Swans music, videos, stats, and photos | Last.fm

O quinto registo de originais da carreira de Raised By Swans está praticamente pronto. Intitula-se Raised By Swans Is The Name Of A Man, Volume 2; Run With The Silent Wildfires e temos dado conta por cá dos singles que vão sendo adiantados do seu alinhamento. Assim, depois de há quase quatro semanas termos conferido o single Recaptured e, poucos dias depois, a composição Museum Birds, agora chega a vez de contemplarmos I Want To Burn, mais um belíssimo tema, que impressiona pela luminosidade dos efeitos que deambulam por um registo vocal ecoante que cria ao nosso redor uma espécie de névoa celestial, com uma beleza sonora que nos deixa boquiabertos e faz da canção uma jóia verdadeiramente preciosa. I Want To Burn é mais uma espécie de inusitado momento de agitação elegante e introspetiva que nos obriga a esquecer tudo o que nos rodeia e a refugiar-nos numa espécie de feliz isolamento auto imposto. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:28

Gorillaz – Baby Queen

Segunda-feira, 07.11.22

Foi há já mais de ano e meio que chegou aos escaparates Song Machine, Season One: Strange Timez, o sétimo álbum dos britânicos Gorillaz, projeto formado por Russell, Noodle, 2D e Murdoc e conduzido pelo enorme Damon Albarn, talvez a única personalidade da música alternativa contemporânea capaz de agregar nomes de proveniências e universos sonoros tão díspares e fazê-lo num único registo sonoro. Depois disso, os Gorillaz já nos presentearam com três canções novas, os temas Cracker Island, New Gold, a composição que vai dar nome ao novo disco do grupo, com edição prevista para fevereiro de dois mil e vinte e três e agora a música Baby Queen.

Gorillaz share 'Baby Queen', inspired by a stagediving Thai princess

Se Cracker Island contava com a participação especial de Thundercat e New Gold com os Tame Impala nos créditos, Baby Queen, o terceiro single daquele que será o oitavo disco dos Gorillaz, que terá a chancela da Warner Records e que contará com as participações especiais de nomes tão proeminentes como Stevie Nicks, Bad Bunny, Beck, os já referidos Tame Impala, Bootie Brown e muitos outros, tem o próprio Damon Albarn como figura central do tema, acabando por ser, das três composições já divulgadas, aquela que sonoramente mais se aproxima se ideário sonoro que o músico britânico costuma apresentar no seu projeto a solo. Baby Queen assenta, portanto, numa batida sintética efusiante, cordas impactantes e diversos efeitos já típicos das criações de Albarn. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:20

Raised By Swans – Museum Birds

Terça-feira, 25.10.22

Raised by Swans é  nome do projeto a solo de Eric Howden, um artista, cantor, compositor e multi-instrumentista canadiano, mas que passa também algum tempo na Islândia e que tem já uma herança rica, fruto da utilização de canções suas em filmes de nomeada como Adoration (2009) de Atom Egoyan, ou o thriller erótico Chloe (2010), entre outros. Eric assume, praticamente na totalidade, as rédeas das suas criações sonoras, desde a escrita à composição, passando pela produção e a própriacomponente gráfica das suas criações. Tem quatro álbuns no seu catálogo, Codes and Secret Longing (2005), No Ghostless Place (2010), Öxnadalur (2014) e Raised By Swans Is The Name Of A Man, Volume 1 (2021).

Raised By Swans music, videos, stats, and photos | Last.fm

O quinto registo de originais da carreira de Raised By Swans está praticamente pronto. Intitula-se Raised By Swans Is The Name Of A Man, Volume 2; Run With The Silent Wildfires e depois de termosconferido o single Recaptured o há alguns dias atrás, agora chega a vez de ouvirmos Museum Birds, mais uma belíssima composição, que impressiona pela luminosidade dos efeitos que deambulam por um registo vocal ecoante que cria ao nosso redor uma espécie de névoa celestial, com uma beleza sonora que nos deixa boquiabertos e faz da canção uma jóia verdadeiramente preciosa. Museum Birds é mais uma espécie de inusitado momento de agitação elegante e introspetiva que nos obriga a esquecer tudo o que nos rodeia e a refugiar-nos numa espécie de feliz isolamento auto imposto. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:37

Cool Sounds – Like That

Sexta-feira, 21.10.22

O coletivo australiano Cool Sounds fez furor em dois mil e dezasseis quando se apresentou ao mundo com um extraordinário registo de estreia intitulado Dance Moves, uma notável coleção de canções pop que tinham no catálogo de bandas como os Talking Heads ou os Roxy Music declaradas influências. Dois anos depois os Cool Sounds viraram agulhas para territórios que calcorream o típico indie rock de cariz eminentemente lo-fi, com o registo Cactus Country, sempre com Dainies Lacey ao leme, o único membro da formação original que ainda permanece no agora sexteto Cool Sounds e a grande força motriz da banda.

Track: Cool Sounds funk it up with '6 or 7 More': a shimmering disco  inflected indie pop masterpiece that floats like a butterfly and stings  like a bee. Plus album news. – Backseat Mafia

Em dois mil e vinte e um as guitarras mantiveram-se na linha da frente estilística do grupo com o disco Bystander, que já tem sucessor, um trabalho intitulado Like That, que chegou aos escaparates recentemente, com a chancela da Chapter Music e que tem nas pistas de dança o grande alvo. É um disco de dez composições com uma sonoridade muito veraneante e repleto de sons essencialmente orgânicos, mas também de proveniência sintética, que vão surgindo ao longo do disco de forma algo surpreendente, em alguns casos, mas que nunca parecem desfasados ou exagerados, sempre em busca de um registo anguloso, vibrante e funky. A consistência do álbum deriva, essencialmente, da versatilidade percurssiva que o traça de alto abaixo, mas também à composição dos arranjos e à voz, fundamentando ainda mais um conceito de diversidade, que tem também a vantagem de conceder a Like That uma abrangência estilística alargada, dentro do espetro que sustenta a melhor pop contemporânea.

Logo no baixo agitado de 6 Or 7 More, um tema que Lacey confessa inspirar-se numa mescla entre os catálogos dos The Clash e de Jessie Ware e que, de facto, no funk anguloso da guitarra que conduz o tema, no já referido baixo vibrante que marca o seu ritmo e nos arranjos sintetizados que o adornam, plasma uma espécie de dance punk bastante charmoso e contundente, ficamos simultaneamente boquiabertos e esclarecidos ao que vêem os Cool Sounds em Like That. A partir dai, em temas como Part Time Punk ou Hello, Alright, You Got That , só para citar os mais contundentes, somos confrontados com um incomum frenesim e vigor, que nos encharcam de entusiasmo e vibrações positivas.

O sintetizador retro do tema homónimo, as suas cordas fluorescentes e o saxofone tocado por Pierce Morton, terminam em grande estilo um disco brilhante, que mais parece a banda sonora de uma festa privada meticulosamente criada, que nunca teve a preocupação de replicar estilos ou tendências, mas antes exalar o gosto pessoal e coletivo de um projeto que deve ser admirado pelo seu arrojo e vanguardismo ímpares. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:59

Fujiya And Miyagi – Slight Variations

Quinta-feira, 20.10.22

Três anos depois de Flashback, os britânicos Fujiya And Miyagi têm um novo disco nas lojas. Chama-se Slight Variations e viu a luz do dia recentemente com a cancela da Impossible Objects of Desire, a própria etiqueta da banda.

New Body Language' by Fujiya & Miyagi | New Album, 'Slight Variations' -  It's Psychedelic Baby Magazine

Slight Variations é um portentoso acrescento ao já valioso compêndio de um projeto com mais de década e meia de atividade e que se foi assumindo, à boleia desse vasto e riquíssimo catálogo discográfico, como um dos grupos mais relevantes do cenário indie britânico, pelo modo exímio como tem vindo a misturar alguns dos melhores aspetos do rock alternativo com a eletrónica de cariz mais progressivo.

A trama mantem-se em Slight Variations e nas suas dez composições, que têm uma tonalidade um pouco mais introspetiva que o habitual, como se os Fujiya And Miyagi quisessem fazer um disco de dança, mas para que não gosta propriamente de dançar. Os temas são, na generalidade, luminosos e animados, têm na performance vocal um elevado trunfo, mas o álbum também impressiona pela vertente rítmica, que é, sem sombra de dúvida, um dos atributos maiores dos Fujiya And Miyagi. Além destes dois aspetos vitais, o disco também é majestoso no modo como exexuta uma simbiose feliz entre elementos orgânicos e sintéticos, com cordas e sintetizações planantes a entrecuzar-se com elevada astúcia entre si.

Em suma, Slight Variations oferece-nos, com elevado grau de impressionismo, todo o ideário sonoro que tem guiado a carreira deste projeto britânico, através da simbiose entre as batidas graves e palmas, a voz sussurrada de Best e o groove de um teclado retro, ao qual se juntam amiúde efeitos metálicos percurssivos com uma declarada essência vintage. É uma filosofia interpretativa que, numa mescla entre electropop, disco e o clássico krautrock alemão setentista, nos proporciona um dos alinhamentos mais dançáveis do ano, mesmo que à primeira audição essa caraterística não pareça muito evidente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:41






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