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LUMP – Animal

Terça-feira, 07.09.21

Foi no verão de dois mil e dezoito que viu a luz do dia, à boleia da Dead Oceans, LUMP, o disco homónimo de estreia do projeto com o mesmo nome que junta os britânicos Laura Marling e Mike Lindsay, membro dos Tunng, uma inusitada mas bem sucedida colaboração que começou a ganhar vida há meia década quando os dois músicos se conheceram e que, nessa estreia, se materializou em sete canções misturadas com uma ímpar contemporaneidade e com inegável bom gosto, cimentadas numa fusão feliz entre pop, eletrónica e folk.

LUMP lança o single "We Cannot Resist" do álbum 'Animal'

Esse disco homónimo de estreia dos LUMP mereceu lugar de destaque na listagem dos melhores álbuns de dois mil e dezoito para a nossa redação, e Animal, o novo alinhamento do grupo, poderá muito bem também fazer mossa em rankings semelhantes, por causa de dez belíssimas canções, assentes num rock experimental de elevado calibre e com um charme e um carisma muito próprios e já inconfundíveis.

De facto, este Animal, que viu a luz do dia por intermédio do consórcio Partisan / Chrysalis,  está recheado de díspares abordagens criativas, ritmos e referências. Temas como Climb Every Wall, uma canção em que alguns detalhes percussivos algo abrasivos e um vasto oceano de sintetizações, a maioria de cariz falsamente minimalista, se entrelaçam com o registo vocal doce e aconchegante de Marling, o vasto oceano de efeitos borbulhantes que nos embalam na opulência orquestral de Bloom At Night, o espírito funk retro cósmico de Gamma Ray, o groove roqueiro de We Cannot Resist, a majestosidade contemplativa que nos embala em Red Snakes, ou o vasto jogo de intersecções vocais e rítmicas que carimbam Paradise, sustentam-se em melodias doces e cativantes. Mesmo que o espírito interpretativo e o catálogo dos arranjos seja adornadas, muitas vezes, com detalhes sonoros orgânicos e samples à primeira vista tendencialmente agrestes e ruidosos, cada canção, independentemente da sua abordagemsonora, acaba por conter, sem exceção, um charme e a uma elegância inegáveis.

Audição após audição, Animal vai-se convertendo nos nossos ouvidos num portento de sensibilidade e optimismo. É um álbum que transborda um amor genuíno dos LUMP pela exploração musical numa vertente sensorial, um modus operandi que obriga o ouvinte a não colocar amarras à sua imaginação durante a audição, um exercício recompensador porque é real a constatação que esse exercício nos liberta definitivamente de algumas das amarras que ainda filtram o modo como a nossa consciência vê o mundo, dia após dia. De facto, o maior ensinamento que Animal nos permite usufruir é que no seio de um processo de criação sonora algo complexo e que não renegou o uso de várias influências e onde o experimentalismo livre de constrangimentos se assumiu como uma filosofia condutora marcante,  é uma verdade insofismável que por mais que a existência humana e tudo o que existe em nosso redor, estejam amarrados à ditadura da tecnologia, estas canções podem ser um veículo para o encontro do bem e da felicidade, quer pessoal quer até coletiva. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 11:09

Helado Negro - Outside The Outside

Quinta-feira, 02.09.21

Em pleno outono do ano passado, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos, começou em grande estilo a sua caminhada ao lado da etiqueta 4AD, para onde se transferiu em dois mil e vinte, dando as mãos à cantora e compositora Jenn Wasner, que assina as suas obras sonoras como Flock of Dimes e a Devendra Banhart, para assinarem, em conjunto, uma versão do clássico Lotta Love de Neil Young.

Helado Negro Shares New Song “Outside the Outside”: Listen | Pitchfork

Depois, e como seria de esperar, no início deste verão Helado Negro anunciou o seu primeiro disco etiquetado pela 4AD, um trabalho intitulado Far In, que terá um alinhamento de quinze inéditos e que sairá para os escaparates a vinte e dois de outubro próximo.

Gemini And Leo, o segundo tema do alinhamento de Far In, foi o primeiro avanço divulgado deste novo registo de Helado Negro, uma composição onde, como certamente se recordam, o autor ampliou as suas  já habituais experimentações com samples e sons sintetizados, de modo a replicar a multiplicidade de referências sonoras que o inspira, sempre em busca de ambientes eminentemente intimistas e acolhedores e que encarnem na perfeição o espírito muito particular e simbólico da sua música.

Agora, e a poucas semanas do lançamento de Far In, Helado Negro divulga a nona canção do alinhamento do registo, um tema chamado Outside The Outside, que mantém o autor nessa tão propalada demanda experimental, que se materializam, neste caso, numa agregação inspirada entre batidas e adornos rítmicos e melódicos ondulantes, das mais diversas proveniências instrumentais, principalmente sintéticas, sem nunca colocar em causa o habitual cariz caliente e psicadélico do seu reportório, enquanto revive afetuosas memórias da sua infância e o modo como a sua família foi acolhida nos Estados Unidos da América.  O vídeo de Outside The Outside amplia esta sensação de intimidade e de testemunho dessa nova realidade da prole onde nasceu e cresceu Lange, já que foi criado com imagens em VHS que mostram cenas de uma festa da sua família nos anos oitenta. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:15

Django Django - Under Fire

Quarta-feira, 01.09.21

Como certamente se recordam, há pouco mais de dois meses esmiuçámos Glowing In The Dark, um excelente naipe de canções feitas com uma pop angulosa, proposta pelos Django Django, quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Django Django announce deluxe edition of 'Glowing In The Dark' with new  song 'Under Fire'

Quinze dias depois dessa análise, regressámos ao projeto assinado por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon para dar conta de uma nova canção intitulada Say Something,  assinada também por Denai Moore e pelo produtor Bullion, tendo sido gravada nos míticos estúdios Abbey Road Studios, para fazer parte do primeiro episódio da iniciativa dinamizada por esse estúdio chamada Lock-In series.

Agora, no início de setembro, os Django Django voltam a merecer referência neste blogue por causa de Under Fire, um inédito do quarteto que fará parte de uma reedição de luxo de Glowing In The Dark, que irá ver a luz do dia no final deste mês e que também incluirá, além desta Under Fire e do alinhamento original do registo, os temas Shutters, Everything Flows, Days Are Numbered e Show Me the Way.

Under Fire é uma canção em que um travo retro setentista conferido por um sintetizador hipnótico constante se confunde com uma visão bastante contemporânea e feliz acerca do modo como o baixo e o piano se podem aliar para, juntos, criar uma base rítmica que sem ser muito rápida, contém uma cadência encharcada com um groove que apela instantaneamente à dança. Em suma, Under Fire é, claramente, uma das melhores canções do catálogo dos Django Django, devido a um sóbrio pendor experimental, uma linguagem melódica inspirada, incisiva e plena de contemporaneidade e, já agora, uma letra atual e contagiante. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:39

Liars – The Apple Drop

Domingo, 08.08.21

O indie rock experimental abrasivo, contundente, instigador e cheio de personalidade dos Liars é uma enorme lufada de ar fresco neste verão algo atípico, materializada em The Apple Drop, o novo disco do projeto assinado por Angus Andrew, que para dar vida a este esplendoroso alinhamento de onze canções abrigadas pela Mute, contou com a ajuda do baterista de jazz Laurence Pike, do multi-instrumentista Cameron Deyell e da sua esposa Mary Pearson Andrew, que o ajudou a escrever as letras dos temas.

Liars – 'The Apple Drop' review: their most refined and accessible album

The Apple Drop é, de facto, o disco mais esplendoroso e simultaneamente acessível da carreira dos Liars. Nele, o projeto que é a solo desde dois mil e catorze, altura em que o australiano, radicado em Nova Iorque, Angus Andrew tomou definitivamente as suas rédeas, podemos contemplar um krautrock que mistura eletrónica com rock alternativo, funknoise rockavant gardepost punk e quase todas as outras sonoridades que possas imaginar e que cábem num espetro sonoro que podia muito bem personificar a mescla perfeita entre os Radiohead pós Kid A e a melhor herança dos alemães Kraftwerk.

Num álbum com uma base sonora bastante peculiar e climática, se canções como a cinematográfica From What The Never Was, uma banda sonora perfeita para um passeio no espaço e King Of The Crooks, no oferecem uns Liars luminosos e subtilmente românticos, porque são aconchegantes limbos de delicadeza, proporcionados, na primeira, por um baixo omnipresente, que abraça com igual acerto e ternura cordas eletrificadas um acústicas e, na segunda, no mesmo registo melancólico, por uma diversidade maquinal muito coerente, já composições do calibre de Big Appetite, um edifício melódico onde o caos parece fazer todo o sentido e se torna impressionante o modo percetível como podemos discernir quase todo o arsenal molecular que sustenta um rock imperialmente cavernoso, ou o modo como o piano e a voz são repentimente impelidas para a eterna cosmicidade celestial em Start Reach, assim como o travo selvagem e deliciosamente punk das cordas e do trompete de My Pulse To Ponder e a cópula algo macabra que uma assíncopada bateria aceita estabelecer com um sintetizador na setentista Leisure War, oferecem-nos aqueles Liars de punho simultaneamente cerrado e acenador. Esta abrangência, que parece sempre, ao longo do disco, estranhamente fluída, intuitiva e natural, prova a incomparável mestria e a hipnótica subtileza de um alinhamento que, no fundo e de um modo geral, mesmo que possa ser subdivido nos dois grandes espetros acima descritos, assenta muita da sua riqueza na dicotómica e simbiótica relação entre o fuzz da guitarra e vários efeitos sintetizados arrojados, com uma voz peculiar e muitas vezes manipulada a rematar este ménage espetacular.

Poucas bandas se transformaram tanto ao longo das últimas duas décadas como os Liars, que deram início à carreira com uma sonoridade muito perto do noise rock e até com algumas doses de punk dance e aos poucos foram aproximando-se de uma sonoridade mais amena e introspetiva. O que antes era ruído, distorção e gritos desordenados, passou a debitar algo mais brando, com uma proposta de som muito mais voltada para um resultado atmosférico, no disco homónimo em dois mil e sete e em Sisterworld três anos depois, uma filosofia estilística ampliada por um toque ainda mais experimental em WIXIW (pronuncia-se wish you), cinco anos depois. Em dois mil e catorze, os Liars voltam a apostar numa inflexão sonora com Mess, um disco carregado de batidas, com uma base sonora bastante peculiar e climática e com propostas ora banhadas por um doce toque de psicadelia a preto e branco, ora consumidas por um teor ambiental denso e complexo e nos antecessores deste The Apple Drop, em TFCF (2017) e em Titles With The Word Fountain (2018) os primeiros em que Angus trabalhou a sós, o catálogo Liars foi projetado para uma nova escala e paradigma de inedetismo, que ganha agora laivos de absoluta excelência com este The Apple Drop, claramente o momento mais alto do catálogo do projeto e um dos momentos discográficos maiores de dois mil e vinte e um. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:08

Big Red Machine - Phoenix (feat. Fleet Foxes & Anäis Mitchell)

Segunda-feira, 26.07.21

Os mais atentos relativamente ao histórico recente do universo sonoro indie e alternativo recordam-se, certamente, da coletânea de beneficiência Dark Was The Night, lançada em dois mil e nove e cujos fundos revertiam a favor a Red Hot Organization, uma organização internacional dedicada à angariação de receitas e consciencialização para vírus HIV. Do alinhamento dessa coletânea fazia parte uma canção intitulada Big Red Machine, da autoria de Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas, organizaram festivais (Eaux Claires) e acabaram por incubar um projeto sonoro intitulado exatamente Big Red Machine, que se estreou nos discos com um extraordinário homónimo, em dois mil e dezoito, abrigado pela já referida PEOPLE.

Big Red Machine, Fleet Foxes, and Anaïs Mitchell Share New Song “Phoenix”:  Listen | Pitchfork

Três anos após essa estreia, a dupla está de regresso com um novo álbum intitulado How Long Do You Think It’s Gonna Last?, que chegará aos escaparates no vigésimo sétimo dia do próximo mês de agosto. Ultimamente temos dado conta de alguns singles que vão sendo revelados deste registo, sendo hoje a vez de escutarmos Phoenix, tema que conta com as participações especiais dos Fleet Foxes e da cantora Anäis Mitchell, que aparece em outras canções de How Long Do You Think It’s Gonna Last?.

Conduzida por um majestoso piano, Phoenix burila com ainda maior charme a típica monumentalidade espiritual deste projeto Big Red Machine, com vozes, sopros e cordas a acompanharem o tal piano com elegância e a revezarem-se entre si no modo como dão luz e cor à complexa teia relacional melódica que a canção nos oferece, uma excelente composição para construirmos uma soberba imagem de paz e tranquilidade dentro de nós, nestes tempos tão incómodos, mas em que, mais do que nunca, apesar das regras de etiqueta que ditam o distanciamento social, precisamos inquestionavelmente uns dos outros. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:08

Big Scary - Daisy

Sexta-feira, 23.07.21

Os Big Scary são uma dupla australiana sedeada em Melbourne, formada por Tom Iansek e Jo Syme, que se estreou em dois mil e dez com o EP The Big Scary Four Seasons, ao qual se seguiu, no ano seguinte, o longa duração de estreia, intitulado Vacation. Em dois mil e treze viu a luz do dia Not Art, um alinhamento que colocou o hip-hop em plano de destaque na filosofia estilística do grupo e, três anos depois, Animal olhou com gula para ambientes algo teatrais, com o post-rock em cima da mesa como referencial importante no arquétipo sonoro das suas canções.

Big Scary - 'Daisy': Album Review

Este registo Animal viu recentemente sucessor, um disco intitulado Daisy, que contém nove canções e onde é bastante percetível uma simplicidade de processos na fórmula escolhida, mas que é altamente eficaz, respeitando também um cada vez maior ecletismo do adn dos Big Scary. É um registo temática e estilisticamente oposto a Animal, com a situação pandémica atual a ser preponderante nesta alteração de modus operandi.

Acaba, portanto, por ter um naipe de canções mais intimistas relativamente ao antecessor, assentes num arsenal instrumental eminentemente sintético, com a ausência da guitarra a ser uma nuance relevante do álbum, mas que não coloca em causa, diga-se, a bitola qualitativa elevada de um alinhamento que tem no funk arrogante de Get Out!, ampliado por uma potente linha de baixo com fortes reminiscências oitocentistas e no travo arty de Kind Of World  as duas pontas do atual leque estilístico da dupla, num registo em que temas como o amor e a autenticidade em período pandémico e as aspirações pessoais num mundo cada vez mais digital, plasmam-se em letras carregadas de drama e melancolia, aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz de Iansek.

Em suma, mais do que um novo acrescento ao cardápio dos Big Scary, Daisy é um upgrade de charme e de reinvenção ao mesmo, um disco revigorante, que faz sentido escutar com devoção nestes tempos conturbados em que vivemos e que, sendo escutado desse modo, endereça ao ouvinte um convite direto ao questionamento pessoal, enquanto desperta a nossa curiosidade relativamente às infinitas possibilidades críticas que a nossa própria vivencia pessoal proporciona, sem muitas vezes nos apercebermos. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:28

Scott Orr – Disappear

Quinta-feira, 22.07.21

O canadiano Scott Orr é um dos nomes fundamentais da indie mais melancólica e introspetiva da América do Norte. Depois do excelente registo Worried Mind, um álbum com uma subtileza muito própria e contagiante e que marcou o ano discográfico de dois mil e dezoito, Orr tem-se dedicado a lançar alguns singles avulsos, através da editora independente canadiana Other Songs Music Co., uma etiqueta indie independente de Hamilton no Ontário, terra natal deste extraordinário músico e compositor.

SCOTT ORR - Letras, playlists e vídeos | Shazam

Depois de no final de dois mil evinte ter lançado o tema Do You?, uma lindíssima paisagem sonora assente num minimalismo eletrónico eminentemente etéreo e com uma forte vocação experimental de elevado travo pop, agora, no verão de dois mil e um, o artista canadiano volta à carga com Disappear, uma canção conduzida por um sintetizador bastante subtil, ao qual diferentes nuances percurssivas, teclas e sopros vão sendo adicionados, com uma intimidade muito própria e contagiante. São pouco mais de três minutos onde a toada instrumental se entrelaça com o charme inconfundível da voz do autor, um lançamento disponível gratuitamente ou com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:20

The Jungle Giants – Love Signs

Sexta-feira, 16.07.21

Oriundos de Brisbane e formados por Sam Hales, Cesira Aitken, Andrew Dooris e Keelan Bijker, os The Jungle Giants já têm finalmente prestes a entrar nos escaparates o sucessor de Quiet Ferocity, o registo que este quarteto editou em dois mil e dezassete. Recordo que os Jungles Giants, estrearam-se em dois mil e treze com Learn To Exist e dois anos depois viu a luz do dia Speakerzoid, o antecessor desse Quiet Ferocity.

The Jungle Giants announce new album 'Love Signs'

Love Signs é o título desse novo trabalhos dos The Jungle Giants, vai ver a luz do dia já a vinte e três de julho e, em jeito de antecipação, a nossa redação partilha o tema homónimo, uma canção produzida pelo próprio Sam Hales, o líder do grupo e que através de um baixo encorpado e pleno de groove, algumas teclas insinuantes, uma guitarra impregnada com aquele fuzz psicadélico hoje tanto em voga e alguns efeitos futuristas, nos oferece uma ode festiva e inebriante, capaz de exaltar o melhor do catálogo do grupo. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:13

Teleman – Right As Rain

Quinta-feira, 15.07.21

Nascidos das cinzas dos Pete & The Pirates, um quinteto de Reading que editou dois excelentes discos no final da década passada, os britânicos Teleman começaram por ser o vocalista Tommy Sanders, o seu irmão Jonny (teclados), o baixista Peter Cattermoul e o baterista Hiro Amamiya. Entretanto Jonny abandonou o projeto recentemente para se dedicar de modo mais intenso à sua carreira como realizador e designer.

Teleman Return With New Single 'Right As Rain' | News | Clash Magazine

Depois de Breakfast (2014) o fantástico disco de estreia desta banda que é já um dos grandes destaques do catálogo da insuspeita Moshi Moshi Records e do segundo registo intitulado Brilliant Sanity (2016), o na altura ainda quarteto regressou ao formato álbum em dois mil e dezanove com Family Of Aliens, onze excelentes canções gravadas com método e enorme profissionalismo, que terão sequência este ano com um EP intitulado Sweet Morning. Este EP, fortemente marcado pela realidade pandémica atual, irá ver a luz do dia a cinco de novembro e tem nos créditos da produção a dupla dos Hot Chip, Al Doyle e Joe Goddard.

Right As Rain é o primeiro tema divulgado desse novo EP do agora trio Teleman, já com direito a um fantástico vídeo, curiosamente assinado por Jonny Sanders. É uma canção pop exemplarmente estruturada, que começa com uma batida bem vincada trespassada por uma insinuante guitarra e pelo peculiar registo vocal de de Tommy, sendo depois toda esta trama inicial devidamente adocicada com arranjos de teclados bem conseguidos e efeitos da mais variada proveniência, tudo envolto com aquela pulsão rítmica que carateriza a personalidade dos Teleman, que terão certamente na forja mais um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas, mesmo que num formato mais curto. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:20

Big Red Machine - Renegade (feat. Taylor Swift)

Quinta-feira, 08.07.21

Os mais atentos relativamente ao histórico recente do universo sonoro indie e alternativo recordam-se, certamente, da coletânea de beneficiência Dark Was The Night, lançada em dois mil e nove e cujos fundos revertiam a favor a Red Hot Organization, uma organização internacional dedicada à angariação de receitas e consciencialização para vírus HIV. Do alinhamento dessa coletânea fazia parte uma canção intitulada Big Red Machine, da autoria de Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas, organizaram festivais (Eaux Claires) e acabaram por incubar um projeto sonoro intitulado exatamente Big Red Machine, que se estreou nos discos com um extraordinário homónimo, em dois mil e dezoito, abrigado pela já referida PEOPLE.

Big Red Machine and Taylor Swift Share Video for New Song “Renegade”: Watch  | Pitchfork

Três anos após essa estreia, a dupla está de regresso com um novo álbum intitulado How Long Do You Think It’s Gonna Last?, que chegará aos escaparates no vigésimo sétimo dia do próximo mês de agosto. Renegade é o single já divulgado desse segundo trabalho dos Big Red Machine. É uma canção que conta com a participação especial de Taylor Swift e que foi gravada em março, no estúdio Kitty Committee, em Los Angeles, na mesma semana em que Swift e Dessner levaram para casa o Grammy de álbum do ano devido a Folklore, o oitavo álbum da carreira de Taylor Swift e que contou nos créditos quer com Dessner, quer com Vernon.

Esta colaboração de Swift no novo álbum dos Big Red Machine acaba por ser uma espécie de retribuição, um passo natural neste processo empático, que deu origem a um tema assente numa espécie de experimentalismo claustrofóbico, que impressiona pelo modo como o registo vocal de Swift trespassa um inspirado riff acústico acamado por uma arquitetura sonora quente e fortemente cinematográfica e imersiva, que suscita no ouvinte uma forte sensação de proximidade e empatia.

A divulgação deste single Renegade veio acompanhado de mais duas composições, The Ghost Of Cincinnati e Latter Days (feat. Anaïs Mitchell), que sobrevivem muito à custa de um cuidado arsenal instrumental, eminentemente eletrónico e, por isso, de forte cariz sintético. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 16:48






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