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Terrible Mistake - Super Fly

Sexta-feira, 28.11.25

Depois de já terem tocado junos no projeto All Them Lucky, Nuno Dionísio (Me And My Brain, Twin Transistors) e André Pires (The Speechless Monologue) têm um novo projeto em comum, sedeado em Leiria, chamado Terrible Mistake. Aqui exploram o lado sombrio e sensual da eletrónica underground, materializado por estes dias numa viagem intensa e psicadélica intitulada I Have An Atomic Bomb Inside Me, um alinhamento de seis canções, lançado em formato digital e vinil e com a chancela da Omnichord Records.

Terrible Mistake. Crédito Fotografia: Sal Nunckachov

Super Fly é um dos grandes destaques do alinhamento de I Have An Atomic Bomb Inside Me. O tema é, de certa forma e de acordo com o press release do seu lançamento, o ponto de partida de um disco que traduz uma procura do processo de criação artística e da construção de identidade, tanto do caminho de contador de histórias, como do caminho da composição musical.

Super Fly é uma música que fala sobre a dificuldade de encontro no amor e sobre o caminho de descoberta interior que acompanha a criação, materializada num clima sonoro com um elevado travo, inicialmente jazzístico e depois eminentemente progressivo. Em Super Fly, vozes ecoantes e etéreas, teclados planantes e um registo percussivo algo arrastado mas contagiante, oferecem ao ouvinte pouco mais de seis minutos algo sombrios, mas bastante envolventes e com uma sensualidade hipnótica e vibrante única, que nos prende de modo inebriante e irresistível. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 18:03

MIRANDA - Un_Love

Domingo, 23.11.25

Chegou no passado dia dezassete de outubro aos escaparates Un-Love, o disco de estreia do projeto MIRANDA, liderado pelo músico João P. Miranda, natural de Portalegre e que, para incubar este alinhamento de oito canções, contou com as inestimáveis contribuições vocais de Liliana Bernardo, Rita Rice e Cat Falcão.

Este álbum de estreia do projeto MIRANDA desenvolve-se a partir de uma questão essencial: é possível desamar ou apenas perder um amor? Essa ambiguidade percorre todo o disco feito de canções que se movem entre a dor do desencontro e a esperança luminosa do reencontro, mostrando que a melancolia pode conviver com a persistência e a beleza do amor. Mais do que um lamento, Un_Love assume a melancolia como um estado de alma, um fado contemporâneo em que a perda não apaga o sentimento, antes o transforma numa presença diferente: a memória, a saudade, a persistência do amor mesmo nas ruínas. Mas ao mesmo tempo, o álbum abre espaço para a esperança de voltar a amar — seja reencontrando o amor perdido, seja descobrindo um novo caminho onde a dor se converte em renovação. Musicalmente, o álbum veste estas emoções com orquestrações grandiosas, atmosferas cinematográficas e vozes sensíveis que dão corpo a essa contradição. Porque, no fundo, desamar pode ser impossível – podemos deixar alguém, mas raramente deixamos de carregar o rasto desse amor, e é dessa marca que também nasce a coragem de amar novamente. 

O disco abre com A New Beginning, uma mensagem de união, esperança e reconstrução. É uma canção sobre a necessidade de recomeçar e fala do poder da empatia, da força que nasce quando duas pessoas escolhem caminhar juntas, mesmo em tempos de incerteza. Depois chega a vez de escutarmos Dreaming, uma canção profundamente pessoal e que reflete sobre uma relação vivida com alguém emocionalmente distante, frio e incapaz de ver a beleza e a profundidade do mundo. É o relato de um amor que existiu à superfície, onde o eu lírico tentava mergulhar enquanto o outro permanecia imóvel, alheio à intensidade do sentimento. A letra traduz esse contraste entre o sonho e a realidade, entre quem sente demais e quem não sente o suficiente. É, no fundo, o lamento de quem quis partilhar o infinito com alguém que só via o chão. É uma canção sobre a solidão que nasce mesmo dentro de um abraço, sobre a dor de perceber que nem todos têm a mesma capacidade de se maravilhar. 

O disco prossegue e em Happiness, o autor explora pela primeira vez arranjos orquestrais e percussões sinfónicas que, aliados à emoção melódica e à densidade harmónica, acabam por definir e estética de grande parte do álbum. É uma música que respira em camadas, entre a força épica da orquestra e a intimidade das guitarras e vozes.  Liricamente, Happiness é um retrato da contradição humana entre o desejo e a perda. Depois, I Wish oferece-nos o momento mais emocional e intenso do alinhamento; Aqui, o amor surge como tempestade, como força descontrolada que destrói e recria. A linguagem é simbólica e cheia de metáforas, debruçando-se sobre o desejo e a vulnerabilidade, sobre o impulso de querermos ser tocados por algo maior do que nós. Ao mesmo tempo, é uma reflexão sobre o tempo, o esquecimento e a solidão.

Até ao ocaso do disco, Often a Bird é um hino à esperança que renasce das cinzas, falando de de resistência e de transformação. Save Your Soul, tema com uma cadência lenta, quase de marcha fúnebre, cria uma atmosfera densa e ritualística, fala da possibilidade de renascer, de libertar o espírito, de salvar a alma mesmo quando tudo parece perdido. Tear Us Apart mergulha nas ruínas do amor. É uma canção dura, visceral e honesta, que fala sobre o fim e sobre a dor que fica quando as palavras deixam de fazer sentido. Finalmente, When the Night Comes é um lamento e uma oração, um diálogo entre a dor e a memória. Fala de perda, de amor distante, de uma procura espiritual que se estende pela noite. O narrador vagueia por florestas e colinas, entre ecos e sombras, tentando reencontrar a figura amada, que se tornou símbolo de tudo o que se perde mas continua a viver dentro de nós. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 18:41

Bela Noia - Não Quero Mais

Quinta-feira, 30.10.25

Há pouco mais de dois anos, após mostrar a sua habilidade lírica e a sua capacidade de contar histórias em projetos anteriores, o artista multidisciplinar Pedro Vieira aventurou-se por um outro caminho intitulado Bela Noia, um projeto que o levou a refletir, procurando uma solução para uma realidade que o inquieta. Tentando reinventar-se neste novo grupo, Pedro acabou por tentar explorar nos Bela Noia uma nova linguagem, criando assim, em dois mil e vinte e três, uma série de canções que deram origem a um disco intitulado Os Miúdos Estão Bem, um registo de seis temas que tinha o propósito de amotinar os alicerces da música pop e inquietar quem as ouve, pelo constante salto ao rock e folk, sem largar a mão do noise e do prog rock e que foi destaque na nossa redação.

Não quero mais” marca regresso dos Bela Noia

Agora, no outono de dois mil e vinte e cinco, o projeto Bela Noita está de regresso com Não Quero Mais, o primeiro single de avanço do segundo disco do projeto, que deverá chegar aos escaparates no próximo ano.

Assente num rock cru e direto, que mistura a nostalgia do rock clássico com a urgência do presente, criando uma catarse sonora intensa e libertadora, marcada por guitarras viscerais e um refrão marcante que traduzem a autenticidade da banda, Não Quero Mais inaugura uma nova fase criativa da banda, mais intensa e madura, sem nunca perder a honestidade e energia que sempre caracterizou a música de Pedro Vieira. De acordo com o músico, a canção nasceu de um momento de ruptura e fala de promessas quebradas, excessos e da vontade de mudança. É, em suma, uma canção sobre prometer mudar, sobre estar farto dos excessos e procurar um novo caminho. Queríamos um som cru, direto, que refletisse esse sentimento, mas sem perder a esperança. É um grito de libertação e também um convite à reflexão.

Confere Não Quero Mais e o vídeo do tema que é também o primeiro capítulo de uma curta-metragem que será construída a partir dos três primeiros singles do novo disco, realizada por Pedro Vieira e Leonardo Outeiro, filmada pela Toca do Lobo com a direção de fotografia a cargo de Tiago”Ramon” Santos...

https://www.instagram.com/bela.noia/

https://www.facebook.com/BelaNoiaaaaa

https://www.tiktok.com/@bela.noia

https://www.youtube.com/@abelanoia

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/07rAjz2qQBVWfIO6HTAKa6?si=7LRMLRPKTWi31lnpOnVW4Q

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publicado por stipe07 às 18:39

Ricardo Reis Soares- A Velha Bailarina

Domingo, 21.09.25

Ricardo Reis Soares nasceu em Braga e vive em Lisboa. Muito novo teve aulas de piano e mais tarde descobriu na guitarra uma confidente ouvinte das suas histórias. Passou pela Academia Valentim de Carvalho e estudou jazz no Hot Clube de Portugal.

Ricardo Reis Soares lança “A Noite”, segundo single do seu primeiro EP  "Contra Tempo"

Músico e compositor, traz para as suas canções a sua interpretação do mundo através da sensibilidade de quem o escuta devagar, o olha através dos detalhes e conta histórias através de seus personagens reais e fictícios. O quotidiano, as coisas mais simples do dia a dia, têm sido o que mais o inspira a compor e a escrever. O primeiro EP Contra tempo sairá no final deste ano, com produção de Miguel Marôco.

A Velha Bailarina é o título do terceiro single do EP partilhado pelo cantautor. Retrata a história de uma mulher idosa, bailarina, cuja passagem do tempo não a esqueceu. Ela encontra-a em cada gesto e em cada movimento do seu próprio corpo. Retrata a velhice e como esta se faz notar não só fisicamente como na perspetiva com que o mundo pode ser olhado na sua presença.

O videoclipe de A Velha Bailarina, cujas filmagens decorreram no theatro-club na Póvoa de Lanhoso, em Braga, foi realizado por Luís Castro e conta com duas participações especiais: a talentosa bailarina Margarida Braz e a avó Guida, avó de Ricardo Reis Soares. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:45

Hot Air Balloon - Keep Me Going

Sexta-feira, 20.06.25

Os Hot Air Balloon são o Tiago e a Sarah-Jane, uma dupla luso-irlandesa que partilha não apenas a vida, mas também uma paixão profunda pela música. O seu encontro em Vigo, Galiza, na Espanha, em dois mil e nove, marcou o início de uma jornada artística e, desde aí, têm levado a sua música a diferentes palcos e criado laços com audiências em Portugal, Espanha e Irlanda.

Foto Hot Air Balloon, Capa Single / Crédito Margarida Ramos

O seu álbum de estreia, Behind The Wall, lançado em dois mil e dezasseis, foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Além disso, nesse mesmo ano, foram nomeados na categoria “Singer-songwriter” nos Independent Music Awards em Nova Iorque, que contava com artistas icónicos como Tom Waits e Suzanne Vega entre os membros do júri.

Os Hot Air Balloon acabaram por chamar a nossa atenção em abril último, devido a Come This Far, o primeiro single divulgado daquele que foi o segundo álbum do projeto, com esse mesmo nome, que viu a luz do dia a vinte e três de maio. Trata-se de um alinhamento de sete canções, construídas de forma orgânica, sempre partindo da simplicidade da guitarra e da voz. A partir desse ponto de partida íntimo, as composições ganharam forma, explorando camadas sonoras e emoções que se entrelaçaram naturalmente. O disco explora a jornada da sua vida em comum – os desafios, as alegrias e os momentos íntimos – convidando os ouvintes a entrar numa história que é deles, mas que ressoa com muitas outras. Embora profundamente pessoal, é um álbum universalmente relacionável.

Deste Come This Far dos Hot Air Balloon, temos hoje para partilhar Keep Me Going, o segundo single extraído do registo. Trata-se de uma canção em que o duo luso-irlandês cria uma ponte entre a saudade e a celebração. Com uma base de folk intimista enriquecida por arranjos de indie alternativo, a canção transforma a dor da perda num hino de esperança e continuidade. O videoclipe que acompanha o single foi inteiramente gravado e editado pela própria banda. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:30

Pedro Sáfara - Quem Sabe

Domingo, 08.06.25

Nascido no Brasil há 31 anos, Pedro Sáfara chegou a Portugal ainda menor, e por cá ficou e iniciou a sua carreira artística. Tendo criado e participado em diversos projetos artísticos na área do teatro, da literatura e, claro está, da música, Pedro Sáfara distribui o seu tempo entre o estudo, o ensino e a atividade musical.

Pedro Sáfara presents “Quem sabe” from his debut album FLORILÉGIO – ineews

Sendo um compositor em permanente atividade, selecionou doze canções originais, das muitas que compôs, e que integram o seu primeiro disco, Florilégio, que viu a luz do dia dia a trinta de maio, com a chancela da Jugular Edições.

De estrutura assumidamente simples e com recurso apenas ao seu violão e ao piano de Sérgio Costa, Pedro Sáfara apresenta em Florilégio temas de uma biografia comuns a todos numa proposta musical de elevada qualidade de composição e poética de grande proximidade que nos é trazida pelo timbre suave com que o artista as interpreta.

Um dos grandes destaques do registo é o tema Quem Sabe, uma canção que propõe ao ouvinte uma reflexão sobre o seu lugar em relação ao lugar do outro no mundo, como uma oração aos vulneráveis, aos abandonados e aos indefensáveis. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 19:56

mutu - Estado Novo

Sexta-feira, 09.05.25

Projeto bracarense formado em 2020, mutu é um quarteto heterogéneo no que respeita aos gostos e influências dos seus elementos. Da electrónica à música tradicional, passando pelo jazz, o psicadelismo, o fado e o post-rock, tudo se combina num tecido musicalmente moderno e minimalista encimado por uma voz evocativa de uma portugalidade de outrora, transmitindo mensagens que apelam a um sentido crítico sobre importantes problemáticas sociais.

Mutu. Crédito Juliana Ramalho

Os mutu estrearam-se nos discos com o registo A Morte do Artista, que levaram a várias salas míticas do país, nomeadamente o Teatro Circo, o gnration, a Casa da Música e também constaram, o ano passado, do cartaz de vários festivais, nomeadamente o Paredes de Coura e o Primavera Sound, no Porto.

Agora, e já com promessa de disco novo para dois mil e vinte e seis, os mutu estão de regresso à estrada com uma digressão que passou há alguns dias pelo Festival Desecentrar em Este, nos arredores de Braga e que tem como próximos capítulos, o Maus Hábitos no Porto, a dezasseis de maio, Famalicão, no dia trinta de maio, Marinha Grande no dia cinco de setembro e, no dia seguinte, Ourém.

Para esta nova fornada de espetáculos os mutu levam na bagagem um novo single intitulado Estado Novo, que deverá fazer parte do segundo disco do grupo. Canção enleante, com um ímpar perfil clássico, mas sem dispensar uma salutar rugosidade e crueza e tendo como eixo central um piano hipnótico que depois vai recebendo sintetizações inebriantes e outros arranjos das mais variadas proveniências instrumentais, quer orgânicas, quer sintéticas, Estado Novo é um convite à resistência, de um discurso que os mutu consideram que se está a repetir nos dias de hoje por cá e que plasma um crescimento do ultranacionalismo e do fascismo vestido de novas cores, mas a carregar a mesma essência: medo, divisão e manipulação. Sem recursos de censura ou de uma polícia política, a propaganda espalha-se pelas redes sociais e pelos meios de comunicação, num discurso encoberto pelo patriotismo e pelo ódio ao diferente e às ideias novas. Confere...

instagram @mutu.music

facebook @mutu.fb

youtube youtube.com/@mutu.videos

spotify open.spotify.com/artist/6np57AmYU7ZFM0XZdCtG1O

live @ primavera sound porto youtu.be/uA1_GezOHm0

showcase @ porta253 https://youtu.be/IHOGTCUdOVs

 

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publicado por stipe07 às 13:42

Quase Nicolau - Felicidade Moderna

Sábado, 19.04.25

Chegou recentemente aos escaparates Felicidade Moderna, o disco de estreia do projeto lisboeta Quase Nicolau, formado por Francisco Carrapa, Francisco Melo, Gonçalo Mota, José Lobo Antunes e Nuno do Lago, um alinhamento de onze canções produzido por João Correia (Tape Junk, Bruno Pernadas, Benjamim), misturado por Tiago de Sousa e masterizado por Mário Barreiro.

Felicidade Moderna é um álbum recheado de baladas, valsas e outros temas mais dançantes ou roqueiros, com cada composição a ter uma identidade muito própria. No entanto, têm em comum a sua génese, assente numa constante experimentação musical, já que, entre as paredes do estúdio, todos os músicos presentes puderam tocar tudo. Assim surgiram não só instrumentos que a banda toca ao vivo, qual uma profusão de guitarras clássicas, acústicas, eléctricas e regionais, teclados, baixo e bateria, como os timbres mais coloridos de metalofones, melódicas, sintetizadores, slides, percussões de todos os feitios, ruídos naturais e digitais, samples vocais e instrumentais e até uma conversa à chuva com um pequeno cão dourado. A palete instrumental ficou completa com as contribuições dos músicos convidados Vasco Robert e João Capinha, que tocaram, respectivamente, piano em quatro faixas e saxofone tenor, saxofone alto e flauta transversal em três dos temas do disco.

 Um dos grandes destaques deste registo são as vozes que cimentam muita da força e da diferença da música dos Quase Nicolau. Com elas, os cinco membros da banda entoam letras delicadas, honestas e sentidas, em que a língua portuguesa tem um papel fundamental, sendo um excelente veículo para dar ainda mais ênfase e cor a momentos mais despojados e vulneráveis.

Canções como Beira-Fogo, Primeiro Amor ou Vidairada são só alguns dos destaques de um registo que entre o humor e a melancolia, está cheio de canções imediatas, irónicas, vibrantes, diretas e plenas de carisma e que merece, claramente, uma audição dedicada, até porque encarna uma impressiva lufada de ar fresco no panorama sonoro nacional mais recente. Espero que aprecies a sugestão...

www.instagram.com/quasenicolau

www.youtube.com/quasenicolau

www.facebook.com/quasenicolau

https://open.spotify.com/artist/4foW7QAYqDtBRWlTKM6Ego?si=iGLgtzRHQhqRYyZt8VaVEQ

https://quasenicolau.bandcamp.com

https://linktr.ee/quasenicolau

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publicado por stipe07 às 18:32

Hot Air Balloon - Come This Far

Sexta-feira, 04.04.25

Os Hot Air Balloon são o Tiago e a Sarah-Jane, uma dupla luso-irlandesa que partilha não apenas a vida, mas também uma paixão profunda pela música. O seu encontro em Vigo, Galiza, na Espanha, em dois mil e nove, marcou o início de uma jornada artística e, desde aí, têm levado a sua música a diferentes palcos e criado laços com audiências em Portugal, Espanha e Irlanda.

Foto Hot Air Balloon, Capa Single / Crédito Margarida Ramos

O seu álbum de estreia, Behind The Wall, lançado em dois mil e dezasseis, foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Além disso, nesse mesmo ano, foram nomeados na categoria “Singer-songwriter” nos Independent Music Awards em Nova Iorque, que contava com artistas icónicos como Tom Waits e Suzanne Vega entre os membros do júri.

Os Hot Air Balloon acabaram por chamar a nossa atenção devido a Come This Far, o primeiro single divulgado daquele que será o segundo álbum do projeto, com esse mesmo nome. Será um alinhamento de sete canções, construídas de forma orgânica, sempre partindo da simplicidade da guitarra e da voz. A partir desse ponto de partida íntimo, as composições ganham forma, explorando camadas sonoras e emoções que se entrelaçam naturalmente.

Come This Far vai ver a luz do dia a trinta de maio e, de acordo com o press release de lançamento do tema, o disco irá explorar a jornada da sua vida em comum – os desafios, as alegrias e os momentos íntimos – convidando os ouvintes a entrar numa história que é deles, mas que ressoa com muitas outras. Embora profundamente pessoal, é um álbum universalmente relacionável.

Come This Far foi gravado maioritariamente no estúdio caseiro do Tiago e da Sarah-Jane, onde foi produzido e misturado pelo Tiago, tendo sido depois masterizado por Alan Douches no West West Side Music Studio, em Nova Iorque.

O videoclipe de Come This Far foi inteiramente gravado por Tiago e Sarah-Jane e reflete a essência do tema, uma viagem de partilha, cumplicidade e crescimento. O vídeo reúne momentos do quotidiano da família, captados ao longo de viagens, férias e instantes espontâneos da sua vida juntos. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:37

JAVISOL - Na Corda Bamba

Terça-feira, 01.04.25

Em dois mil e dezanove, o instrumentista e produtor André Morais juntou-se a Tiago Jesus e embarcaram numa viagem de criação e pesquisa de várias direções musicais. No ano seguinte, o baterista Bruno Mimoso, entretanto substituido por Ricardo Rodrigues, entrou na carruagem e em dois mil e vinte e dois, o guitarrista João Aguiar, fez o mesmo, nascendo assim, em Loures, o projeto JAVISOL, que se estreou nos discos muito recentemente, com um homónimo que promete ser um marco discográfico obrigatório do panorama indie e alternativo nacional.

Um dos grandes destaques de JAVISOL, o disco de estreia do projeto, é um tema intitulado Na Corda Bamba, canção que, de acordo com os próprios JAVISOL, não é apenas um tema, é um grito. Uma descarga emocional intensa, que ecoa em quem a ouve. A sua melodia pesada e letras honestas tornaram-na um hino inesperado da cena underground.

Tiago Jesus, vocalista da banda, explica que escreveu Na Corda Bamba depois de uma tentativa de assalto à sua guitarra e da sua recuperação. No fundo, fala sobre angústia e o quão difícil é ter esperança no mundo, até percebermos que o outro sente o mesmo que nós.”

A Corda Bamba está esticada. Quem quiser sentir o peso do equilíbrio e o risco da queda, só tem de assistir. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:01






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