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André Carvalho - Karelu

Quarta-feira, 01.12.21

O contrabaixista e compositor André Carvalho continua a tirar enormes dividendos de Lost In Translation, o quarto álbum da sua carreira, que viu a luz do dia a quinze de outubro pela editora americana Outside in Music e que conta com os apoios da Fundação GDA, Antena 2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço.

André Carvalho “Lost in Translation” - Agenda Cultural do Porto

Desta vez fá-lo com o single Karelu, o sétimo tema do alinhamento do registo, uma composição que, de acordo com o press release do seu lançamento, tem como título uma palavra que procura dar nome àmarca deixada na pele por se usar algo apertado, ou seja, a canção assenta sobre uma ideia quasi leit motiv que se repete ao longo do desenvolvimento do tema. Uma ideia repetitiva como se tratasse de algo que desse uma certa comichão.

Nesta composição, Karelu, de forte pendor jazzíatico e experimental, que soa a uma espécie de feliz e inspirado momento de improviso e que já conta com um vídeo assinado por Pedro Caldeira, além deJosé Soares, André Matos e o próprio André Carvalho, é possível ouvirmos no trompete o convidado especial João Almeida.

Lost In Translation foi gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores e o artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. Lost In Translation conta também nos créditos com o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos, mas também, como acabámos de verificar, o jovem trompetista João Almeida. Confere...

Site: https://www.andrecarvalhobass.com/

Facebook: https://www.facebook.com/carvalhobass/

Instagram: https://www.instagram.com/andrecarvalho.bass/

Twitter: https://twitter.com/acarvalhobass

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1E8eyZqM2L6tQTWwHQeDsO?si=WktWy50wR16sGqKkrQLTDw

Bandcamp: https://andrecarvalho.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 18:31

Luciano Mello & Orchestra Falsa - Gus Van Sant

Sexta-feira, 19.11.21

Luciano Mello é um compositor, cantor, pianista e arranjador brasileiro. Tem obras gravadas por Elza Soares, uma das mais importantes cantoras do Brasil na atualidade e também por Marina Lima, entre outros nomes da MPB. Luciano Mello, que atualmente vive em Braga, tem quatro álbuns disponíveis nas plataformas de streaming de música, além de singles, EPs e inúmeras bandas sonoras compostas para teatro, dança e algumas incursões pelo cinema. Conhecido pelas composições, tem também o seu nome marcado pelos espetáculos de lançamento de seus álbuns, verdadeiras performances multimédia em que vídeo, música eletrónica e acústica dialogam, proporcionando ao público uma experiência de imersão ímpar.

Luciano Mello & Orchestra Falsa antecipam disco Vida Portátil com single “ Vazio” – Glam Magazine

Luciano Mello é também o criador do conceito Orchestra Falsa, uma orquestra construída de samples de gravações antigas, que eleva a sonoridade única das suas produções.

Depois de termos divulgado o singleVazio, a primeira amostra do mais recente álbum de Luciano Mello, Vida Portátil, agora chega a vez de conferirmos a canção Gus Van Sant, uma composição que impressiona pelos timbres das sintetizações e pela postura algo hipnótica do poema, nomeadamente o refrão. Ela é uma homenagem, de acordo com o autor, a um dos seus diretores preferidos do cinema e também um questionamento que muitos dos filmes deste diretor lhe trouxeram, entre eles, Paranoid Park, Elephant e Milk

Gus Van Sant tem também já direito a um vídeo produzido por Patrick Tedesco e o próprio Luciano Mello, que traduz com perfeição a atmosfera post-punk que o álbum Vida Portátil quer criar. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:28

Cassete Pirata - A Semente

Sexta-feira, 12.11.21

Os Cassete Pirata são um grupo formado por João Firmino (Pir), autor das canções, Margarida Campelo e Joana Espadinha, que comandam as teclas e o coro, António Quintino, à frente do baixo e João Pereira aos comandos da bateria. É um projeto que nasceu da vontade de escrever e descobrir novas canções em português, num regresso ao que todos possamos ter de tronco comum de referências, de paisagens, de sons e através da nossa língua e que se estreou nos discos a semana passada com um registo intitulado A Semente, já em alta rotação na nossa redação.

Cassete Pirata lançam a semente | Entrevistas | Antena 3 | RTP

Se queres desde logo e no imediato teres uma noção mais ou menos concreta da virtuosidade incrível destes Cassete Pirata, escuta atentamente e para começar, Só Mais Uma Hora, um dos momentos altos deste registo A Semente. Nesta canção, a batida groovada a braço dado com a melancolia, como a própria banda tão bem descreve, é um trunfo impressivo que se repete noutras composições de um trabalho que surgiu, de acordo com o grupo, como resultado de um período de reflexão e de introspecção dirigido sobretudo ao facto de, de um modo geral, nos termos desligado da terra, da vida plena e serena em comunidade, em detrimento do perigoso individualismo de que a virtualidade, por vezes anónima, nos tende a encaminhar.

Este é, portanto, um trabalho artístico serrado com o produtor musical Moritz Kerschbaumer e que, de acordo com Pir, o guitarrista, nos pretende lembrar que depois de lavrar e cuidar dos nossos terrenos com respeito mútuo, temos que saber escolher e dar uso às nossas sementes.  Os Cassete Pirata querem que este disco faça perguntas, aponte alguns factos e deixe as respostas em aberto para que todos nós, juntos, banda e ouvintes, as consigamos ir encontrando.

Escritas ao longo dos últimos meses, as canções d’A Semente geraram-se no lar do vocalista, no silêncio insone entrecortado pela descoberta da paternidade. Foram sendo trabalhadas por toda a banda, remotamente e sempre que foi possível vingarem as saudades de estarem juntos.

Em suma, através de um indie rock de fino retrato, os Cassete Pirata propôem, em A Sementeum olhar sobre o momento em que vivemos enquanto civilização. Pela primeira vez, como espécie, temos uma percepção mais palpável de um certo precipício inerente ao nosso estilo de vida. Este tem trazido uma sensação de fim de linha, de doença lenta e invisível que a médio e longo prazo nos vai lembrando e concretizando a efemeridade da vida e do modo como a levamos. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 18:11

Luciano Mello & Orchestra Falsa - Vazio

Quinta-feira, 11.11.21

Luciano Mello é um compositor, cantor, pianista e arranjador brasileiro. Tem obras gravadas por Elza Soares, uma das mais importantes cantoras do Brasil na atualidade e também por Marina Lima, entre outros nomes da MPB. Luciano Mello, que atualmente vive em Braga, tem quatro álbuns disponíveis nas plataformas de streaming de música, além de singles, EPs e inúmeras bandas sonoras compostas para teatro, dança e algumas incursões pelo cinema. Conhecido pelas composições, tem também o seu nome marcado pelos espetáculos de lançamento de seus álbuns, verdadeiras performances multimédia em que vídeo, música eletrónica e acústica dialogam, proporcionando ao público uma experiência de imersão ímpar.

Luciano Mello & Orchestra Falsa antecipam disco Vida Portátil com single “ Vazio” – Glam Magazine

Luciano Mello é também o criador do conceito Orchestra Falsa, uma orquestra construída de samples de gravações antigas, que eleva a sonoridade única das suas produções.

Vazio é o primeiro single do mais recente álbum de Luciano Mello, Vida Portátil. A sua inspiração partiu de uma notícia despercebida que o compositor leu num jornal e que contava como um jovem brasileiro foi a Portugal, mais precisamente ao Porto, encontrar o amor da sua vida, amor este que conheceu na internet e que ao chegar, não viu nada, não viu ninguém, encontrou tudo vazio. Ao procurar o amor nas redes sociais, o jovem constatou que tudo tinha sido apagado, não havia rasto de quem o tinha chamado. Luciano sabe que esta não é a primeira vez que uma história assim acontece e que talvez não seja a última, a internet e sua tecnologia permitem que alguém se personifique num desejo não existente e que simplesmente se esfume durante o voo de outro alguém. 

Com arranjos de travo contemporâneo e uma trama instrumental composta por piano acústico, um sintetizador analógico, uma caixa de ritmos em loop e a voz, Mello forja a sua Orchestra Falsa, a orquestra secreta em que ele mesmo toca ou simula todos os instrumentos, para criar este tema Vazio, que já tem direito a um vídeo assinado pelo artista visual Patrick Tedesco que propôs imagens do artista numa posição de desamparo, como alguém que chega a um lugar desconhecido e está prestes a desintegrar-se. Confere...

Instagram https://www.instagram.com/lucianomellomusic

Spotify https://open.spotify.com/artist/1czaUSU8DQjQPD4HVo3eSg

YouTube https://www.youtube.com/lucianomellomusic

Bandcamp https://lucianomello.bandcamp.com/

Tratore - perfil do artista https://tratore.com.br/um_artista.php?id=35792

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publicado por stipe07 às 18:09

André Carvalho - Uitwaaien

Quarta-feira, 08.09.21

O contrabaixista e compositor André Carvalho está de regresso aos lançamentos discográficos com Lost In Translation, o quarto álbum da sua carreira, que irá ver a luz do dia a quinze de outubro pela editora americana Outside in Music e que conta com os apoios da Fundação GDA, Antena 2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço. Lost In Translation foi gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores e o artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. Lost In Translation conta também nos créditos com o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos, mas também o jovem trompetista João Almeida.

André Carvalho

Alguma vez quiseram dizer algo mas não encontraram a palavra certa? É esta a questão que André Carvalho nos quer colocar com Lost In Translation, um disco surpreendente porque se inspira em palavras que existem em determinadas línguas, mais de dez, como o sueco, o holandês, o Urdu e o Wagiman (uma língua que é apenas falada por duas pessoas no mundo inteiro), mas que são intraduzíveis. Segundo o autor, por vezes a palavra está mesmo na ponta da língua mas, outras vezes, simplesmente não existe uma palavra… Ou, pelo menos, na nossa língua. Carvalho continua, dizendo que, por mais fascinante que a língua Portuguesa seja, sempre teve dificuldade em expressar certas ideias usando apenas uma palavra. E, mesmo que soubesse todo o léxico, tem a certeza que este problema persistiria.

Sonoramente, Lost In Translation é a materialização de uma busca incessante por novas sonoridades, que tem levado André Carvalho a explorar algumas áreas musicais tais como o jazz, a música improvisada, a música experimental e a música contemporânea dita erudita. Por isso, não será de estranhar que coabitem neste quarto registo do autor composições que exploram diferentes sonoridades, tempos, silêncio, espaço, cores, dinâmicas, texturas e ruídos. Sobre esta dinâmica de criação, André esclarece-nos que quis usar uma instrumentação diferente da que usou nos outros três álbuns. Paralelamente, idealizava um grupo sem bateria, onde o espaço e o respeito pelo silêncio fosse uma constante. E, com vista a perseguir uma sonoridade contemplativa, intimista e ao mesmo tempo crua, algo que imaginava com bastante clarividência, tentei usar elementos colorísticos e texturais, para além dos tradicionais elementos musicais como a melodia, harmonia e ritmo.

Uitwaaien é o primeiro single divulgado de Lost In Translation, uma composição com um título que, na língua de origem, a holandesa, significa sair para passear num dia ventoso, com o intuito de espairecer e relaxar a cabeça. Aliás, sobre Uitwaaien André Carvalho refere que quando escreveu a canção imaginou algo contemplativo mas ao mesmo tempo com uma certa tensão, já que o significado de Uitwaaien remete para uma acção libertadora. Acrescentou que usando um tempo lento, desenvolveu várias secções contrastantes em que as melodias principais são calmas, em oposição à secção de solos que é inquietante e áspera.

Uitwaaien já tem direito a um vídeo filmado pelo realizador Pedro Caldeira no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço em Dezembro do ano passado. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:23

Malaboos - Nada Cénico

Domingo, 18.07.21

Projeto com cinco anos de existência, os Malaboos são formados por Diogo Silva (Guitarra e Voz), Ivo Correia (Bateria, Voz e Sintetizador) e Rui Jorge (Baixo), um trio que é fruto de um entendimento musical e uma ligação pessoal muito vincada. Inauguraram o cardápio com dois EPs, Plântula e Matuta, trabalhos que permitiram ao grupo partilhar cartaz e palcos variados com artistas de renome e ganhar uma já apreciável reputação no universo indie nacional.

Malaboos antecipa novo disco “Nada Cénico” com videoclip – ineews the best  news

Depois desta auspiciosa estreia, rapidamente o grupo percebeu que dois mil e vinte e um era o momento certo de avançar para o passo seguinte, o disco de estreia. Chama-se Nada Cénico, viu a luz do dia no final do passado mês de maio e logo no punk rock majestoso e eloquente de Cavaco o ouvinte mais perspicaz percebe que tem nas mãos um registo que explora a simbiose entre a dureza, crueza e robustez do Rock Avant-Garde com a delicadeza e experimentalismo do Art-Rock,.

De facto, o press release de divulgação prometia que Nada Cénico iria conter uma fusão de belos riffs, com pesados e marcados beats de bateria. E a verdade é que neste disco somos constantemente esmurrados, no bom sentido da palavra, por uma inteligente crueza, trespassada por uma filosofia experimentalista muito alicerçada num modus operandi tipicamente jam,. Nele, e cintuando a citar o press release porque faz uma análise assertiva do conteúdo e desarma qualquer crítico mais experimentado, as constastes oscilações de dinâmicas e mudanças abruptas de tempo estabelecem o limbo entre a calma e o caos, sentimentos que causam um agradável massacre psicológicoQuando não há nada, encontra-se sempre mais do que se estaria à espera. Entre paisagens desprovidas de sentimento mas providas de textura, encontra-se o nosso refúgio. A filosofia destrutiva e pessimista da interpretação (escute-se Tudônada) é camuflada com entoações e melodias cantantes tornando assim este álbum num exercício enfático de  enaltecimento e ampliação do que é humano, desde os sentimentos mais banais até aos mais invulgares, tornando-se assim um lugar seguro para a libertação de emoções e da viagem conjunta pela solidão constante presente em nósEste álbum é uma tela em branco, fica ao encargo do espectador delinear o seu próprio percurso durante esta viagem atribulada, entre paisagens verdejantes, ao encanto do mar até ao fundo de um escuro poço. Tudo é possível, tudo é válido, tudo e nada coexiste no mesmo universo auditivo, criando assim a possibilidade de uma mancha abstrata no nosso mundo utópico. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:04

Um Corpo Estranho - Mavorte

Sexta-feira, 25.06.21

Foi em dois mil e dezanove que a nossa redação apresentou o projeto nacional sedeado em Setúbal chamado Um Corpo Estranho, formado por Pedro Franco e João Mota. Na altura a nossa redação teve o privilégio de ouvir antecipadamente o extraordinário disco Homem Delírio, na altura o terceiro registo de originais do projeto e que sucedia aos trabalhos De Não Ter Tempo (2014), que contou com a participação de Celina da Piedade e incluia uma versão de um tema da Madredeus e Pulso (2016), considerado por alguma imprensa especializada como um dos melhores discos nacionais desse ano (Santos da Casa RUC, Certeza da Música, No Sólo Fado).

Um Corpo Estranho lançam tema "Mavorte" com A Garota Não - MIP Música

Agora, no início do verão de dois mil e vinte e um, os Um Corpo Estranho voltam à carga, novamente abrigados pela editora independente Malafamado Records, com um novo single intitulado Mavorte, uma canção que conta com a participação da também setubalense Cátia Mazari Oliveira, responsável pelo projecto A Garota Não. O tema foi produzido por Sérgio Mendes, guitarrista e produtor de A Garota Não, mas também habitual colaborador dos Um Corpo Estranho, tendo sido ele quem produziu o já referido Homem Delírio.

De acordo com a própria dupla, Mavorte, composição que reflete sobre diversas dualidades e que nos deslumbra não só pelas cordas, mas também pelo jogo vocal bastante impressivo e realista, é um tema pessoal que nasce da análise de relações e vivências passadas, que fala de amor e de perdão mas também de auto-superação.

Mavorte já tem direito a um lindíssimo vídeo produzido pelas produtoras Souza Filmes e Garagem e realizado por António Aleixo, vencedor de vários prémios nacionais e internacionais entre os quais um prémio Sophia há dois anos. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:11

Cassete Pirata - Pirâmide

Segunda-feira, 07.06.21

Tem feito furor no principal canal da estação pública de televisão uma série intitulada Até Que A Vida Nos Separe, da autoria de João Tordo, Tiago R. Santos e Hugo Gonçalves, realizada por Manuel Pureza e que, sem vilões, nos oferece histórias originais e contemporâneas, todas elas unidas pela magia do amor. Esta produção nacional é abrilhantada sonoramente pelos Cassete Pirata, um grupo formado por João Firmino (Pir), autor das canções, Margarida Campelo e Joana Espadinha, que comandam as teclas e o coro, António Quintino, à frente do baixo e João Pereira aos comandos da bateria e que nasceu da vontade de escrever e descobrir novas canções em português, num regresso ao que todos possamos ter de tronco comum de referências, de paisagens, de sons e através da nossa língua.

Cassete Pirata grava LP de estreia em 2018 – Glam Magazine

Com a pandemia como pano de fundo e a consequente paragem total da actividade cultural no país, os Cassete Pirata mantiveram-se ativos e resilientes. Assim, depois do lançamento deste single A Próxima Viagem, que faz parte do genérico de Até Que A Vida Nos Separe, o grupo anuncia que está em fase de produção e criação o seu próximo disco que tem como título A Semente e que propõe um olhar sobre o momento em que vivemos enquanto civilização. De acrodo com o press release deste anúncio, pela primeira vez, como espécie, temos uma percepção mais palpável de um certo precipício inerente ao nosso estilo de vida. Este tem trazido uma sensação de fim de linha, de doença lenta e invisível que a médio e longo prazo nos vai lembrando e concretizando a efemeridade da vida e do modo como a levamos.

Pirâmide é o primeiro single retirado do alinhamento de Semente, uma canção luminosa e imponente, de forte travo psicadélico e na qual sobressai uma guitarra abrasiva que é depois amaciada por um vasto arsenal de efeitos e detalhes, das mais diversas proveniências e que João Firmino descreve, deliciosamente, do seguinte modo: Lembro-me de ser miúdo e de na escola me ter deparado com um desenho de um triângulo que desvendava a estrutura de uma sociedade profundamente injusta, onde no topo se via uma classe dominante que acumulava uma imensa quantidade de poder e riqueza em oposição a uma outra, que a suportava num contexto de miséria e escravatura. Essa imagem e a sensação de injustiça que a imortalizou na minha memória ficaram para sempre. As últimas décadas trouxeram lutas e discussões ferozes para descobrir, em democracia, como resolver ou dissolver essa estrutura. O que fica é: mudaram os actores mas a Pirâmide mantêm-se. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 10:02

Malaboos - Nascente

Quarta-feira, 12.05.21

Projeto com cinco anos de existência, os Malaboos são formados por Diogo Silva (Guitarra e Voz), Ivo Correia (Bateria, Voz e Sintetizador) e Rui Jorge (Baixo), umtrio que é fruto de um entendimento musical e uma ligação pessoal muito vincada. Já têm no cardápio dois EPs, Plântula e Matuta, trabalhos que permitiram ao grupo partilhar cartaz e palcos variados com artistas de renome e ganhar uma já apreciável reputação no universo indie nacional.

Malaboos - CORTE (Estreia Exclusiva) - Wav

É, pois, o momento certo de avançar para o passo seguinte, o disco de estreia. Chama-se Nada Cénico, irá ver a luz do dia no final do presente mês de maio e explora a simbiose entre a dureza, crueza e robustez do Rock Avant-Garde com a delicadeza e experimentalismo do Art-Rock, sendo um registo que, de acordo com o press release de divulgação, contém uma fusão de belos riffs, com pesados e marcados beats de bateria. Nele, as constastes oscilações de dinâmicas e mudanças abruptas de tempo estabelecem o limbo entre a calma e o caos, sentimentos os quais causam um agradável massacre psicológico. Quando não há nada, encontra-se sempre mais do que se estaria à espera. Entre paisagens desprovidas de sentimento mas providas de textura, encontra-se o nosso refúgio. A filosofia destrutiva e pessimista da interpretação é assim camuflada com entoações e melodias cantantes tornando assim este álbum. Assim, Nada Cénico enaltece e exagera todos sentimentos humanos, desde os mais banais até aos mais invulgares, tornando-se assim um lugar seguro para a libertação de emoções e da viagem conjunta pela solidão constante presente em nós. Este álbum é uma tela em branco, fica ao encargo do espectador delinear o seu próprio percurso durante esta viagem atribulada, entre paisagens verdejantes, ao encanto do mar até ao fundo de um escuro poço. Tudo é possível, tudo é válido, tudo e nada coexiste no mesmo universo auditivo, criando assim a possibilidade de uma mancha abstrata no nosso mundo utópico

Nascente é o primeiro single retirado do alinhamento de Nada Cénico, uma composição quente e na qual os delays da guitarra atuam como as crescentes marés na areia. Nela, as notas fluem como o desenrolar das ondas, o baixo afirma um andamento dançante e vibrante e a bateria estabelece a marcha da música até à explosão caótica final. Confere...

YouTube https://www.youtube.com/c/MALABOOS/featured
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publicado por stipe07 às 16:01

Senhor Jorge - sr. jorge

Sexta-feira, 30.04.21

Beirão de origem e fadista por paixão, Senhor Jorge Novo é o cabeça de cartaz de um projeto que tem as suas raízes na Igreja da Misericórdia de Viseu. Nela, há pouco mais de dois anos, Rui Sousa (Dada Garbeck), João Pedro Silva (The Lemon Lovers) e Gonçalo Alegre (Galo Cant’às Duas) conheceram este Sr. Jorge Novo, sacristão, ex-lapidador de diamantes e ele próprio uma preciosidade escondida que rapidamente conquistou o coração de quem o ouviu. Foi desse encontro inesperado e feliz, foi dessa surpresa e dos afetos que ela desencadeou, que nasceu este projeto e o E.P. sr. jorge, exercício generoso de troca e de diálogo criativo entre universos artísticos que, frequentemente, estão condenados a viverem separados.

Senhor Jorge assinala edição de EP com videoclip “Palhaço” – Glam Magazine

sr. jorge viu a luz do dia a nove de abril e, sendo um dos lançamentos nacionais mais curiosos desta primeira metade do ano, merece dedicada audição não só pelo cariz inusitado que lhe deu origem, mas também, e acima de tudo, pelo seu notável conteúdo. É um alinhamento de cinco canções imperdíveis, pouco mais de dezoito minutos intensos, concebidos com uma abordagem sonora de forte cariz experimental, claramente etérea e envolvente mas ao mesmo tempo fresca, pop, viciante e catalisadora. A ela junta-se, como refere José Soeiro, responsável pelo press release do lançamento, a voz vivida e emocionante do Sr. Jorge., numa espécie de lamento musicado sobre um passado que já foi, sobre um presente de saudade e de desencanto, sobre o envelhecimento e a perda, as alegrias e as tristezas, a memória das gargalhadas, dos desesperos e das paixões. Temos o amor – e sempre, implacável, o tempo. Temos, acima de tudo, o efeito de múltiplos e fecundos encontros cujo resultado agora se oferece à nossa fruição. Só temos de agradecer e aproveitar.

De facto, canções como Cobertor, tema que nos ensina que por vezes, um amor é tão profundo que, para conforto do outro, consegue conter a urgência de repreender, Palhaço, composição que, na óptica de Pedro Bastos, realizador do vídeo do tema, nos mostra o quanto somos uns palhaços nesta vida sempre que hesitamos (e se eu tivesse ido antes por ali...?), ficamos marcados pelo tempo que não aproveitámos, ou tornamo-nos descartáveis, quando deixamos de ser essenciais, são verdadeiros compêndios de pop experimental contemporânea, ao mesmo tempo que comprovam que aquilo que é aparentemente díspar e inconciliável, pode, afinal, coexistir, subliminar-se e originar algo único e distinto e, por isso mesmo, imperdível. Espero que aprecies a sugestão...

Facebook: https://www.facebook.com/ossenhorjorge

Instagram: https://www.instagram.com/ossenhorjorge/

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-45507788

Bandcamp: https://senhorjorge.bandcamp.com/album/senhor-jorge 

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCtKW9hos6tYZYLB0JdKv_ZQ/videos

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publicado por stipe07 às 11:16






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