Quinta-feira, 21 de Maio de 2020

MOMO - Till the End of Summer Time

MOMO é Marcelo Frota, um cantor e compositor brasileiro, mas a residir em Lisboa, que se estreou a solo em dois mil e seis com o aclamado registo A Estética do Rabisco, onze composições com fortes influências da herança do rock setentista que o país irmão produziu com particular abundância à quatro décadas atrás, em especial no nordeste. Seguiram-se mais quatro álbuns, que piscaram o olho a uma atmosfera mais acessível, sempre dentro de um espetro rock, os registos Buscador (2008), Serenade Of A Sailor (2011), Cadafalso (2013) e Voá (2017). Este último já teve sucessor, um trabalho intitulado I Was Told To Be Quiet, lançado no passado mês de outubro, no Brasil pelo selo LAB344, nos Estados Unidos pelo Yellow Racket Records e na Itália por Deusamora Records.

MOMO. lança single “Till the End of Summer Time” – Glam Magazine

Agora, pouco mais de meio ano depois do lançamento desse registo, MOMO está de volta com um EP que deverá chegar em pleno verão e que irá contar com colaborações de artistas independentes como Alex Siegel (Amo Amo) e Helio Flanders (Vanguart). Do seu alinhamento já se conhecem dois temas, Rosto Zen, lançado a dezassete de Abril e agora, algumas semanas depois, Till the End of Summer Time.

Esta nova canção de MOMO, gravada pelo autor em casa e misturado em Los Angeles pelo produtor Tom Biller (Karen O, Elliott Smith, Kate Nash), que se tornou parceiro regular desde o trabalho anterior I Was Told To Be Quiet, é uma história de amor marcada pela mudança de estações e que pretende descrever a desilusão e o isolamento que sentimos nos últimos meses. O videoclipe destaca o sentimento de separação e foi filmado remotamente enquanto o músico brasileiro e a realizadora italiana Chiara Missaggia estavam isolados nas suas casas, durante a quarentena imposta pela COVID-19. É uma composição inspirada musicalmente nos clássicos de jazz de nomes como George Gershwin e Irving Berlin e em compositores da bossa nova como Tom Jobim. De acordo com o autor, a sua letra fala de um amor que não funcionou, deste o primeiro encontro até à última despedida. O título remete para a canção pop de mil novecentos e quarenta e cinco, Till the End of Time, gravada por Perry Como, Doris Day e outros artistas e que inspirou um filme com o mesmo título. Confere...


autor stipe07 às 21:19
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2020

Fugly - Space Migrant

Dois anos depois do excelente Millenial Shit, os portuenses Fugly estão de regresso aos lançamentos com um novo disco, ainda sem nome anunciado e que, de acordo com os próprios, substitui os problemas adolescentes pelos de adulto,  com uma visão (um bocadinho) mais amadurecida do mundo que os rodeia mas sem largar o lado enérgico, satírico e festivo. Será lá para o final do ano que o projeto liderado por Pedro Feio, ou Jimmy, ao qual se juntam Rafael Silver, Nuno Loureiro e Ricardo Brito, colocará nos escaparates o seu novo trabalho, um alinhamento com a chancela da O Cão da Garagem e produzido, mais uma vez, pelos próprios Fugly no Adega Studios.

Fugly estão de regresso com o single “Space Migrant” – Glam Magazine

O rock direto e sem espinhas de Space Migrant é, um tema que, de acordo com o seu press releasefala sobre a inclusão de todos numa sociedade que tem problemas em unir-se, é o primeiro single retirado desse novo álbum dos Fugly, uma composição feita com uma voz exultante, guitarras banhadas por um efusiante riff metálicopleno de reverb e um baixo vincado e cheio de ritmo que dá as mãos a uma bateria domada com elevada mestria. Confere...

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCiA17QHA29eFaO0rg5p82Fg

Facebook: https://www.facebook.com/fuglyfuglyfugly/

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Bandcamp: https://fuglyfuglyfugly.bandcamp.com/

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autor stipe07 às 15:16
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2020

From Atomic - Deliverance

Nascidos em Coimbra há quase dois anos, os From Atomic nasceram da mente de Alberto Ferraz, que desafiou Sofia Leonor a fazerem algo em conjunto. Mais tarde juntou-se Márcio Paranhos e tomou assim forma um projeto que tem nomes tão proeminentes como os Yeah Yeah Yeahs, The Jesus & Mary Chain, Cocteau Twins, The Cure, DIIV, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, The Raveonettes ou Sonic Youth, como influências declaradas, na busca de uma mescla entre o post punk britânico da década de oitenta e o indie noise da década seguinte. Deliverance é o nome do disco de estreia dos From Atomic, um tomo de onze canções com a chancela da Lux Records.

Gerador

Gravado e produzido nos estúdios da Blue House por Henrique Toscano e João Silva e misturado e masterizado por João Rui, Deliverance mostra-nos que os From Atomic já têm um som identitário definido, um estilo sonoro eminentemente orgânico e negro, mas sem deixar de soar orelhudo apelativo e luminoso, uma simbiose nem sempre fácil de encontrar e que merece todo o destaque quando é bem sucedida, como é o caso. Esta capacidade indesmentível de abraçar o melódico e o poético sem colocar em causa a indispensável visceralidade que os From Atomic exigem que o seu adn exale, foi conseguida através de um registo intepretativo coeso, forte e intenso, que está, como se percebe logo em Better Than, assente em guitarras com um timbre metálico eminentemente agudo e, por isso, pleno de charme, acompanhadas por um baixo vigoroso e ecoante e teclados sempre prontos a abraçar a cosmicidade e a melancolia, muitas vezes em simultâneo.

Uma abordagem precisa ao melhor noise contemporâneo em Heavens Bless, o travo hard de Lights, a toada eminentemente psicadélica de Heartbeat, uma canção que, de acordo com o press release de lançamento do singlefala da relação metafísica de uma personagem com a realidade, com o diálogo lírico da faixa a expressar o jogo entre a inevitável materialização do corpo e a subjectividade da mente e a suprema majestosidade de Juliette, são outros momentos altos do registo que cimentam um modus operandi bastante vanguardista e apelativo, não só no que concerne à componente melódica, mas também à própria estrutura de canções, que têm sempre no refrão um elemento fulcral no transporte da alma e da poesia das mesmas.

Disco coeso, consistente e rico em detalhes e variadas nuances e estilos dentro de um espetro sonoro claramente definido, Deliverance assume-se, no seu todo, como um compêndio de garage rock que dialoga incansavelmente com o punk rock e que incorpora, nessa trama, doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica, conduzindo-nos a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo a maresia muito peculiar. Espero que aprecies a sugestão...

https://www.facebook.com/From-Atomic-188655538613600/

https://www.instagram.com/from_atomic/


autor stipe07 às 18:08
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2020

Vila Martel - Nunca Mais É Sábado

Os Vila Martel são Francisco Botelho de Sousa, Rodrigo Marques Mendes, Francisco Inácio, Tiago Cardoso e Afonso Carvalho Alves, um coletivo da capital que se estreou há algumas semanas nos discos com Nunca Mais É Sábado, um espetacular cardápio de oito canções cantadas em português e gravadas há já quase um ano e que são, claramente e sem sombra de dúvida, uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama alternativo nacional.

Vila Martel antecipam edição de disco “Nunca Mais É Sábado” com ...

É o puro indie rock, mas de forte travo psicadélico, falsamente inocente, rude e agreste q.b. e buliçoso e optimista que sustenta Nunca Mais É Sábado, um disco que é, também, um verdadeiro portento sonoro que, em quase meia hora, nos instiga e nos abana com ímpar majestosidade. Nunca Mais É Sábado é festa e cor, mas também um impressivo e irrepreensível retrato da urbanidade e dos defeitos e qualidades que tingem o adn de uma grande cidade cosmopolita como é Lisboa no início da segunda década do século vinte e um, um enorme nicho em que centenas de milhares de seres formatados por rotinas, sonhos inatingíveis e superstições inócuas, vagueiam sempre pela mesma rota e com um objetivo sorridente comum... o sábado da libertação, o dia em que não há a obrigação da escala e do serviço e em que a única permissa que realmente interessa é a busca da libertação e da diversão, como se o amanhã fosse apenas uma miragem inócua e ínsipida.

O modus operandi dos Vila Martel para esta epifania, foca-se naquilo que é o elétrico, nomeadamente o modo como a manipulação da eletricidade em estúdio induz, quer nas teclas quer nas cordas,  um caudal massivo de tonalidades sonoras vibrantes, que acabam por funcionar como uma metafora perfeita para tudo aquilo que é o frenesim próprio da nossa contemporaneidade e as alterações que as tais rotinas e obsesões provocaram, inevitavelmente, no mundo que nos rodeia e na sociedade em que vivemos e o quanto isso tem de glorioso e de frenético.

Escorreito e eletrificado de fio a pavio, Nunca Mais É Sábado é redentor no modo como transpira uma profunda sensação de conforto coletivo, não só devido a tudo aquilo que certamente ofereceu aos seus criadores durante o seu período de incubação, mas também por causa do que nos proporciona agora, enquanto objeto sonoro de degustação simples mas contundente e profunda e com um duplo significado, por um lado muito pessoal e circunstancial, por ser capaz de nos fazer sorrir e animar o âmago, mas também, por outro, universal e mitológico, por retratar de modo tão fiel toda a trama que tece as prisões e as contigências que socialmente nos afligem. Espero que apreciesa sugestão...


autor stipe07 às 22:09
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2020

Aníbal Zola - amortempo

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

Resultado de imagem para Anibal Zola - Vida de Cão

No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola está de volta aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

amortempo é heterogéneo e eclético, mas transpira cheiro e sol portugueses. É um álbum de tato sensível e apurado, um compêndio de afetos, uma ode à melhor tradição do nosso cancionieiro tradicional e que se torna aqui num banquete sensorial de elevada subtileza e encanto por ter sido mesclado com a rica pafernália de tiques e nuances que abastecem a mais altiva e charmosa contemporaneidade sonora que se vai fazendo neste jardim à beira-mar plantado.

O timbre das cordas e a rugosidade do efeito da guitarra de Marujo, forçam logo o ouvinte a percepcionar, mesmo que intuitivamente, essa feliz dicotomia em que acústico e elétrico namoram entre si, sem se perceber claramente quem tem a posição dominante nesta relação que, sendo abençoada por Zola, tem tudo para um final feliz. Depois, quando o orgânico e o romântico fundem-se com superior dose de lascívia, como não podia deixar de ser, em Tango da Lua Nova, quando é fácil saborearmos o sal e a intensa luz que irradiam das ondas que navegam ao sabor do vaivém de um piano que joga conosco ao esconde em redor da secção percurssiva que faz flutuar Mar Profundo, quando percebemos que é impossível à nossa anca resistir à portugalidade a que sabe Samba Pro Pulinho, ou quando o cão de Zola se torna, no regaço das cordas que afagam Vida de Cão, o nosso salvo conduto para a percepção de tantos corropios que nos atormentam, sem razão aparente, torna-se claro que amortempo tem essa facilidade de permitir apropriação por todos aqueles que precisam, de quando em vez, de um porto seguro que lhes mostre que há mais vida do que a rotineira aparência e superficialidade de cumprimento de horários e obrigações em que muitos de nós vivemos. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:04
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020

Grand Sun - Sal Y Amore

Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, acabam de se estrear no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, encarna, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

Sal Y Amore em tempos de contenção, segundo Grand Sun ~ Threshold ...

Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.

Sal Y Amore é um disco de viagens, mas também de festa, um compêndio vasto, eclético e heterogéneo de nuances e sensações, umas mais terrenas, e outras eminentemente cósmicas, que podem muito bem vir a ter como consequência maior a catalogação dos Grand Sun como uma nova banda de massas da pop e da cultura musical nacional, já que essa aposta numa estética feita de exuberância sonora e de uma indisfarçável mescla tem muitas vezes esse resultado radioso e que, ao fim e ao cabo, é, garantidamente, o desejo maior de quem quer ser protagonista da forma de manifestação artística que seleciona.

O clima frenético, seco e cru de Circles, assente num indie rock visceralmente ruidoso e sujo, mas que não deixa de ser melodicamente apelativo, até porque é um convite direto à ação e ao movimento, a psicadélica majestosidade do contemplativo edifício instrumental em que se sustenta She Wants You, a alegoria pop particularmente luminosa de Veera, composição conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, o glam rock oitocentista de Dear Ruby, espelhado num sintetizador retro felizmente algo descontrolado e num poderoso e libidinoso riff de guitarra, a sentida homenagem aos Queen a que exala A Picture e o impetuoso travo sessentista da lisergia punk que conduz Feeling Tired, uma canção em que teclado e baixo dividem protgonismo, enquanto a guitarra arbitra, sem preferência e com ímpar isenção, esse duelo imprevisível pela posse da posição maior no pódio do protagonismo melódico do tema, são os momentos maiores de Sal Y Amore, uma sátira representação do ruído a que estamos expostos diariamente e um sal saudável para a hipertensão, que os Grand Sun resolveram colocar nos nossos pratos nesta incaraterística primavera dois mil e vinte. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 13:17
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Segunda-feira, 30 de Março de 2020

Dela Marmy - Captured Fantasy EP

Com um passado relevante no projeto The Happy Mess, Joana Sequeira Duarte aposta agora numa carreira a solo e assina o projeto Dela Marmy. Estreou-se o ano passado com a edição dos singles Empty PlaceStellarMari Wolf e Secretly Here, uma coleção de canções que viria a resultar num EP homónimo. Dela Marmy foi editado à boleia da KPRecords*KillPerfection, um alinhamento já com sucessor  e no mesmo formato. Captured Fantasy é o novo EP da cantora, tem também a chancela também da KPRecords*KillPerfection e viu a luz do dia a vinte e sete de março último.

Dela Marmy - Not Real - man on the moon

Captured Fantasy contém cinco canções e foi produzido pelo experiente produtor inglês Charlie Francis, uma opção que conferiu uma maior maturidade e consistência ao cardápio da autora, sem colocar em causa a puerilidade intrínseca à sua filosofia sonora. O EP também conta com as colaborações especiais da escritora e poetisa Raquel Serejo Martins, que credita a letra de Flying Fishes e o lyricist galês TYTUN que participa no introspetivo tema Take Me Back Home. Os músicos que acompanharam Dela Marmy em estúdio foram Vasco Magalhães (bateria), Tiago Brito, Steven Goundrey (guitarras) e o próprio Francis (baixo).

Cada composição do EP Captured Fantasy é uma pequena viagem que nos pede tempo, num resultado final tremendamente detalhístico, porque atenta às pequenas coisas, às pequenas histórias e ao marginal, um paradoxal compêndio de canções, já que todo este intimismo acaba por ter uma universalidade muito própria, visto ser um alinhamento passível de ser apropriado por qualquer comum mortal, que com o seu conteúdo facimente se identificará.

Assim, do notável festim sintético que adorna a guitarra planante que sustenta Flying Fishes, até ao delicioso charme contemplativo que nos proporciona a romântica Take Me Back Home, passando pelo travo pop muito peculiar de Not Real, arquitetado por uma trama instrumental onde é subtil a fronteira entre o orgânico e o sintético, numa canção pulsante, épica, incisiva e particularmente etérea, são vários os momentos deliciosos de um EP cujo birlhantismo é rematado por um registo vocal ecoante que confere ao alinhamento, no seu todo, um charme intenso e tipicamente feminino, como, aliás, convém. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:51
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Terça-feira, 24 de Março de 2020

Grand Sun - Circles

Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, estream-se dentro de dias no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, deverá, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, encarnar um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

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Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.

Para marcar o lançamento do registo, os Grand Sun acabam de divulgar o video de Circles, um dos momentos maiores de Sal Y Amore, uma canção frenética, seca e crua, assente num indie rock visceralmente ruidoso e sujo, mas que não deixa de ser melodicamente apelativa, até porque é um convite direto à ação e ao movimento. O tema debruça-se na inevitável aceitação em relação à nossa vida - because Sometimes you don’t get what you want - e pessoalmente sobre este limbo constante em que nos encontramos enquanto construímos a nossa personalidade. A formulação desta dicotomia entre o querer e não querer partir trata-se de cobrirmos este nosso medo existencial com o entusiasmo por esta mesma existência. Visualmente, o vídeo gravado por Francisco Lopes retrata os Grand Sun num talk-show surreal, quase bizarro, onde a banda se entrevista a si própria, numa conversa inconsequente que é uma sátira e uma representação caseira do ruído que estamos expostos diariamente.

Importa ainda referir que, para assinalar o lançamento de Circles e, posteriormente, do disco Sal Y Amore, os Grand Sun lançaram uma campanha especial no Bandcamp, com todo o catálogo do projeto disponível a metade do preço até ao lançamento do disco, sexta-feira próxima, dia vinte e sete de março. Basta apenas colocar a palavra squares no checkout. Confere...


autor stipe07 às 21:23
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Sexta-feira, 20 de Março de 2020

The Proper Ornaments - Mission Bells

Nem um ano passou desde o excelente Six Lenins, disco que figurou na lista dos melhores dez álbuns de dois mil e dezanove para esta redação, e os londrinos The Proper Ornaments já estão de regresso aos lançamentos discográficos com Mission Bells, um compêndio com treze canções e com a chancela da Tapete Records, o quinto registo de originais da banda de James Hoare, uma das caras metade dos Ultimate Painting, ao qual se juntam Bobby Syme e Max Oscarnold e, mais recentemente, o baixista Nathalie Bruno.

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Mission Bells, um registo sombrio mas edificante, começou a ser incubado durante a digressão de promoção de Six Lenins, com o esboço de muitas das suas canções a verem a luz do dia em soundchecks e jam sessions, pela Europa fora, durante essa epopeia. Depois os quatro membros da banda começaram a gravar, no verão passado, no estúdio doméstico de Hoare em Finsbury Park, Londres, usando a mesma pafernália tecnológica utilizada no disco anterior, mas também a incorporarem um sequenciador moog e outros instrumentos eletrónicos, detalhes que explicam, desde logo, uma maior riqueza estilística e ao nível dos detalhes e dos arranjos, relativamente ao registo anterior, não faltando aquela espantosa simplicidade de Waiting For The Summer, o disco de estreia do projeto e a suprema melancolia que banhou Foxhole, um dos melhores álbuns de dois mil e dezassete, nuances que, no seu todo, suportam a elevada bitola qualitativa melódica de Mission Bells e, durante a sua interpretação instrumental, o claro domínio do som que tipifica este projeto.

Assim, escutar Mission Bells traz logo à tona aquela curiosa sensação que muitas vezes temos e que nos diz que estamos na presença de um álbum que foi concebido de modo bastante intuitivo e aparentemente sem qualquer esforço. De facto, este é um alinhamento com um clima que oscila entre a melancolia e o hipnotismo e que nos leva, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme, fazendo-o com um acabamento exemplar, enquanto as suas proezas de composição, que divagam entre as heranças de uns Beach Boys ou uns Velvet Underground, se mostram, como de certo modo já referi, intensas, ousadas e surpreendentes.

Composições do calibre de Purple Heart, o tema que abre o disco e que, num clima que oscila entre a melancolia e o hipnotismo, nos oferece um delicioso banquete de cordas luminosas, a rugosa toada misteriosa e flutuante de Downtown, a pueril acusticidade solarenga de Black Tar, a luxuriante folk psicadélica que banha Broken Insect, o momento mais alto do registo, ou a deliciosa dança sedutora que várias guitarras, elétricas e acústicas, executam na intrigante The Impeccable Lawns, sustentam a manifestação de um elevado bom gosto, que se torna ainda maior pela peça em si que este disco representa, tendo em conta a bitola qualitativa do mesmo, ampliada também pela maturidade lírica que os The Proper Ornaments exalam no seu alinhamento e que disserta essencialmente  sobre o que é viver nestes tempos distópicos e algo confusos e conturbados.

Mission Bells é, em suma, uma conquista majestosa, um turbilhão musical em que as suas harmonias nos levam a um estado sonâmbulo irreversível, deixando-nos presos entre a terra dos sonhos e as horas de vigília. E a maior beleza disso é que não vamos querer escapar depressa deste clausura, mesmo que a porta esteja aberta enquanto a vida pós-moderna nos espera do lado de fora. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:23
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Quinta-feira, 19 de Março de 2020

Spicy Noodles - Sensacional (vídeo)

A brasileira Érika Machado e a portuguesa Filipa Bastos são as Spicy Noodles, uma dupla que busca sons e imagens para escrever um diário a quatro mãos e são as responsáveis por toda a parte criativa, das composições e execução das músicas, dos vídeos, às ilustrações, fotografias, e o que mais for preciso. Chamaram a atenção dos mais atentos em janeiro de dois mil e dezassete quando conseguiram incluir o single Leve Leve no álbum Novos Talentos Fnac 2017 e viram esse tema no top A3_30 da Antena 3 durante alguns meses.

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Há algumas semanas as Spicy Noodles estreiam-se nos discos com Sensacional!, um álbum com a chancela da conimbricense Lux Records, um alinhamento de nove canções idealizado entre Julho e Agosto do ano transato, gravado e pré produzido no estúdio caseiro Quebra Galho em Coimbra, produzido, misturado e masterizado por John Ulhoa, no Estúdio 128 Japs em Belo Horizonte no Brasil e que foi alvo de revisão atenta por parte desta redação pouco depois de ter visto a luz do dia.

Agora, no início de mais uma primavera, as Spicy Noodles voltam a merecer o nosso destaque porque acabam de nos ofertar o video de Sensacional, o tema homónimo do disco, uma canção em que, de acordo com o press release do single, o refrão fala daqueles momentos em que nos sentimos o Mr. Bean, uma personagem com as mais originais e excêntricas soluções para resolver alguns problemas e uma indiferença total para soluciona outros, com uma incrível habilidade para gerar confusão, e nos sentimos o Charlie Brown, o menino que falha em quase tudo o que tenta fazer, uma criança dotada de infinita esperança e determinação mas que é dominada pelas suas inseguranças e uma permanente má sorte, sofrendo pequenos golpes dos seus amigos, um carismático fracassado, e em como nos sentimos tão contentes quando pensamos que é sensacional. A música foi feita para aquelas coisas que queremos que aconteçam de qualquer forma, o que tem de ser, o que vai acontecer mesmo que tenhamos de tentar de novo, aquilo que pagamos para ver, e deixamos andar, o que tem de ser e não tem solução.

Importa apenas acrescentar da nossa parte que Sensacional é mesmo isso... uma canção sensacional, vibrante, com uma luz que irradia otimismo, cor, alegria e alegoria e na qual uma bateria eletrónica frenética, teclados sintéticos repletos de flashes borbulhantes e um riff de guitarra abrasivo se misturam e criam uma explosão melódica e rítmica com um tempero singular, dançante e viciante. Confere...


autor stipe07 às 21:33
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Quinta-feira, 12 de Março de 2020

Birds Are Indie - Black (or the art of letting go)

I am slowly learning the art of letting go, or at least I think so.... É desta forma que se inicia Black (or the art of letting go), o primeiro single revelado de Migrations – The Travel Diaries #1, o quinto álbum dos conimbricenses Birds Are Indie de Joana Corker, Ricardo Jerónimo e Henrique Toscano, um registo de dez canções abrigadas pela Lux Records e que celebram a mesma quantidade de anos de um dos projetos nacionais mais queridos nesta redação, porque transmitem com as suas composições sonoras um rol de emoções e sensações únicas, sempre com intensidade e minúcia, mas também misticismo e argúcia e geralmente com uma serenidade extraordinariamente melancólica e bastante contemplativa.

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Migrations – The Travel Diaries #1 terá a curiosidade de ver a luz do dia em duas edições distintas, uma em CD a editar em abril e outra em vinil, lá para setembro. Ambos os formatos contarão com a revisita de cinco canções da discografia anterior da banda, reinterpretadas e regravadas no estúdio Blue House, em Coimbra, mais cinco originais, ou seja, o álbum irá ser dado a conhecer em duas etapas distintas

Com mistura e masterização de João Rui, todos os temas de Migrations– The Travel Diaries #1 tiveram a participação no baixo e em algumas teclas do convidado especial Jorri (a Jigsaw), que também colaborou na gravação. Liderar esse processo, como habitualmente, ficou a cargo de um elemento da banda, Henrique Toscano e o mesmo aconteceu com o artwork e o design, feitos pela mão da Joana Corker, modus operandi muito semelhante a Local Affairs, o registo que os Birds Are Indie editaram há dois anos atrás.

Quanto ao single Black (or the art of letting go), chamo a atenção para o acerto da descrição feita no seu press release que refere ser uma canção que mostra uma determinação materializada num ritmo tenso e intenso, em guitarras sujas e teclados acutilantes. Depois, na letra adivinha-se de imediato uma ironia gerada pelo contraste, algo tão característico dos Birds Are Indie. No refrão e a terminar a música, ouve-se repetidamente: «I never said it's over, I'll never say I want you back». E é nesta decidida indecisão que se inicia mais uma viagem...

De acordo com a mesma fonte, o video do tema foi gravado no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, por Bruno Pires, com conceito e edição da própria banda. A música e os três Birds Are Indie movem-se entre o preto, o branco e a cor, entre a luz e a sombra, entre a contenção e a explosão, entre a protecção oferecida pela tela e a crueza da máxima exposição. Confere...

Facebook: www.facebook.com/BirdsAreIndie.music
Bandcamp: www.birdsareindie.bandcamp.com
Vimeo: www.vimeo.com/birdsareindie
Youtube: www.youtube.com/user/birdsareindie
Instagram: www.instagram.com/birdsareindie
Blog: http://birdsareindie.blogspot.com/


autor stipe07 às 21:35
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Sábado, 7 de Março de 2020

From Atomic - Heartbeat

Nascidos em Coimbra há quase dois anos, os From Atomic nasceram da mente de Alberto Ferraz, que desafiou Sofia Leonor a fazerem algo em conjunto. Mais tarde juntou-se Márcio Paranhos e tomou assim forma um projeto que tem nomes tão proeminentes como os Yeah Yeah Yeahs, The Jesus & Mary Chain, Cocteau Twins, The Cure, DIIV, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, The Raveonettes ou Sonic Youth, como influências declaradas, na busca de uma mescla entre o post punk britânico da década de oitenta e o indie noise da década seguinte.

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Seja como for, basta escutar Heartbeat, o primeiro single divulgado de Deliverance, o disco que o trio se prepara para lançar na reta final deste mês, à boleia da Lux Records, gravado e produzido nos estúdios da Blue House por Henrique Toscano e João Silva, misturado e masterizado por João Rui e que será cuidadosamente dissecado por cá, para se perceber que os From Atomic já têm um som identitário definido, eminentemente orgânico e negro, mas sem deixar de soar orelhudo apelativo e luminoso, uma simbiose nem sempre fácil de encontrar e que merece todo o destaque quando é bem sucedida, como é o caso. 

Já agora, importa acrescentar que Heartbeat, de acordo com o press release de lançamento do tema, fala da relação metafísica de uma personagem com a realidade. O diálogo lírico da faixa expressa o jogo entre a inevitável materialização do corpo e a subjectividade da mente. Ao mesclar estas duas dimensões, a certa altura não se sabe a que plano a música se refere. Ainda mais porque a letra reflecte o desejo profundo da personagem em afirmar que se sente viva, apesar de, no seu íntimo, lhe parecer que já não está. Confere...

https://www.facebook.com/From-Atomic-188655538613600/

https://www.instagram.com/from_atomic/


autor stipe07 às 18:00
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Quarta-feira, 4 de Março de 2020

Grutera - Fica Entre Nós

Será a quatro de maio e à boleia da Planalto Records que irá ver a luz do dia Aconteceu, o quarto disco do projeto Grutera, assinado por Guilherme Efe, um músico nascido em pleno verão de mil novecentos e noventa e um e que, segundo reza à lenda, chegou ao nosso mundo todo nu, careca, sem dentes e cheio de sangue da barriga de sua mãe. As más línguas também referem que na altura o músico ainda não sabia tocar guitarra, porque não tinha unhas, mas provavelmente já sabia que era isso que faria o resto da sua vida, ainda que paralelamente tivesse qualquer outra atividade, mais ou menos lícita, mais ou menos nobre, com que fizesse mais ou menos dinheiro.

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Guilherme começou a sua carreira artística a tocar guitarra em bandas de metal, depois descobriu os recônditos prazeres da guitarra clássica e percebeu que seria por aí que iria conseguir alcançar a tão almejada fama, riqueza e sucesso, que tanto ambicionava desde o ventre materno, ou pelo menos, fazer música que o emocionasse e que melhorasse alguns minutos da vida de alguém que a ouvisse.

O percurso discográfico de Guilherme começou há cerca de oito anos com Palavras Gastas, no ano seguinte chegou aos escaparates o registo Sempre e dois anos depois viu a luz do dia Sur Lie, o antecessor deste Aconteceu, que foi gravado numa pequena adega, em casa dos pais do músico e que quebra um hiato de meia década, tendo começado a ser incubado em Braga desde dois mil e dezassete, com a ajuda de Tiago e Diogo Simão, que já tinham tido um papel preponderante nos três trabalhos anteriores deste projeto Grutera.

Fica Entre Nós é o primeiro single divulgado de Aconteceu, uma instrumental dedilhado divinamente à guitarra e que versa sobre a cumplicidade, um sentimento que pode ser entre duas pessoas como entre pessoas e as suas tradições. O próprio vídeo da canção tem essa faceta bem impressa, ao mostrar uma necessidade cada vez mais premente de conservar costumes e preservar espaços e gentes locais. Gentes que, muitas vezes, se vêm expulsas das suas raízes pela força do turismo e dos interesses económicos, que tanto podem ter de bom como de mau, se não existir um equilíbrio. Confere...

CONCERTOS

5 de Abril/ Festival Santos da Casa, Coimbra

4 de Junho/ Maus, Hábitos, Porto

5 de Junho/ Clav Sessions, Vermil

13 de Junho/ CAE Sever do Vouga

25 de Setembro/ Casa da Cultura, Setúbal

https://m.facebook.com/grutera1

https://grutera1.bandcamp.com/ 

https://soundcloud.com/grutera1


autor stipe07 às 13:09
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

Anibal Zola - Vida de Cão

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

Resultado de imagem para Anibal Zola - Vida de Cão

No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola regressa aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

De amortempo acaba de ser revelado o single Vida de Cão, uma música frenética tal como é a vida da maior parte de nós. A letra é fundamentalmente instintiva e pouco pensada, tentando misturar os sentidos da visão, olfato e audição de uma forma nervosa e desequilibrada,  representando o comportamento selvagem de um cão. Além disso fala de tudo e não fala de nada. Há quem diga que é o chico fininho dos cães. No vídeo da canção, o cão de Aníbal Zola é protagonista numa viagem em alvoroço pela cidade e a filmagem, tal como a música, também é descomplexada. Confere Vida de Cão e os próximos concertos do artista...

29 Fevereiro/ Porto, CCOP – Apresentação do disco com presença de todos os participantes 13 Março/ Vermil, Centro e laboratório artístico Clav Live Sessions – Concerto a solo

14 Março/ Amarante, 3 Mini Festival de Artes – Concerto a solo

19 Março/ Lisboa, Clube Ferroviário – Concerto em trio

30 Maio/ Ciclo Fora de Portas na Adega Cooperativa, Arruda dos Vinhos

12 Junho/ Setúbal, Casa da Cultura – Concerto em trio

Facebook https://www.facebook.com/anibalcbvoz/

Instagram https://www.instagram.com/anibalzola/

Bandcamp https://anibalcbvoz.bandcamp.com

YouTube https://www.youtube.com/user/zenibeirao

Spotify https://open.spotify.com/artist/5YN3Sf9fbfdaRG1NSouCIL?si=KkrguNuVTFuseqxJXt8D2A


autor stipe07 às 17:21
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

Vila Martel - Ninguém

Os Vila Martel são Francisco Botelho de Sousa, Rodrigo Marques Mendes, Francisco Inácio, Tiago Cardoso e Afonso Carvalho Alves, um coletivo da capital prestes a estrear-se nos discos com Nunca Mais É Sábado, oito canções cantadas em português e gravadas  entre Dezembro de 2018 e Janeiro de 2019 nos estúdios Ás de Espadas e Tchatchatcha e que irão ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

Resultado de imagem para Vila Martel Ninguém

Ninguém é o mais recente avanço do registo a chegar aos nossos ouvidos em formato single, um tema vibrante, com uma luminosidade pop muito aditiva, onde guitarras e teclados se dividem no seu protagonismo, uma canção que, de acordo com o seu press release, tem as relações amorosas como ponto central. Esta música baseia-se numa carta aberta que declara o amor por alguém. Mas declara a quem? Ninguém? É repetido várias vezes no refrão “Eu estou bem, quem ninguém”. Um amor que traz alegria e bem-estar sem fim, ou um manifesto que visa esclarecer que com amor ninguém é feliz? Ninguém tem de saber. A dúvida persiste para sempre, tal como o amor.

Ninguém também já tem direito a um vídeo realizado por Francisca Carreira, que conduziu o grupo na execução de um trabalho eminentemente conceptual, gravado nos armazéns da Cerveja Lince, um filme que focou-se na letra da canção e nas cores que rodeiam a  música dos Vila Martel, retirando aos elementos da banda a importância que normalmente têm neste género de apresentação, ao contrário do que sucedeu com o vídeo do single anterior, Não Nos Deixem Ir Embora, realizado pelo próprio vocalista e guitarrista, Rodrigo Mendes e que serviu como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. Confere...

 


autor stipe07 às 18:08
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020

Dela Marmy - Not Real

Com um passado relevante no projeto The Happy Mess, Joana Sequeira Duarte aposta agora numa carreira a solo e assina o projeto Dela Marmy. Estreou-se o ano passado com a edição dos singles Empty Place, Stellar, Mari Wolf e Secretly Here, uma coleção de canções que viria a resultar num EP homónimo. Dela Marmy foi editado à boleia da KPRecords*KillPerfection, um alinhamento já com sucessor na forja e no mesmo formato. Captured Fantasy é o novo EP da cantora, tem também a chancela também da KPRecords*KillPerfection e verá a luz do dia a vinte e sete de março próximo.

Resultado de imagem para Dela Marmy Not Real

Captured Fantasy contém cinco canções e foi produzido pelo experiente produtor inglês Charlie Francis, uma opção que conferiu uma maior maturidade e consistência ao cardápio da autora, sem colocar em causa a puerilidade intrínseca à sua filosofia sonora. O EP também conta com as colaborações especiais da escritora e poetisa Raquel Serejo Martins, que credita a letra de Flying Fishes e o lyricist galês TYTUN que participa no introspetivo tema Take Me Back Home. Os músicos que acompanharam Dela Marmy em estúdio foram Vasco Magalhães (bateria), Tiago Brito, Steven Goundrey (guitarras) e o próprio Francis (baixo).

Cada composição do EP Captured Fantasy é uma pequena viagem que nos pede tempo, num resultado final tremendamente detalhístico, porque atenta às pequenas coisas, às pequenas histórias e ao marginal, um paradoxal compêndio de canções, já que todo este intimismo acaba por ter uma universalidade muito própria, visto ser um alinhamento passível de ser apropriado por qualquer comum mortal, que com o seu conteúdo facimente se identificará.

Not Real é o primeiro single divulgado de Captured Fantasy, uma canção com um travo pop muito peculiar, arquitetada por uma trama instrumental onde é subtil a fronteira entre o orgânico e o sintético, uma composição inconfundível, pulsante, épica, incisiva e particularmente etérea, abrilhantada por um registo vocal ecoante que lhe confere um charme intenso.

O teledisco da canção é realizado pela CASOTA Collective (elementos dos First Breath After Coma). De acordo como press release de lançamento do single, no vídeo o colectivo leiriense reflecte sobre a certeza que temos do que é real, abordando também a percepção dos outros em relação à nossa realidade, claramente  inventada. Viver numa fantasia/realidade que não é reconhecida, passar e pisar o limite dos padrões sociais, estender e contornar as fronteiras do Real, inventar, sugerir e arquitectar horizontes mais amplos à vida, finita, que inevitavelmente vivemos. Confere Not Real e o alinhamento de Captured Fantasy...

Flying Fishes

Tempest

Old Human

Not Real

Take Me Back Home feat.TYTUN

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autor stipe07 às 10:46
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2020

Grand Sun - Veera

Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, estream-se a vinte e sete de março próximo no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, deverá, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, encarnar um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

Resultado de imagem para Grand Sun Veera"

Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.

Veera é um dos momentos maiores de Sal Y Amore, uma canção que plasma o nome de uma rapariga decidida a ser enigmática, descrita através de uma alegoria pop particularmente luminosa, conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, uma maravilhosa amostra do primeiro sal saudável para hipertensão, que os Grand Sun pretendem colocar nos nossos pratos em dois mil e vinte. Confere...

https://www.facebook.com/grandsunband/

https://www.instagram.com/grand.sun/

https://grandsun.bandcamp.com/

https://www.youtube.com/channel/UC5M5a9i4DhXJi47yNcaqoMQ    


autor stipe07 às 13:11
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2020

Spicy Noodles - Sensacional!

A brasileira Érika Machado e a portuguesa Filipa Bastos são as Spicy Noodles, uma dupla que busca sons e imagens para escrever um diário a quatro mãos e são as responsáveis por toda a parte criativa, das composições e execução das músicas, dos vídeos, às ilustrações, fotografias, e o que mais for preciso. Chamaram a atenção dos mais atentos em janeiro de dois mil e dezassete quando conseguiram incluir o single Leve Leve no álbum Novos Talentos Fnac 2017 e viram esse tema no top A3_30 da Antena 3 durante alguns meses.

Agora, no início de dois mil e vinte, as Spicy Noodles estreiam-se nos discos com Sensacional!, um álbum com a chancela da conimbricense Lux Records, um alinhamento de nove canções idealizado entre Julho e Agosto do ano transato, gravado e pré produzido no estúdio caseiro Quebra Galho em Coimbra e produzido, misturado e masterizado por John Ulhoa, no Estúdio 128 Japs em Belo Horizonte no Brasil.

Sensacional! é mesmo isso... um disco mesmo sensacional, um registo vibrante, com uma luz que irradia otimismo, cor, alegria e alegoria, proporcionando-nos quase meia hora de boa disposição e de uma diversificada paleta de canções capazes de nos transmitir, sem grande esforço, sentimentos bonitos enquanto recarregam as nossas reservas de positivismo e força de ontade para encarar os desafios diários que a vida nos coloca, no implacável movimento de um calendário que não admite a mínima pausa.

Nele, uma vasta miríade instrumental, que amplia a superior destreza interpretativa da dupla, conjura entre si e reparte dividendos, à medida que folhos e laços de samples, guitarras, teclados, brinquedos e bits eletrónicos se misturam e criam uma explosão de barulhinhos em cada uma das canções que, em suma, podem muito bem ser o diário de bordo do quotidiano de qualquer comum mortal. As guitarras efusiantes e o teclado retro de Sensacional, o festim sintético da pueril José Francisco, a ode à melhor pop oitocentista a que sabe Converseta ou o ecoante travo nostálgico de Por Aí e o charme único de Online E Invisível, são alguns dos momentos maiores de um disco com um tempero singular e viciante. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 13:27
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - The Artist Is Irrelevant

Foi com o apoio da GDA que viu a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Resultado de imagem para The Artist Is Irrelevant The Artist Is Irrelevant

The Artist Is Irrelevant tem um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. A sua audição permite-nos contemplar uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que os seus pouco mais de trinta e dois minutos abastecem-se de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta.

Assim, da pueril Joy, canção perfeita para embalar as mentes mais inquietas e resistentes ao cansaço, deixando-nos naquela letargia típica de quando se dorme e se está acordado, uma dormência que se acentua e que despoleta a nossa capacidade de sonhar de olhos abertos em That Tip-Top Feeling, até à intrincada teia de interseções eletrónicas, batidas subtis e vocais corroídos de Gizmo, passando pela curiosa Play That Sulky Music, White Boy, composição que, de acordo com o seu press releasebrinca com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco, até ao portento de Ladies And Gentlemen We Are Drowning In Space, uma espécie de névoa celestial que nos afaga sem a mínima complacência, The Artist Is Irrelevant, apesar de se sustentar na apenas aparente frieza metálica das máquinas, contém uma frescura e um colorido muito curiosos e apelativos, nuances que nos permitem esquecer tudo o que nos rodeia e refugiar-nos, no seu âmago, numa espécie de feliz isolamento.

Além da audição do disco, importa apreciar com elevada dedicação os vídeos já produzidos de promoção a alguns dos temas de The Artist Is Irrelevant, com particular destaque para An Empty Canvas, filme montado por Pedro Gancho a partir de imagens de férias antigas e que explora visualmente este conceito da música enquanto banda sonora das nossas memórias. Espero que aprecies a sugestão...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

Facebook: https://www.facebook.com/theartistisirrelevant/

Instagram: https://www.instagram.com/the_artist_is_irrelevant/


autor stipe07 às 12:48
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - Play That Sulky Music, White Boy

É já depois de amanhã, e com o apoio da GDA, que vê a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Voltando ao disco, The Artist Is Irrelevant terá um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. Enquanto o álbum não vê a luz do dia para ser dissecado clinicamente por cá, a redação de Man On The Moon aproveita para divulgar o single Play That Sulky Music, White Boy, a sétima canção do disco que, de acordo com o seu press releasebrinca, no seu título, com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco.

Registo que terá uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que se irá abastecer de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta, The Artist Is Irrelevant vê bem espelhada neste single Play That Sulky Music, White Boy, tais influências, uma composição já com direito a um enigmático vídeo que apresenta o single ao ritmo de um compasso crescente, uma deliciosa opção estilística, porque entronca no próprio andamento rítmico da canção. 

Importa ainda referir que neste momento já está em curso uma campanhade pre-save no Spotify que permitirá a quem se registar não só ser um dos primeiros a ouvir The Artist Is Irrelevant no dia do seu lançamento, como ainda receber imediatamente uma faixa extra ao concluir o registo na campanha. Confere...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

Facebook: https://www.facebook.com/theartistisirrelevant/

Instagram: https://www.instagram.com/the_artist_is_irrelevant/


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