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Senhor Jorge - sr. jorge

Sexta-feira, 30.04.21

Beirão de origem e fadista por paixão, Senhor Jorge Novo é o cabeça de cartaz de um projeto que tem as suas raízes na Igreja da Misericórdia de Viseu. Nela, há pouco mais de dois anos, Rui Sousa (Dada Garbeck), João Pedro Silva (The Lemon Lovers) e Gonçalo Alegre (Galo Cant’às Duas) conheceram este Sr. Jorge Novo, sacristão, ex-lapidador de diamantes e ele próprio uma preciosidade escondida que rapidamente conquistou o coração de quem o ouviu. Foi desse encontro inesperado e feliz, foi dessa surpresa e dos afetos que ela desencadeou, que nasceu este projeto e o E.P. sr. jorge, exercício generoso de troca e de diálogo criativo entre universos artísticos que, frequentemente, estão condenados a viverem separados.

Senhor Jorge assinala edição de EP com videoclip “Palhaço” – Glam Magazine

sr. jorge viu a luz do dia a nove de abril e, sendo um dos lançamentos nacionais mais curiosos desta primeira metade do ano, merece dedicada audição não só pelo cariz inusitado que lhe deu origem, mas também, e acima de tudo, pelo seu notável conteúdo. É um alinhamento de cinco canções imperdíveis, pouco mais de dezoito minutos intensos, concebidos com uma abordagem sonora de forte cariz experimental, claramente etérea e envolvente mas ao mesmo tempo fresca, pop, viciante e catalisadora. A ela junta-se, como refere José Soeiro, responsável pelo press release do lançamento, a voz vivida e emocionante do Sr. Jorge., numa espécie de lamento musicado sobre um passado que já foi, sobre um presente de saudade e de desencanto, sobre o envelhecimento e a perda, as alegrias e as tristezas, a memória das gargalhadas, dos desesperos e das paixões. Temos o amor – e sempre, implacável, o tempo. Temos, acima de tudo, o efeito de múltiplos e fecundos encontros cujo resultado agora se oferece à nossa fruição. Só temos de agradecer e aproveitar.

De facto, canções como Cobertor, tema que nos ensina que por vezes, um amor é tão profundo que, para conforto do outro, consegue conter a urgência de repreender, Palhaço, composição que, na óptica de Pedro Bastos, realizador do vídeo do tema, nos mostra o quanto somos uns palhaços nesta vida sempre que hesitamos (e se eu tivesse ido antes por ali...?), ficamos marcados pelo tempo que não aproveitámos, ou tornamo-nos descartáveis, quando deixamos de ser essenciais, são verdadeiros compêndios de pop experimental contemporânea, ao mesmo tempo que comprovam que aquilo que é aparentemente díspar e inconciliável, pode, afinal, coexistir, subliminar-se e originar algo único e distinto e, por isso mesmo, imperdível. Espero que aprecies a sugestão...

Facebook: https://www.facebook.com/ossenhorjorge

Instagram: https://www.instagram.com/ossenhorjorge/

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-45507788

Bandcamp: https://senhorjorge.bandcamp.com/album/senhor-jorge 

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCtKW9hos6tYZYLB0JdKv_ZQ/videos

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publicado por stipe07 às 11:16

Andrage - Andrage

Segunda-feira, 19.04.21

Margarida Marques (Voz), Daniel Gouveia (Trompete), Humberto Dias (Bateria), João Heliodoro (Saxofone Tenor), José Rego (Baixo) e Pedro Campos (Guitarra), são os Andrage, uma banda que começou o seu percurso em dois mil e dezassete e cujo nome é inspirado numa planta nativa do território Alentejano, uma escolha que se deve ao facto de grande parte dos elementos da banda serem naturais do Baixo Alentejo. Esta planta acaba por servir de metáfora para a filosofia interpretativa do grupo, que se assume como detentor de ideias delicadas à superfície mas bem firmes desde a baseNa passada sexta-feira, dia dezasseis de abril, chegou aos escaparates Andrage, o novo trabalho homónimo do grupo, um alinhamento de oito canções gravadas e masterizadas por Bruno Xisto nos estúdios Black Sheep Studios em Sintra e com a chancela da Throwing Punches.

Andrage a uma só voz - bodyspace.net

Disco que se escuta de fio a pavio com um sorriso sincero e instintivamente feliz nos lábios, Andrage está encharcado de composições diversificadas e acessíveis, repletas de melodias orelhudas e que, tendo sido alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada, proporcionam-nos um baquete sonoro de forte cariz eclético e ímpar abrangência. Entre o rock e o jazz, neste deslumbrante festim de sons, cadências rítmicas e dissertações melódicas, é vasta a fusão de estilos e tiques, não só por causa de um arsenal instrumental feliz e que, além das habituais cordas, tem nos sopros e nas teclas elementos preponderantes na indução de emotividade, cor e substância aos temas, mas também devido a um registo vocal sem meios termos e constantemente nos píncaros da emotividade.

De facto, o abraço indulgente entre a guitarra e o saxofone em So Wrong, a subtileza dilacerante de Sign, o ambiente festivo de Getting Wild, uma composição assente em sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem num universo carregado de batidas e ritmos que não deixam de exalar um certo erotismo, o travo glam de Wasting Time e o vigor rítmico que o baixo impôe em Stuck e que nunca resvala, são provas concretas da excentricidade dos Andrage e da rara graça como os seus membros combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção, no fundo, um esforço indisciplinado, infantil, amiúde feito de improviso e claramente emocional, que sobrevive num universo subsónico e contrastante, que parece falar-nos ao ouvido e à anca de sonhos, de liberdade e de redenção.

Andrage é, pois, um disco que exala amadurecimento por todos os poros, uma firmeza artística assente num impecável trabalho de produção que permite que todo o arsenal instrumental utilizado pelos autores tenha o seu protagonismo no tempo certo, em suma, um verdadeiro banquete requintado, sedutor e repleto de charme, um oásis de cor e luz que evoca ambientes sonoros repletos de nostalgia, mas que, simultaneamente, também soam de uma forma muito nova e refrescante. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 11:54

YAGMAR - Mítica Luz

Sexta-feira, 16.04.21

Os lisboetas YAGMAR (You Actually Gave Me A Ride) têm já uma carreira com interessante longevidade, mas só começaram a dar realmente nas vistas há cerca de dois anos com o EP Amargo, o segundo da banda, um registo que levou a banda a muitos palcos deste país e a fazer parte da colectânea Fnac Novos Talentos 2019. Acabaram por tocar no festival com o mesmo nome e também no Super Bock em Stock, em dois mil e dezanove. No início do ano passado arregaçaram as mangas para incubar o primeiro longa duração, com a ajuda do produtor e engenheiro de som Vitor Carraca Teixeira, conhecido pelo seu trabalho com nomes emergentes e já consolidados do panorama musical em Portugal como Dream People, Meses Sóbrio, Vila Martel, Left., entre outros, refugiando-se no seu estúdio para criar um disco que terá o nome de Homem Severo e que vê a luz dentro de dias.

Yagmar antecipam edição do primeiro LP “Homem Severo” com single “Mítica Luz”  – Glam Magazine

Homem Severo terá um alinhamento de oito composições que, por premonição ou não, se tivermos em conta o atual período pandémico que vivemos, acabam por se adequar a estes tempos conturbados e ao estado de espírito que de algum modo nos assalta quase todos e que está cheio de interrogações e ansiedades. Sonoramente, será, certamente, um flirt aos ritmos africanos acompanhados de melodias de outras regiões, tal como sucedeu nos EPs anteriores, mas com outra maturidade e acuidade melódica.

Há sempre algo que nos guia nos momentos de aperto, aquilo que nos faz ter perseverança e lutar contra os momentos desafortunados desta vida. É este o mote de Mítica Luz, o mais recente tema retirado do alinhamento de Homem Severo, um turbilhão melódico e rítmico mas que, por vezes, nos deixa respirar. Confere....

Facebook: https://www.facebook.com/yagmarband/

Instagram: https://www.instagram.com/yagmar.jovem/

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC9iIEutk-qrsKOMI6Fy-kZw

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-556339908

Spotify: https://open.spotify.com/artist/4MH8poPCB7vchDU77AG6C8?si=O4ZxyirjRw6hXK2F8ktHdg

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publicado por stipe07 às 14:36

Perpétua - Esperar Pra Ver

Sexta-feira, 02.04.21

Diogo, Rúben e Xavier têm arraiais montados no nosso distrito e conheceram-se ainda muito jovens numa escola de música na Gafanha da Nazaré, em Aveiro, onde lançaram as sementes de um interessantíssimo projeto nacional que ainda vai dar muito que falar, aposto, chamado Perpétua. Depois, o Diogo conheceu a Beatriz no ensino secundário e há cerca de dois anos deram início a uma banda que aposta o seu modus operandi numa bateria marcante, um baixo cavalgante, guitarras afundadas em reverberação, uma voz suave e teclados que cosem tudo isto em paisagens sonoras imaginativas e frescas, repletas de refrões orelhudos e melodias doces que marquem pela diferença, prometendo, assim, uma jornada sonora memorável.

Perpétua revelam primeiro single “Condição” de disco de estreia “Esperar  Pra Ver” – Glam Magazine

Os Perpétua acabam então de se estrear nos discos com Esperar Pra Ver, um trabalho sempre pensado num formato indie, com influências declaradas como os Parcels ou Men I Trust e que foi composto e gravado no ano passado por todos os membros da banda, tendo sido depois produzido, misturado e masterizado pelo Rúben e pelo Xavier, com ajuda à produção da Beatriz e do Diogo.

O press release de lançamento do disco é exímio na sua análise e, por isso, nada melhor do que o citar. Assim, de acordo com o mesmo, em Esperar Pra Ver, escutamos expressões de vários subgéneros da música indie. Nas duas primeiras músicas, “Perdi a Cor” e “Manhãs Longas”, é notório um ambiente marcadamente disco que faz lembrar nomes como os já citados Parcels ou a banda francesa L’Impératrice. Aliado a isto nota-se também a influência da música portuguesa dos anos oitenta, sendo possível encontrar na voz e melodias da Beatriz ecos de algo que podia ter sido cantado pelas Doce ou por António Variações. “Condição”, “Lugar” e “Dores de Cabeça” distanciam-se do universo disco e assumem-se como músicas de pop alternativo, ligeiras no ouvido e fáceis de cantar, sendo que a “Dores de Cabeça” se aproxima mais a um registo de balada que pode fazer lembrar os trabalhos de Tim Bernardes. A bridge de “Condição” traz à tona a faceta mais psicadélica da banda, que também encontra no shoegaze e no dreampop fontes de inspiração. Esta inspiração é notória em “Grilos” e “Blockbuster”, cuja sonoridade remete para nomes como Turnover ou Beach Fossils. Estas músicas vivem da atmosfera e da repetição dos riffs, fazendo-os ecoar em loop na cabeça do ouvinte. “Falei de Cor” é a wildcard do álbum. É a canção da qual não se está à espera quando se ouve as anteriores. É a mais rockeira do grupo, que nesta reta final aciona as distorções e se entrega à confusão. O álbum termina com “Brisinha”, um fecho calmo depois da erupção que é a música anterior, procurando terminar esta viagem de forma suave, deixando no ar um tom nostálgico que, avise-se já, pode ter como consequência a potenciação da vontade de ouvir tudo outra vez.

As letras do disco retratam experiências normais e mundanas de cada um. O que as inspira são experiências vividas, contadas, percebidas e imaginadas. No entanto, estas barreiras esbatem-se, deixando a cargo do ouvinte o grau de reconhecimento que procure imprimir nelas. Falam e refletem sobre conforto, crescimento, perda e todo esse tipo de sentimentos com as quais alguém é confrontado ao longo da vida, na relação consigo ou com os outros. Há sempre um tom melancólico, nostálgico, mas esperançoso e expectante transversal ao longo das músicas. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 20:51

Dream People - Almost Young

Sexta-feira, 19.03.21

Os Dream People são uma nova banda lisboeta formada por Francisco Taveira (voz), Nuno Ribeiro (guitarra), Bernardo Sampaio (guitarra), João Garcia (baixo) e Diogo Teixeira de Abreu (bateria), cinco jovens que procuram refletir na sua música a sua visão de um país belo mas pobre, onde ser músico tanto pode ser considerado um ato de coragem como de loucura. Abriram as hostilidades com um EP intitulado Soft Violence que nos oferecia um equilíbrio entre atmosferas sintéticas, que lembram algumas variações da dream pop, e uma componente de shoegaze melancólico. Esse trabalho já tem sucessor, um disco intitulado Almost Young, que vai realmente ao encontro das expetativas plasmadas no press release de antecipação, porque nos oferece uns Dream People mais maduros e confortáveis na busca de autenticidade e substância no seu trabalho.

Dream People Lançam Álbum “Almost Young” Com Listening Party | Arte Sonora

De facto, estes Dream People são mesmo uma banda de sonhadores em busca da realidade e que não renunciam pintá-la como ela é, cantando-a sem adornos, complexa e intrincada. É aí que reside a profundidade deste Almost Young, um alinhamento onde leveza e amor coabitam com a dor, a perda e a solidão, muitas vezes dentro do invólucro de uma só canção.

Assim, se Talking Of Love, um dos momentos maiores do disco aborda o conceito de perda da juventude e funciona como um lembrete da importância de, nesse caminho de transformação, se manter a essência daquilo que somos e de nunca se perder essa mesma liberdade de espírito, já People Think é mais optimista e até eufórica. Com uma vibe claramente oitocentista, contém uma letra confrontativa, em que se aponta o dedo a quem, com o decorrer da vida, se deixa tornar obsoleto e com a idade adulta cai numa rotina entorpecente e perde a sua própria essência, esquecendo-se da juventude. Aliás, esta ideia de abandono e de perda da juventude, é transversal a todo disco. Ela espelha receios e angústias dos cinco membros da banda: o receio da mudança de pele, da transformação. O receio de sair do ninho e aterrar no mundo real. A enorme angústia de se ser quase jovem mas não se poder voltar a sê-lo, porque esse tempo simplesmente não volta.

Almost Young é um disco sobre o fim de uma era. E é também, mais uma vez, um disco feliz e triste, que mesmo nos momentos altos esconde uma camada negra de melancolia e dor, só acessíveis ao ouvido mais atento. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 09:45

Dream People - Talking of Love

Quinta-feira, 11.03.21

Os Dream People são uma nova banda lisboeta formada por Francisco Taveira (voz), Nuno Ribeiro (guitarra), Bernardo Sampaio (guitarra), João Garcia (baixo) e Diogo Teixeira de Abreu (bateria), cinco jovens que procuram refletir na sua música a sua visão de um país belo mas pobre, onde ser músico tanto pode ser considerado um ato de coragem como de loucura. Abriram as hostilidades com um EP intitulado Soft Violence que nos oferecia um equilíbrio entre atmosferas sintéticas, que lembram algumas variações da dream pop, e uma componente de shoegaze melancólico. Esse trabalho já tem sucessor, um disco intitulado Almost Young, que vai ver a luz do dia amanhã e que, de acordo com as expetativas plasmadas no press release de antecipação, mostrará um grupo mais maduro, mais confortável consigo mesmo. Um grupo que, acima de tudo, busca autenticidade e substância no seu trabalho. Uma banda de sonhadores em busca da realidade e que não renuncia pintá-la como ela é, quer cantar a realidade sem adornos, complexa, intrincada. É aí que reside a profundidade do seu trabalho.

Dream People have just released People Think, the first single from Almost  Young, the Lisbon band's new album. | FrontView Magazine

Depois da divulgação do single People Think é, agora, e enquanto a redação de Man On The Moon, não se debruça afincadamente no conteúdo de Almost Young, confere, como aperitivo, Talking Of Love, um dos momentos maiores do disco e uma canção que, pelos vistos, e de acordo com o grupo, transparece o conceito chave do novo disco: o conceito de perda da juventude.A canção funciona como um lembrete da importância de, nesse caminho de transformação, se manter a essência daquilo que somos e de nunca se perder essa mesma liberdade de espírito.

De facto, e continuando a parafrasear o press release de Talking Of Love, esta é uma canção multidimensional e caleidoscópica, tal como o seu vídeo. A música parte de um ambiente quase industrial, num ritmo semelhante ao de uma linha de montagem, mas vai progressivamente abrindo-se e transformando-se num indie pop dançável e recheado de camadas que se vão complementando entre si. O resultado é uma autêntica jornada, em que o tema principal é a liberdade.

Francisco Taveira fala do tema como sendo um castelo de metáforas que remete para uma espécie de revolução. Uma revolução pessoal e intima, da liberdade individual e do espírito, pela qual todos deveríamos passar. Por essa razão, ainda que recorrendo a símbolos, fala-se de temas “menos confortáveis”, como o sexo e a religião e descreve-se a necessidade de abandono de todos os espartilhos e limitações que nos impedem de chegar àquilo que verdadeiramente queremos ser, à nossa verdade. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 14:17

Senhor Jorge - Cobertor

Quarta-feira, 03.03.21

Beirão de origem e fadista por paixão, Senhor Jorge Novo é a cabeça de cartaz de um projeto que tem as suas raízes na Igreja da Misericórdia de Viseu. Nela, há pouco mais de dois anos, Rui Sousa (Dada Garbeck), João Pedro Silva (The Lemon Lovers) e Gonçalo Alegre (Galo Cant’às Duas) conheceram este Sr. Jorge Novo, sacristão, ex-lapidador de diamantes e ele próprio uma preciosidade escondida que rapidamente conquistou o coração de quem o ouviu. Foi desse encontro inesperado e feliz, foi dessa surpresa e dos afetos que ela desencadeou, que nasceu este projeto e o E.P. sr. jorge, exercício generoso de troca e de diálogo criativo entre universos artísticos que, frequentemente, estão condenados a viverem separados.

Senhor Jorge antecipam EP com videoclip Cobertor | e-cultura

sr. jorge irá ver a luz do dia a nove de abril próximo e Cobertor é o single já divulgado deste tomo, uma canção já com direito a um vídeo realizado por Pedro Bastos e gravado numa noite fria em Silgueiros, Viseu, numa casa abandonada, simbolizando a decadência dos sentimentos que a canção sugere. Por vezes, um amor é tão profundo que, para conforto do outro, consegue conter a urgência de repreender. É deste e de outros sentimentos que nos fala o Cobertor. Que muitas vozes cantem no seu aconchego. Confere...

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Instagram: https://www.instagram.com/ossenhorjorge/

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-45507788

Bandcamp: https://senhorjorge.bandcamp.com/album/senhor-jorge 

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publicado por stipe07 às 20:48

Tiago Plutão - Só Para Alguém Gostar

Sexta-feira, 12.02.21

Nascido em Lisboa há quase três décadas, Tiago Plutão mora na Lagoa de Albufeira e aprendeu a tocar guitarra sozinho há já dez anos. Entretanto formou um projeto musical com alguns amigos intitulado Jupiturno, mas no seu projeto a solo decidiu adoptar o nome Tiago Plutão, que se estreou em novembro último com o lançamento de um single intitulado Homem da Montanha, a primeira amostra do disco Relativizar, que vai ver a luz do dia ainda este trimestre e que dará o pontapé de saída no percurso discográfico do músico.

Agora, algumas semanas depois dessa primeira composição, chega hoje aos nossos ouvidos a segunda canção de Tiago Plutão e que também fará parte do alinhamento de Relativizar. Chama-se Só Para Alguém Gostar, foi gravada nos estúdios HAUS pelo Makoto Yagyu e pelo Fábio Jevelim (PAUS, Riding Pânico) e assenta num registo tipicamente rock, mas algo experimental e eminentemente psicadélico, nuances induzidas por um teclado vintage que deambula majestosamente entre diversas sobreposições de efeitos proporcionados por guitarras igualmente enleantes e um registo vocal amplo e intenso.

De acordo com o press release de lançamento, este tema, à semelhança do anterior, volta a girar em torno de questões muito actuais e pertinentes. É uma crítica a quem se encaixa e acomoda só para ser gostado, conforme confessa o próprio Tiago Plutão: Só Para Alguém Gostar é uma visão minha da sociedade que necessita muito da aceitação de terceiros, é uma constatação da observação de pessoas que fazem de tudo para agradar aos outros, consciente ou inconscientemente. Não sei, mas creio que devíamos olhar primeiro para dentro de nós e aprender a gostarmos mais de nós.

Só Para Alguém Gostar também já tem direito a um vídeo realizado por Sofia Rocha, muito cintilante e que espelha precisamente a mensagem plutónica deste single: sejam vocês mesmos, sem medos. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:48

Cassete Pirata - A Próxima Viagem

Terça-feira, 09.02.21

Estreou há alguns dias atrás no principal canal da estação pública de televisão uma série intitulada Até Que A Vida Nos Separe, da autoria de João Tordo, Tiago R. Santos e Hugo Gonçalves, realizada por Manuel Pureza e que, sem vilões, nos oferece histórias originais e contemporâneas, todas elas unidas pela magia do amor. Esta produção nacional é abrilhantada sonoramente pelos Cassete Pirata, um grupo formado por João Firmino (Pir), autor das canções, Margarida Campelo e Joana Espadinha, que comandam as teclas e o coro, António Quintino, à frente do baixo e João Pereira aos comandos da bateria.

Resultado de imagem para Cassete Pirata A Próxima Viagem

Tema essencial de A Montra, o disco que a banda Cassete Pirata lançou em dois mil e dezanove, A Próxima Viagem foi a composição escolhida para banda sonora do genérico da série e parece ter sido escrita de raiz para a mesma. Está também já disponível um lyric video da canção, uma imagem pontualmente animada que faz alusão ao encontro e desencontro e, finalmente, ao momento em que o mundo real se encaixa ao dos sonhos, projetados nas águas do rio.

Foi muito interessante quando o Manuel Pureza, realizador amigo desde há muitas vidas atrás, disse que gostaria de ter a canção “A Próxima Viagem” para o genérico da série Até Que a Vida Nos Separe, porque é mesmo sobre isso que esta canção fala: o que da vida deixamos que nos separe, quando o sonho nos une de tantas formas. Há muitos obstáculos que nos impomos ou que simplesmente não conseguimos ultrapassar nas nossas vidas românticas. Não é a morte que muitas vezes nos separa – mas é a própria vida, o quotidiano que cria a distância entre os nossos desejos e as nossas ações, afirmou recentemente Pir.

Outras canções dos Cassete Pirata farão parte da banda sonora da série, ora no seu formato original gravado pela banda, ora interpretadas pela banda que faz parte da série. Confere...

Facebook: https://www.facebook.com/Cassetepiratamusic/

YouTube: https://www.youtube.com/c/CassetePirata

Instagram: https://www.instagram.com/cassetepirataoficial/

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2VQ14XaMYiXOr7lLePbZrf?si=XH7zvauURFWYpcjwiRCDow

Bandcamp: https://cassetepirata.bandcamp.com/releases

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publicado por stipe07 às 16:57

Perpétua - Condição

Quinta-feira, 04.02.21

Diogo, Rúben e Xavier têm arraiais montados no nosso distrito e conheceram-se ainda muito jovens numa escola de música na Gafanha da Nazaré, em Aveiro, onde lançaram as sementes de um interessantíssimo projeto nacional que ainda vai dar muito que falar, aposto, chamado Perpétua. Depois, o Diogo conheceu a Beatriz no ensino secundário e há cerca de dois anos deram início a uma banda que aposta o seu modus operandi numa bateria marcante, um baixo cavalgante, guitarras afundadas em reverberação, uma voz suave e teclados que cosem tudo isto em paisagens sonoras imaginativas e frescas, repletas de refrões orelhudos e melodias doces que marquem pela diferença, prometendo, assim, uma jornada sonora memorável.

Resultado de imagem para Perpétua Condição

Os Perpétua preparam-se, então, para o debut nos discos comEsperar Pra Ver, um trabalho sempre pensado num formato indie, com influências declaradas como os Parcels ou Men I Trust e que foi composto e gravado no ano passado por todos os membros da banda, tendo sido depois produzido, misturado e masterizado pelo Rúben e pelo Xavier, com ajuda à produção da Beatriz e do Diogo.

Esperar Pra Ver já está em alta rotação em Man On The Moon, será alvo de análise cuidada muito em breve, mas, para já, importa colocar os ouvidos em Condição, o primeiro single retirado do alinhamento do disco. Condição foi a primeira canção que os Perpétua compuseram, tendo um elevado valor sentimental para o coletivo. Tematicamente introspetiva, sonoramente é um verdadeiro braseiro conduzido pela tal bateria vigorosamente ritmada e por guitarras com um polimento charmoso de inegável valia, num resultado final de forte pendor nostálgico, com leves pitadas de surf pop embrulhado com um espírito vintage marcadamente oitocentista e que se escuta de um só trago.

Condição tem também já direito a um video realizado por Bernardo Limas, esteticamente forte e suficientemente identitário, como se percebe pela escolha das salinas de Aveiro como cenário. É um sítio lindíssimo, geométrico e com cores naturais e remete automaticamente para a região de origem dos Perpétua. É um piscar de olhos às pessoas de Aveiro e um convite de visita às pessoas de fora. Confere...

Facebook - https://www.facebook.com/perpetuamusic

Instagram - https://www.instagram.com/perpetuabanda/

Spotify - https://open.spotify.com/artist/0xVUkU1FP1zA4LQjS2XPz2?si=IBl012BYQyWT-R5BkPeuew

Apple Music - https://music.apple.com/pt/artist/perp%C3%A9tua/1534246308

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publicado por stipe07 às 14:28






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