Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

Anibal Zola - Vida de Cão

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

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No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola regressa aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

De amortempo acaba de ser revelado o single Vida de Cão, uma música frenética tal como é a vida da maior parte de nós. A letra é fundamentalmente instintiva e pouco pensada, tentando misturar os sentidos da visão, olfato e audição de uma forma nervosa e desequilibrada,  representando o comportamento selvagem de um cão. Além disso fala de tudo e não fala de nada. Há quem diga que é o chico fininho dos cães. No vídeo da canção, o cão de Aníbal Zola é protagonista numa viagem em alvoroço pela cidade e a filmagem, tal como a música, também é descomplexada. Confere Vida de Cão e os próximos concertos do artista...

29 Fevereiro/ Porto, CCOP – Apresentação do disco com presença de todos os participantes 13 Março/ Vermil, Centro e laboratório artístico Clav Live Sessions – Concerto a solo

14 Março/ Amarante, 3 Mini Festival de Artes – Concerto a solo

19 Março/ Lisboa, Clube Ferroviário – Concerto em trio

30 Maio/ Ciclo Fora de Portas na Adega Cooperativa, Arruda dos Vinhos

12 Junho/ Setúbal, Casa da Cultura – Concerto em trio

Facebook https://www.facebook.com/anibalcbvoz/

Instagram https://www.instagram.com/anibalzola/

Bandcamp https://anibalcbvoz.bandcamp.com

YouTube https://www.youtube.com/user/zenibeirao

Spotify https://open.spotify.com/artist/5YN3Sf9fbfdaRG1NSouCIL?si=KkrguNuVTFuseqxJXt8D2A


autor stipe07 às 17:21
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

Vila Martel - Ninguém

Os Vila Martel são Francisco Botelho de Sousa, Rodrigo Marques Mendes, Francisco Inácio, Tiago Cardoso e Afonso Carvalho Alves, um coletivo da capital prestes a estrear-se nos discos com Nunca Mais É Sábado, oito canções cantadas em português e gravadas  entre Dezembro de 2018 e Janeiro de 2019 nos estúdios Ás de Espadas e Tchatchatcha e que irão ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

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Ningúem é o mais recente avanço do registo a chegar aos nossos ouvidos em formato single, um tema vibrante, com uma luminosidade pop muito aditiva, onde guitarras e teclados se dividem no seu protagonismo, uma canção que, de acordo com o seu press release, temas relações amorosas como ponto central. Esta música baseia-se numa carta aberta que declara o amor por alguém. Mas declara a quem? Ninguém? É repetido várias vezes no refrão “Eu estou bem, quem ninguém”. Um amor que traz alegria e bem-estar sem fim, ou um manifesto que visa esclarecer que com amor ninguém é feliz? Ninguém tem de saber. A dúvida persiste para sempre, tal como o amor.

Ninguém também já tem direito a um vídeo realizado por Francisca Carreira, que conduziu o grupo na execução de um trabalho eminentemente conceptual, gravado nos armazéns da Cerveja Lince, um filme que focou-se na letra da canção e nas cores que rodeiam a  música dos Vila Martel, retirando aos elementos da banda a importância que normalmente têm neste género de apresentação, ao contrário do que sucedeu com o vídeo do single anterior, Não Nos Deixem Ir Embora, realizado pelo próprio vocalista e guitarrista, Rodrigo Mendes e que serviu como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. Confere...

 


autor stipe07 às 18:08
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020

Dela Marmy - Not Real

Com um passado relevante no projeto The Happy Mess, Joana Sequeira Duarte aposta agora numa carreira a solo e assina o projeto Dela Marmy. Estreou-se o ano passado com a edição dos singles Empty Place, Stellar, Mari Wolf e Secretly Here, uma coleção de canções que viria a resultar num EP homónimo. Dela Marmy foi editado à boleia da KPRecords*KillPerfection, um alinhamento já com sucessor na forja e no mesmo formato. Captured Fantasy é o novo EP da cantora, tem também a chancela também da KPRecords*KillPerfection e verá a luz do dia a vinte e sete de março próximo.

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Captured Fantasy contém cinco canções e foi produzido pelo experiente produtor inglês Charlie Francis, uma opção que conferiu uma maior maturidade e consistência ao cardápio da autora, sem colocar em causa a puerilidade intrínseca à sua filosofia sonora. O EP também conta com as colaborações especiais da escritora e poetisa Raquel Serejo Martins, que credita a letra de Flying Fishes e o lyricist galês TYTUN que participa no introspetivo tema Take Me Back Home. Os músicos que acompanharam Dela Marmy em estúdio foram Vasco Magalhães (bateria), Tiago Brito, Steven Goundrey (guitarras) e o próprio Francis (baixo).

Cada composição do EP Captured Fantasy é uma pequena viagem que nos pede tempo, num resultado final tremendamente detalhístico, porque atenta às pequenas coisas, às pequenas histórias e ao marginal, um paradoxal compêndio de canções, já que todo este intimismo acaba por ter uma universalidade muito própria, visto ser um alinhamento passível de ser apropriado por qualquer comum mortal, que com o seu conteúdo facimente se identificará.

Not Real é o primeiro single divulgado de Captured Fantasy, uma canção com um travo pop muito peculiar, arquitetada por uma trama instrumental onde é subtil a fronteira entre o orgânico e o sintético, uma composição inconfundível, pulsante, épica, incisiva e particularmente etérea, abrilhantada por um registo vocal ecoante que lhe confere um charme intenso.

O teledisco da canção é realizado pela CASOTA Collective (elementos dos First Breath After Coma). De acordo como press release de lançamento do single, no vídeo o colectivo leiriense reflecte sobre a certeza que temos do que é real, abordando também a percepção dos outros em relação à nossa realidade, claramente  inventada. Viver numa fantasia/realidade que não é reconhecida, passar e pisar o limite dos padrões sociais, estender e contornar as fronteiras do Real, inventar, sugerir e arquitectar horizontes mais amplos à vida, finita, que inevitavelmente vivemos. Confere Not Real e o alinhamento de Captured Fantasy...

Flying Fishes

Tempest

Old Human

Not Real

Take Me Back Home feat.TYTUN

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autor stipe07 às 10:46
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2020

Grand Sun - Veera

Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, estream-se a vinte e sete de março próximo no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, deverá, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, encarnar um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

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Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.

Veera é um dos momentos maiores de Sal Y Amore, uma canção que plasma o nome de uma rapariga decidida a ser enigmática, descrita através de uma alegoria pop particularmente luminosa, conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, uma maravilhosa amostra do primeiro sal saudável para hipertensão, que os Grand Sun pretendem colocar nos nossos pratos em dois mil e vinte. Confere...

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autor stipe07 às 13:11
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2020

Spicy Noodles - Sensacional!

A brasileira Érika Machado e a portuguesa Filipa Bastos são as Spicy Noodles, uma dupla que busca sons e imagens para escrever um diário a quatro mãos e são as responsáveis por toda a parte criativa, das composições e execução das músicas, dos vídeos, às ilustrações, fotografias, e o que mais for preciso. Chamaram a atenção dos mais atentos em janeiro de dois mil e dezassete quando conseguiram incluir o single Leve Leve no álbum Novos Talentos Fnac 2017 e viram esse tema no top A3_30 da Antena 3 durante alguns meses.

Agora, no início de dois mil e vinte, as Spicy Noodles estreiam-se nos discos com Sensacional!, um álbum com a chancela da conimbricense Lux Records, um alinhamento de nove canções idealizado entre Julho e Agosto do ano transato, gravado e pré produzido no estúdio caseiro Quebra Galho em Coimbra e produzido, misturado e masterizado por John Ulhoa, no Estúdio 128 Japs em Belo Horizonte no Brasil.

Sensacional! é mesmo isso... um disco mesmo sensacional, um registo vibrante, com uma luz que irradia otimismo, cor, alegria e alegoria, proporcionando-nos quase meia hora de boa disposição e de uma diversificada paleta de canções capazes de nos transmitir, sem grande esforço, sentimentos bonitos enquanto recarregam as nossas reservas de positivismo e força de ontade para encarar os desafios diários que a vida nos coloca, no implacável movimento de um calendário que não admite a mínima pausa.

Nele, uma vasta miríade instrumental, que amplia a superior destreza interpretativa da dupla, conjura entre si e reparte dividendos, à medida que folhos e laços de samples, guitarras, teclados, brinquedos e bits eletrónicos se misturam e criam uma explosão de barulhinhos em cada uma das canções que, em suma, podem muito bem ser o diário de bordo do quotidiano de qualquer comum mortal. As guitarras efusiantes e o teclado retro de Sensacional, o festim sintético da pueril José Francisco, a ode à melhor pop oitocentista a que sabe Converseta ou o ecoante travo nostálgico de Por Aí e o charme único de Online E Invisível, são alguns dos momentos maiores de um disco com um tempero singular e viciante. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 13:27
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - The Artist Is Irrelevant

Foi com o apoio da GDA que viu a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

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The Artist Is Irrelevant tem um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. A sua audição permite-nos contemplar uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que os seus pouco mais de trinta e dois minutos abastecem-se de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta.

Assim, da pueril Joy, canção perfeita para embalar as mentes mais inquietas e resistentes ao cansaço, deixando-nos naquela letargia típica de quando se dorme e se está acordado, uma dormência que se acentua e que despoleta a nossa capacidade de sonhar de olhos abertos em That Tip-Top Feeling, até à intrincada teia de interseções eletrónicas, batidas subtis e vocais corroídos de Gizmo, passando pela curiosa Play That Sulky Music, White Boy, composição que, de acordo com o seu press releasebrinca com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco, até ao portento de Ladies And Gentlemen We Are Drowning In Space, uma espécie de névoa celestial que nos afaga sem a mínima complacência, The Artist Is Irrelevant, apesar de se sustentar na apenas aparente frieza metálica das máquinas, contém uma frescura e um colorido muito curiosos e apelativos, nuances que nos permitem esquecer tudo o que nos rodeia e refugiar-nos, no seu âmago, numa espécie de feliz isolamento.

Além da audição do disco, importa apreciar com elevada dedicação os vídeos já produzidos de promoção a alguns dos temas de The Artist Is Irrelevant, com particular destaque para An Empty Canvas, filme montado por Pedro Gancho a partir de imagens de férias antigas e que explora visualmente este conceito da música enquanto banda sonora das nossas memórias. Espero que aprecies a sugestão...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

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autor stipe07 às 12:48
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - Play That Sulky Music, White Boy

É já depois de amanhã, e com o apoio da GDA, que vê a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Voltando ao disco, The Artist Is Irrelevant terá um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. Enquanto o álbum não vê a luz do dia para ser dissecado clinicamente por cá, a redação de Man On The Moon aproveita para divulgar o single Play That Sulky Music, White Boy, a sétima canção do disco que, de acordo com o seu press releasebrinca, no seu título, com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco.

Registo que terá uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que se irá abastecer de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta, The Artist Is Irrelevant vê bem espelhada neste single Play That Sulky Music, White Boy, tais influências, uma composição já com direito a um enigmático vídeo que apresenta o single ao ritmo de um compasso crescente, uma deliciosa opção estilística, porque entronca no próprio andamento rítmico da canção. 

Importa ainda referir que neste momento já está em curso uma campanhade pre-save no Spotify que permitirá a quem se registar não só ser um dos primeiros a ouvir The Artist Is Irrelevant no dia do seu lançamento, como ainda receber imediatamente uma faixa extra ao concluir o registo na campanha. Confere...

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autor stipe07 às 11:51
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020

The Proper Ornaments – Purple Heart

The Proper Ornaments - Purple Heart

Nem um ano passou desde o excelente Six Lenins, disco que figurou na lista dos melhores dez álbuns do ano passado para esta redação, e os londrinos The Proper Ornaments já estão de regresso aos lançamentos discográficos com Mission Bells, um compêndio com treze canções e com a chancela da Tapete Records, que irá ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

Missin Bells será o quinto registo de originais da banda de James Hoare, uma das caras metade dos Ultimate Painting e de Max Claps, membro recente dos Toy e começou a ser incubado durante a digressão de promoção de Six Lenins. Do seu alinhamento acaba de ser revelado o conteúdo de Purple Heart, a canção que abre o disco e que, num clima que oscila entre a melancolia e o hipnotismo, nos leva, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme. Confere Purple Heart e o alinhamento de Mission Bells...

1. Purple Heart
2. Downtown
3. Black Tar
4. The Wolves At The Door 5. Broken Insect
6. The Impeccable Lawns
7. Echoes
8. Flophouse Calvary
9. Strings Around Your Head
10. The Park
11. Music Of The Traffic
12. Cold
13. Tin Soldiers


autor stipe07 às 09:43
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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2020

MOMO - I Was Told To Be Quiet

MOMO é Marcelo Frota, um cantor e compositor brasileiro que se estreou a solo em dois mil e seis com o aclamado registo A Estética do Rabisco, onze composições com fortes influências da herança do rock setentista que o país irmão produziu com particular abundância à quatro décadas atrás, em especial no nordeste. Seguiram-se mais quatro álbuns, que piscaram o olho a uma atmosfera mais acessível, sempre dentro de um espetro rock, os registos Buscador (2008), Serenade Of A Sailor (2011), Cadafalso (2013) e Voá (2017). Este último já tem sucessor, um trabalho intitulado I Was Told To Be Quiet, lançado no passado mês de outubro, no Brasil pelo selo LAB344, nos Estados Unidos pelo Yellow Racket Records e na Itália por Deusamora Records.

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I Was Told To Be Quiet foi gravado em Los Angeles e produzido pelo norte-americano Tom Biller, amigo pessoal de Marcelo e que já trabalho com nomes tão influentes como Fiona Apple, Sean Lennon, Elliot Smith, Kanye West e Warpaint, entre outros. O seu alinhamento é uma resposta sensível ao mundo atribulado que vivemos e junta a herança calorosa e afetiva das sonoridades tupiniquins, nomeadamente a bossa nova e o samba, com a estética arrojada do indie contemporâneo. O resultado é um reportório brilhante e original, no qual o autor exibe diversas nuances de sua musicalidade. Entre composições cantadas em português, inglês e francês, temos contato com seu lado mais sonhador (Higher Ground), o mais confessional (For I Am Just a Reckless Child) e, como não podia deixar de ser, o mais ensolarado (Diz a Verdade). Depois, enquanto em Vida MOMO regressa um pouco aos ambientes psicadélicos de inicío da carreira, Mon Neant, Marigold e Lillies for Eyes impressionam pela riqueza estilística ao nível dos arranjos. Já Stupid Lullaby e Sereno Canto, composições mais exigentes e intrincadas, revelam toda a sua formosura à medida que o ouvinte se deixa conquistar pela voz e pelos sentimentos que MOMO lhes induziu.

Com uma lista notável de convidados, nomeadamente Wado, Thiago Camelo e Ana Lomelino (Mãeana) e com as participações especiais nas gravações dos músicos Régis Damasceno (baixo) e Marco Benevento (piano, polli synth, cordas synth), I Was Told To Be Quiet é um álbum alegre, livre e libertador, parco em pensamentos negativos e que, fazendo a antítise do seu título encharcado em ironia, nos oferece um MOMO buliçoso e salutarmente crítico relativamente ao modo como observa o mundo que o rodeia e como reflete sobre a feliz irrequietude da sua própria existência. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 14:58
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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2020

Loosense - Saloon

Enorme família sedeada em Setúbal e formada por Pedro Nobre, João Completo, Iúri Oliveira, Gonçalo Mahú, Diogo Costa, Diogo Marrafa, Rafael Gil, José Zambujo, Rúben Silva e Ivo Rodrigues, os Loosense são um dos projetos mais interessantes do jazz contemporâneo nacional, aquele jazz corajoso e irrequieto, que irrompe fronteiras e convenções, porque ousa cruzar-se com alguns dos arquétipos fundamentais do indie rock de início da segunda metade do século passado, uma espécie de funk jazz rock que se estreou no verão de dois mil e dezoito com Doze e que, pouco mais de um ano depois, nos oferece Saloon, o segundo alinhamento de canções do projeto e cujo nome homenageia o espaço onde os Loosense ensaiam desde dois mil e catorze, ano em que se formaram.

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Gravado, tal como Doze, no Estúdio Vale de Lobos em Sintra, no verão de dois mil e dezoito, Saloon está recheado de composições astutas, no modo como conseguem ser indutoras de paisagens multicoloridas, telas impressivas que se instalam quase instantaneamente na mente de quem se predispõe a uma escuta dedicada e atenta deste Saloon. Para que isso suceda, guitarras que fluem livremente, sopros bem vincados e uma vasta panóplia percurssiva, onde o baixo assume, muitas vezes, o protagonismo maior, são fortes aliados, amigos que dão as mãos firmemente enquanto entroncam no desejo do coletivo em materializar essa impressão e, ao mesmo tempo, encarnar um forte ensejo de oferecer algo de positivo e marcante ao ouvinte. 

Os sopros melancólicos e esvoaçantes de Capitol e o modo como, em particular, no primeiro tomo dessa composição, se deixam embalar pelo piano, o modo incrível como, no capítulo seguinte, a guitarra flamenga nos instiga, sacode e provoca, através de Marco Alonso, um mestre interpretativo deste intrumento de cordas único, a charmosa eletrónica ambiental que arquiteta Flamingo, o profundo e inebriante pendor festivo de Dabox e o anguloso piscar de olhos a uma vibe funk tropicalista em Tokyo, são apenas alguns dos instantes maiores de um registo composicionalmente interessantíssimo e de um inconformismo estético irrepreensível. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 20:46
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Terça-feira, 31 de Dezembro de 2019

Time For T - Galavanting

Gravado, de acordo com a banda, por acidente e tendo como ponto de partida um conjunto de demos captadas numa carvana durante o ano de dois mil e dezoito, numa viagem ao Algarve, Galavanting é o novo registo de originais dos Time For T, um projeto nacional mas com raízes em Inglaterra, mais concretamente em Brighton. Na sua génese está Tiago Saga, um jovem com genes britânicos, libaneses e espanhóis que cresceu no Algarve. Enquanto estudava composição contemporânea na Universidade de Sussex, Inglaterra, Tiago Saga foi criando a sua própria sonoridade assente na world music e na folk rock anglo-saxónica com outros músicos que foi conhecendo e com quem foi partilhando as mesmas inspirações, nomeadamente Joshua Taylor (baixo), Martyn Lillyman (bateria), Oliver Weder (teclas), os seus parceiros nestes Time For T.

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Sucessor do excelente Hoping Something Anything, disco editado no início do outono de dois mil e dezassete, Galavanting tanto deambula pela folk como pelo rock psicadélico e nesse balanço, lá pelo meio, tanto piscam o olho à tropicália, como é o caso das batidas e dos arranjos de Naima e Eyes, como ao próprio jazz, exuberante nos devaneios percurssivos de Pink Marshmallows e no clima enevoado das cordas que conduzem Calling Back, indo também até ao blues experimental em Practically, uma canção com raízes na Índia, aquele rock mais boémio, audível em You Seem Intelligent, um modus operandi melodicamente acessível, sem deixar de exalar profundidade lírica e um charme genuíno.

Gravado e produzido por Juan Torán e misturado por Hugo Valverde, Galavanting representa bem aquele espírito intuítivo, orgânico e crú que carateriza a filosofia criativa destes Time For T que sabem melhor do que ninguém como fazer transparecer musicalmente todas as experiências de vidaque vão moldando a personalidade quer dos músicos quer da própria banda como um todo. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 16:53
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Sábado, 7 de Dezembro de 2019

Taïs Reganelli - Tanto Mar (Chico Buarque)

Filha de pais brasileiros, Taïs Reganelli nasceu em Berna, na Suíça, há quarenta e um anos, durante o exílio político de seu pai, o jornalista Wilson Roberto Reganelli, que foi embora do Brasil após a morte de seu companheiro de trabalho, o também jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar. A família viveu na Suíça doze anos antes de voltar definitivamente ao país natal, para Campinas, no interior de São Paulo, quase no ocaso da década de oitenta do século passado.

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Taïs Reganelli iniciou sua carreira ainda na adolescência, cantando em bares, teatros e espaços culturais da cidade, sempre acompanhada de seu irmão mais velho, o violonista Henrique Torres, com quem formou um duo por mais de vinte anos. Em mil novecentos e noventa e nove, fixou-se em Itália onde durante dois anos deu vários concertos com o irmão,  regressando de novo ao Brasil em dois mil e um para cimentar um lugar de relevo no cenário musical do país irmão e dividir o palco com grandes nomes da música popular brasileira. Ao longo desses anos tocou em vários países da América Latina e da Europa, entre eles Nicarágua, Chile, França, Espanha, Bélgica, Holanda, Itália e Portugal. Lançou quatro álbuns de carreira, destacando-se Leve, há oito anos, que ganhou posições de destaque em várias listas dos melhores discos brasileiros desse ano.

Atualmente a cantora e compositora Taïs Reganelli, vive em Portugal, está apaixonada por Lisboa e a explorar a nossa cultura musical e conceitos tão nossos como a saudade e a solidão. Na sequência, a intérprete estreou-se no nosso país com o lançamento do single Vem (Além de toda solidão), um original da Madredeus composto por Pedro Ayres Magalhães, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes e que Taïs canta com pronúncia brasileira, dando ao original um cunho muito pessoal e uma identidade diferente da original sob a produção do pianista e compositor Pablo Lapidusas.

Agora, dois meses depois dessa feliz estreia por cá e da revisitação à Madredeus, Taïs Reganelli dá-nos a conhecer outra versão, neste caso de Tanto Mar, um original icónico de Chico Buarque e que é, segundo a autora, uma forma de aproximar ainda mais Portugal e Brasil, com histórias parecidas de luta e resistência durante os períodos em que foram submetidos a regimes ditatoriais.

Com a ajuda novamente de Pablo Lapidusas, Reganelli ofereceu ao original de Buarque uma toada mais roqueira e contemporânea, desconstruindo-o e conseguindo com felicidade um contraponto certeiro entre guitarras distorcidas e a sua voz suave. A presença inicial e a espaços de um sintetizador melodicamente inspirado, ajuda a ampliar o grau de emotividade e o colorido de um tema cujo original fala sobre o nosso vinte e cinco de abril e cuja escolha se entende devido ao facto de a ditadura ser algo muito presente dentro do seio familiar da cantora, como referi acima.

Realizado por Juliana Frug, o video da composição apropria-se, de acordo com o seu press release, de uma profusão de cravos para celebrar um dos principais acontecimentos de Portugal, ocorrido em 25 de abril de 1974. A ideia foi produzir um clipe conceitual, apenas com cravos e água (simbolizando o mar que separa os Continentes), interpretando assim toda a letra, afirma Taïs. A cartela de cores foi pensada de acordo com as cores das bandeiras do Brasil e de Portugal com algumas pequenas variações de tons, acrescenta Juliana Frog.

Importa ainda referir que o concerto de lançamento deste single está marcado para dia 14 de dezembro, às 21h, no AveNew, em Lisboa. Confere...

Web: https://www.taisreganelli.com/

Facebook: https://www.facebook.com/taisreganellioficial/

Instagram: https://www.instagram.com/taisreganelli/

YouTube: https://www.youtube.com/user/taisreganelli    


autor stipe07 às 14:06
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Terça-feira, 3 de Dezembro de 2019

Spicy Noodles - Juntas na Fita

A brasileira Érika Machado e a portuguesa Filipa Bastos são as Spicy Noodles, uma dupla que busca sons e imagens para escrever um diário a quatro mãos e são as responsáveis por toda a parte criativa, das composições e execução das músicas, dos vídeos, às ilustrações, fotografias, e o que mais for preciso. Chamaram a atenção dos mais atentos em janeiro de dois mil e dezassete quando conseguiram incluir o single Leve Leve no álbum Novos Talentos Fnac 2017 e viram esse tema no top A3_30 da Antena 3 durante alguns meses.

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Agora, no início de dois mil e vinte, as Spicy Noodles vão-se estrear nos discos com Sensacional!, um álbum com a chancela da conimbricense Lux Records e com data de lançamento marcada para dia trinta e um de Janeiro, um alinhamento de nove canções idealizado entre Julho e Agosto deste ano, gravado e pré produzido no estúdio caseiro Quebra Galho em Coimbra e produzido, misturado e masterizado por John Ulhoa, no Estúdio 128 Japs em Belo Horizonte no Brasil.

De acordo com o press release de projeção, Sensacional! será temperado com samplers, guitarras, teclados, brinquedos e bits eletrônicos que misturados darão uma explosão de barulhinhos em cada uma das canções. Os temas abordados são variados, e falam sobre o quotidiano.

Juntas na Fita é o primeiro single retirado de Sensacional!, uma canção de amor feita a partir de factos reais e já com direito a um vídeo feito em casa pelas artistas e construído a partir de técnicas variadas. Grande parte do vídeo foi feito em stop motion e como estrelas principais do pequeno filme aparecem duas bailarinas em plasticina, num mundo construído com fotos, recortes e desenho digital. Confere...

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autor stipe07 às 12:46
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2019

Vila Martel - Não nos Deixem Ir Embora

Os Vila Martel são Francisco Botelho de Sousa, Rodrigo Marques Mendes, Francisco Inácio, Tiago Cardoso e Afonso Carvalho Alves, um coletivo da capital prestes a estrear-se nos discos com oito canções cantadas em português e gravadas há já quase um ano.

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Não nos deixes ir embora é a primeira dessas composições a chegar aos nossos ouvidos em formato single, um tema vibrante, com uma luminosidade pop muito aditiva, onde guitarras e teclados se dividem no seu protagonismo, uma canção que, de acordo com o seu press release, fala sobre a falta de vontade de sair do país por necessidade, quando o sonho é ficar em Lisboa. É sobre não querer ver os aeroportos como locais de despedida. Há uma festa, uma última noite para aproveitar na cidade, e a banda sonora é Vila Martel.
Não Nos Deixem Ir Embora também já tem direito a um vídeo realizado pelo próprio vocalista e guitarrista, Rodrigo Mendes, que serve como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. É um vídeo que se foca neles mesmos e no ambiente festivo a que nos remete a música do quinteto. Confere...

Facebook https://www.facebook.com/vilamartelbanda/

Instagram https://www.instagram.com/vilamartel.banda/  

 


autor stipe07 às 16:59
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Sábado, 23 de Novembro de 2019

Niki Moss - Standing In The Dark EP

Niki Moss é o alter-ego de Miguel Vilhena, músico multi-instrumentista, fundador da editora pontiaq, vocalista dos Savanna e produtor de inúmeras bandas portuguesas (Pista, Marvel Lima, Ditch Days, Flying Cages, George Marvinson, entre outros). Estreou-se em maio com Gooey, o seu registo de estreia e que tem como um dos grandes destaques Standing In The Dark, uma canção que Niki Moss resolveu agora reinterpretar com cinco diferentes versões, dando assim origem a um dos mais curiosos lançamentos em formato EP, dos últimos tempos. Já agora, Gooey e Standing In The Dark EP foram lançados numa colaboração entre a pontiaq e a editora britânica Street Mission Records com distribuição pela PIAS.

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No conteúdo do EP, segunda reintrepretação de Standing In The Dark, Standing In The Dark II, é o single do EP, uma versão que se foca nos aspetos mais pop do original e que tem, de acordo com o autor, o refrão mais épico e dramático, com uma instrumentação à anos 80. O single tem também já direito a um vídeo realizado por Diogo Vale e que pretende seguir os passos da música, um filme sombrio mas confortável, misterioso e metafórico, ora sereno, ora explosivo

Ao conceber este EP Niki Moss teve como grande permissa, um forte desejo de embarcar numa viagem para descobrir quão épico, psicadélico, eletrónico e sombrio este single se poderia tornar. É uma abordagem radical e ousada, um verdadeiro trabalho de amor, onde duas das cinco versões são acompanhadas de teledisco para ilustrar a sua realidade. O próprio confessa que quis dissecar os aspetos mais poderosos da música original e dividi-los em capítulos. A parte dois é focada nas tendências mais pop, com refrões orelhudos e um imaginário mais 80s. A terceira parte remete ao trabalho de estúdio, onde abusei muito do equipamento analógico e retorci os instrumentos originais para criar novas texturas. A parte IV é sobre as influências eletrónicas sempre presentes na minha música e a parte V é sobre as trevas que são o tema do EP.

Confere Standing In The Dark e, se for possível, vai ver Niki Moss, já amanhã, no Super Bock em Stock, na Sala 2 do Cinema São Jorge.

TOUR Niki Moss

22 de Novembro/ Super Bock Em Stock 2019, Lisboa

28 de Novembro/ Wurlitzer Ballroom, Madrid

29 de Novembro/ Carpe Diem, Santo Tirso

30 de Novembro/ Porta 253, Braga

30 de Novembro/ Ferro, Porto

6 de Dezembro/ Rock With Benefits 2019, Fafe

7 de Dezembro/ Quina das Beatas Fest 2019, Portalegre

20 de Dezembro/ Oficina Os Infantes, Beja

21 de Dezembro/ SHE, Évora


autor stipe07 às 13:51
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Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019

Comet Gain - Fireraisers Forever!

Os britânicos Comet Gain de David Feck, estão de regresso com o seu primeiro álbum em cinco anos, um trabalho intitulado Fireraisers Forever! que viu a luz do dia através da Tapete Records e que sucede ao aclamado registo Paperback Ghosts de 2014. Gravado numa sala de estar no norte de Londres com James Hoare (The Proper Ornaments, Ultimate Painting), com a ajuda de Joseph Harvey-Whyte (Hanging Stars), Fireraisers Forever foi transformado em disco pelo baterista e produtor MJ Taylor e oferece-nos doze enraivecidas canções, assentes num punk rock de elevado calibre e com uma forte toada abrasiva, como se exige a um projeto que sempre se fez notar por uma filosofia estilística de choque com convenções e normas pré-estabelecidas.

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Fireraisers Forever! é uma claro contra a desumanidade crescente e a estupidez incomensurável que grassa neste mundo onde o dinheiro se reclama como a religião com mais crentes. Numa época do vale tudo, custe o que custar e seja contra quem for, os Comet Gain parecem apostados em fazer mossa e agitar as mentes mais desprevenidas e incautas com composições plenas de chama nas veias e com um travo nostálgico em que a herança de nomes como os The Clash, Ramones e até o próprio Lou Reed, se faz notar com elevado grau de impressionismo.

Assim, sem perderem tempo com o acessório e claramente a quererem celebrar o momento, o imediato e o presente, os Comet Gain vão diretos ao assunto, com canções como Mid 8ts ou We're All Fucking Morons a assentarem em guitarras repletas de fuzz e distorções ríspidas e uma bateria onde a anarquia é pedra de toque essencial, mas também com instantes como Society Of Inner Nothing ou The Godfrey Brothers, a mostrarem uma faceta mais clássica e acessível, dentro do declarado espetro rock puro e duro em que assenta o adn dos Comet Gain.

Foreraisers Forever! é um daqueles espasmos criativos pensado e executado logo à primeira, um disco para ser escutado sem ideias pré-definidas e que se torna particularmente aprazível em dias festivos e descomprometidos. É aquela banda-sonora perfeita para os momentos em que vale tudo e as consequências ficam para depois, um alinhamento boémio, irascível e lascivo, desobediente e até algo marginal, executado por um projeto que merece claramente uma superior projeção. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 12:41
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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

Born-Folk - Come Inside! EP

Têm apenas alguns meses de vida os Born-Folk, um projeto oriundo de Lisboa constituido por músicos com influências oriundas de épocas distintas, mas que assume uma dimensão criativa pop, livre e eclética. O grupo quer chegar ao âmago do coração, de modo assumidamente casual e algo romântico, e tem já no seu catálogo um EP intitulado Come Inside!, um alinhamento de cinco temas bastante influenciado pela indie de final do século passado, intercetado por alguns dos pilares fundamentais do rock clássico, com pitadas de jazz, do punk e do grunge a comporem este delicioso ramalhete.

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Assumidamente ecléticos, sem se quererem amarrar demasiado a fronteiras ou a um modus operandi sonoro demasiado específico e que os castre naquilo que é a sempre indispensável liberdade criativa, os Born-Folk têm nos conceitos de simbolismo e ironia pedras basilares não só da sua filosofia sonora, mas também do seu ideário lírico. Assim, se o tema Heat And Rum assume-se como uma típica canção de verão, com uma indesmentível e peculiar vibe surf rock sessentista, carregada de surf tremolo na guitarra e voz delicada e com uma letra em que está patente toda a simbologia ligada à temática do surf, calor, ondas e raparigas a exibirem-se e toda a parte, (o) l (a) é um buliçoso e agreste exercício de recriação de como seria recriar Seattle em plena andaluzia espanhola e Le F*ck, um psicadélico devaneio punk que a melhor herança de uns Pavement não hesitaria em colocar em plano de destaque no seu catálogo. Já Fall-Inn, o tema que encerra o alinhamento do EP, conduzido por um eletrificação de cordas agreste e abrasiva, mas tremendamente charmosa e com um travo punk delicioso, tem um clima mais outunal, oferecendo-nos um possível retrato de um peculiar “rendez vous” outonal falhado com uma “patinadora artística” que vai pirateando corações com o seu sorriso alemão. De facto, de acordo com o grupo, no hotel FALL-INN (uma espécie de open space hostel) somos saqueados por uma coelhinha pirata que embala os hóspedes com o seu olho empalado. A enigmática mensagem em “alemão da região da baixa googlândia” é o hall de entrada. Segue-se uma imperial overdrive interminável até à infusão fatal, um cházinho relaxante e inebriante carregado de wah wah “delayano” que nos levará até ao grand finale, onde a queda é uma aposta segura. Willkommen!!!  Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 20:54
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2019

Tiago Vilhena - Portugal 2018

O músico e compositor Tiago Vilhena, que já foi George Marvison noutro projeto e membro dos Savana, acaba de se estrear nos lançamentos discográficos com Portugal 2018, um trabalho que tem a chancela da Pontiaq e cantado quase na sua totalidade em português. Portugal 2018 contém dez composições filosóficas e relaxadas, introspetivas e reveladoras, sendo um registo com um forte cunho ativista, mas tambémum álbum fantástico porque retrata profetas, dilemas da morte e da vida, poções e milagres. É um registo em que o autor olha de modo particularmente crítico para este mundo e, de modo muito particular, para o nosso jardim à beira mar plantado, questionando a existência, incorporando e relatando experiências de animais, criticando a inoportunidade, elogiando a vida, a viagem e a simplicidade.

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Ode à diversidade e ao bom gosto, Portugal 2018 contém um soberbo manancial de composições buriladas com inquestionável requinte e bom gosto, rematadas por uma limpidez e uma sapiência indesmentíveis, quer ao nível da produção quer da mistura. Se ao ouvires Portugal 2018 percebes que o buliçoso piano de Quem me trouxe ao mundo te faz sorrir de orelha a orelha sem notares, se o dedilhar intensamente impressivo das cordas que recriam um instante a dois de intenso frenesim sensual em Cabaço vai morrer é um filme que fazes no teu âmago sem esforço, se as ondas que sentes a se eriçarem na tua pele durante a audição de O mar têm um travo a sal e a ostras delicioso ou as sintetizações pueris que sustentam Fujo para sempre te iludem com uma espécie de despreocupação inócua, que resulta, na verdade, de um processo de experimentação tremandamente criterioso e bem sucedido, ou se D'esta vida te coloca dentro de uma espécie de caixinha de sons minúscula, que tem como cenário um delicioso pôr do sol em plena Primavera então estás, na minha humilde opinião, claramente sintonizado com a essência de um disco com uma beleza melódica, lírica e instrumental incomum, que instiga, hipnotiza e emociona, um registo capaz de fazer parar o relógio ao mais empedernido coração e colocá-lo no rumo certo, tal é o rol de emoções que transmite e a intensidade das mesmas. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:14
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Born-Folk - Fall-Inn

Têm apenas alguns meses de vida os Born-Folk, um projeto oriundo de Lisboa constituido por músicos com influências oriundas de épocas distintas, mas que assume uma dimensão criativa pop, livre e eclética. O grupo quer chegar ao âmago do coração, de modo assumidamente casual e algo romântico, tendo já na forja um EP intitulado Come Inside! e do qual começou por ser retirado o tema Heat And Rum, no ocaso do último verão. Agora, em pleno estio outunal, chega a vez da composição Fall-Inn, tema que encerra o alinhamento do EP e também já com direito a um vídeo realizado por Luis Vieira, um possível retrato de um peculiar “rendez vous” outonal falhado com uma “patinadora artística” que vai pirateando corações com o seu sorriso alemão.

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Se Heat And Rum era uma típica canção de verão, com uma indesmentível e peculiar vibe surf rock sessentista, carregada de surf tremolo na guitarra e voz delicada e com uma letra em que estava patente toda a simbologia ligada à temática do surf, calor, ondas e raparigas a exibirem-se e toda a parte, Fall-Inn, conduzida por um eletrificação de cordas agreste e abrasiva, mas tremendamente charmosa e com um travo punk delicioso, tem um clima mais outunal. De acordo com os Born-Folk, no hotel FALL-INN (uma espécie de open space hostel) somos saqueados por uma coelhinha pirata que embala os hóspedes com o seu olho empalado. A enigmática mensagem em “alemão da região da baixa googlândia” é o hall de entrada. Segue-se uma imperial overdrive interminável até à infusão fatal, um cházinho relaxante e inebriante carregado de wah wah “delayano” que nos levará até ao grand finale, onde a queda é uma aposta segura. Willkommen!!! Confere...


autor stipe07 às 18:53
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

Men On The Couch - Senso Comum

Já chegou aos escaparates Senso Comum, o primeiro álbum gravado em estúdio dos madeirenses Men On The Couch, de Guilherme Gomes, João Rodrigues, Tiago Rodrigues e Francisco Sousa, um alinhamento de onze canções captado nos míticos BlackSheep Studios em Sintra. Após vários anos a tocarem juntos, a banda madeirense decidiu finalmente pegar nas músicas que foi acumulando e aventurar-se na criação do disco de estreia, um álbum que, de acordo com o grupo, carrega todas as felicidades, desilusões, pensamentos e teorias que uns miúdos na casa dos vinte anos possam ter.

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Esta banda, que começou por cantar em inglês mas rapidamente optou pela língua mãe, oferece-nos, em Senso Comum, algumas músicas mais calmas e outras para abanar a anca, tendo, no processo de composição, olhado com uma certa gula para o pop rock contemporâneo, mas também, numa curiosa mescla, para alguma da melhor música popular brasileira. O resultado final são, de acordo com os próprios Men On The Couch, quarenta e três minutos de temas originais e refrescantes, que abordam vários temas do domínio comum da nossa sociedade, com letras leves e fáceis de digerir onde o ouvinte tem espaço para rir, chorar, dançar, gritar e refletir ao som das guitarras melódicas características da banda.

De facto, canções do calibre de Se eu morresse amanhã, uma composição que faz uma abordagem leviana e recheada de ironia a algo que assalta, pelo menos uma vez na vida, o pensamento de todos: O que é que acontecia se morrêssemos amanhã? Ficava tudo igual? Iam chorar por nós? Faziam uma grande festa? Era bolo de quê?, mas também Areia, uma história de amor passada numa ilha semelhante ao paraíso, intensificada pelos beijos salgados, mergulhos no mar e cervejas na areia, possibilitam-nos, desde logo, elevadas doses de sensibilidade e otimismo que nem sempre é fácil de decortinar nas propostas sonoras recentes deste jardim à beira mar plantado.

Mas Senso Comum não impressiona só pelas portas que os singles do disco nos escancaram; aliás, quem queira descobrir a fundo a filosofia estilística destes Men On The Couch não se pode cingir à audição de apenas estes dois temas de Senso ComumEnredos, um tema que impressiona pela forte luz que irradia e pelo travo festivo que uma declaração sentida de amor nem sempre tem, Clickbait, um orgasmo percussivo que nos oferece com notável nostalgia, memórias de alguma da melhor pop de há três décadas atrás que já era feita por cá, Na Lua, um portento de experimentalismo rock que impressiona pelo modo como um efeito ciranda melodia acima e abaixo sem nunca se insinuar demasiado, a soul contemplativa, mimnimal mas intensa de It's Okay e 760, composição que faz uma simbiose cuidada entre o jazz e a folk pop melancólica mais negra e extrovertida, são momentos também maiores de um alinhamento em que quem vence é, na soma de todas as partes, aquele rock clássico e intemporal, um resultado obtido através de um curioso nonsense e de uma vibe soalheira que tem uma contemporaneidade ímpar e um charme incomum. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:19
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