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Warpaint – Paralysed

Terça-feira, 23.03.21

Como todos certamente se recordam, o ano passado partiu do nosso mundo Andy Gill, um dos pilares do mítico projeto britânico Gang Of Four, que se notabilizou por uma ímpar discografia, dentro de um punk rock adornado por tiques da funk e do dub e que olhava com gula para as mazelas sociais e políticas da sociedade, sendo Entertainment! a obra master do catálogo da banda de Leeds e uma das mais aclamadas da história do rock dos últimos quarenta anos.

Warpaint share Gang of Four cover, 'Paralysed' | News | DIY

Logo após o desaparecimento de Andy Gill começou a ser burilado um registo de tributo aos Gang Of Four, que começa finalmente a ganhar forma. O registo vai chamar-se The Problem With Leisure: A Celebration Of Andy Gill And Gang Of Four e irá ver a luz do dia já em maio. Um dos temas já conhecidos do alinhamento desse trabalho é a cover assinada pelas Warpaint da canção Paralysed, que fazia parte do disco Solid Gold que os Gang Of Four lançaram há precisamente quatro décadas. Esta nova roupagem do projeto formado por Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa adiciona a Paralysed uma nova envolvência e um clima mais refinado e cuidado, sem que isso coloque em causa a orgânica e o pulsar rítmico sui generis do original. Confere a cover e o original...

 

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publicado por stipe07 às 17:02

Tindersticks - Distractions

Quinta-feira, 04.03.21

Os Tindersticks de Stuart Staples e David Boulter estão finalmente de regresso aos discos com Distractions, um alinhamento de sete canções bastante marcadas pelo contexto pandémico atual, nomeadamente no processo de gravação das mesmas que, de acordo com Staples, foi algo doloroso porque criar, compor, misturar e produzir à distância não é um modus operandi com o qual a dupla que encabeça o projeto se sinta particularmente confortável. Seja como for, Distractions, o décimo terceiro disco dos Tindersticks, é um registo muito orgânico, encarnando uma forte componente experimental e uma busca por novas sonoridades algo inéditas na discografia do grupo, nomeadamente as origens do chamado punk rock, com o groove do baixo a ser um instrumento fulcral no arquétipo sonoro do registo, assim como o piano, tocado sempre com uma elegância sombria inimitável.

Tindersticks Announces New Album Distractions for February 2021 Release and  Shares New Song "Man along (can't stop the fadin')" - mxdwn Music

Com quatro originais e três versões, A Man Needs a Maid, de Neil Young, You’ll Have To Scream Louder, dos Television Personalities e Lady With the Braid, de Dory Previn, Distractions abre as hostilidades com Man Alone (Can’t Stop The Fadin’), a mais longa canção que os Tindersticks já gravaram até hoje. É uma espetacular composição, tremendamente cinematográfica, assente num vigoroso baixo, uma batida hipnótica e variadíssimas sobreposições milimétricas de efeitos vocais, tudo apresentado com uma emotividade crescente, e um clima impregnado numa aúrea de mistério e sensualidade únicos. 

Está dado o mote para um alinhamento com uma míriade instrumental densa e elaborada, como é apanágio dos Tindersticks, onde não faltam os habituais sopros, sem dúvida outra das principais imagens de marca deste projeto. É um naipe de canções ricas em pequenos detalhes e muitos deles deliciosamente hipnóticos, que evidenciam o charme muito próprio e a matriz identitária bastante vincada do grupo, ao mesmo tempo que absorve a tal exploração de um ideário sonoro que há umas quatro décadas colocou um universo mais negro e depressivo na primeira linha do rock alternativo.

Assim, num registo que pleno de soul, exuberante e hirto, que penetra na nossa pele até ao âmago e nos faz tremer, enquanto eriça todos os nossos sentidos, canções como a já referida You’ll Have To Scream Louder, uma versão bastante solarenga e jazzística do original dos Television Personalities, Tue-moi, um dos originais, inspirado nos ataques a Paris e Manchester, cantado na língua de Voltaire e com Staples divino ao piano e The Bough Bends, outra longa composição, na qual um chilrear de pássaros e uma flauta embalam a magnífica capacidade declamativa de Staples, são o pináculo de uma teia sublime, mágica e com uma beleza muito imediata e acessível. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 13:23

The Vaccines – No One Knows

Quarta-feira, 27.01.21

Produzido por Ross Orton, Combat Sports foi o álbum que os britânicos The Vaccines de Justin Young, Freddie Cowan, Pete Robertson e Árni Árnason, editaram na primavera de dois mil e dezoito, o quarto registo de originais da carreira deste projeto que se estreou há uma década com o aclamado What Did You Expect from The Vaccines? e que desde então tem pautado o seu percurso discográfico pela consolidação de uma estética sonora que, numa esfera indie rock, nunca deixou de olhar quer para alguns detalhes do punk, como para certos tiques e arranjos que sobrevivem à sombra da eletrónica.

The Vaccines - Wikipedia

Cerca de meio ano depois de colocarem nos escaparates Combat Sports, os The Vaccines divulgaram um novo single intitulado All My Friends Are Falling In Love, uma exuberante canção assente em cordas inspiradas e com uma luminosidade radiofónica ímpar e que não teve como consequência, infelizmente, o anúncio de um novo álbum do projeto.

Agora, no início de dois mil e onze, e ainda sem novidades quanto a um novo disco, os The Vaccines acabam de divulgar uma estrondosa versão de No One Knows, um original dos Queens of the Stone Age, incluído no álbum Songs For The Deaf, datado de dois mil e dois e que contou com a participação de Dave Grohl na bateria. De acordo com uma publicação da banda no seu Instagram, esta versão foi gravada em cinco quartos diferentes, sendo o primeiro single de um EP só de covers intitulado Cosy Karaoke, Vol.1, ainda sem data de lançamento anunciada. Confere...

The Vaccines - No One Knows

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publicado por stipe07 às 11:04

David Bowie – Tryin’ To Get To Heaven & Mother

Segunda-feira, 11.01.21

Se ainda estivesse entre nós, David Bowie, o camaleão nascido em Brixton, em 1947, teria feito setenta e quatro primaveras na última sexta-feira, dia oito de janeiro. Essa data acabou por não passar em claro porque foram reveladas nesse dia duas raras versões de originais de John Lennon e Bob Dylan, assinadas por Bowie, disponíveis fisicamente numa edição em vinil de sete polegadas, limitada a oito mil cento e quarenta e sete unidades apenas, com a chancela da Rhino Records.

LISTEN: David Bowie - 'Tryin' To Get To Heaven' / 'Mother'

O original de Lennon que Bowie revisitou foi Mother, uma canção lançada pelo ex-Beatle em mil novecentos e setenta e Tryin’ To Get To Heaven foi criada no ano seguinte por Dylan, composição que fazia parte do alinhamento de Time Out Of Mind, o álbum que o músico natural de Duluth, no Minnesota, lançou em mil novecentos e setenta e um e que ganhou um grammy nesse mesmo ano.

Com uma carreira cheia de momentos marcantes e que dificilmente serão esquecidos, estas duas versões agora lançadas à tona obedecem fielmente a um modus operandi com mais de quatro décadas no qual este músico britânico transformou histórias pessoais em canções, numa cruzada sonora intensa, próxima e subtilmente encantadora, idealizada por um intérprete exímio a entender os mais variados sentimentos e confissões humanas e que sabia, de forma bastante peculiar e única, como converter simples sentimentos em algo grandioso, épico e ainda assim delicadamente confessional. Confere...

David Bowie - Tryin' To Get To Heaven - Mother

01. Tryin’ To Get To Heaven
02. Mother

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publicado por stipe07 às 17:06

Bill Callahan & Bonnie ‘Prince’ Billy – Rooftop Garden

Quarta-feira, 06.01.21

Nomes proeminentes da mítica etiqueta Drag City, Bill Callahan e Will Oldham, que assina a sua música como Bonnie “Prince” Billy, têm vindo a abençoar-nos, desde outubro último e mês após mês, com uma fascinante coleção de versões de originais de nomes que respeitam e veneram, juntando sempre, em cada nova gravação, um terceiro elemento convidado.

Bill Callahan and Bonnie "Prince" Billy Cover Lou Reed's "Rooftop Garden":  Listen

A mais recente composição criada ao abrigo dessa iniciativa é a cover de Rooftop Garden, um clássico assinado por Lou Reed, incluído no disco Legendary Hearts que este músico norte-americano, natural de Brooklyn, em Nova Iorque, editou no já longínquo ano de mil novecentos e oitenta e três.

Para gravar esta nova roupagem de Rooftop Garden, Bill Callahan e Bonnie "Prince" Billy convidaram George Xylouris, mentor do projeto Xylouris White, dando ao tema uma sonoridade mais contemporânea e atual, tipicamente americana, que sobrevive impecavelmente numa base eminentemente elétrica, mas que não deixa de ter embutidos alguns tiques e detalhes que roçam um curioso noise experimental de forte cariz lo-fi. Confere...

Bill Callahan And Bonnie 'Prince' Billy - Rooftop Garden

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publicado por stipe07 às 17:26

Death Cab For Cutie – The Georgia E.P.

Quinta-feira, 17.12.20

Pouco mais de um ano após o excelente EP The Blue, os Death Cab For Cutie estão de regresso e no mesmo formato, com The Georgia EP, um alinhamento de cinco temas, todos eles versões de bandas míticas do Estado norte-americano da Georgia e que pretende celebrar o facto de esse mesmo estado, tradicionalmente republicano, ter sido, nas opções de voto, maioritariamente democrata nas últimas eleições presidenciais norte-americanas.

Death Cab for Cutie Releasing New Covers EP This Week | Pitchfork

TLC, R.E.M., Cat Power, Vic Chesnutt e Neutral Milk Hotel são as cinco bandas que os Death Cab For Cutie revisitam neste novo tomo de canções de um projeto formado atualmente por Ben Gibbard, Nick Harmer, Jason McGerr, Dave Depper e Zac Rae e que continua, esplendorosamente, mesmo utilizando originais de outras proveniências, a testar a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil e a renovar com clarividência a impressão firme no lado de cá da barricada de estarmos perante uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe, como muito poucas, como agradar aos fãs.

De facto, The Georgia EP oferece-nos aquela irresistível sonoridade ampla, límpida, mas também indesmentivelmente intrincada e detalhisticamente rica que carateriza este trio. Nos vários temas, a voz cristalina de Gibbard, a delicadeza da guitarra e o vigor percursivo, mostram-se sem qualquer parcimónia, aglutinando um indie rock puro e genuíno, de calibre ímpar e com uma radiofonia que também não é, certamente, inocente. Todos os rendimentos das vendas deste álbum serão doados para a Fair Fight Action. Espero que aprecies a sugestão...

Death Cab For Cutie - The Georgia E.P.

01. Waterfalls (TLC Cover)
02. King Of Carrot Flowers Pt. 1 (Neutral Milk Hotel Cover)
03. Fall On Me (R.E.M. Cover)
04. Flirted With You All My Life (Vic Chesnutt Cover)
05. Metal Heart (Cat Power Cover)

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publicado por stipe07 às 13:03

Calexico – Seasonal Shift

Quarta-feira, 16.12.20

Na contagem decrescente para o Natal, continuamos a fazer o levantamento de alguns lançamentos discográficos alusivos a esta quadra festiva tão especial, tendo como proveniência bandas, artistas e projetos do universo sonoro indie e alternativo. E hoje a safra natalícia de dois mil e vinte leva-nos até Tucson, no Arizona, ao encontro dos Calexico, projeto encabeçado por Joey Burns e John Convertino e que tem um novo álbum dedicado a esta época especial.

Calexico's collaboration with Iron & Wine is a testament to the joy and  spontaneity of music

Este novo trabalho dos Calexico chama-se Seasonal Shift e, mais do que um disco com canções de Natal, é, de acordo com o próprio grupo, um documento de celebração de uma época que deve fazer-nos esquecer um pouco as agruras de um ano particularmente atípico. As canções do disco inspiram-se nas relações familiares e no modo como os reencontros habituais destes dias natalícios, nos podem ajudar a refletir melhor sobre as nossas vivências mais recentes, que inapelavelmente nos moldaram, para melhor ou para pior.

Assim, estamos na presença de doze composições, alguns originais, mas também versões de clássicos de John Lennon & Yoko Ono, nomeadamente a composição Happy Xmas (War is over)Christmas all over again de Tom Petty. Mas também não falta uma abordagem à herança sonora mexicana, com a ajuda do mexicano Camilo Lara e ao nosso fado através da participação especial da portuguesa Gisela João no tema Tanta Tristeza. Já agora, outros convidados especiais que se podem escutar em Seasonal Shift são Bombino, Gaby Moreno e Nick Urata, fundador dos míticos DeVotchKa, num disco de celebração intercultural.

Com uma vibe sonora explicitamente alicerçada naquela indie de final do século passado que nomes como os Wilco ou os Lambchop ajudaram a solidificar e imortalizaram, mas também transparecendo uma mítica espiritualidade que hoje encontrará semelhante paralelo no ideário sonoro de uns Fleet Foxes, Seasonal Shift é uma excelente proposta de banda sonora para uma noite de consoada que se pretende sempre especial e que também deve ser vivida escutando boa música em família. Espero que aprecies a sugestão...

Calexico - Seasonal Shift

01. Hear The Bells
02. Christmas All Over Again
03. Mi Burrito Sabanero
04. Heart Of Downtown
05. Seasonal Shift
06. Nature’s Domain
07. Happy Xmas (War Is Over)
08. Glory’s Hope
09. Tanta Tristeza
10. Peace Of Mind
11. Sonoran Snoball
12. Mi Burrito Sabanero (Reprise)

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publicado por stipe07 às 13:28

Sharon Van Etten – Silent Night vs Blue Christmas

Terça-feira, 15.12.20

A dez dias do Natal, continuamos hoje a fazer o levantamento de alguns lançamentos discográficos alusivos a esta qudra festiva tão especial, tendo como proveniência bandas, artistas e projetos do universo sonoro indie e alternativo. E hoje a safra natalícia de dois mil e vinte leva-nos até Belleville, nos arredores de Nova Jersey, nos Estados Unidos da América, ao encontro de Sharon Van Etten, uma das vozes mais queridas da atualidade, uma mulher apaixonada, persistente e impulsiva e que, nos seus discos, com uma mão na indie folk e a outra no rock alternativo, letra após letra, verso após verso, foi-se abrindo connosco enquanto discutia consigo mesma, colocando-nos na primeira fila de uma vida, a sua, que vem acontecendo mesmo ali, diante de nós.

Sharon Van Etten Covers “Silent Night” and “Blue Christmas”: Listen |  Pitchfork

Esta cantora e compositora acaba de divulgar e disponibilizar para audição duas versões da sua autoria de dois verdadeiros clássicos de Natal. Uma delas é Silent Night, uma composição criada em mil oitocentos e dezoito por Franz Xaver Gruber, com letra de Joseph Mohr e um dos temas mais recriados da história da música, que Sharon Van Etten gravou há já dois anos para a curta-metragem The Letter assinada por Eric Paschal Johnson, dando-lhe um cunho pessoal algo denso e até intrigante, através de um sintetizador . A outra é Blue Christmas, um tema escrito por Billy Hayes e Jay W. Johnson, popularizado pelo Rei Elvis nos anos cinquenta do século passado, mas que foi gravado pela primeira vez por Doye O'Dell em mil novecentos e quarenta e oito. Sharon Van Etten recriou esta versão de Blue Christmas graciosamente, com a ajuda de uma viola acústica, há já onze anos, com o intuíto de fazer parte de um disco de beneficiência intitulado Do You EAR what I Ear, cujas receitas revertiam para a Association to Benefit Children, uma associação sedeada em Nova Iorque que luta contra o abuso, a negligência, a doença e a falta de habitação de crianças carentes. Confere...

Sharon Van Etten - Silent Night - Blue Christmas

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publicado por stipe07 às 13:54

Anchor And Braille – All I Want For Christmas Is You

Segunda-feira, 14.12.20

É já habitual nesta época especial do ano a nossa redação fazer um levantamento de alguns lançamentos discográficos alusivos ao Natal, tendo como proveniência bandas, artistas e projetos do universo sonoro indie e alternativo. A safra natalícia deste ano é inaugurada com uma versão do já clássico All I Want For Christmas Is You, um original da norte-americana Mariah Carey revisitado pelo projeto Anchor And Braille de Stephen Christian.

ANCHOR & BRAILLE: Stephen Christian Talks Inspiration, Songwriting and  Bringing 'Tension' To Life! - Icon Vs. Icon

Stephen resolveu gravar a sua própria versão deste tema, porque a sua filha Noah ouviu o original em natais anteriores inúmeras vezes e quis, neste natal de dois mil e vinte, surpreendê-la com a sua própria recreação da canção, à qual deu um cunho mais etéreo e melancólico. Fê-lo através de uma vasta panóplia de arranjos de cordas conjugados com ímpar delicadeza e num jogo de vozes intuitivo particularmente feliz, sendo o resultado final um tratado pop de elevado pendor classicista. Confere...

Anchor And Braille - All I Want For Christmas Is You

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publicado por stipe07 às 13:08

Helado Negro – Lotta Love

Quarta-feira, 04.11.20

O projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos, começa em grande estilo a sua caminhada ao lado da etiqueta 4AD, para onde se transferiu recentemente, dando as mãos à cantora e compositora Jenn Wasner, que assina as suas obras sonoras como Flock of Dimes e a Devendra Banhart, para assinarem, em conjunto, uma versão do clássico Lotta Love de Neil Young.

Helado Negro

Na versão, assente em em cordas de elevado pendor acústico e com alguns detalhes sintéticos que recriam uma espécie de eletrónica em forma de dream pop de cariz lo fi e etéreo e que recria, no geral, um ambiente particularmente intimista e acolhedor e que encarna na perfeição o espírito muito particular e simbólico do original de Young, Lange, procurou respeitar a essência do tema, mas procurou também deixar a sua habitual marca de espiritualidade que e uma imagem de marca destw músico latino, conforme o proprio confessa (I was captivated by the song’s sincerity and wondered how to make a version that compelled you to step closer to the words. I wanted it to be hymnal and spiritual outside of religion. I interpreted the theme of the song to be about protection. How do we protect each other? Creating this version helped me find some sonic respite and hopefully it does the same for others). Confere...

Helado Negro - Lotta Love

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publicado por stipe07 às 21:02






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