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Juliana Hatfield – Gorgon

Quinta-feira, 29.04.21

Depois dos discos de tributo à cantora Olivia Newton-John, em dois mil e dezoito e aos Police, no ano seguinte e do anúncio de um registo nos mesmos moldes mas de homenagem aos R.E.M., a norte-americana Juliana Hatfield, uma figura ímpar do rock do outro lado do atlântico das últimas três décadas, está de regresso aos discos com Blood, o décimo nono da sua carreira, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a catorze de maio próximo, com a chancela da American Laundromat.

Juliana Hatfield – “Gorgon”

Blood foi gravado integralmente em casa de Juliana no Conneticut, que tocou os instrumentos todos no disco, sendo um disco que, de acordo com a autora, é uma reação ao modo sério e negativo como muitas pessoas foram afetadas nos últimos quatro anos, (certamente devido à adminstração Trump, n.d.r.) e dele já se conhecem os singles Mouthful Of Blood e Gorgon. Este último, a razão de ser deste artigo, é uma composição que balança entre um folk rock lânguido e alguns dos cânones fundamentais do melhor jazz atual, que não desperdiça as potencialidades da eletrónica, como se percebe no excereto final do tema, num resultado final bastante radiofónico, orelhudo e vibrante. Confere Gorgon e a tracklist de Blood...

01 “The Shame of Love”
02 “Gorgon”
03 “Nightmary”
04 “Had a Dream”
05 “Splinter”
06 “Suck It Up”
07 “Chunks”
08 “Mouthful Of Blood”
09 “Dead Weight”
10 “Torture”

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publicado por stipe07 às 16:23

MGMT – As You Move Through The World

Segunda-feira, 23.03.20

MGMT - As You Move Through The World

Quase dois anos depois de Little Dark Age, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, voltou a dar sinais de vida recentemente com um single de 12 polegadas com os temas In The Afternoon e o b side As You Move Through The World, sendo esta edição a estreia da banda na sua própria etiqueta, recém-criada, a MGMT Records.

Como certamente se recordam, a nossa redação fez eco desse lançamento no passado mês de dezembro, descrevendo e divulgado o lado a do 12'', o tema In The Afternoon, canção também com direito a um extraordinário vídeo da autoria da própria dupla e misturada por Dave Fridmann e que coloca os MGMT na senda daquela pop cheia de glamour que foi rainha dos anos oitenta do século passado, através de uma voz com aquele tom grave que era comum na época, mas também de efusivos teclados e guitarras com o grau de rugosidade ideal, não faltando na composição uma vibe psicadélica e um grau de epicidade interessantes.

Ora, a dupla tinha previsto editar o b side As You Move Through The World também como single, mas só dqui a algumas semanas. No entanto, como a pandemia do covid-19 forçou os MGMT a cancelar alguns concertos, nomeadamente no México e no Texas, a dupla resolveu antecipar a divulgação da canção, um instrumental com mais de sete minutos impregnados com um ímpar experimentalismo, repleto de sintetizadores com uma elevada vibe psicadélica, receita que nos remete para a melhor herança do house ambiental de final do século passado.  Confere...

 

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publicado por stipe07 às 21:27

MGMT – In The Afternoon

Quinta-feira, 12.12.19

MGMT - In The Afternoon

Quase dois anos depois de Little Dark Age, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, volta a dar sinais de vida com o anúncio do lançamento de um single de 12 polegadas do tema In The Afternoon, que inclui o b side As You Move Through The World, sendo a estreia da banda na sua própria etiqueta, recém-criada, a MGMT Records.

In The Afternoon, canção também já com direito a um extraordinário vídeo da autoria da própria dupla e misturada por Dave Fridmann, coloca os MGMT na senda daquela pop cheia de glamour que foi rainha dos anos oitenta do século passado, através de uma voz com aquele tom grave que era comum na época, mas também de efusivos teclados e guitarras com o grau de rugosidade ideal, não faltando na composição uma vibe psicadélica e um grau de epicidade interessantes, nuances que mostram que os MGMT continuam a chegar ao estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar músca, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções deliciosias no modo como contêm uma dupla faceta de nostalgia e contemporaneidade. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:45

Landing – Bells In New Towns

Terça-feira, 08.05.18

Oriundos de New Heaven, no Connecticut, os Landing de Daron Gardner, Aaron Snow, Adrienne Snow e John Bent, são um dos nomes fundamentais do shoegaze norte-americano e para marcar os vinte anos de carreira, acabam de lançar Bells In New Towns, um novo compêndio de canções, o segundo na conceituada etiqueta El Paraiso Records, casa de nomes tão fundamentais do indie rock norte-americano como Os Monarch, Brian Ellis, Papir, Sun River, Mythic Sunship, Jonas Munk, entre outros. Apesar de uma carreira já tão longa, os Landing parecem não abrandar criativamente nem colocar em causa a elevada bitola qualitativa da sua herança discográfica, oferecendo-nos, talvez, o alinhamento mais consistente de uma já longa e meritória carreira.

Resultado de imagem para landing connecticut band

Uma das explicações para o facto de Bells In New Towns ser um disco tremendamente coeso e apelativo será, certamente, o facto de ter a mão de Justin Pizzoferrato (Dinosaur Jr., Elder, Pixies, Sonic Youth), na gravação de grande parte do mesmo. Este nome conceituado da produção acaba por ser fundamental no modo como o habitual som multitextural e abrangente dos Landing, que oscila entre aquele fuzz psicadélico mais contemplativo e luxuosos cenários luminosos e progressivos, consegue incorporar elementos etéreos e melodicamente acessíveis, sem ser necessário renegar a habitual toada lo fi do projeto.
Desse modo, as canções dos Landing estão mais apelativas e acessíveis a outros públicos, mas não renegam a força motriz sonora que está no cerne de um projeto que se foi habituando a apresentar um indie rock contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo. E isso acaba por ser uma tremenda mais valia deste Bells In New Towns, não só porque contém uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro, mas também porque, num período de algum marasmo, esta tem sido uma estética que tem encontrado bom acolhimento junto do público.
De algum modo mestres da melancolia, instrumentalmente os Landing acabam por emergir-nos num universo muito próprio onde, da criteriosa seleção de efeitos da guitarra à densidade do baixo, passando por uma ímpar subtileza percussiva e um exemplar cariz lo fi na produção, são diversos os elementos que costuram e solidificam um som muito homogéneo e subtil e, também por isso, bastante intenso e catalizador.

Escuta-se os versos quase impercetíveis de Nod e embarcamos numa demanda doutrinal que sabemos, à partida, que não nos vai deixar indiferentes e iguais e depois, impulsionados pela nebulosa pujança do dedilhar das cordas inicial de Secret, uma daquelas canções cujas diversas camadas de som impelem ao cerrar de punhos, pelo encanto etéreo de By Two e pelo doce balanço do baixo que conduz Bright, ficamos certos que a opção tomada foi, como seria de esperar, a mais certeira.

Até ao ocaso de Bells In New Towns, na deliciosa ode ao amor que justifica a filosofia subjacente a Trace, uma canção onde a interação entre a viola e a voz fica muito perto de atingir os píncaros, na crueza orgânica e hipnótica de Wait or Hide e no modo como as distorções impregnadas de shoegaze embelezam toda a subtileza que fica impressa no rasto de Second Sight, fica atestada a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, comunica com a nossa mente e os nossos sentidos de modo particularmente libertador e esotérico. Espero que aprecies a sugestão...

Landing - Bells In New Towns

01. Nod
02. By Two
03. Gravitational VII
04. Bright
05. Secret
06. Fallen Name
07. Wait Or Hide
08. Gravitational VIII
09. Trace
10. Second Sight

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publicado por stipe07 às 17:52

MGMT – Little Dark Age

Quarta-feira, 07.02.18

Pouco mais de quatro anos depois de um homónimo, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, está de regresso aos discos com Little Dark Age, o quarto trabalho destes já veteranos do indie rock psicadélico, que desde o espetacular disco de estreia Oracular Spectacular nos habituaram a uma espécie de rock psicadélico algures entre os Pink Floyd das décadas de sessenta e setenta e uns mais contemporâneos Flaming Lips, mas também com os olhos e ouvidos postos em projetos mais atuais e até, de algum modo, concorrentes.

Do ambiente sonoro algo cinzento e eminentemente sintético de Little Dark Age, a canção homónima do trabalho, inspirada no choque causado pela eleição de Trump, até aos sons poderosos que esculpem When You Die e a toada luminosa, cheia de sons etéreos e efeitos lisérgicos adornados por sintetizadores flutuantes de Hand It Over, em Little Dark Age escutamos mais um álbum que mostra com elevado nível de criatividade e engenho o cardápio instrumental e o rigor estilístico bastante diversificado deste projeto. De facto, os MGMT continuam a chegar ao estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar músca, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas, deliciosamente replicadas no retro groove oitocentista que carateriza Me and Michael, uma das melhores canções de Little Dark Age.

Gravado nos estúdios Tarbox Road Studios em Cassadaga, Nova Iorque e produzido pelos próprios MGMT e por Patrick Wimberly e Dave Fridmann, um colaborador de longa data da dupla, Little Dark Age eleva o grupo a um patamar superior de sapiência e rigor interpretativo através de uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, sempre carregadas de ácidos consumidos por uma dupla que sabe melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no chamado electropsicadelismo. Espero que aprecies a sugestão...

MGMT - Little Dark Age

01. She Works Out Too Much
02. Little Dark Age
03. When You Die
04. Me and Michael
05. TSLAMP
06. James
07. Days That Got Away
08. One Thing Left To Try
09. When You’re Small
10. Hand It Over

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publicado por stipe07 às 18:32

Violent Mae – Kid

Quinta-feira, 03.12.15

Connecticut e The Outer Banks são as raízes da dupla Becky Kessler e Floyd Kellogg, juntos desde o final de 2013 e a coberto do nome Violent Mae e da The Telegraph Recording Company que acaba de editar Kid, o fabuloso segundo disco de um projeto que se estreou com um também bastante recomendável homónimo, lançado logo no início da carreira.

Antes de nos debruçarmos sobre o conteúdo de Kid, é interessante referir que a intenção inicial destes dois músicos não era formar os Violent Mae. Tudo começou quando Becky convidou Floyd para gravar e produzir o seu disco de estreia a solo, mas a química entre ambos foi tão forte que acabou por ser espontânea a necessidade de ambos em se juntarem num projeto a dois,algo que aconteceu em boa hora.

Tiro certeiro no rumo exato e na direção sonora que esta dupla pretende seguir na sua demanda sonora, muito relacionada com a típica soul de uma américa profunda, com fortes raízes e uma identidade bastante vincada, Kid tem tudo para se tornar numa referência obrigatória no espetro sonoro em que se insere, pelo modo como ao longo do seu alinhamento o reverb e a distorção das guitarras replicam com enorme naturalidade um rock genuino e altivo, que não defraúda a herança que nomes como PJ Harvey, na fase inicial da carreira, ou, mais recentemente, a enorme Cat Power, têm construído com notável precisão e elevada bitola qualitativa.

Do rock direto e conciso de In The Sun, até ao ambiente algo místico e espiritual que serve de base ao código genético do indie rock de cariz mais psicadélico, presente nas guitarra de In My Ring, passando pelo percussiva progressão galopante que nos oferece a cândura de Rob Me Blind, Kid inicia de modo esplendoroso, imbuído com uma contemporaneidade desarmante, ampliada pelo travo retro que exala por todos os poros e prende-nos até ao ocaso de um alinhamento que, independentemente das diferentes nuances que depois adopta, transporta uma identidade rica e um carimbo particularmente impressivo.

Na verdade, esse início prometedor tem sequência e o restante conteúdo contém outros momentos que deixarão certamente uma extraordinária impressão relativamente à banda e, melhor que isso, proporcionam momentos de puro prazer e diversão sonoras, capazes de nos elevar a um patamar superior de emoção, movimento e lisergia. E isso sucede quando em temas mais intimistas e reflexivos como Away e Flame e outros mais experimentais como a primeiro caótica e depois charmosa Murdered Bird, ou a profunda Birthday, os Violent Mae colocam um pouco de lado os tiques estereotipados que sustentam a arquitetura sonora do rock e optam por uma psicadelia fortemente eletrificada, arriscando a busca por um inedetismo que asfalta um caminho que é só deles e diferente de todos os outros que nos podem levar rumo ao mesmo espetro sonoro. Aliás, a nebulosidade corpulenta de Lou1 e o eco estratosférico que levita em redor do caldeirão inebriante que resulta da amálgama de sons que escorrem do arsenal instrumental de Neon Halos, num frenesim visceral algo lascivo, são composições que nos oferecem um ambiente envolvente, quente e assumidamente másculo e direto, mas também intimista e acolhedor.

Verdadeiro tratado de indie rock, pleno de fuzz e reverb, como já foi referido, mas também muito mais rico e abrangente que estas duas permissas, até porque não se confunde com a miríade de propostas semelhantes que atualmente vão surgindo neste género sonoro, Kid só poderia ter germinado num universo muito próprio e certamente acolhedor de uma banda que logo pretende assumir uma posição cimeira à custa de uma sensibilidade melódica invulgarmente eletrificada e que sabe muito bem o caminho que quer continuar a trilhar no futuro. Espero que aprecies a sugestão...

Violent Mae - Kid

01. In The Sun
02. In My Ring
03. Rob Me Blind
04. Away
05. IOU1
06. Murdered Bird
07. Kid
08. Flame
09. Intro
10. Neon Halos
11. Birthday

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publicado por stipe07 às 20:47

Birch House – The Thaw EP

Sábado, 24.05.14

Birch House é o  projeto musical de Greg Bothwell, um músico norte americano oriundo de Windsor, no Connecticut e The Thaw o seu mais recente trabalho, um EP com sete canções disponível no bandcamp de Birch House, gratuitamente, mas com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.

Influenciado por nomes tão distintos como Bon Iver ou os prórios The National, Birch House aposta  numa indie folk quase sempre com um cariz clássico, introspetivo e acústico, típica de uma América profunda. Mais do que outros músicos, bandas ou projetos, Greg parece ser influenciado pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma América cosmopolita, mas com locais onde ainda se vive séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma população, com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Nest, uma canção que evoca John Cale, Where Books Grow Old, ou o piano guiado pelo acorde minimal de guitarra de A Thousand Miles Into The Sea, são os três temas do EP que, com uma toada fortemente acústica, melhor retratam esta imagem pictórica que a música de Birch House nos sugere, mas há outros temas mais transparentes e cheios de cor.

O EP abre com o single I Retreat!, uma canção aberta e expansiva, assente em cordas alegres e luminosas e num sintetizador, que é detalhe único num EP eminentemente orgânico. Esta maior abertura mantém-se em Sleeping In Silk e aprimora-se ainda mais na já citada Nest.

A música de Birch House é uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade de Greg para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que ele combina com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Espero que aprecies a sugestão...

Birch House - The Thaw

01. Retreat!
02. Sleeping In Silk
03. Past, Present, Future
04. Nest
05. Where Books Grow Old
06. A Thousand Miles Into The Sea
07. I Was Here

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publicado por stipe07 às 21:44






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