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The Flaming Lips - The Soft Bulletin: Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra

Sexta-feira, 29.11.19

Poucos meses após King's Mouth, um álbum conceptual baseado no estúdio de arte com este nome que esta banda norte americana abriu há quatro anos e que fala de um rei gigante bebé que quando cresceu fê-lo de tal modo que sugou para dentro da sua enorme cabeça todas as auroras boreais e de uma coletânea com os maiores êxitos da carreira com a chancela da Warner Brothers Records, os The Flaming Lips de Wayne Coyne estão de regresso com The Soft Bulletin: Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra, um registo de doze canções que se assume como o primeiro ao vivo da banda de Oklahoma.  The Soft Bulletin: Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra conta, como o próprio título indica, com a participação especial de cento e vinte e cinco elementos da Colorado Symphony Orchestra, conduzidos pelo maestro Andre De Ridder, sessenta e oito insturmentistas e cinquenta e sete cantores e reproduz o alinhamento de The Soft Bulletin, considerada por muitos como a obra-prima dos The Flaming Lips, um disco que está a comemorar vinte anos de vida.

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Quem conhece a fundo a trajetória desta banda percebe que este registo ao vivo só pode ter sido incubado pela mente de um Coyne que é, claramente, um dos artistas mais criativos do cenário indie contemporâneo e que percebe, talvez melhor que ninguém, que as componentes visual e teatral são, a par do conteúdo sonoro, também essenciais na promoção e divulgação musical. E ao escutar-se The Soft Bulletin: Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra, um concerto que teve lugar a vinte e seis de maio de dois mil e dezasseis, a ideia com que imediatamente se fica é que, mesmo não se vendo o palco e a multidão defronte, adivinha-se um orgasmo de cor feito de confetis e balões e até de dramatização de canções que são verdadeiras pérolas do catálogo indie e alternativo de final do século passado.

De facto, na majestosidade das cordas e da percurssão vibrante de Race For The Prize, nos sopros, nos violinos lacrimejantes e na harpa que enfeitiça A Spoonful Weighs A Ton, nos efeitos etéreos e nas nuvens agridoces de sons feitos com trompetes e clarinetes que parecem flutuar em The Spark That Bled, no modo como o piano e os sopros namoram em de The Spiderbite Song e também em Buggin', na suavidade flourescente de What Is The Light?, na luminosidade da curiosa acusticidade das teclas que abastecem Waitin' For A Superman e na inflamante rugosidade do baixo e das distorções que vagueiam por Feeling Yourself Disintegrate, somos convidados a contemplar um extraordinário tratado de indie rock, mas também de música clássica, um caldeirão de natureza hermética e de enormes proporções, porque além de existir neste alinhamento diversidade e heterogeneidade, cada composição tem um objetivo claro dentro da narrativa subjacente à filosofia que incubou The Soft Bulletin, compartimentando-a e ajudando assim o ouvinte a perceber de modo mais claro, orgânico e impressivo toda a trama idealizada há já duas décadas. 

The Soft Bulletin: Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra conduz-nos, então, numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, exemplarmente secundado pelo maestro Andre De Ridder, assume o papel de guia, num resultado final que ilustra na perfeição o cariz poético, teatral e orquestral dos The Flaming Lips, um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade e sempre capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...

The Flaming Lips - The Soft Bulletin Recorded Live At Red Rocks With The Colorado Symphony Orchestra

01. Race For The Prize
02. A Spoonful Weighs A Ton
03. The Spark That Bled
04. The Spiderbite Song
05. Buggin’
06. What Is The Light?
07. The Observer
08. Waitin’ For A Superman
09. Suddenly Everything Has Changed
10. The Gash
11. Feeling Yourself Disintegrate
12. Sleeping On The Roof

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publicado por stipe07 às 17:52

Blueberries For Chemical - Live Agrival 2018

Segunda-feira, 23.07.18

Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os Blueberries For Chemical andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.

Como é natural, os Blueberries For Chemical pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e essas mesmas atuações ao vivo são, claramente, a melhor forma de atingir esse desiderato. Assim, é exatamente daqui a um mês, dia vinte e três de agosto, pelas vinte e duas horas, que os Blueberries For Chemical se apresentam ao vivo na próxima edição da Agrival, em Penafiel, para um concerto que se adivinha imperdível, até porque a banda vai jogar em casa. Do alinhamento desse espetáculo fará certamente parte So Come And Go Let's Go!, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um rock com um espetro que pode ir do punk a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Fica a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 14:23

Bruno Pernadas e Ricardo Toscano no palco do CCB.

Quinta-feira, 09.11.17

Bruno Pernadas e Ricardo Toscano são ambos músicos de jazz com formação académica na música clássica. Os dois estarão no palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém no próximo dia 15 de Dezembro para encerrar o ciclo CCBeat 2017. O concerto preparado em exclusivo para a ocasião conta com um alinhamento maioritariamente inédito executado por um ensemble de luxo que reúne uma secção rítmica, secção de cordas e naipe de sopros e ainda dois cantores convidados.

Imagem intercalada 1

A abordagem tem como base diversos estilos tais como o jazz, o rock, a música exótica, cinematográfica e erudita, sendo o principal solista Ricardo Toscano no saxofone alto. Nas palavras de Bruno Pernadas, que acumula a direcção musical, na conjunção deste ensemble procura-se aquilo que se assume como identitário de cada instrumento, combinando as diferentes linguagens harmónicas, rítmicas, texturais nos vários momentos que integram o espectáculo.

 De acordo com o músico e compositor, a proposta a apresentar é marcada por uma abordagem dinâmica, forte e ambiciosa que traduz-se num concerto onde a composição e a improvisação ocupam um papel determinante no seu resultado final.

Dois excelentes músicos, o multi-instrumentista e compositor Bruno Pernadas e o saxofonista Ricardo Toscano num encontro singular que transforma esta ocasião em algo surpreendente e certamente memorável.

Bruno Pernadas - composição, guitarra e teclados

Ricardo Toscano - saxofone alto, solista

Afonso Cabral - voz (convidado)

Francisca Cortesão - voz (convidada)

Margarida Campelo - piano, teclados e voz

João Correia - bateria

Nuno Lucas - baixo eléctrico

Diogo Duque - trompete

João Capinha - saxofone

Raimundo Semedo - saxofone

Raquel Merrelho - violoncelo

João de Andrade – violino

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publicado por stipe07 às 21:19

R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered)

Sábado, 22.07.17

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o tempo em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

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No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.

Murmur (1983), o longa duração que abriu essa odisseia extraordinária e sucessor do excelente EP Chronic Town (1982), é um álbum fundamental da história do rock alternativo da década, um disco que teve direito a uma extensa digressão por território norte-americano, com algumas atuações e concertos memoráveis, não só perante público, mas também em alguns estúdios de rádios.

Um desses espetáculos que foi gravado e recentemente revisto em edição remasterizada com a edição a ter o nome de R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered), sucedeu em Boston, a treze de julho de mil novecentos e oitenta e três, no mítico Paradise Rock Club,  vinte e duas canções das quais se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda, mas também temas como Sitting Still, Catapult ou Pretty Persuasion e algumas versões de clássicos da música norte americana, nomeadamente uma adaptação  curiosa de California Dreamin' dos The Mamas & The Papas, entre outros. Este cardápio é absolutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:20

The Flaming Lips – The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace

Quinta-feira, 01.06.17

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlody é o nome do trabalho que este coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne lançou no dealbar de 2017 e mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror).

Resultado de imagem para The Flaming Lips The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace

Há algumas semans, em pleno Record Store Day, os The Flaming Lips resolveram inovar de novo com o lançamento de algo ainda mais incrível e complexo, um registo intitulado The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace. Simularam em estúdio como seria um concerto do grupo na estação espacial (ISS) e de cujo alinhamento fariam parte sete dos temas de Oczy Mlody. O resultado final é uma performance ficcional verdadeiramente fantástica, onde não falta interação com o público e a indie pop etérea e psicadélica, de natureza hermética, que cimenta Oczy Mlody. Das batidas sintetizadas de Nigdy Nie (Never No) ao efeito do baixo de Do Glowy, passando pela copiosa descrição do fim do mundo em There Should Be Unicorns e o verdadeiro muro das lamentações que é How??, abundam aqui instantes sonoros onde a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre efeitos etéreos e nuvens doces de sons que parecem flutuar no espaço, com guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico.

The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace é um curioso e bem sucedido exercício de complementaridade da filosofia subjacente a Oczy Mlody, um registo que colocou os The Flaming Lips na linha da frente dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedecem a algumas das permissas mais contemporâneas da eletrónica ambiental. Uma das virtudes e encantos dos The Flaming Lips foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. Este concerto é mais um atestado dessa feliz e incontornável evidência. Espero que aprecies a sugestão...

01. How??
02. Do Glowy
03. Listening To The Frogs With Demon Eyes
04. Nighty Nie (Never No)
05. The Castle
06. There Should Be Unicorns
07. We A Family

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publicado por stipe07 às 18:13

Blueberries For Chemical live Mary Spot Vintage Bar (20.01.17)

Terça-feira, 03.01.17

Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os Blueberries For Chemical andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.

Como é natural, os Blueberries For Chemical pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e essas mesmas atuações ao vivo são, claramente, a melhor forma de atingir esse desiderato. Assim, é já na sexta-feira dia vinte do corrente mês que os Blueberries For Chemical se apresentam ao vivo no Mary Spot Vintage Bar em Matosinhos, a partir das vinte e três horas e trinta minutos, para um concerto que se adivinha imperdível. Do alinhamento desse espetáculo fará certamente parte So Come And Go Let's Go!, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um rock com um espetro que pode ir do punk a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Fica a sugestão...

Foto de Blueberries for Chemical.

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publicado por stipe07 às 17:06

The Notwist – Superheroes, Ghostvillains And Stuff

Terça-feira, 29.11.16

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Superheroes, Ghostvillains And Stuff, um trabalho editado no final de outubro à boleia da Sub Pop Records e que ao longo de mais de hora e meia nos oferece uma viagem ao vivo muito calculada e de algum modo hipnótica pelo universo sonoro que os carateriza enquanto banda de rock, mas cada vez mais dominados pela eletrónica.

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Registo gravado na segunda de três noites consecutivas, sempre esgotadas, em dezasseis de dezembro de 2015, no espaço Connewitz, em Leipzig, na Alemanha, país natal dos The Notwist, Superheroes, Ghostvillains And Stuff revisita o extenso e rico catálogo de um projeto que logo no balanço dos metais de They Follow Me, uma canção que ameaça continuamente uma incomensurável explosão sónica, no krautrock de Close To the Glass e no luminoso andamento progressivo de Kong nos mostra as suas variadas facetas. Aliás, quando no início do espetáculo parecemos positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio sintético, surgem as cordas e a guitarra luminosa cheia de distorção desta Kong para provar essa génese de uns The Notwist exímios a piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades mais orgânicas, mesmo em concerto.

Daí em diante, seja através desses ambientes mais crus e orgânicos ou outros mais sintéticos e intrincados, os The Notwist conseguem ser eficazes e bastante criativos no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às suas canções. E ao vivo essa sensação amplia-se, num registo onde, ao contrário da maioria dos trabalhos do género, a produção é mesmo uma das mais valias já que, seja entre o processo dos arranjos selecionados para cada tema, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num concerto muito homogéneo e conseguido.

Trabalho tremendamente catártico, até pelo modo como em Pick Up The Phone não destoa da fórmula cúmplice, madura e melodicamente acessível que esta canção exige, sem que isso coloque em causa o seu encaixe no restante alinhamento, Superheroes, Ghostvillains And Stuff é a demonstração clara de uma banda versátil, que tem sabido ao longo do tempo adaptar-se e encontrar um sopro de renovação e que servindo-se de elementos do krautrock, passando pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, mostra-se, ao vivo, como um verdadeiro caldeirão cuidadosamente tratado e minuciosamente carregado de vida. Espero que aprecies a sugestão...

The Notwist - Superheroes, Ghostvillains And Stuff

01. They Follow Me
02. Close To The Glass
03. Kong
04. Into Another Tune
05. Pick Up The Phone
06. One With The Freaks
07. This Room
08. One Dark Love Poem
09. Trashing Days
10. Gloomy Planets
11. Run Run Run
12. Gravity
13. Neon Golden
14. Pilot
15. Consequence
16. Gone Gone Gone

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publicado por stipe07 às 17:37

The Weatherman realiza concerto para macacos

Terça-feira, 03.05.16

A mostrar 1.pngA mostrar 1.pngNo próximo dia dezasseis de maio vai acontecer no jardim zoológico da Maia um concerto que terá tanto de inusitado como de imperdível. The Weatherman, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto pop rock versátil e multifacetado, está de regresso aos discos com Eyeglasses for the Masses, um álbum editado a vinte e nove de Abril e que será alvo de crítica neste espaço muito em breve e vai tocar nesse espaço com um propósito muito especial.

(pic by Morsa)

Um dos singles de Eyeglasses for the Masses é Calling all Monkeys e, de acordo com o press release do evento, The Weatherman irá tocar para os macacos que vivem nesse espaço com a intenção declarada de chamar a atenção para os erros da Humanidade,(...) e apontar falhas à nossa demanda que perspectiva o mundo enquanto sítio melhor. Este evento será transmitido em directo no canal de Youtube do músico.

The Weatherman estreou-se nos lançamentos discográficos em 2006 com Cruisin’ Alaska, ao qual se sucedeu Jamboree Park at the Milky Way (2009), e um homónimo, em 2013, antes deste Eyeglasses for the Masses, um trabalho que nos remete para um universo pop e psicadélico, diversificado e versátil, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.

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publicado por stipe07 às 14:03

Noiserv @ Castelo de Paiva

Sábado, 30.05.15

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv trará na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs  56010-92 e A Day in the Day of the Days , dos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra e do DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There, uma já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

No próximo dia dezanove de junho, Noiserv estará em Castelo de Paiva, no auditório municipal, a partir das 21:30, para nos embalar com os seus acordes, num espetáculo organizado em parceria por este blogue, a Academia de Música de Castelo de Paiva, a Rádio Paivense FM e a Câmara Municipal de Castelo de Paiva.

Este espetáculo servirá também para homenagear Sérgio Vieira, uma figura incontornável do universo musical paivense, que recentemente nos deixou e que era leitor assíduo deste blogue, além de um grande fã de Noiserv e da sua música.

Os bilhetes, com um preço único de 5 euros e limitados a uma lotação de duzentos lugares, podem ser já adquiridos através do contacto 962751689, nas instalações Rádio Paivense, no Posto de Turismo local, no Café Central ou, caso ainda existam disponíveis no dia do concerto, na bilheteira do Auditório Municipal. Oportunamente serão divulgados mais locais de venda.

Contamos com a tua presença numa noite que será certamente muito bonita e inesquecível! Para já, fiquemos com uma pequena amostra do que poderá ser este concerto único...

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publicado por stipe07 às 16:03

EELS – Royal Albert Hall

Sábado, 23.05.15

Os Eels de Mark Oliver Everett, aka Mr. E, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Royal Albert Hall, uma ilustração sonora e visual viva que nos oferece de modo exemplar um magnífico concerto que a banda deu na mítica casa de espetáculos londrina que intitula o disco, a trinta de junho de 2014, nove anos depois da última passgem do grupo norte-americano por esse local. Este concerto foi o culminar de uma digressão que teve início pouco mais de um mês antes e que levou os Eels a tocarem em locais tão miticos como o Orpheum Theater em Los Angeles, o Vic Theater em Chicago, o Apollo em Nova Iorque ou o Concert Hall em Amsterdão, entre outros.

Com edição em formato CD duplo e DVD, Royal Albert Hall é um documento excelente para quem, com eu, sente necessidade de reforço periódico dos laços afetivos que unem o fã aos Eels. O conteúdo sonoro do trabalho e a própria filmagem do mesmo colocam-nos no centro do espetáculo e, principalmente, no âmago introspetivo de um Everett que gosta de surpreender e sobrevive no universo indie rock devido à forma como tem sabido adaptar os Eels às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo.

Com o concerto a revisitar alguns dos marcos fundamentais da carreria de uns Eels que usam um fato e uma gravata que vincam uma oposição clara a uma anterior digressão mais punk e eletrificada que tinha promovido o álbum Wonderful Glorious (2013) e, portanto, com um foco mais incisivo no fase mais recente onde a folk assume o protagonismo maior, há uma forte componente autobiográfica na postura da banda e de Mr. E, que se entrega genuinamente ao espetáculo e à audiência, com o respeito pelos suspiros, as palmas, os silêncios e as gargalhadas a ampliarem esse efeito, enquanto se ouve cantar sobre algumas mazelas que sempre atormentavam a vida pessoal de um músico, que aqui sai de novo de uma espécie de clausura emocional e introspetiva, para se libertar e mostrar, sem receio, a sua faceta mais rebelde e divertida, não havendo agora lugar para sentimentos obscuros e lamentações.

Com um belissimo alinhamento que respira todo o historial do grupo, um extraordinário sentido de humor onde não faltam alusões inteligentes aos Rolling Stones e aos Beatles e a fixação de Mr. E pelo orgão de tubos da sala, onde irá terminar a sua performance de modo exemplar e com versões bem escolhidas de clássicos como When You Wish Upon a Star (BSO O Pinóquio) ou Can’t Help Falling in Love With You, (Elvis Presley), Royal Albert Hall é mais uma demonstração cabal que Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que os conhece e que produziram um compêndio de canções marcantes que deviam realmente tê-los levado mais além. Espero que aprecies a sugestão...

Eels - Royal Albert Hall

01. Where I’m At
02. When You Wish Upon A Star
03. The Morning
04. Parallels
05. Addressing The Royal Audience
06. Mansions Of Los Feliz
07. My Timing Is Off
08. A Line In The Dirt
09. Where I’m From
10. It’s A Motherfucker
11. Lockdown Hurricane
12. A Daisy Through Concrete
13. Introducing The Band
14. Grace Kelly Blues
15. Fresh Feeling
16. I Like Birds
17. My Beloved Monster
18. Gentlemen’s Choice
19. Mistakes Of My Youth / Wonderful, Glorious
20. Where I’m Going
21. I Like The Way This Is Going
22. Blinking Lights (For Me)
23. Last Stop, This Town
24. The Beginning
25. Can’t Help Falling In Love
26. Turn On Your Radio
27. Fly Swatter
28. The Sound Of Fear

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publicado por stipe07 às 22:08






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