Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Saintseneca – Such Things

Dark Arc, o extraordinário segundo álbum de estúdio dos norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e formada por Zac Little, Maryn Jones, Steve Ciolek e Jon Maedor, já tem sucessor. Such Things é o novo tomo de canções desta banda essencial para a caraterização fiel do cenário indie folk norte americano na atualidade e, tendo visto a luz do dia à boleia da ANTI, não defrauda quem aprecia composições algo minimalistas, mas com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

Se os Mumford & Sons ou os Lumineers têm preenchido os holofotes de quem acompanha um género sonoro muito carateristico e com uma luminosidade única, seria importante começar a olhar para estes Saintseneca com outro olhar porque, disco após disco, eles estão a cimentar com superior arrojo e enorme criatividade, um compêndio de canções que merecem audição dedicada e maior projeção.

Honestidade, sinceridade e boa disposição são ideias e conceitos muito presentes na música destes Saintseneca e com elas surge, lado a lado, uma monumentalidade instrumental de realce, muitas vezes percussiva, como atesta, por exemplo, no caso de Such Things, Sleeper Hold. E a verdade é que este coletivo plasma tal evidência ao nível de poucos projetos contemporâneos. Além disso, o modo como as cordas vão surgindo nas várias canções e o diferente modelo de projeção das mesmas, acustica ou eletricamente, plasmam uma maturidade já bastante vincada, com os coros dos refrões a serem também uma imagem de marca que reforça uma calorosa ideia de coletivo. Mesmo em cenarios melódicos mais contidos, como sucede em Estuary, nunca é colocada em causa esta noção de luz e cor, uma sensação permanentemente orgânica de vitalidade e inspiração, que sabe como deixar o ouvinte a pensar, mesmo sabendo que está a ser diretamente convidado para se deixar absorver por um clima particularmente festivo. Depois, o modo quase sempre emocionado da interpretação vocal e o arrojo com que os restantes membros da banda se juntam ao vocalista, como sucede em Rare Form, amplia imenso o volume da canção e o seu cariz épico e expansivo, algo que se repete várias vezes ao longo de Such Thing, nomeadamente em River.

Such Things é um fundamental marco no presente anuário, oferecido por uns Saintseneca que pretendem algo tão grandioso como quererem apropriar-se, com competência, alegria e criatividade, de um género musical com profundas raízes na terra do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Saintseneca - Such Things

01. Such Things
02. ///
03. Sleeper Hold
04. Estuary
05. Rare Form
06. Bad Ideas
07. The Awefull Yawn
08. How Many Blankets Are In The World
09. River
10. Soft Edges
11. The All Full On
12. Necker Cube
13. Lazarus
14. House Divided
15. Maya 31


autor stipe07 às 18:33
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Sábado, 28 de Março de 2015

Van Dale - Speak Yellow

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Bed Of Bricks foi o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale e agora chegou a vez de Speak Yellow, uma canção com um ambiente melódico orgânico diretamente orientado para o grunge e com uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre os diferentes universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...


autor stipe07 às 15:46
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

Van Dale - Bed Of Bricks

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Disponivel para download, Bed Of Bricks é o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale, uma canção curiosa porque balança entre um ambiente melódico contemplativo e reflexivo e uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre dois pólos que calcorreiam universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...

Sugestão Follow Friday: Red Pass


autor stipe07 às 13:00
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014

Eternally Dizzy - People Walking

Eternally Dizzy é uma nova banda de Columbus que inclui membros dos Van Dale, This Is My Suitcase e Sleep Fleet. E tal como estas bandas, os Eternally Dizzy exibem uma capacidade ímpar para criar aquele indie rock melódico e incisivo que marcou toda uma geração que viveu intensamente a última década do século passado, feito de canções caseiras e perfumadas por distorções de guitarra, a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia.

People Waiting é o primeiro avanço para Dirty Dirt, o próximo EP dos Eternally Dizzy, uma excelente canção, disponível para download, via Stereogum.


autor stipe07 às 13:15
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Sábado, 17 de Maio de 2014

Saintseneca – Dark Arc

Lançado no passado dia um de abril pela ANTI-Dark Arc é o segundo álbum de estúdio dos norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e formada por Zac Little, Maryn Jones, Steve Ciolek e Jon Maedor. Dark Arc era um dos discos mais aguardados da primeira metade do ano no cenário indie folk e as catorze canções do seu alinhamento não defraudam quem aprecia composições algo minimalistas, mas com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

A expetativa em redor de Dark Arc começou a fervilhar no universo indie quando foi divulgado o video de Happy Alone, o primeiro single retirado do álbum e disponível para download. As imagens deslumbrantes, feitas com uma linda e mágica paleta de cores, com uma edição inspirada e delicada, na qual a narrativa apresenta a cabeça do membro da banda Zac dentro de uma bolha gigante, enquanto deambula pelas tarefas diárias do quotidiano comum, deixaram logo a sensação que Dark Arc seria um marco na careeira discográfica dos Saintseneca.

De Violent Femmes aos Neutral Milk hotel, são vários os grupos que os Saintseneca parecem conter no seu cardápio de referências e, na verdade, a música que fazem tem a particularidade de soar simultaneamente familiar e única. A conjugação entre uma instrumentação eminentemente acústica e clássica, com a contemporaneidade do sintetizador e da guitarra elétrica, resulta em algo vibrante e com uma energia batante particular, numa banda que parece querer deixar o universo tipicamente folk para abraçar, através de alguns traços sonoros caraterísticos do post punk, o indie rock mais épico.

Com a participação especial de Maryn Jones dos All Dogs, Dark Arc impressiona pela produção impecável e Blood Path, o tema de abertura, levanta logo o véu sobre a temática lírica latente em todo o disco, que não tem qualquer segredo especial e que se relaciona com a solidão, os desgostos amorosos e a procura do verdadeiro sentido da vida. A própria estrutura desta canção encontra eco em muitas outras do alinhamento, feita com uma melodia lenta conduzida por cordas acústicas com forte cariz melancólico e pontuada pela voz nasalada de Little, comparada várias vezes ao conceituado cantor folk norte americano Conor Oberst; quando os restantes membros da banda se juntam ao vocalista, em coro, ampliam imenso o volume da canção e o seu cariz épico e expansivo, algo que se repete mais vezes ao longo de Dark Arc, nomeadamente em Only The Young Die Good. Os sintetizadores futuristas e a linha de baixo deste tema deixam-te com um breve nó na garganta, que o refrão ajuda ainda mais a apertar (If only the good ones die young, I pray your corruption comes).

Outra das canções que merece audição atenta é Falling Off, um tema que plasma esta enorme capacidade que os Saintseneca têm para escrever canões que tocam fundo e que transmitem mensagens profundas e particularmente bonitas (A laceration sufficiently deep/, My body still wears a scar in the knee, So when you live off every scrap of your self, Take solace in knowing as somebody else). Mas um dos temas mais curiosos de Dark Arc é Takmit, uma canção com uma energia diferente das restantes e que demonstra a versatilidade que os Saintseneca já demonstram possuir.

Há definitivamente algo de especial nestes Saintseneca e na originalidade com que usam aspetos clássicos da folk para criar um som cheio de uma frescura que tem tanta vitalidade como o nevoeiro matinal criado pelo ar da montanha do Ohio que os inspira. Espero que aprecies a sugestão... 

Saintseneca - Dark Arc

01. Blood Bath
02. Daendors
03. Happy Alone
04. Fed Up With Hunger
05. ::
06. Falling Off
07. Only The Young Die Good
08. Takmit
09. So Longer
10. Uppercutter
11. :::
12. Visions
13. Dark Arc
14. We Are All Beads On The Same String

 


autor stipe07 às 22:08
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

Connections - Year One

connections-band

Naturais de Columbus, os Connections tiveram um 2013 em cheio. Além de terem feito parte da lista das melhores quarenta novas bandas de 2013 para a publicação online stereogum, andaram na estrada em digressão com os Breeders e editaram dois discos, Private Airplane and Body Language além do EP The Tough City.

Agora que já estamos em 2014 mantêm-se muito ativos e além de ja terem um terceiro álbum na calha, acabam de disponibilizar no Bandcamp da banda Year One, um nome feliz para uma compilação de trinta e duas canções com praticamente todo o cardápio sonoro que criaram no ano passado, feitas com um indie rock lo fi curto e direto. Esta é uma banda que vale bem a pena reconhecer e que recomendo vivamente. Confere...


autor stipe07 às 18:52
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

Nathan Westwood – Piano Bed

 Nathan Westwood

Nathan Westwood é o nome artístico de Eric Rottmayer, um músico natural de Columbus, nos Estados Unidos. Já em 2012 lançou Piano Bed, o seu segundo álbum de originais, disponível para download gratuíto no bandcamp do músico.

Sit In My Skin é o single de apresentação deste disco gravado num estúdio caseiro, produzido pelo próprio autor e que contém, em trinta minutos, alguma da melhor pop folk acústica que ouvi recentemente. Espero que aprecies a sugestão...

Nathan Westwood - Piano Bed

01. Piano Bed
02. Sit In My Skin
03. This Time
04. Brand New
05. Ship Vs. Sea
06. Homecoming King
07. It’s Your Time, Now
08. It Doesn’t Matter At All
09. Beautiful Dream
10. The Lung

Sit In My Skin by Nathan Westwood


autor stipe07 às 20:40
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