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Kissing Party - Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating

Quinta-feira, 09.07.15

Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os Kissing Party, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas. Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é o nome do trabalho de estreia destes Kissing Party, um compêndio sonoro de quinze canções que exalam celebração e boa disposição, enquanto misturam o som da pop e do rock dos anos sessenta e piscam o olho ao rock alternativo de final do século, com uma roupagem contemporânea lo fi que aprecio particularmente.

A primeira coisa que me apraz dizer depois de ter escutado este disco é que Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é luz em forma de música, um disco cheio de brilho e cor em movimento, uma obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana. Trash, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de rock de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da dream pop, foi o primeiro single divulgado do disco e pouco depois, com Justine e New Glue, mais dois singles, estes Kissing Party provaram definitivamente ser capazes de nos fazer pular e ter vontade de desertar para o universo paralelo onde habitam, feito de um presente regido por aquela felicidade incontrolável e contagiante. Se em Justine as vozes de Gregg Dolan e Dierdre Sage envolvem-se entre si, como os lábios num cigarro, já em New Glue a voz açucarada e quente de Dierdre perde todo o pudor e apresenta-se ao mundo exatamente como é, sem reservas ou concessões Bitch I'm perfect, canta ela... Yes, you are!, acrescento eu.

Mas há outros momentos altos ao longo deste trabalho que qualquer um de nós pode escutar gratuitamente; As mudanças de ritmo e a distorção da guitarra da frenética Two Boys e de Right Out Of Real Life, misturadas com alguns efeitos pouco usuais e samples de sons tipicamente urbanos e que dão uma toada mais real e próxima do ouvinte, ou a pueril simplicidade de Michigan Madonna, são outros instantes deste trabalho que mostram porque Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é um álbum pop poderoso e extremamente divertido, sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes com uma luminosidade que transmite energia. Falo de um disco sem cantos escuros, porque mesmo momentos mais contemplativos como I Live With The Mistery ou Night Of The Pigs, comportam uma elevada diversidade melódica e, sem tiques desnecessa´rias ou camadas sonoras superflúas, são canções que conseguem catapultar os Kissing Party a um patamar elevado de criatividade e bom gosto no modo como extravasam sentimentos profundos e que nos são caros, fazendo-o de modo direto, facilmente assimilável e sonoramente revigorante. Já a acústica You're Gonna Wonder, que inclui inéditos arranjos sintetizados, sendo também um exemplo cabal da aúrea sentimental que este quinteto, acaba por ser um típico tema de encerramento de disco, um fim de festa onde não regressa cada um ao seu lar pelos seus próprios meios, mas onde há um convite claro ao usufruto deuma companhia agradável e diferente.

Fazendo uma espécie de simbiose entre alguns dos melhores aspetos do rock alternativo e um experimentalismo cru, mas temperado com variadas referênciasque nos permitem aceder a uma dimensão musical superior, Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é um caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no universo sonoro ao qual dão vida, projetando ao longo do alinhamento desta estreia, com uma invulgar sagacidade, inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:22

Kissing Party - Justine vs New Glue

Terça-feira, 30.06.15

Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os Kissing Party, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Depois de terem divulgado Trash, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de rock de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da dream pop, agora chegou a vez de nos deliciarem com Justine e New Glue, mais dois singles do disco de estreia destes Kissing Party, que vê a luz do dia hoje mesmo. No primeiro tema, as vozes de Gregg Dolan e Dierdre Sage envolvem-se entre si, como os lábios num cigarro, e em New Glue a voz açucarada e quente de Dierdre perde todo o pudor e apresenta-se ao mundo exatamente como é, sem reservas ou concessões Bitch I'm perfect, canta ela... Yes, you are!, acrescento eu.

Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é o nome do trabalho de estreia destes Kissing Party, um compêndio sonoro de quinze canções que será certamente analisado por cá na altura. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:09

Kissing Party -Trash

Quinta-feira, 18.06.15

Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os Kissing Party, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Trash, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de rock de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da dream pop, é o primeiro single divulgado do disco de estreia destes Kissing Party, que vai ver a luz do dia no final deste mês de junho. Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é o nome desse trabalho, um compêndio sonoro de quinze canções que será certamente analisado por cá na altura. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:15

Mesita - XYXY EP

Sábado, 04.05.13


Um ano após o lançamento do álbum Coyote, o norte americano Mesita, ou seja, o músico de vinte e quatro anos James Cooley, natural de Denver, no Colorado, acaba de divulgar um novo EP. A belíssima coleção de quatro canções chama-se XYXY, foi lançada no passado dia vinte e três de abril e está disponível para download no bandcamp do músico, graças também à sempre louvável generosidade do mesmo.

Mesita é um projeto que tem em Sufjan Stevens e os Sea And Cake algumas das suas principais influências. O EP começa com Alone Is Okay, um tema introdutório e com um forte teor introspetivo, guiado por um piano muito melódico, alguns metais e a voz de James em falsete. Depois, Hostages mantém o mesmo piano, mas já inclui uma percussão sintetizada, com uma certa toada soul e a mesma voz de James, mas agora em coro, algo que amplia o pendor emocional do tema. De seguida chega o grande destaque do EP; Kingston é uma canção conduzida por uma percussão rápida e aditiva, acompanhado por um baixo em groove, um sintetizador cheio de loops e efeitos e a voz em eco e quase impercetível do músico a espalhar sensualidade e hipnotismo à canção. Para o fim, chega o tema homónimo, uma canção cheia de charme e com uma nova batida, também rápida mas com algumas variações e os efeitos metálicos de sempre, que incluem cordas e instrumentos de sopro.

XYXY são cerca de quinze minutos muito inspirados de um músico que entretanto já está de regresso ao estúdio para compôr e gravar novos temas pelo que em breve deverão haver novidades de Mesita para podermos disfrutar. Espero que aprecies a sugestão... 

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publicado por stipe07 às 22:01

The Epilogues - Cinematics

Sábado, 01.12.12

Os The Epilogues são uma banda indie norte americana, natural de Denver, no Colorado e formada por Chris Heckman (voz e guitarra), Nate Hammond (teclados e sintetizadores), Jason Hoke (bateria) e Jeff Swoboda (baixo). O grupo formou-se em 2008 e passou imenso tempo na estrada, tendo-se estreado ainda nesse ano com o EP The Beautiful The Terrifying. Depois, em 2009, deram a conhecer o EP The Friendship e lançaram no início do último mês de novembro Cinematics, através da Greater Than Collective.

Os The Epilogues admitem ser influenciados por nomes como os Radiohead, Muse ou Death Cab For Cutie (Em jeito de curiosidade, acrescento que o nome da banda foi inspirado numa canção desta última banda). E realmente, o rock experimental parece ser a principal influência do grupo. Têm ganho notoriedade em Denver, por serem considerados uma banda muito ativa e por darem excelentes concertos, sempre cheios de energia e vivacidade. Esse potencial sonoro e respetiva densidade emocional estão bem patentes no conteúdo de Cinematics, logo desde a abertura, com The Shadow King a ser guiada por uma guitarra, que depois, quando recebe a companhia da bateria, leva a música para um patamar que impressiona.

As mesmas guitarras aditivas, que também me recordam os tempos aúreos do principal projeto de Billy Corgan, denunciam paixão e maturidade no seio dos The Epilogues, guiam as restantes canções de Cinematics e fazem de todas elas potenciais singles, principalmente Hunting Season, canção já escolhida como single do disco e The Fallout.

Chris Heckman é o principal responsável pela escrita das canções que abordam sentimentos habituais e questões relacionadas com a perca, o isolamento e a introspeção. a conjugação destas ideais com a componente sonora faz com que tudo soe de forma sentida e, ao mesmo tempo, visceral, obrigando-nos a manter os The Epilogues debaixo dos nossos radares. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Shadow King
02. Call Me A Mistake
03. My Misinformed “John Hughes” Teenage Youth
04. Hunting Season
05. Foxholes
06. Paradigm Shift
07. Closer
08. Animals
09. The Fallout
10. Cinematics
11. The Keene Act
12. The Wondrous World Of Will Dupree
13. Saboteur

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publicado por stipe07 às 21:52

Kramies – The European EP

Sábado, 14.01.12

Natural do Colorado, Kramies lançou no passado dia vinte e dois de novembro um pequeno EP de cinco canções chamado European, que descobri há poucos dias e rapidamente chamou-me a atenção. Produzido por Todd Tobias (Guided By Voices, Robert Pollard) e com a participação especial do guitarrista David Paolucci, foi lançado em formato digital e numa versão física limitada a cem unidades, idealizada pelo ilustrador australiano Stuart Medley.

As canções de The European assentam numa belíssima voz, quase sempre enquadrada por uma viola. Juntos constroem um quadro musical brilhante, épico e delicado que começa a ser pintado logo com Intro, canção onde um padrão simples cíclico de guitarra, piano e voz, tudo gradualmente alimentado por camadas de distorção, leva ao balanço sonoro majestoso e glacial da canção título, que garantidamente provoca alguns calafrios medulares. Inventors é o coração do álbum, uma balada sombria mas com uma intensidade subtil e o single Coal Miners Executive Club é um vórtice emocionalmente ressonante de pop construída em torno de uma progressão de acordes absolutamente desesperadas nos sintetizadores, levada para o céu com várias camadas sonoras de inúmeros instrumentos a serem constantemente adicionadas à canção. Antiquariam Days encerra o EP com uma guitarra carregada de loops mas gentil, originando uma melodia intemporal e difícil de definir. Espero que aprecies a sugestão...

01. Intro
02. The European
03. Inventors
04. Coal Miners Executive Club
05. Antiquarian Days

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publicado por stipe07 às 14:38

Flashlights - Hidden Behind Trees EP

Sexta-feira, 21.10.11

Os Flashlights são uma dupla natural do Colorado, formada por Ethan Converse e Sam Martin e lançaram no passado dia seis de junho o EP Hidden Behind Trees, através da Binary Records.

A sonoridade dos Flashlights insere-se na synth pop e na chillwave e este EP, disponível no Bandcamp da banda, soa exatamente ao que a capa do disco sugere. Ouvi-lo é sentir que estamos numa ilha tropical e rodeados de sons vintage sintetizados e melodias pop que, por muito estranho que pareça, poderão fazer-te dançar e querer dormir ao mesmo tempo. Espero que aprecies a sugestão...

Holidays

New Hampshire

Glowing Eyes

Canoea

Apple Trees

Flashlights - Hidden Behind Trees by Binary Entertainment

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publicado por stipe07 às 21:30






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