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Meltt – In Your Arms

Terça-feira, 09.12.25

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na nossa mira.

MELTT – ARTIST SPOTLIGHT AND BAND INTERVIEW

No início do passado mês de agosto os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo também não sucedeu com Goodbye, a composição que a banda disponibilizou um mês depois, assim como com By Your Side, a composição que partilhámos no final de outubro último e também com In Your Arms, a cançã que o projeto acaba de revelar. No entanto, tendo em conta o calendário e a sequência destes quatro lançamentos, parece-nos provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deve estar para breve.

Olhando então para o conteúdo sonoro de In Your Arms, uma composição misturada por Chris Coady e masterizada por Joe LaPorta, são pouco mais de quatro minutos de indie folk experimental, eminentemente etérea e contemplativa, com um travo oitocentista ímpar. Cordas reluzentes, uma bateria sóbria e diversos entalhes sintéticos oferecem-nos uma soberba imagem de paz e tranquilidade, enquanto a canção versa sobre a importância dos momentos que passamos com aqueles que são mais importantes para nós e aceitam envelhecer ao nosso lado. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:06

Cootie Catcher - Straight Drop

Sábado, 06.12.25

As origens dos canadianos Cootie Catcher remontam a dois mil e catorze, ano em que a baixista Anita Fowl e o guitarrista Nolan Jakupovski deram as mãos para arrancar um novo projeto de indie pop experimental e eletrónica, ao qual se juntaram, pouco depois, a DJ Sophia Chavez e o baterista Joseph Shemoun.

pic by Colin Medley

Sedeados em Toronto, os Cootie Catcher estrearam-se nos lançamentos discográficos em plena pandemia, em dois mil e vinte e um, com o EP 1234, que teve sequência já no início deste ano de dois mil e vinte e cinco, com o disco de estreia, um trabalho intitulado Shy At First, que chamou de imediato a atenção geral e da crítica especializada, colocando-os, definitivamente, debaixo dos holofotes mais atentos e, agora, no final do ano, também dos nossos, devido a um novo single intitulado Straight Drop.

Esta nova canção divulgada pelos Cootie Catcher é o primeiro avanço revelado de Something We All Got, o sempre difícil segundo disco do quarteto, um alinhamento com catorze canções, que vai chegar aos escaparates a vinte e sete de fevereiro próximo, com a chancela da Carpark Recordings.

Straight Drop é uma composição vibrante, vigorosa e ruidosa, conduzida por um baixo encorpado, uma bateria frenética e guitarras distorcidas com astúcia. Mas o tema impressiona principalmente pelo modo subtil como alguns entalhes sintéticos vão sendo adicionados a um perfil sonoro que assenta naquele indie rock colegial garageiro genuíno, que encontra fortes reminiscências nas melhores propostas do género da última década do século passado e ao qual não falta, para abrilhantar o resultado final, um curioso travo punk. Confere Straight Drop e o artwork e a tracklist de Something We All Got...

Loiter for the love of it
Lyfestyle
Straight drop
From here to halifax
No biggie
Rhymes with rest
Quarter note rock
Take me for granted
Wrong choice
Gingham dress
Puzzle pop
Stick figure
Going places
Pirouette

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publicado por stipe07 às 16:53

Jaguar Sun e Jesse Maranger – Blossom EP

Quarta-feira, 03.12.25

Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um álbum com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.

Jaguar Sun And Jesse Maranger

Já na primavera deste ano de dois mil e vinte e cinco, e cerca de quatro anos após o sempre dificil segundo disco, Jaguar Sun regressou ao nosso radar com uma nova canção intitulada Thousand Sun e volta agora a fazê-lo de mãos dadas com o cantor conterrâneo Jesse Merenger. Juntos incubaram um EP com quatro canções intitulado Blossom, perfeito para ouvirmos em looping sempre que quisermos refugiar-nos em algo aconchegante e, simultaneamente, deixar um pouco de lado este estranho mundo em que vivemos.

As quatro canções de Blossom tanto exalam intimidade como expansividade e vigor. Melodicamente felizes, nelas linhas de guitarras acústicas, com um timbre texturalmente rico, intenso e impressivo e algumas subtis sintetizações, simultaneamente cósmicas e delicadas, sustentam quase quinze minutos que entre um indie pop ecoante e psicadélico e um alt-folk intimista e bastante sensorial, ressoam nos nossos ouvidos como uma espécie de celebração da persistência nas nossas convicções e nos nossos sonhos.

A riqueza luminosa e deslumbrante das cordas que iluminam o maravilhoso percurso melódico feito por April Air, o clima nostálgico e clássico da encantadora Different Light, a imersiva e tremendamente textural When I Was Young, o tema do EP em que melhor sobressai o famoso timbre adocicado de Jesse e a astuta Move On, uma canção com elevado travo folk, assente em cordas luminosas, um baixo discreto, mas omnipresente e diversos entalhes rugosos proporcionados por teclas e bateria, são lindíssimas partes de uma soma que, no seu todo, formam um longo, revigorante e relaxante arfar sonoro, incubado por dois mestres na criação de canções sempre íntimas, melancolicamente reluzentes e particularmente gráficas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:34

Wintersleep – I Got A Feeling

Quinta-feira, 20.11.25

Os canadianos Wintersleep estão a comemorar quase década e meioa de carreira e, depois do registo In The Land Of, lançado em dois mil e dezanove, vão regressar ao formato longa duração a vinte e sete de março do próximo ano com Wishing Moon, o oitavo álbum da carreira deste projeto liderado pelo guitarrista e vocalista Paul Murphy, atualmente acompanhado pelo guitarrista Tim D’Eon, o teclista Jon Samuel, o baixista Chris Bell e o baterista Loel Campbell.

Com um alinhamento de doze canções, Wishing Moon foi gravado nos estúdios de Nicolas Vernhes, que também produziu o disco, perto de Pioneertown, nos arredores do deserto do Majoave e terá a chancela da Dine Alone Records.

I Got A Feeling é o mais recente single retirado do alinhamento de Wishing Moon em formato single. É uma vigorosa canção, com um andamento frenético e impetuoso, sustentado por um baixo imponente, riffs de guitarras incandescentes e um espírito interpretativo que, entre o emo rock colegial e o garage, nos oferece quase três minutos e meio plenos de tensão, de energia e de majestosidade, sempre com um sentido emotivo muito pronunciado. Confere I Got A Feeling e o artwork e o alinhamento de Wishing Moon...

01 Wishing Moon
02 Stranger Now
03 I Got A Feeling
04 Wait For The Tide
05 My Mind Always
06 Gale
07 After You
08 Abyss
09 Redrawn
10 You & I
11 All Eyes
12 Like A God

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publicado por stipe07 às 16:37

ARK IDENTITY – Deluxe Nightmare EP

Sexta-feira, 31.10.25

ARK IDENTITY é o nome do projeto a solo liderado por Noah Mroueh, um músico natural de Toronto e que, de modo bastante cinematográfico, emotivo e realista, é exímio a criar música pop que parece servir para banda sonora de uma representação retro de um futuro utópico e imaginário, enquanto se serve do catálogo de nomes tão díspares como Tame Impala, Oasis, Bon Iver, Foster the People ou os The Beatles, para materializar tão singular propósito.

ARK IDENTITY Finds Beauty in the Chaos on Surreal New 'Deluxe Nightmare' EP,  Helmed by Cathartic Title Track — Click Roll Boom

O projeto está de regresso aos lançamentos discográficos, em formato EP, com um alinhamento de seis canções intitulado Deluxe Mightmare, um título bastante sugestivo e apropriado para este dias.

Produzido por Giordan Pastorino e com a guitarra na linha da frente do processo de construção melódica dos temas, Deluxe Nightmare impressiona os ouvintes mais incautos pelo modo como Noah, um artista introvertido, melancólico e introspetivo, recria uma atmosfera algo inquietante, mas sem ser incómoda, enquanto reflete sobre a sua própria vida e, ao mesmo tempo, recria e descreve alguns eventos que o marcaram.

Oh My God é um tema exemplar neste contexto específico, já que surgiu a partir de um momento de reflexão sobre a sua própria vida, escolhas passadas e arrependimentos, um exercício autoreflexivo alimentado por som atmosférico com uma elegância ímpar e plena de groove, sustentado em sintetizações cósmicas, abrasivas e planantes, um baixo exemplarmente arritmado e cordas charmosas, uma luminosidade intensa e sedutora que, num registo ecoante e esvoaçante, coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.

Depois, Still In Love já nos oferece uma perspetiva mais optimista e luminosa, tratando-se de um tema sonoramente luxuriante e riquíssimo em nuances e detalhes, vacilando algures entre um rock lisérgico e progressivo de forte pendor setentista e a tal pop atmosférica acima referida. Já I'm Still The Same volta a um registo mais imersivo, feito com cordas metálicas acústicas vibrantes, que vão recebendo diversos adornos subtis sintéticos e, no refrão, uma vasta pafernália de entalhes que conferem ao tema um ligeiro toque de epicidade, que acaba por ampliar o cariz emotivo da mensagem que o autor pretende transmitir, num tema que se debruça sobre o modo como devemos todos prestar mais atenção aos pequenos detalhes e às coisas simples da vida.

Deluxe Nightmare é, em suma, uma excelente proposta para quem quer escutar um naipe de canções inspiradas, reforçando a estética poética e não convencional de um projeto que sempre habitou a fronteira entre som e narrativa e que continua a expandir um catálogo que deambula constantemente entre o grotesco, o íntimo e o inclassificável. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:58

Meltt – By Your Side

Sexta-feira, 24.10.25

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na nossa mira.

MELTT – ARTIST SPOTLIGHT AND BAND INTERVIEW

No início do passado mês de agosto os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo também não sucedeu com Goodbye, a composição que a banda disponibilizou um mês depois, assim como como By Your Side, a composição que temos hoje para partilhar convosco. No entanto, tendo em conta o calendário e a sequência destes lançamentos, parece-nos provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deve estar para breve.

Olhando então para o conteúdo sonoro de By Your Side, são pouco mais de quatro minutos de indie folk experimental, eminentemente etérea e contemplativa, com um travo oitocentista ímpar, com cordas reluzentes, uma bateria sóbria e diversos entalhes sintéticos ia criarem uma soberba imagem de paz e tranquilidade, enquanto versa sobre a importância dos momentos que passamos com os amigos durante o verão, as memórias que esses instantes acabam por criar para sempre e como eles nos fazem sentir vivos e felizes. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:30

Preoccupations – MUR/PONR

Terça-feira, 14.10.25

Um dos discos que esteve em maior rotação na nossa redação na primavera deste ano foi Ill At Ease, um alinhamento de oito canções, assinado pelo projeto canadiano Preoccupations, formado por Matt Flegel, Mike Wallace, Scott Munro e Daniel Christiansen, que já se chamou Viet Cong ainda nesta vida e que tem estado permanentemente na linha da frente da reinvenção do rock.

pic by Loicia Samson

Ill At Ease teve a chancela da Born Losers, a etiqueta do próprio grupo que cessou a sua ligação à Jagjaguwar e estava recheado de momentos altos que terão resultado de um profícuo processo criativo que, como é costume, terá dado origem a canções que acabaram por ficar de fora do registo.

Em boa hora os Preoccupations lembraram-se de olhar para essas sobras e acabaram por revelar duas delas, os temas MUR e PONR, sucessivamente lados a) e b) de uma edição especial em vinil de sete polegadas e também digital, igualmente, como é óbvio, com a chancela da Born Losers.

Explosiva, abrasiva e vigorosa, criada, de acordo com a própria banda, com o intuito de recriar sonoramente aquilo que o nosso âmago sente em momentos de maior tensão e até pânico, MUR é uma canção excitante no modo como nos trespassa com um registo percussivo contundente e com guitarras abrasivas e exemplarmente eletrificadas. Já PONR, canção que versa sobre o modo como frequentemente nos sentimos desapontados com tudo aquilo que nos rodeia e, consequentemente, isso nos faz sentir vontade de mudar ou de recomeçar, oferece-nos um perfil sonoro um pouco mais contemplativo e atmosférico, com um modus operandi que coloca as fichas numa faceta um pouco mais pop, em que sintetizações planantes e guitarras com elevado travo psicadélico, marcam um forte posição na indução de um edifício melódico bastante convincente.

A audição de MUR e PONR como um todo sequencial, acaba por traduzir um saudável experimentalismo, feito à boleia de um exercício sonoro catárquico, onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, tudo isto aliado a um curioso sentido de estética, que fascina e seduz. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:15

Scott Orr – Geometry

Quarta-feira, 08.10.25

O canadiano Scott Orr é um dos nomes fundamentais da indie mais melancólica e introspetiva da América do Norte. Depois do excelente registo Worried Mind, um álbum com uma subtileza muito própria e contagiante e que marcou o ano discográfico de dois mil e dezoito, Orr dedicou-se a lançar alguns singles avulsos, através da editora independente canadiana Other Songs Music Co., uma etiqueta indie independente de Hamilton no Ontário, terra natal deste extraordinário músico e compositor.

Scott Orr – Worried Mind (Album Review) | Folk Radio UK - Folk Radio UK

Há cerca de dois anos atrás, em dois mil e vinte e três, Scott Orr regressou aos discos com um alinhamento de canções intitulado Horizon e que foi produzido pelo próprio Orr. Era um disco intimista e aconchegante, feito com um delicioso naipe de canções que, num misto de folk e eletrónica de cariz eminentemente ambiental, nos embalaram e emocionaram.

A maioria das canções de Horizon tinham sido construídas à sombra de um borbulhante sintetizador, que ia recebendo diversos efeitos percussivos e outros arranjos inspirados. Era um modus operandi concebido com uma intimidade muito própria e contagiante, que agora se repete em Geometry, o novo single de Scott Orr e o primeiro sinal de vida depois de Horizon.

Geometry são quase seis minutos minuciosamente concebidos de modo a encarnarem um diálogo a dois, ao mesmo tempo que analisam e alimentam a conexão única que existe entre ambos. Exemplarmente interpretado, o tema é dominado por uma toada instrumental eminentemente sintética, assegurada por teclas assinadas por Gareth Inkster e por uma guitarra elétrica tocada por Jon Tornblom, cabendo ao próprio Scott Orr, além da voz, comandar o baixo, algumas sintetizações e o registo percussivo, curiosamente, uma das mais valias da canção.

De facto, em Geometry sobressai uma batida hipnótica, que se entrelaça com o charme inconfundível da voz de um músico maduro e capaz de nos fazer despertar aquelas recordações que guardamos no canto mais recôndito do nosso íntimo e que em tempos nos proporcionaram momentos reais e concretos de verdadeira e sentida felicidade, ou, no sentido oposto, de angústia e depressão e a necessitarem de urgente exercicío de exorcização para que consigamos seguir em frente.

Geometry demonstra, uma vez mais, o modo sagaz como Orr é capaz de nos colocar a olhar o sol de frente com um enorme sorriso nos lábios, mas também de desafiar o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas no convite que nos endereça, muitas vezes, à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal, ou no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito, quando opta por uma toada mais realista e racional. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:40

ARK IDENTITY – I’m Still The Same

Quarta-feira, 01.10.25

ARK IDENTITY é o nome do projeto a solo liderado por Noah Mroueh, um músico natural de Toronto e que, de modo bastante cinematográfico, emotivo e realista, é exímio a criar música pop que parece servir para banda sonora de uma representação retro de um futuro utópico e imaginário, enquanto se serve do catálogo de nomes tão díspares como Tame Impala, Oasis, Bon Iver, Foster the People ou os The Beatles, para materializar tão singular propósito.

ARK IDENTITY Reflects on a Changing Past Lover with Emotive Debut Release, “Eyes”

Depois de quase no ocaso de maio ter rodado por cá com insistência Oh My God, o quarto tema que o músico canadiano revelou este ano e que foi produzido por Giordan Postorino, no início de julho escutámops Still In Love, um tema sonoramente luxuriante e riquíssimo em nuances e detalhes, vacilando algures entre um rock lisérgico e progressivo de forte pendor setentista e aquela pop atmosférica, feita com uma elegância ímpar e plena de groove. Desde riffs de guitarras abrasivas e charmosas, até sintetizações cósmicas, Still In Love continha uma luminosidade intensa e sedutora, enquanto versava sobre a dificuldade que todos sentimos em deixar de amar alguém que não nos quer ao seu lado.

Agora, quase três meses depois, temos a oportunidade de contemplar mais um tema assinado por este projeto ARK Identity. Trata-se de I'm Still The Same, mais uma paisagem sonora bastante imersiva, feita de cordas metálicas acústicas vibrantes, que vão recebendo diversos adornos subtis sintéticos e, no refrão, uma vasta pafernália de entalhes que conferem ao tema um ligeiro toque de epicidade, que acaba por ampliar o cariz emotivo da mensagem que o autor pretende transmitir, num tema que se debruça sobre o modo como devemos todos prestar mais atenção aos pequenos detalhes e às coisas simples da vida. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:52

Meltt – Goodbye

Quinta-feira, 11.09.25

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na mira.

Meltt

No início do último mês de agosto os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo volta a suceder com Goodbye, a nova composição que a banda disponibilizou por estes dias, mas parece provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deve estar para breve.

Goodbye são três minutos e meio de indie rock clássico, com uma vincada tonalidade psicadélica e progressiva e com um travo nostálgico indesmentível, no modo como coloca em declarado ponto de mira algumas das principais caraterísticas daquela pop lisérgica, mas também épica e vibrante, que fez escola no início da década de oitenta do século passado.

De facto, em Goodbye, Uma bateria com ímpar groove, um baixo vincado e uma guitarra preenchida com um efeito metálico luminoso e pleno de soul, acamam diversos efeitos sintéticos, com o registo vocal ecoante e emotivo de Chris Smith e um refrão grandioso, a rematarem com exemplar bom gosto uma composição vibrante e, como tem sido norma nos Meltt, charmosamente psicadélica. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:41






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