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Father John Misty - The Old Law EP

Segunda-feira, 12.01.26

Um dos grandes discos do ano de dois mil e vinte e quatro foi, sem dúvida, Mahashmashana, o sexto compêndio de originais da carreira do músico norte-americano Josh Tillman, que assina a sua música como Father John Misty. Esse álbum, com oito canções, foi produzido pelo próprio Father John Misty e por Drew Erickson e dissertava sobre o momento civilizacional atual e a ténue fronteira que todos nós sabemos que existe entre e vida e a morte, considerando, o autor, que temos os nossos arraiais assentes em Mahashmashana, (महामशान) uma palavra em sânscrito que significa grande campo de cremação. E, de facto, este registo oscilava entre canções com um intenso espírito roqueiro, viçoso, inquieto e irrequieto e baladas de elevado pendor melodramático e quase desesperante, sendo transversal a todo o registo uma permanentes sensação de tensão e de inquietude, que personifica, de certa forma, a tal fronteira ténue em que vivemos.

Father John Misty, photo by Bradley J. Calder

pic by Bradley J. Calder

Agora, cerca de catorze meses depois do lançamento de Mahashmashana, Father John Misty regressa ao nosso radar devido a um EP intitulado The Old Law que, tendo a chancela do consórcio Bella Union e Sub Pop Records, contém um novo tema original do autor, que dá nome ao registo, acompanhado de dois dos momentos mais altos de Mahashmashana, as canções Josh Tillman And The Accidental DoseI Guess Time Just Makes Fools Of Us All.

Este tema The Old Law, que já se chamou The God's Trash, foi produzido, uma vez mais, por Drew Erickson e pelo próprio Josh Tillman, misturado por Michael Harris e Jonathan Wilson nos estúdios Fivestar Studios, em Los Angeles e masterizado por Adam Amyan. É uma canção vigorosa e enleante, conduzida por uma guitarra agreste, exemplarmente entrelaçada com o piano e a bateria, num resultado final com um ímpar travo psicadélico, aprimorando, como não podia deixar de ser, a ímpar capacidade que Tillman tem demonstrado ultimamente para  criar sobreposições orgânicas e sintéticas e jogos de sedução entre sons das mais diversas proveniências, sempre com a mira apontada ao rock sessentista e ao clima mais experimental e progressivo da década seguinte, fazendo-o com um charme inconfundível. Confere...

01. The Old Law
02. Josh Tillman And The Accidental Dose
03. I Guess Time Just Makes Fools Of Us All

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publicado por stipe07 às 13:31

GRMLN – Sad Christmas

Quinta-feira, 11.12.25

Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas e artistas aproveitam para gravar temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de clássicos, ou originais escritos propositadamente para a ocasião. E nós, como também é habitual, cá estamos, ano após ano, para ir divulgando algumas das propostas mais interessantes do género, que podem dar um colorido diferente a esta época tão especial e que também se costumam materializar no formato programa de rádio deste blogue, que vai para o ar todas as semanas, na Paivense FM.

Demos o pontapé de saída na safra natalícia de dois mil e vinte e cinco na semana passada, com o norueguês King Hüsky, o nome do projeto a solo de Vidar Landa, guitarrista da aclamada banda de metal norueguesa Kvelertak e também um dos mais importantes membros do projeto de indie rock Beachheads, à boleia de December95, uma canção criada propositadamente para a época especial que se aproxima e que está disponível para aquisição e audição gratuita na página bandcamp do músico, assim como nas plataformas digitais habituais.

O segundo tema relacionado com o Natal que temos para partilhar convosco chama-se Sad Christmas. É assinado pelo projeto GRMLN, encabeçado pelo artista Yoodoo Park, nascido em Quioto, no Japão, mas a residir em Orange County, no sul da Califórnia e que esteve particularmente ativo e com uma veia criativa assinalável, durante dois mil e vinte e quatro e já no início deste ano, um processo criativo que deu vários frutos, entre eles um álbum recente intitulado A Beautiful Place To End, disponível na página bandcamp do artista.

Quanto a Sad Christmas, trata-se de um portento de acusticidade intimista e minimalista, em que as cordas de uma viola e a voz envolvente de Park, sustentam um tema com todos os ingredientes de uma típica canção de natal luminosa, nostálgica e sorridente e com uma tonalidade muito peculiar e distintiva. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

Helado Negro – The Last Sound On Earth EP

Quinta-feira, 13.11.25

Pouco mais de ano e meio depois de PHASOR, um disco que esteve em alta rotação na nossa redação no ocaso do inverno de dois mil e vinte e quatro, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, está de regresso com o anúncio do lançamento de Last Sound on Earth, um novo EP deste artista filho de emigrantes equatorianos e radicado há vários anos nos Estados Unidos. É um registo com cinco canções que viu recentemente a luz do dia com a chancela da Big Dada, a nova etiqueta de Lange.

Os cinco temas de Last Sound On Earth, têm como mote resultarem de um exercício reflexivo levado a cabo pelo artista, no qual imaginou quais seriam os últimos sons que escutaria antes de falecer. O filme Wavelength, assinado por Michael Snow, foi também, de acordo com Lange, um interruptor que acionou no âmago do músico sentimentos e emoções tão díspares como a esperança e o desespero, que acabaram por inspirar o conteúdo deste EP.

More, a composição que abre Last Sound on Earth, uma canção eminentemente sintética, que escorre com desmesurada rugosidade e vibração pelos nossos ouvidos, plena de distorções e de diversos efeitos e sons, alguns cavernosos, acamadas por uma batida plena de groove, dá o mote para o conteúdo filosófico e sonoro do registo, debruçando-se sobre o modo como todos nós, que vivemos numa sociedade tremendamente conetada nas redes sociais e no digital e no virtual, acabamos por nos afundar em instantes prolongados de angústia e de isolamento. Depois, Protector, outro tema eminentemente sintético e um verdadeiro festim de pop eletrónica, acentua o perfil. Por cima de uma batida abrasiva, acomodam-se diversos efeitos, nuances e detalhes, que criam um clima sonoro pleno de distorções, efeitos e sons, um estilo interpretativo que recria uma fronteira muito ténue entre o retro e o futurista, devido também ao elevado espírito lo-fi que exala e que se mantém na cosmicidade ecoante e frenética de Send Receiver, no fugaz sussurro de Zenith e no estilo ambiental e contemplativo de Don't Give It Up Now.

The Last Sound n Earth escorre com desmesurada rugosidade e vibração pelos nossos ouvidos, num resultado final eminentemente experimentalista, que recria um clima que encarna na perfeição o espírito muito particular e simbólico que Helado Negro pretenderá para esta nova etapa da sua carreira e da sua música, que parece ter a bússola definitivamente apontada para as máquinas. Espero que aprecies a sugestão...

01. More
02. Protector
03. Sender Receiver
04. Zenith
05. Don’t Give It Up Now

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publicado por stipe07 às 19:15

Helado Negro – Protector

Quarta-feira, 22.10.25

Pouco mais de ano e meio depois de PHASOR, um disco que esteve em alta rotação na nossa redação no ocaso do inverno de dois mil e vinte e quatro, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, está de regresso com o anúncio do lançamento de Last Sound on Earth, um novo EP deste artista filho de emigrantes equatorianos e radicado há vários anos nos Estados Unidos. Será um registo com cinco canções e irá ver a luz do dia a sete e novembro, com a chancela da Big Dada, a nova etiqueta de Lange.

Os cinco temas de Last Sound On Earth, têm como mote resultarem de um exercício reflexivo levado a cabo pelo artista, no qual imaginou quais seriam os últimos sons que escutaria antes de falecer. O filme Wavelength, assinado por Michael Snow, foi também, de acordo com Lange, um interruptor que acionou no âmago do músico sentimentos e emoções tão díspares como a esperança e o desespero, que acabaram por inspirar o conteúdo deste EP.

No final de setembro passou por cá More, a composição que abre Last Sound on Earth e que se debruçava sobre o modo como todos nós, que vivemos numa sociedade tremendamente conetada nas redes sociais e no digital e no virtual, acabamos por nos afundar em instantes prolongados de angústia e de isolamento.

Agora, cerca de três semanas depois, seguimos a ordem do alinhamento do EP e temos para escuta Protector, um tema eminentemente sintético e um verdadeiro festim de pop eletrónica. Por cima de uma batida abrasiva, acomodam-se diversos efeitos, nuances e detalhes, que criam um clima sonoro pleno de distorções, efeitos e sons, um estilo interpretativo que recria uma fronteira muito ténue entre o retro e o futurista, devido também ao elevado espírito lo-fi que exala. Protector escorre com desmesurada rugosidade e vibração pelos nossos ouvidos, num resultado final eminentemente experimentalista, que recria um clima que encarna na perfeição o espírito muito particular e simbólico que Helado Negro pretenderá para esta nova etapa da sua carreira e da sua música, que parece ter a bússola dfinitivamente apontada para as máquinas. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:51

Helado Negro - More

Segunda-feira, 29.09.25

Pouco mais de ano e meio depois de PHASOR, um disco que esteve em alta rotação na nossa redação no ocaso do inverno de dois mil e vinte e quatro, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, está de regresso com More, o novo single deste filho de emigrantes equatorianos radicado há vários anos nos Estados Unidos. More antecipa o lançamento de Last Sound on Earth, um novo EP do artista. Será um registo com cinco canções e irá ver a luz do dia a sete e novembro, com a chancela da Big Dada, a nova etiqueta de Lange.

Mountains, Machines & Mushrooms: Helado Negro Talks New Album 'Phasor'

Os cinco temas de Last Sound On Earth, têm como mote resultarem de um exercício reflexivo levado a cabo pelo artista, no qual imaginou quais seriam os últimos sons que escutaria antes de falecer. More é uma dessas composições, debruçando-se particularmente sobre o modo como todos nós, que vivemos numa sociedade tremendamente conetada nas redes sociais e no digital e no virtual, acabamos por nos afundar em instantes prolongados de angústia e de isolamento. O filme Wavelength, assinado por Michael Snow, foi também, de acordo com Lange, um interruptor que acionou no âmago do músico sentimentos e emoções tão díspares como a esperança e o desespero, que acabaram por inspirar o conteúdo deste EP.

Sonoramente, More é uma composição eminentemente sintética, que escorre com desmesurada rugosidade e vibração pelos nossos ouvidos, plena de distorções e de diversos efeitos e sons, alguns cavernosos, acamadas por uma batida plena de groove, num resultado final eminentemente experimentalista e que recria um clima que encarna na perfeição o espírito muito particular e simbólico que Helado Negro pretenderá para esta nova etapa da sua carreira e da sua música.

Confere More e o vídeo do tema assinado por Annapurna Kumar, e o artwork e a tracklist de Last Sound on Earth EP...

More
Protector
Sender Receiver
Zenith
Don’t Give It Up Now

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publicado por stipe07 às 17:07

Lord Huron – The Cosmic Selector Vol. 1

Quinta-feira, 25.09.25

Natural de Okemos, no Michigan, Ben Schneider encabeça o conceituado projeto Lord Huron, atualmente sedeado em Los Angeles, na Califórnia e que se estreou em dois mil e doze com o registo Lonesome Dreams, que foi amplamente aclamado pela crítica e que teve a chancela da Play It Again Sam Recordings. Agora, em dois mil e vinte e cinco, Lord Huron está de regresso à ribalta com The Cosmic Selector Vol. 1, o quinto disco da do grupo e que tem a chancela da Mercury Recordings.

Pic by Cole Silberman

Com uma discografia já bastante sólida e com uma vasta legião de seguidores fiéis, este projeto Lord Huron solidifica em The Cosmic Selector Vol. 1, com notável eficácia, a elevada bitola qualitativa do seu catálogo, à boleia de doze canções que, em quase cinquenta minutos, nos presenteiam com canções que calcorreiam caminhos tão díspares como a folk introspetiva, o rock alternativo e o rock progressivo e o próprio jazz.

Se The Cosmic Selector Vol. 1 abre de modo intimista e melancólico com a ecoante Looking Back, tema em que ressalta uma acústica dedilhada, enquanto texturas rodopiantes flutuam pelo campo estéreo, logo a seguir em Bag Of Bones, a agulha muda para territórios mais intrincados e encorpados. Trata-se de uma composição que balança num curioso misto entre intimidade e epicidade, lisergia e opulência, uma mistura alicerçada num inspiradíssimo acerto melódico, feito de cordas empolgantes, uma bateria envolvente, uma harmónica insinuante mas segura e diversos efeitos conferidos por uma guitarra plena de soul,  imponente e que ciranda por ali, algures entre alguns dos melhores tiques identitários da típica folk norte-americana e aquele rock mais progressivo, que olha para a década de setenta do século passado com particular gula.

Depois deste início tão prometedor, damos de caras com a folk na sua mais pura essência à boleia de Nothing I Need, um luminoso e radiante oásis de cordas acústicas e onde não falta sequer o banjo e a harmónica. Depois, enquanto o disco flutua por atmosferas ou algo nebulosas, ou mais radiantes, damos de caras com um piscar de olhos efusivo à pop em Who Laughs Last, uma canção que conta com a participação especial vocal de Kristen Stewart e que impressiona pelo modo como o refrão se insinua e cresce em arrojo e emotividade. 

Outro dos grandes momentos do disco é Fire Eternal, mais uma canção melodicamente inspiradíssima e que conta com outra participação especial, neste caso de Kazu Makino. Fire Eternal navega novamente nas águas límpidas de uma pop que, neste caso, exala uma tremenda sensualidade, muito por causa de um insolente e insinuante piano e de um registo vocal tremendamente adocicado.

Até ao ocaso do disco, o piscar de olhos ao indie alternativo noventista, feito com guitarras fluídas e sobrepostas com mestria, em Used To Know e o clima eminentemente clássico e nostálgico que sustenta a imponência de Life Is Strange, são outros instantes maravilhosos deste The Cosmic Selector Vol. 1, um disco fantástico e cheio de nuances, mas também íntimo, profundo, reflexivo. É um registo repleto de laivos musicais de excelência e que proporcionam ao ouvinte muitas boas sensações, que só a vivência da audição consegue suscitar e descrever com detalhe. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:44

Cass McCombs – Interior Live Oak

Terça-feira, 23.09.25

Presença assídua na nossa redação e neste espaço de crítica e divulgação musical, Cass McCombs está de regresso aos discos em dois mil e vinte e cinco à boleia de Interior Live Oak, o décimo primeiro álbum deste artista natural de Concord, na Califórnia e que tem a chancela da Domino Recordings.

Cass McCombs - Interior Live Oak (2025) - mente cultural

Interior Live Oak é um álbum com dezasseis canções, inspirado no nome de uma árvore nativa do norte da Califórnia. O registo conta com as participações especiais de nomes como Jason Quever (Papercuts), Chris Cohen, Matt Sweeney e Mike Bones. Para incubar o alinhamento do registo, McCombs foi vasculhar alguns inéditos antigos do seu catálogo, que resultaram de intensos e profícuos períodos de experimentação livre e sem contrangimentos e que ainda não tinham visto a luz do dia. Deu-lhes uma nova roupagem e polimento, com o resultado final a comprovar que estamos, de fato, na presença de um nome fundamental da indie folk contemporânea, ao mesmo tempo que demonstra a enorme versatilidade do autor como letrista e compositor, até porque o jazz, o blues e o próprio rock, quer clássico, quer alternativo, também vagueiam por aqui, muitas vezes sem despudor.

Cometa repleto de brilho e de cor, Interior Live Oak é, portanto, uma verdadeira experiência imersiva e metafórica, plena de densidade, onde muitas vezes o acústico e o elétrico se confundem. É um disco otimista e feliz e que transmite esperança, vigor e aconchego, ao longo de quase setenta e cinco minutos assentes num vasto oceano de nostalgia que se espraia nos nossos ouvidos com particular deleite.

Canções como a frenética Juvenile, composição plena de groove e conduzida por um teclado pueril e com um charme enleante, Peace, tema em que Cass McCombs, habituado a apontar a mira aos pilares essenciais da mais pura indie folk, fez uma ligeira e feliz inflexão para territórios mais exuberantes e elétricos, através de guitarras frenéticas, acústicas e ligeiramente distorcidas, Priestess,  um tema que sobrevive à boleia do maravilhoso timbre uma guitarra que assenta naquela vibração que carateriza o melhor indie tipicamente americano, ou I Never Dream About Trains, uma composição eminentemente intimista e contemplativa, conduzida por um melancólico piano, exemplarmente acompanhado por uma bateria com um elevado pendor jazzístico, num resultado final que encarna um inebriante instante sonoro de indie soul, com um forte e intenso cariz sentimental e reflexivo, são apenas quatro exemplos felizes da elevada bitola qualitativa de um disco que tem também como grande trunfo transportar-nos constantemente para o tradicional jogo de sons e versos que caracterizam este artista tão eclético, inspirado e, no fundo, inspirador.

O estilo encorpado, rugoso e até quase cavernoso do tema homónimo, feito de uma espécie de punk folk carregado de psicadelia, em que uma guitarra desgovernada e um baixo corpulento ditam as suas leis, quase ao acaso, acaba por ser uma excelente forma de encerrar um disco generoso e esteticamente inquietante, porque não lhe falta diversidade. Mas também é um trabalho emocionalmente acolhedor, porque tem uma estética conselheira e dialogante que não é de descurar. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 18:19

Cold War Kids – Hyperempathy

Segunda-feira, 22.09.25

Depois de no ano passado terem comemorado vinte anos de carreira com uma digressão interna, os norte-americanos Cold War Kids de Nathan Willett, Matt Maust, David Quon, Matthew Schwartz e Joe Plummer, estão de regresso ao nosso radar em dois mil e vinte e cinco com um par de novas canções, que surgem  dez anos depois do disco Hold My Home, lançado em dois mil e catorze e que foi, nessa época, dissecado minuciosamente na nossa redação.

Cold War Kids performing at the Byron Bay Bluesfest in Australia, 2016

Assim, depois de no passado mês de julho termos tido a oportunidade de escutar Any Day Now, canção que prestava tributo ao amigo e produtor da banda Richard Swift, que faleceu em dois mil e dezoito, um desaparecimento que deixou um enorme impacto no seio do projeto, já que era uma pessoa muito querida de todos e uma peça fundamental na engrenagem Cold War Kids, agora chega a vez de escutarmos Hyperempathy, um tema dominado por um imponente piano, que além de ser o líder do edifício melódico, também como marcador do registo percussivo. Depois, o modo como essas teclas e a bateria se cruzam sagazmente com guitarras insinuantes, mas sempre enérgicas, são outros atributos de uma canção que vai crescendo em intensidade e que culmina num resultado final poderoso e orquestral. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 17:41

Cass McCombs – I Never Dream About Trains

Quarta-feira, 20.08.25

Presença assídua na nossa redação e neste espaço de crítica e divulgação musical, Cass McCombs está de regresso ao nosso ouvido à boleia de I Never Dream About Trains, o último avanço divulgado de Interior Live Oak, o disco que o músico lançou há alguns dias e que irá ser brevemente dissecado com minúcia neste espaço de crítica e divulgação musical e, já agora, o primeiro tomo de originais do artista natural de Concord, na Califórnia, com a chancela da Domino Recordings.

De Interior Live Oak, um álbum com dezasseis canções, já passaram por cá os temas Peace e Priestess, antes de I Never Dream About Trains. Peace era uma canção em que Cass McCombs, habituado a apontar a mira aos pilares essenciais da mais pura indie folk, fez uma ligeira e feliz inflexão para territórios mais exuberantes e elétricos, com guitarras frenéticas, acústicas e ligeiramente distorcidas. Em Priestess, o músico norte-americano ofereceu-nos um tema em que sobrevive à boleia do maravilhoso timbre uma guitarra que exala um vasto oceano de nostalgia que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte e com aquela vibração que carateriza o melhor indie tipicamente americano.

Quanto a I Never Dream About Trains, trata-se de uma composição eminentemente intimista e contemplativa, conduzida por um melancólico piano, exemplarmente acompanhado por uma bateria com um elevado pendor jazzístico, nuances que encarnam um inebriante instante sonoro de indie soul, com um forte e intenso cariz sentimental e reflexivo, que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte. Confere I Never Dream About Trains e o vídeo do tema assinado pela dupla Eugene Shakemup e M. Arnoux...

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publicado por stipe07 às 20:45

Cold War Kids – Any Day Now

Quinta-feira, 17.07.25

Depois de no ano passado terem comemorado vinte anos de carreira com uma digressão interna, os norte-americanos Cold War Kids de Nathan Willett estão de regresso ao nosso radar  com um novo tema intitulado Any Day Now, pouco mais de dez anos depois do disco Hold My Home, lançado em dois mil e catorze e que foi, nessa época, dissecado minuciosamente na nossa redação.

Cold War Kids performing at the Byron Bay Bluesfest in Australia, 2016

Any Day Now presta tributo ao amigo e produtor da banda richard Swift, que faleceu em dois mil e dezoito, um desaparecimento que deixou um enorme impacto no seio do projeto, já que era uma pessoa muito querida de todos e uma peça fundamental na engrenagem Cold War Kids.

Com a letra da canção a descrever factos relevantes da vida de Richard Swift, Any Day Now é um tema intenso. O piano é o líder do edifício melódico, servindo também como marcador de um registo percussivo dominante. Depois, o modo como essas teclas e a bateria se cruzam sagazmente com guitarras que mudam constantemente de sonoridade e distorção, são outra nuance importante de uma composição enérgica e que exala um elevado sentido de urgência e de impetuosidade, num resultado final poderoso e orquestral. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35






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