
Dan Casey, aka Yalls, é um mestre a manipular ruídos, texturas, massas instrumentais e as mais inusitadas particularidades sonoras. Dono de uma formação musical erudita, ele encontrou na eletrónica uma forma de sobressair e apaixonado pelas mais complexas formas sonoras produzidas, este músico natural de Berkeley, na Califórnia, acabou por encontrar o seu espaço particular dentro da vanguarda eletrónica que define muita da música norte americana atual. A sua estreia nos discos ocorreu na última primavera com United e agora, poucos meses depois, surpreende com EDDM, um EP com quatro canções, disponível no bandcamp, gratuitamente ou com a possiblidade de doares um valor pelo mesmo.
As quatro canções de EDDM são puros momentos experimentais, onde apenas se escuta uma voz e samplada em Voices. Os temas estão impregnados com uma eletrónica carregada de distorções e pesadas batidas que chocam com efeitos carregados de groove e toda a amálgama desorientada de texturas que possas imaginar, com Deadlocks como grande destaque dessa abordagem sonora plasmada no EP. No entanto, por exemplo na já referida Voices, ele também pôe mãos no movimento chillwave atual, onde flutua num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras, tornando-se ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens, que subsistem algures entre a eletrónica mais ambiental e minimal e uma certa toada com traços distintivos do R&B, do funk e até do hip hop.
Excelente complemento para se perceber para onde caminha Dan musicalmente, EDDM foi construído sobre camadas de efeitos, cheios de variações e diferentes instrumentos, detalhes que provam que estamos na presença de um músico inovador, que aprecia testar sonoridades e experimentações, sem ter o receio de ser apontado ou de o acharem uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações. Espero que aprecies a sugestão...
Editado no passado dia seis de maio através da Gold Robot Records, United é o primeiro álbum do produtor Dan Casey, aka Yalls, um mestre a manipular ruídos, texturas, massas instrumentais e as mais inusitadas particularidades sonoras. Dono de uma formação musical erudita, ele encontrou na eletrónica uma forma de sobressair e apaixonado pelas mais complexas formas sonoras produzidas, este músico natural de Berkeley, na Califórnia, acabou por encontrar o seu espaço particular dentro da vanguarda eletrónica que define muita da música norte americana atual.

Um dos melhores elogios que se pode começar por fazer a este disco é, após a audição, ter sido notória a perceção que Casey não tem uma especial preocupação por construir os temas com rigidez e com uma certa formatação, ou seja, o experimentalismo e a sensação de descartável não são envergonhados. Mas não é propriamente correto supor que o compositor não procura ser sério e minimamente coerente quando cria as suas canções, quase sempre carregadas de sentimentos melancólicos, até porque as criações deste produtor estão abrigadas por uma instrumentação sofisticada e simultaneamente com algo de retro e futurista, que nos colocam num ambiente que pode ir da pista de dança ao mais aconchegante sofá da divisão mais isolada e tranquila de nossa casa.
Logo na abertura, com a instrumental Safe Soundsz e, mais adiante, em Cooking e Butterfalls, percebe-se o forte cariz sintético da música de Yalls e mesmo quando a voz chega, em High Society, a mesma parece ser apenas mais um instrumento de que Casey se serve para alicerçar tudo aquilo que a sua imaginação lhe dita.
Sendo o disco dominado, na sua essência, por uma pop sintetizada de forte cariz eletrónico, é interessante perceber-se que há um piscar de olhos a outros espetros sonoros. Há uma certa tropicalidade em Warlords e no groove funky de DC, uma canção disponível para download na página do artista e músicas como Fresh Party ou Like a Foll são exemplos perfeitos para nos trasnportar aos dois mundos opostos citados acima e atestam, em conjunto, a enorme maturidade e confiança que parece definir a mente de Yalls, um músico que aprecia a combinação e a experimentação e fazer espraiar um verdadeiro jogo de texturas e distorções controladas pelos nossos ouvidos, sem nunca se entregar ao exagero.
Algures entre a eletrónica mais ambiental e minimal e uma certa toada pop, com traços distintivos do R&B, do funk e até do hip hop, as músicas de United são construídas sobre camadas de efeitos e uma percussão cheia de variações e diferentes instrumentos, detalhes que provam que cada componente das treze músicas está ali por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. United é um álbum inovador, atual, o terreno onde Yalls testou sonoridades e experimentações, certamente sem ter tido o receio de ser apontado ou de o acharem uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações. Espero que aprecies a sugestão...

Safe Soundsz
Leak On
High Society
DC
Fresh Part
Terrain
Warlords
Cooking
Unite
Butterfalls
Like A Fool
Finalized
Psychic Retreat (Digital Only Bonus Track)

Natural de Berkeley, o produtor Dan Casey assina como Yalls e além de editar música em nome próprio costuma colaborar em outros projetos, sempre com uma enorme bitola qualitativa. A seis de maio vai ser editado United, o seu disco de estreia, através da Gold Robot e High Society é um dos avanços revelados desse trabalho. A paisagem etérea e melancólica da canção, criada por uma nuvem de sintetizadores, uma bateria eletrónica e um solo de guitarra deslumbrante, impressiona e cria o ambiente perfeito para nos ajudar a recordar no mais íntimo de cada um de nós, alguns momentos de puro êxtase. High Society foi disponibilizada para download gratuíto. Confere...
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