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Gang Of Youths - tend the garden

Terça-feira, 16.11.21

Os Gang Of Youths são uma banda australiana formada por David Le'aupepe (vozes e guitarra), Max Dunn (baixo), Jung Kim (guitarra, teclados), Donnie Borzestowski (bateria) e Tom Hobden (violinos, teclados e guitarra). Kim é descendente de um casal coreano e norte-americana, Dunn é da Nova Zelândia, Borzestowski é descendente de um casal polaco e australiano, Hobden é de terras de Sua Majestade e o pai de Le'aupepe é natural da Samoa e a mãe uma austríaca com raízes judaícas. Sedeados em Sidney, estrearam-se nos discos em dois mil e quinze com o registo The Positions, que teve, à época, excelente aceitação da crítica.

This Week's Model — Gang of Youths, “Tend the Garden” – Coffee for Two

Em dois mil e vinte e um os Gang Of Youths têm estado particularmente ativos. Lançaram em julho o EP Serene e há algumas semanas atrás revelaram uma canção intitulada The Man Himself. Agora, em pleno outono no hemisfério norte, confirmam ter um novo álbum na forja. Chama-se Angel In Realtime, irá ver a luz do dia em fevereiro e dele já podemos escutar o single tend the garden.

Angel In Realtime encontra a sua grande inspiração no pai de David Le'aupepe, um nativo da Samoa, como já referi, que emigrou para a Austrália, tendo passado antes pela Nova Zelândia. O tema tend the garden debruça-se sobre o ofício desse Samoês, que era jardineiro e que exercia a profissão de modo apaixonado, colocando sempre um misto de energia e de sensibilidade nas suas criações, que ele considerava serem manifestações vivas de uma forma de arte única. Os Gang Of Youths quiseram encontrar a maior similaridade possível entre a canção e este modo de viver do pai de Le'aupepe e conseguiram-no porque é uma composição plena de exuberância e de majestosidade e que nos permite a absorção plena e dedicada de uma assumida quietude algo celestial, onde o retro se confunde com charme, uma simbiose à qual é impossível ficar indiferente, até porque se situa num patamar superior de abrangência. Confere tend the garden e o alinhamento de Angel In Realtime...

01 “you in everything”
02 “in the wake of your leave”
03 “the angel of 8th ave.”
04 “returner”
05 “unison”
06 “tend the garden”
07 “the kingdom is within you”
08 “spirit boy”
09 “brothers”
10 “forbearance”
11 “the man himself”
12 “hand of god”
13 “goal of the century”

 

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publicado por stipe07 às 19:10

Ball Park Music – Sunscreen

Quarta-feira, 03.11.21

Sete anos depois de termos analisado um disco com o curioso nome Puddinghead, voltamos a colocar os nossos holofotes sobre os Ball Park Music , uma banda oriunda de Brisbane, na Austrália, formada por Sam Cromack, Jennifer Boyce, Paul Furness, Daniel Hanson e Dean Hanson. Eles têm um novo single intitulado Sunscreen, o primeiro sinal de vida da banda depois do excelente disco homónimo que lançaram em dois mil e vinte e que foi, à altura, o sexto da carreira do projeto.

Ball Park Music Release New Single 'Sunscreen' Just In Time For Summer

Sunscreen tem na sua génese alguns dos cânones fundamtais do melhor indie rock contemporâneo. É uma vigorosa canção, sustentada numa bateria enleante, adornada por diversos efeitos deambulantes e uma guitarra com um perfil melódico algo rugoso, mas bastante intuitivo, um tema onde os arranjos e a combinação entre cordas, teclas, bateria e teclados e as mudanças de ritmo constantes impressionam verdadeiramente, mostrando que estes Ball Park Music são um grupo que tem realmente no seu seio músicos extremamente competentes e criativos. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:47

Dope Lemon – Stingray Pete

Segunda-feira, 20.09.21

Dois anos depois do excelente Smooth Big Cat, Angus Stone, um cantor, compositor e produtor australiano, nascido a vinte e sete de abril do já longínquo ano de mil novecentos e oitenta e seis e que também se tem notabilizado com a sua irmã, formando juntos o duo Angus & Julia Stone, está de regresso, dentro de dias, com um novo disco intitulado Rose Pink Cadillac, bem ainda a tempo de fazer furor e aquecer algumas das mentes mais irrequietas que se preparam para gozar o verão dos antípodas.

DOPE LEMON – Stingray Pete Lyrics | Genius Lyrics

Deste Rose Pink Cadillac acaba de ser divulgado Stingray Pete, já depois de termos tido a oportunidade de conferir o tema homónimo, Kids Fallin' In Love e Every Day is A Holiday. A quarta composição do disco e que merece destaque hoje, segue a linha das duas últimas referidas acima, já que aposta num registo sonoro particularmente intimista e recatado. A canção assenta numa bateria com uma indelével toada jazzística, que se cruza com sintetizações cósmicas ondulantes, que se espraiam de modo particularmente solarengo, sustentando um instante melódico de pura subtileza, sensualidade e encantamento. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:17

Husky - Meteorite

Quinta-feira, 26.08.21

Foi há já fez anos que fez furor nesta redação Forever So, um álbum dos australianos Husky, uma banda natural de Melbourne e formada, à altura, por Husky Gawenda (voz, guitarra), Gideon Preiss (teclados), Evan Tweedie (baixo) e Lucas Collins (bateria) e que figurou na lista dos melhores álbuns do ano para esta redação, graças a treze maravilhosas canções que formavam, no seu todo, uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas de outro tempo, salpicada com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provavam a sensibilidade desta banda para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana.

Husky - Meteorite Tour Tickets at Gasometer Bandroom (Collingwood, VIC) on  Thursday, 9 December 2021

Agora, quase no ocaso do verão de dois mil e vinte e um, os Husky voltam à carga com Meteorite, uma lindíssima canção, quente e intimista, repleta de delicadas camadas de sons e ritmos, um registo que exala uma forte vibe setentista, à boleia de um buliçoso piano lisérgico e um registo vocal tremendamente adoçicado, que comprova o já público amor que os Husky confessam sentir pela pop clássica, celebrizada por nomes tão influentes como Leonard Cohen, Paul Simon, The Doors, ou os Beach Boys. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:41

Courtney Barnett – Before You Gotta Go

Terça-feira, 17.08.21

Três anos depois do registo Tell Me How You Really Feel, que na altura sucedeu a Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, o feliz título do arrebatador disco de estreia, a australiana Courtney Barnet está de regresso em dois mil e vinte e um ao formato longa-duração com Things Take Time, Take Time, um alinhamento de dez canções produzido por Stella Mozgawa (Warpaint, Cate Le Bon, Kurt Vile) em Sidney e Melbourne e que irá ver a luz do dia a doze de novembro próximo, por intermédio do consórcio Mom+Pop Music/Marathon. Foi um disco concebido durante o período de confinamento, que Barnett aproveitou para se embrenhar a fundo na filmografia de Agnes Varda e Andrei Tarkovsky, leituras de livros e pinturas em aguarelas.

Courtney Barnett unveils new single Before You Gotta Go

Courtney Barnett tem-se mostrado na sua carreira bastante hábil no modo como expôe aqueles pequenos detalhes da vida comum e do seu próprio quotidiano e os transforma, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância. E se na estreia, há três anos, procurou um ambiente eminentemente festivo e jovial que nos levasse a colocar o nosso melhor sorriso eufórico e enigmático e a passar a língua pelo lábio superior com indisfarçável deleite, ao som de uma voz doce, uma bateria intensa e uma guitarra que brilhava daqui ao céu, num vaivém musculado e constante, em dois mil e dezoito a opção foi por uma atmosfera menos imediata e um pouco mais intrincada e até amargurada e agressiva.

Before You Gotta Go, o último single revelado do terceiro disco da autora, é um belíssimo quadro sonoro de indie rock, uma composição íntima e muito pessoal sobre um beijo de despedida, que tem um elevado travo nostálgico e contemplativo, mas também vibrante, efeito conseguido no modo como o já habitual timbre metálico delicioso da guitarra de Barnett é trespassado por diversos arranjos acústicos, enquanto o baixo e a bateria acamam, de modo disciplinado e crescente, uma  balada quente e tremendamente elegante. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:06

Big Scary - Daisy

Sexta-feira, 23.07.21

Os Big Scary são uma dupla australiana sedeada em Melbourne, formada por Tom Iansek e Jo Syme, que se estreou em dois mil e dez com o EP The Big Scary Four Seasons, ao qual se seguiu, no ano seguinte, o longa duração de estreia, intitulado Vacation. Em dois mil e treze viu a luz do dia Not Art, um alinhamento que colocou o hip-hop em plano de destaque na filosofia estilística do grupo e, três anos depois, Animal olhou com gula para ambientes algo teatrais, com o post-rock em cima da mesa como referencial importante no arquétipo sonoro das suas canções.

Big Scary - 'Daisy': Album Review

Este registo Animal viu recentemente sucessor, um disco intitulado Daisy, que contém nove canções e onde é bastante percetível uma simplicidade de processos na fórmula escolhida, mas que é altamente eficaz, respeitando também um cada vez maior ecletismo do adn dos Big Scary. É um registo temática e estilisticamente oposto a Animal, com a situação pandémica atual a ser preponderante nesta alteração de modus operandi.

Acaba, portanto, por ter um naipe de canções mais intimistas relativamente ao antecessor, assentes num arsenal instrumental eminentemente sintético, com a ausência da guitarra a ser uma nuance relevante do álbum, mas que não coloca em causa, diga-se, a bitola qualitativa elevada de um alinhamento que tem no funk arrogante de Get Out!, ampliado por uma potente linha de baixo com fortes reminiscências oitocentistas e no travo arty de Kind Of World  as duas pontas do atual leque estilístico da dupla, num registo em que temas como o amor e a autenticidade em período pandémico e as aspirações pessoais num mundo cada vez mais digital, plasmam-se em letras carregadas de drama e melancolia, aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz de Iansek.

Em suma, mais do que um novo acrescento ao cardápio dos Big Scary, Daisy é um upgrade de charme e de reinvenção ao mesmo, um disco revigorante, que faz sentido escutar com devoção nestes tempos conturbados em que vivemos e que, sendo escutado desse modo, endereça ao ouvinte um convite direto ao questionamento pessoal, enquanto desperta a nossa curiosidade relativamente às infinitas possibilidades críticas que a nossa própria vivencia pessoal proporciona, sem muitas vezes nos apercebermos. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:28

The Jungle Giants – Love Signs

Sexta-feira, 16.07.21

Oriundos de Brisbane e formados por Sam Hales, Cesira Aitken, Andrew Dooris e Keelan Bijker, os The Jungle Giants já têm finalmente prestes a entrar nos escaparates o sucessor de Quiet Ferocity, o registo que este quarteto editou em dois mil e dezassete. Recordo que os Jungles Giants, estrearam-se em dois mil e treze com Learn To Exist e dois anos depois viu a luz do dia Speakerzoid, o antecessor desse Quiet Ferocity.

The Jungle Giants announce new album 'Love Signs'

Love Signs é o título desse novo trabalhos dos The Jungle Giants, vai ver a luz do dia já a vinte e três de julho e, em jeito de antecipação, a nossa redação partilha o tema homónimo, uma canção produzida pelo próprio Sam Hales, o líder do grupo e que através de um baixo encorpado e pleno de groove, algumas teclas insinuantes, uma guitarra impregnada com aquele fuzz psicadélico hoje tanto em voga e alguns efeitos futuristas, nos oferece uma ode festiva e inebriante, capaz de exaltar o melhor do catálogo do grupo. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:13

Courtney Barnett – Rae Street

Terça-feira, 13.07.21

Três anos depois do registo Tell Me How You Really Feel, que na altura sucedeu a Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, o feliz título do arrebatador disco de estreia, a australiana Courtney Barnet está de regresso em dois mil e vinte e um ao formato longa-duração com Things Take Time, Take Time, um alinhamento de dez canções produzido por Stella Mozgawa (Warpaint, Cate Le Bon, Kurt Vile) em Sidney e Melbourne e que irá ver a luz do dia a doze de novembro próximo, por intermédio do consórcio Mom+Pop Music/Marathon. Foi um disco concebido durante o período de confinamento, que Barnett aproveitou para se embrenhar a fundo na filmografia de Agnes Varda e Andrei Tarkovsky, leituras de livros e pinturas em aguarelas.

Courtney Barnett Announces New Album Things Take Time, Take Time for  November 2021 Release, Shares Video for “Rae Street” - mxdwn Music

Courtney Barnett tem-se mostrado na sua carreira bastante hábil no modo como expôe aqueles pequenos detalhes da vida comum e do seu próprio quotidiano e os transforma, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância. E se na estreia, há três anos, procurou um ambiente eminentemente festivo e jovial que nos levasse a colocar o nosso melhor sorriso eufórico e enigmático e a passar a língua pelo lábio superior com indisfarçável deleite, ao som de uma voz doce, uma bateria intensa e uma guitarra que brilhava daqui ao céu, num vaivém musculado e constante, em dois mil e dezoito a opção foi por uma atmosfera menos imediata e um pouco mais intrincada e até amargurada e agressiva.

Rae Street, o primeiro tema revelado do terceiro disco da autora e tema de abertura do mesmo, já com direito a um video dirigido por W.A.M. Bleakley, é uma fantástica balada, conduzida por uma guitarra com um timbre metálico delicioso, uma composição que coloca Barnett numa trilho algo intermédio relativamente aos dois discos anteriores, materializada numa balada com uma filosofia folk com um charme algo displiscente mas feliz. Confere Rae Street e a tracklist de Things Take Time, Take Time...

01 “Rae Street”
02 “Sunfair Sundown”
03 “Here’s The Thing”
04 “Before You Gotta Go”
05 “Turning Green””
06 “Take It Day By Day”
07 “If I Don’t Hear From You Tonight”
08 “Write A List Of Things To Look Forward To”
09 “Splendour”
10 “Oh The Night”

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publicado por stipe07 às 11:03

Dope Lemon – Rose Pink Cadillac

Quinta-feira, 03.06.21

Dois anos depois do excelente Smooth Big Cat, Angus Stone, um cantor, compositor e produtor australiano, nascido a vinte e sete de abril do já longínquo ano de mil novecentos e oitenta e seis e que também se tem notabilizado com a sua irmã, formando juntos o duo Angus & Julia Stone, está de regresso em dois mil e vinte e um, lá para setembro, com um novo disco intitulado Rose Pink Cadillac, talvez ainda a tempo de fazer furor e aquecer algumas das mentes mais irrequietas que se preparam para gozar o verão dos antípodas.

Listen to Dope Lemon's smooth new single 'Rose Pink Cadillac'

Deste Rose Pink Cadillac acaba de ser divulgado o tema homónimo, o terceiro single extraído do registo após Kids Fallin' In Love e Every Day is A Holiday. Se estes dois temas apostavam num registo sonoro particularmente intimista e recatado, já que são dois portentos de acusticidade que se espraiam de modo particularmente solarengo e em que cordas e bateria sustentam instantes melódicos de pura subtileza e encantamento, a canção que dá nome ao disco coloca a primazia numa atmosfera vigorosamente sensual, brilhante e viciante, através de uma vasta panóplia de batidas e sintetizações que parecem ter sido ressuscitadas daquela nostálgica dimensão mística sessentista feita de detalhes e harmonias agregadas com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:12

Pond – America’s Cup

Quarta-feira, 26.05.21

Cerca de três anos após The Weather, um disco verdadeiramente camaleónico, qual odisseia em tecnicolor que misturava synth pop com rock psicadélico, os australianos POND estão de regresso em dois mil e vinte e um aos discos com 9, um registo que irá chegar aos escaparates a um de outubro, por intermédio do consórcio Spinning Top Records/Secretly Distribution.

Depois do funk inebriante de Pink Lunettes, America´s Cup é o segundo single divulgado de 9, uma composição já com direito a um anguloso vídeo dirigido por Sam Kristofski, colaborador habitual dos POND. A canção aproxima ainda mais o projeto liderado por Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, da sonoridade mais recente desta última banda, já que é uma composição que coloca um pouco de lado guitarras alimentadas por um combustível eletrificado que inflama raios flamejantes que cortam a direito, feitas, geralmente, de acordes rápidos, distorções inebriantes e plenas de fuzz e acidez e que eram a grande imagem de marca dos POND na fase inicial da carreria e que parecem cada vez mais voltados para ambientes sonoros com maior sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de uma maior acessibilidade e abrangência. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:05






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