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Robert Forster - She's A Fighter

Sexta-feira, 06.01.23

Lembram-se dos míticos The-Go Betweens? Pois é... Robert Forster, um dos fundadores deste projeto australiano, andou bastante ocupado na década passada a orientar a histórica edição da Domino Records de Anthology Volume 1 1978-1984 , uma revisitação de alguns dos melhores momentos da sua antiga banda The Go-Betweens e escreveu o livro de memórias Grant & I, que foi eleito pela Mojo e pela Uncut como Livro do Ano. Mas Forster tem também um muito recomendável projeto a solo, que chamou a nossa atenção em dois mil e dezanove com o registo Inferno e que terá, brevemente, um novo capítulo.

Robert Forster's 'She's A Fighter' is short, stark, and striking - Double J

The Candle And The Flame é o título daquele que será o oitavo disco a solo de Robert Forster, um trabalho que encarna uma jornada de criação de música com a família e amigos com a necessidade do autor de encontrar alegria e consolo diante da adversidade e que irá ver a luz do dia a três de fevereiro. The Candle And The Flame irá conter, portanto, nove canções, todas escritas por Robert. o disco foi produzido por Robert, Karin Bäumler e Louis Forster (The Goon Sax), misturado por Victor Van Vugt (Nick Cave and The Bad Seeds, PJ Harvey) e conta com o baixista ex-Go-Betweens e Warm Nights Adele Pickvance, bem como Scott Bromiley e Luke McDonald (The John Steele Singers), nos créditos, músicos que trabalharam nos dois anteriores álbuns de Robert, Inferno e Songs To Play.

The Candle And The Flame tem como single de antecipação, a canção She's A Fighter, um solarengo festim pop, onde não falta uma vasta interseção de detalhes sonoros oriundos de diferentes latitudes e espetros sonoros, idealizados por um músico com uma vasta experiência e com uma irrepreensível formação musical. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:16

Vancouver Sleep Clinic – Somebody Else

Terça-feira, 03.01.23

É sempre com agrado que recordamos na nossa redação um dos discos que mais nos marcou no já longínquo ano de dois mil e dezanove. O trabalho chamava-se Onwards To Zion e era assinado, quase na íntegra, por Tim Bettinson, o músico e compositor australiano que encabeça o projeto Vancouver Sleep Clinic. Era, à altura, o segundo registo de originais de um projeto que ficou logo debaixo de merecidos holofotes, não só da crítica dos antípodas, mas também de diversas outras latitudes do nosso globo e que tinha como grande força motriz a perca de um amigo muito chegado do músico, sendo um exercício de catarse dessa inevitável dor.

Vancouver Sleep Clinic shares emotional new song 'Summer 09'

Entretanto, no último verão, este projeto voltou a fazer mossa por cá devido a Fallen Paradise, o álbum que este projeto Vancouver Sleep Clinic lançou em dois mil e vinte e dois, o terceiro do grupo, um alinhamento de dez canções que tinha a chancela da Believe e que nos ofereceu pouco mais de trinta e seis minutos de música bastante envolvente, intimista e charmosa. Era um disco intenso, riquíssimo em detalhes e nuances, orquestralmente chegava a ser extravagante em alguns momentos e era tocante, já que exalava, em praticamente todo o seu alinhamento, sentimentos que, à partida, mexem sempre com o nosso âmago e o nosso lado mais irracional.

Agora, no início de dois mil e vinte e três, Tim Bettinson regressa aos nossos radares devido a uma nova canção intitulada Somebody Else. É um tema mágico e hipnotizante, com uma elevada luminosidade intimista, que desagua numa feliz interseção entre R&B e pop ambiental, abraçada à voz sempre tocante de Tim, que não deixa ninguém passar incólume e que pode servir como ponte vigorosa, estável e firme para uma travessia segura rumo a um território de aconchego inimitável. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:44

Matt Corby - Problems

Terça-feira, 29.11.22

Há cerca de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns que nesse inesquecível ano de dois mil e doze acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Matt Corby Solving Problems With His New Single - The future of  entertainment

Agora, quase no final de dois mil e vinte e dois, Matt Corby volta aos nossos radares, dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que lançou em dois mil e vinte. E tal sucede por causa de Problems, um novo tema do autor australiano, gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e o primeiro avanço daquele que será o terceiro disco do artista australiano. É um trabalho ainda sem nome divulgado, mas que irá ver a luz do dia em março do próximo ano.

Problems mistura blues, R&B, soul e folk, com um tremenda sensibilidade pop. É uma canção vibrante, feita de uma espécie de chillwave que nos faz divagar, à medida que somos alcochoados por uma batida enleante, acompanhada por um piano buliçoso e diversos detalhes sintéticos com uma faceta algo cósmica e, por isso, subtilmente futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:47

Cool Sounds – Like That

Sexta-feira, 21.10.22

O coletivo australiano Cool Sounds fez furor em dois mil e dezasseis quando se apresentou ao mundo com um extraordinário registo de estreia intitulado Dance Moves, uma notável coleção de canções pop que tinham no catálogo de bandas como os Talking Heads ou os Roxy Music declaradas influências. Dois anos depois os Cool Sounds viraram agulhas para territórios que calcorream o típico indie rock de cariz eminentemente lo-fi, com o registo Cactus Country, sempre com Dainies Lacey ao leme, o único membro da formação original que ainda permanece no agora sexteto Cool Sounds e a grande força motriz da banda.

Track: Cool Sounds funk it up with '6 or 7 More': a shimmering disco  inflected indie pop masterpiece that floats like a butterfly and stings  like a bee. Plus album news. – Backseat Mafia

Em dois mil e vinte e um as guitarras mantiveram-se na linha da frente estilística do grupo com o disco Bystander, que já tem sucessor, um trabalho intitulado Like That, que chegou aos escaparates recentemente, com a chancela da Chapter Music e que tem nas pistas de dança o grande alvo. É um disco de dez composições com uma sonoridade muito veraneante e repleto de sons essencialmente orgânicos, mas também de proveniência sintética, que vão surgindo ao longo do disco de forma algo surpreendente, em alguns casos, mas que nunca parecem desfasados ou exagerados, sempre em busca de um registo anguloso, vibrante e funky. A consistência do álbum deriva, essencialmente, da versatilidade percurssiva que o traça de alto abaixo, mas também à composição dos arranjos e à voz, fundamentando ainda mais um conceito de diversidade, que tem também a vantagem de conceder a Like That uma abrangência estilística alargada, dentro do espetro que sustenta a melhor pop contemporânea.

Logo no baixo agitado de 6 Or 7 More, um tema que Lacey confessa inspirar-se numa mescla entre os catálogos dos The Clash e de Jessie Ware e que, de facto, no funk anguloso da guitarra que conduz o tema, no já referido baixo vibrante que marca o seu ritmo e nos arranjos sintetizados que o adornam, plasma uma espécie de dance punk bastante charmoso e contundente, ficamos simultaneamente boquiabertos e esclarecidos ao que vêem os Cool Sounds em Like That. A partir dai, em temas como Part Time Punk ou Hello, Alright, You Got That , só para citar os mais contundentes, somos confrontados com um incomum frenesim e vigor, que nos encharcam de entusiasmo e vibrações positivas.

O sintetizador retro do tema homónimo, as suas cordas fluorescentes e o saxofone tocado por Pierce Morton, terminam em grande estilo um disco brilhante, que mais parece a banda sonora de uma festa privada meticulosamente criada, que nunca teve a preocupação de replicar estilos ou tendências, mas antes exalar o gosto pessoal e coletivo de um projeto que deve ser admirado pelo seu arrojo e vanguardismo ímpares. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:59

Big Scary – Me And You

Segunda-feira, 26.09.22

Os Big Scary são uma dupla australiana sedeada em Melbourne, formada por Tom Iansek e Jo Syme, que se estreou em dois mil e dez com o EP The Big Scary Four Seasons, ao qual se seguiu, no ano seguinte, o longa duração de estreia, intitulado Vacation. Em dois mil e treze viu a luz do dia Not Art, um alinhamento que colocou o hip-hop em plano de destaque na filosofia estilística do grupo e, três anos depois, Animal olhou com gula para ambientes algo teatrais, com o post-rock em cima da mesa como referencial importante no arquétipo sonoro das suas canções. Depois, no início do ano passado, a dupla voltou à carga com Daisy, um registo de nove canções que respeitava este cada vez maior ecletismo do adn dos Big Scary, que acaba de ter sequência com Me And You, um tomo de dez composições de fino recorte e que afirmam em definitivo o elevado nível de excelência da química entre Tom e Jo.

Watch: Big Scary - Organism | Pilerats

Em Me And You, uma vez mais, temas como o amor e a autenticidade e as aspirações pessoais num mundo cada vez mais digital, plasmam-se em letras carregadas de drama e melancolia. Sem exacerbar na impetuosidade sonora, é curioso perceber como a audição do disco consegue exalar nos nossos ouvidos uma indesmentível sensação de vigor e majestosidade, aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz de Iansek.

Nas mãos dos Big Scary as guitarras estão praticamente ausentes, as sintetizações limitam-se a afagar, com charme e cor, as melodias e a percussão dá apenas a vida e o ritmo indispensáveis aquela que é a filosofia pretendida. Mas, mesmo assim, o punho cerra-se e a mente espevita-se enquanto o disco escorre, com a subtil cadência do nostálgico piano que conduz F.A., o hipnotismo de Firefly, o perfil jazzístico de Real Love, o groove delicioso de Goodbye Earle Street e a beleza tocante de In My ViewYou Won't Always, a não deixarem indiferente quem se predispôe a tentar perceber este modus operandi estilístico, que contém, diga-se, fortes reminiscências oitocentistas e um travo arty delicioso.

Em suma, mais do que um novo acrescento ao cardápio dos Big Scary, Me And You é um upgrade de charme e de reinvenção ao mesmo, um disco revigorante, que faz sentido escutar com devoção nestes tempos conturbados em que vivemos e que, sendo escutado desse modo, endereça ao ouvinte um convite direto ao questionamento pessoal, enquanto desperta a nossa curiosidade relativamente às infinitas possibilidades críticas que a nossa própria vivencia pessoal proporciona, sem muitas vezes nos apercebermos. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 09:05

Cool Sounds – 6 Or 7 More

Segunda-feira, 29.08.22

O coletivo australiano Cool Sounds fez furor em dois mil e dezasseis quando se apresentou ao mundo com um extraordinário registo de estreia intitulado Dance Moves, uma notável coleção de canções pop que tinham no catálogo de bandas como os Talking Heads ou os Roxy Music declaradas influências. Dois anos depois os Cool Sounds viraram agulhas para territórios que calcorream o típico indie rock de cariz eminentemente lo-fi, com o registo Cactus Country, sempre com Dainies Lacey ao leme, o único membro da formação original que ainda permanece no agora sexteto Cool Sounds e a grande força motriz da banda.

Cool Sounds – 'Bystander' review: Melbourne six-piece ponder the world's  problems on their best album yet

Em dois mil e vinte e um as guitarras mantiveram-se na linha da frente estilística do grupo com o disco Bystander, que já tem sucessor, um trabalho intitulado Like That, que irá chegar aos escaparates a sete de outubro com a chancela da Chapter Music.

6 Or 7 More é o mais recente single divulgado de Like That, uma composição que Lacey confessa inspirar-se numa mescla entre os catálogos dos The Clash e de Jessie Ware e que, de facto, no funk anguloso da guitarra que conduz o tema, no baixo vibrante que marca o seu ritmo e nos arranjos sintetizados que o adornam, consegue, na nossa opinião tal desiderato, através de uma espécie de dance punk bastante charmoso e contundente. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:43

Vancouver Sleep Clinic – Fallen Paradise

Quarta-feira, 27.07.22

Um dos discos que mais agradou à nossa redação em dois mil e dezanove foi Onwards To Zion, um trabalho assinado, quase na íntegra, por Tim Bettinson, o músico e compositor australiano que encabeça o projeto Vancouver Sleep Clinic. Era, à altura, o segundo registo de originais de um projeto que ficou logo debaixo de merecidos holofotes, não só da crítica dos antípodas, mas também de diversas outras latitudes do nosso globo e que tinha como grande força motriz a perca de um amigo muito chegado do músico, sendo um exercício de catarse dessa inevitável dor.

LP Walkthru: Vancouver Sleep Clinic - Fallen Paradise | Pilerats

Agora, no verão de dois mil e vinte e dois, Fallen Paradise é o novo álbum deste projeto Vancouver Sleep Clinic, o terceiro do grupo, um alinhamento de dez canções que tem a chancela da Believe e que nos oferece pouco mais de trinta e seis minutos de música bastante envolvente, intimista e charmosa. É um disco intenso, riquíssimo em detalhes e nuances, orquestralmente chega a ser extravagante em alguns momentos e é tocante, já que exala, em praticamente todo o seu alinhamento, sentimentos que, à partida, mexem sempre com o nosso âmago e o nosso lado mais irracional.

De facto, logo em Magic Bettinson avisa-nos que há magia no ar e que, se persistirmos na audição de Fallen Paradise é impossível fugirmos à cartilha hipnotizante de uma banda sonora que pretende encarnar uma espécie de mundo dos sonhos e dos desejos. A pueril guitarra que se espraia em espuma e dor em Love You Like I Do, a luminosidade intimista de The Flow, uma canção angulosamente rica em sensualidade, a feliz interseção entre R&B e rock ambiental plasmada em The Wire e, em Blood Money, a mescla assertiva entre um lindíssimo piano sonhador, abraçado à voz tocante de Tim, a sintetizadores cósmicos e a outros arranjos da mais diversificada proveniência, são músicas que entroncam no desejo deste inspirado músico de materializar em Fallen Paradise um forte ensejo de oferecer algo de positivo ao mundo, com o jazz, o rock melancólico setentista e a pop sessentistas à cabeça como inspirações óbvias de um alinhamento que não deixa ninguém passar incólume e que serve como ponte vigorosa, estável e firme para uma travessia segura rumo a um território de aconchego inimitável. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:15

Vancouver Sleep Clinic – Blood Money

Segunda-feira, 30.05.22

Um dos discos que mais agradou à nossa redação em dois mil e dezanove foi Onwards To Zion, um trabalho assinado, quase na íntegra, por Tim Bettinson, o músico e compositor australiano que encabeça o projeto Vancouver Sleep Clinic. Era, à altura, o segundo registo de originais de um projeto que ficou logo debaixo de merecidos holofotes, não só da crítica dos antípodas, mas também de diversas outras latitudes do nosso globo e que tinha como grande força motriz a perca de um amigo muito chegado do músico, sendo um exercício de catarse dessa inevitável dor.

Soundevent Entertainment GmbH | VANCOUVER SLEEP CLINIC

Agora, quase no verão de dois mil e vinte e dois, Blood Money é o novo tema deste projeto Vancouver Sleep Clinic e que anuncia o terceiro álbum do grupo, um trabalho intitulado Fallen Paradise, que irá ver a luz do dia a oito de julho próximo, com a chancela da Believe.

Canção que pretende ajudar-nos a ultrapassar eventos negativamente marcantes, de modo a dar-nos esperança num futuro mais risonho, Blood Money contém todos os ingredientes sonoros que têm marcado este projeto com um carimbo qualitativo bastante vincado, já que se baseia numa mescla entre um lindíssimo piano sonhador, abraçado à voz tocante de Tim e a sintetizadores cósmicos, sofisticados e camaleónicos arranjos da mais diversificada proveniência, tudo embrulhado num profundo e inebriante pendor emotivo. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:50

Ball Park Music - Manny

Terça-feira, 10.05.22

Quase uma década depois de termos analisado um disco com o curioso nome Puddinghead, e ano e meio após o registo seguinte, voltamos a colocar os nossos holofotes sobre os Ball Park Music , uma banda oriunda de Brisbane, na Austrália, formada por Sam Cromack, Jennifer Boyce, Paul Furness, Daniel Hanson e Dean Hanson. Eles têm um novo single intitulado Manny, o mais recente sinal de vida da banda e avanço para o trabalho intitulado Weirder & Weirder, o terceiro do quinteto, que irá ver a luz do dia a três de junho próximo.

Listen to Ball Park Music's new single 'Manny'

Manny é uma animada canção, dominada por uma guitarra encharcada num fuzz que carrega consigo o adn do melhor rock noventista, em especial o que ganhou fulgor à epoca por terras de Sua Majestade. É um um tema onde os arranjos e a combinação entre cordas, teclas, bateria e teclados e as mudanças de ritmo constantes impressionam verdadeiramente, mostrando que estes Ball Park Music são um grupo que tem realmente no seu seio músicos extremamente competentes e criativos. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:34

Gang Of Youths – Angel In Realtime.

Terça-feira, 08.03.22

Os Gang Of Youths são uma banda australiana formada por David Le'aupepe (vozes e guitarra), Max Dunn (baixo), Jung Kim (guitarra, teclados), Donnie Borzestowski (bateria) e Tom Hobden (violinos, teclados e guitarra). Kim é descendente de um casal coreano e norte-americana, Dunn é da Nova Zelândia, Borzestowski é descendente de um casal polaco e australiano, Hobden é de terras de Sua Majestade e o pai de Le'aupepe era natural da Samoa e a mãe uma austríaca com raízes judaícas. Sedeados em Sidney, estrearam-se nos discos em dois mil e quinze com o registo The Positions, que teve, à época, excelente aceitação da crítica.

Gang Of Youths – 'Angel In Realtime.' review: A towering account of love  and loss

No ano transato os Gang Of Youths estiveram particularmente ativos. Lançaram em julho o EP Serene e em outubro revelaram uma canção intitulada The Man Himself. Depois, no mês seguinte, confirmaram ter um novo álbum chamado Angel In Realtime, que viu a luz do dia em fevereiro e que encontra a sua grande inspiração na morte recente do pai de David Le'aupepe, um nativo da Samoa, como já referi, e que emigrou para a Austrália, tendo passado antes pela Nova Zelândia.

De facto, Angel In Realtime é, claramente, um daqueles discos de celebração de uma memória, mas também de exorcização espiritual de tudo aquilo que de significativo e redentor ficou marcado na personalidade de quem incubou o registo. Percebe-se, ao longo do álbum, a força das marcas, das lições, das vivências e dos ensinamentos que o progenitor de David lhe deixou, sendo tudo isso um legado que o músico pretende perpetuar neste sumptuoso alinhamento de treze canções.

O receituário sonoro para atingir esse desiderato abarca a esmagadora maioria dos cânones identitários do mais vibrante indie rock, feito com guitarras encharcadas em charme e vigor, um registo percussivo sempre ritmicamente efusivo, um baixo que dá às canções o corpo e o balanço que elas precisam para exalar o conteúdo filosófico e lírico que as sustenta e teclados sempre prontos a ofereceram ao andamento melódico arranjos, detalhes e sons que ajudam os temas a ficarem ainda mais ricos e vibrantes. No fundo, é possível fazer um paralelismo entre aquilo que é o universo sonoro do disco e o modo como o mesmo honra, na sua complexidade, a herança de alguém que teve uma vida atribulada, rica e plena de experiências. Se o grande objetivo de L'aupepe foi encarnar em Angel In Realtime. aquilo que foi o seu progenitor, a vida que teve e o legado que deixou, a missão foi exemplarmente cumprida. Os samples que se escutam do hino das ilhas Cook em the man himself, a grandiosidade do piano em Brothers, ou o revigorante travo pop de tend the garden, demonstram-no claramente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:30






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