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Letting Up Despite Great Faults – Corners Pressed

Sexta-feira, 17.12.21

Será a quatro de março do próximo ano que chegará aos escaparates IV, o novo registo de originais dos Letting Up Despite Great Faults, um coletivo com raízes em Austin, no Texas e formado por Mike Lee (voz, guitarra), Kent Zambrana (baixo), Annah Fisette (voz, guitarra) e Daniel Schmidt (bateria).

Corners Pressed /// Letting Up Despite Great Faults - PopFad

IV será o quarto disco do catálogo do quarteto e o primeiro em oito anos. Terá um alinhamento de dez canções fortemente inspiradas nas mais recentes experiências pessoais dos vários músicos da banda, sempre com um foco importante em conceitos como crescimento, perda, arrependimento e renascimento. Sonoramente, e tendo em conta Corners Pressed, a última amostra divulgada de IV, uma canção que versa sobre o conceito de memória e o modo como as pessoas que passaram pelas nossas vidas em tempos continuam a afetar o nosso presente, será um disco vibrante e intenso. Nele, os habituais sintetizadores, uma imagem de marca dos Letting Up Despite Great Faults que sempre deu um travo muito shoegaze às canções da banda, darão, desta vez, uma maior primazia à orgânica das cordas, nomeadamente ao modo como um baixo exemplar se alia à guitarra para marcar as várias nuances rítmicas de temas que deverão ser geralmente acelerados, mas sem serem frenéticos, fazendo com que se espraie pelos nossos ouvidos algo preguiçosamente intenso e a exalar um indie pop muito caraterístico, puro e cheio de emoção. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:27

Strand of Oaks – In Heaven

Terça-feira, 19.10.21

Dois anos depois do excelente Eraserland, o seu sétimo registo de originais, Tim Showalter, que assina a sua música como Strand Of Oaks, está de regresso com um novo alinhamento de onze canções. É o oitavo disco da sua carreira, chama-se In Heaven e oferece-nos mais um maravilhoso e impressivo retrato autobiográfico de um autor nada inibido no momento de expôr as suas alegrias e conquistas, mas também frustrações, dando sempre a firme impressão que tudo aquilo que mexe com o seu âmago é combustível incandescente para criar e compôr canções, geralmente em ponto de mira com a melhor herança do rock norte-americano das décadas de setenta e oitenta do século passado, em especial a primeira.

Strand of Oaks Announces New Album In Heaven, Shares New Song: Listen |  Pitchfork

De facto, teclados efervescentes, guitarras repletas de efeitos planantes e uma filosofia rítmica quase sempre frenética, são os grandes eixos condutores do processo atual de composição de Showalter. Easter, uma luminosa canção que é tão capaz de cerrar punhos como de aclamar à lágrima fácil, é um exemplo paradigmático deste modus operandi do músico natural de Indiana e agora sedeado em Austin, que conta nos créditos de In Heaven com Kevin Ratterman na bateria, com os membros dos My Morning Jacket, Carl Broemel e Bo Koster, na guitarra e nas teclas, respetivamente, com o baixista Cedric LeMoyne, o violinista Scott Moore e ainda James Iha, dos Smashing Pumpkins, na voz e na guitarra do já referido tema Easter.

Intimismo e nostalgia são então, claramente, duas grandes ideias presentes no registo. Galacticana, por exemplo, é uma canção banhada por um manto luminoso feito com a melhor indie folk que se pode ouvir atualmente, porque tem nos fundamentos da sua arquitetura as tais fundações que remontam há quase meio século atrás e que, de uma vez por todas, mostraram ser possível uma coabitação eficaz entre a melhor herança do canioneiro norte-americano muito sustentado nas cordas e a ascenção de uma instrumentação sintética, assente num arsenal tecnológico cada vez mais diversificado e sofisticado. Os efeitos ecoantes de Hurry, uma canção com uma forte componente experimental e uma tonalidade psicadélica ímpar, contém esta faceta simultaneamente identitária e inovadora, assim como o andamento vibrante, proeminente e altivo que conduz Sunbather e Somewhere In Chicago, o quinto tema do alinhamento de In Heaven, que segue essa linha ao nos oferecer belíssimos arranjos de cordas e uma diversidade orquestral significativa, além de um clima sonoro com um pendor ainda mais clássico e romântico que o normal no catálogo do músico.

É, pois, um Timothy revigorado e com uma impressionante capacidade de nos fazer cavalgar à retaguarda umas quatro décadas sem que quase nos apercebamos, que assina este In Heaven, um disco que nos mostra que afinal pode ser bastante ténua a linha que separa aquilo que é a vida real de qualquer comum mortal e aquilo a que nós temos por hábito de chamar arte, neste caso, arte sonora, música, uma manifestação livre da critividade e da imaginação humanas. Strand Of Oaks volta, como já disse, a falar muito de si e da sua existência e fá-lo com um grau de impressionismo e realismo tal, que acaba por exaltar e de algum modo normalizar e relativizar aquilo que é para muitos algo só ao alcance de certos predistinados, a criação artística, neste caso a musical. A religiosidade de Horses At Night, outro momento maior de In Heaven, é outro instante em que se sente um superior grau de refinamento classicista, de modo incomensuravelmente belo, mas também de uma forma muito simples, direta e acessível de transmitir um ideário lírico, que tem muitas parecenças com nomes contemporâneos como Mount Eerie ou Margo Price, intérpretes e escritores reconhecidos pelo modo como se expôem sem receios e de mente aberta.

Acaba por ser curioso travarmos conhecimento com Timothy, entrando na sua vida pessoal e perceber o quanto ele é recatado e comedido em público e depois contactarmos com esta escrita tão vibrante, confessional e comunicativa. Talvez esta acabe por ser uma fervorosa demonstração de uma saudável alienação e exorcização por parte de um artista que, com quinze anos, no sotão de sua casa, se sentiu ausente do resto do mundo e percebeu que a música seria a sua cura e a composição sonora a alquimia que lhe permitiria exorcizar todos os seus medos, problemas e angústias. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 12:44

Strand Of Oaks – Somewhere In Chicago

Quinta-feira, 09.09.21

Foi há cerca de dois anos que Tim Showalter editou Eraserland, o sétimo registo de originais em que assinou Strand Of Oaks e que tinha sucedido aos excelentes discos Hard Love  e Heal, este último o trabalho que colocou Oaks nas luzes da ribalta e que foi, de acordo com o autor, gravado numa época tumultuosa e sobre enorme pressão. A boa aceitação por parte da crítica e dos fãs desta sua caminhada discográfica mais recente acabou por constituir um bálsamo retemperador para o músico natural de Indiana e agora sedeado em Austin, que já tem pronto o seu oitavo álbum. É um alinhamento de onze canções chamado In Heaven e que irá ver a luz do dia a um de outubro próximo, contando, nos créditos, com Kevin Ratterman na bateria, com os membros dos My Morning Jacket, Carl Broemel e Bo Koster, na guitarra e nas teclas, respetivamente, assim como do baixista Cedric LeMoyne, do violinista Scott Moore e ainda de James Iha, dos Smashing Pumpkins, na voz e na guitarra no tema Easter.

Strand Of Oaks Releases John Prine Ode 'Somewhere In Chicago'

Galacticana, o tema que abre o disco, foi a primeira amostra divulgada de In Heaven, uma composição de intenso travo setentista, plena de intimismo e nostalgia, banhada por um manto luminoso feito com a melhor indie folk que se pode ouvir atualmente. Depois chegou a vez de conferirmos Jimi And Stan, a sexta composição do álbum, uma canção dedicada ao gato de Tim que morreu há três anos com cancro e que se chamava Stan.

Agora, é a vez de conferirmos Somewhere In Chicago, o quinto tema do alinhamento de In Heaven, uma canção que homenageia o cantor e compositor country americano John Prine, que faleceu o ano passado e que, seguindo a linha nostálgica das composições anteriores, nos oferece, à boleia de belíssimos arranjos de cordas e uma diversidade orquestral significativa, um clima sonoro com um pendor ainda mais clássico e romântico. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:30

Strand Of Oaks – Jimi And Stan

Terça-feira, 10.08.21

Foi há cerca de dois anos que Tim Showalter editou Eraserland, o sétimo registo de originais em que assinou Strand Of Oaks e que tinha sucedido aos excelentes discos Hard Love  e Heal, este último o trabalho que colocou Oaks nas luzes da ribalta e que foi, de acordo com o autor, gravado numa época tumultuosa e sobre enorme pressão. A boa aceitação por parte da crítica e dos fãs desta sua caminhada discográfica mais recente acabou por constituir um bálsamo retemperador para o músico natural de Indiana e agora sedeado em Austin, que tem estado a trabalhar no seu oitavo álbum, um alinhamento de onze canções chamado In Heaven, que irá ver a luz do dia a um de outubro próximo.

Strand of Oaks gives a dear friend a joyous sendoff in "Jimi & Stan," adds  a Union Transfer show

Galacticana, o tema qua abre o disco, foi a primeira amostra divulgada de In Heaven, uma composição de intenso travo setentista, plena de intimismo e nostalgia, banhada por um manto luminoso feito com a melhor indie folk que se pode ouvir atualmente. Agora chega a vez de conferirmos Jimi And Stan, a sexta composição do álbum, uma canção dedicada ao gato de Tim que morreu há três anos com cancro e que se chamava Stan. Jimi And Stan assenta num registo opulento e repleto de nostalgia, em que reinam as guitarras envolvidas por uma vasta míriade de orquestrações opulentas. Confere...

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publicado por stipe07 às 22:29

Molly Burch – Romantic Images

Terça-feira, 27.07.21

Já chegou aos escaparates Romantic Images, com a chancela da Captured Tracks, o quarto disco da carreira de Molly Burch e que sucede ao excelente First Flower de dois mil e dezanove. São nove deliciosas canções que colocam esta cantora e compositora natural de Austin, no Texas, no terreno que se sente mais confortável e que se carateriza por ambientes algo nebulosos e jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual.

Molly Burch – Control - man on the moon

Produzido por Alaina Moore e Pat Riley, donos da dupla Tennis e masterizado por Heba Kadry (Bjork, Beach House), Romantic Images é um acréscimo contundente ao cardápio já de si fantástico de Molly Burch. Impecavelmente dotado de charme e tremendamente feminino,  com um clima assumidamente polido e contemporâneo, mas também algo intrigante e instigador, como é norma nesta autora sempre disponível ao questionamento contundente, quer sobre si própria quer sobre aqueles ou aquilo que a incomodam ou atiçam, Romantic Images é um álbum pleno de energia, segurança e sagacidade.

O piano nostálgico de Control, o baixo imponente e os flashes cósmicos de Emotion, canção apuradamente daftpunkiana, mas interpretada a meias com os Wild Nothing, a batida enfática e as sintetizações inebriantes que vagueiam por Game, o clima percurssivo bastante dançável, trespassado por buliçosos efeitos cósmicos, que afaga o portento melódico sedutor, encharcado em romantismo e contemporaneidade, que é Heart Of Gold, a porta que se abre de par em par à intimidade de alguém que só concebe o amor como algo muito próximo da perfeição no tema homónimo e a inspirada batida e o modo como diversos efeitos sintetizados se entrelaçam com uma guitarra plena de soul em New Beginning, são composições que proporcionam ao ouvinte uma experiência auditiva única e que dificilmente o deixará indiferente, caso seja apreciador de ambientes sonoros que não deixam de marcar pelo modo como instigam, mas que sonoramente são brisas amenas que proporcionam uma superior sensação de conforto e romantismo. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 21:54

Strand Of Oaks – Galacticana

Quarta-feira, 14.07.21

Foi há cerca de dois anos que Tim Showalter editou Eraserland, o sétimo registo de originais em que assinou Strand Of Oaks e que tinha sucedido aos excelentes discos Hard Love  e Heal, este último o trabalho que colocou Oaks nas luzes da ribalta e que foi, de acordo com o autor, gravado numa época tumultuosa e sobre enorme pressão. A boa aceitação por parte da crítica e dos fãs desta sua caminhada discográfica mais recente acabou por constituir um bálsamo retemperador para o músico natural de Indiana e agora sedeado em Austin, que tem estado a trabalhar no seu oitavo álbum, um alinhamento de onze canções chamado In Heaven, que irá ver a luz do dia a um de outubro próximo.

Strand Of Oaks, 'Galacticana' : #NowPlaying : NPR

Chama-se Galacticana a primeira amostra divulgada de In Heaven. É o tema que abre o disco e uma das melhores canções que já pudemos ouvir este ano. Estando plena de intimismo e nostalgia, começa banhada por um manto luminoso de indie folk feito com uma viola acústica e um teclado de forte pendor orgânico, que é depois envolvido por uma vasta míriade de orquestrações opulentas, onde sobressaiem alguns detalhes percussivos e um solo de guitarra a preencher o refrão, nuances que, no seu todo, oferecem à canção um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. Confere Galacticana e a tracklist de In Heaven...

01 “Galacticana”
02 “Easter”
03 “Hurry”
04 “Horses At Night”
05 “Somewhere In Chicago”
06 “Jimi & Stan”
07 “Sunbathers”
08 “Carbon”
09 “Sister Saturn”
10 “Slipstream”
11 “Under Heaven”

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publicado por stipe07 às 14:32

Molly Burch – Heart Of Gold

Domingo, 13.06.21

Depois de no início do ano ter dado sinais de vida com um single intitulado Emotion, assinado a meias com os Wild Nothing , abrigado pela Captured Tracks e que teve direito a edição em formato de sete polegadas, juntamente com a canção Needy, uma cover de um original de Ariana Grande como b-side, a norte-americana Molly Burch começou a anunciar detalhes daquele que será o quarto disco da sua carreira, um álbum intitulado Romantic Images, que sucede ao excelente disco First Flower de dois mil e dezanove e que irá ver a luz do dia no final do próximo mês de junho.

New Music: Molly Burch – Heart of Gold | AnalogueTrash

Assim, depois de ter divulgado o single Control, canção que colocou esta cantora e compositora natural de Austin, no Texas, no terreno que se sente mais confortável e que se carateriza por ambientes algo nebulosos e jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual, agora chega a vez de conferirmos Heart Of Gold, uma composição assente num clima percurssivo bastante dançável, trespassado por buliçosos efeitos cósmicos, um portento melódico de charme e sedução, encharcado em romantismo e contemporaneidade. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:55

Molly Burch – Control

Quinta-feira, 06.05.21

Depois de no início do ano ter dado sinais de vida com um single intitulado Emotion, assinado a meias com os Wild Nothing , abrigado pela Captured Tracks e que teve direito a edição em formato de sete polegadas, juntamente com a canção Needy, uma cover de um original de Ariana Grande como b-side, a norte-americana Molly Burch acaba de anunciar o quarto disco da sua carreira. O registo irá chamar-se Romantic Images, sucede ao excelente disco First Flower de dois mil e dezanove e foi produzido por Alaina Moore e Pat Riley, donos da dupla Tennis, tendo sido masterizado por Heba Kadry (Bjork, Beach House).

Molly Burch Announces New Album 'Romantic Images', Shares New Song 'Control'  - Our Culture

Control , o primeiro single divulgado de Romantic Images, coloca esta cantora e compositora natural de Austin, no Texas, no terreno que se sente mais confortável, já que nos proporciona, através de um buliçoso piano, uma inspirada batida e diversos efeitos sintetizados plenos de groove, um portento melódico de charme e sedução, desenhado à sombra de ambientes algo nebulosos e jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:35

LNZNDRF – II

Terça-feira, 16.02.21

Depois de cerca de meia década de uma longa e penosa espera, já viu finalmente a luz do dia II, o novo registo de originais do super grupo LNZNDRF, que junta Ben Lanz e Aaron Arntz dos Beirut e Scott e Bryan Devendorf dos The National. Abrigado pela Rough Trade, II é um daqueles excelentes instantes sonoros que merecem figurar em lugar de destaque na indie contemporânea, criado por um quarteto que parece tocar submergido num mundo subterrâneo de onde debita música através de tunéis rochosos revestidos com placas metálicas que aprofundam o eco de composições que impressionam pelo forte cariz sensorial.

Resultado de imagem para LNZNDRF

II abre as hostilidades com um piano tocado em surdina, mas que rapidamente perde a vergonha e se deixa contagiar por uma incontida avidez que sobrevoa um baixo rugoso que vai rodando numa espiral continua e agregando cada vez mais detalhes sonoros, uns sinistros outros reluzentes, das mais diversas proveniências, sejam elas acústicas, percurssivas ou sintéticas. É The Xeric Steppe, uma indisfarçável busca por um clímax que por volta do quarto minuto se manifesta, através da bateria vigorosa de Bryan Devendorf, um baixo corpulento e uma tenebrosa guitarra, numa composição que acaba por nos esclarecer o estilo e marca de um disco que será, até ao seu ocaso, um verdadeiro orgasmo de rock com um cariz fortemente ambiental, mas também amplamente progressivo. Esta receita volta a deslumbrar-nos alguns minutos depois, de forma menos efusiva, mas igualmente burilada, em Cascade, um cenário idílico para os apreciadores do rock progressivo mais climático e lisérgico.

No entanto, o rock alternativo, na sua essência mais pura e imesiva, é um dos pontos mais fortes de II e um claro avanço relativamente ao antecessor homónimo, patente em algumas das melhores canções do registo. Por exemplo, em Brace Yourself debatemo-nos com um rock pleno de personalidade e força, onde é forte a dinâmica entre uma opção percurssiva arritmada exemplarmente acompanhada por um baixo que parece ser brotar da própria natureza e por um registo vocal efusivo, num encadeamento que nos obriga a um exercício exigente de percepção fortemente revelador e claramente recompensador. Uma receita mais nostálgica e na qual uma guitarra de forte cariz oitocentista assume relevância clara, mas mantendo a opção estilística por um registo sempre crescente, aprimora-se em You Still Rip, canção que rapidamente nos envolve numa espiral de sentimento e grandiosidade, patente também no modo como a voz também se assume como membro pleno do arsenal instrumental, não havendo, como se percebe, regras ou limites impostos para a inserção da mais variada miríade de arranjos, detalhes e ruídos. Finalmente, Chicxulub, um instumental que poderia muito bem ter tido a assinatura dos DIIV, é uma verdadeira trip deambulante proporcionada por um baixo pouco meigo no modo como incorpora doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica e Ringwoodite ascende, nas asas de guitarras joviais e orgulhosamenre orgânicas, ao éden da melhor pop, que também se embrenha por todos os poros de Glaskiers, duas fabulosas composições que não se envergonham de dar as mãos a alguns dos pilares essenciais daquele krautrock de forte cariz sensorial.

Gravado em inspiradas jam sessions durante o outono de dois mil e dezanove, nos Estúdios Public Hi-Fi, em Austin, no Texas, II navega num universo fortemente cinematográfico e imersivo e aos seu conteúdo deve atribuir-se um claro nível de excelência, não só devido aos diferentes fragmentos que os LNZNDRF convocaram nos vários universos sonoros que os rodeiam e que da eletrónica, à pop, passando pelo rock progressivo criaram uma relação simbiótica bastante sedutora, mas também porque, embarcando nessa feliz demanda, também não deixaram de partir à descoberta de texturas sonoras que se expressaram com intensidade e requinte superiores, nomeadamente num transversal piscar de olhos objetivo aquela crueza orgânica que aqui faz questão de viver permanentemente de braço dado com o experimentalismo e em simbiose com a psicadelia. Para já, o momento discográfico maior de dois mil e vinte um. Espero que aprecies a sugestão...

LNZNDRF - II

01. The Xeric Steppe
02. Brace Yourself
03. You Still Rip
04. Cascade
05. Chicxulub
06. Ringwoodite
07. Glaskiers
08. Stowaway

 

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publicado por stipe07 às 16:27

Molly Burch – Emotion

Quinta-feira, 07.01.21

Depois do excelente registo de natal The Molly Burch Christmas Album lançado em dezembro de dois mil e dezanove, a norte-americana Molly Burch, volta a dar sinais de vida com um novo single intitulado Emotion, abrigado pela Captured Tracks e que terá direito nos próximos dias a edição em formato de sete polegadas, juntamente com a canção Needy, uma cover de um original de Ariana Grande como b-side.

Molly Burch links with Wild Nothing for new track “Emotion”

Emotion coloca esta cantora e compositora natural de Austin, no Texas, no terreno que se sente mais confortável, já que nos proporciona, através de um vigoroso baixo, uma hipnótica batida e diversos efeitos sintetizados plenos de groove, um portento melódico de charme e sedução, desenhado à sombra de ambientes algo nebulosos e jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual. Confere...

Molly Burch - Emotion

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publicado por stipe07 às 17:26






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