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The Notwist - Ship EP

Quarta-feira, 26.08.20

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Ship, um EP que acaba de ver a luz do dia à boleia da Morr Music, etiqueta alemã, sendo o primeiro sinal de vida do projeto em seis anos. Recordo que em dois mil e catorze este grupo alemão incrível lançou o disco Close to The Glass, um tomo de onze canções assentes numa eletrónica cheia de elementos do krautrock, mas que também passava pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, um verdadeiro caldeirão sonoro onde cada elemento foi cuidadosamente tratado e que estava minuciosamente carregado de vida.

The Notwist prep new EP & album, share “Ship” ft. Saya of Tenniscoats

Já com um novo longa duração prometido ainda este ano, os The Notwist afagam-nos, para já, um pouco a alma e acalmam as expetativas desse longa duração, com três excelentes novos temas em que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral dos cerca de doze minutos do EP, tudo soa muito polido, notando-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e bem conseguido.

Abrindo, como seria de esperar, com o single homónimo do registo, uma canção que conta com a participação vocal da japonesa Saya, vocalista da banda Tenniscoats e que impressiona pelo rigor percurssivo, percebe-se, logo à partida, que Ship EP será um registo tremendamente hipnótico. Nesta canção, a batida seca que lateja sem cessar, enquanto é constantemente rodeada por uma espiral sintetizada repetitiva e diversas aparições de uma guitarra que se insinua sempre à espreita do momento ideal para explodir em riffs e distorções incontroláveis, são nuances típicas de um grupo exímio a tricotar, sem receio do risco, os alicerces fundamentais de um rock que se entrega a toda o universo sonoro alternativo, sem se alimentar apenas da clássica tríade guitarra, baixo e bateria.

Depois, a incomensurável diversidade sónica que, entre luminosas cordas, efeitos cósmicos, uma bateria embaladora e guitarras metálicas, dá sentido e cor ao sublime experimentalismo de Loose Ends e, para rematar, o forte pendor espiritual e reflexivo do instrumental Avalanche, são mais duas canções que carimbam, de modo indelével, a sagacidade e a sensação catártica de um alinhamento curto mas impressivo, criado por uns The Notwist hábeis a convidar-nos a uma real libertação de sentimentos ou emoções reprimidas, ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:20

The Notwist – Ship

Quarta-feira, 05.08.20

The Notwist - Ship

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Ship, um EP que irá ver a luz do dia ainda durante este mês de agosto, à boleia da Morr Music, etiqueta alemã, e que será o primeiro sinal de vida do projeto em seis anos. Recordo que em dois mil e catorze este projeto alemão único lançou o disco Close to The Glass, um tomo de onze canções assentes numa eletrónica cheia de elementos do krautrock, mas que também passava pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, um verdadeiro caldeirão sonoro onde cada elemento foi cuidadosamente tratado e que estava minuciosamente carregado de vida.

Para antecipar o lançamento deste EP, ao qual se seguirá, ainda de acordo com a banda, um novo longa duração ainda em 2020, os The Notwist acabam de divulgar o single homónimo do registo, uma canção que conta com a participação vocal da japonesa Saya, vocalista da banda Tenniscoats e que impressiona pelo rigor percurssivo, assente num registo tremendamente hipnótico, devido a uma batida seca que lateja sem cessar, enquanto é constantemente rodeada por uma espiral sintetizada repetitiva e diversas aparições de uma guitarra que se insinua sempre à espreita do momento ideal para explodir em riffs e distorções incontroláveis, algo que acaba por não acontecer. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:31

Milky Chance & Jack Johnson – Don’t Let Me Down

Terça-feira, 05.05.20

Milky Chance And Jack Johnson - Don't Let Me Down

A dupla germânica Milky Chance, formada por Clemens Rehbein e Philipp Dausch Milky,lançou recentemente o single Don’t Let Me Down, em parceria como havaiano Jack Johnson. A canção combina perfeitamente a habitual toada eletrónica da dupla com o registo eminentemente acústico de Jackson, exímio a misturar rock e reggae. O resultado final é, naturalmente, exótico, luminoso, otimista e vincadamente pop.

Os Milky Chance têm estado particularmente ativos, apesar deste período de confinamento, já que no passado mês de abril também divulgaram o EP Stay Home Sessions, um alinhamento com novas roupagens de alguns dos melhores temas do álbum Mind The Moon, o terceiro disco da dupla, editado o ano passado. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:43

Stereo Total - Ah! Quel Cinéma!

Terça-feira, 23.07.19

Um dos nomes míticos do catálogo da Tapete Records são os Stereo Total, dupla que começou a fazer música antes da internet existir, antes do Euro, antes da Alemanha se reunir e antes ainda de haver bandas ou músicas. Aliás, pelo andar da carruagem, os Stereo Total provavelmente ainda estarão a tocar quando tudo isso for consignado ao lixo da história. O grupo é composto por Françoise Cactus, também apresentadora de rádio e Brezel Göring, um homem cuja escolha do nome artístico foi motivada pelo desejo de não ser levado a sério pela música e pelos escribas.

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Quando começaram a fazer música juntos, os Stereo Total tinham como missão romper as regras, desestabilizar as ideias e sarcasticamente repelir amantes sérios de música enquanto os chocam com uma engenharia de som muito abaixo dos padrões dos ouvintes do mainstreamAh! Quel Cinéma!, o novo álbum da dupla e décimo segundo da carreira dos Stereo Total, é um descendente fiel de toda uma linhagem de discos que têm reforçado a já mítica propensão deste projeto para o jogo de palavras, mesmo que tal desiderato não esteja em evidência em todas as letras que apresentam. Sendo um álbum com não um, mas dois pontos de exclamação no título, aprimora ainda mais essa caraterística única da dupla, com temas como lesões pessoais (Ich bin cool), traição (Mes copines), deficiências de personalidade provocadas pelo abuso de drogas (Methedrine), raiva (Hass-Satellit) opiniões inflamadas de si próprio (Brezel says), suicídio (Le Spleen), luto (Dancing with a memory) e almas atormentadas (Elektroschocktherapie) a serem apresentadas em formato panorâmico e, muitas vezes, da forma mais divertida possível.

Musicalmente,  Ah! Quel Cinéma! acaba por ser de difícil catalogação e esse é, naturalmente, um dos principais elogios que se pode fazer ao panorama geral criado pelas suas catorze composições. Se álbuns anteriores dos Stereo Total ressoaram com influências de chanson, trash, disco para punk, rock'n'roll e NDW (New Wave alemão), Ah! Quel Cinéma! tem como grande enfoque uma espécie de rock de garagem Lo Fi, trespassado por uma eletrónica sagaz que não descura uma forte toada orgânica e sensitiva, assente numa vasta gama instrumental de instrumentos mais propensos a serem encontrados nas mãos de crianças em lares onde uma educação musical não está na agenda. Um órgão de plástico de bébé, um piano de brincar, acompanhado por guitarras caseiras e um Casio adquirido numa feira em segunda mão, são alguns dos exemplos dessa pafernália. Nela, cada instrumento musical provavelmente poderia ser traduzido em coordenadas sociais e, nesse sentido, as ferramentas do comércio de Stereo Total falam uma linguagem inequívoca. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:17

Von Spar - Under Pressure

Terça-feira, 28.05.19

Já chegou aos escaparates Under Pressure, o quinto álbum do projeto Von Spar de Sebastian Blume, Jan Philipp Janzen, Christopher Marquez e Phillip Tielsch, sem contar com a homenagem aos Can, captada ao vivo com Stephen Malkmus em dois mil e treze. As oito composições do álbum foram gravadas no Dumbo Studio dos próprios Von Spar em Colónia, com convidados de Toronto, Tóquio, Nova York, Londres e Nashville, contribuições notáveis de nomes como Chris A. Cummings,  Eiko Ishibashi, a professora de punk e reggae Vivien Goldman (The Flying Lizards) ou Lætitia Sadier (Stereolab).

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Passaram-se 15 anos desde o disco de estreia Die uneingeschränkte Freiheit der privaten Initiative e cinco anos desde o álbum Streetlife, mas o arquétipo temático e lírico dos Von Spar, feito de irreverência pop e de uma irrequietude única no que concerne à opção pela desobediência aos formalismos típicos de uma banda alinhada com o mainstream, mantém-se intocável. E tal acontece apesar da faceta algo camaleónica da discografia dos Von Spar, com os diferentes registos do catálogo do grupo a provarem uma metamorfose contínua no som da banda, abrindo frechas ao post punk, ao krautrock e à pop art oitocentista.

Com a chancela da Tapete Records, Under Pressure é uma homenagem declarada ao clássico de David Bowie já com quase quatro décadas e onde o recentemente desaparecido guru da pop já lamentava, juntamente com Freddie Mercury, o rumo descontrolado que este mundo em que vivemos parece ir (It's the terror of knowing what this world is about). Portanto é um trabalho que pretende mostrar que os Von Spar também refletem sobre a nossa contempraneidade, sendo especialmente críticos no que diz respeito à frequente postura intimidatória da classe dirigente, a aguda concorrência social e a necessidade de vivermos numa permanente luta pela sobrevivência, numa era de capitalismo desenfreado e vigilante relativamente aos seus cidadãos. Esta sensação de urgência e de constante frenesim social, acaba por estar plasmada nestas canções logo na dupla entrada A Dream (Pt 1)A Dream (Pt 2), canções em que a banda, juntamente com Cummings e Ishibashi, idealizam uma sequência de sonhos que exploram onde poderiam chegar se as algemas da carne fossem arrematadas. Pouco depois, Vivien Goldman pega o fio à meada, reforça o conceito e liberta-se dos fantasmas do passado em Boyfriends (Dead Or Alive), enquanto Lætitia Sadier em Extend The Song, um hino krautrock notável, defende que poderia tocar e tocar para sempre, impulsionada pela energia motora de uma composição algo ácida e particularmente psicotrópica: (if someone would ask me, Could I go on?).

Apesar do cariz temático bem balizado e que faz os Von Spar divagarem dentro de um universo sonoro bastante específico, a verdade é que neste Under Pressure fazem-no através de diferentes ângulos e espetros, flutuando livremente à boleia de uma atitude claramente experimental e enganadoramente despreocupada, expressa numa vontade óbvia de transformar cada composição numa espécie de retrato fiel de um modo de pensar lascivamente crítico, mas sem deixarem de criar espaço para a reflexão e auto-interrogação por parte do ouvinte. E essa é uma das grandes virtudes de um disco onde não falta refinamento rítmico, saltos quânticos harmónicos, arpejos de sintetizadores giratórios, guitarras para trás sem nenhum sinal de retrogradação mas, principalmente, um modo bastante textural, orgânico e imediato de criar música e de fazer dela uma forma artística privilegiada na transmissão de sensações que não deixam ninguém indiferente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:41

Jaguwar - Ringthing

Quarta-feira, 31.01.18

Uma das novas coqueluches da Tapete Records são os Jaguwar, projeto que nasceu em Berlim, na Alemanha, um trio formado inicialmente por Oyémi e Lemmy em 2012 aos quais se juntou Chris dois anos depois. Editaram dois Eps através da americana Prospect Records e tocaram ao vivo numa série de países como Inglaterra, Dinamarca, França, Sérvia, Alemanha, entre outros, partilhando o palco com nomes tão importantes como os We Were Promised Jetpacks, Japandroids e The Megaphonic Thrift, entre outros.

A estreia na Tapete Records foi a doze de janeiro de último com Ringthing, o longa duração de estreia do grupo. São dez canções que nasceram depois de o trio, armado com um impressionante leque de aparelhos de efeitos, guitarras, baixos e amplificadores e apoiado por um prodigioso abastecimento de café e cigarros, ter-se instalado nos estúdios Tritone Studio em Hof, na Baviera. Um dos grandes destaques do álbum é Crystal, canção que se insere naquele universo sonoro que mistura rock e pop, com uma toada noise e um elevado pendor shoegaze. O tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, e esta dupla é a mesma que vai ser depois o grande suporte das canções, em volta da qual gravitarão diferentes arranjos, quer orgânicos, quer sintéticos, geralmente com um teor algo minimal. Na verdade, além desse destaque, canções como a ritmada Lunatic, que sobrevive à custa de um efeito agudo metálico ou, em oposição, a mais climática e contemplativa Gone, expôem de modo esclarecido, como o som destes Jaguwar é assumidamente indie e plana entre a experimentação e o psicadelismo.

Ao longo deste, disco liderado pelas guitarras, ouve-se canções fáceis e ao mesmo tempo complexas, com variações, ruídos e efeitos variados. Existiu, sem dúvida, um aturado trabalho de produção, nenhum detalhe foi deixado ao acaso e houve sempre a intenção de dar algum sentido épico e grandioso às canções, arriscando-se o máximo até à fronteira entre o indie e o post rock. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 18:32

Jaguwar - Crystal

Quinta-feira, 30.11.17

Uma das novas coqueluches da Tapete Records são os Jaguwar, projeto que nasceu em Berlim, na Alemanha, um trio formado inicialmente por Oyémi e Lemmy em 2012 aos quais se juntou Chris dois anos depois. Editaram dois Eps através da americana Prospect Records e tocaram ao vivo numa série de países como Inglaterra, Dinamarca, França, Sérvia, Alemanha, entre outros, partilhando o palco com nomes tão importantes como os We Were Promised Jetpacks, Japandroids e The Megaphonic Thrift, entre outros.

A estreia na Tapete Records será a doze de janeiro de 2018 com Ringthing, o longa duração de estreia do grupo. São dez canções que nasceram depois de o trio, armado com um impressionante leque de aparelhos de efeitos, guitarras, baixos e amplificadores e apoiado por um prodigioso abastecimento de café e cigarros, ter-se instalado nos estúdios Tritone Studio em Hof, na Baviera. Delas já se conhece Crystal, canção que se insere naquele universo sonoro que mistura rock e pop, com uma toada noise e um elevado pendor shoegaze. Já com direito a vídeo, o tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, e esta dupla é a mesma que vai ser depois o grande suporte das canções, em volta da qual gravitarão diferentes arranjos, quer orgânicos, quer sintéticos, geralmente com um teor algo minimal. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:05

The Notwist – Superheroes, Ghostvillains And Stuff

Terça-feira, 29.11.16

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Superheroes, Ghostvillains And Stuff, um trabalho editado no final de outubro à boleia da Sub Pop Records e que ao longo de mais de hora e meia nos oferece uma viagem ao vivo muito calculada e de algum modo hipnótica pelo universo sonoro que os carateriza enquanto banda de rock, mas cada vez mais dominados pela eletrónica.

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Registo gravado na segunda de três noites consecutivas, sempre esgotadas, em dezasseis de dezembro de 2015, no espaço Connewitz, em Leipzig, na Alemanha, país natal dos The Notwist, Superheroes, Ghostvillains And Stuff revisita o extenso e rico catálogo de um projeto que logo no balanço dos metais de They Follow Me, uma canção que ameaça continuamente uma incomensurável explosão sónica, no krautrock de Close To the Glass e no luminoso andamento progressivo de Kong nos mostra as suas variadas facetas. Aliás, quando no início do espetáculo parecemos positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio sintético, surgem as cordas e a guitarra luminosa cheia de distorção desta Kong para provar essa génese de uns The Notwist exímios a piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades mais orgânicas, mesmo em concerto.

Daí em diante, seja através desses ambientes mais crus e orgânicos ou outros mais sintéticos e intrincados, os The Notwist conseguem ser eficazes e bastante criativos no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às suas canções. E ao vivo essa sensação amplia-se, num registo onde, ao contrário da maioria dos trabalhos do género, a produção é mesmo uma das mais valias já que, seja entre o processo dos arranjos selecionados para cada tema, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num concerto muito homogéneo e conseguido.

Trabalho tremendamente catártico, até pelo modo como em Pick Up The Phone não destoa da fórmula cúmplice, madura e melodicamente acessível que esta canção exige, sem que isso coloque em causa o seu encaixe no restante alinhamento, Superheroes, Ghostvillains And Stuff é a demonstração clara de uma banda versátil, que tem sabido ao longo do tempo adaptar-se e encontrar um sopro de renovação e que servindo-se de elementos do krautrock, passando pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, mostra-se, ao vivo, como um verdadeiro caldeirão cuidadosamente tratado e minuciosamente carregado de vida. Espero que aprecies a sugestão...

The Notwist - Superheroes, Ghostvillains And Stuff

01. They Follow Me
02. Close To The Glass
03. Kong
04. Into Another Tune
05. Pick Up The Phone
06. One With The Freaks
07. This Room
08. One Dark Love Poem
09. Trashing Days
10. Gloomy Planets
11. Run Run Run
12. Gravity
13. Neon Golden
14. Pilot
15. Consequence
16. Gone Gone Gone

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publicado por stipe07 às 17:37

The History Of Colour TV – Wreck

Quarta-feira, 16.11.16

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Os berlinenses The History Of Colour TV estão prestes a regressar aos lançamentos discográficos com Something Like Eternity, um álbum que irá ver a luz do dia a vinte e cinco de novembro próximo. De acordo com Wreck, o avanço já divulgado do trabalho, será um registo que certamente nos colocará bem no centro de um noise rock que não deixa de nos fazer recordar experimentações típicas do melhor rock alternativo lo fi dos anos oitenta. Refiro-me a uma canção que se define como um edifício sonoro ruidoso que não dispensa uma forte presença dos sintetizadores e teclados, que agregados a guitarras plenas de distorção e a uma batida vigorosa, acaba, neste caso, por conferir uma explícita dose de um pop punk dance que mescla orgânico e sintético com propósitos bem definidos. O download do tema pode ser feito via bandcamp. Confere...

The History Of Colour TV - Wreck

01. Wreck
02. August Twenty First

 

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publicado por stipe07 às 21:30

Graham Candy – Plan A

Sexta-feira, 15.07.16

Graham Candy é um ator e compositor que nasceu nos antípodas, na Nova Zelândia, cresceu em Auckland, onde estudou música, dança e teatro, mas tem o seu quartel general atualmente montado na Alemanha, onde vive desde 2013. Começou por dar nas vistas ofercendo a sua voz a algumas composições do conceituado DJ alemão Allen Ferben, nomeadamente no tema She Moves, que ganhou projeção internacional, o que fez com que colaborasse também, e mais recentemente, com Parov Stelar e o DJ Robin Schulz. Depois de um EP editado o ano passado, Plan A é o seu disco de estreia, doze canções editadas no início de maio e que impressionam não só por causa do falsete adocicado de um timbre vocal único, mas também devido a uma feliz amálgama sonora que coloca em primeiro plano uma indie pop bastante acessível e intensa, onde pianos e sintetizadores ditam a sua lei.

As canções de Plan A são um passeio pelas influências de Graham e pela sua capacidade inventiva na hora de usar essas referências para criar. Espalhada pelo álbum há muito da energia que nomes como Gnarls Barkley ou, numa direção oposta, Sufjan Stevens e até Mika, nos foram deixando na primeira década deste século, com o piano de Home e a batida adornada de efeitos de Glowing In The Dark, a plasmarem essas heranças diretas da pop e das novas tendências de uma eletrónica cada vez mais abrangente e que tem sempre as pistas de dança na mira. Os próprios samples que introduzem o groove da batida plena de soul de 90 Degrees são uma excelente amostra desse piscar de olhos objetivo à bola de espelhos, uma filosofia sonora constante num alinhamento ruidoso, mas luminoso, cheio de ganchos, improvisos e colagens, que nasceram, certamente, num processo de gravação rápido e divertido e onde é evidente um processo de mistura e produção bastante inspirado e feliz, que tem como ponto alto a visceralidade e as pujança de Back Into It, uma daquelas canções que clama por punhos cerrados e uma elevada dose de testosterona, à medida que a batida nos aprisiona sem dó nem piedade. 

Claramente talentoso, com uma enorme soul na alma e comparável a alguns virtuosos clássicos da pop e do próprio R&B, exemplarmente homenageados em Kings And Queens, logo na estreia Graham Candy grita e afirma quer o seu lado mais clássico, quer a sua definitiva obsessão por uma superior e ímpar grandiosidade instrumental, onde não faltam saxofones e trompetes, além de uma percussão imponente, detalhes que dão a este excelente álbum uma toada sentimental indisfarçável. É uma espécie de eletropop épico e barroco e mais uma maravilhosa viagem pelos cantos mais alegres e bem dispostos da mente deste excelente autor. Espero que aprecies a sugestão...

Graham Candy - Plan A

01. Home
02. Glowing In The Dark
03. 90 Degrees
04. Back Into It
05. My Wellington
06. Kings And Queens
07. Travellers Lovers
08. Heart Of Gold
09. Little Love
10. Paid A Nickel
11. Broken Heart
12. Memphis

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publicado por stipe07 às 17:18






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