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Sisyphus - Sisyphus

Quarta-feira, 26.03.14

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Sisyphus mistura o típico hip hop com alguns dos aspetos mais clássicos da pop e do indie rock, algo hoje muito em voga, nomeadamente o uso da sintetização. É um disco muito melódico e que expande novos horizontes no campo da experimentação sonora que aborda traços mais comuns da música negra e mais marginalizada pelo grande público e pelo espetro comercial, com honrosas exceções, nomeadamente aquilo que os Gorillaz de Damon Albarn conseguiram mostrar durante pouco mais de uma década.

Calm It Down, o primeiro single divulgado de Sisyphus, plasma um cardápio de referências já lançadas no disco anterior e que caminham em direção aos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com fortes reminiscências nos esboços sintéticos produzidos por Stevens em The Age Of AdzRhythm Of Devotion, mais outro tema já retirado do álbum no formato single, também aposta numa direção sonora que recua duas décadas, cruzando sintetizadores e vozes, mas com uma mais forte toada nostálgica e contemplativa.

Esta vertente de aproveitamento de traços sonoros identitários dos outros projetos destes músicos é muito audível nos Sisyphus que, em vez de aproveitarem este projeto alternativo das suas carreiras para abordagens díspares, resolveram fazer uma espécie de simbiose do que de melhor cada um tem para oferecer, tendo em conta o universo sonoro com que mais se identifica, com especial ênfase na herança de Stevens.

Esta interação entre artistas e géneros é, como se percebe, o grande valor desta obra e há ainda outros instantes em que o contraste entre a voz grave e direta de Serengetti com a verve melancólica de Sufjan traz alguns momentos agradáveis. O swing de Lion’s Share, as batidas tribais de Alcohol, ou a curiosa My Oh My, o tema onde melhor se percebe toda esta mescla, são mais três exemplos que me impressionaram, num meio termo entre a música eletrónica, o indie e o rap, numa busca de um ponto de intersecção, mas onde não se aprofunda nenhum dos estilos.

Sisyphus é um disco obrigatório para todos aqueles que dizem não gostar de rap e hip hop e que, sentindo desgosto por essa aparente repulsa e os ouvidos apurados para outros universos sonoros, têm o desejo de encontrar prazer em boas letras ritmadas, com batidas rápidas e cheias de sentimento, tudo misturado num caldeirão onde o experimntalismo é a pedra de toque de... canções feitas por três músicos extremamente criativos e competentes. Divertido, Sisyphus torna-se essencial para qualquer admirador dos diferentes projetos deste trio e mostra um imenso potencial desta banda para o futuro. Sisyphus chegou às lojas no passado dia dezoito via Asthmatic Kitty e Joyful Noise. Espero que aprecies a sugestão...


01 Calm It Down
02 Take Me
03 Booty Call
04 Rhythm of Devotion
05 Flying Ace
06 My Oh My
07 I Won't Be Afraid
08 Lion's Share
09 Dishes in the Sink
10 Hardly Hanging On
11 Alcohol

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publicado por stipe07 às 20:54






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