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Dutch Uncles - O Shudder

Quinta-feira, 18.06.15

Lançado no passado dia vinte e três de fevereiro através da insuspeita Memphis Industries, O Shudder é o mais recente trabalho dos Dutch Uncles, uma banda de indie pop britânica, sedeada em Marple e atualmente formada por Duncan Wallis, Andy Proudfoot, Robin Richards e Peter Broadhead. O Shudder é já o quatro álbum da carreira de um projeto que deu o ponto de partida em 2009 com um homónimo editado pela Tapete Records, mas foi com Cadenza e Out Of Touch In The Wild, já na Memphis Industries, que os Dutch Uncles começaram a ser olhados pela crítica com particular devoção, apesar de ainda serem um dos melhores segredos od universo sonoro indie e alternativo.

O Shudder não defrauda quem estava à espera de uma proposta sonora ambiciosa e sofisticada, como já é paanágio deste quarteto, que conhece os melhores atalhos para aprimorar uma queda acentuada para a vertente experimental, mas sem decurar a oferta de canções acessíveis à maioria dos ouvidos, como comprova Babymaking, o primeiro tema do alinhamento deste trabalho e o já apreciável catálogo de singles retirados do disco. Logo nos violinos, no sintetizador e na toada épica desse tema, ficams esclarecidos quanto à toada geral amena das canções, com a vertente instrumental a centrar-se primordialmente no campo sintético. Em Upsilon, apesar da distorção das guitarras ser esplendorosa, a batida abriga-se claramente na herança da synthpop típica dos anos oitenta, mas de forma equilibrada e não demasiado vintage, sucedendo algo similar no piscar de olhos ao discosound na animada Decided Knowledge e com o piano de I Should Have Read a acertar um pouco as contas e a ser decisivo para o equilíbrio final.

Essa década de oitenta está, como se percebe, fortemente representada na vertente instrumental, com In N Out a prová-lo também em relação à percussão, mas não se sobrepõe à habitual estética dos Dutch Uncles que têm abraçado a pop contemporânea e ajudado imenso ao seu enriquecimento, pelo modo inédito como olham para o passado sem se deixarem seduzir demasiado por ele.

Given Thing é, talvez, o melhor exemplo de O Shudder deste balanço temporal equilibrado, uma canção que apresenta uma mescla de referências que ganham vida de mãos dadas com a ponte entre o presente e o passado, quer pelo modo curioso como a voz é reproduzida, mas também pela disposição das cordas na melodia e o uso do reverb. No entanto, Don’t Sit Back (Frankie Said) e a hipnótica e belíssima Tidal Weight, são também claros exemplos que ampliam o cardápio de referências e a herança inspiradora que serve de base ao quarteto.

Com imensas canções que abrem de par em par uma enorme janela de luz chamada O Shudder, espreita-se para dentro e torna-se firme a evidência da firmeza sonora identitária dos Dutch Uncles, que apreciam abordar a pop indo um pouco além dos padrões comuns. Assim, exuberância e cor são sensações transversais ao ambiente de toda a obra, impecavelmente produzida, rica em detalhes curiosos e a exalar um charme que deve também imenso ao registo vocal em falsete de Duncan, que ajuda à aproximação entre a banda e o ouvinte, ao mesmo tempo que confere a densidade correta às letras, ajudando a que o conjunto final de muitas canções tenha vida e um pulsar que não nos passa despercebido. Espero que aprecies a sugestão...

Babymaking
Upsilon
Drips
Decided Knowledge
I Should Have Read
In n Out
Given Thing
Don’t Sit Back (Frankie Said)
Accelerate 
Tidal Weight
Be Right Back

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publicado por stipe07 às 21:43






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