urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2018-05-20T21:00:54Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:915108 2018-05-20T21:34:00 The Dirty Coal Train - Portuguese Freakshow 2018-05-20T21:00:54Z 2018-05-20T21:00:54Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Depois de quatro álbuns, uma compilação e cinco singles, já está nos escaparates <em><span style="color: #ff0000;">Portuguese Freakshow</span></em>, o novo disco do projeto <span style="color: #ff0000;">The Dirty Coal Train</span> que nasceu da mente do casal Ricardo Ramos e Beatriz Rodrigues, uma dupla natural de Viseu e a residir em Lisboa, que se tem assumido na presente década como uma das bandas mais excitantes do <em>garage rock</em> nacional. É um longo registo com quase quatro dezenas de temas e que conta com vários convidados especiais, nomeadamente Carlos Mendes (Tédio Boys, The Parkinsons, The Twist Connection), Nick Nicotine (The Act-Ups, Ballyhoos, The Jack Shits, Bro X), Victor Torpedo (The Parkinsons, Subway Riders), Ondina Pires (The Great Lesbian Show, Pop Dell'Arte), Fast Eddie Nelson (Big River Johnson, Fast Eddie &amp; the Riverside Monkeys), Captain Death (Tracy Lee Summer) e Mário Mendes (Conan Castro &amp; the Moonshine Piñatas), entre outros, um projeto megalómano bem sucedido lançado em vinil pela Groovie Records em parceria com a Garagem Records, tendo sido gravado nos estúdios Golden Pony em Lisboa e no King no Barreiro.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://glam-magazine.pt/wp-content/uploads/2018/03/foto-S%C3%A9rgio-Lemos-1-820x500.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Cheio de acordes rápidos e batidas viciantes, <em><span style="color: #ff0000;">Portuguese Freakshow</span></em> é um tratado de rock crú e direto, hora e meia de completo transe roqueiro feito com originais, mas também com versões de clássicos, de bandas tão distintas como os Residents, The Animals, Richard &amp; The Young Lions, The Standells, Marti Barris e Beat Happening, entre outros. No seu alinhamento cruzam-se diferentes universos desse espetro sonoro, desde o garage, ao <em>punk</em> sessentista, passando pelo <em>blues</em>, o próprio metal, o <em>rockabilly</em> e o <em>surf rock</em>. Este elevado ecletismo aliado a uma enrome segurança e vigor interpretativos, além de proporcionarem ao ouvinte  contacto com uma personalidade e uma amplitude sonora algo agressiva, no bom sentido, tem como grande cereja no topo, para quem conhecer os trabalhos anteriores dos <span style="color: #ff0000;">The Dirty Coal Train</span>, permitir a perceção de que a dupla ampliou a técnica e o apuro interpretativo, quer instrumental quer vocal, com a percussão a ser um dos aspetos em que isso mais se nota, mas com os riffs e os efeitos das guitarras a exalarem também novas nuances, que não se coibem de penetrar por territórios mais intrincados e progressivos, nomeadamente quando deambulam pelos algumas experimentações eletrónicas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Álbum que impressiona pelo seu todo e repleto de referências a seres fantásticos e ao cinema mais alternativo, <em><span style="color: #ff0000;">Portuguese Freakshow</span></em> acaba por ser um retrato sonoro bastante interessante e impressivo acerca da nossa realidade atual enquanto povo, que parece muitas vezes bastante desligado da realidade e a viver num permanente estado de alienação que é aqui de certo modo documentado com uma elevada dose de humor, ironia e simbolismo. o registo foi produzido pelos próprios Ricardo Ramos e Beatriz Rodrigues e o <em>artwork</em> é da autoria de Olaf Jens. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2667276731/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:924156 2018-05-18T18:42:00 The Sea And Cake – Any Day 2018-05-18T14:53:16Z 2018-05-18T14:53:16Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Cerca de meia década depois do excelente <em>Runners</em>, os norte-americanos <span style="color: #99ccff;">The Sea And Cake</span>, agora um trio formado por Sam Prekop, Archer Prewitt, John McEntire, depois da partida do baixista Eric Claridge, estão de regresso aos lançamentos discográficos à boleia da <a style="color: #999999;" href="http://thrilljockey.com/products/any-day">Thrill Jockey</a>, a sua morada há já algum tempo, com <span style="color: #99ccff;"><em>Any Day</em></span>, dez canções que deixam bem claro que, mesmo depois de um hiato mais ou menos prolongado, a fórmula <span style="color: #99ccff;"><em>The Sea And Cake</em></span> continua jovem, não pensa em férias e tem argumentos para esgrimir com a concorrência, mesmo já em pleno século XXI.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://i.ytimg.com/vi/h_LhYJhTiow/maxresdefault.jpg" alt="Resultado de imagem para The Sea And Cake 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Com a participação especial de Paul Von Mertens, habitual colaborador de Brian Wilson, nas flautas e clarinetes e de Nick Macri no baixo, em <em><span style="color: #99ccff;">Any Day</span></em> os <span style="color: #99ccff;">The Sea and Cake</span> oferecem-nos uma refrescante e íntima coleção de canções <em>pop</em>, cada uma com a sua singularidade, mas todas tendo em comum uma ímpar delicadeza, limpidez e luminosidade que transpira otimismo e boa disposição por todos os poros, também por causa de melodias particularmente inspiradas e aditivas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Mestres da subtileza, os <span style="color: #99ccff;">The Sea And Cake</span> apelam à descoberta pessoal e à reflexão íntima, com canções como a incisiva e lânguida <em><span style="color: #99ccff;">Cover The Mountain</span></em>, a refrescante e bem disposta <em><span style="color: #99ccff;">I Should Care</span></em>, a serenidade <em>folk</em> da homónima, o travo tropical de <span style="color: #99ccff;"><em>Into Rain</em></span>, a sobriedade melancólica de <em><span style="color: #99ccff;">Occurs</span></em> ou a rispidez progressiva de <span style="color: #99ccff;"><em>Starling</em></span> a subsistirem alicerçadas em arranjos de cordas com um timbre eminentemente metálico, abraçados a sintetizações moduladas e a um trabalho percurssivo bastante sóbrio, aspetos que nos convidam, ao longo dos quase quarenta minutos do registo, a penetrarmos num universo sonoro com um adn bem definido, mas que não deixa de soar sempre familiar, sem deixar de nos oferecer instantes e detalhes muitas vezes inesperados e que espelham a riqueza criativa do projeto. Os sopros que acompanham as cordas e adornam a melodia de <span style="color: #99ccff;"><em>Paper Window</em></span> e o modo como um simples toque numa corda eletrificada se intercala com o baixo em <em><span style="color: #99ccff;">Day Moon</span></em> são um bom exemplo deste modo superior de compôr tendo em vista impressionar e regalar o ouvinte sem o forçar a espreitar para fora de uma zona de conforto bem delimitada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Em suma, este novo álbum do quarteto de Chicago, mantém a beleza melódica caraterística do projeto, com a adição de novos elementos, nomeadamente uma forte presença de elementos <em>jazzísticos</em> e da <em>folk</em> a serem essenciais para um resultado final bastante fluído, ameno e arejado, que nos possibilita saborearmos uma recatada zona de conforto, mesmo que farta de invulgares expedições sónicas. De facto, os <a style="color: #999999;" href="http://www.theseaandcake.com/">The Sea And Cake</a> já não precisam de argumentos a favor do seu génio. O contributo que deram para a <em>índie</em> dos anos noventa foi extraordinário e não merece ser sequer beliscado até porque ainda hoje conseguem manter uma apreciável dose inventiva, já que <span style="color: #99ccff;"><em>Any Day</em></span> é, claramente, mais um clássico de degustação obrigatória na já extensa discografia desta extraordinária banda norte americana. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/968/41176517934_58a4398e19_o.jpg" alt="The Sea And Cake - Any Day" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Cover The Mountain</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. I Should Care</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Any Day</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Occurs</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Starling</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Paper Window</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. Day Moon</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Into Rain</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. Circle</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>10. These Falling Arms</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2985455763/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/track=2467904847/transparent=true/" width="300" height="150"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2985455763/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:924908 2018-05-17T13:15:00 Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel And Casino 2018-05-17T11:22:35Z 2018-05-17T21:34:21Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</em></span> é o sexto álbum na carreira dos britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.arcticmonkeys.com/">Arctic Monkeys</a> de Sheffield, liderados por Alex Turner, ao qual se juntam Matt Helders, Jamie Cook e Nick O'Malley. Produzido por James Ford e pelo próprio Alex Turner, <em><span style="color: #ffcc99;">Tranquility Base Hotel And Casino</span></em> viu a luz do dia a onze de maio último, via Domino Records e sucede ao já longínquo <em style="font-size: 12pt;">AM</em>, lançado em 2013, contendo onze canções liricamente bastante enigmáticas e recheadas de referências retro e do nosso imaginário cinematográfico e críticas à modernidade, sendo bons exemplos desse <em>modus operandi</em> <em><span style="color: #ffcc99;">Star Treatment</span></em>, canção com referências diretas ao icónico romance <em>Blade Runner</em> de Phillip K Dick e <em><span style="color: #ffcc99;">American Sports</span></em>, tema que fala de uma base lunar onde os humanos habitam e olham de longe para o nosso planeta.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://www.frtyfve.com/uploads/images/_articleFull/arcticmonkeysfb.jpg" alt="Resultado de imagem para Tranquility Base Hotel And Casino" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Apesar dos <em>riffs</em> de <em><span style="color: #ffcc99;">Golden Trucks</span></em> poderem ter feito parte do alinhamento de <em>AM</em>, ou da voz de Alex Turner manter o timbre habitual ao longo do alinhamento, ainda que com menos sotaque, <span style="color: #ffcc99;"><em>Tranquility Base Hotel And Casino</em> </span>é, claramente, um disco de viragem, um dobrar de esquina consistente e apurado feito por um grupo que habituou os seus fâs a um <em>rock</em> incisivo e esfuziante, repleto de guitarras distorcidas e <em>riffs</em> vigorosos e que agora optou, num claro sinal de maturidade e de pujança criativa, por compôr composições com outro apuro melódico e conduzidas por uma maior diversidade instrumental, com o modo como as teclas também se tornaram protagonistas, a ser uma das principais nuances deste conceito. Aliás, grande parte do esqueleto dos temas foi criado ao piano por Turner, uma particularidade que faz com que este pareça ser o disco menos democrático dos <span style="color: #ffcc99;">Arctic Monkeys</span>. Mas esta é uma afirmação que faço não em jeito de crítica, mas de elogio, porque se percebe que os restantes elementos estiveram sintonizados com o líder, nomeadamente pelo modo harmonioso e simbiótico como incorporaram os seus instrumentos nas melodias.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Assim, para quem está familiarizado com a discografia dos <span style="color: #ffcc99;">Arctic Monkeys</span>, <em><span style="color: #ffcc99;">Tranquility Base Hotel And Casino</span> </em>é um disco inicialmente estranho e pouco familiar, mas que após repetidas e dedicadas audições se entranha, com a sua intensidade, feita de sobreposições densas e intrincadas de arranjos e efeitos, a não poder ser medida pelo modo como os decibéis das guitarras são debitados, mas antes pela emoção e pelo teor filosófico do registo. É um universo inédito de sons e referências que pulam entre a <em>soul</em> enevoada de <em><span style="color: #ffcc99;">Science Fiction</span></em>, a pop sessentista que exala subtilmente do clima clássico de <em><span style="color: #ffcc99;">One Point Perspective</span></em> e da psicadelia de <em><span style="color: #ffcc99;">The World’s First Ever Monster Truck Front Flip</span></em>, o <em>rock</em> lisérgico da década seguinte revisto em <em><span style="color: #ffcc99;">American Sports</span></em> e no tema homónimo e até o próprio<em> jazz</em> mais intemporal, homenageado com um charme algo invulgar na já referida <em><span style="color: #ffcc99;">Star Treatment</span></em>, canção que nos remete sem despudor para o cardápio de um Serge Gainsbourg, ou em <em><span style="color: #ffcc99;">The Ultracheese</span></em>, composição envolta por uma arrepiante aurea de mistério e sedução.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Os <span style="color: #ffcc99;">Arctic Monkeys</span> têm sabido estar sintonizados com o absurdo sociológico e político dos nossos tempos, numa carreira de assinalável coerência e bastante marcada por momentos de exaltação e de vigor que nunca descuraram uma profunda reflexão sobre aquilo que os rodeia e agora, neste <span style="color: #ffcc99;"><em>Tranquility Base Hotel And Casino</em></span>, fazem-no novamente, mas de modo ainda mais incisivo e irónico e abrigados por um novo e vasto manancial de referências que, piscando o olho a latitudes sonoras mais consentâneas com as tendências atuais do espetro sonoro em que se movimentam, enriquecem tremendamente o cardápio sonoro do quarteto e elevam-no a um novo estatuto, como banda fundamental do <em>indie rock</em> alternativo contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/978/27089415077_abf8851e32_o.jpg" alt="Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel And Casino" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Star Treatment</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. One Point Perspective</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. American Sports</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Tranquility Base Hotel And Casino</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Golden Trunks</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Four Out Of Five</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. The World’s First Ever Monster Truck Front Flip</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Science Fiction</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. She Looks Like Fun</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>10. Batphone</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>11. The Ultracheese</em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/7v6FNgLDS8KmaWA1amUtqe" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:925282 2018-05-16T13:36:00 Beach House – 7 2018-05-16T10:25:47Z 2018-05-16T13:23:19Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Quase três anos depois da dose dupla que foi <em>Depression Cherry</em> e <em>Thank Your Lucky Stars</em>, o quarto e o quinto discos da dupla <span style="color: #808080;">Beach House</span>, lançados em 2015 e de terem limpo o armário o ano passado com <em>B-sides e Rarities</em>, este projeto sedeado em Baltimore, no Maryland, formado pela francesa Victoria Legrand e pelo norte americano Alex Scally tem novo álbum já nos escaparates. É um trabalho intitulado <span style="color: #808080;"><em>7</em></span> e foi misturado por Alan Moulder, tendo sido gravado no estúdio da banda em Baltimore e também nos estúdios Carriage House em Stamford e nos estúdios Palmetto Studio em Los Angeles.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://media.pitchfork.com/photos/5a9f15cc340a1c29ad6d7073/2:1/w_790/Beach%20House%202.png" alt="Resultado de imagem para Beach House 7" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #808080;"><em>7</em></span> viu a luz do dia a onze de maio e, felizmente, mantem intacta aquela habitual toada simples e nebulosa da dupla, uma filosofia sonora bastante melódica e etérea, plena de sintetizadores assertivos e ruidosos e guitarras com efeitos recheados de eco, aspectos fundamentais da sonoridade do projeto e transversais aos registos anteriores. No entanto, <em><span style="color: #808080;">7</span></em>, contendo estes pilares da aura melancólica e mágica de um projeto que vive em redor da voz doce de Victoria e da mestria instrumental de Alex, exemplarmente replicados no intimismo perene de <span style="color: #808080;"><em>Pay No Mind</em></span> e no clima simulaneamente etéreo e pastoso de <em><span style="color: #808080;">L’Inconnue</span></em>, tem a novidade maior de se aproximar com superior gula de algumas referências óbvias de finais do século passado. Este propósito está explícito logo no edifício instrumental nada minimal que sustenta <em><span style="color: #808080;">Dark Spring</span></em>, canção que ao abrir de modo irrepreensível este <span style="color: #808080;"><em>7</em></span>, clarifica a vontade da dupla de fornecer maior luminosidade às canções, através de um rock mais expansivo e a piscar o olho aquele <em>shoegaze</em> que tradicionalmente assenta na orgânica típica das guitarras ritmadas e intensas, cruzadas com efeitos sintetizados com elevado teor sintético e que parecem querer personificar uma estranha escuridão interestelar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #808080;"><em>7</em></span> prossegue sempre em modo levitação e quando se chega, num crescendo de corpo e emoção, à distorção inebriante que conduz <em><span style="color: #808080;">Drunk In LA</span></em> e à exuberância barroca do sintetizador que se cruza com uma subtil passagem pelas cordas em <span style="color: #808080;"><em>Dive</em></span>, assim como à espiral instrumental disposta em camadas finíssimas em redor de quatro cliques repetitivos em <em><span style="color: #808080;">Black Car</span></em> e ao andamento sentimentalmente pronunciado e épico de <em><span style="color: #808080;">Lose Your Smile</span></em>, sentimo-nos invariavelmente impregnados por um ambiente contemplativo fortemente consistente, que encarna um notório marco de libertação e de experimentação e nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade, sugando-nos para um universo <em>pop</em> feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e fria, como só estes <span style="color: #808080;">Beach House</span> nos podem proporcionar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Disco para ser apreogado aos sete ventos, <em><span style="color: #808080;">7</span></em> é mais um convincente apelo para que a nossa mente e o nosso espírito se deixem ir à boleia de uma proposta estética assente num clima abstrato e meditativo, com um impacto verdadeiramente colossal e marcante, possível de ser apreciada ao vivo e a preto e branco por cá ainda este ano. Dia vinte e cinco de Setembro os <span style="color: #808080;">Beach House</span> atuam no Coliseu de Lisboa antes de seguirem até ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, no dia seguinte. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/945/28125394648_47f6d3351e_o.jpg" alt="Beach House - 7" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Dark Spring</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. Pay No Mind</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Lemon Glow</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. L’Inconnue</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Drunk In LA</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Dive</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. Black Car</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Lose Your Smile</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. Woo</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>10. Girl Of The Year</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>11. Last Ride</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2-eBDrE25ec" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:906905 2018-05-15T13:23:00 Nick Suave - Perdido 2018-05-15T10:26:20Z 2018-05-15T10:26:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffcc00;">Nick Suave</span>, que anteriormente se apresentava como Nick Nicotine, é o pseudónimo de Carlos Ramos, o homem por trás do mitico festival Barreiro Rocks e do Estúdio King, de onde sairam alguns dos melhores discos de <em>rock</em> <em>and roll</em> da última década. Criado na fumarenta e cinzenta cidade do Barreiro dos anos oitenta, começa a editar discos pela sua própria editora (Hey, Pachuco! Recs) a partir de 2000. Homem dos sete instrumentos divide-se entre a voz, guitarra, baixo e bateria em dezenas de bandas (Nicotine’s Orchestra, The Act-Ups, Los Santeros, Bro-X, The Jack Shits, entre muitas outras) e acaba de lançar <em><span style="color: #ffcc00;">Perdido</span></em>, um tomo de oito canções que marcam o início de uma nova fase na sua carreira: a escrita e interpretação em português.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco; font-size: 14pt;"><img src="https://www.comunidadeculturaearte.com/wp-content/uploads/2018/03/Suave-e1522233764755.jpg" alt="Resultado de imagem para Nick Suave Perdido" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco; font-size: 14pt;">Na composição das canções de <em>Perdido</em>, <span style="color: #ffcc00;">Nick</span> inspirou-se no amor e nas diversas facetas práticas desse sentimento, nomeadamente o amor pela esposa, pela família, pela sua profissão e por todas as pessoas que o rodeiam e lhe são mais próximas. Para conseguir passar a mensagem pretendida, contou com a ajuda de Ricardo Guerreiro em algumas letras, tendo as gravações dos temas decorrido o ano passado nos estúdios iá, com a colaboração inestimável de Ricardo Riquier. Sem querer ser intencionalmente revivalista, a verdade é que <span style="color: #ffcc00;"><em>Perdido</em> </span>deve muito a uma mescla feliz entre a <em>soul vintage</em> e aquele universo mais negro e cru do <em>rock</em>, campos sonoros que <span style="color: #ffcc00;">Nick</span> já havia explorado no passado mas que agora replica em português direto e, claramente, apontando aos corações mais sensíveis e empedernidos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco; font-size: 14pt;">O resultado final é um alinhamento contagiante e cheio de charme e ironia, um <em>cocktail</em> ampliado por uma elevada dose de emoção, arrojo e amplitude que nunca defrauda. Disco para ser apreciado de um travo só, é um receituário inédito no panorama sonoro nacional atual e, à medida que escorre nos nossos ouvidos, consegue-se, com indubitável clareza, perceber os diferentes elementos sonoros que esculpem as canções, com as guitarras, melodicamente sempre muito próximas da voz e com alguns arranjos percurssivos a sobressairem, não porque ficam na primeira fila daquilo que se escuta, mas porque suportam aqueles simples detalhes que, muitas vezes com uma toada ligeiramente <em>lo fi</em>, fazem toda a diferença no cariz que uma canção toma e nas sensações que transmite.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffcc00;"><em>Perdido</em></span> merece, em suma, ser tratado como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, no fundo o modo de viver normal de um <span style="color: #ffcc00;">Nick Suave</span> impregnado com um intenso bom gosto e que parece não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um charme ainda maior por aquilo que é enquanto músico e artista e pela peça em si que este disco representa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/6XJ8dp3qbMk9W0glqldDAb" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:926035 2018-05-14T09:19:00 BSO do dia. 2018-05-14T08:23:27Z 2018-05-16T13:19:23Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="vinyl H.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G52070359/21025586_5izT5.jpeg" alt="vinyl H.jpg" width="500" height="500" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco; color: #999999;">Hoje não é dia de escrever críticas a discos, ou de partilhar notícias e <em>singles</em> novos. Hoje é dia de celebrar e comemorar tudo aquilo que a vida me deu, com a banda sonora que sempre ouço nos dias catorze de maio, desde 1993.</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/53mCB0cuaEBjsqokPSDhbw" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:925748 2018-05-12T15:46:00 Snow Patrol – Empress 2018-05-11T21:00:20Z 2018-05-13T16:15:25Z <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/962/28148599248_35058b5019_o.jpg" alt="Snow Patrol - Empress" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Não é segredo nenhum para ninguém que os irlandeses <span style="color: #ffcc00;">Snow Patrol</span> são uma das minhas bandas prediletas, sendo sempre aguardado por mim com enorme e redobrada expetativa cada novo disco deles. E <em><span style="color: #ffcc00;">Wildness</span>,</em> disco que esta banda formada em 1994 em Dundee vai lançar já a vinte e cinco de maio, naturalmente não é exceção. Será o sétimo trabalho de estúdio desta banda liderada por Gary Lightbody e <em><span style="color: #ffcc00;">Empress</span></em> é o mais recente tema divulgado do registo depois <span style="color: #ffcc00;"><em>Don't Give Up</em></span> e <em><span style="color: #ffcc00;">Life On Earth</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Nos primeiros discos dos <span style="color: #ffcc00;">Snow Patrol</span> sempre foram audíveis canções desenvolvidas com afinco e assentes num jogo de versos cuidadoso, sincero e trabalhado, tendo sempre por base um <em>indie rock</em> bastante rugoso e algo experimental que tanto piscava o olho ao <em>grunge</em> norte-americano como a alguns dos detalhes essenciais da <em>brit </em>mais alternativa e psicadélica. Com a chegada de <em>Eyes Open</em>, já no novo século, o grupo optou por uma fórmula mais <em>pop</em>, assente num catálogo de sons convencionais e característicos de uma radiofonia que acabou por ir ocultando a beleza explorada pelo grupo nos anos iniciais. Em <span style="color: #ffcc00;"><em>Wildness</em></span> essa fórmula irá, pelos vistos, manter-se, num disco que deverá ser muito marcado por pianos melancolicamente projetados, guitarras carregadas de efeitos, a voz encaixada de forma a soar épica e a bateria com um leve eco, de modo a chegar ao maior número possível de ouvintes do modo mais acessível possível. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u0rMLpbRqE0" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:925673 2018-05-11T17:45:00 Pavo Pavo – Statue Is A Man Inside 2018-05-11T17:07:06Z 2018-05-13T16:14:29Z <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/954/41315754874_961c1f2547_o.jpg" alt="Pavo Pavo - Statue Is A Man Inside" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Na sequência do enorme sucesso do registo de estreia <em>Young Narrator In The Breakers</em>, os <span style="color: #ccffff;">Pavo Pavo</span> de Eliza Bagg e Oliver Hil, aos quais se juntam Nolan Green, Austin Vaughn e Ian Romer, estão de regresso esta primavera com um novo tema intitulado <em><span style="color: #ccffff;">Statue Is A Man Inside</span></em> que é, como seria de esperar, uma canção com uma elegância ímpar, incubada no seio de uma dupla que é a menina dos olhos da <a style="color: #999999;" href="http://bellaunion.com/artists/pavo-pavo/">Bella Union</a> e que cria música pop que parece servir para banda sonora de uma representação <em>retro</em> de um futuro utópico e imaginário.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Canção sustentada numa guitarra que debita um efeito planante pleno de charme, que deambula por uma harmonia particularmente cativante, proporcionada por um sintetizador com uma luminosidade intensa e sedutora, <em><span style="color: #ccffff;">Statue Is A Man Inside</span></em> é a banda sonora perfeita para nos libertar de qualquer amarra ou constrangimento que ainda nos domine. Sobre ela, Oliver referiu recentemente: <em><span style="color: #ccffff;">Statue is a Man Inside</span> got its start in the couple months after Eliza and I split up – it was around the same moment that our first record came out and we started touring, and all the changes at once conspired to create this uncanny feeling, a hardening of the boundaries between me and the rest of the world. I thought of two marble statues, cracking and bleaching in the sun, maybe with eyes and fingers that can still move like a human being. We sang the words to each other at the organ, and as we started playing it with the band, an interesting thing happened where the louder and lusher the arrangement got, the more intimate the singing felt. So we kept elevating and orchestrating the track, trying to make it a spiritualization of our quietest, most inward thoughts. </em>Confere...</span></p> <p class="p1" style="text-align: center;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/424689462&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:918023 2018-05-10T18:23:00 Bed Legs - Bed Legs 2018-05-10T14:59:31Z 2018-05-11T21:07:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Oriundos de Braga, Fernando Fernandes,Tiago Calçada, Helder Azevedo, David Costa e agora também Leandro Araújo são os <span style="color: #008080;">Bed Legs</span>, que, de acordo com Marcio Freitas dos Dead Men Talking, autor do <em>press release</em> de lançamento do novo registo discográfico do grupo, se afirmam cada vez mais como criadores de <em>música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações, numa roda-viva que brota vivências por todos os lados</em>. Esta banda começou por criar um certo e justificado burburinho, junto dos críticos mais atentos, à boleia de <a style="color: #999999;" href="http://bedlegs.bandcamp.com/album/not-bad">Not Bad</a>, um EP editado no início de 2014 e, dois anos depois, através de <em>Black Bottle</em>, o longa duração de estreia, nove canções que justificaram, desde logo, a ideia de estarmos perante uma banda apostada em calcorrear novos territórios, de modo a entrar, justificadamente e em grande estilo, na primeira divisão do campeonato <em>indie</em> e alternativo nacional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://1.bp.blogspot.com/-b5de5SmQ-74/Wru7Q5wArVI/AAAAAAABddE/mto2NjesXk0VHqkq7O35cvPHMOi-1lV6gCLcBGAs/s1600/IMG_2557_Maria%2BSalgado_preview.jpeg" alt="Resultado de imagem para Bed Legs Bed Legs braga 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Agora, dois anos depois, os <span style="color: #008080;">Bed Legs</span> editaram o sempre difícil segundo disco, um homónimo gravado na Mobydick Records, com o apoio do GNRation, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano. Dele ficou-se a conhecer há algum tempo <span style="color: #008080;"><em>Spillin' Blood</em></span>, o tema que abre um alinhamento onde, citando novamente Marcio Freitas, <em>abunda a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista, (...) num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">De facto, escuta-se <span style="color: #008080;"><em>Bed Legs</em></span> na íntegra e a primeira constatação óbvia é que, tendo em conta o registo anterior, os <span style="color: #008080;">Bed Legs</span> estão cada vez mais maduros e consistentes. Continuam a firmar o seu adn sonoro, impregnado-o e mascarando-o com o clássico <em>rock</em> cru e envolvente, sem máscaras e detalhes desnecessários, mas não faltam novos arranjos, quase sempre fornecidos por uma guitarra nada longe do <em>rock</em> de garagem e a piscar o olho a territórios cada vez mais progressivos (ouça-se <em><span style="color: #008080;">Lift Me Up</span></em>) e a uma salutar <em>vibe</em> psicadélica, exemplarmente replicada no solo eletrificado planante de <em><span style="color: #008080;">Keep On</span></em>, um tratado de lisergia enleante e submersivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A voz está também a tornar-se num caso sério da lista de predicados que os <span style="color: #008080;">Bed Legs</span> possuem, extravasando de modo superior o rol de emoções que as letras suscitam, sendo o complemento perfeito para um emaranhado sonoro, que parece resultar de uma espécie de rasgo das cordas vocais e que se destaca particularmente nas mudanças de tonalidade que executa à boleia da guitarra de <em><span style="color: #008080;">Dreams On Fire</span></em>, principalmente após a guinada ritmica e textural que o tema sofre a meio e no delicioso tratado de <em>rhythm and blues</em> que é <em><span style="color: #008080;">Back On Track</span></em>, uma ode ao melhor rock americano e onde, ao ouvir-se a postura vocal de Fernandes é fácil imaginar que uma lágrima de dor escorre-lhe da garganta ao coração, tal é a emoção com que ele canta. Esta emoção também se sente perfeitamente em <span style="color: #008080;"><em>Dance!</em></span> quando Fernandes se cruza com a guitarra e berra literalmente uma espécie de último suspiro antes de um momento de dança desenfreada, claramente há muito contido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #008080;"><em>Bed Legs</em></span> é um título feliz para este disco, exatamente porque no seu conteúdo está impressa a identidade de um projeto onde por detrás da amálgama estilística que abrange, dentro de um espetro sonoro claramente delimitado, existe existe um universo inteiro de detalhes, sobreposições e arranjos que vale a pensa descobrir e que faz dos <span style="color: #008080;">Bed Legs</span> um nome a reter no cada vez mais intrincado e valioso universo sonoro alternativo nacional. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3430909604/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:925043 2018-05-09T18:17:00 Luke Sital-Singh – Weight Of Love EP 2018-05-09T13:23:44Z 2018-05-09T13:23:44Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Depois da edição de <span style="color: #ffcc99;"><em>Time Is A Riddle</em></span>, o se último álbum, <a style="color: #999999;" href="http://www.lukesitalsingh.com/">Luke Sital-Singh</a> fez as malas, pegou no passaporte e embarcou numa viagem solitária por vários destinos do mundo, durante a qual escutou uma banda-sonora muito pessoal, composta por temas e artistas da sua eleição. Uma das canções presentes nesse alinhamento que<span style="color: #ffcc99;"> Luke</span> escutou nessa <em>road trip</em> sonora foi <span style="color: #ffcc99;"><em>Thirteen</em></span>, um clássico <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjppOvvgrzYAhXFAcAKHfYMBBgQyCkIKjAA&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dpte3Jg-2Ax4&amp;usg=AOvVaw15PyqrGjaq4hYyYEea7L4A">original</a> de mil novecentos e setenta e dois dos Big Star, já revisitado por nomes tão proeminentes como os Wilco ou Elliot Smith e que acabou por ser também cantado por <span style="color: #ffcc99;">Luke</span>, numa versão divulgada no início do ano e que era fiel ao espírito intimista e profundamente reflexivo do músico e ao misticismo a à inocência que a própria canção, na sua génese, transbordava, nomeadamente da sua letra. Agora, alguns meses depois, <span style="color: #ffcc99;">Luke</span> prepara-se para editar <span style="color: #ffcc99;">Weight Of Love</span>, um EP com quatro canções, que verá a luz do dia já a um de junho através da <a style="color: #999999;" href="https://ymlpsend3.com/eysbbalaebqqjakayhmaaahwh/click.php">Dine Alone Records</a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://ichef.bbci.co.uk/news/624/media/images/75973000/jpg/_75973406_75973401.jpg" alt="Resultado de imagem para Luke Sital-Singh 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Depois de ter sido revelado o tema <a style="color: #999999;" href="https://ymlpsend3.com/eysbhanaebqqjaoayhmaoahwh/click.php">Afterneath</a>, que abre o alinhamento do EP, agora chegou a vez de podermos escutar a canção homónima do mesmo, que mantém a filosofia sonora e filosófica subjacente à primeira composição divulgada, um clima que acaba por ser transversal a todo o alinhamento, que já escutei na íntegra. Falo, portanto, de canções sonora e liricamente profundamente reflexivas e intimistas, conduzidas por cordas inspiradas e que nos convidam à introspeção momentânea no meio destes dias agitados e sempre corridos, conforme admite o próprio autor: <em>This song was inspired by those moments when I lose perspective on my life and my dreams and I just need to shake myself out of the mundane day to day to refresh and re-energize. For me, that’s by getting to a beach and breathing in the ocean air or climbing high up on a mountain looking down at all the noise below</em>. Já agora, os outros dois temas, que já tive a oportunidade de escutar, transportam-nos, no caso de <span style="color: #ffcc99;"><em>Mirrorball</em></span>, para um clima sonoro algo sinistro, mas com o inconfundível registo vocal de <em>Luke</em> a facultar à música a suavidade melancólica que a equilibra e a lindíssima balada <em><span style="color: #ffcc99;">Loving You Well</span></em> plasma todos os predicados que este músico britânico possui para criar composições profundamente emotivas e sofisticadas, apenas, neste caso, com uma linha de guitarra e a sua voz. Confere <em><span style="color: #ffcc99;">Weight Of Love</span></em>, o tema homónimo deste novo EP de <em><span style="color: #ffcc99;">Luke Sital-Singh</span></em> e o alinhamento do registo...</span></p> <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/973/41927470412_fb1175bec8_o.jpg" alt="Luke Sital-Singh - Weight Of Love" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>Afterneath</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>Weight of Love</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>Mirrorball</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>Loving You Well</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/l-JYXq9hM08" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:924300 2018-05-08T17:52:00 Landing – Bells In New Towns 2018-05-08T17:00:09Z 2018-05-09T13:17:13Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #999999;">Oriundos de New Heaven, no Connecticut, os <a style="color: #999999;" href="http://www.landingsite.net/">Landing</a> de Daron Gardner,</span><span style="color: #999999;"> </span><span style="color: #999999;">Aaron Snow, Adrienne Snow e John Bent, são um dos nomes fundamentais do <em>shoegaze</em> norte-americano e para marcar os vinte anos de carreira, acabam de lançar <em><span style="color: #ff6600;">Bells In New Towns</span></em>, um novo compêndio de canções, o segundo na conceituada etiqueta <a style="color: #999999;" href="https://elparaisorecords.com/releases/landing-bells-new-towns">El Paraiso Records</a>, casa de nomes tão fundamentais do <em>indie rock</em> norte-americano como Os Monarch, Brian Ellis, Papir, Sun River, Mythic Sunship, Jonas Munk, entre outros. Apesar de uma carreira já tão longa, os <span style="color: #ff6600;">Landing</span> parecem não abrandar criativamente nem colocar em causa a elevada bitola qualitativa da sua herança discográfica, oferecendo-nos, talvez, o alinhamento mais consistente de uma já longa e meritória carreira.</span></span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://static.spin.com/files/2016/11/landing-band-1478493902-640x427.jpg" alt="Resultado de imagem para landing connecticut band" /></span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span class="text_exposed_show"><span class="text_exposed_show">Uma das explicações para o facto de <span style="color: #ff6600;">Bells In New Towns</span> ser um disco tremendamente coeso e apelativo será, certamente, o facto de ter a mão de</span></span> Justin Pizzoferrato (Dinosaur Jr., Elder, Pixies, Sonic Youth), na gravação de grande parte do mesmo. Este nome conceituado da produção acaba por ser fundamental no modo como o habitual som multitextural e abrangente dos <span style="color: #ff6600;">Landing</span>, que oscila entre aquele <em>fuzz</em> psicadélico mais contemplativo e luxuosos cenários luminosos e progressivos, consegue incorporar elementos etéreos e melodicamente acessíveis, sem ser necessário renegar a habitual toada <em>lo fi</em> do projeto.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Desse modo, as canções dos <span style="color: #ff6600;">Landing</span> estão mais apelativas e acessíveis a outros públicos, mas não renegam a força motriz sonora que está no cerne de um projeto que se foi habituando a apresentar um <em>indie rock</em> contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo. E isso acaba por ser uma tremenda mais valia deste <em><span style="color: #ff6600;">Bells In New Towns</span></em>, não só porque contém uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro, mas também porque, num período de algum marasmo, esta tem sido uma estética que tem encontrado bom acolhimento junto do público.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">De algum modo mestres da melancolia, instrumentalmente os <span style="color: #ff6600;">Landing</span> acabam por emergir-nos num universo muito próprio onde, da criteriosa seleção de efeitos da guitarra à densidade do baixo, passando por uma ímpar subtileza percussiva e um exemplar cariz <em>lo fi</em> na produção, são diversos os elementos que costuram e solidificam um som muito homogéneo e subtil e, também por isso, bastante intenso e catalizador.</span></div> <div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Escuta-se os versos quase impercetíveis de <span style="color: #ff6600;"><em>Nod</em></span> e embarcamos numa demanda doutrinal que sabemos, à partida, que não nos vai deixar indiferentes e iguais e depois, impulsionados pela nebulosa pujança do dedilhar das cordas inicial de <span style="color: #ff6600;"><em>Secret</em></span>, uma daquelas canções cujas diversas camadas de som impelem ao cerrar de punhos, pelo encanto etéreo de <span style="color: #ff6600;"><em>By Two</em></span> e pelo doce balanço do baixo que conduz <span style="color: #ff6600;"><em>Bright</em></span>, ficamos certos que a opção tomada foi, como seria de esperar, a mais certeira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Até ao ocaso de <span style="color: #ff6600;"><em>Bells In New Towns</em></span>, na deliciosa ode ao amor que justifica a filosofia subjacente a <span style="color: #ff6600;"><em>Trace</em></span>, uma canção onde a interação entre a viola e a voz fica muito perto de atingir os píncaros, na crueza orgânica e hipnótica de <em><span style="color: #ff6600;">Wait or Hide</span> </em>e no modo como as distorções impregnadas de <em>shoegaze</em> embelezam toda a subtileza que fica impressa no rasto de <span style="color: #ff6600;"><em>Second Sight</em></span>, fica atestada a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, comunica com a nossa mente e os nossos sentidos de modo particularmente libertador e esotérico. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> </div> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/968/41867631671_b937156622_o.jpg" alt="Landing - Bells In New Towns" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Nod</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. By Two</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Gravitational VII</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Bright</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Secret</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Fallen Name</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. Wait Or Hide</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Gravitational VIII</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. Trace</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>10. Second Sight</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/417014646&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:923267 2018-05-07T13:11:00 The Tallest Man On Earth – Somewhere In The Mountains, Somewhere In New York 2018-05-07T08:13:27Z 2018-05-07T08:13:27Z <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/910/41168300164_86c3a4d7f7_o.jpg" alt="The Tallest Man On Earth - Somewhere In The Mountains, Somewhere In New York" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">O sueco Kristian Matsson, que assina a sua música como <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=3&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiRk4qaqsbNAhWCWhoKHXqeCGwQFggtMAI&amp;url=http%3A%2F%2Fthetallestmanonearth.com%2F&amp;usg=AFQjCNGB2e3lmipbCl1Xc7iF1fFAdd7U_Q&amp;sig2=pxjGKvIPmVnLeFvRkK1ngA&amp;bvm=bv.125596728,d.d24">The Tallest Man On Earth</a>, acaba de divulgar <em><span style="color: #666699;">Somewhere In The Mountains, Somewhere In New York</span></em>, uma nova canção que é mais uma etapa evolutiva na carreira de um músico que desde a estreia, em 2008, com <em>Shallow Grave</em>, até a <em>Dark Bird Is Home</em>, o último disco de Matsson, editado em 2015, cresceu sempre de modo sustentado e com cada vez maior aceitação e reconhecimento público.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">O novo projeto do músico sueco é um EP intitulado <span style="color: #666699;"><em>When the Bird Sees the Solid Ground</em></span>, que tem vindo a ser divulgado de um modo bastante curioso e quse novelístico. O registo contém cinco canções, estão a ser mostradas ao mundo uma por uma e no video de <em><span style="color: #666699;">Somewhere In The Mountains, Somewhere In New York</span></em>, a tal nova canção e que faz parte do EP, além da interpretação do tema, conferimos segmentos interpretados por Matsson, em que, olhando diretamente para a câmara ele descreve o modo como a composição foi escrita e idealizada. É como se recebessemos uma mensagem de vídeo de um amigo que nos quer mostrar como concebeu esta lindíssima canção assente num minimalismo acústico e eminentemente <em>folk</em> pleno de sentimentalismo, havendo algo de aboslutamente profundo e perene na mesma e no modo como ela catapulta <span style="color: #666699;">The Tallest Man On Earth</span> para um patamar superior de exuberância, quer sonora quer lírica. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ohc9fQUo7B4" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:914530 2018-05-03T21:18:00 Birds Are Indie - Local Affairs 2018-05-03T20:33:34Z 2018-05-03T20:33:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span lang="DE">Os conimbricenses <span style="color: #ffcc99;">Birds Are Indie</span> de Joana Corker, Ricardo Jerónimo e Henrique Toscano, transmitem com as suas composições sonoras um rol de emoções e sensações únicas, sempre com intensidade e minúcia, mas também misticismo e argúcia e geralmente com uma serenidade extraordinariamente melancólica e bastante contemplativa. Para nosso deleite, eles acabam de regressar aos discos, à boleia da Lux Records de Rui Ferreira, com <span style="color: #ffcc99;"><em>Local Affairs</em></span>, quinze solarengas canções que carimbam </span>um passo consistente no percurso de um projeto que foi habituando os seus seguidores e críticos a algumas inflexões, mas sempre atento às novas tendências, dentro daquela indie folk assente em cordas exuberantes, melodias aditivas e arranjos inspirados, uma fórmula que cria um ambiente emotivo e honesto e que nunca descura um elevado espírito nostálgico e sentimental, duas caraterísticas bastante presentes na escrita e na composição do grupo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f4.bcbits.com/img/0002067598_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Quarto disco da carreira dos <span style="color: #ffcc99;">Birds Are Indie</span>, <em><span style="color: #ffcc99;">Local Affairs</span></em> tem um propósito concreto de criar canções <em>pop</em> que transmitam uma certa sofisticação, mas sem colocarem em causa a identidade de um projeto que gosta de fazer canções acessíveis, orelhudas, espontâneas, descontraídas e que provoquem sorrisos imediatos no ouvinte. Depois, há também o objetivo de compôr temas com os quais o ouvinte se identifique, como é o caso do single <span lang="DE"><span style="color: #ffcc99;"><em>Come into the water</em></span>, uma luminosa, contagiante e animada canção que conta com a participação especial de João "Jorri" Silva (a Jigsaw, The Parkinsons) na guitarra-baixo e que tematicamente debruça-se sobre alguém <em>muito friorento</em> que </span><em>quer ganhar coragem para dar um mergulho</em>. A tal <em>sofisticação</em> relativamente aos trabalhos antecessores acaba por ser o maior cuidado nos arranjos, nomeadamente na bateria, mais impulsiva e com uma cadência que convida, tema após tema, quase sem exceção, a abanar a anca e a bater o pé.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A simplicidade com que os <span style="color: #ffcc99;">Birds Are Indie</span> transmitem um rol sensações particularmente vasto e sem se preocuparem com o modo como possam ser catalogados, visto movimentarem-se dentro de um espetro sonoro muito em voga, quer no panorama nacional, quer no panorama internacional, é, talvez, o maior atributo deste grupo que nos oferece neste<span style="color: #ffcc99;"> Local Affairs</span> uma inebriante viagem, onde é rara a graça como os seus membros combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção. Muitas vezes parece um esforço indisciplinado, infantil e claramente emocional, mas acaba por ser bem sucedido porque, entre a <em>pop</em> luminosa de <span style="color: #ffcc99;"><em>Close, but no cigar</em></span> ou a lamechice de <span style="color: #ffcc99;"><em>Pitch black infinite sky</em></span>, além do <em>rock</em> vintage sessentista de <span style="color: #ffcc99;"><em>Work it out</em></span> e o de cariz mais alternativo audível nas guitarras que conduzem <span style="color: #ffcc99;"><em>I Never Wanted That</em></span>, sem descurar alguns aspetos essenciais do<em> american rock</em>, claramente esplanados em <em><span style="color: #ffcc99;">Let's get on with taking off your dress</span></em><em> </em>e na inebriante e corrosiva <span style="color: #ffcc99;"><em>Messing with your mind</em></span>, somos presenteados com diversos piscares de olho à história do <em>rock</em> nas últimas décadas, havendo sempre espaço para o sarcasmo e o humor que tão bem carateriza a dupla que lidera este projeto. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1038847915/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:922722 2018-05-02T17:40:00 Ulrika Spacek – Suggestive Listening EP 2018-05-02T14:57:36Z 2018-05-02T14:57:36Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Criadores do melhor disco do ano de dois mil e dezassete para a redação deste blogue, os britânicos <span style="color: #ffcc99;">Ulrika Spacek</span> de Rhys Edwards e Rhys William, aos quais se juntam Ben White, Callum Brown e Joseph Stone, estão de regresso com <em><span style="color: #99ccff;">Suggestive Listening</span></em>, um EP de cinco canções gravado, produzido e misturado numa galeria de arte chamada KEN e à qual os <span style="color: #ffcc99;">Ulrika Spacek</span> chamam de sua casa, a bolha onde se refugiam para compôr, idealizar vídeos e expressar-se através de outras formas de arte além da música.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="http://clashmusic.com/sites/default/files/field/image/ulrika%20colouring.jpg" alt="Resultado de imagem para ulrika spacek band 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A filosofia de composição musical destes<span style="color: #ffcc99;"> Ulrika Spacek</span> baliza-se através de um assomo de crueza tingido com uma impressiva frontalidade quer lírica quer sonora. Na complacência enganadora de<em><span style="color: #99ccff;"> No. 1 Hum</span></em> há um timbre metálico de guitarra rugosa, acompanhada por uma bateria em contínua contradição, e esta dupla é a mesma que vai ser depois o grande suporte das canções do EP, em volta da qual gravitarão diferentes arranjos, quer orgânicos, quer sintéticos, geralmente com um teor algo minimal. E se a guitarra nunca perde identidade, a bateria vai-se tornando mais precisa no modo como confere alma e robustez ao ritmo de cada composição. Depois, há um baixo implacável na marcação à zona e todo este arsenal instrumental é rematado por uma voz geralmente <em>reverberizada</em> e que se arrasta. É um <em>rock</em> que impressiona pelo forte travo nostálgico e por aquela sensação de espiral progressiva de sensações, que tantas vezes ferem porque atingem o âmago, bastanto ouvir <span style="color: #99ccff;"><em>Freudian Slips</em></span> para se tomar contacto com esta autenticidade que desmascara quem arrisca entrar no jogo de sedução ímpar que <em><span style="color: #99ccff;">Suggestive Listening</span></em> proporciona.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Canções do calibre de <em><span style="color: #99ccff;">Wave To Paulo, He’s Not There</span></em>, pouco mais de quatro minutos de um cósmico devaneio <em>soul</em> onde aquela <em>pop </em>sessentista ácida e psicotrópica, encontra o poiso ideal para se espraiar ou a indulgência acústica intensamente reflexiva da já referida <em><span style="color: #99ccff;">Black Mould</span></em>, plasmam uma das maiores virtudes destes <span style="color: #ffcc99;">Ulrika Spacek</span> que é a capacidade de conseguirem divagar por diferentes ângulos e espetros dentro de um universo sonoro bastante específico. Isso sucede porque corre-lhes nas veias aquela atitude claramente experimental e enganadoramente despreocupada, expressa numa vontade óbvia de transformar cada composição numa espécie de colagem de vários momentos de improviso. O modo quase cínico como em <span style="color: #99ccff;"><em>Lord Luck</em></span> os <span style="color: #ffcc99;">Ulrika Spacek</span> nos levam a abanar a anca ao som de uma canção que se insinua continuamente por causa do modo algo desconexo como se vai desenvolvendo ritmíca e melodicamente, acaba por ser a expressão máxima no EP deste modo bastante textural, orgânico e imediato de criar música e de fazer dela uma forma artística privilegiada na transmissão de sensações que não deixam ninguém indiferente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #99ccff;"><em>Suggestive Listening</em></span> atesta novamente a segurança, o vigor e o modo criativamente superior como este grupo britânico entra em estúdio para compôr e criar um <em>shoegaze</em> progressivo que se firma com um arquétipo sonoro sem qualquer paralelo no universo <em>indie</em> e alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/903/41089477474_d9fd8e6871_o.jpg" alt="Ulrika Spacek - Suggestive Listening EP" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. No. 1 Hum</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. Black Mould</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Freudian Slip</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Lord Luck</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Wave To Paulo, He’s Not There</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ivOgMXpzxFI" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:922543 2018-05-01T11:12:00 Unknown Mortal Orchestra - Sex & Food 2018-05-01T11:02:31Z 2018-05-01T11:02:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Três anos depois do excelente <em>Multi-Love</em>, os neozelandeses <a style="color: #999999;" href="http://unknownmortalorchestra.com/">Unknown Mortal Orchestra</a>, do músico e compositor Ruban Nielson e de Jake Portrait e Greg Rogove, instalados em Portland, no Oregon há já aguns anos, estão de regresso ao formato longa duração com <span style="color: #ff99cc;"><em>Sex &amp; Food</em></span>, uma extraordinária compilação de doze canções que, estreitando os laços entre a psicadelia e o <em>R&amp;B, </em>contêm a impressão firme da sonoridade típica da banda, catupultando-a ainda para uma estética mais abrangente, reforçando de forma ainda mais comercial e ainda assim específica o que havia de mais tradicional e inventivo na trajetória da banda.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://media.pitchfork.com/photos/59359e85a28a096fc4291f31/2:1/w_790/e2f8750d.jpg" alt="Resultado de imagem para Unknown Mortal Orchestra 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Produzido pelo próprio Ruban Nielson, gravado entre Seoul (Coreia do Sul), Hanoi (Vietname), Reykjavik (Islândia), Cidade do México (México), Auckland (Nova Zelândia) e Portland (Estados Unidos), lançado com a chancela da Jagjaguwar e fortemente influenciado pela internet, <em><span style="color: #ff99cc;">Sex &amp; Food</span></em> além de reviver marcas típicas do <em>rock</em> nova iorquino do fim da década de setenta, tão bem impressas na <em>vibe</em> escandalosamente urbana de <span style="color: #ff99cc;"><em>Major League Chemicals</em></span>, também ressuscita de novo uma das imagens de marca dos <span style="color: #ff99cc;">Unknown Mortal Orchestra</span> e um dos terrenos onde se sentem mais à vontade, aquelas referências mais clássicas, consentâneas com a <em>pop</em> psicadélica da década anterior, deliciosamente presentes no efeito da guitarra e no <em>reverb</em> vocal de <span style="color: #ff99cc;"><em>Ministry Of Alienation</em></span>. Mas não se pense que este é um disco unicamente revivalista; Aliás, um dos seus grandes atributos é o seu cariz futurista e inovador, sendo, claramente, um dos registos mais criativos e indutores de novas <em>nuances</em> dos últimos tempos, tendo em conta o universo sonoro em que se movimenta. O modo como o rugoso e inebriante efeito da guitarra de <em><span style="color: #ff99cc;">American Guilt</span></em> é acompanhado pela bateria e pela distorção vocal, transportam-nos para um <em>rock</em> que entre uma psicadelia progressiva e o classicismo <em>punk</em> oferecem-nos uma abordagem ao género pouco vista e, logo depois, <em><span style="color: #ff99cc;">The Internet Of Love (That Way)</span></em> acaba por nos facultar o mesmo vigor de inedetismo, desta vez olhando para uma improvável simbiose entre<em> blues</em> e <em>R&amp;B</em>, com um resultado final bastante apelativo. E a seguir, na falsa acusticidade orgânica de <em><span style="color: #ff99cc;">Doomsday</span></em>, na batida, no<em> groove</em> e na riqueza dos arranjos da <span style="color: #ff99cc;"><em>Everyone Acts Crazy Nowadays</em></span> e no travo lisérgico das variações rítmicas de <em><span style="color: #ff99cc;">How Many Zeros</span></em> a banda volta a guinar constantemente e a pisar universos nostálgicos, mesmo que díspares, mas apresentando sempre um clima geral muito inovador e difícil de comparar com outros projetos atuais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Ecletismo é também, por tudo isto, uma palavra de ordem em <em><span style="color: #ff99cc;">Sex &amp; Food</span></em>, que podia ser descrito de modo simplista e tremendamente redutor por uma abrangente mistura entre <em>rock</em> e eletrónica, mas o modo como esse ecletismo se define ao longo do registo contém uma multiplicidade quase infinita de detalhes e aspetos que o que importa realmente exaltar é, dentro de toda a salutar amálgama do alinhamento, o modo como Ruben idealizou o volume e a densidade instrumental das canções, todas assentes em ambientes díspares, tornando indisfarçável mais uma busca dos <span style="color: #ff99cc;">Unknown Mortal Orchestra</span> de melodias agradáveis, marcantes e ricas em detalhes e assentes em texturas com uma grandiosidade controlada, que possam conter um forte apelo às pistas de dança, mas também servir de banda sonora para instantes de maior intimidade, sozinho ou a dois.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A conquistarem um número cada vez maior de adeptos devido a uma especificidade sonora cada vez mais aprimorada e criativa mas sem deixar de ser acessível, os <span style="color: #ff99cc;">Unknown Mortal Orchestra</span> chegam ao quarto tomo da sua discografia certeiros, relativamente ao estereótipo vincado com que pretendem impregnar o seu cardápio sonoro e que procura reviver os sons outrora desgastados de outra décadas , mas oferecendo aos ouvintes essa viagem ao passado sem se desligarem das novidades e marcas do presente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/7c2Xfq7aQKzs0KdSI3K7Rc" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4-JlcmCxIXU?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:922232 2018-04-30T21:16:00 Sigur Rós - Route One 2018-04-30T20:17:04Z 2018-04-30T20:17:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">No solstício de verão de 2016, o dia com mais horas de sol desse ano (o que na Islândia significa que praticamente nunca fica de noite, devido à sua posição sobre o Círculo Polar Ártico) os <a style="color: #999999;" href="https://sigur-ros.co.uk/routeone/">Sigur Rós</a> embarcaram num interessante projeto designado <span style="color: #666699;"><em>Route One </em></span>para mostrar as paisagens da sua terra Natal. Conduziram durante as vinte e quatro horas desse dia pelos mil trezentos e trinta e dois quilómetros da <span style="color: #666699;"><em>Route One</em></span>, a estrada que envolve toda a costa do país, motivo pelo qual é também chamada de Ring Route e gravaram essa viagem, cujos filmes, disponíveis <a style="color: #999999;" href="https://www.youtube.com/user/sigurros/videos" target="_blank">no canal de youtube da banda</a>, são uma verdadeira visita guiada por idílicas paisagens e uma bela maneira de ficar a descobrir a Islândia. A essas imagens acabaram por juntar várias melodias que depois de terem sido editadas e comprimidas, resultaram em pouco mais de quarenta minutos de música, divididos em oito faixas, que acabam de ser publicadas, sem aviso prévio, pela XL Recordings, materializando a banda sonora dessa incrível e curiosa jornada.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2017/01/sigur-ros.png?w=807" alt="Resultado de imagem para sigur rós 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Cada uma das oito composições de <span style="color: #666699;"><em>Route One</em></span>, o oitavo disco da carreira do grupo islandês, representa um ponto específico da ilha, na forma de coordenadas. Assim, se <span style="color: #666699;"><em>63º32’43.7″N 19º43’46.3″W </em></span>refere-se a<em> <a style="color: #999999;" href="https://goo.gl/maps/YCsv1CAWSy92">Steinahellier Cave</a>, </em>uma caverna encrustada na rocha, no sul da ilha, junto ao lago Holtsós, já <em><span style="color: #666699;">63º47’36.2″N 18º02’16.9″W</span> é numa pequena ilha logo a seguir ao posto de gasolina de </em>ÓB Kirkjubæjarklaustur, perto de Skaftárhreppur, por onde passa a<span style="color: #666699;"><em> Route One</em></span>, um pouco a leste do primeiro ponto, <em><span style="color: #666699;">64º02’44.1″N 16º10’48.5″W</span> </em>são as coordenadas da ponte sobre o encontro do lago Jökulsárlón e o mar e <span style="color: #666699;"><em>64º08’43.3″N 21º55’38.8″W</em></span> o ponto de partida, em Reykjavík, só para referir alguns exemplos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Sonoramente, <span style="color: #666699;"><em>Route One</em></span> é um disco onde tudo se orienta de forma controlada, como se todos os detalhes instrumentais escutados, de forte cariz orgânico, fossem agrupados num bloco único de som que dá voz à exuberância natural de um país forjado à milhões de anos a fogo vulcânico e constantemente banhado por gelo. A Islândia é um dos locais do globo onde os quatro elementos melhor se revelam (água, terra, fogo e ar) e de forma mais extraordinária coabitam. Os <span style="color: #666699;">Sigur Rós</span> percebem melhor do que ninguém esta maravilhosa constatação que é um dos pilares fundamentais da essência de um país e de um povo e musicaram-na dando a maior liberdade possível ao arsenal instrumental de que se serviram, eminentemente sintético, para recriar as oito coordenadas. O resultado final é um falso minimalismo ambiental que desafia os nossos sentidos segundo após segundo, tal é a opulência sonora de detalhes, ruídos e efeitos que cruzam as melodias, uma receita que não soará particularmente estranha a quem já está devidamente identificado com a discografia dos <span style="color: #666699;">Sigur Rós</span><em> </em>e percebe que há aqui o apelo da novidade, mas sem abandonar a essência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Em suma, à medida que <span style="color: #666699;"><em>Route One</em></span> avança e nos dilacera por dentro, testemunhamos euforicamente um intenso impacto lisérgico, num exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns <span style="color: #666699;">Sigur Rós</span> mais crus, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://imagescdn.juno.co.uk/full/CS682684-01A-BIG.jpg" alt="Resultado de imagem para Sigur Rós route one" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>63º32’43.7″N 19º43’46.3″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>63º47’36.2″N 18º02’16.9″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>64º02’44.1″N 16º10’48.5″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>64º08’43.3″N 21º55’38.8″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>64º46’34.1″N 14º02’55.8″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>65º27’29.1″N 15º31’56.0″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>65º30’17.9″N 18º37’01.3″W</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>65º38’27.9″N 20º16’56.9″W</em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZBi9wJ_i8_c?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:914201 2018-04-29T15:58:00 Kristoffer Bolander - What never was will always be 2018-04-29T15:30:31Z 2018-04-29T15:30:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>I dream of cities – endless cities where I will die alone...</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">O cantautor sueco Kristoffer Bolander, abrigado pela Tapete Records, está de regresso aos discos com <em><span style="color: #993300;">What never was will always be</span></em>, um registo com doze audazes canções e que sucede ao excelente <em>I Forgive Nothing</em> de 2015. <span style="color: #993300;">Bolander</span> tratou sozinnho dos arranjos de todos os temas deste seu novo trabalho e foi Daniel Johansson quem o produziu, num resultado final distinto, em que cada música tem a sua própria identidade, com a mestria instrumental de Daniel e a expressividade da voz de <span style="color: #993300;">Bolander</span> a assumirem-se como os grandes trunfos de um álbum que é para ser ouvido mas também contemplado com o cuidado e a devoção que merece.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://f4.bcbits.com/img/0006292270_10.jpg" alt="Resultado de imagem para Kristoffer Bolander - What never was will always be" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco;"><span style="font-size: 14pt;">Um aspecto que é bastante audível neste tratado de <em>folk pop</em> que é <em><span style="color: #993300;">What never was will always be</span></em> é o cuidado que o autor teve com o detalhe. Todos os sons que se escutam, orgânicos ou sintéticos, posicionam-se, claramente, com um propósito bem definido e não é preciso ser um <em>expert</em> para se perceber essa filosofica interpretativa, bastando o charme das canções para nos elucidar, intuitivamente, acerca dessa permissa.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: terminal, monaco;"><span style="font-size: 14pt;">Aquela complacência que se espraia no momento certo à boleia das cordas de <em><span style="color: #993300;">Untraceable</span></em>, a subtil descontinuidade rítmica de <span style="color: #993300;"><em>Cities</em></span>, a aura melancólica e mágica da guitarra que conduz <em><span style="color: #993300;">Heat</span></em>, a comovente fragilidade que exala do belíssimo poema que flutua nas cordas de <em><span style="color: #993300;">To Come Back</span></em>, o ambiente desassossegado em que se move <span style="color: #993300;"><em>The Liar</em></span> e a espiral progressiva que firma <em><span style="color: #993300;">Florian's Dream</span></em>, são bons exemplos do ambiente contemplativo fortemente consistente do trabalho e depois, na pop dançável de <span style="color: #993300;"><em>Animals</em> </span>e no intimismo <em>folk</em> de <em><span style="color: #993300;">True Romance</span></em> revelam-se os dois opostos entre os quais <span style="color: #993300;">Bolander</span> navega para reproduzir um disco perfeito para ser escutado no refúgio</span> <span style="font-size: 14pt;"><em>dos últimos sobreviventes de uma catástrofe climática global</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><img src="https://f4.bcbits.com/img/a4291307371_2.jpg" alt="" /></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3578562646/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8KgO7pSmpGM?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:922004 2018-04-27T21:44:00 Shout Out Louds – Ease My Mind 2018-04-27T21:00:00Z 2018-04-27T21:00:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Os suecos <a style="color: #999999;" href="http://www.shoutoutlouds.com/">Shout Out Louds</a>, uma banda de <em>indie rock</em> de Estocolmo, regressaram aos discos no outono passado com <em><span style="color: #ff6600;">Ease My Mind</span></em>, o quinto álbum da carreira deste grupo formado por Adam Olenius, Ted Malmros, Bebban Stenborg e Carl von Arbin, abrigado na <a style="color: #999999;" href="https://www.mergerecords.com/ease-my-mind">Merge Records</a> e que, de acordo com o projeto, pretende celebrar a música como um escape por excelência no momento de fazer uma pausa tudo aquilo que corroi este mundo perigoso em que hoje vivemos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.readdork.com/wp-content/uploads/2017/08/Shout-Out-Louds.jpg" alt="Resultado de imagem para shout out louds ease my mind" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">O registo contém onze efusivas canções que mostram o elevado grau de maturidade de um projeto que aposta numa sonoridade indie eminentemente festiva e que geralmente vira as agulhas para os sintetizadores e as cores próprias do resgate à estética sonora da década de oitenta, como se percebe em <em><span style="color: #ff6600;">In New Europe</span></em>, o mais recente single retirado do disco. São temas com uma acertada relação entre pianos, sintetizadores e percurssão, conduzidos de forma cuidadosa e onde cada realce sonoro é aproveitado como um complemento sonoro que lentamente recheia o álbum com primazia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em><span style="color: #ff6600;">Ease My Mind</span></em> é, em suma, um disco repleto de canções com elevado <em>airplay,</em> devido às melodias acessíveis e às letras carregadas de encanto das mesmas, assim como uma qualidade instrumental que ultrapassa o comum, oferecendo-nos uns <span style="color: #ff6600;">Shout Out Louds</span> moderadamente enérgicos, mas amadurecidos e com uma assinalável vitalidade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.mergerecords.com/stuff/contentmgr/files/8/9a947eae30a7bb0242f419beb662917c/image/_resized/10_700_700_610_shoutoutlouds_900.jpg" alt="Resultado de imagem para Shout Out Louds – Ease My Mind" /></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/cYRruxPPhU8" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/4VwCTu6oQS36G3WuKOneP9" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:921801 2018-04-26T17:35:00 Mall Walk - Rose vs Out To Lunch 2018-04-26T16:56:47Z 2018-04-26T16:56:47Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Criadores do melhor álbum do ano de 2016 para este blogue, os <a style="color: #999999;" href="http://www.mallwalkband.com/">MALL WALK</a> de Daniel Brown, Nicholas Clark e Rob I. Miller, parece que vão, para grande pena desta redação, encerrar hostilidades. Recordo que este trio oriundo de Oakland, na Califórnia e com um cardápio sonoro impregnado com um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um <em>indie rock</em> feito com guitarras bastante inspiradas, estreou-se em outubro de 2014 com <em>S/T</em>, um EP que ainda roda com insistência na redação deste blogue. Seguiu-se, em 2016, <em><span style="color: #666699;">Funny Papers</span></em>, o tal registo que venceu a categoria de melhor disco em 2016 e que impressionou pela amplitude do trabalho de produção e pela procura de uma textura sonora aberta, melódica e expansiva, dentro de um espetro sonoro onde aquela visceralidade algo sombria, típica do <em>punk</em>, costuma ditar cartas. Esta apenas aparente ambivalência ficou bem expressa na monumentalidade de temas como<span style="color: #666699;"><em> Street Drugs and Cartoons</em></span>, canção onde o próprio <em>rock</em> de cariz mais progressivo também estava fortemente impresso, mas também em <em><span style="color: #666699;">Call Again</span></em> e <span style="color: #666699;"><em>Exhauster</em></span>, três espetaculares tratados de <em>punk rock</em>, aditivos, rugosos e viciantes.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f4.bcbits.com/img/0008588847_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A sensibilidade dos solos e <em>riffs</em> da guitarra que exibiam linhas e timbres muito comuns do chamado <em>garage rock</em>, também não foram descurados nesse <em><span style="color: #666699;">Funny Papers</span> </em>e nas canções <em><span style="color: #666699;">Sleeping In Shifts</span></em> e <em><span style="color: #666699;">Protection Spells</span> </em>acabaram por ser aquele complemento perfeito que nos obrigou a afirmar, na altura, que os <span style="color: #666699;">MALL WALK</span> foram corajosos no modo como se predispuseram a todo este saudável experimentalismo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Ainda não são claros os motivos da separação dos <span style="color: #666699;">MALL WALK</span> e, como se sabe, nestas circunstâncias nem sempre é fácil apurar os verdadeiros factos. Seja como for, é pena ver tanto talento no seio de um trio ser desperdiçado assim, deixando-nos apenas, em jeito de despedida, duas canções, <em><span style="color: #666699;">Rose</span></em> e <em><span style="color: #666699;">Out To Lunch</span></em>, canções que encerram em grande estilo a viagem lisérgica através do tempo em completo transe e hipnose de uma discografia que da psicadelia, ao <em>garage rock</em>, passando pelo <em>shoegaze </em>e  também pelo chamado <em>punk rock</em>, abraçou várias vertentes e influências sonoras, numa curta mas respeitável carreira. Deixam saudades... muitas! Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2876266119/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:915271 2018-04-25T16:55:00 Jack White – Boarding House Reach 2018-04-25T16:12:43Z 2018-04-25T16:12:43Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Já chegou aos escaparates <em><span style="color: #3366ff;">Boarding House Reach</span></em>, o terceiro registo de originais de <span style="color: #3366ff;">Jack White</span>, sucessor do já longínquo <em>Lazaretto</em>. Músico, compositor e guitarrista natural de Nashville, <span style="color: #3366ff;">Jack White</span> oferece-nos treze novas canções onde mergulha a fundo em territórios mais densos e experimentais, através de uma guitarra com a sua habitual assinatura plena de <em>groove</em>, à qual se juntam elementos percussivos caraterísticos do universo <em>hip-hop</em> e outros detalhes como congas ou elementos vocais sintetizados, num resultado final extremamente apelativo e bem conseguido.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2018/01/jack-white-2018.jpg?quality=80&amp;w=807" alt="Resultado de imagem para jack white 2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #3366ff;"><em>Boarding House Reach</em></span> chegou às lojas a vinte e três de março via Third Man Records/Columbia e conta nos seus créditos com nomes como o percussionista Louis Cato, o baixista Charlotte Kemp Muhl, Neal Evans, John Scofield, Bobby Allende, Ann e Regina McCrary do trio gospel <em>McCrary Sisters</em>. Nele, do blues, ao <em>rock</em> mais clássico, passando por alguns laivos de metal, um White algo rebelde e de costas voltadas ao mainstream volta a mostrar a sua superior mestria à frente da guitarra, com <em><span style="color: #3366ff;">Connected By Love</span></em> a mostrar-nos, desde logo, a sua forte ligação à América sulista de onde ele é oriundo,ao mesmo tempo que, querendo ser porta voz e estandarte de uma geração nerd tantas vezes alienada dos princípios e dos valores que edificarama sociedade em que vive, reflete sobre alguns dos maiores dilemas de um país com uma heterogeneidade bastante vincada. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Pouco importado em apresentar canções polidas ou que pareçam ter sido gravadas com recursos de superior qualidade, fruto de uma aúrea que se foi instalando em seu redor nas últimas duas décadas e que lhe permite criar sem um firme propósito comercial e mesmo assim ser bem suceddio nessa área, <span style="color: #3366ff;">White</span> procura, acima de tudo, compôr mostrando de modo genuíno e cru as suas pretensões. O clima minimal do efeito da guitarra e o cariz lo fi da voz em <em><span style="color: #3366ff;">Why Walk A Dog?</span></em>, os devaneios quer do piano, quer das várias vozes e dos arranjos da experimental <span style="color: #3366ff;"><em>Hypermisophoniac</em></span>, o modo como declama a letra de <em><span style="color: #3366ff;">Ezmerelda Steals The Show</span></em>, assim como o swing rugoso do <em>riff</em> que conduz <em><span style="color: #3366ff;">Corporation</span></em> imprimem esta simplicidade algo despreocupada de gravar, com a ironia dessa sensação errónea a ser o facto de estarmos a falar de temas que viram a luz do dia graças aos mais modernos recursos tecnológicos que um músico pode dispôr nos dias de hoje. O objetivo talvez seja também passar a ideia que mais que um compositor e criador, <span style="color: #3366ff;">White</span> quer mostrar que é uma espécie de historiador das maiores tendências do <em>rock</em> do último meio século, ao mesmo tempo que tenta ser o mais genuíno possível, com alguns temas aparentemente inacabados e outros a exalar improviso por todos os poros a serem mais achas para essa fogueira da tal espontaneidade artística que acaba por ter, em muitos momentos, um certo odor a uma espécie de pretensiosimo que acaba por soar algo repetitivo. Seja como for, <em><span style="color: #3366ff;">Boarding House Reach</span></em> é um álbum obrigatorio quer para os fãs do músico que para os apreciadores do <em>rock</em> de cariz mais clássico. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;" title="Jack White - Corporation"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4766/26038316858_a5d938e5d6_o.jpg" alt="Jack White - Corporation" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Connected By Love</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. Why Walk A Dog?</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Corporation</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Abulia And Akrasia</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Hypermisophoniac</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Ice Station Zebra</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. Over And Over And Over</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Everything You’ve Ever Learned</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. Respect Commander</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>10. Ezmerelda Steals The Show</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>11. Get In The Mind Shaft</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>12. What’s Done Is Done</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>13. Humoresque</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8n0PUXewaC0" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:921291 2018-04-24T21:48:00 The Coral – Sweet Release 2018-04-24T21:07:18Z 2018-04-25T16:17:22Z <p style="text-align: center;"><img src="https://farm1.staticflickr.com/812/40866651504_cf55648673_o.jpg" alt="The Coral - Sweet Release" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Os britânicos The Coral de James Skelly, Ian Skelly, Nick Power, Lee Southall e Paul Duffy vão regressar a dezassete de agosto aos discos com <em><span style="color: #ffcc99;">Move Through The Dawn</span></em>, onze canções gravados nos <a href="http://www.parrstreetstudios.com/">Parr Street Studios</a> de Liverpool e produzidas pelos próprios <span style="color: #ffcc99;">The Coral</span> e por Rich Turvey.</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Sucessor do aclamado <em>Distance Inbetween</em> de 2016, <em><span style="color: #ffcc99;">Move Through The Dawn</span></em>, o nono álbum da carreira deste mítico grupo, verá a luz do dia via Ignition Records e <em><span style="color: #ffcc99;">Sweet Release</span></em> é o primeiro <em>single</em> divulgado do registo, um extraordinário tratado de <em>indie rock</em> efusivo e vigoroso, já com direito a um curioso vídeo realizado por James Slater. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FilKHDQwMoU" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:918735 2018-04-23T21:39:00 Josh Rouse – Love In The Modern Age 2018-04-23T20:46:46Z 2018-04-23T20:46:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Natural de Nashville, no Nebraska, <a style="color: #999999;" href="http://www.joshrouse.com/">Josh Rouse</a>, um dos meus intérpretes preferidos a solo, está de regresso com<span style="color: #333399;"> <em>Love In The Modern Age</em></span>, disco lançado por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.yeproc.com/artists/josh-rouse">Yep Roc Records</a> e já o décimo segundo da carreira de um dos músicos e compositores mais aclamados das últimas duas décadas. O álbum é mais um passo consistente no percurso de um artista que foi habituando os seus seguidores e críticos a algumas inflexões, passando pela <em>folk</em> mais intimista de início da carreira, a um período mais solarengo, fruto da sua mudança para o sul de Espanha, no início do século, depois de se ter casado com Paz Suay e agora olhando com uma certa gula, que de certo modo já se adivinhava num músico que se foi revelando sempre atento às novas tendências, para aquela <em>pop</em> mais sintética que fez escola nos anos oitenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://img.apmcdn.org/5c1e1528dcf783abc7ce99a5f5eaf96f2de3027f/normal/7f91c8-20180315-josh-rouse-sxsw-pledgehouse.jpg" alt="Resultado de imagem para josh rouse 2018 love in the modern age" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #333399;"><em>Love In The Modern Age</em></span> representa, talvez, o disco de maior ruptura com um trabalho antecessor na carreira de Rouse, neste caso o bem sucedido <em><span style="color: #333399;">The Embers Of Time</span></em> (2015), um álbum que tinha sido gravado entre o seu estúdio em Valência e Nashville e que sustentava-se no esplendor das cordas e nos arranjos típicos da <em>folk</em> sulista norte americana, que davam as mãos para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música e os discos deste <em>cantautor</em> que nunca perdeu o espírito nostálgico e sentimental que carateriza a sua escrita e composição. Ora, se agora, três anos depois, em <span style="color: #333399;"><em>Love In The Modern Age</em></span> esta última caraterística mantém-se intacta, a abordagem sonora acaba por ser um pouco diferente, como se percebe logo em <span style="color: #333399;"><em>Salton Sea</em></span>, na linha do baixo, na batida, nos arranjos sofisticados, fornecidos por um teclado de forte cariz oitocentista e no efeito vocal. Mesmo qu,e logo depois, em <span style="color: #333399;"><em>Ordinary People, Ordinary Lives</em></span>, pareça que <span style="color: #333399;">Josh</span> vai fazer marcha atrás e regressar ao som que o tipifica, logo nos saxofones, na segunda voz feminina e no ambiente luminoso e polido do tema homónimo<em> </em>percebe-se que há realmente um propósito claro de criar um alinhamento mais sofisticado, uma impressão que se torna ainda mais inquestionável nas teclas da <em>fleetwoodiana <span style="color: #333399;">Businessman</span></em>, canção que conta com a participação especial vocal de Wendy Smith dos Prefab Sprout. Pouco depois, em <em><span style="color: #333399;">Tropic Moon</span></em>, <span style="color: #333399;">Rouse</span> faz certamente referência (<em>sleeping under stars</em>) a um dos seus primeiros discos,<em> Under Cold Blue Stars</em> e num outro verso do mesmo tema, quando refere estar <em>right where he wants to be </em>ninguém duvida dessa sua certeza. O grande momento do disco acaba por estar guardado para <em><span style="color: #333399;">Hugs and Kisses</span></em>, uma<em> </em>lindíssima balada onde torna-se impossível não olhar para o nosso íntimo e não sentirmos inspiração suficiente para enfrentarmos de frente alguns dos nossos maiores dilemas enquanto descobrimos na composição a solução para certas encruzilhadas, uma resposta que estava mesmo ali, dentro do nosso peito, à espera desta canção para se revelar em todo o seu esplendor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">A mudança de direção que <span style="color: #333399;">Josh Rouse</span> operou nestas nove canções de <em><span style="color: #333399;">Love In The Modern Age</span></em> foi, quanto a mim, bem sucedida, já que se nos oferece um ambiente sonoro distinto no seu catálogo, o mesmo não coloca em causa aqueles que são alguns pilares identitários essenciais de um músico que parece ser capaz de entrar pela nossa porta com uma garrafa numa mão e um naco de presunto na outra e o maior sorriso no meio, como se ele fosse já da casa, já que consegue sempre revelar-se, nas suas canções, como um grande parceiro, confidente e verdadeiro amigo, um daqueles que não complicam e com o qual se pode sempre contar. <span style="color: #333399;">Josh Rouse</span> é único e tem um estilo inconfundível no modo como dá a primazia às cordas, seja qual for o instrumento de que elas se servem e agora também às teclas, sem descurar o brilho dos restantes protagonistas sonoros e, principalmente, sem se envergonhar de colocar a sua belíssima voz na primeira linha dos principais fatores que ainda tornam a sua música tão tocante e inspiradora. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><a style="color: #999999;" title="Josh Rouse - Love In The Modern Age" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/26517090937/in/dateposted-public/"><img src="https://farm1.staticflickr.com/899/26517090937_94617583e9_o.jpg" alt="Josh Rouse - Love In The Modern Age" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>01. Salton Sea</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>02. Ordinary People, Ordinary Lives</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>03. Love In The Modern Age</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>04. Businessman</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>05. Women And The Wind</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>06. Tropic Moon</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>07. I’m Your Man</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>08. Hugs And Kisses</em></span><br /><span style="color: #333399; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><em>09. There Was A Time</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P9GiPnqJ4k0" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><a href="http://www.joshrouse.com/" target="_blank">Website</a><br />[mp3 320kbps] <a href="https://rg.to/file/2d4470e9fed1d3e15a0c9ed6d2d8983b/Age.rar.html" target="_blank">rg</a> <a href="http://turbobit.net/eh5kh8wsx990.html" target="_blank">tb</a> <a href="http://ceesty.com/wOyat9" target="_blank">zs</a> <a href="https://userscloud.com/3k2bl0rw585z" target="_blank">uc</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:920981 2018-04-22T21:47:00 Imploding Stars - Demise 2018-04-22T20:59:21Z 2018-04-22T21:04:34Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://video-images.vice.com/articles/5ad874ccffaa8900078feeca/lede/1524155917556-20180202_GONCALODELGADO_8922.jpeg?crop=1xw:0.8427xh;0xw,0.0015xh&amp;resize=1200:*" alt="Resultado de imagem para Imploding Stars Demise" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Três anos depois do excelente <em>A Mountain And A Tree</em>, os vimaranenses <span style="color: #99ccff;">Imploding Stars</span> de Jorge Cruz, Diogo, Élio, Filipe e Francisco regressam em 2018 aos discos com <span style="color: #99ccff;"><em>Riverine</em></span>, disco com oito temas que, de acordo com o<em> press release</em> do lançamento desta banda das Taipas, a<em>borda o princípio da compreensão dos diferentes estágios de desenvolvimento da vida humana, desde o momento que nascemos até o momento que morremos. Durante a nossa vida, experimentamos diferentes sensações que levam à criação de memórias. No entanto, estamos normalmente limitados aos limites da perceção humana e às decisões sobre o que é bom ou mau nas bifurcações que vamos encontrando. Mas afinal o que é bom ou mau? E se não houver limites nessa perceção humana? E se pudéssemos, de alguma forma, viver para sempre ou reviver</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Sendo assim, no alinhamento de <em><span style="color: #99ccff;">Riverine</span></em>, os<span style="color: #99ccff;"> Imploding Stars</span> tentaram recriar os diferentes estágios temporais que fazem parte da existência humana e que, no fundo, definem o trajeto de vida de cada um de nós, sendo possível, tendo em conta a abordagem da banda a esse ideário, cada ouvinte, à medida que se embrenha no álbum, adaptar os temas à sua experiência pessoal e aos seus pensamentos, experiências, sonhos, conquistas e desejos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #99ccff;"><em>Demise</em></span> é o primeiro <em>single</em> divulgado deste <em><span style="color: #99ccff;">Riverine</span></em>, um tema que impressiona pela sua beleza utópica, feita de belas orquestrações, que vivem e respiram, lado a lado, com distorções e arranjos que aliceracam uma melodia particularmente hipnótica. Confere... </span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LBoiZbmeGe8?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:920152 2018-04-20T18:21:00 Soulwax - Essential Four 2018-04-20T18:03:27Z 2018-04-20T18:03:27Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2018/04/unnamedewkjwek.jpg?quality=80&amp;w=800" alt="Resultado de imagem para soulwax2018" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Depois de uma prolongada ausência de mais de uma década do formato álbum, os belgas <a style="color: #999999;" href="http://soulwax.com/">Soulwax</a>, dos irmãos David e Stephen Dewaele, vão regressar aos discos este ano, mais concretamente a vinte e dois de junho, com um tomo de doze canções que ganharam vida nos estúdios do grupo <a style="color: #999999;" href="http://www.deeweestudio.com/">DEEWEE</a>, situados em Ghent, a cidade natal do projeto. É um disco conceptual, gravado em apenas duas semanas, chamado <span style="color: #00ff00;"><em>Essential One – Essential Twelve</em></span>, com cada música do álbum a ser baseada na palavra <em>Essential</em> e a ideia para o mesmo surgiu quando os <span style="color: #00ff00;">Soulwax</span> apresentaram material original numa hora inteira para a <em>BBC Radio 1 Essential Mix</em>, tendo sido os primeiros artistas a fazê-lo nesse registo.</span></p> <p class="m_7132941559569188604MsoNoSpacing" style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span style="color: #00ff00;"><em>Essential Four</em></span>, o quarto tema do alinhamento, é a primeira composição divulgada de <span style="color: #00ff00;"><em>Essential One – Essential Twelve</em></span>, um corte de pouco mais de seis minutos do álbum que conta com a participação especial vocal da também belga Charlotte Adigéry, que lançará o seu segundo EP através da DEEWEE em 2018. Conduzido por uma espetacular linha de baixo, é um extraordinário tratado de <em>eletropop</em>, vigoroso, insinuante, sexy e cheio de <em>funk</em>, que faz adivinhar um <em>set</em> pensado para dançar do início até ao fim. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/431954406&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:919945 2018-04-19T21:26:00 Huggs - Take My Hand 2018-04-19T20:31:41Z 2018-04-19T20:31:41Z <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Duarte Queiroz (voz, guitarra) e Jant<span lang="ES-TRAD">ó</span>nio Nunes da Silva (bateria) são o núcleo duro dos <span style="color: #333399;">Huggs</span>, dois amigos que se conheceram por acaso na faculdade e que começaram a compôr juntos, <em>inspirados pela energia crua e indisciplinada do panorama underground britânico e pelas baladas românticas típicas dos anos cinquenta e sessenta</em>. A eles junta-se, ao vivo, Guilherme Correia que, depois de assistir a um ensaio, não s<span lang="ES-TRAD">ó </span>se encarregou do baixo como <em>ajudou a produzir e a completar as primeiras canções da banda</em>.</span></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas" style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><img src="https://glam-magazine.pt/wp-content/uploads/2018/04/TAKEMYHAND_CAPA_FINAL-820x500.jpg" alt="Resultado de imagem para Huggs Take My Hand" /></span></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Os <span style="color: #333399;">Huggs</span> vão estrear-se nos lançamentos no último trimestre deste ano com um EP, gravado por Gonçalo Formiga (dos Cave Story) no seu estúdio nas Caldas da Rainha e produzido pelo pr<span lang="ES-TRAD">ó</span>prio em conjunto com a banda. Desse registo já se conhece <em><span style="color: #333399;">Take My Hand</span></em>, canção também já com direito a um video realizado por Manuel Casanova, que trabalhou ao longo da carreira com bandas como os Comeback Kid, Japandroids ou os Hills Have Eyes.</span></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Este tema que apresenta os <span style="color: #333399;">Huggs</span> ao mundo oferece-nos um <em>rock</em> acessível e bastante melódico, uma filosofica sonora que acaba por entroncar em alguns dos principais detalhes daquele anguloso <em>punk rock</em> nova iorquino que bandas como os The Strokes ou os Yeah Yeah Yeahs ajudaram a cimentar no início deste século, mas onde também não falta uma curiosa pitada <em>garage</em> novecentista, em especial na guitarra, essencial para conceder à composição um charme <em>vintage</em> particularmente luminoso e apelativo. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lBtKcG6klUM?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;"><span lang="EN-US">Facebook: </span><a style="color: #999999;" href="http://www.facebook.com/freehuggssuck" target="_blank"><span lang="EN-US">www.facebook.com/freehuggssuck</span></a></span></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Instagram: <a style="color: #999999;" href="http://www.instagram.com/freehuggssuck" target="_blank">www.instagram.com/freehuggssuck</a></span></p> <p class="m_-1735975253504424213gmail-Predefinidas"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: terminal, monaco;">Bandcamp: <a style="color: #999999;" href="http://www.freehuggssuck.bandcamp.com/" target="_blank">www.freehuggssuck.bandcamp.com</a></span></p>