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Barbarossa – Imager

Domingo, 14.06.15

Oriundo de Londres, o britânico James Mathé assina a sua música como Barbarossa e editou a onze de maio, através da Memphis industries, Imager, o terceiro disco de um músico com uma carreira já interessante no domínio da pop que coloca a eletrónica na linha da frente do processo de criação sonora, sempre tingida com melancolia e um humanismo particularmente sedutor.

Nestas dez canções, este músico e também reputado produtor que colocou as mãos em trabalhos dos Metronomy ou dos Summer Camp, oferece-nos uma visão relaxante e intimista do modo como vê a eletrónica de cariz mais ambiental, num trabalho que firma, definitivamente, um posicionamento do mesmo num campo sonoro mais sintético, ele que começou por chamr a atenção da crítica pelas baladas folk que criou no início da carreira e que fizeram com que fosse comparado a nomes tão fundamentais como Jose Gonzalez que, curiosamente, ou talvez não, participa em Home, o single já retirado de Imager. Há alguns anos atrás, Barbarossa, como intérprete folk, chegou a abrir alguns dos concertos do músico sueco que agora oferece a sua voz a esta canção.

Se o tema homónimo do disco mostra-nos, claramente, o novo arquétipo sonoro de Barbarossa, através de uma abordagem algo inclinada para as pistas de dança, com um claro piscar de olhos a uma faceta mais techno, a tal Home, tranquila e redentora, coloca todas as fichas numa visão mais emotiva e contemplativa, com o efeito do teclado a convidar-nos a conferir um hino eletrónico elegíaco, com um imediatismo simples, mas pungente.

À medida que o alinhamento de Imager avança, pressente-se um certo sentimento de inquietude, que o registo vocal de Solid Soul ou o sintetizador inebriante de Settle, uma canção que se debruça sobre a solidão que quem vive numa grande cidade frequentemente sente, não disfarçam, como se houvesse um fluxo emocional que conduz as canções que nos oferecem momentos redentores com o intuíto de agitar primeiro e confortar depois, o âmago da nossa alma. O refrão de Silent Island é, talvez, o melhor exemplo desta melancolia que quer descobrir o equilibrio perfeito entre hinos de dança contidos e uma intimidade orgânica singular, uma refrega intensa que coloca em campo de batalha aberto e sem reservas emoção e racionalidade.

Imager é Barbarossa a sair da sombra e a colocar um passo firme debaixo das luzes da ribalta à boleia de um talento para a composição e produção musical inato, que parece ter perdido a timidez e que exige ser reconhecido enquanto membro de pleno direito, do clube dos principais arquitetos da eletrónica contemporânea de terras de Sua Majestade. Neste álbum o autor oferece-nos, com a sua escrita intensa, mas direta e incisiva, algumas respostas que são incontornáveis tendo em conta o cariz afetivo e reflexivo das melodias a que dá vida.  Enquanto se escuta Dark Hopes e se acompanha com atençaõ o poema inspirador que abraça a melodia, percebemos o imenso fôlego libertador e esotérico que Imager transporta. Espero que aprecies a sugestão...

Barbarossa - Imager

01. Imager
02. Home
03. Solid Soul
04. Settle
05. Nevada
06. Dark Hopes
07. Silent Island
08. Muted
09. Human Feel
10. The Wall

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publicado por stipe07 às 21:25






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