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Menace Beach - Ratworld

Terça-feira, 27.01.15

Ryan Needlham e Liza Violet são os Menace Beach, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que estreou-se nos discos a dezanove de janeiro com Ratworld, um trabalho com um dos artworks mais insólitos que vi ultimamente e que chegou aos escaparates através da Memphis Industries.

Apesar de serem britânicos, os Menace Beach puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo americano dos anos noventa. Ratworld é, portanto, uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do grunge e do punk rock impregnado daquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções, com os problemas típicos da juventude a fazerem parte da lírica de grande parte do compêndio.

A receita é simples e ganha vida em canções simples e diretas, sem artifícios desnecessários e que se esfumam mais depressa do que um cigarro, com os principais ingredientes típicos do tal grunge e do punk rock direto e preciso, a misturarem-se com um travo de shoegaze e alguma psicadelia lo fi, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o grunge, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria surfpop na mira. Esta apenas parente amálgama prova que os Menace Beach estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.

As vocalizações de Liza, de cariz aspero e lo fi, com um ligeiro efeito reverberado noa voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras, quase sempre aceleradas e empoeiradas e que fluem livres de compromissos e com uma estética muito própria.

Logo em Come On Give Up, o single que antecipou Ratworld, e em Elastic, somos sugados para o ambiente mais direto do punk rock, que tem também no baixo de Dropout e no fuzz de Lowtalkin, dois instantes que clarificam o que vem adiante e onde é possível vislumbrar um cuidado melódico e etéreo que permite às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora inicialmente previstas. O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos Blue Eye, uma canção inicialmente mais introspetiva e lo fi e onde os Sonic Youth se fazem sentir com uma certa intensidade, até que chega o potente refrão de Dig It Up e instala-se novamente um caldeirão sonoro onde também está o clima mais pop e acessivel de Tennis Court, outro single já retirado do trabalho, e o tema homnónimo, impregnado com mudanças de ritmo constantes e de guitarras em looping e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.

Até ao ocaso, não podemos deixar de salientar o reverb algo tóxico da guitarra de Tastes Like Medicine e o groove de Infinite Donut, uma das canções mais interessantes de Ratworld e que nos remete para uma espécie de fuzz rock, que se mantém em Pick Out The Pieces, talvez o tema mais psicadélico e etéreo da rodela.

Ratworld é um exercício festivo e ligeiro, mas bastante inspirado, de uma dupla que quer ser apreciada pela sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, feito com as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho de Ratworld é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada, feita com canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Menace Beach - Ratworld

01. Come On Give Up
02. Elastic
03. Drop Outs
04. Lowtalkin
05. Blue Eye
06. Dig It Up
07. Tennis Court
08. Ratworld
09. Tastes Like Medicine
10. Pick Out The Pieces
11. Infinite Donut
12. Fortune Teller

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publicado por stipe07 às 21:21

David Thomas Broughton & Juice Vocal Ensemble - Sliding The Same Way

Quarta-feira, 07.01.15

Polémico, às vezes hilariante, músico, comediante, filósofo e compositor David Thomas Broughton é exímio no modo como escreve e canta sobre o amor e todos os sentimentos que rodeiam esse palavrão, principalmente os menos apetecíveis, como a angústia, a depressão, o medo, o sofrimento e até o suícidio. Estes são os grandes temas de Sliding The Same Say, um trabalho gravado por Phil Snell nos estúdios LIMBO, em Otley, Leeds, com a presença do coletivo Juice Vocal Ensemble e que viu a luz do dia no passado dia catorze de novembro, pela Song, By Toad Records.

Um dos grandes atributos deste disco que resulta de uma parceria feliz entre um inspirado artista e um grupo de vozes excelentes é o modo como foi gravado, de forma direta e crua, dispensado um aturado trabalho de produção que iria certamente tornar algumas canções mais incipientes retirando um pouco da alma que contêm por terem sido interpretadoass e gravadoas de uma vez só e com um assertivo grau de emotividade.

Conhecidos por algumas covers de temas de nomes tão relevantes como os Guns N'Roses, Kraftwerk ou Rhianna e tendo já trabalhado com nomes importantes da pop e da folk, nomeadamente Gavin Bryars, Shlomo, Mica Levi (aka Micachu dos Micachu and The Shapes), os Juice Vocal Ensemble são um trio que explora eficazmente o chamado registo à capella, fazendo-o procurando transmitir um certo misticismo e uma grande dose de espiritualidade, algo que casa na perfeição com a escrita algo inusitada de David Thomas.

Disco essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma forte toada blues, Sliding The Same Way contém um alinhamento sinuoso e cativante, que nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno e onde David não poupa na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, havendo, no disco, vários exemplos do forte cariz eclético e heterogéneo do seu cardápio. Por exemplo, em In Service, o registo vocal de fundo em espiral e melodicamente hipnótico, a corda de uma viola que com ele se entrelaça e alguns efeitos transportam-nos numa viagem rumo ao revivalismo dos anos oitenta, os coros lindíssimos de Woodwork e o dedilhar deambulante da viola na enigmática e profunda Unshaven Boozer são outros dois momentos que trazem brisas bastante aprazíveis ao ouvinte.

Com um fio condutor óbvio e assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, Sliding The Same Way é um pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz deste músico britânico, natural de Leeds, sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão..

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publicado por stipe07 às 19:20

Menace Beach - Come On Give Up

Domingo, 12.10.14

Menace Beach - Ratworld

Ryan Needlham e Liza Violet são os Menace Beach, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que irá estrear-se nos discos a dezanove de janeiro do próximo ano com Ratworld, um trabalho com um dos artworks mais insólitos que vi ultimamente e que chegará aos escaparates através da Memphis Industries.

A navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, a surf pop e a psicadelia lo fi, os Menace Beach acabam de divulgar Come On Give Up, o single que antecipa Ratworld. Este tema foi disponibilizado para download gratuito. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 15:31

Alt-J (∆) – This Is All Yours

Quinta-feira, 25.09.14

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, está de regresso aos lançamentos com This Is All Yours, através da Infectious, um álbum que, além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a eleva para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

As treze canções de An Awesome Wave encaixavam indiefolkhip-hop e electrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito; Eram canções que nos faziam descobrir a sua complexidade à medida que se escutava o alinhamento de forma viciante. A atmosfera dançante de Brezeblocks e de Fitzpleasure, misturava-se com músicas mais calmas e relaxantes como Something Good e Taro e, na verdade, talvez ainda estejamos todos demasiado conetados com essa doce recordação para aceitarmos com facilidade a nova vida deste (agora) trio que aposta num som mais esculpido e complexo, algo que nos obriga a um exercício maior na primeira percepção das novas composições, mas que eu recomendo vivamente e que asseguro ser altamente compensador.

Mais uma vez, os Alt-J (∆) têm como base insturmental o uso de sintetizadores e continuam a ser exímios na replicação de harmonias vocais belíssimas, mantendo-se aquela impressão de que as canções nasceram lentamente, como se tudo tivesse sido escrito e gravado ao longo de vários anos e artesanalmente. Mas, o grande motivo de verdadeira celebração relativamente ao conteúdo do sempre difícil segundo disco deste projeto de Leeds, certamente um dos mais excitantes do cenário indie atual, é a forma particularmente viva e espontânea com que celebram os ideais de charme e delicadeza; Eles ficam explícitos durante a viagem que o alinhamento de This Is All Yours nos permite fazer entre a pop ambiental contemporânea e o art-rock clássico, uma epopeia de treze canções onde se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de ofrma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual.

Ao longo deste álbum abunda a sobreposição de texturas, sopros e composições jazzísticas contemplativas, uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades, um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Escuta-se a forte comoção latente de Hunger Of The Pine, o punk blues enérgico e libertário de Left Hand Free, o momento de maior excelência deste disco, a insanidade desconstrutiva em que alicerçam as camadas de sons que dão vida a The Gospel of John Hurt e a incontestável beleza e coerência dos detalhes orgânicos que nos fazem levitar na sequência final feita com Bloodfood Pt. II Leaving Nara, para se conferir, num mesmo bloco autoral, os diferentes fragmentos que o grupo foi convocar a esses dois universos sonoros que o rodeia e com os quais se identifica, com um elevado índice de maturidade e firmeza, mostrando imenso bom gosto na forma como apostam nesta relação simbiótica, enquanto partem à descoberta de texturas sonoras.

Se An Awesome Wave tinha momentos que, como já referi, convidavam ao abanar de ancas explícito e propositado, este sucessor impressiona pelo seu teor altamente climático e soturno, mas simultaneamente épico, algo só possível devido à acertada escolha do arsenal instrumental que sustenta as canções. Além do já referido sintetizador, uma verdadeira orquestra de violinos, pianos, coros de vozes e instrumentos de sopro vários, reproduzem batidas e alguns componentes tribais, mas sempre com controle e suavidade. Ao confrontar-se com a saída de Gwil, para muitos o líder do projeto, o trio que manteve o barco à tona teve de arregaçar as mangas e, talvez liberto de uma certa formatação criativa bem balizada que esse músico impunha, dedicar-se de forma mais democrática à expansão do seu cardápio sonoro, com uma dose algo arriscada de experimentalismo, mas bem sucedida, feita de imensos detalhes e uma elevada subtileza.

Em equipa que ganha às vezes também se mexe e o som complexo e profundo dos Alt-J (∆) resistiu com solidez e de modo exemplar à mudança, já que This Is All Yours comprova que um dos predicados que poderemos, pelos vistos, esperar sempre deste coletivo britânico prende-se com a capacidade que tem em inovar e ser imprevisível em cada novo registo discográfico que apresenta. Exatidão e previsibilidade não são palavras que constem do dicionário dos Alt-J (∆) e este novo trabalho, naturalmente corajoso e muito complexo e encantador, ao ser desenvolvido dentro de uma ambientação essencialmente experimental, plasma mais uma completa reestruturação no que parecia ser o som já firmado na premissa original da banda. Espero que aprecies a sugestão...

Alt-J (∆) - This Is All Yours

01. Intro
02. Arrival In Nara
03. Nara
04. Every Other Freckle
05. Left Hand Free
06. Garden Of England
07. Choice Kingdom
08. Hunger Of The Pine
09. Warm Foothills
10. The Gospel Of John Hurt
11. Pusher
12. Bloodflood Pt. II
13. Leaving Nara

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publicado por stipe07 às 21:33

Menace Beach - Tennis Court

Segunda-feira, 07.07.14

Menace Beach

Oriunda de Leeds, a dupla britânica Menace Beach causou sensação no início deste ano com o lançamento de Lowtalker, um EP impregnado com um indie pop cheio de guitarras plenas de fuzz e com alguns dos tiques habituais da chamada britpop.

No próximo dia um de setembro vão lançar em formato single, o tema homónimo desse EP, com Tennis Court no lado b da edição em vinil, através da Memphis Industries. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:25

Kaiser Chiefs – Education, Education, Education & War

Terça-feira, 06.05.14

Editado no passado dia trinta e um de março, Education, Education, Education & War é o quinto álbum dos britânicos Kaiser Chiefs, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry. Education, Education, Education & War foi produzido por Ben H. Allen III, gravado nos estúdios The Maze Studio, em Atlanta, no outro lado do Atlântico e é o primeiro disco do grupo gravado com o baterista Vijay Mistry, que substitui Nick Hodgson, aquele que foi sempre o principal compositor da banda e que deixou, com a sua saída, um buraco difícil de preencher.


Um pouco à boleia do sucesso de bandas como os Franz Ferdinand ou os Futureheads, os Kaiser Chiefs apresentaram-se ao mundo, em 2005, com Employment, até hoje ainda o melhor álbum desta banda de Leeds. À semelhança dos grupos citados, procuraram agarrar a heranção do punk rock britânico e dar-lhe um cariz mais festivo e luminoso mas, no caso dos Kaiser Chiefs, com forte pendor pop.

Na verdade, este quinteto acusou sempre um pouco o súbito estrelato e nunca conseguiu a mesma afirmação sonora que a excelência do alinhamento de Employment transportava e agora, quase uma década depois, começam a perceber que talvez seja altura de virar um pouco a agulha para outra sonoridade que também os satisfaça, além de ter novamente o tal efeito de novidade que permite revitalizar a imagem do grupo e o sucesso do mesmo.

Em Education, Education, Education & War os Kaiser Chiefs mostram-se mais pesados e corpulentos e do glam disco à Franz Ferdinand de Misery Company, passando pelo hard rock de The Factory Gates e a guitarra à Cure de Coming Home, são várias as portas que se abrem, mas não parece ainda certo qual o verdadeiro trilho sonoro que terá um cariz mais assertivo e eficaz para um percurso futuro bem sucedido na carreira dos Kaiser Chiefs. Espero que aprecies a sugestão...

Kaiser Chiefs - Education, Education, Education And War

01. The Factory Gates
02. Coming Home
03. Misery Company
04. Ruffians On Parade
05. Meanwhile Up In Heaven
06. One More Last Song
07. My Life
08. Bows And Arrows
09. Cannons
10. Roses

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publicado por stipe07 às 18:31

Kaiser Chiefs – Bows And Arrows

Terça-feira, 07.01.14

2014 promete ser um ano em grande para os Kaiser Chiefs, conforme anunciaram no seu Facebook. Depois de Misery Company agora foi a vez de chegar aos nossos ouvidos Bows and Arrows, outro tema que fará parte de Education, Education, Education and War, o quinto álbum desta banda de Leeds e que será editado a um de abril. Este novo trabalho dos Kaiser Chiefs, liderados pelo carismático vocalista Ricky Wilson, conta com a produção de Ben H Allen, que já trabalhou com Gnarls Barkley, Animal Collective e Deerhunter, foi gravado em Atlanta e misturado em Nova Iorque.

Um dos grandes atributos de Bows And Arrows é a percurssão vibrante, agora a cargo de Vijay Mistry, o novo baterista, que veio substituir Nick Hodgson, que saiu da banda em 2012. O título da canção foi sugerido pelo baixista Simon Rix, tendo justificado assim a sua escolha à Rolling Stone: Gostei do conceito de como arcos e setas (Bows and Arrows) são inúteis quando separados, mas quando os juntas podem ser bastante formidáveis. É um bocado como nós, na verdade. Eu adoro fazer parte de uma banda. É um bocado absurdo pensar que o consegues fazer sozinho.

Confere o novo single dos Kaiser Chiefs e o alinhamento de Education, Education, Education and War...

Kaiser Chiefs - Bows And Arrows

The Factory Gates
Coming Home
Misery Company
Ruffians On Parade
Meanwhile Up In Heaven
One More Last Song
My Life

Bows & Arrows

Cannons

Roses

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publicado por stipe07 às 13:00

Mountain Range - Adjustments EP

Sexta-feira, 06.09.13

Lançado no passado dia três de serembro pela insuspeita Bad Panda Records, Adjustments é o novo EP do projeto Mountain Range liderado por Stuart Thomas, um produtor natural de Leeds, na Inglaterra. Este trabalho está disponível no bandcamp da Bad Panda Records e sucede a A Heart Upon, o EP de estreia do projeto, lançado há cerca de um ano e que podes ouvir abaixo.

O EP tem quatro canções guiadas por uma eletrónica minimal, muito etérea e comtemplativa, que nos remete para o universo nórdico de uns Mum, Sigur Rós ou Efterklang. São peças instrumentais interligadas, cheias de deliciosos detalhes e sustentadas por uma percurssão muito subtil, mas preciosa, porque funciona como uma espécie de batimento cardíaco das canções, dando-lhes vida e espaço para o Stuart ir insuflando alguns arranjos que variam entre sons da natureza, ecos humanos e sons sintetizados.

Durante pouco mais de vinte minutos Adjustments permite-te levitar para um outro mundo, ou apenas abstraires-te um pouco deste que nos rodeia e teres algum tempo,espaço e banda sonora para refletires um pouco sobre ti e os teus.

Para quem tiver crianças ou bebés, este EP também poderá ser uma excelente escolha para um doce embalar, ou apenas para um simples contacto com uma realidade musical um pouco diferente daquela que é geralmente oferecida ao universo infantil, mas igualmente acolhedora. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 11:14

Alt-J – An Awesome Wave

Quinta-feira, 21.06.12

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar algumas canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo, como Gwil explica, é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda porque ela surgiu num momento decisivo da vida dos seus membros.

Assim, em oito de junho deste ano, os Alt-J (∆) estrearam-se nos álbuns com An Awesome Wave, através da Liberator Music e muita da crítica que li acha que este disco vai estar em muitas listas dos melhores de 2012.

Já ouvi o álbum e, muito sinceramente, é díficil catalogá-lo; Apetece apenas procurar os adjectivos mais sedutores que existem e tocá-lo em noites quentes e junto de boa companhia. As treze canções encaixam indie, folk, hip-hopelectrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito, que nos faz descobrir a sua complexidade à medida que o vamos ouvindo de forma viciante. A atmosfera dançante de Brezeblocks e de Fitzpleasure, mistura-se com músicas mais calmas e relaxantes como Something Good e Taro.

No fundo, impera uma tónica folk, até porque fazem bastante uso de sintetizadores e possuem harmonias vocais belíssimas. A impressão que fica é que as canções nasceram lentamente, como se tudo tivesse sido escrito e gravado ao longo de vários anos e artesanalmente.

As letras fazem referência a obras literárias ou filmes e servem para Joe Newman misturar suspiros, enquanto as canta muitas vezes num registo acelerado, fazendo assim sua voz soar também como instrumento e tornando-a num dos traços mais significativos da identidade sonora dos Alt-J (∆).

Se estas são as primeiras ideias de uma banda, então convém não perdê-la de rasto por nada deste mundo. À imagem de uns Django Django, os Alt-J (∆) provam que 2012 está a ser um ano repleto de novidades bastante reinventivas, peculiares e refrescantes. Espero que aprecies a sugestão…

01. Intro
02. (Interlude 1)
03. Tessellate
04. Breezeblocks
05. (Interlude 2)
06. Something Good
07. Dissolve Me
08. Matilda
09. MS
10. Fitzpleasure
11. (Interlude 3)
12. Bloodflood
13. Taro

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publicado por stipe07 às 13:25

Kaiser Chiefs – Start The Revolution Without Me

Segunda-feira, 05.03.12

Foi hoje lançado no mercado Start The Revolution Without Me, o disco mais recente da banda Kaiser Chiefs e que no fundo é apenas uma reedição de The Future Is Medieval, disco lançado de forma pouco convencional em 2011. Na altura a banda colocou vinte canções novas no seu site e os fãs podiam ouvir e escolher dez delas para compor o seu próprio novo álbum dos Kaiser Chiefs.
Agora, em 2012, este Start the Revolution Without Me, inclui  On the Run, Cousin in the Bronx, Problem Solved e Can't Mind My Own Business, canções que não estavam incluidas no alinhamento oficial de The Future Is Medieval. E On the Run é a única verdadeira novidade neste novo disco, disponivel para audição no site oficial da banda.

Alguns anos após a estreia desta banda britânica natural de Leeds nos discos, os Kaiser Chiefs são hoje uma sombra daquele grupo irreverente que em meados da década passada fazia temas divertidos, assentes na mágica triologia instrumental do rock e onde a simplicidade da composição era um dos mais fortes atributos. Disco após disco, foram decrescendo de qualidade e apesar de uma notória tentativa de amadurecimento e busca de outra fórmula de sucesso em Yours Truly, Angry Mob, que não teve sequência no último e já citado The Future Is Medieval, parecem apostados em insistir numa fórmula que infelizmente colocou longe da ribalta aquele grupo de rapazes que fazia, como já disse, canções bastante alegres e divertidas. Seja como for, se és fã da banda, convém não perder este Start The Revolution Without Me de vista e esperar, como eu, que voltem, muito em breve, a reencontrar o rumo certo.

01. Little Shocks
02. On The Run
03. Heard It Break
04. Kinda Girl You Are
05. Starts With Nothing
06. When All Is Quiet
07. Cousin In The Bronx
08. Things Change
09. Man On Mars
10. Problem Solved
11. Can’t Mind My Own Business
12. Child Of The Jago
13. If You Will Have Me

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publicado por stipe07 às 18:55






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