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Paperfangs - Past Perfect

Segunda-feira, 25.03.13

Um dos melhores discos que ouvi em 2013 chama-se Past Perfect e assinala a estreia nos trabalhos de longa duração dos Paperfangs, uma banda finlandesa natural de Helsinquia, formada pelos irmãos Jyri e Tarleena e pelo amigo Mikko. Past Perfect viu a luz do dia a vinte e dois de fevereiro por intermédio da Soliti Music e sucede aos EPs ePop006, editado em 2010 e AAVAV, disponibilizado em 2012 e que contém Violet, uma cover de um original dos Kiss Kiss. (O último está disponível para audição no Bandcamp dos Paperfangs e ePop006 pode ser obtido gratuitamente na Eardrums Pop).


Past Perfect é um dos discos que mais tenho ouvido nos últimos dias, muito por culpa de encantadores teclados, de uma batida subtil transversal ao disco e que lhe confere uma textura sonora única e peculiar e de um jogo de vozes quente e intimista. Past Perfect ouve-se com satisfação no carro, no escritório, no quarto, ou no exterior enquanto se pratica exercício físico, sendo um álbum excelentemente produzido e que viaja bem connosco, independentemente do local onde se está.

Não é fácil destacar algumas canções devido à homonegeidade sonora do álbum e à elevada bitola qualitativa do mesmo. Não há pressa e sofreguidão na forma como as guitarras e o sintetizador se cruzam musicalmente entre si e suportam as aproximações com a eletrónica. No entanto impressionou-me In Age, tema que dá o mote para o conteúdo dos cerca de trinta e cinco minutos dos disco e das próximas nove canções e também, logo depois, Bathe In Glory, o primeiro single de Past Perfect e já conhecido há algum tempo, um tema que entra pelos nossos ouvidos com extrema delicadeza, na forma de uma belíssima canção, com uma voz profunda e uma viola que se encaixa perfeitamente num ambiente nostálgico, também potenciado pela luminosidade do sintetizador. This Power destaca-se pelos pequenos toques de uma corneta e um piano profundo, numa simbiose que provoca uma espécie de quebra cabeças que nos implora para que nos dediquemos a identificar as várias camadas sonoras e as diferentes texturas da canção.

All Girls Are Grey é o segundo single já retirado de Past Perfect; Começa de forma muito simples, apenas com a bateria e o sintetizador, para depois receber, de braços abertos, o piano, uma batida dançável e a peculiar voz grave de Jyri.

Para estreia, os Paperfangs não se sairam nada mal. O irmão, a irmã e o amigo dos dois deitaram-se numa nuvem feita com a melhor dream pop escandinava e operaram um pequeno milagre sonoro; Tornaram-se expansivos e luminosos, encheram essa nuvem com uma sonoridade alegre, floral e perfumada pelo clima ameno da primavera que está quase a chegar e o mais interessante é que conseguiram fazê-lo sem grande excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida.

Em suma, Past Perfect é um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...

01. In Age
02. Bathe In Glory
03. Selfless
04. This Power
05. Repeat
06. Darkling, I Listen
07. Widow’s Song
08. Avenue Of Splendours
09. All Girls Are Grey
10. His Famous Last Painting

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publicado por stipe07 às 12:51

Sans Parade – Sans Parade

Sexta-feira, 22.03.13

Os Sans Parade são uma banda finlandesa fundada em 2009 e liderada por Markus Perttula (voz e baixo) e Jani Lehto (guitarra, sintetizador, piano, percurssão,...), aos quais se juntaram o multi-instrumentista Pekka Tuppurainen, Ville Pynssi (bateria), Tommi Asplund (violino), Inkeri Siirilä (violino), Laura Turpeinen (viola) e Magdalena Valkeus. Sans Parade, um homónimo, é o disco de estreia deste grupo que se divide entre Turku e Helsinquia, na Finlândia e Estocolmo, na Suécia, um álbum que viu recentemente a luz do dia por intermédio da Soliti Records.

Quando se escuta música nova, geralmente há dois tipos diferentes de sensações; Há discos e bandas que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há momentos em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Os finlandeses Sans Parade são um destes casos, o exemplo claro de uma banda que, tendo em conta este disco homónimo de estreia, nos deixam sem adjetivos suficientemente claros para que possamos definir com exatidão a sua qualidade sonora.

Formados em 2009 pelo músico, cantor e escritor Markus Perttula e pelo músico de house Jani Lehto, os Sans Parade rapidamente tornaram-se num trio quando o músico de jazz Pekka Tuppurainen se juntou à dupla. Hoje o grupo é ainda maior, com músicos que dominam diferentes géneros musicais e que, além dos já referidos, também tocam a folk. Assim, esta massiva junção de géneros e influências, naturalmente iria dar origem a um verdadeiro caldeirão sonoro, algo que se escuta em Sans Parade, um disco cantado por uma belíssima voz e com arranjos orquestrais lindíssimos, que fazem dele uma das mais belas surpresas do início de 2013.

Sustentados pela habitual melancolia que só os grupos escandinavos sabem transmitir, já que este grupo tem, como referi, as suas raízes num ponto do globo artisticamente muito criativo e assenta a sua sonoridade numa mistura de indie pop e indie rock,  com post rock e alguns elementos eletrónicos, os Sans Parade deixam aqui bem claro que fizeram um disco perfeito para quem tem necessidade de se afundar em sonoridades etéreas para ganhar um novo ânimo e assim deixar para trás as adversidades. Logo na pop rock orquestral de The Last Song Is A Love Song, um tema que expande os horizontes minimalistas quando, antes de cada refrão, eleva o volume dos instrumentos como um todo e temos a explosão que, com os coros finais, dá a cor e brilho que nos fazem levitar, apetece aumentar o volume o mais possível para não deixarmos escapar nenhum dos imensos detalhes sonoros e para nos deixarmos engolir pela voz cândida de Perttula que nos obriga a acordar... Waltz with me! I’ve stopped dreaming, I’m not okay.

Depois, basta conferir A Ballet On The Sea e December 13th para não restarem mais dúvidas que estamos na presença de um disco com uma sonoridade única e peculiar, com várias canções que soam a uma perfeição avassaladora e onde custa identificar um momento menos inspirado.

Sans Parade é uma espécie de súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação e assim deveras interessante tentar deslindar. Nele somos conduzidos para lugares calmos e distantes, os quais conseguem ser alcançados muito por influência de uma voz que parece conversar connosco. Quando o disco termina ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Já agora e como os sintetizadores tiveram a primazia na condução sonora de Sans Parede, aqui podes ler um artigo muito interessante onde se percebe a artilharia que foi utilizada em cada canção. Espero que aprecies a sugestão...

Sans Parade - Sans Parade

01. The Last Song Is A Love Song
02. The End Of The World 1964
03. Guarded Mountain
04. Dead Trees
05. A Ballet In The Sea
06. In A Coastal Town
07. Swept Away
08. A Liking Song
09. From Leytonstone To Canary Wharf
10. On The Sunniest Sunday
11. One Of Those Mornings
12. On December 13th

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publicado por stipe07 às 22:54

K-X-P - II

Sábado, 02.03.13

Os K-X-P são um trio finlandês, sedeado em Helsinquia e formado por Timo Kaukolampi, Tuomo Puranen e Tomi Leppanen. No estúdio e, às vezes, ao vivo, acompanham-nos Anssi Nykänen. O grupo nasceu das cinzas dos Op:l Bastards e dos And The Lefthanded e começaram a carreira com Kaukolampi a declarar que K-X-P started after I wanted to stop playing in bands. It’s the antidote to normal bands. Its an anti-band. II foi lançado a onze de fevereiro pela Melodic Records e sucede ao disco de estreia, homónimo, editado em 2010.

O disco de estreia dos K-X-P teve críticas bastante favoráveis de publicações tão conceituadas como a Q, Future Music e a Pitchfork. Todas foram unânimes em enuncair o krautrock como a influência de base da sonoridade do grupo, com laivos de jazz, rock, eletrónica e dance music, nas suas mais variadas vertentes.
Este sucessor mantém a mesma bitola sonora da estreia. Foi gravado entre Berlim e Helsinquia, em antigos cinemas, estúdios tradicionais de gravação e utilizaram equipamento vintage, analógico e eletrónico. O conteúdo remete-me imediatamente para os vizinhos dinamarqueses, a dupla Reptile Youth e o seu disco homónimo. Neste II também se combina a energia punk com sons eletrónicos, mas as formas instrumentais, acordes, vozes e todo o aparato de elementos sonoros procuram reproduzir, com um elevado teor experimental, as marcas identitárias do krautrock.

O uso apurado dos sintetizadores, remetem para ambientes algo sombrios, mas as melodias são acessíveis o que provoca uma estranha, mas agradável sensação durante a audição. A canção Melody, logo a abrir, encarna este espírito e não será inocente o título já que o conteúdo perverte as redundâncias naturais do estilo em que está inserida e o mesmo é dançante, rápido e cresce numa mistura que percorre a eletrónica, o pós-punk e a música de dança.

É notório que todo o ambiente instrumental criado foi pensado para os concertos, como se II fosse, só por si, uma enorme jam session, soturna e imprevisível, que mergulha em túneis de ruídos, sintetizadores intransponíveis e o uso assertivo das reformulações musicais.

Mas II não vive só dos sintetizadores. Há sequências felizes de guitarras dançantes, vozes complementares e batidas que aproximam a banda dos alemães Neu!. Temas como Magnetic North e Flags & Crosses são capazes de olhar para o passado, ao mesmo tempo que mantêm firme uma relação com o presente. É quase uma quebra do que naturalmente direciona outros trabalhos do género, com o trio a mostrar ser capaz de manipular toda e qualquer referência de forma a produzir algo novo.

Curiosa é a inserção de pequenos complementos instrumentais que parecem feitos apenas para encher o disco, mínimas inclusões atmosféricas espalhadas por toda a obra, como se fossem uma introdução para  outros temas, nomeadamente, Ydolem, RBJTEV, EKMVIV e Reel Ghosts, que têm uma dimensão sonora e temporal muito mais significativa.

Tudo isto somado resulta, como referi anteriormente, numa sequência instrumental hipnótica de oito temas que poderá deixar-nos em transe. A força musical que circula pelo álbum parece ampliar-se em cada nova audição e esse é um dos maiores elogios que se pode fazer a II e a estes K-X-P. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ydolem
02. Melody
03. Staring At The Moon
04. RBJTEV
05. Magnetic North
06. EKMVIV
07. In The Valley
08. Tears (Extended Interlude)
09. Flags & Crosses
10. Reel Ghosts
11. Easy (Infinity Waits)
12. Dark Satellite

K-X-P "Magnetic North" directed by Kimmo Kuusniemi (2013) from K-X-P on Vimeo.

 

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publicado por stipe07 às 17:12

Big Wave Riders – Life Less Ordinary

Quarta-feira, 21.11.12

Life Less Ordinary é o disco de estreia dos finlandeses Big Wave Riders, uma banda natural da capital desse país, Helsinquia. O álbum foi editado no passado dia sete de setembro na Soliti Music e tem como grande destaque o single Sunny Season, uma canção que nos deixa cheios de saudades do verão que há pouco terminou.


A sonoridade de Life Less Ordinary é feita de ecos e ritmos experimentais, com um toque eletrónico. Percebe-se facilmente que os Big Wave Riders não balizem as suas influências num género sonoro específico. Fazem música sem matemática ou cálculos precisos, compondo canções rápidas, lentas, ou seja, com diferentes ritmos e uma imensa variedade.

O conteúdo de Life Less Ordinary já tinha sido anunciado no EP homónimo que a banda lançou em 2011 e que antecipava uma espécie de surf punk, com uma toada doce e sonhadora, que preenche as canções deste trabalho. A grande diferença entre estes finlandeses e outras bandas, nemoeadamente norte americanas, que têm sido influenciadas por sonoridades das décadas de sessenta e oitenta, está no caráter menos lo fi e mais límpido no que concerne à produção e por uma maior primazia das guitarras, em deterimento dos sintetizadores que, apesar de lá estarem, assumem um papel menos vistoso. Espero que aprecies a sugestão...

01. Waiting In The Wings
02. Stuck In Reverse
03. California
04. Life Is Art, You Wonder
05. Sunny Season
06. Science Fiction
07. Castle In The Air
08. Disco Lies
09. Acid
10. Move On

Big Wave Riders : Sunny Season by Soliti

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publicado por stipe07 às 18:55

Curtas... LXI

Domingo, 14.10.12


Os Free Energy são um dos projetos mais interessantes e divertidos que surgiram em 2010. Com um disco tão aditivo como a pastilha elástica que ilustrava a capa do primeiro álbum, Stuck On Nothing, a banda norte-americana está de volta para lançar mais um álbum, intitulado Lovesign. Prevista para o dia quinze de janeiro de 2013, a rodela deverá apostar na mesma sonoridade da estreia, algo que o rock clássico e melancólico do single Dance All Night evidencia. Com versos simples e atrativos, a canção enche as medidas de quem busca um som fácil e livre dos exageros e redundâncias de outros discos do género.

 


Para assinalar a entrada na Soliti Music, os finlandeses Black Lizard acabam de divulgar uma nova canção intitulada Dead Light e disponível para download gratuito. Os Black Lizard assentam a sua sonoridade no rock piscadélico e hipnótico, com raízes nos anos setenta, na senda de outras bandas atuais, nomeadamente os Brian Jonestown Massacre, Spacemen 3 ou os B.R.M.C., entre outros.

 


Russ Manning (aka Rush Midnight), ex-baixista dos Twin Shadow, prepara o seu EP +1- inspirado nas viagens que o músico fez pela Europa, Brasil e Austrália. O EP chega a trinta de outubro pelo selo Cascine. The Night Was Young Enough é o primeiro single extraído do trabalho, uma canção pop cujo vídeo, carregado de sensualidade e dirigido por Sam Ellison e Claudia LaBianca, acompanha um grupo de dançarinas num estúdio cheio de luzes vermelhas.

 


Naturais de Ontario, no Canadá, os New Hands de Spence Newell, Ben Munoz, Pat O'Brien, Evan Bond e Gordy Bond, estão de regresso às canções e disponibilizaram para download, no bandcamp da banda, Wichever Way You'll Have It, um extraordinário tema, bastante dançável, dominado pelo baixo e pelas guitarras e que nos faz regressar ao que melodica e instrumentalmente de melhor se ouvia nos anos oitenta. 

 


Anthony Ferraro estudava música em Berkeley, numka vertente eminentemente clássica, quando decidiu criar um projeto eletrónico que produz uma dream pop doce, íntima e melancólica, bem produzida e sonoramente lo-fi, mas agradável. O artista diz-se influenciado por bandas como os The XX, Beach House e os The Antlers, principalmente no que concerne à voz.

No passado dia oito de setembro editou o EP Supermelodic Pulp, que tem como grande single o tema Mystery Colors.

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publicado por stipe07 às 11:23

Curtas... LV

Segunda-feira, 24.09.12

Os Beacon preparam-se para lançar um novo EP, intitulado For Now e a Ghostly International está a disponibilizar o primiero single. A canção chama-se Feeling's Gone, também traz um instrumental na bagagem e é um original dos londrinos Fort Romeau.

 

Os finlandeses Paperfangs, uma banda de indie pop muito conceituada nos meandros mais alternativos do cenário muscial europeu, acabam de oferecer aos mais atentos uma cover de Everyday, um original de Buddy Holly, um conceituado cantor  norte americano, nascido em 1936 e falecido em 1959 e considerado como um dos pioneiros do rock e da folk. Aproveita...


Os Black Marble são uma dupla natural de Brooklyn e que se prepara para lançar, no próximo dia nove de outubro, A Different Arrangement, o disco de estreia, através daSub Pop. Static é o segundo single já conhecido do disco, depois de, em julho, terem divulgado A Great Design.


O quarteto noise pop californiano Dum Dum Girls está de volta como um novo EP chamado End of Daze e que será editado, pela Sub Pop, amanhã, dia vinte e cinco de Setembro.

O EP será lançado, em princípio, apenas em vinil (com MP3 pra download); São cinco músicas, sobras do trabalho de estúdio que deu origem a Only In Dreams e todas produzidas por Sune Rose Wagner, dos Raveonettes.


 

Os canadianos The Wilderness of Manitoba, acabam de lançar Island Of Echoes, um álbum cuja sonoridade obedece à tipica sonoridade folk do grupo, mas que saúda também diferentes influências. O grupo não esconde a sua inspiração, que vai dos Fleetwood Mac à obra de Crosby, Stills, Nash e Young.

Tudo é feito com esmero, e se o disco começa com a cansativa Morning Sun, disponível para download gratuito, cresce a cada canção até atingir níveis etéreos dignos de um Bon Iver. Não é um álbum de rutura, mas de continuidade. Espero que aprecies a sugestão...

The Wilderness Of Manitoba - Island Of Echoes

01. Balloon Lamp
02. Morning Sun
03. Echoes
04. The First Snowfall
05. The Aral Sea/Southern Winds
06. Chasing Horses
07. White Woods
08. Golden Thyme
09. A Year In Its Passing
10. Glory Days
11. The Island of the Day Before
12. The Escape
13. Northern Drives

 

 

Quem se estreou no discos com um homónimo foram os The Rubens, uma banda australiana de indie rock, natural de Sidney e formada por Zaac Margin (guitarras), Elliott Margin (voz e teclados), Sam Margin (voz e guitarras) e Scott Baldwin (bateria). Em termos de sonoridade encontram raízes em bandas como os The Black Keys, The Doors e Cold War Kids. Confere...The Rubens - The Rubens

01. The Best We Got
02. My Gun
03. Never Be The Same
04. Lay It Down
05. Be Gone
06. Elvis
07. The Day You Went Away
08. I’ll Surely Die
09. Look Good, Feel Good
10. Don’t Ever Want To Be Found
11. Paddy

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publicado por stipe07 às 19:04

French Films - Imaginary Future

Quarta-feira, 02.11.11

Os French Films são um quinteto indie rock natural de Helsinquia, Finlândia, formado por Johannes Leppänen (voz e guitarra), Joni Kähkönen (voz e guitarra), Mikael Jurmu (voz e baixo), Santtu Vainio (teclado, percurssão e guitarra) e Antti Inkiläinen (bateria). Lançaram no passado mês de setembro Imaginary Future, o disco de estreia, através da GAEA Records.

Os French Films são considerados pela crítica como uma das revelações do ano, moldados pelas influências do post punk e dos anos oitenta. A mesma considera-os os primos europeu dos norte americanos The Drums e eu acrescento que parecem uma simbiose perfeita deles com os The Horrors. Golden Sea, um dos destaques deste Imaginary Future e uma canção que já em 2010 deu nome ao EP de estreia da banda é o exemplo refeito desta junção, devido ao baixo vibrante e vincado e ao tom da voz do vocalista. Mas logo no início do álbum, em This Dead Town, eles mostram de imediato ao que vêm e o que aguarda o ouvinte; Canções curtas mas vibrantes, com boas letras, assentes numa secção rítmica bastante rápida, alicerçada num baixo vibrante e numa bateria musculada, tudo isto adornado com uma guitarra jovial e criativa devido a alguns efeitos e detalhes típicos da pop e do punk dos anos oitenta. Logo de seguida You Don’t Know é outro destaque do disco, uma canção carregada de otimismo, com um video onde pessoas estranhas e com vidas depressivas encontram alegria e utilidade na vida ao som da canção. Mas a minha maior preferência vai para Escape In The Afternoon, onde a toda esta toada descontraída e ao mesmo tempo visceral, os French Films conseguem juntar uma atmosfera sonora épica, positiva, sorridente e bastante dançável.

Vale a pena ouvir o resto do disco, sem parêntesis e pausas, com uma atitude descontraída e jovial, já que certamente fará o ouvinte reviver o verão que ainda há pouco terminou. Espero que aprecies a sugestão...

01. This Dead Town
02. You Don't Know
03. Golden Sea
04. Pretty In Decadence
05. The Great Wave Of Light
06. Living Fortress
07. Escape In The Afternoon
08. Convict
09. New Zealand
10. Up The Hill

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publicado por stipe07 às 19:51






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