man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Passion Pit – Sleepyhead 2025 (feat. Sofi Tukker)
Os Passion Pit, banda de Cambridge, no Massachusetts e liderada por Michael Angelakos, chamaram a nossa atenção em dois mil e doze com Gossamer, um álbum produzido por Chris Zane, lançado pela Columbia Records e que repetia a mesma fórmula e acertos de Manners, o disco de estreia do projeto, que tinha visto a luz do dia em dois mil e nove.

Agora, quase duas décadas depois, os Passion Pit estão de novo no nosso radar devido a Sleepyhead 2025, uma nova roupagem de um tema intitulado Sleepyhead, oficialmente o primeiro single lançado pelo grupo e que encerrava o alinhamento de Chunck Of Change, o EP de estreia do projeto, lançado em dois mil e dezoito.
Sleepyhead ganha uma nova vitalidade com esta revisita assinada a meias pelos Passion Pit e por Sofi Tukker, admiradora confessa do projeto desde a sua fase inicial. A versão acrescenta uma variedade de detalhes sonoros que ampliam e engrandecem a génese estrutural da canção. Assim, mantendo o perfil eminentemente sintético e claramente dançável do original, Sleepyhead 2025 contém uma tonalidade mais refrescante e contemporânea e um ritmo mais hipnótico. Além disso, novas sintetizações e arranjos, principalmente ao nível do piano e o falsete agudo peculiar de Sofi Tukker, que casa na perfeição com o timbre efervescente de Michael Angelakos, resultaram num cosmos de groove e de psicadelia efusiantes, em pouco mais de quatro minutos em que luz, cor e plumas se entrelaçam continuamente, enquanto o orgânico e o sintético trocam entre si, quase sem se dar por isso, o protagonismo interpretativo e instrumental, numa composição plena de cosmicidade e lisergia. Confere...

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Quiet Company – Quiet Company (heart)’s Pixies
Oriundos de Austin, no Texas, os Quiet Company, estrearam-se no já longínquo ano de dois mil e seis com o registo Shine Honesty e são atualmente formados por Taylor Muse, o cantor, escritor e grande mentor da banda, o guitarrista Tommy Blank, o baixista Thomas Garcia, o baterista Drew Silverman e o multi-instrumentista Bill Gryta.

No início do já longínquo ano de dois mil e dezanove, os Quiet Company chamaram a nossa atenção com o single Aloha, uma lindíssima canção e um dos destaques de um EP intitulado On Corners & Shapes, que a banda editou nesse ano. Agora, voltam a entrar em alta rotação na nossa redação devido a uma dupla de covers que incubaram para dois dos maiores clássicos dos Pixies, de Black Francis, os temas Monkey Gone To Heaven e Wave Of Mutilation.
Estas covers de duas canções fundamentais do catálogo da banda natural de Boston, no Massachusetts, nascida em mil novecentos e oitenta e seis, foram gravadas durante o período pandémico que todos vivemos há quase meia década, tendo o processo de criação das mesmas sido quase todo da inteira responsabilidade de Taylor Muse, o líder dos Quiet Company, enquanto esteve confinado em sua casa. O resultado final são duas composições explosivas e vibrantes, feitas de guitarras exemplarmente eletrificadas e que mantêm intacto o espírito garageiro, cru e épico dos originais. Confere...

01. Monkey Gone To Heaven
02. Wave Of Mutiliation
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The KVB – Black Is Black (Los Bravos cover)
Os londrinos The KVB construiram na última década um firme reputação que permite afirmar, com toda a segurança, que são, atualmente, uma das melhores bandas a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta. Formados pela dupla Nicholas Wood e Kat Day, os The KVB deram nas vistas em dois mil e dezoito com o registo Only Now Forever, criaram semelhante impacto no ano seguinte com o EP Submersion e no verão de dois mil e vinte e três enriqueceram ainda mais o seu catálogo à custa de Artefacts (Reimaginings From The Original Psychedelic Era), um disco que teve a chancela da Cleopatra Records, uma etiqueta independente sedeada em Los Angeles.

Agora, quase no início da primavera de dois mil e vinte e cinco, os The KVB regressam ao nosso radar devido a uma cover que criaram para Black Is Black, um original com mais de meio século de vida, assinado pela banda espanhola Los Bravos que, curiosamente, era encabeçada por um cantor alemão chamado Michael Kogel.
A nova roupagem que os The KVB criaram para esta canção, que foi o primeiro grande sucesso internacional alternativo espanhol, contém, obviamente, um perfil sonoro mais contemporâneo, mas igualmente imponente e enleante, com o fuzz das guitarras e algumas sintetizações abrasivas a serem o grande atributo de uma cover que, como seria de esperar, espreita perigosamente, e ainda bem, uma sonoridade muito próxima da pura psicadelia. Confere...

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J Mascis – Breathe (The Cure cover)
Sensivelmente um ano depois do excelente disco What Do We Do Now, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia em fevereiro do ano passado, com a chancela da Sub Pop Records, J Mascis, o líder dos míticos Dinosaur Jr, está de regresso ao nosso radar com uma cover de um original dos Cure, intitulado Breathe, tema que a banda de Robert Smith utilizou como b side do single Catch que o grupo natural de Crawley, em Inglaterra, lançou em mil novecentos e oitenta e sete.

É sobejamente conhecida no mainstream alternativo uma enorme admiração mútua entre Smith e Mascis, algo fácil de comprovar com uma qualquer pesquisa rápida que se faça acerca das opiniões e declarações em entrevistas dos dois músicos, acerca um do outro. Esta cover assinada pelo líder dos Dinosaur Jr. é apenas mais um capítulo desta história feliz que começou em mil novecentos e oitenta e nove, quando a banda formada em Amherst, no Massachusetts, cinco anos antes, por J Mascis e o seu amigo Lou Barlow, fez uma cover do clássico dos Cure Just Like Heaven.
A nova roupagem que J Mascis assina para Breathe, um original eminentemente pop e sintético, feito de sintetizações exuberantes, contém um perfil mais orgânico e intimista, com a guitarra a debitar uma deliciosa base acústica repleta de cor e luminosidade, num resultado final que não deixa de conter uma indispensável radiofonia e que toca no âmago de quem o escuta com superior atenção e devoção. Confere a cover e o original...

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Andy Bell - I’m In Love With A German Filmstar (The Passion cover)
Um dos discos mais interessantes do cardápio de dois mil e vinte e um e que acabou por, injustamente, passar um pouco despercebido, à época, na nossa redação, foi Flicker, o segundo registo do catálogo de Andy Bell, guitarrista dos The Ride e que também fez parte dos Oasis dos irmãos Gallagher. Flicker, um alinhamento de dezoito canções, teve a chancela da Sonic Cathedral e o mesmo sucederá com Pinbal Wanderer, o novo álbum de Andy Bell, oito canções que irão ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

I’m In Love With A German Filmstar, uma cover de um original de mil novecentos e oitenta dos britânicos The Passion, é o primeiro single retirado do alinhamento de Pinball Wanderer.
Com as participações especiais vocais de Dot Allison, líder dos One Dove e de Michael Rother, dos lendários Neu!, na guitarra, I’m In Love With A German Filmstar é uma composição efusiante e de elevado travo experimentalista. Exemplarmente burilada com diversos encaixes orgânicos e sintéticos intrincados, esta cover materializa quase cinco minutos que demonstram a filosofia interpretativa única de um músico quase sempre imponente e vertiginoso e onde, do mais ínfimo detalhe até à manipulação geral do arsenal instrumental que usa, cria geralmente com incomensurável diversidade sónica. Confere...
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Beach Fossils – Inside Out (Duster cover)
Cerca de ano e meio depois de Bunny, um catálogo de onze canções que se posicionou na quinta posição dos dez melhores discos de dois mil e vinte e três para a nossa redação, os norte-americanos Beach Fossils estão de regresso ao nosso radar devido à versão que criaram para o clássico Inside Out, que fazia parte do mítico disco Stratosphere que os Duster lançaram em mil novecentos e noventa e oito.

Esta nova roupagem assinada pela banda de Brooklyn, formada por Dustin Payseur, Tommy Davidson, Anton Hochheim e Jack Doyle Smith, tem a chancela da Numero Group e mantém o cariz simultaneamente contemplativo e lo fi do original, criado por uma banda formada em San Jose, Califórnia, em mil novecentos e noventa e seis e que tinha no seu núcleo duro os multi-instrumentistas Clay Parton e Canaan Dove Amber ao lado do baterista Jason Albertini. No entanto, a nova roupagem dos Beach Fossils induz no tema uma faceta ligeiramente mais elétrica, abrasiva, encorpada e até psicadélica, conferindo uma imagem sonora renovada a uma composição simples, mas bastante reflexiva, emotiva e até intensa. Confere a versão dos Beach Fossils e o original...

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The KVB – Happy Xmas (War Is Over)
Quem também não ficou imune à febre natalícia foram, imagine-se, os londrinos The KVB de Nicholas Wood e Kat Day, que olharam com especial bom gosto para o clássico Happy Xmas (War Is Over), uma canção de 1971, assinada pelo mítico casal John Lennon & Yoko Ono, com a ajuda do coro the Harlem Community.
Sem colocar em causa a essência do original, os The KVB, atualmente, uma das melhores bandas a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta, criaram uma versão um pouco mais densa, progressiva e cósmica do que o original, mas que não coloca em causa o espírito que Lennon e Yoko quiseram recriar há pouco mais de meio século, nem o adn dos próprios The KVB. Uma conjugação improvável que, neste caso, foi muito bem sucedida. Confere...

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Nation Of Language – Christmas (Baby Please Come Home)
Os norte-americanos Nation Of Language de Ian Richard Devaney, Aidan Noell e Alex MacKay, apresentam como proposta sonora para o natal de dois mil e vinte e quatro uma versão do clássico Christmas (Baby Please Come Home), um original de Darlene Love, gravado pela primeira vez em mil novecentos e sessenta e dois.

Epicidade, nostalgia e charme são ideias e conceitos que rapidamente assaltaram a nossa audição durante a audição desta nova roupagem assinada pelos Nation Of Language que, mesmo sendo aparentemente minimalista, assenta num registo vocal intenso e contém um naipe alargado de nuances e detalhes, quer orgânicos, quer sintéticos que, como é norma neste projeto de Nova Iorque, são sempre indutores de sensações emotivas e marcantes. E esse é um dos aspetos fundamentais que tem feito com que este original com pouco mais de seis décadas continue a ser um dos mais revistos nesta altura do ano. Confere...

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Blossoms – I Wanna Dance With Somebody (Whitney Houston cover)
Quase cinco anos após o lançamento de Cool Like You, um registo que sucedeu ao disco homónimo de estreia editado no verão de dois mil e dezasseis e que à época causou forte impacto na crítica generalizada, muito por culpa de canções como Charlemagne, Honey Sweet ou Getaway, o quinteto britânico Blossoms, oriundo de Stockport e formado por Tom Ogden, Charlie Salt, Josh Dewhurst, Joe Donovan e Myles Kellock, regressou em abril do ano passado ao formato longa duração, com um disco intitulado Ribbon Around The Bomb, um registo que teve uma forte influência setentista.

Ultimamente os Blossoms têm andado no nosso radar à boleia de alguns temas que têm lançado, apesar de ainda não terem atrelado o anúncio de um novo disco da banda. Dessa safra de novas canções dos Blossoms, que começou em outubro do ano passado com o tema To Do List (After The Breakup), uma composição que contava com a colaboração especial vocal da artista conterrânea Findlay, também natural de Stockport e que continuou na primavera com What Can I Say After I’m Sorry?, um tema produzido pela dupla J Lloyd dos Jungle e James Skelly dos The Coral, temos hoje para divulgar I Wanna Dance With Somebody, uma espetacular cover de um original de Whitney Houston, que todos conhecemos certamente e que fazia parte do segundo disco, com o mesmo nome, da carreira da cantora norte-americana, um verdadeiro ícone da década de oitenta do século passado.
A nova roupagem que os Blossoms criaram para este marco imprescindível da música pop, impressiona pelos detalhes percussivos que se vão escutando ao longo da canção e pelo bom gosto dos arranjos, que deram ao tema um perfil mais contemporâneo. O resultado é uma luminosa e divertida canção, com um assinalável groove e detalhisticamente rica, que consegue equilibrar sintetizações cósmicas e diversos efeitos que se vão insinuando, com o vigor do baixo e a delicadeza da guitarra. Confere...
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Dehd - Mr Grieves (Pixies cover)
Como os leitores e ouvintes mais atentos certamente se recordam, um dos grandes discos da última primavera, e que esteve em alta rotação na nossa redação, foi Poetry, um alinhamento de catorze canções assinado pelos norte-americanos Dehd, de Emily Kempf, Jason Balla e Eric McGrady. Poetry sucedeu, na altura, ao também excelente álbum Blue Skies, de dois mil e vinte e dois e tinha a chancela da insuspeita Fat Possum.

Agora, em pleno outono, os Dehd estão de regresso ao nosso radar devido a uma cover que assinam para Mr Grieves, tema que, como todos certamente sabem, é um clássico dos Pixies e que fazia parte do disco Doolittle que a banda liderada por Black Francis editou em abril de mil novecentos e oitenta e nove, ainda a tempo de se tornar num verdadeiro clássico dessa década.
Nesta nova roupagem de Mr Grieves, os Dehd apostaram todas as fichas num registo interpretativo um pouco mais minimal e orgânico do que o original, que impressionava pelo seu cariz abrasivo e garageiro. Assim, o trio sedeado em Chicago, no Illinois, incubou uma cover que encarna uma curiosa mistura entre soul, blues e ska, apimentada pelo sempre teatral e dramático registo vocal de Emily Kempf, uma das imagens de marca dos Dehd. Confere...