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Sin Cos Tan - Afterlife

Sexta-feira, 27.12.13

Lançado no passado dia vinte e cinco de outubro, Afterlife é o novo disco dos Sin Cos Tan, uma projeto comandado pela dupla Jori Hulkkonen, um importante músico e produtor do cenário eletrónico e Juho Paalosmaa, um músico que faz parte da dupla findlandesa Villa Nah. Os Sin Cos Tan tinham-se estreado o ano passado com um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica e que fez incidir sobre eles o olhar da mesma; Por isso, este sempre difícil segundo disco dos Sin Cos Tan era aguardado com enorme expetativa e chamou-me a atenção devido à participação de Casey Spooner em Avant Garde, um músico que é a metade mais influente dos nova iorquinos Fischerspooner, uma das minhas bandas preferidas, ao qual se junta Warren Fischer.

Quando dois nomes importantes e talentosos da música se juntam para algum projeto, o resultado geralmente costuma ser satisfatório. Em Afterlife os Sin Cos Tan vão de Brian Ferry aos Pet Shop Boys e os A-Ha e seguem a cartilha sonora na qual a dupla se especializou e que assenta numa eletrónica que navega por várias épocas e influências, mas que se concentra, essencialmente, na pop nórdica dos anos setenta e oitenta.

Os anos setenta e, principalmente, oitenta foram marcantes no mundo da música, assim como no universo cinematográfico. Todos os adultos de hoje cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudade. Em Afterlife, os Sin Cos Tan não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador, ao mesmo tempo. Por isso, num trabalho onde se destacam o baixo e o orgão da aditiva Limbo, a batida marcante de Avant Garde, ou a beleza dos sintetizadores de Moonstruck, as canções desta dupla nórdica prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e esses mesmos sintetizadores que definiam a magia da pop de há trinta anos atrás, continuam a ditar as regras no processo de criação melódica e de seleção dos arranjos. Mesmo em momentos mais soturnos e melancólicos, os Sin Cos Tan não se entregam por completo à tristeza e também criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e se debruçar em sonhos por realizar também servem para dançar.

Afterlife navega entre a luz e a escuridão e o sintético e o orgânico, em onze canções onde a eletrónica é um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. É uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... 

Sin Cos Tan - Afterlife

01. Limbo
02. Part Of Me
03. Ritual
04. Heat
05. Destroyer
06. Fair Rewards
07. Heart On A Plate
08. Avant Garde (Feat Casey Spooner)
09. Television
10. Moonstruck
11. Burning Man

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publicado por stipe07 às 14:38






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