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A Grave With No Name – Whirlpool

Quarta-feira, 11.09.13

A dupla Alexander Shields (voz, guitarra elétrica, baixo, sintetizador) e Alanna McArdle (viz) está de regresso com Whirlpool, um novo disco que viu a luz do dia a quinze de julho por intermédio da Stare/Lefse Records. Estes dois músicos assinam como A Grave With no Name e este é já o terceiro disco da sua carreira, tendo sido produzido, gravado e misturado por Misha Hering e Alexander Shields nos estúdios Holy Mountain.

Depois de dois discos mais intimistas, Mountain Debris (2009) e Lower (2011), os A Grave With No Name sairam definitivamente do casulo onde sempre viveram e agora, para encerrarem uma espécie de triologia, apostaram numa sonoridade mais aberta e expansiva, mas sem colocarem de lado o ambiente algo etéreo e até místico que sempre caraterizou esta banda britânica. E a contribuição do baixista Tom King e da guitarrista Anupa Madawela terá sido importante para que os A Grave With No Name perdessem alguma da timidez que sempre os caraterizou sonoramente e deixassem que a sua música passasse a abarcar novos horizontes sonoros, mantendo sempre a habitual toada algo sombria do rock experimental. Já agora, além dos dois nomes citados, Whirlpool também contou com as participações especiais de Linda Jarvis dos Echo Lake, Comanechi's Akiko Matsuura e Alanna McArdle.

Apesar de serem ingleses e de terem gravado em Londres, o conteúdo sonoro desta dupla remete-nos para o outro lado do Atlântico; De The Flaming Lips a Weezer, passando por Cocteau Twins, Pavement, The Breeders ou Jeff The Brotherhood, são vários os grupos e projetos que recordamos durante a audição de Whirlpool e que certamente influenciaram os A Grave With No Name que, desse modo, misturam a habitual sonoridade pop, com elementos do shoegaze, do grunge e do post punk.

Aurora e Dig Me Out são dois grandes destaques deste trabalho e não terá sido inocente a escolha destas canções para singles de Whirlpool. O ambiente lo fi e hipnótico, cheio de guitarras distorcidas e carregadas de reverb de Dig Me Out, tema onde participa Alanna McArdle, acaba por ser do melhor indie rock que ouvi este ano, mas o baixo carregado de groove de Aurora deve também ser escutado pelos apreciadores incondicionais deste instrumento. A ponte com um passado mais intimista é feita com alguns temas onde os A Grave With No Name cortaram nos décibeis, nomeadamente a acústica de Bones e Streams e a belíssima balada Balloons, uma excelente canção para encerrar este disco.

Whirlpool é um daqueles álbuns perfeitos para fazer a ponte entre o passado e muita da sonoridade que hoje em dia se escuta no universo sonoro alternativo, onde o gosto pela nostalgia e por sons de outros tempos é a pedra de toque de imensos projetos que estão na moda. São catorze temas que abrem uma espécie de janela para um período em que o rock tinha um sabor mais genuíno e onde além da bateria, do baixo e da guitarra, poucos mais eram os segredos que se escondiam por detrás do processo criativo. Espero que aprecies a sugestão...

A Grave With No Name - Whirlpool

01. (higher)
02. Aurora
03. Float
04. Dig Me Out
05. (lower)
06. Six Months
07. ’73
08. Bored Again
09. Origami
10. Bones
11. Streams
12. (lower 2)
13. Steps
14. Balloons

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publicado por stipe07 às 21:34


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