Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

Trêsporcento - Quadro

Divulgado no Curtas... XCI, viu a luz do dia no início de novembro de 2012 Quadro, o novo disco dos Trêsporcento, uma banda de Lisboa formada por Tiago Esteves (voz e guitarra), Lourenço Cordeiro (guitarra), Salvador Carvalho (baixo), Pedro Pedro (guitarrista) e António Moura (baterista). Quadro foi editado com selo da Azáfama e os singles de apresentação, Veludo e Cascatas, já estão disponíveis e a rodar em várias rádios e plataformas digitais. Quadro foi produzido e arranjado pelos próprios Trêsporcento e por Diego Salema Reis, tendo sido gravado por Diego Salema Reis e Nuno Roque e misturado no Islignton Arts Factory Studio, em Londres.

Recentemente também foi divulgado o vídeo de Cascatas, realizado por Tomás Paiva Raposo, com um conteúdo algo negro, cru e direto, em contraste com o teor colorido  do filme divulgado anteriormente para Veludo. Quadro sucede a Hora Extraordinária, álbum de 2011, um trabalho que incluia o tema Elefantes Azuis e que fez furor na altura. A banda tinh-se estreado em 2009 com um EP homónimo.


De acordo com a entrevista que a banda me concedeu e que poderão conferir adiante, Quadro é um salto em frente no cardápio musical desta banda, já que tem um conteúdo mais maduro e dentra o processo evolutivo de composição que a banda tem sofrido desde que existe. Esta ideia de maturidade é a que salta mais à vista quando apreciamos a atualidade dos Trêsporcento, mas eles mantêm-se fiéis a si próprios e trilham o mesmo percurso sonoro que sempre os norteou, assente numa indie pop, cada vez mais aberta e luminosa e sempre cantada em português. Esta opção pela língua materna acabou por ser, de acordo com a banda, uma escolha natural, justificada por ser a língua que utilizam para comunicar com os amigos e as pessoas que conhecem e, sendo a sua música também uma forma de comunicar e estabelecer redes, cantar em português parece-lhes ser o mais indicado. Aliás, esta tendência para um cada vez maior recurso a língua portuguesa pelas nossas bandas, é bastante atual, com destaque para os TV Rural, oLUDO, O Martin ou Manuel Fúria, só para citar três exemplos dentro da esfera sonora dos Trêsporcento.

Tematicamente, o Portugal contemporâneo e as pessoas que nele vivem e lutam diariamente pela felicidade e realização pessoais são a pedra de toque do conteúdo lírico de Quadro proposto por Tiago Esteves, algo que também comprova um nítido alinhamento do grupo com outras bandas que fazem da simplicidade e dos pequenos detalhes da existência humana, ideias passíveis de serem contadas, descritas e pintadas sonoramente, com sensibilidade e altivez, no seio de uma simples canção pop, cheia de luz, de cor e de esperança. Espero que aprecies a sugestão...

Depois de Trêsporcento (EP 2009) e Hora Extraordinária (CD 2011), Já chegou às lojas Quadro. Quais são as principais diferenças entre EP e o disco de estreia e o conteúdo sonoro este sucessor?

A principal diferença é ter sido o mais recente e só por isso já reflecte uma postura diferente dos seus antecessores. A nossa maneira de fazer música tem evoluído muito ao longo destes anos, este é talvez um álbum mais maduro.

 

Da capa de Quadro à temática das canções, parece-me que há aqui algo de conceptual, uma tentativa de pintar quadros sonoros que abordam explicitamente o dia a dia de um qualquer comum mortal, apesar do teor algo abstracto da capa do disco. Como chegaram à escolha do nome para o álbum?

A capa nasceu de uma experiência feita com o artista plástico Vasco Monteiro em que lhe pedimos que pintasse alguma coisa enquanto ouvia pela primeira vez o álbum. Esta experiência foi filmada para fazer parte do videoclipe da música Veludo e o resultado originou a capa do álbum, que por ser um quadro se chama Quadro.

 

Durante a audição de Quadro chamou-me particularmente a atenção a simplicidade da vossa escrita e a mestria com que encaixam as letras na melodia. Como é o processo de criação musical dos Trêsporcento? Surgem primeiro as letras, ou elas são criadas em função de melodias que entretanto vão surgindo?

Esse processo varia muito, umas vezes as letras são escritas primeiro que as músicas, outras vezes são escritas a pensar em melodias que já existem.

 

Onde se inspiram para escrever as vossas canções?

No dia a dia, no que nos envolve e em qualquer forma de arte. A leitura, o cinema e também a música são óptimas fontes de inspiração.

 

Acompanho o universo musical indie e alternativo com interesse. Quais são as vossas principais influências musicais?

Elas são variadas, desde Pink Floyd, Beatles, The Walkmen, Jonhy Cash, Radiohead e actualmente quase tudo o que se faz em Portugal.

 

O vídeo do single Cascatas, de acordo com o press release do single, pretende apresentar o lado menos colorido de Quadro, de intenções mais cruas e directas e foi filmado por Tomás Paiva Raposo durante o concerto de apresentação do álbum em Lisboa, e editado por Highopes Visuals. Como surgiu a ideia?

Foi uma escolha natural. Os planos do Tomás já nos tinham impressionado no primeiro vídeo que lançámos, Elefantes Azuis.

 

A banda tem uma canção preferida neste álbum?

Acho que cada um tem a sua preferida no entanto nos concertos gostamos de tocar a “quero que sejas minha”!

 

Cantar em português é uma opção para a vida, ou não está colocada de lado a hipótese de cantarem noutros idiomas?

Foi tão natural como falar com um amigo. Somos portugueses e falamos para portugueses logo ter que fazer uma escolha nem nos passou pela cabeça. Quem sabe o que o futuro nos reserva, todas as formas de expressão são válidas.

 

No passado dia seis de abril participaram e tocaram na grande festa da Azáfama, que decorreu no Teatro do Bairro,em Lisboa. Como correu? É importante para os Trêsporcento esta ligação à Azáfama?

Uma loucura, o espírito da família Azáfama surgiu a todo gás no meio daquele palco. Quem lá esteve não esquecerá tão breve e claro, sentimos orgulho em fazer parte de tudo isto.

 

Onde é que os leitores de Man On The Moon podem ver os Trêsporcento a tocar nos próximos tempos?

Para já em Lisboa, possivelmente na segunda semana de Maio. Estejam atentos ao Facebook.

 

O que podemos esperar do futuro discográfico dos Trêsporcento?

Falta no nosso portefólio um registo ao vivo e é muito provável que seja um projecto a realizar ainda este ano.


autor stipe07 às 23:04
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