Depois do EP America's Son, os Air Review, uma banda norte americana de Dallas, no Texas, formada por Dragan Jakovljevic, Douglas Hale, Richard Carpenter, Jeff Taylor e Justin Robinson, estão de regresso com Low Wishes, disco lançado no passado dia vinte e nove de janeiro pela Blue Velvet/Spune e que inclui os quatro temas desse EP e mais cinco canções.
Desde que se formaram, em 2008, os Air Review têm subido a pulso no cenário alternativo norte americano. Da garagem onde começaram, até abrirem concertos para os The Flaming Lips e os Grimes, é o rock alternativo que os tem ajudado a subir os vários degraus que já escalaram, até chegarem a este Low Wishes, o disco que certamente os tirará definitivamente da penumbra.
Produzido pela própria banda, Low Wishes tem uma sonoridade madura e assertiva. Dos sintetizadores de Young à toada folk de America's Son, Low Wishes é transversal a diferente géneros musicais e uma espécie de soma de várias partes, cujo resultado é grandioso e até comovente.
A cereja no topo deste bolo sonoro acabam por ser as letras de Douglas Hale, belas e introspetivas; Quando ele canta no tema homónimo, I sold my ashes for a vial of the truth, é fácil imaginá-lo com um brilho sincero no olhar, que torna claro que os Air Review são algo mais do que uma simples nova banda de indie pop. Tematicamente há uma real obsessão pela simplicidade e por aquelas pequenas verdades que sustentam os nossos dias, nem smepre iguais, mesmo que já custe um pouco a alguns de nós sonhar e o coração esteja já demasiado marcado pelas vicissitudes intrínsecas à própria existência humana. Isso está bem plasmado na misteriosa H (Seven weeks of life is enough to call you mine).
Seja como for, o otimismo parece ser a palavra de ordem e a pedra de toque já que, no começo do álbum, em Rebel, os Air Review conquistam rapidamente o nosso respeito e admiração, porque nos convidam a nunca virar a cara à luta ou desistir; There’s only one thing left to believe in now that we’re old. And it’s the one thing I cannot ignore – that you’re always on my mind. Mas o meu grande destaque em termos de performance vocal está quase no final, em My Automatic, canção onde a voz tem uma beleza tal que nos obriga a desviar toda a nossa atenção para a mesma e, caso ainda não o tenhamos feito nenhuma vez durante a audição, a aumentar ainda mais o volume; Feel my bones/See I have an unkempt soul. Make it so no one knows/This is my automatic.
Low Wishes merece, quanto a mim, uma atenção constante, apesar deste destaque vocal. Os nove temas agarram-nos, irresistivelmente, até ao fim, têm uma familiariedade distinta e radiante, entrelaçam-se e isso amplia o efeito que o disco provoca no ouvinte que se predispôe, naturalmente, a aceitar de braços abertos as boas sensações que os Air Review fazem nascer dentro de nós e os nobres conselhos que nos reservaram, como se a sua música quisesse ser mais uma luz nas nossas vidas, pronta a iluminar os nossos passos e a ser mais um dos nossos faróis. O resultado final de tudo isto é uma experiência auditiva angustiante e sincera mas, simultaneamente, bonita e apaixonada, de um álbum que poderá bem ser, desde já, um dos melhores lançamentos indie de 2013. Espero que aprecies a sugestão...
01. Rebel
02. Young
03. America’s Son
04. H
05. Waiting Lessons
06. Low Wishes
07. My Automatic
08. Fin
09. Animal
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
as minhas bandas
The Good The Bad And The Queen
My Town
eu...
Outros Planetas...
Isto interessa-me...
Todos Diferentes Todos Especiais
Rádio
Na Escola
Free MP3 Downloads
Cinema
Editoras
Records Stream