Depois de Antidotes (2008) e Total Live Forever (2010), os Foals, uma banda de Oxford liderada por Yannis Philippakis, estão de regresso aos discos com Holy Fire, disco lançado pela Transgressive no início de fevereiro. Os Foals têm sido uma banda em constante mutação sonora. Da transposição das guitarras experimentais de Antidotes para o ambiente claustrofóbico de Total Life Forever, esse sempre difícil segundo disco, lançado em maio de 2010, serviu para aproximar a banda do grande público e ajudar a influenciar nomes como os Alt-J (∆), Everything Everything, ou os Egyptian Hip Hop.

A experimentação sonora faz parte do ADN dos Foals e com Holy Fire o grupo sobe mais um degrau no cardápio experimental que o define. Neste terceiro disco vão mais longe porque, além de se afastarem do clima soturno dos momentos experimentais de Total Live Forever e da crueza da estreia, optaram agora por criar um clima mais animado e até dançável. As melodias experimentais de Antidotes ainda estão por toda a parte, o mesmo acontece com a atmosfera densa do último álbum, mas a diferença está na forma como o ritmo convida-nos a dançar. No entanto, ainda há canções que contêm detalhes que fazem a ponte com o passado, nomeadamente Late Night, a climática Moon, ou Milk & Black Spiders, temas que aperfeiçoam de maneira natural e particular muito do que foi produzido anteriormente por esta banda britânica.
Assim, os onze temas de Holy Fire, consolidam as experiências anteriores e fogem ao óbvio de forma madura e cativante, olhando delicadamente para os anos setenta e estabelecendo uma conexão com as pistas de dança do passado e do presente. Tudo isto está claramente plasmado na explosiva Inhaler e na jovial My Number, talvez a canção que melhor carateriza o novo rumo sonoro dos Foals, algo dance punk e com uma natureza instrumental que se divide entre a aceleração dos Gang Of Four e as experimentações dos Talking Heads.
Holy Fire, um disco leve e aventureiro, acaba por ser uma rodela que brinca abertamente com as composições comerciais de maneira individual, sem qualquer pensamento ou amarra sonora que parta de um conceito maior ou que ligue todas as canções. Este álbum produz efeito com o tempo, ou seja, é mais um daqueles discos que exigem várias e ponderadas audições, porque cada canção esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências acústicas que só são percetíveis seguindo essa premissa. Espero que aprecies a sugestão...
1. Prelude
2. Inhaler
3. My Number
4. Bad Habit
5. Everytime
6. Late Night
7. Out Of The Woods
8. Milk & Black Spiders
9. Providence
10. Stepson
11. Moon
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