Os Summer Hours são um trio de Nova Iorque formado por Rachel Dannefer e Mike Bliss, que se conheceram no Oberlin College e formaram a banda em 2000, com o nome La Pieta. O primeiro disco, Summer, viu a luz do dia ainda esse ano através da Contraphonic Records, ao qual se seguiu Inside Out, em 2003. O baterista Griffin Richardson juntou-se à banda em 2006 e no ano seguinte alteraram o nome para Summer Hours e assinaram pela Deep Elm Records. Este grupo costuma demorar algum tempo a lançar novos trabalhos já que os membros da banda têm uma vida pessoal que os afasta para diferentes pontos do país de origem e os apreciadores dos Summer Hours aguardam sempre com enorme expetativa por novidades. Na verdade, há relatos de que a música deste grupo costuma tocar profundamente no âmago de quem os acompanha com devoção. E essas novidades chegaram no início de 2013; Conforme anunciei num recente Curtas..., Closer Still, produzido por Richard Upchurch nos estúdios Parkside, é o último disco da banda, lançado no passado dia cinco de fevereiro pela Technical Echo Records e está disponível para download no bandcamp da banda.

A propósito de Closer Still, Mike Bliss referiu recentemente: As music lovers, we know how much a great album or song can mean to a person. We want people to feel like our music understands them, supports them, and accompanies them in their life. E na verdade, os Summer Hours parece-me que vão ser bem sucedidos nessa pretensão com este novo álbum. Close and Closer, o primeiro single retirado de Closer Still e oferecido pela banda, é uma canção comovente e que balança entre o shoegaze e a melhor pop rock da década de noventa. E ao longo do disco, também com uma forte raíz acústica, bem patente, por exemplo, em Winter e Seven Count, são as cordas de Mike, um apaixonado pelo hardcore, punk, post-punk e metal e a voz doce de Rachel, uma admiradora confessa da indie pop, quem ditam as regras deste grupo de talentosos músicos, apesar de em Organ Song haver também um belíssimo piano e que, ainda por cima, toca sobre imaginary boyfriends e o amor.
Apesar de à primeira audição tudo parecer relativamente simples nos Summer Hours, há uma inusitada complexidade estrutural e instrumental em Closer Still, algo que advém, certamente, da míriade de influências da dupla em que a banda assenta. E esse tal amor, também na sua vertente mais sofredora e nostálgica, é o tema perfeito das letras, porque também, por ser um sentimento cheio de vida e musicalidade, é algo nem sempre simples, belo e linear. Cada canção assenta no baixo encorpado e nas melodias aditivas que a guitarra cria e soa exatamente ao pretendido. Toda essa vertente sonora capta com emoção, bom gosto e eficácia a energia e a profundidade das letras.
Os Summer Hours são mais um daqueles estranhos casos de uma banda que ninguém percebe como se mantêm tanto tempo longe dos holofotes. Espero que aprecies a sugestão...

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