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Feist - Metals

Domingo, 27.11.11

Algumas semanas depois do lançamento e um pouco tardiamente em relação ao desejado consegui finalmente ouvir Metals o novo e já aclamado álbum da canadiana Feist, um dos nomes mais sólidos e queridos do cenário indie e alternativo atual.

Em 2007, The Reminder empurrou Leslie Feist para a luz da fama e nos últimos quatro anos muita coisa mudou na carreira da canadiana. Com este Metals a ex Broken Social Scene firma definitivamente a tal presença na corte da indie até porque, felizmente, o álbum, como um todo, afasta-se daquilo que poderia ser considerado território confortável. The Bad In Each Other abre de forma ambiciosa, com uma percussão acutilante, rendilhados folk e uma secção de cordas a fazer lembrar grandes momentos do reportório dos Tindersticks. Mais madura, talvez, a voz de Feist continua bonita como sempre. Graveyard mantém a toada de aparente simplicidade e quando chegamos a Caught A Long Wind, balada lenta de subtileza enternecedora, estamos já certos de que Metals nos vai deixar rendidos.

A Commotion causou-me enorme impacto, até pela bateria a trote a chicotear Feist, que vê a sua voz esmagada por um coro masculino. As emoções palpitam até que The Circle Married The Line, mesmo evocando Nick Drake, nos deixa por instantes algo desolados. Bittersweet Melodies marca, de forma sedutora, a entrada na segunda metade do álbum, relembrando-nos por que razão Feist continua a ser um sopro de frescura no universo pop . Em Anti-Pioneer a cantora perde completamente a vergonha de namorar com os blues, entrando naquele território sonoro tão caraterístico de um Jeff Buckley e em Undiscovered First muda novamente o registo, com os metais em plano de destaque. Na reta final Cicadas & Gulls traz o conforto da guitarra acústica e Comfort Me e Get It Wrong, Get It Right, com o seu piano acutilante, mantêm-nos sob encantamento, ao ponto de ter-se vontade de ouvir Metals novamente, agora com ainda mais atenção.

Nunca me considerei um fã incondicional de Feist mas confesso que este Metals deixou-me muito bem impressionado. A voz despretenciosa que navega solta pelas doze canções e cercada pelos instrumentos que certificam o estilo da cantora, com destaque para o piano, deram um enorme peso sentimental ao disco, paz de espírito e a sensação de se estar distante do mundo, isolado  numa cabana perdida no meio das montanhas que ilustram a sua capa. Espero que aprecies a sugestão...

The Bad in Each Other
Graveyard
Caught a Long Wind
How Come You Never Go There?
A Commotion
The Circle Married The Line
Bittersweet Melodies
Anti-Pioneer
The Undiscovered First
Cicadas & Gulls
Comfort Me
Get It Wrong Get It Right

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publicado por stipe07 às 18:30






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