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Goodbye Sapo

Segunda-feira, 26.01.26

Infelizmente, é hora de dizer adeus. Foi uma longa caminhada, de quase vinte anos e, como acontece com todas as relações que terminam contra a nossa vontade, pânico, impotência e desorientação dominaram a redação do blogue Man On The Moon, logo após termos tido conhecimento do fim próximo deste portal.

Entretanto, com maior ou menor dificuldade e contra a nossa vontade, já refizemos a nossa vida no portal Blogspothttps://stipe07.blogspot.com/

No fundo, só a casa mudou. A essência e o espírito mantém-se... music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!

Apareçam por lá...

João Tavares

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publicado por stipe07 às 15:33

Father John Misty - The Old Law EP

Segunda-feira, 12.01.26

Um dos grandes discos do ano de dois mil e vinte e quatro foi, sem dúvida, Mahashmashana, o sexto compêndio de originais da carreira do músico norte-americano Josh Tillman, que assina a sua música como Father John Misty. Esse álbum, com oito canções, foi produzido pelo próprio Father John Misty e por Drew Erickson e dissertava sobre o momento civilizacional atual e a ténue fronteira que todos nós sabemos que existe entre e vida e a morte, considerando, o autor, que temos os nossos arraiais assentes em Mahashmashana, (महामशान) uma palavra em sânscrito que significa grande campo de cremação. E, de facto, este registo oscilava entre canções com um intenso espírito roqueiro, viçoso, inquieto e irrequieto e baladas de elevado pendor melodramático e quase desesperante, sendo transversal a todo o registo uma permanentes sensação de tensão e de inquietude, que personifica, de certa forma, a tal fronteira ténue em que vivemos.

Father John Misty, photo by Bradley J. Calder

pic by Bradley J. Calder

Agora, cerca de catorze meses depois do lançamento de Mahashmashana, Father John Misty regressa ao nosso radar devido a um EP intitulado The Old Law que, tendo a chancela do consórcio Bella Union e Sub Pop Records, contém um novo tema original do autor, que dá nome ao registo, acompanhado de dois dos momentos mais altos de Mahashmashana, as canções Josh Tillman And The Accidental DoseI Guess Time Just Makes Fools Of Us All.

Este tema The Old Law, que já se chamou The God's Trash, foi produzido, uma vez mais, por Drew Erickson e pelo próprio Josh Tillman, misturado por Michael Harris e Jonathan Wilson nos estúdios Fivestar Studios, em Los Angeles e masterizado por Adam Amyan. É uma canção vigorosa e enleante, conduzida por uma guitarra agreste, exemplarmente entrelaçada com o piano e a bateria, num resultado final com um ímpar travo psicadélico, aprimorando, como não podia deixar de ser, a ímpar capacidade que Tillman tem demonstrado ultimamente para  criar sobreposições orgânicas e sintéticas e jogos de sedução entre sons das mais diversas proveniências, sempre com a mira apontada ao rock sessentista e ao clima mais experimental e progressivo da década seguinte, fazendo-o com um charme inconfundível. Confere...

01. The Old Law
02. Josh Tillman And The Accidental Dose
03. I Guess Time Just Makes Fools Of Us All

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publicado por stipe07 às 13:31

Hank Bee - 10:23

Sábado, 10.01.26

Hannah Brown é de Liverpool e encabeça o projeto a solo Hank Bee, que se vai estrear nos lançamentos musicais com um EP intitulado a sudden hankering, que irá ver a luz do dia a trinta de janeiro, em formato digital e fisicamente em formato cassete, com a chancela da londrina Memorials of Distinction.

pic by Alice Lovatt

10:23 é o mais recente tema divulgado do alinhamento de cinco composições que incorporam a sudden hankering. A canção foi escrita em março de dois mil e vinte e três, enquanto Bee olhava pela janela do sotão do seu quarto, numa casa de estilo georgiano em Liverpool e o título indica a hora em que a artista começou a escrever a canção inspirando-se no que via lá fora, na rua, durante esse momento.

Sonoramente, 10:23 é um tema intimista e contemplativo, conduzido por uma guitarra exemplarmente eletrificada e plena de soul, que depois vai sendo revestida de modo charmoso com uma vasta miríade de elementos orgànicos, acústicos e eletrificados, que se cruzam com um registo percussivo bem vincado, nuances que ampliam um certo sentimento de urgência que se vai sentindo ao longo da canção que, quase no seu ocaso, ganha arrojo e imponência, dando uma espécie de salto conceptual sonoro da folk para o rock. Confere 10:23 e o vídeo do tema assinado por Aidan Shard, assim como o acesso ao restante conteúdo de a sudden hankering EP...

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publicado por stipe07 às 14:56

VIAL - Never Been Better

Sexta-feira, 09.01.26

As VIAL são uma banda americana de punk rock, formada em dois mil e dezanove em Minneapolis, no Minnesota e atualmente composta pelo vocalista e guitarrista KT Branscom, a vocalista e baterista Katie Fischer e a vocalista e baixista Taylor Kraemer. Acabam de chamar a nossa atenção devido a Never Been Better, um novo single do trio que antecipa Hellhound, o novo disco do projeto, um alinhamento de treze canções que irá ver a luz do dia a vinte de março com a chancela da Trout Hole Records, a etiqueta da própria banda.

Vial

pic by Katy Kelly

Desde que se formaram as VIAL, que apostam num punk rock incisivo, cru e imponente, à sombra de um catálogo interessante de influências que abraçam os cânones essenciais do grunge, do garage e do gótico, estilos que se cruzam e se mesclam sem receios nas suas criações sonoras, sempre vincaram com vigor as suas opiniões políticas e sociais, servindo-se da música para marcar posições e opinar sobre o estado atual de uma América cada vez mais emaranhada em conflitos, dilemas e tensões políticas e sociais.

Visceral e imponente, Never Been Better tem essa marca reinvindicativa, numa canção que assenta os seus pilares numa guitarra épica e abrasiva, um baixo vigoroso e uma bateria com uma cadência enleante, um modus operandi que sustenta um ímpeto de imediatismo e de urgência indisfarçáveis, afagado nos braços de uma melodia algo hipnótica e sombria. confere Never Been Better e o artwork e a tracklist de Hellhound...

Infected
Scorpio Moon
Creep Smoothie
Idle Hands
Sob
Never Been Better
Hellhound
Undermine Me
Blah
Puke
Talktalktalk
Boredom/Combustion
Blood Red

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publicado por stipe07 às 13:24

GEE‑AITCH - Mess Of Words

Terça-feira, 06.01.26

GEE‑AITCH é um projeto musical encabeçado por José Gentil‑Homem, músico portuense com uma trajetória que atravessa várias influências antes de se dedicar a uma eletrónica alternativa e experimental. O projeto estreou-se em dois mil e dezoito com o EP Left Hand Page, que recebeu atenção da crítica, que destacou o clima caseiro, denso e quase claustrofóbico do seu conteúdo, recheado de temas brilhantes, gravados com recursos mínimos.

Stream GEE-AITCH music | Listen to songs, albums, playlists for free on  SoundCloud

Dois anos depois, em dois mil e vinte, GEE‑AITCH evoluiu e estreou-se no formato longa duração com o registo Odyssey, ao qual se seguiu, logo no ano seguinte, Insane, dois álbuns eminentemente introspetivos e minimalistas e assentes em texturas eminentemente eletrónicas, que acabaram por vincar um adn e uma assinatura sonora muito próprias e marcadas por sensibilidade e honestidade.

Agora, no início de dois mil e vinte e seis, GEE‑AITCH acaba de chamar a nossa atenção devido a Mess Of Words, o terceiro disco do projeto. É um alinhamento de oito canções que, em pouco menos de vinte minutos, encarnam uma filosofia interpretativa muito pessoal já que, de acordo com o próprio José Gentil-Homem, plasmam uma fase mais madura e consistente da sua vida. Todas as faixas foram inicialmente compostas ao piano, mas, naturalmente, durante a produção, o piano desapareceu. O resultado é um disco alternativo, pensado para que a música se integre na vida de quem a ouve, criando memórias e pequenas alegrias, seja numa conversa, num cheiro, numa lembrança do dia a dia.

Misturado e masterizado no ArdaRecorders, pelo técnico Ze Nando Pimenta, no Porto, o álbum reflete equilíbrio, clareza e uma maturidade que se distancia das primeiras experiências mais experimentais do artista. São oito canções de cariz fortemente ambiental, como se percebe logo na incontetável beleza e coerência de Here In The Dark, sustentadas por várias camadas de sintetizações, uma espiral pop onde não falta um marcante estilo percurssivo e onde tudo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. No entanto, a acusticidade das cordas também deixa uma marca impressiva, nomeadamente em Fish Fillet, canção que impressiona pela cândura inicial, mas que depois se desenvolve e simultaneamente nos envolve, numa espiral de sentimento e grandiosidade. Já Look Like Him, por exemplo, aposta num som mais esculpido e complexo, plasmando uma dinâmica feliz entre um enorme manancial de efeitos e samples de sons que nos obrigam a um exercício exigente de percepção fortemente revelador e claramente recompensador. Por outro lado, temas como a lisérgica No Pressure, o clima punk de Homicide ou Mess Of Words, uma espiral frenética e empolgante de synthpop, impressionam pelo cariz sensorial, criando um cenário de certo modo idílico também para os apreciadores daquele rock progressivo mais enérgico e libertário.

Disco que convoca vários universos sonoros que, da eletrónica, à pop, passando pelo próprio rock progressivo, criou uma relação simbiótica bastante sedutora, Mess of Words é, acima de tudo, uma continuação do percurso de GEE‑AITCH: uma vida confusa e complexa, agora traduzida numa fase estável e introspectiva, com o desejo de que, de acordo com o autor, cada música faça parte da vida das pessoas, acrescentando algo a cada memória que desperta. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 18:32

Nothing – Purple Strings (Feat. Mary Lattimore)

Segunda-feira, 05.01.26

Editado em dois mil e catorze, Guilty of Everything foi o trabalho de estreia dos Nothing, uma banda de Filadélfia liderada pelo vocalista Nicky Palermo, que logo nesse primeiro disco clarificou deambular entre a dream pop nostálgica e o rock progressivo amplo e visceral. Após essa estreia, o grupo foi, com mais dois registos no catálogo, Tired Of Tomorrow e Dancing On The Blacktoop, impressionando audiências com um som cativante e explosivo, sempre com fuzz nas guitarras e o nível de distorção no red line, oferecendo, a quem os quisesse ouvir, o melhor da herança do rock alternativo de finais do século passado, suportada por nomes tão fundamentais como os My Bloody Valentine ou os Smashing Pumpkins, só para citar algumas das influências mais declaradas do grupo.

Em dois mil e vinte os Nothing chamaram a nossa atenção com The Great Dismal, o quarto disco do grupo liderado por Dominic Palermo e ao qual se juntam atualmente o guitarrista Doyle Martin, o baixista Bobb Bruno, o baterista Zachary Jones e o guitarrista Cam Smith.Esse álbum era mais um documento essencial para se perceber a progressão do quarteto. Tinha um alinhamento assente na primazia das guitarras, mas também contava com um elevado teor sintético, uma nuance que conferiu ao seu som uma toada muito rica e luminosa e um travo pop que, na verdade, acabou por amenizar o cariz eminentemente sombrio do rock que os Nothing se gabam de saber replicar melhor que ninguém.

Agora, meia década depois, o projeto norte-americano regressa à nossa órbita à boleia de alguns avanços que tem revelado de A Short History of Decay. Trata-se do quinto disco da banda, um registo com nove canções, produzido pelo próprio Nicky Palermo, com a ajuda de Nicholas Bassett, líder dos Whirr e que foi gravado nos estúdios Sonic Ranch, no Texas, estando previsto ver a luz do dia a vinte e sete de fevereiro, com a chancela da Run For Cover Records.

Cru, sujo e rude, Cannibal World foi o primeiro single que passou por cá, em novembro último, do alinhamento de A Short History of Decay. O tema assentava a sua filosofia interpretativa no ruído sombrio de guitarras tocadas em reverb, numa postura claramente lo fi.

Agora temos para escuta Purple Strings, o quinto tema do alinhamento de A Short History of Decay. Com a participação especial da harpista Mary Lattimore, de Jason Adams aos comandos do violoncelo e de Camille Getz no violino, Purple Strings é uma composição intimista e sentimentalmente forte, com um registo melódico envolvente, que vai sendo trespassado por diversas nuances conferidas por cordas das mais variadas proveniências, criando um clima impactante, que vinca uma identidade sonora muito própria e que define, sem sombra de dúvida, o melhor adn dos Nothing. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:35

Arkells - Money (feat. Portugal. The Man)

Domingo, 04.01.26

Sedeados em Hamilton, no Ontário, e já com mais de duas décadas de carreira, os Arkells de Max Kerman, deram as mãos aos norte americanos Portugal. The Man, de John Baldwin Gourley e juntos criaram um tema intitulado Money, que antecipa um novo disco do projeto canadiano para este ano de dois mil e vinte e seis.

Arkells - Money (feat. Portugal. The Man)

Money é uma canção vigorosa, impulsiva, cativante, com um ímpar travo retro e com uma têmpora algo lisérgica. Uma batida sintética contundente, exemplarmente acompanhada por um baixo vigoroso e diversos loops e efeitos enleantes e um registo vocal ligeiramente robotizado, oferecem à canção uma curiosa sensação nostálgica, ao mesmo tempo que induzem no tema uma estética bastante abrangente e de elevado pendor pop. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:21

Matt Corby – Know It All

Sexta-feira, 02.01.26

Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Entretanto, há quase três anos, na alvorada da primavera de dois mil e vinte e três, e depois de no final de dois mil e vinte e quatro termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.

Agora, Matt corby anuncia finalmente o sucessor de Everything's Fine. Trata-se de um trabalho intitulado Tragic Magic. É um registo com treze canções, que vai ver a luz do dia a seis de março e que resultou de dezoito meses de árduo trabalho de composição e gravação em estúdio e que foi produzido por Chris Collins, seu habitual colaborador.

Do seu alinhamento revelámos, no início de dezembro último, o single Burn It Down, uma composição repleta de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares. Cerca de duas semanas depois tivemos para escuta Big Ideas, mais um dos momentos altos do alinhamento de Tragic Magic, uma composição angulosa e com um perfil percussivo bastante vincado, assente num vigoroso baixo e em alguns entalhes orgànicos.

Agora no início de dois mil e vinte e seis, já é possível conferir o terceiro tema retirado do alinhamento de Tragic Magic. É uma longa canção chamada Know It All, que tem um piano intrincado, buliçoso e tocante como grande trave mestra. As suas teclas trocam com o timbre adocicado vocal ligeiramente reverberado de Corby, um emaranhado de subtilezas, olhares e toques, aparecendo a bateria e uma secção de cordas a dois minutos do fim, com o intuíto de ampliar o perfil tocante e sensitivo de Know It All. O resultado final é charmoso, intimista e intenso, plasmando alguns dos melhores atributos de um artista inovador e bastante criativo e que, no modo como agrega, burila e mistura o orgânico e o sintético, mostra uma saudável e sedutora faceta marcadamente contemporânea. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:20






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