man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Imaginary People – State Trooper
Os norte-americanos Imaginary People, de Von Wagner, Mark Roth, Justin Repasky, Kolby Wade e Bryan Percivall, estão de regresso aos discos a doze de setembro, com Alibi, o terceiro longa-duração da banda sedeada em nova Iorque. Alibi foi produzido nessa mesma cidade por Phil Weinrobe (Nick Murphy, Pussy Riot, Stolen Jars) nos estúdios Rivington 66 e misturado por Eli Crews.

Uma nova versão de State Trooper, um original que fazia parte do mítico álbum Nebraska, que Bruce Springsteen lançou em mil novecentos e oitenta e dois, é o primeiro single que os Imaginary People revelam do alinhamento de Alibi. O quinteto apresenta nesta nova roupagem de State Trooper uma versão ruidosa, elétrica, progressiva e expansiva, conduzida por uma bateria frenética e uma guitarra cavernosa, em oposição ao tema original, que era intimista e minimalista, assente apenas numa guitarra discreta e na voz ecoante do Boss. Confere a cover assinada pelos Imaginary People e o original...

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Gruff Rhys – Taro #1 + #2
Enquanto os míticos Super Furry Animals permanecem numa pausa mais ou menos indefinida, Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em dezoito de julho de mil novecentos e setenta no País de Gales, continua a cimentar a sua bem sucedida carreira a solo com álbuns onde vai testando progressivamente novas fórmulas um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicadelia da banda de onde é originário.
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Esta demanda de Gruff Rhys em nome próprio, teve início em dois mil e quatro com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atingiu ainda maior notoriedade, num trabalho que contou com a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em dois mil e onze, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros.
Três anos depois, em dois mil e catorze, o galês regressou com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys era o ator principal e embarcava numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século dezoito. Em dois mil e dezoito, Babelsberg ampliou até um superior nível qualitativo a visão incomum de Rhys relativamente aqueles que o músico considerava ser os grandes eixos orientadores de uma pop alicerçada num salutar experimentalismo e onde não existem limites para a simbiose entre diferentes estilos musicais e, no ano seguinte, com Pang!, o músico galês viajou da psicadelia folk ao funk, passando pela tropicalia e o jazz, num verdadeiro festim sonoro global. O seu penúltimo exercício criativo tinha sido Seeking New Gods, há quase meia década, um trabalho que teve sucessor na primavera do ano passado, um álbum intitulado Sadness Sets Me Free e onde o autor gravitou em redor de dois grandes universos sonoros distintos. Assim, se algumas das canções do álbum eram eminentemente charmosas e encharcadas numa soul com um travo tremendamente jazzístico, feitas com guitarras repletas de nuances e um piano sempre insinuante, outras olharam para o indie rock de cariz experimental e psicadélico com elevada gula.
Agora,no verão de dois mil e vinte e cinco, Gruff Rhys volta ao nosso radar com o anúncio de mais um disco, o nono da carreira, um álbum intitulado Dim Probs, que vai chegar aos escaparates a doze de setembro com a chancela da Rock Action e que, para já, tem como curiosidade maior, as suas dez canções serem cantadas na língua nativa do músico, o galês.
Assim, Chwyn Chwyldroadol! foi, há cerca de dois meses e meio, o primeiro single revelado do alinhamento de Dim Probs, um registo gravado no final do ano passado com a ajuda do produtor Ali Chant (Yard Act/PJ Harvey) e com algumas particpações especiais, nomeadamente Kliph Scurlock, Osian Gwynedd, Huw V Williams e Gavin Fitzjohn, músicos que costumam tocar com Rhys e Cate Le Bon e H Hawkline, que contribuem com a sua voz em alguns dos temas de um disco que, de acordo com o próprio Rhys, é muito inspirado em algumas experimentações eletrónicas que o músico criou na sua adolescência em plenos anos oitenta.
Chwyn Chwyldroadol! tinha, de facto, esse travo nostálgico e retro, em pouco mais de dois minutos encharcados em cordas acústicas reluzentes, uma percussão frenética e amiúde ritmada, num resultado final melodicamente feliz, intenso, animado e solarengo.
Agora, quase no ocaso de agosto, temos a oportunidade de escutar Taro #1 + #2, a quarta canção do alinhamento do registo. Vibrante, frenética, efusiante e efusiva, repleta de cordas reluzentes, sopros estridentes tocados por Gavin Fitzjohn e um perfil percussivo anguloso, assinado por Kliph Scurlock, Taro #1 + #2 é uma mescla feliz entre folk e eletrónica, alicerçada numa melodia grandiosa, hipnótica, animada e expansiva. Confere...

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Noiserv – 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.
No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
Agora, cerca de um mês depois, chega a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts leva-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante. Confere 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts e o vídeo do tema, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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Jeff Tweedy – Feel Free
O norte-americano Jeff Tweedy, líder do míticos Wilco, é, claramente, um dos músicos mais profícuos e criativos do cenário musical alternativo atual. Concretizando, na última década e meia, ao comando da sua banda, idealizou e incubou The Whole Love (2011), Star Wars (2015), Schmilco (2016) Cruel Country (2022) e, muito recentemente, Cousin (2023). Entretanto, em dois mil e dezoito, aproveitou para escrever uma auto-biografia intitulada Let's Go (So We Can Get Back): A Memoir of Recording and Discording with Wilco, Etc., onde dissertou sobre aspetos da sua personalidade e do seu trajeto nos Wilco.

Pic by Shervin Lainez
À boleia desse exaustivo exercício escrito de introspeção, acabou por criar alguns registos a solo, sendo o mais conseguido WARM, onze canções que viram a luz do dia nesse mesmo ano de dois mil e dezoito com a chancela da insuspeita dBpm Records e que sucederam a Together at Last (2017), um registo de versões de alguns dos temas mais emblemáticos da sua, na altura, já extensa carreira. Depois de WARM, em dois mil e dezanove chegou Warmer, disco que, conforme o título indica, não estava dissociado do conteúdo do antecessor, já que, além de ter sido gravado durante o mesmo período em que foi captado WARM, acabou por, na sua essência, obedecer à mesma filosofia sonora estilística.
No início do estranho outono de dois mil e vinte, Jeff Tweedy deu ao mundo Love Is The King, a última obra discográfica em nome próprio de um compositor que assenta o seu processo criativo numa concepção de escrita que explora bastante a dicotomia entre sentimentos e no modo criativo e refinado como musica as letras que daí surgem, aliando o seu adn pessoal às tendências mais contemporâneas da folk e do rock alternativo.
Agora, em pleno verão de dois mil e vinte e cinco, Jeff Tweedy volta a colocar-nos em sentido devido ao anúncio de um novo capítulo discográfico da sua carreira a solo. Trata-se de um triplo (?) álbum com um total de trinta canções, intitulado Twilight Override, que irá ver a luz do dia a vinte e seis de setembro, com a chancela da dBpm. Twilight Override foi gravado pelo próprio Tweedy no seu estúdio The Loft, em Chicago, com a ajuda do seu colaborador de longa data, Tom Schick e conta com as participações especiais de James Elkington, Sima Cunningham, Macie Stewart, Liam Kazar e Spencer e Sammy, filhos de Tweedy.
Em jeito de antecipação, Jeff Tweedy revelou há pouco mais de um mês quatro composições desse extenso alinhamento de Twilight Override. Eram os temas Enough, One Tiny Flower, Out In The Dark e Stray Cats In Spain. O primeiro era um tema eminentemente contemplativo e intimista, Stray Cats In Spain também carregava essa marca eminentemente reflexiva e pessoal, One Tiny Flower impressionou-nos pela exuberância e Out In The Dark refletia sobre o processo criativo que tem orientado a carreira deste músico extraordinário.
Agora, na última semana de agosto, temos a oportunidade de escutar a canção Feel Free, o tema que encerra o alinhamento do segundo disco de Twilight Override. É uma composição que, de acordo com o próprio Tweedy, incentiva-nos a reconhecer as diferentes formas e vertentes que o conceito de liberdade pode abranger, em pouco mais de sete minutos com um perfil sonoro inicialmente de forte pendor orgânico e reflexivo. Depois, as cordas da viola tocada por Tweedy, recebem um violino insinuante, alguns efeitos planantes e uma bateria com elevado travo jazzístico, nuances que oferecem a Feel Free um carisma ímpar e uma alma intensa.
Esta é mais uma composição do alinhamento de Twilight Override que nos mostra que vem aí um álbum que será jubilante tratado folk, assente numa constante dicotomia entre sentimentos e confissões, não faltando também, de certeza, algumas nuances mais eletrificadas e radiofónicas, algo também muito presente na génese do catálogo deste músico de Chicago. Confere...

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Wiretree – Spinning
Natural de Austin, no Texas, o norte-americano Kevin Peroni encabeça o projeto Wiretree, juntamente com Joshua Kaplan, Gregory White, Rachel Peroni e Daniel Jones, que se estreou em dois mil e sete com o álbum Bouldin e que cria e lança música de forma independente, sem grandes constrangimentos ou preocupações musicais. É um modus operandi que se saúda e que se tiver como origem uma mente criativa superlativa, como parece ser o caso, resulta em canções com rara beleza, sobriedade e sensibilidade.

Assim, cerca de três anos depois da sua última aparição com o single Inside, Wiretree está de regresso à ribalta com o anúncio de um disco intitulado Back On Track, que vai ver a luz do dia no final do próximo mês de setembro, com a chancela da Cobaltworks Music.
Back On Track tem como tema de apresentação Spinning, quase três minutos com uma atmosfera indie inebriante e plena de personalidade, com trechos melódicos interligados numa sequência que flui naturalmente e que se alimenta, essencialmente, da cadência de uma guitarra eletrificada com uma elevada toada experimental, acompanhada por arranjos repletos de adornos percussivos insinuantes e de origem eminentemente metálica.
Em suma, Spinning é uma daquelas composições que transparecem uma saudável convivência entre uma face com uma certa frescura pop solarenga e outra mais orgânica e experimental. Confere...

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Cass McCombs – I Never Dream About Trains
Presença assídua na nossa redação e neste espaço de crítica e divulgação musical, Cass McCombs está de regresso ao nosso ouvido à boleia de I Never Dream About Trains, o último avanço divulgado de Interior Live Oak, o disco que o músico lançou há alguns dias e que irá ser brevemente dissecado com minúcia neste espaço de crítica e divulgação musical e, já agora, o primeiro tomo de originais do artista natural de Concord, na Califórnia, com a chancela da Domino Recordings.

De Interior Live Oak, um álbum com dezasseis canções, já passaram por cá os temas Peace e Priestess, antes de I Never Dream About Trains. Peace era uma canção em que Cass McCombs, habituado a apontar a mira aos pilares essenciais da mais pura indie folk, fez uma ligeira e feliz inflexão para territórios mais exuberantes e elétricos, com guitarras frenéticas, acústicas e ligeiramente distorcidas. Em Priestess, o músico norte-americano ofereceu-nos um tema em que sobrevive à boleia do maravilhoso timbre uma guitarra que exala um vasto oceano de nostalgia que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte e com aquela vibração que carateriza o melhor indie tipicamente americano.
Quanto a I Never Dream About Trains, trata-se de uma composição eminentemente intimista e contemplativa, conduzida por um melancólico piano, exemplarmente acompanhado por uma bateria com um elevado pendor jazzístico, nuances que encarnam um inebriante instante sonoro de indie soul, com um forte e intenso cariz sentimental e reflexivo, que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte. Confere I Never Dream About Trains e o vídeo do tema assinado pela dupla Eugene Shakemup e M. Arnoux...

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Hazel English – Baby Blue
Artista debaixo dos holofotes da crítica mais atenta desde que lançou há pouco mais de meia década o EP Give In / Never Going Home, Hazel English estreou-se nos discos em dois mil e vinte com Wake Up!, um buliçoso alinhamento de dez composições que nos ofereceram uma bagagem nostálgica tremendamente impressiva, já que, ao escutarmos o registo, parecia que embarcavamos numa máquina do tempo rumo à melhor pop que se fazia há mais ou menos meio século e que ainda hoje influencia fortemente alguns dos melhores nomes da indie contemporânea.

Na primavera dois mil e vinte e três, e já depois de no final de dois mil e vinte e um nos ter brindado com um inédito intitulado Nine Stories, que foi grande destaque de um EP chamado Summer Nights, lançado no verão do ano seguinte, a cantora australiana a residir atualmente em Oakland, nos Estados Unidos, voltou à carga com uma belíssima cover de Slide, um icónico tema dos anos noventa assinado pelos míticos Goo Goo Dolls de Johnny Rzeznik, Robby Takac, George Tutuska e Mike Malinin.
No outono desse mesmo ano de dois mil e vinte e três, Hazel English deliciou-nos com uma novidade intitulada Heartbreaker, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da artista e que contava nos créditos de produção com Jackson Phillips aka Day Wave, seu colaborador de longa data. No entanto, esse segundo registo de originais da cantora de Oakland tornou-se mesmo uma realidade em dois mil e vinte e quatro, com Real Life, um alinhamento de onze canções que marcou mais um capitulo nesta profícua parceria com Day Wave.
Real Life era um regalo para os ouvidos de quem aprecia canções com uma forte tonalidade pop e que estejam adocicadas com aquele registo sonoro que, sem ser demasiado ligeiro e radiofónico, consegue ser constantemente sedutor e instigador. Liricamente, e como seria de esperar, o álbum era uma espécie de tratado filosófico sobre desencontros amorosos e sobre a necessidade de saber seguir em frente quando uma relação termina, ou quando há algo na nossa vida que de certo modo nos emperra e não deixa que o rumo delineado seja calcorreado sem atropelos de maior.
Agora, oito meses depois do lançamento de Real Life, Hazel English está de regresso ao nosso radar com Baby Blue, uma nova canção da artista, escrita e meias com Jackson Phillips e Rutger van Woudenberg, que também assina a produção da composição, juntamente com Hazel. Baby Blue é um oásis de pop etérea e solarenga, com um forte travo chillwave, que assenta numa guitarra com um timbre metálico ziguezagueante intenso, algumas sintetizações subtilmente charmosas e um registo vocal ecoante, um modus operandi que não deixa indiferente todos aqueles que se disponibilizarem a testemunhar mais um refrescante capítulo de uma saga pessoal criada por uma cantora e compositora que, com uma mão na indie folk e a outra no rock alternativo e também na eletrónica, letra após letra, verso após verso, abre-se connosco enquanto discute consigo mesma e coloca-nos na primeira fila de uma vida, a sua, que acontece mesmo ali, diante de nós. Confere...

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Saintseneca – Sweet Nothing
Os norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e liderada por Zac Little, chamou a nossa atenção em dois mil e vinte e um com um tema intitulado All You've Got Is Everyone que, infelizmente, não trazia ainda atrelado o anúncio de um novo longa duração do projeto. No entanto parece que agora, quatro anos depois, vai fialmente terminar a longa espera, até porque os Saintseneca lançaram o último registo de originais em dois mil e dezoito, um trabalho intitulado Pillar Of Na. Assim, o novo disco do quarteto chama-se High Walllow & Supermoon Songs e vai chegar aos escaparates a trinta e um de outubro, com a chancela da Lame-O.

Pic by Nick Fancher
Sweet Nothing é o mais recente single retirado do extenso alinhamento de High Walllow & Supermoon Songs, um álbum que vai ter vinte e uma canções e que foi misturado por Mike Mogis, músico dos Bright Eyes. Trata-se de um charmoso tratado de indie folk, vibrante e insinuante, em que cordas, bateria e teclas oferecem ao ouvinte uma sensação permanentemente orgânica de vitalidade e inspiração, com um clima particularmente festivo, que encarna um delicioso exercício experimental, buliçoso e pleno de luz. Confere Sweet Nothing e o vídeo do tema assinado pelo próprio Zack Little...

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Jens Lekman – Wedding In Leipzig
Oito anos depois do espetacular disco Life Will See You Now, o músico e compositor sueco Jens Lekman está de volta às luzes da ribalta com o sucessor, um alinhamento de dezassete canções intitulado Songs for Other People’s Weddings, que irá ver a luz do dia a doze de setembro, com a chancela da Secretly Canadian.

Depois de há pouco mais de três semanas termos escutado Candy From A Stranger, o primeiro single retirado do alinhamento de Songs for Other People’s Weddings, um álbum que acaba por ser uma espécie de banda sonora de um livro com o mesmo nome assinado a meias pelo próprio Lekman e pelo escritor David Levithan e que também narra histórias e experiências vividas pelo próprio músico em casamentos para os quais ele foi convidado para atuar, agora chega a vez de conferirmos Wedding In Leipzig, o décimo terceiro tema do alinhamento do registo.
Wedding In Leipzig é extensa, intrincada e parece uma daquelas canções que não tem fim. São dez minutos luminosos, vibrantes e instrumental ricos, repletos de variações rítmicas e assentes numa folk intensa e subtilmente encantadora, que pelo oitavo minutos ganha uma curiosa tonalidade algo roqueira. Voz, piano, cordas das mais diversas proveniências, acústicas e elétricas e uma vasta secção de cordas, sustentam um tema alegre, charmoso e algo grandioso. Confere...

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Lucy Dacus – Bus Back To Richmond vs More Than Friends
Quatro anos depois de Home Vídeo, um registo que foi dissecado com minúcia nesta redação em dois mil e vinte e um, a norte-americana Lucy Dacus regressou em dois mil e vinte e cinco ao formato longa-duração, com o quarto disco da sua carreira, um trabalho intitulado Forever Is A Feeling, que viu a luz do dia em final de março, com a chancela da Geffen Records.

Instagram de Lucy Dacus
Agora, pouco mais de quatro meses depois do lançamento de Forever Is A Feeling, Lucy Dacus está de regresso ao nosso radar à boleia de dois inéditos, os temas Bus Back To Richmond e More Than Friends, que já têm alguns anos de vida e até foram tocados ao vivo pela cantora, mas que nunca foram incluídos em nenhum alinhamento dos seus discos mais recentes.
Produzida pela própria Lucy Dacus e por Melina Duterte e Sarah Tudzin, Bus Back To Richmond é uma intimista canção, com um elevado travo orgânico, um portento de acusticidade, em que cordas dedilhadas com astúcia e diversos arranjos etéreos deram uma peça sonora introspetiva, reflexiva e profundamente bela, inspirada numa experiência pessoal da artista, nomeadamente a sua viagem de regresso a Richmond, na Virgínia, de onde é natural, depois de ter vivido uma temporada em Nova Iorque.
Já More Than Friends, um tema também produzido pela própria Lucy Dacus, a meias com Blake mills, é uma composição mais luminosa e acelerada, mas sem deixar de conter os pilares essenciais da típica folk que marca o ADN sonoro da artista. Nesta canção, o banjo e a viola trocam entre si a primazia da condução de um edifício melódico consistente, que também conta, a espaços, com o precioso contributo de diversas nuances de uma guitarra elétrica com um elevado travo classicista, enquanto é narrado o início casual e inesperado de uma nova relação amorosa entre dois amigos. Confere...

01. Bus Back To Richmond
02. More Than Friends