man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Bright Eyes – 1st World Blues
Um ano depois do excelente registo Five Dice, All Threes, os norte-americanos Bright Eyes, encabeçados pelo compositor e guitarrista Conor Oberst, ao qual se juntam, atualmente, o produtor e multi-instrumentista Mike Mogis, o trompetista e pianista Nate Walcott e vários colaboradores rotativos, vindos principalmente do cenário musical indie de Omaha, estão de regresso ao nosso radar devido a um novo tema intitulado 1st World Blues, que tem a chancela da insuspeita Dead Oceans e que conta com as participações especiais do skatista Nelly Morville, do vocalista e baixista Alex Orange Drink e do produtor Adam Reich.

Com uma curiosa abordagem nada displicente ao universo so ska, mas sem renegar o adn dos Bright Eyes, assente numa sólida embalagem sonora que coloca na linha da frente aquela indie folk enleante, gizada, neste caso, por uma secção rítmica aconchegante e embaladora 1st World Blues é uma canção rica em diversificados arranjos, marcados pelo uso de ricas orquestrações, que servem para dar vida a um crítica mordaz e contundente à sociedade capitalista contemporânea norte-americana, cada vez mais afundada num sem fim de dilemas, que fazem sobressair o individualismo e a sede de poder. Confere 1st World Blues e o vídeo do tema que foi filmado em Brooklyn, sob a batuta do realizador Jarde Sherbert...

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The Antlers - Carnage
Os The Antlers, um projeto fundamental do indie rock experimental norte-americano dos últimos vinte e cinco anos, formado por Peter Silberman e por Michael Lerner, lançaram em dois mil e vinte e um o último disco de originais, um trabalho chamado Green To Gold, que vai ter finalmente sucessor. Trata-se de um alinhamento de dez canções intitulado Blight, que vai ver a luz do dia a dez de outubro, com a chancela da Transgressive Recordings.

pic by K. Hover
Como certamente os leitores mais atentos deste espaço de crítica e divulgação musical se recordam, os The Antlers mantiveram-se ativos depois de Green To Gold, nomeadamente em dois mil e vinte e três, ano em que divulgaram os temas Ahimsa, sete minutos preenchidos com uma lindíssima folk tipicamente americana, batizados com o nome de um ancião índio e cujo original era um dos momentos maiores da carreira a solo de Peter, a lindíssima balada I Was Not There, uma canção intitulada Rains, que era um espantoso tema sobre renovação, otimismo e abertura à mudança e Tide, uma composição que versava sobre o modo como o tempo passa implacavelmente, sem pausas ou esperas, por cada um de nós. Blight acaba por ser uma consequência lógica desse processo criativo, apesar de nenhum destes quatro temas fazer parte do seu alinhamento.
Seja como for, e em jeito de antecipação, os The Antlers disponibilizaram para audição a terceira canção do alinhamento de Blight. É um tema intitulado Carnage, que, de acordo com Silberman, versa sobre o modo cruel como tratamos outras espécies para nossa conveniência. O cheiro de fumo de um incêndio numa floresta ou o som de uma motoserra são, de acordo com o projeto, contradições que é impossível ignorar.
Sonoramente, Carnage começa por carregar em si um travo minimalista sintético alimentado por um toque repetitivo num teclado, que começa a ser adornado por diversas nuances percurssivas, um piano insinuante e, finalmente, por alguns entalhes abrasivos, que culminam numa explosão sónica de reverberizações, sobrepostas em camadas quase indecifráveis que, como é hábito nos The Antlers, não deixam de estar, curiosamente e por incrível que pareça, repletas de intimidade e de delicadeza. Confere Carnage e o artwork e a tracklist de Blight...
Consider The Source
Pour
Carnage
Blight
Something In The Air
Deactivate
Calamity
A Great Flood
They Lost All Of Us
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Kurt Vile – Classic Love EP
Três anos depois de (watch my moves), o oitavo disco da carreira, Kurt Vile tem apostado no formato EP, tendo iniciado a safra em novembro de dois mil e vinte e três com Back To Moon Beach. No passado dia vinte e cinco, este músico que descende da melhor escola indie rock norte americana e que adora piscar o olho à melhor folk nativa do outro lado do atlântico, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica que abraça há duas décadas, sempre com elevado requinte, regressou ao mesmo formato com Classic Love, um alinhamento de cinco canções que conta com a participação especial de Luke Roberts, um cantor e compositor também norte-americano, mas natural de Nashville.

pic by Jessica Kourkounis
Kurt Vile e Luke Roberts conheceram-se há alguns anos na plataforma MySpace e Roberts andou em digressão com Vile em dois mil e quinze. No ano seguinte, Kurt Vile participou no tema Silver Chain de Luke Roberts e agora o cantor retribui fazendo parte dos créditos de um EP que também tem como curiosidade contar com uma versão do clássico Wildflower, um original dos Beach House.
Em pouco mais de vnte minutos, as cinco canções de Classic Love oferecem-nos um luminoso e lisérgico alinhamento sonoro que olha para a folk de espírito livre e aberto, uma opção criativa que deu origem a um EP sublime no modo como aprimora o melhor adn identitário de Vile, feito de melodias conduzidas por cordas acústicas inspiradas, que se vão deixando enlear por uma quase impercetível vastidão de arranjos e detalhes e nuances das mais diversas proveniências, que adornam, com um charme intenso, canções assentes numa simbiose quase hipnótica entre melancolia e experimentalismo, num resultado final de enorme beleza, emoção, arrojo e, acima de tudo, contemplação, caraterísticas que o timbre vocal grave de Roberts amplifica com mestria. Espero que aprecies a sugestão...

01. Classic Love (feat. Luke Roberts)
02. Hit Of The Highlife (feat. Luke Roberts)
03. Classic Love
04. Slow Talkers ’22
05. Wildflower
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Noiserv - 20 . 25 . Resumidamente
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.
Agora, cerca de três meses depois, chega a vez de escutarmos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
Sonoramente, 20 . 25 . Resumidamente assenta a sua construção melódica no dedilhar envolvente e hipnótico de uma viola, que vai recebendo alguns entalhes sintéticos algo cavernosos e diversos sopros. Depois, o registo vocal grave e quase declamativo, um registo percussivo bem vincado e ritmicamente marcado e uma explosão sónica abrasiva que se repete a espaços, rematam uma composição algo sombria, mas que,à semelhança do tema anterior, plasma toda a evolução que o artista foi conseguindo obter numa carreira de vinte anos, recheada de momentos intensos e riquíssimos. Confere 20 . 25 . Resumidamente e o vídeo do tema, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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Ada Lea – Midnight Magic
Natural de Montreal, no Canadá, a cantora e compositora Alexandra Levy encabeça o projeto Ada Lea, prestes a regressar aos discos a oito de agosto, com um ambicioso alinhamento de dezasseis canções intitulado when i paint my masterpiece e que terá a chancela da insuspeita Saddle Creek Recordings.

Pic by Tess Roby
Something In The Wind foi o single retirado do alinhamento de when i paint my masterpiece, o terceiro álbum da carreira de Ada Lea. Esteve por cá em alta rotação no início deste mês e era um lindíssimo tema que ia crescendo em arrojo e intensidade sentimental, à medida que assentava num baixo vigoroso, exemplarmente acompanhado por uma bateria vibrante.
Agora, cerca de um mês depois, chega a vez de conferirmos Midnight Magic, mais um dos momentos altos do alinhamento de when i paint my masterpiece. Midnight Magic coloca todas as fichas num astuto piano, que contrasta exemplarmente com a voz intensa de Lea. A meio da canção a bateria faz a sua aparição, com discrição mas astúcia, num resultado final envolvente, charmoso e com um toque classicista ímpar. Confere...

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White Lies – In The Middle
Night Life, um disco com nove canções, é o título do sétimo e novo trabalho dos White Lies, de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, um registo que vai chegar aos escaparates a sete de novembro, com a chancela da Play It Again Sam e cuja audição do primeiro single, o tema In The Middle, está a colocar justificadamente em polvorosa os fãs do grupo relativamente ao seu conteúdo, já que pode muito bem vir a ser um dos melhores trabalhos da carreira da banda britânica.

De facto, In The Middle, a composição que encerra o alinhamento de Night Life, é um excelente tratado de indie rock experimental e progressivo, o grande sustento do catálogo dos White Lies. Orgânica, crua, robusta e contundente, a canção assenta numa batida retro vigorosa, exemplarmente acompanhada por um baixo profundo e por sintetizações charmosas, com o trecho instrumental final a ser um excelente epílogo de pouco mais de seis minutos emocionalmente intensos.
Confere o vídeo de In The Middle, gravado num hotel em Banquecoque e assinado por Andreas Nilsson e o artwork e a tracklist de Night Life...


Nothing On Me
All The Best
Keep Up
Juice
Everything Is OK
Going Nowhere
Night Light
I Just Wanna Win One Time
In The Middle
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The Autumn Defense – The Ones
Depois de um hiato de onze anos os norte-americanos The Autumn Defense, de John Stirratt e Pat Sansone, membros dos Wilco, estão prestes a regressar aos discos com um alinhamento de onze canções intitulado Here And Nowhere, que terá a chancela da Yep Roc Recordings e que irá suceder ao registo Fifth, que o projeto que existe desde mil novecentos e noventa e nove, lançou em dois mil e catorze.
pic by Mikael Jorgensen
The Ones, o tema que abre o alinhamento de Here And Nowhere, é o primeiro single divulgado do registo. Imponente, mas também intimista e reflexiva, a composição começa por impressionar devido a um delicado dedilhar de cordas, que é exemplarmente abraçado por uma bateria complacente. Depois, diversos entalhes percussivos e um piano e alguns sopros insinuantes são a cereja no topo do bolo de um tema que coloca todas as fichas em alguns dos melhores tiques do indie rock experimental setentista e da pop contemporânea, com um clima cósmico e intemporal inebriantes, que tem tanto de intrigante, como de deslumbrante.
Confere The Ones e a tracklist e o artwork de Here And Nowhere, da autoria de Mikael Jorgensen, também membro dos Wilco...

The Ones
I’ll Take You Out Of Your Mind
Old Hearts
Winter Shore
In The Beginning
Hearts Arrive
Underneath The Rollers
More Than I Can Say
Love Lives
Raven Of The Wood
Ever Flowing Light
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Other Lives – Show Us Some Love
Os norte americanos Other Lives de Jonathon Mooney, Josh Onstott, Jesse Tabish, Kim Tabish e Danny Reisch, estão de regresso ao nosso radar uma década depois do disco Rituals, que lançaram na primavera de dois mil e quinze, com Show Us Some Love, o segundo single que o projeto natural de Stillwater, Oklahoma, revela do disco Volume V, o quinto do projeto, como o nome indica, que a banda vai colocar nos escaparates a dez de outubro, com a chancela da Play It Again Sam.
Pic by Johnny LaVallee
Os Other Lives são exímios a pegar no arsenal instrumental que selecionam e a usá-lo como se fosse, no seu todo, um pincel disponível para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda fornece imediatamente uma cor imensa às melodias incubadas pelo grupo e a própria voz de Jesse Tabish serve, frequentemente, para transmitir esta ideia de exuberância e sentimento.
Show Us Some Love não foge a essa regra, já que é uma canção intensa e imponente. Recria um pop rock orquestral cheio de preciosos entalhes, que incluem uma percussão imaculada e exuberante que acama cordas, teclas e metais, com o piano a ser o destaque maior, num resultado final que nos remete naturalmente para o ambiente sonoro imaginado e replicado tantas vezes por Thom Yorke, quer a solo, quer nos Radiohead. Confere...

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Living Hour – Wheel
O bucolismo de Winnipeg é o poiso dos Living Hour, um projeto sonoro canadiano que se estreou em dois mil e dezasseis nos discos com um homónimo que teve a chancela da conceituada Lefse Records e que em oito canções nos ofereceu uma revisão bastante contemporânea de toda a herança que o indie rock de cariz mais melancólico, ambiental e lo fi nos tem deixado, com fundamentos que remontam à psicadelia que começou a fazer escola na década de sessenta do século passado.

Em dois mil e vinte e dois e três anos após o registo Softer Faces, os Living Hour regressaram ao formato álbum com Someday Is Today, um trabalho que contava nos créditos da produção com a colaboração da multi-instrumentista e produtora norte-americana Melina Mae Duterte aka Jay Som, além de Jonathan Schenke e Samur Khouja e que sonoramente parecia estar preso num qualquer transístor há várias décadas, mas que foi libertado com o aconchego que a evolução tecnológica permite, ajudando-nos a olhar de frente para o vasto oceano de questões existenciais, que entre o arrojado e o denso, nos obrigam sempre a procurarmos uma estadia de magia e delicadeza invulgares, caso queiramos respostas consistentes e definitivas.
Agora, três anos depois de Someday Is Today, os Living Hour acabam de anunciar um novo registo de originais, um álbum intitulado Internal Drone Infinity, que chegará aos escaparates a dezassete de outubro, com a chancela da Paper Bag Records e que filosoficamente deverá seguir as premissas reflexivas do disco anterior, se tivermos em conta o conteúdo de Wheel, o primeiro single divulgado do seu alinhamento.
Wheel sobrevive à custa de cordas vibrantes, que são trespassadas por efeitos abrasivos ecoantes, num tema que vai crescendo em arrojo e emoção. A canção também impressiona pelo registo vocal ecoante, mas, principalmente, pelo elevado grau de lisergia das guitarras, melodicamente sagazes, que dão vida a um clima bastante sentimental e envolvente. Confere...

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Jeff Tweedy – Enough / One Tiny Flower / Out In The Dark / Stray Cats In Spain
O norte-americano Jeff Tweedy, líder do míticos Wilco, é, claramente, um dos músicos mais profícuos e criativos do cenário musical alternativo atual. Concretizando, na última década e meia, ao comando da sua banda, idealizou e incubou The Whole Love (2011), Star Wars (2015), Schmilco (2016) Cruel Country (2022) e, muito recentemente, Cousin (2023). Entretanto, em dois mil e dezoito, aproveitou para escrever uma auto-biografia intitulada Let's Go (So We Can Get Back): A Memoir of Recording and Discording with Wilco, Etc., onde dissertou sobre aspetos da sua personalidade e do seu trajeto nos Wilco.

Pic by Shervin Lainez
À boleia desse exaustivo exercício escrito de introspeção, acabou por criar alguns registos a solo, sendo o mais conseguido WARM, onze canções que viram a luz do dia nesse mesmo ano de dois mil e dezoito com a chancela da insuspeita dBpm Records e que sucederam a Together at Last (2017), um registo de versões de alguns dos temas mais emblemáticos da sua, na altura, já extensa carreira. Depois de WARM, em dois mil e dezanove chegou Warmer, disco que, conforme o título indica, não estava dissociado do conteúdo do antecessor, já que, além de ter sido gravado durante o mesmo período em que foi captado WARM, acabou por, na sua essência, obedecer à mesma filosofia sonora estilística.
No início do estranho outono de dois mil e vinte, Jeff Tweedy deu ao mundo Love Is The King, a última obra discográfica em nome próprio de um compositor que assenta o seu processo criativo numa concepção de escrita que explora bastante a dicotomia entre sentimentos e no modo criativo e refinado como musica as letras que daí surgem, aliando o seu adn pessoal às tendências mais contemporâneas da folk e do rock alternativo.
Agora, em pleno verão de dois mil e vinte e cinco, Jeff Tweedy volta a colocar-nos em sentido devido ao anúncio de um novo capítulo discográfico da sua carreira a solo. Trata-se de um triplo (?) álbum com um total de trinta canções, intitulado Twilight Override, que irá ver a luz do dia a vinte e seis de setembro, com a chancela da dBpm. Twilight Override foi gravado pelo próprio Tweedy no seu estúdio The Loft, em Chicago, com a ajuda do seu colaborador de longa data, Tom Schick e conta com as participações especiais de James Elkington, Sima Cunningham, Macie Stewart, Liam Kazar e Spencer e Sammy, filhos de Tweedy.
Em jeito de antecipação, Jeff Tweedy acaba de revelar quatro composições desse extenso alinhamento de Twilight Override. Tratam-se dos temas Enough, One Tiny Flower, Out In The Dark e Stray Cats In Spain. Enough é um tema eminentemente contemplativo e intimista, Stray Cats In Spain também carrega essa marca eminentemente reflexiva e pessoal, One Tiny Flower impressiona pela exuberância e Out In The Dark reflete sobre o processo criativo que tem orientado a carreira deste músico extraordinário, que nos vai oferecer, com toda a certeza, mais um impressivo e jubilante tratado folk, dominado por timbres de cordas particularmente estridentes, que abastecem uma constante dicotomia entre sentimentos e confissões, não faltando também, de certeza, algumas nuances mais eletrificadas e radiofónicas, sempre sem descurar a essência eminentemente reflexiva e sentimental da génese do catálogo do músico. Confere os quatro singles e a tracklist de Twilight Override...
01 One Tiny Flower
02 Caught Up in the Past
03 Parking Lot
04 Forever Never Ends
05 Love Is for Love
06 Mirror
07 Secret Door
08 Betrayed
09 Sign of Life
10 Throwaway Lines
01 KC Rain (No Wonder)
02 Out in the Dark
03 Better Song
04 New Orleans
05 Over My Head (Everything Goes)
06 Western Clear Skies
07 Blank Baby
08 No One’s Moving On
09 Feel Free
01 Lou Reed Was My Babysitter
02 Amar Bharati
03 Wedding Cake
04 Stray Cats in Spain
05 Ain’t It a Shame
06 Twilight Override
07 Too Real
08 This Is How It Ends
09 Saddest Eyes
10 Cry Baby Cry
11 Enough