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POND - Stung!

Sábado, 29.06.24

Pouco mais de dois anos após 9, um disco que colocou os Pond voltados para ambientes sonoros com elevado sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de uma maior acessibilidade e abrangência, a banda liderada por Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, está de regresso as discos com Stung!, um alinhamento de catorze canções, que viu recentemente a luz do dia, com a chancela da Spinning Top.

Pond - Stung! | Reviews | Clash Magazine Music News, Reviews & Interviews

O início da carreira dos POND foi particularmente marcante, pelo modo como da psicadelia, à dream pop, passando pelo shoegaze e o chamado space rock, nos deliciaram com a mistura destas vertentes e influências sonoras, sempre em busca do puro experimentalismo e com liberdade plena para irem além de qualquer condicionalismo editorial que pudesse influenciar o processo criativo de um grupo. O disco Man It Feels Like Space Again, editado em dois mil e dezasseis e já, à época, o sexto da carreira da banda australiana, terá sido o expoente máximo desta filosofia estilística que tinha no fuzz rock a sua pedra de toque, talvez a expressão mais feliz para caraterizar o caldeirão sonoro que os Pond reservaram para nós no início da sua carreira. No entanto, a partir do sucessor deste trabalho, o álbum The Weather, lançado no ano seguinte, percebeu-se logo, e um pouco à imagem do que sucedia com a discografia dos Tampe Impala, que as agulhas iriam começar a virar rumo a territórios menos orgânicos e que aquele modus operandi sonoro que fez escola nos anos oitenta e que misturava funk, com pop, R&B, new wave e jazz e que terá tido em Prince o seu expoente máximo, começava a ser influência declarada dos POND no momento de entrarem em estúdio para compôr.

9, lançado em dois mil e vinte e um, sucessor de The Weather e antecessor deste Stung!, confirmou essa tendência, com canções como America's Cup, Human Touch ou Czech Locomotive a aprimorarem um som cada vez mais camaleónico e a colocarem um pouco de lado aquelas guitarras alimentadas por um combustível eletrificado que inflama raios flamejantes que cortam a direito, feitas, geralmente, de acordes rápidos, distorções inebriantes e plenas de fuzz e acidez e que eram a grande imagem de marca dos POND na fase inicial da carreira. Stung! acaba por ser consequência óbvia desta nova fase evolutiva dos POND, com as catorze canções do seu alinhamento a não deixarem de contar com as cordas como sustento importante, mas colocando-as num plano menor, nomeadamente ao nível dos arranjos e dos adornos, cabendo aos sintetizadores e aos teclados o papel principal no que concerne ao arquétipo das composições, quer rítmico, quer melódico.

Logo em Constant Picnic, fica óbvio esta busca de uma certa lisergia sintética planante que calcorreia ambientes sonoros com elevado sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de elevada acessibilidade e abrangência, sem deixar de homenagear, com elevada epicidade, aquela filosofia psicadélica e sensualmente charmosa com que os anos setenta e oitenta do século passado nos brindaram. (I’m) Stung, o segundo tema do alinhamento do álbum, não deixa de contar com uma guitarra encharcada com um riff metalico fulminante, que trespassa uma viola acústica vibrante, uma bateria vigorosa e repleta de variações rítmicas, mas são diversos entalhes sintéticos com elevada cosmicidade, os principais ingredientes que alimentam uma canção opulenta, vigorosa, majestosa e instrumentalmente repleta de detalhes inebriantes e cheios de fuzz e de acidez.

A partir daí, se  no eletropunk blues enérgico e libertário de Neon River e, um pouco adiante, de Boys Don't Crash, temos dois fulminantes exercícios de fusão entre o orgânico e o sintético, em So Lo volta a haver uma guitarra que se insinua enquanto debita um riff metálico fulminante, acompanhada por um baixo exemplar no modo como acama uma batida com um groove tremendamente sensual, mas voltam a ser diversos entalhes sintéticos com elevada cosmicidade, o grande sustento de um estrondoso compêndio de funk rock. Depois, se Black Long pisca o olho a territórios mais progressivos e experimentais, numa espécie de viagem esotérica setentista e se Sunrise For The Lonely e Elf Bar Blues são dois curiosos exercícios de pop eletrónica contemplativa, temas como a majestosa e intrincada Edge Of The World Pt.3, um portentoso exercício de rock progressivo flamejante encharcado com sintetizadores abrasivos e Fell From Grace With The Sea, uma composição que tem num clemente piano a sua grande força motriz, atestam o exercício sensorial a que o disco nos convida incessantemente e mostram o imenso potencial de energia que estas composições recheadas de marcas sonoras rudes, suaves, pastosas, imponentes, divertidas e expressivas, às vezes relacionadas com vozes convertidas em sons e letras e que atuam de forma propositadamente instrumental, nos proporcionam.

Até ao ocaso de Stung!, o instante de eletrofolk psicadélica O'UV Ray e o travo soul jazzístico de Elephant Gun, cimentam a elevada bitola qualitativa de Stung!, um disco que nunca deixa de transparecer, ao longo da sua audição, uma sensação de euforia e de celebração, num alinhamento que tanto ecoa e paralisa, como nos faz dançar como se não houvesse amanhã, sempre no meio de uma amálgama assente numa programação sintetizada de forte cariz experimental e que nos embarca numa demanda triunfal de insanidade desconstrutiva e psicadélica. Se quisermos escutar Stung! com a dedicação que o registo merece, devemos estar cientes de que no som dos POND não há escapatória possível de uma ode imensa de celebração do lado mais estratosférico, descomplicado e animado da vida. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 11:11

The Japanese House – :)

Sexta-feira, 28.06.24

O projeto The Japanese House de Amber Bain chamou a nossa atenção há precisamente um ano com o disco In The End It Always Does, que chegou aos escaparates com a chancela da Dirty Hit e que era, à época, o segundo álbum da carreira da autora, compositora e cantora britânica, sucedendo ao disco de estreia Good At Falling, que viu a luz do dia em março de dois mil e dezanove.

The Japanese House Is Ready to Sweep You Off Your Feet | GQ

Agora, Amber Rain regressa ao nosso radar à boleia de um novo tema com o sugestivo título :). Trata-se de uma luminosa e solarenga canção, encharcada com alguns dos melhores ingredientes da folk acústica contemporânea, ou seja, está repleta de cordas exuberantes, enredadas num registo percussivo bem vincado. É uma que faz justiça ao título, exalando, claramente, uma certa sensação de libertação, de abertura de uma janela arejada e, ao mesmo tempo, contemplativa e esperançosa. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:33

Wilderado - Bad Luck

Quinta-feira, 27.06.24

Com origem em Tulsa, no Oklahoma, os norte-americanos Wilderado de Max Rainer, Tyler Wimpee e Justin Kila, são um dos nomes mais excitantes da nova vaga do indie folk alternativo do lado de lá do atlântico e estão de regresso aos holofotes com um novo disco intitulado Talker, um alinhamento de doze canções produzidas por Chad Copelin e James McAlister e que irá ver a luz do dia a vinte de setembro, com a chancela da Bright Antenna Records.

Wilderado (Band), photo by Ryan Alexander - Out & About Magazine

Bad Luck é o mais recente single retirado do alinhamento de Talker, depois de já termos tido a oportunidade de escutar o tema homónimo e as canções Sometimes e Tomorrow. É uma canção com um travo melancólico bastante vincado e que assenta a sua melodia num baixo rugoso e envolvente, mas encharcado em emotividade, que é depois acompanhado por um registo vocal planante e uma bateria arritmada mas repleta de groove, mas bem vincado e cheio de charme, com algumas sintetizações quase impercetíveis a adornarem um verdadeiro oásis de indie rock luminoso e enleante. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:31

EELS – EELS TIME!

Quarta-feira, 26.06.24

Quase três anos depois do excelente registo Extreme Witchcraft, os Eels de E. (Mark Oliver Everett), Kool G Murder e P-Boo, estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e quatro com Eels Time!, o décimo quinto registo da carreira do grupo norte-americano, um alinhamento de doze canções que viu a luz do dia a sete de junho com a chancela do consórcio E Works e PIAS Recordings.

Eels: 'Both my songs of the year are by people in their 70s!' | The  Independent

Gravado em Los Feliz, na Califórnia, e Dublin, na Irlanda, com a colaboração do músico e ator Tyson Ritter, Eels Time! contém alguns dos temas mais introspetivos e pessoais que Mark Oliver Everett escreveu e compôs na sua carreira, muito à imagem do que criou, por exemplo, no disco End Times, em dois mil e dez. E, diga-se em abono da verdade, essa faceta reveladora é, sem sombra de dúvidas, transversal a toda a carreira dos Eels. Basta pensarmos no conteúdo de Electro-Shock Blues, álbum de mil novecentos e noventa e oito que versava sobre a morte trágica da irmã, no registo The Cautionary Tales Of Mark Oliver Everett, em dois mil e catorze, que era muito inspirado no amor, um campo lexical e uma área vocabular onde sempre se sentiu inspirado, principalmente quando confessa o desconforto e a desilusão que esse sentimento tantas vezes causou na sua vida, ou de Extreme Witchcraft, há pouco mais de dois anos, incubado na ressaca de mais um revés na vida pessoal de Everett, com algumas chagas do seu segundo divórcio ainda muito vivas em várias canções desse disco, para termos apenas mais três exemplos impressivos sobre o modo como essa profunda sinceridade confessional esteve sempre presente na criação artística dos Eels e que, por causa dela, torna-se fácil simpatizar automaticamente com a história de vida desta personalidade fundamental para a descrição de alguns dos mais bonitos momentos sonoros do universo indie das últimas três décadas e que ainda procura, com uma ansiedade controlada e natural, a verdadeira felicidade.

Eels Time! não foge, portanto, a essa permissa, ocupando-se, desta vez, do modo como Everett vive uma espécie de crise de meia idade. Em várias canções percebe-se que o músico pretende dizer que que já viveu e passou por imenso na sua vida e que, após tantos anos, acaba por ser na simplicidade de um passeio a um centro comercial ou no modo como se sente responsável pela sobrevivência de um pequeno peixe dourado, que vê preenchida a sua existência.

Sonoramente, os Eels continuam, de algum modo a surpreender. Aliás, este projeto ainda sobrevive no universo indie rock devido à forma como tem sabido adaptar-se às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo, fazendo-o sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo. E, pelos vistos, por muito que se atrevam a prescutar teritórios mais agressivos, é mesmo no campo da pop e da indie folk que os Eels se sentem mais confortáveis e que conseguem, com particular mestria, criar momentos de sincera e sentida emoção sonora.

Assim, neste álbum, se temas como Goldy ou Lay With The Lambs apostam em territórios sonoros mais eletrificados e, de certo modo, mais angulosos, já em temas como If I'm Gonna Go Anywhere e Sweet Smile um evidente espírito predominantemente acústico foi permissa essencial da construção da base melódica dessas duas canções, acabando também por impressionar pelo inedetismo de alguns entalhes sintetizados que se vão insinuando por cordas acomodadas com sobriedade e por um registo percussivo bem vincado, criando nas mesmas um clima planante e algo psicadélico, com um elevado travo experimentalista, a fazer lembrar a sonoridade predominante dos primeiros discos da banda, nomeadamente o Beautiful Freak, de mil novecentos e noventa e seis.

Eels Time! é, em suma, mais uma narrativa que serve para Everett confessar dores e arrependimentos e desejar que ainda haja um futuro risonho à sua espera, enquanto mantém bem viva a aúrea de um grupo essencial no momento de contar a história do melhor rock alternativo das últimas três décadas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:14

Fontaines D.C. – Favourite

Terça-feira, 25.06.24

Dois anos depois de Skinty Fia, o curioso título do disco que os irlandeses Fontaines D.C. lançaram na primavera de dois mil e vinte e dois, a banda formada pelo vocalista Grian Chatten, os guitarristas Carlos O’Connell e Conor Curley, o baixista Conor Deegan, o contrabaixista Conor Deegan III no contra-baixo e o baterista Tom Coll, parece verdadeiramente apostada em não colocar rédeas na sua veia criativa, tendo anunciado há algumas semanas, como certamente se recordam, o regresso ao formato longa-duração, à boleia de Romance, um alinhamento de onze canções que irá ver a luz do dia a vinte e três de agosto, com a chancela da XL Recordings, a nova etiqueta do grupo.

Fontaines D.C. Take a Trip to Madrid in 'Favourite' Music Video

Starbuster, o segundo tema do alinhamento de Romance, foi o primeiro single retirado do disco e passou por ca em abril. Era uma canção inspirada num ataque de pânico que Chatten viveu na famosa estação ferroviária londrina St. Pancras e tinha uma sonoridade algo sinistra e inquietante.

Agora chega a vez de nos debruçarmos sobre Favourite, o tema que encerra o alinhamento de Romance. Trata-se de uma verdadeira canção de amor, que reflete sobre a rapidez com que esse sentimento nos leva da euforia à tristeza, sem meio-termo. Favourite é uma composição melodicamente rica e encharcada em versos inspirados, com cordas reluzentes e um registo percurssivo tremendamente envolvente a conferirem ao tema uma luminosidade e uma acessibilidade que nem sempre é audível nas propostas sonoras do quinteto.

Confere Favourite e o vídeo do tema dirigido pelos próprios Fontaines D.C., que mostra imagens de uma recente viagem do grupo a Madrid, cidade onde o guitarrista Carlos O’Connell nasceu e cresceu e a cidade que inaugurou a primeira digressão do grupo, além de imagens da infância dos cinco membros da banda...

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publicado por stipe07 às 15:50

Coldplay – feelslikeimfallinginlove

Segunda-feira, 24.06.24

Três anos depois de Music Of The Spheres, os britânicos Coldplay já estão a ultimar o sucessor, um registo intitulado Moon Music, produzido por Max Martin e que deverá ver a luz do dia a quatro de outubro. Moon Music deverá cimentar ainda mais o estatuto dos Coldplay como uma banda de massas da pop e da cultura musical, perfil artístico que o projeto liderado por Chris Martin tem cultivado, em especial na última década.

Coldplay Release New 'Moon Music' Song 'Feelslikeimfallinginlove'

De facto, as propostas mais recentes dos Coldplay têm gravitado muito em torno de uma certa exuberância sonora, que mescla uma enorme variedade de estilos que vão sendo bem sucedidos comercialmente, nomeadamente a eletrónica e aquele rock épico, de forte cariz radiofónico e repleto de sintetizações.

feelslikeimfallinginlove, o primeiro single divulgado do alinhamento de Moon Music, entronca nestas permissas, mesmo tendo, liricamente, na linha da frente um lado muito intimista, simples e humano. Sonoramente, o cruzamento entre guitarras e sintetizadores originou mais uma canção com elevada epicidade e, como tem sido norma, claramente pensada para se tornar em mais um hino que resulte em concertos de estádio. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:14

Orcas - Next Life

Domingo, 23.06.24

Thomas Meluch aka Benoît Pioulard e Rafael Anton Irisarri são a dupla que dá vida ao projeto norte-americano Orcas, que baseia a sua sonoridade em elementos melódicos clássicos, etéreos e na eletrónica de cariz mais acústico e ambiental. A dezanove de julho vão regressar aos discos com um alinhamento de dez canções intitulado How to Color A Thousand Mistakes e que terá a chancela da insuspeita Morr Music.

Orcas Band Interview - Rafael Anton Irisarri, Benoit Pioulard - REDEFINE  magazine

How to Color A Thousand Mistakes sucede ao registo Yearling que viu a luz do dia em dois mil e catorze e há cerca de um mês divulgámos Riptide, o single de apresentação do disco. Agora chega a vez de conferirmos Next Life, a quinta canção do alinhamento de How To Colour A Thousand Mistakes.

Sintetizações planantes cósmicas, uma guitarra com um timbre ecoante com um elevado travo progrssivo e psicadélico e o habitual registo vocal ecoante e adocicado, são nuances que fazem de Next Life um belo tratado de dream pop, que calcorreia territórios eminentemente esotéricos e sintéticos, mas que também não deixa de conter um certo travo aquele indie rock mais contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, encarnando uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro e que, num período de algum marasmo, deveria ser uma estética com maior acolhimento junto do público. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:19

Ra Ra Riot – The Wish

Sexta-feira, 21.06.24

Cinco anos depois do disco Superbloom, que foi minuciosamente dissecado à época pela nossa redação, os Ra Ra Riot de Wes Miles e ao qual se juntam atualmente Mathieu Santos, Milo Bonacci, Rebecca Zeller e Kenny Bernard, estão finalmente de regresso ao nosso radar com uma nova canção intitulada The Wish, que foi produzida por Rostam Batmanglij, membro dos Vampire Weekend, que partilha com Wes Miles o projeto paralelo Discovery.

Ra Ra Riot Return With First New Song in Five Years: Listen | Pitchfork

The Wish coloca os Ra Ra Riot na senda de uma pop nostálgica de elevado perfil acústico, mas sem deixar de exalar luminosidade e cor, entroncando, à boleia de cordas reluzentes tocadas com um declarado perfil radiofonico,  nas tendências mais atuais da pop folk, que misturam cordas e sintetizadores, quase sempre com cor e irrepreensível assertividade melódica. The Wish é uma canção bonita, apelativa e que coloca os Ra Ra Riot na rota de uma sonoridade otimista e de fácil assimilação, mas sem deixar de demonstrar um superior quilate criativo. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 17:16

Pond - So Lo

Quinta-feira, 20.06.24

Pouco mais de dois anos após 9, um disco que colocou os Pond voltados para ambientes sonoros com elevado sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de uma maior acessibilidade e abrangência, a banda liderada por Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, está de regresso as discos com Stung!, um alinhamento de catorze canções, que irá ver a luz do dia já amanhã, com a chancela da Spinning Top.

Como certamente se recordam, no final do último inverno passou por cá Neon River, uma composição de forte cariz lisérgico e poucas semanas depois dançámos ao som de (I’m) Stung, o segundo tema do alinhamento do álbum.

Agora, chega a vez de dançarmos novamente, mas ao som de So Lo, o terceiro single retirado do alinhamento do álbum. Uma guitarra insinuante que debita um riff metalico fulminante, um baixo exemplar no modo como acama uma batida com um groove tremendamente sensual e diversos entalhes sintéticos com elevada cosmicidade, são os ingredientes que alimentam So Lo, um estrondoso compêndio de funk rock cheio de fuzz e de acidez. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:57

Wand - JJ

Quarta-feira, 19.06.24

Os Wand são uma banda norte americana, oriunda de Los Angeles e liderada por Cory Hanson, um músico que toca regularmente com Mikal Cronin e os Meatbodies. Tocam um indie punk rock psicadélico, progressivo, experimental e fortemente aditivo e Ganglion Reef, o disco de estreia, editado em dois mil e catorze, foi um marco e uma referência para os amantes do género. No ano seguinte, Golem, o sempre difícil segundo disco, tinha no fuzz rock a sua pedra de toque, talvez a expressão mais feliz para caraterizar o caldeirão sonoro que os Wand reservam para nós.

Asal Shahindoust

Agora, quase uma década depois, os Wand regressam ao nosso radar à boleia de JJ, o mais recente avanço divulgado de Vertigo, o disco que a banda tem pronto para colocar nos escaparates muito em breve e que sucede ao álbum Laughing Matter, editado em dois mil e dezanove.

JJ é uma intrincada e intimista canção, uma espécie de upgrade de adição psicotrópica com elevada lisergia. Sintetizadores munidos de um infinito arsenal de efeitos e sons originários das mais diversas fontes instrumentais, reais ou fictícias, uma secção rítmica feita com um baixo pulsante e uma bateria com um forte cariz étnico, que é várias vezes literalmente cortada a meio por riffs de guitarra, numa sobreposição instrumental em camadas, onde vale quase tudo, é a essência sonora de uma desarmante canção, que também não descura um forte sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de acessibilidade que se saúda. Um belo regresso destes Wand!

Confere JJ e o vídeo do tema assinado por Vernon Chatman e o coletivo lilfuchs, o artwork e a tracklist de Vertigo e Smile, o primeiro single do disco, tema que os Wand divulgaram em maio...

Hangman
Curtain Call
Mistletoe
JJ
Smile
Lifeboat
High Time
Seaweed Head

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publicado por stipe07 às 16:43


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