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The KVB – Labyrinths

Quarta-feira, 31.01.24

Os londrinos The KVB construiram na última meia década um firme reputação que permite afirmar, com toda a segurança, que são, atualmente, uma das melhores bandas a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta. Formados pela dupla Nicholas Wood e Kat Day, os The KVB deram nas vistas em dois mil e dezoito com o registo Only Now Forever, criaram semelhante impacto no ano seguinte com o EP Submersion e, em dois mil e vinte e um com o disco Unity e no verão do ano passado enriqueceram ainda mais o seu catálogo à custa de Artefacts (Reimaginings From The Original Psychedelic Era), um disco que chegou aos escaparates a doze de maio com a chancela da Cleopatra Records, uma etiqueta independente sedeada em Los Angeles. Agora, quase um ano após esse registo, a dupla prepara-se para regressar aos discos com Tremors, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Invada Records.

Gravado entre Bristol e Manchester com a ajuda do produtor James Trevascus, Tremors deverá, de acordo com o próprio projeto, aprofundar os conceitos de distopia e apocalipse, que estiveram sempre presentes no ideário lírico dos The KVB, mas de um modo mais pessimista e profundo, abordando também os conceitos de perda, resistência, lamento e aceitação de mudanças inevitáveis.

Labyrinths é o primeiro single revelado do alinhamento de Tremors. É um verdadeiro tratado de indie punk rock progressivo, enérgico e abrasivo, com um travo geral denso, agressivo e sujo, que encontra o seu principal sustento em guitarras encharcadas em distorções vigorosas, na impetuosidade da bateria e na cosmicidade dos sintetizadores, instrumentos que se entrelaçam na construção de uma canção que espreita perigosamente uma sonoridade muito próxima da pura lisergia. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:19

The Smile – Wall Of Eyes

Terça-feira, 30.01.24

Cerca de ano e meio depois de A Light For Attracting Attention, o disco de estreia do projeto The Smile que reúne Thom Yorke e Jonny Greenwood, o chamado núcleo duro dos Radiohead, com Tom Skinner, baterista do Sons of Kemet, a banda está de regresso com um novo álbum intitulado Wall Of Eyes, um alinhamento de oito canções que viu a luz do dia recentemente, com a chancela da XL Recordings.

The Smile 'Wall of Eyes' Review

Já em junho do ano passado tinha ficado a pairar no ar a ideia de que os The Smile teriam na forja um novo disco, quando divulgaram o single Bending Hectic, uma canção que fez parte do alinhamento apresentado pelo trio em alguns dos seus concertos de verão e que, contando com a participação irrepreensível de alguns membros da London Contemporary Orchestra, oferecia-nos, em pouco mais de oito minutos, uma fina e vigorosa interseção entre o melhor dos dois mundos, o do orgânico e o do sintético, de modo exemplarmente burilado. Essa suspeita inicial acabou por se confirmar, materializando-se num disco que agrega nas suas oito composições um fabuloso conteúdo sonoro, lírico e conceptual.

De facto, Wall Of Eyes capitaliza todos os atributos intepretativos do trio que assina os seus créditos e que, partindo dessa base, soube rodear-se de outros músicos que, em momentos chave do álbum, como é o caso do clarinete e do saxofone de Robert Stillman em Read The Room e Friend Of A Friend, ou da flauta de Pete Warehan em Teleharmonic e também em Read The Room, só para citar dois exemplos, foram preponderantes para acentuar um charmoso e contemporâneo ecletismo que materializa uma fina e vigorosa interseção entre o melhor de dois mundos, o do orgânico e o do sintético, de modo exemplarmente burilado, tendo, na sua génese, o jazz como pedra de toque e uma mescla entre rock alternativo e eletrónica ambiental como traves mestras no adorno e na indução de cor e alma a um catálogo de canções de forte cariz intimista e que apenas revelam todos os seus segredos se a sua audição for dedicada.

Logo a abrir o registo, o tema homónimo oferece-nos um portento de acusticidade intimista, sem colocar em causa a personalidade eminentemente rugosa e jazzística do projeto. Cordas dedilhadas com vigor, exemplarmente acompanhadas por um baixo pulsante, sustentam a voz enleante e profundamente enigmática de Yorke, enquanto diversos efeitos se vão entalhando na melodia, ampliando o efeito cinematográfico da mesma. É uma canção repleta de nuances, pormenores, sobreposições e encadeamentos, num resultado final indisfarçadamente labiríntico e que, mesmo não parecendo, guarda em si também algo de grandioso, comovente e catárquico. Depois, Teleharmonic parece querer imobilizar-nos definitivamente porque afunda-nos numa angulosa espiral cósmica hipnotizante, mas o travo progressivo de Read The Room, que paira no regaço de um carrocel psicadélico de sintetizações e distorções e efeitos, logo nos recorda novamente que estas são, acima de tudo, canções feitas para atiçar, inflamar zonas de conforto e deixar definhar apatias e desconsolos.

O disco prossegue e se a robótica guitarra que introduz Under Our Pillows nunca desarma no modo como nos inquieta, enquanto conduz uma abrasiva composição que em pouco mais de seis minutos nos inebria com um punk jazz rock de elevadíssimo calibre, já em Friend Of A Friend, os diversos entalhes sintéticos e alguns sopros, assim como o registo vocal ecoante de Yorke, dão asas a um tema que inicialmente cresce em arrojo e acalma repentinamente para, logo depois, numa espécie de jogo sonoro do toca e foge, deixar-nos, uma vez mais, irremediavelmente presos à escuta.

Até ao ocaso de Wall Of Eyes, a melancolia comovente de I Quit, o bucolismo etéreo e introspetivo de Bending Hectic que, curiosamente, fica ainda mais vincado e realista quando aos seis minutos explode numa majestosa espiral de imediatismo e de rugosidade labiríntica e a longínqua cândura do piano que se insinua em You Know Me!, rematam, com notável nível de destreza, bom gosto e requinte, a essência de Wall Of Eyes, um disco que disserta com gula sobre cinismo, ironia, sarcasmo, têmpera, doçura, agrura, sonhos e esperança, enquanto se torna num portento de indie rock do mais contemporâneo, atual e sofisticado que é possível escutar nos dias de hoje.

De facto, Wall Of Eyes é um álbum excitante e obrigatório, não só para todos os seguidores dos Radiohead, mas também para quem procura ser feliz à sombra do melhor indie rock atual, independentemente do seu espetro ou proveniência estilística. O alinhamento do registo contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica, materializando a feliz junção de três músicos que acabaram por agregar, no seu processo de criação, o modus operandi que mais os seduz neste momento e que, em simultâneo, melhor marcou a sua carreira, quer nos Radiohead, quer nos Sons Of Kemet. É um disco experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 13:49

Elbow – Lovers’ Leap

Segunda-feira, 29.01.24

Dois anos depois de Flying Dream 1, os Elbow já têm pronto Audio Vertigo, o décimo registo de originais do grupo formado por Guy Garvey, Craig Potter, Mark Potter e Pete Turner. O novo álbum da banda britânica irá ver a luz do dia a vinte e dois de março, com a chancela do consórcio Polydor / Geffen e será certamente mais um notável e majestoso marco discográfico na carreira de uma das bandas fundamentais do cenário indie britânico deste milénio.

Listen to the brand new Elbow single Lovers' Leap here...

De facto, majestosidade é um dos conceitos que assalta, desde logo, os ouvidos mais atentos e familizarizados com o catálogo dos Elbow, assim que se escuta Lover's Leap, o primeiro single retirado do alinhamento de Audio Vertigo. É uma composição vibrante e intensa, instrumentalmente riquíssima e que até contém um curioso travo inicial latino. Os saxofones e os trompetes, assim como um registo percurssivo e um baixo intensos e impulsivos, induzem no tema um clima intenso e recheado de astúcia e virtuosismo. Os Elbow estão em grande forma e Audio Vertigo vai ser, certamente, um dos grandes marcos discográficos de dois mil e vinte e quatro. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:57

Basalto - Blunt Knives

Sábado, 27.01.24

Guilherme de Sousa é a mente criativa que lidera um novo projeto sonoro nacional bastante interessante chamado Basalto. O músico nasceu em Viana do Castelo há trinta anos, onde concluiu o quinto grau de clarinete e formação musical. Ingressou na ACE no Porto, em dois mil e nove e continuou a estudar teatro na ESMAE. Em dois mil e dezasseis, frequentou a Pós-Graduação em Dança Contemporânea, promovida pela ESMAE e pelo Teatro Municipal do Porto. Três anos depois fundou, com Pedro Azevedo, a associação cultural BLUFF e agora, em dois mil e vinte e quatro, estreia-se nos lançamentos discográficos à boleia de um EP intitulado Blunt Knives.

Basalto antecipa EP de estreia com single "Blunt Knives" - LOOK mag

Este EP de estreia de Basalto contém seis canções e resultou da criação musical que Guilherme de Sousa desenvolveu nos últimos dois anos. Vai ser editado daqui a cerca de um mês e para gravar o alinhamento o autor contaou com a colaboração dos músicos Rui Gaspar (First Breath After Coma), Sofia Ribeiro (LINCE, We Trust) e Mariana Leite Soares.

Partindo de uma experiência autobiográfica, procurou o seu lugar próprio num universo musical melancólico, sombrio e de sonoridades tristesO recurso autobiográfico para a composição dos temas facilmente se dilui na construção de uma ficção, esmorecendo os factos que fariam dele um auto-retrato fidedigno - as tristezas são empoladas e os dramas exacerbados. Sonoramente, o EP plasma várias abordagens musicais e inspirações, ainda que todas bastante ancoradas numa influência cinematográfica, pelos seus arranjos e melodias de tonalidade triste e melancólica, num tom sempre dramático, imaginadas para ambientes noturnos e pelas suas nuances sombrias, de beats arrastados e lânguidos.

Depois de terem sido já retirados do EP os singles Little Boy Big Tears e Melt In You, agora chega a vez de escutarmos a canção que dá nome ao lançamento. Blunt Knives propõe um mergulho um tanto sombrio nos meandros da tristeza. É uma música sobre o peso da incerteza no amor, as mágoas e medos que ela origina e o poder que tem sobre projeções e idealização do futuro. Uma voz (ou mais) acompanhada por um piano, num tom trágico, tão dramático quanto frágil. Escrita e composta por Basalto e produzida com a ajuda de Sofia Ribeiro (LINCE, We Trust), Blunt Knives é uma música que nasce de um momento mais solitário e auto-reflexivo, mas que se manifesta como (mais) uma carta de amor. Confere...

Instagram: https://www.instagram.com/basalto.music/

Facebook: https://www.facebook.com/musicbasalto

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publicado por stipe07 às 17:52

Geographer - Van Halen

Sexta-feira, 26.01.24

Os Geographer são uma banda natural de São Francisco, na Califórnia, um trio formado por Michael Deni (voz, guitarra), Nathan Blaz (violoncelo, sintetizadores) e Brian Ostreicher (bateria). No verão de 2005, há já quase vinte anos, após uma série de mortes na família de Deni, ele deixou Nova Jersey e foi viver para São Francisco. Aí conheceu Blaz e Ostreicher e juntos formaram este grupo que se estreou nos discos em 2008 com Innocent Ghosts. Dois anos depois, em 2010, surgiu o EP Animal Shapes e a vinte e oito de fevereiro de dois mil e doze Myth, o sempre difícil segundo álbum, através da Modern Art Records. Três anos depois, os Geographer completaram a sua triologia inicial com mais um Ghost, neste caso o Ghost Modern, um novo compêndio de doze canções, que viram a luz do dia a vinte e quatro de março de dois mil e quinze através da Roll Call Records.

Geographer - Van Halen

Oito anos depois de Ghost Modern, os Geographer regressam ao nosso radar devido a A Mirrror Brightly, o novo disco do grupo, um novo alinhamento de catorze canções que deverá chegar aos escaparates em fevereiro e que antecipámos no início deste mês de janeiro com o single The Burning Handle, uma canção que aborda a temática dos sonhos, nomeadamente o facto de todos nós falarmos sobre eles e de admitirmos que gostávamos que muitos se realizassem, mas que é raríssimo isso acontecer.

Agora, cerca de três semanas depois, chega a vez de contemplarmos Van Halen, um luminoso e efusiante hino sonoro que encontra fortes reminiscências naquela pop de forte cariz sintético que fez escola nos anos oitenta. Em Van Halen, certamente uma homenagem à mítica banda de hard rock do final do século passado, uma batida sintética abrasiva é continuamente trespassada por cordas das mais diversas proveniências e outros efeitos planantes, com o refrão a ser conduzido por uma guitarra abrasiva, num resultado final majestoso e algo épico. Confere..

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publicado por stipe07 às 17:46

Pete Astor – Model Village

Quinta-feira, 25.01.24

Quase ano e meio depois de Time On Earth e meia década depois do muito recomendável registo One For The Ghost, o britânico Pete Astor, músico já veterano nestas andanças, tendo ao longo da sua carreria dado a cara por bandas tão proeminentes como os The Loft ou os The Weather Prophets, está de regresso com um novo single intitulado Model Village. Esta nova canção de Pete Astor é o primeiro avanço revelado de um novo álbum do músico intitulado Tall Stories & New Religions, que irá ver a luz do dia a quinze de Março com a chancela da Tapete Records.

Tall Stories & New Religions | Pete Astor

A comemorar quarenta anos de carreira, Pete Astor resolveu olhar para trás e ir ao baú buscar algumas das primeiras canções que gravou, dando-lhes uma diferente roupagem e, assim, uma nova vida. São músicas que apareceram pela primeira vez em registos de combos liderados por Astor, como os pioneiros da Creation Records The Loft e The Weather Prophets e os artistas da Matador The Wisdom of Harry, bem como em seleções de álbuns a solo que apareceram em editoras como a Danceteria e a Static Caravan. Para as recriar novamente Pete Astor contou om a ajuda inestimável de vários músicos de relevo, nomeadamente o baterista Ian Button (Death in Vegas, Papernut Cambridge, Go Kart Mozart), o baixista Andy Lewis (Paul Weller, Soho Radio e Blow Up DJ), o guitarrista Wilson Neil Scott (Summerhill, Felt, Everything But the Girl) e o teclista/ multi-instrumentista/ produtor Sean Read (Dexys, Mark Lanegan, Dave Gahan, Iggy Pop, Manic Street Preachers, Beth Orton, Chrissie Hynde…).

De acordo com o autor, algumas músicas foram efetivamente reexaminadas da mesma forma que alguém se pode debruçar sobre uma imagem ressonante de uma caixa de fotografias antigas, conectando-se com a essência de um eu mais jovem. Outras canções foram recentemente reformuladas em tons mais sábios e reflexivos, enquanto outras simplesmente exigiram a exumação de uma não produção deliberadamente opaca e lo fi

Canção animada, luminosa e encharcada naquela sonoridade pop folk algo cósmica e luminosa e ligeiramente lo fi, Model Village acaba por personificar na perfeição aquele que deverá ser o espírito sonoro de Tall Stories & New Religions, já que na canção o músico demonstra toda a sua destreza com a viola e a guitarra e a capacidade inata que possui para criar música conseguindo abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:47

Villagers – That Golden Time

Quarta-feira, 24.01.24

Os irlandeses Villagers são, neste momento, praticamente monopólio da mente criativa de Conor O'Brien e estão já na linha da frente do universo indie folk europeu, pelo modo criativo e carregado com o típico sotaque irlandês, como replicam o género, ainda por cima oriundos de um país com fortes raízes e tradições neste estilo musical. Com um trajeto musical bastante profícuo nos últimos anos, além de intenso e rico, com momentos discográficos significativos do calibre de Becoming a Jackal (2010), {Awayland} (2013), Darling Arithmetic (2015) e The Art Of Pretending To Swim (2018), entre outros, os Villagers têm finalmente nos escaparates um sucessor para o também fantástico The Fever Dream, de dois mil e vinte e um.

RobMoro TV | Villagers – 'That Golden Time' – RobMoro

Chama-se That Golden Time o novo álbum dos Villagers, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a dez de maio próximo, bem a tempo de incendiar com encanto uma primavera que todos já ansiamos e que poderá muito bem ser ainda mais bonita ao som de um álbum que será, com toda a certeza, um alinhamento recheado de composições instrumentalmente irrepreensíveis e com uma delicadeza e um charme inconfundíveis, tendo em conta o tema que lhe dá nome e que acaba de ser lançado em formato single.

De facto, a canção That Golden Time é um portento de sentimento e cor, abraçado por cordas reluzentes e com uma amplitude sónica impressiva. É, portanto, uma porta de entrada que se escancara para um universo em que, sem dúvida nenhuma, poderemos vivenciar diferentes sensações que nos levarão da alegria contagiante à tristeza contemplativa num abrir e fechar de olhos e quase sem darmos por isso, de um modo otimista e festivo, mas tambêm cândido e aconchegante. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:24

Cage The Elephant – Neon Pill

Terça-feira, 23.01.24

Cinco anos depois de Social Cues, os norte americanos Cage The Elephant, de Matt Schultz (voz), Brad Schultz (guitarra), Jared Champion (bateria), Daniel Tichenor (baixo) e Lincoln Parish (guitarra), estão finalmente de regresso com um novo single intitulado Neon Pill. Esta nova canção do projeto natural de Bowling Green, no Kentucky, foi gravada nos Texas e produzida por John Hill.

Cage the Elephant Release New Song “Neon Pill”

Neon Pill ainda não traz atrelado o anúncio do sucessor de Social Cues, mas oferece-nos uns Cage The Elephant a manterem bastante firme a bitola que orientou o alinhamento desse disco de dois mil e dezanove e que balançava entre a típica rugosidade daquele rock feito sem adereços desnecessários e a calorosa e acústica pop, tudo misturado com um salutar experimentalismo psicadélico.

De facto, o refrão algo imprevisível e o clima constantemente rugoso, mas melodicamente aditivo de Neon Pill, e a forma como as cordas são  manuseadas e produzidas, são detalhes do tema que comprovam a firmeza dos Cage The Elephant no seu propósito de criar sem preocupações estilísticas ou de obediência cega a fronteiras sonoras, concebendo, ao mesmo tempo, canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa, ao mesmo tempo que brincam com os nossos sentimentos mais íntimos, uma faceta também essencial do adn deste grupo. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:21

Real Estate – Haunted World

Segunda-feira, 22.01.24

Pouco mais de três anos após o registo The Main Thing, os Real Estate de Martin Courtney, Alex Bleeker, Matt Kallman, Julian Lynch e Sammi Niss, estão de regresso com Daniel, o seu quinto disco da carreira, um alinhamento de onze canções que foi produzido por Daniel Tashian (Kacey Musgraves, Demi Lovato) e que irá ver a luz do dia a vinte e três de fevereiro do próximo ano, com a chancela da Domino Records.

Real Estate libera videoclipe da balada "Haunted World" - A Rádio Rock -  89,1 FM - SP

Water Underground, o terceiro tema do alinhamento de Daniel, foi, no início do passado mês de novembro, o primeiro single retirado deste novo álbum do grupo natural de Ridgewood, em Nova Jerséi. Era  uma curiosa canção, suave e aconchegante, em que intimidade e acessibilidade se confundiam, à boleia de cordas reluzentes e arranjos luminosos, num resultado final com um travo surf intenso e harmonioso, banhado pelo sol dos subúrbios e com um certo toque psicadélico.

Agora, cerca de mês e meio depois, Haunted World, a segunda canção do alinhamento do disco, é quem ganha protagonismo e direito a lançamento em formato single. Haunted World reforça as permissas estilísticas acima discriminadas relativamente a Water Underground mas, encharcada em guitarras vibrantes, aposta numa toada mais íntima e etérea. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:37

The Black Keys – Beautiful People (Stay High)

Domingo, 21.01.24

Ohio Players é o curioso título do novo disco dupla The Black Keys de Dan Auerbach e Patrick Carney, natural de Akron, no Ohio. Sucede a Delta Kream, um delicioso alinhamento de versões, que viu a luz do dia em maio de dois mil e vinte e um e que, à época, pretendeu homenagear grandes nomes do hill country blues do norte do Mississippi, nomeadamente R. L. Burnside e Junior Kimbrough, John Lee Hooker, Mississippi Fred McDowell, Big Joe Williams e Ranie Burnette, entre outros.

The Black Keys Preview New Album 'Ohio Players' With New Single

Décimo primeiro registo da carreira dos The Black Keys, Ohio Players, cujo nome é inspirado numa lendária banda funk de Dayton com esse nome, pretende, de acordo com a dupla, materializar e celebrar as raízes sonoras que fizeram com que este projeto nascesse há já duas décadas.

O álbum irá ver a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Nonesuch e Beautiful People (Stay High) é o primeiro tema divulgado de um alinhamento que irá ter como convidados especiais nomes tão proeminentes como Beck, Dan The Automator, que participam nesta canção Beautiful People (Stay High) e Noel Gallagher e Greg Kurstin.

No groove firme das guitarras, cada nota de Beautiful People (Stay High) e todos os seus acordes, plasmam o modo como diversão e entretenimento foram, certamente, sensações muito presentes no estúdio durante a gravação de um tema que replica um som maduro, quente, vibrante e enfumarado, como se exige a um tratado de blues rock com charme e personalidade. Confere...

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publicado por stipe07 às 08:57


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