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Ball Park Music – Sunscreen

Quarta-feira, 03.11.21

Sete anos depois de termos analisado um disco com o curioso nome Puddinghead, voltamos a colocar os nossos holofotes sobre os Ball Park Music , uma banda oriunda de Brisbane, na Austrália, formada por Sam Cromack, Jennifer Boyce, Paul Furness, Daniel Hanson e Dean Hanson. Eles têm um novo single intitulado Sunscreen, o primeiro sinal de vida da banda depois do excelente disco homónimo que lançaram em dois mil e vinte e que foi, à altura, o sexto da carreira do projeto.

Ball Park Music Release New Single 'Sunscreen' Just In Time For Summer

Sunscreen tem na sua génese alguns dos cânones fundamtais do melhor indie rock contemporâneo. É uma vigorosa canção, sustentada numa bateria enleante, adornada por diversos efeitos deambulantes e uma guitarra com um perfil melódico algo rugoso, mas bastante intuitivo, um tema onde os arranjos e a combinação entre cordas, teclas, bateria e teclados e as mudanças de ritmo constantes impressionam verdadeiramente, mostrando que estes Ball Park Music são um grupo que tem realmente no seu seio músicos extremamente competentes e criativos. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:47

Wye Oak – Its Way With Me

Terça-feira, 02.11.21

Foi há cerca de um ano que os infatigáveis Wye Oak nos ofereceram No Horizon, um EP desta dupla de Baltimore formada por Jenn Wasner e Andy Stack. Mestres da folk e do indie rock, mas com um cardápio sonoramente cada vez mais eclético, suportado por uma sólida carreira de pouco mais de uma década cujos maiores trunfos são a belíssima voz de Jenn e o magnífico trabalho instrumental de Andy, os Wye Oak têm solidificado, nas suas últimas propostas discográficas, nomeadamente o disco de dois mil e dezoito,The Louder I Call, The Faster It Runs, uma opção clara por sonoridades mais contemporâneas e direcionadas, essencialmente, para cruzamentos entre a pop e a eletrónica.

Wye Oak – Its Way With Me – The Predatory Wasp

Assim, fiéis à natureza maleável da banda e abrigados pela Merge Records, os Wye Oak voltaram a dar sinais de vida em junho último com um novo tema intitulado TNT, uma sólida composição exemplarmente ornamentada com uma vasta miríade de efeitos acústicos e sintetizações encharcadas de charme, mas também de sobriedade. Esse tema ganha agora companhia e um parceiro, uma nova composição intitulada Its Way With Me, que fala sobre a necessidade de todos sentirmos paz quando vivemos no meio do caos. A mesma tem nas cordas o grande trunfo melódico, adornadas por gentis teclados, num resultado final feito de um hipnotismo imponente e meticulosamente traçado de modo a oferecer ao ouvinte o máximo impacto, mas também uma elevada dose de gentileza e magia. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:19

Suuns - The Witness

Segunda-feira, 01.11.21

Os Suuns são um dos segredos mais bem guardados do panorama alternativo canadiano. Apareceram em dois mil e sete pela mão do vocalista e guitarrista Ben Shemie e do baixista Joe Yarmush, aos quais se juntaram, pouco depois, o baterista Liam O'Neill e o teclista Max Henry. Estrearam-se nos álbuns em dois mil e dez com Zeroes QC e três anos depois chegou o extraordinário Images Du Futur, um trabalho que lhes elevou o estatuto grandemente, tendo merecido enormes elogios, não só no Canadá, mas também nos Estados Unidos e na Europa. Já na segunda metade da última década a dose dupla Hold/Still e Felt manteve a bitola elevada, dois discos que confirmaram definitivamente que estamos na presença de um grupo especial e distinto no panorama indie e alternativo atual.

SUUNS announce new album “The Witness”, out September 3rd | Secret City  Records

The Witness, o quinto e mais recente disco da carreira dos Suuns, verdadeiros músicos e filósofos, além de não colocar minimamente em causa a herança do projeto, oferece-nos, principalmente ao nível da escrita e da composição, mais um fantástico naipe de canções com um forte cariz impressivo e realístico. Neste alinhamento de oito canções, que tem na sua génese o jazz experimental, explícito, por exemplo, nos sopros e no baixo da sonhadora Clarity, mas também na pafernália de ruídos sintéticos que abastecem The Fix, nomeadamente no modo como as cordas espreitam no meio do caos, os Suuns refletem sobre a contemporaneidade que os inquieta e os absorve, criando um alinhamento sedutoramente intrigante, bem no centro de um noise rock apimentado, convém também dizê-lo, por uma implícita dose de punk dance.

Este piscar de olhos a terrenos mais progressivos e concorrenciais, digamos assim, torna-se explícita na desafiadora Witness Protection, mas The Witness ganha contornos de excelência quando abraça a eletrónica mais ambiental. Go To My Head, um tratado de luminosidade atmosférica bastante peculiar e climática, é a canção que de modo mais explícito carrega nos ombros esta medalha, mas Timebender é o exemplo máximo e mais feliz deste modus operandi sem paralelo, que baliza The Witness. É uma composição de forte travo R&B, repleta de sons da natureza das mais diversas proveniências, mescladas com um registo vocal robótico, que além de nos aproximar de uma sonoridade algo amena e introspetiva, também nos interpela com a ambiguidade atual em que vivemos ,entre a preservação do nosso lar e, fruto do avanço tecnológico, o rumo desenfreado até um futuro imprevisível.

Simultaneamente existencial e sinistro e arrebatadoramente humano, The Witness é, talvez, o disco mais cândido e direto do grupo. Assenta numa definição estrutural quase metódica e, independentemente das diversas abordagens que cada canção contém, tem aquele toque experimental que nos faz crer, logo à primeira audição, que este é um disco colossal, mas também tremendamente reflexivo. Os pássaros que chilrreiam e os trompetes que espreitam por entre cascatas de sintetizações várias, que se sucedem com uma cadência perfeita, em Third Stream, avisam-nos, no imediato, que este é um disco cinematograficamente luminoso, mas também profundamente orgânico, projetado num conjunto de canções com uma base sonora bastante peculiar e climática, ora banhadas por um doce toque de psicadelia narcótica a preto e branco, ora consumidas por um teor ambiental denso e complexo. The Witness é, em suma, música futurista para alimentar uma alquimia que quer descobrir o balanço perfeito entre idealismo e conflito, criada por músicos assertivos, mas também capazes de romper limites, quer entre belíssimas sonorizações instáveis, mas também no seio de pequenas subtilezas, numa busca clara de harmonia entre a celebração e o apoteótico. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:01


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