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Jay-Jay Johanson – Why Wait Until Tomorrow

Sábado, 30.01.21

Foi há cerca de um ano que chegou aos escaparates Niagara Falls, o último álbum do sueco Jay-Jay Johanson, um riquíssimo reportório de experimentações sónicas que cimentaram o percurso sonoro tremendamente impressivo e cinematográfico de um dos nomes mais relevantes da pop europeia das últimas três décadas. Agora, no início da próxima primavera, o Jay-Jay Johanson está de regresso com um novo álbum intitulado Rorschach test e do qual acaba de ser revelado o single Why wait until tomorrow.

The King Cross Tour de Jay-Jay Johanson está quase em Portugal ~ Threshold  Magazine

Este primeiro tema extraído do alinhamento de Rorschach test é um verdadeiro tratado de indie pop, no qual um vigoroso baixo acama, além da voz melancólica e sedutora do autor, uma arrebatadora e sensual melodia, revestida de sons intrincados e algo misteriosos, eminentemente de origem sintética e no qual sobressaem batidas e efeitos percurssivos de cariz eminentemente experimental. Confere...

Jay-Jay Johanson - Why Wait Until Tomorrow

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publicado por stipe07 às 15:27

Fontaines D.C. – A Heros Death (Soulwax Remix)

Sexta-feira, 29.01.21

Os irmãos génios belgas da eletrônica Dewaele, que quando são DJs chamam-se 2ManyDJs e como banda Soulwax, pegaram em A Hero’s Death, o tema homónimo do último álbum dos irlandeses Fontaines DC e fizeram com ele uma incrível remistura. Recordo, já agora, que este trabalho dos Fontaines DC ficou em sexto lugar na lista dos melhores trabalhos de dois mil e vinte para esta redação, um disco que tem o dom de soar a uma espécie de filme de terror, mas captado num registo algo comediante, como se exige a um projeto que sempre se fez notar por uma filosofia estilística de choque com convenções e normas pré-estabelecidas. É um disco que contém onze enraivecidas canções, assentes num punk rock de elevado calibre e com uma forte toada abrasiva, temas que enriquecem o modus operandi de um projeto único no panorama alternativo contemporâneo e que parece disposto a não ser visto no futuro, como um cometa que passou, brilhou no momento e depois foi esquecido no ocaso do tempo e do espaço negro e profundo, mas que se quis manter à tona, altivo e agitador, tornando-se num dos grupos mais influenciadores do indie rock contemporâneo.

Listen to Soulwax's new remix of Fontaines D.C.'s 'A Hero's Death'

Voltando à remistura do tema que dá nome a este disco, lançada digitalmente via Partisan, em colaboração com os próprios Soulwax, tendo também uma tiragem limitada de mil vinis estampados à mão, nela está nitidamente impresso o adn sonoro dos irmãos Dewaele. O resultado, conduzido por uma espetacular linha de baixo e diversos arranjos percurssivos enleantes, é um extraordinário tratado de eletropop, vigoroso, insinuante, sexy e cheio de funk, tremendamente dançável e divertido e sem deturpar o forte cariz filosófico do original pensado por Grian Chatten e que carrega nas costas uma grande parte da herança musical e literária de Dublin, a cidade dos Fontaines D.C.. Confere...

Fontaines D.C. - A Heros Death (Soulwax Remix)

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publicado por stipe07 às 11:05

Django Django – Free From Gravity

Quinta-feira, 28.01.21

Foi no início de dois mil e dezoito, ou seja, há cerca de três anos, que os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon desvendaram Marble Skies, o último registo de originais, em formato longa duração, desta banda escocesa natural de Edimburgo. O trabalho continha dez canções feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Django Django comparte nuevo sencillo: "Free From Gravity" (video) - Rock101

Nove meses depois desse álbum, os Django Django regressaram aos lançamentos discográficos, mas no formato EP, com um registo intitulado Winter’s Beach, seis originais que viram a luz do dia à boleia da Because Music e que estavam encharcados de sintetizadores com uma proeminente toada vintage, tendo sido um EP fortemente inspirado na eletrónica do século passado.

Depois os Django Django começaram a trilhar caminho para um novo disco, que irá chegar aos escaparates daqui a algumas semanas e que terá o sugestivo título Glowing In The Dark. Assim, no ocaso do verão passado o projeto escocês divulgou o single Spirals, uma canção em que conceitos como o DNA humano e as conexões que este agrupamento de proteínas suscita, eram a pedra de toque de uma canção que, tendo esse ponto de partida, debruçava-se sobre o modo como ainda será possível criar laços e afinidades quando a situação pandémica atual e as crenças politicas em voga, que têm ganho bastantes adeptos nas extremas, quer direita quer esquerda, parecem propiciar terreno fértil para a divisão e o afastamento entre as pessoas. Depois ficámos ainda a conhecer o single homónimo do disco e ainda The Ark, sendo agora altura de contemplarmos Free From Gravity. Esta fabulosa composição contém tudo aquilo que uma canção pop aditiva deve conter, nomeadamente uma batida hipnótica e vigorosa, sintetizações com um sóbrio pendor experimental, uma linguagem melódica inspirada e incisiva e uma letra atual e contagiante.

Em suma, Free From Gravity cimenta a cartilha sonora que é feita há mais de meia década pelos Django Django com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, um modus operandi que muitos rotulam como art popart rock ou ainda beat pop e que suporta um cardápio riquíssimo assinado por uma banda que merece claramente sentar-se à mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Confere...

Django Django - Free From Gravity

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publicado por stipe07 às 11:12

The Vaccines – No One Knows

Quarta-feira, 27.01.21

Produzido por Ross Orton, Combat Sports foi o álbum que os britânicos The Vaccines de Justin Young, Freddie Cowan, Pete Robertson e Árni Árnason, editaram na primavera de dois mil e dezoito, o quarto registo de originais da carreira deste projeto que se estreou há uma década com o aclamado What Did You Expect from The Vaccines? e que desde então tem pautado o seu percurso discográfico pela consolidação de uma estética sonora que, numa esfera indie rock, nunca deixou de olhar quer para alguns detalhes do punk, como para certos tiques e arranjos que sobrevivem à sombra da eletrónica.

The Vaccines - Wikipedia

Cerca de meio ano depois de colocarem nos escaparates Combat Sports, os The Vaccines divulgaram um novo single intitulado All My Friends Are Falling In Love, uma exuberante canção assente em cordas inspiradas e com uma luminosidade radiofónica ímpar e que não teve como consequência, infelizmente, o anúncio de um novo álbum do projeto.

Agora, no início de dois mil e onze, e ainda sem novidades quanto a um novo disco, os The Vaccines acabam de divulgar uma estrondosa versão de No One Knows, um original dos Queens of the Stone Age, incluído no álbum Songs For The Deaf, datado de dois mil e dois e que contou com a participação de Dave Grohl na bateria. De acordo com uma publicação da banda no seu Instagram, esta versão foi gravada em cinco quartos diferentes, sendo o primeiro single de um EP só de covers intitulado Cosy Karaoke, Vol.1, ainda sem data de lançamento anunciada. Confere...

The Vaccines - No One Knows

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publicado por stipe07 às 11:04

Tindersticks – Man Alone (Can’t Stop The Fadin’)

Terça-feira, 26.01.21

Os Tindersticks de Stuart Staples e David Boulter estão finalmente de regresso aos discos com Distractions, um alinhamento de sete canções que irá ver a luz do dia a dezanove de fevereiro próximo à boleia da City Slang Records e do qual acaba de ser retirado o single Man Alone (Can’t Stop The Fadin’), o tema que abre o alinhamento do disco, fazendo-o em grande estilo, já depois de ter sido dado a conhecer You’ll Have To Scream Louder, uma versão bastante solarenga e jazzística de um original dos Television Personalities.

See: Tindersticks release new video for Man Alone (can't stop the fadin') |  Backseat Mafia

“Man Alone (Can’t Stop The Fadin’) é a mais longa canção que a banda de Stuart Staples já gravou até hoje. É uma espetacular composição, tremendamente cinematográfica, assente num vigoroso baixo, uma batida hipnótica e variadíssimas sobreposições milimétricas de efeitos vocais, tudo apresentado com uma emotividade crescente, e um clima impregnado numa aúrea de mistério e sensualidade únicos. Confere Man Alone (Can’t Stop The Fadin’) e o alinhamento de Distractions...

Tindersticks - Man Alone (Can't Stop The Fadin')

Man Alone (Can’t Stop The Fadin’)
I Imagine You
A Man Needs A Maid
Lady With The Braid
You’ll Have To Scream Louder
Tue-moi
The Bough Bends

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publicado por stipe07 às 11:44

Widowspeak – Honeychurch EP

Segunda-feira, 25.01.21

Foi na insuspeita Captured Tracks que os Widowspeak regressaram no passado mês de agosto ao discos com Plum, o quinto álbum deste projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Plum foi gravado e co-produzido com a preciosa ajuda de Sam Evian (Cass Mccombs, Kazu Makino) e misturado por Ali Chanbt (Aldous Harding, Perfume Genius, PJ Harvey) e dessas sessões de gravação resultaram não só os temas que fazem parte do alinhamento do disco, mas também outras composições, com algumas delas a verem agora a luz do dia através de um EP intitulado Honeychurch.

Honeychurch | WIDOWSPEAK

Disponível apenas digitalmente Honeychurch é uma referência direta à obora do britânico E.M. Forster escrita em mil novecentos e oito e intitulada A Room With A View. O EP dá o pontapé de saída com uma versão particularmente bucólica de Money, o momento alto de Plum. Depois prossegue na mesma toada melancólica, tipificada por esplendorosas cordas que se debruçam copiosamente nos arranjos típicos da folk sulista norte americana com um original intitulado Sanguine. Para o ocaso, além do travo jam do tema homónimo do EP, destaque para as sublimes versões de The One I Love e Romeo And Juliet, originais, respetivamente, dos R.E.M. e dos Dire Straits e que com os Widowspeak ganham uma outra beleza e luz, através de uma simbiose muito particular e caraterística entre um baixo pulsante, guitarras com um timbre encharcado em brilho e sintetizadores minuciosamente apetrechados com diversas camadas melodicas, tudo emoldurado com uma identidade declaradamente vintage.

Honeychurch merece audição atenta e uma demarcação clara daquele que foi o conteúdo de Plum, disco considerado pela nossa redação como o quarto melhor do ano passado. O seu conteúdo reforça a tese de que estes Widowspeak, que começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, são bastante mais felizes quando se deixam absorver pela influência daquelas construções musicais lançadas há cerca de cinco décadas e que navegavam entre a dream pop e uma salutar psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Widowspeak - Honeychurch

01. Money (Hymn)
02. Sanguine
03. The One I Love
04. Romeo And Juliet
05. Honeychurch

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publicado por stipe07 às 20:22

Maxïmo Park – All Of Me

Sábado, 23.01.21

Chegará no próximo mês aos escaparates Nature Always Wins o sétimo álbum dos ingleses Maxïmo Park, de Paul Smith, uma das bandas mais interessantes do cenário indie atual e que quando surgiu foi considerada um novo fenómeno fundamental para o ressurgimento da herança post punk da década de oitenta. De facto, os Maxïmo Park têm vindo, de disco para disco, a demonstrar um crescendo de maturidade e uma capacidade inata para apresentar novas propostas diversificadas sem se afastar do ADN que carateriza este coletivo de Newcastle.

Listen: Maxïmo Park — “All Of Me” | MuzPlay

Depois de já terem sido divulgados os singles I Don’t Know What I’m Doing, Baby, Sleep e Child Of The Flatlands, All Of Me é o mais recente avanço divulgado de Nature Always Win, uma empolgante composição, assente em guitarras efusiantes trespassadas por sintetizadores que debitam um efeito algo delirante, uma composição melodicamente madura e assertiva e já com direito a um excelente vídeo inspirado nos universos de Bruce Lee e do mítico violoncelista norte-americano Arthur Russell. Confere...

Maxïmo Park - All Of Me

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publicado por stipe07 às 14:02

John Grant – The Only Baby

Sexta-feira, 22.01.21

Pouco mais de dois anos após o excelente registo Love Is Magic, um John Grant enraivecido e profundamente incomodado pela conjuntura atual do seu país natal e do mundo, não só devido à crise pandémica, mas também ao crescimento político dos extremismos, acaba de divulgar uma noa canção intitulada The Only Baby.

John Grant | Bella Union

O tema foi escrito pelo autor e compositor norte-americano já no passado verão, mas esta foi a altura ideal, segundo o próprio, para a divulgar e, desse modo, tentar alertar de algum modo todos aqueles que o queiram ouvir, para os perigos que atravessamos e para o modo como os fascismos, os narcissismos, as sociopatias e as psicopatias crescentes estão a colocar em causa o futuro da própria humanidade.

Sonoramente, The Only Baby é uma lindíssima composição, conduzida por belíssimos arranjos orquestrais e pela voz imponente de Grant. É uma canção com um dramatismo incontrolável, que nos revela uma espécie de apocalipse e que comprova a mestria compositória do autor. Confere The Only Baby e uma declaração de John Grant sobre o tema...

Hello all you Dear Ones, I’ve been so disturbed to see how things are progressing in the U.S. and the world, I wanted to share this song which I wrote and recorded last summer. Seems like a good time. I feel so much rage and yes, hatred towards the gaslighters, the bullies, the narcissists, the sociopaths and psychopaths, the Christian Fascist Right and of course T**** and all those who enable him and continue to do so all in the name of Jesus and/or Hitler.

John Grant - The Only Baby

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publicado por stipe07 às 13:21

The Notwist – Al Sur (feat. Juana Molina)

Quinta-feira, 21.01.21

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, regressaram no verão do ano passado aos lançamentos discográficos com Ship, um EP que quebrou um hiato de mais de meia década e que viu a luz do dia à boleia da berlinense Morr Music. Esse EP já tem sucessor e no formato longa-duração, o álbum Vertigo Days que irá ver a luz do dia a vinte e nove de janeiro à boleia da mesma etiqueta alemã e que conta com as participações especiais de Juana Molina, Ben Lamar Gay, Zayaendo, Angel Bat Dawid e Saya dos Tenniscoats.

The Notwist and Juana Molina Team Up on New Song 'Al Sur' - Our Culture

São já vários os singles divulgados de Vertigo Days. O mais recente é Al Sur, canção que conta com a participação especial de Juana Molina, uma composição onde o registo vocal desta cantora argentina que aprecia ambientes estéticos eminentemente experimentais encaixa na perfeição, já que a proposta sonora de Al Sur sobrevive à sombra de guitarras e sintetizadores que se entrecruzam constantemente na definição do arquétipo melódico do tema, no fundo, os trunfos maiores de uns The Notwist sempre exímios a piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades assumidamente camaleónicas. Confere...

The Notwist - Al Sur

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publicado por stipe07 às 13:03

The Wombats – Greek Tragedy (Oliver Nelson TikTok Remix)

Quarta-feira, 20.01.21

Os ingleses The Wombats têm como disco mais recente do seu cardápio Beautiful People Will Ruin Your Life, um trabalho lançado no início de dois mil e dezoito e que sucedeu com distinção ao excelente Glitterbug de dois mil e quinze. Quarto registo da carreira desta banda de Liverpool formada por Matthew Murphy, Daniel Haggis e Tord Øverland-Knudsen, Beautiful People Will Ruin Your Life oferecia-nos canções cheias de guitarras aceleradas, inflamadas com letras divertidas, sempre com um audível elevado foco na componente mais new wave do indie rock e com elevada bitola qualitativa.

The Wombats' 'Greek Tragedy' remix goes viral on TikTok

Mas é à sombra de Glitterbug que os The Wombats estão a fazer furor no início deste ano, nomeadamente com a remistura que divulgaram de Greek Tragedy, um dos momentos maiores desse álbum já com mais de meia década de existência e que está a frazer furor como banda sonora de milhares de vídeos publicados ultimamente na rede social TikTok. Da autoria de Oliver Nelson, esta sonante remistura tem uma angulosa relação próxima com a pop, concentrando-se na questão do ritmo, com os sintetizadores a oferecerem a primazia à percussão e à batida, fazendo destas duas canções belos temas para as pistas de dança, num resultado final de forte cariz eletrónico, mas bastante recomendável, principalmente no modo como essa opção maquinal se mistura com alguns dos aspetos mais relevantes do típico indie rock alternativo. Confere...

The Wombats - Greek Tragedy (Oliver Nelson TikTok Remix)

Website
[mp3 320kbps] rg tb zs up

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publicado por stipe07 às 13:54


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