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Anchor And Braille – All I Want For Christmas Is You

Segunda-feira, 14.12.20

É já habitual nesta época especial do ano a nossa redação fazer um levantamento de alguns lançamentos discográficos alusivos ao Natal, tendo como proveniência bandas, artistas e projetos do universo sonoro indie e alternativo. A safra natalícia deste ano é inaugurada com uma versão do já clássico All I Want For Christmas Is You, um original da norte-americana Mariah Carey revisitado pelo projeto Anchor And Braille de Stephen Christian.

ANCHOR & BRAILLE: Stephen Christian Talks Inspiration, Songwriting and  Bringing 'Tension' To Life! - Icon Vs. Icon

Stephen resolveu gravar a sua própria versão deste tema, porque a sua filha Noah ouviu o original em natais anteriores inúmeras vezes e quis, neste natal de dois mil e vinte, surpreendê-la com a sua própria recreação da canção, à qual deu um cunho mais etéreo e melancólico. Fê-lo através de uma vasta panóplia de arranjos de cordas conjugados com ímpar delicadeza e num jogo de vozes intuitivo particularmente feliz, sendo o resultado final um tratado pop de elevado pendor classicista. Confere...

Anchor And Braille - All I Want For Christmas Is You

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publicado por stipe07 às 13:08

Badly Drawn Boy – Banana Skin Shoes

Sexta-feira, 11.12.20

O inglês Damon Gough, aka Badly Drawn Boy, passou grande parte da última fase da sua carreira a assinar ou a fazer parte dos créditos de algumas bandas-sonoras, com especial destaque para o alinhamento que criou para os filmes About a Boy, uma comédia adaptada de um romance de Nick Hornby Being Flynn, ambos do realizador Paul Weitz. De facto, desde que em dois mil e dez editou a triologia It’s What I’m Thinking, Badly Drawn Boy não editou qualquer registo de originais fora dessa bitola cinéfila, um hiato que teve, finalmente, os dias contados em dois mil e vinte, com a edição do álbum Banana Skin Shoes, o nono trabalho da carreira do artista.

Badly Drawn Boy Announces New Album, Shares "Banana Skin Shoes" |  Consequence of Sound

Produzido e misturado por Gethin Pearson (Kele Okereke, JAWS), Banana Skin Shoes é um registo animado e bem humorado, um alinhamento em que versatilidade e heterogeneidade combinam entre si, plasmando o vasto leque de influências que Badly Drawn Boy abarcou quando entrou e estúdio para dar vida às suas catorze canções. logo na vasta amálgama de efeitos, flashes e devaneios rítmicos do tema homónimo o ouvinte fica com uma ideia bastante clara do que o espera daí para a frente, uma orgia de sons díspares perfeitamente enleados e onde pop, indie rock, funk, rap, bossanova e jazz vão espreitando e atiçando todos os nossos sentidos. Logo a seguir, em Is This A Dream?, um tema vibrante e épico, onde se torna quase impercetível o jogo de sedução incrivelmente libdinoso que se estabelece entre teclas e cordas, enquanto uma enleante melodia, repleta de cor e otimismo, faz tudo para colocar no nosso rosto o melhor sorriso que conseguirmos armar, se dúvidas ainda exsitiam acerca da enorme beleza deste álbum, certamente que elas ficam dissipadas com este tema extraordinário.

A partir daí e depois de as hostilidades terem sido abertas de modo tão convincente, no festim percurssivo enleante de Tony Wilson Said, no melancólico piscar de olhos à bossa nova em You And Me Against The World, uma harmoniosa composição que impressiona pela solidez das flautas, na cadência lo fi setentista de Never Change e no orquestral dramatismo que exala de Apple Tree Boulevard, fica carimbada não só a tal diversidade de estilos já referida, mas também o poder que estas canções têm de fazer sorrir, mesmo o ouvinte mais céptico. Num ano tão estranho e bizarro, é mesmo um disco tão multifacetado, divertido e dançante como este que estamos a precisar de ouvir na sua reta final, para termos um pouco mais de fé relativamente ao futuro próximo. Espero que aprecies a sugestão...

Badly Drawn Boy - Banana Skin Shoes

01. Banana Skin Shoes
02. Is This A Dream?
03. I Just Wanna Wish You Happiness
04. I’m Not Sure What It Is
05. Tony Wilson Said
06. You And Me Against The World
07. I Need Someone To Trust
08. Note To Self
09. Colours
10. Funny Time Of Year
11. Fly On The Wall
12. Never Change
13. Appletree Boulevard
14. I’ll Do My Best

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publicado por stipe07 às 18:09

Sondre Lerche - Patience

Quinta-feira, 10.12.20

Sondre Lerche é um músico, cantor e compositor norueguês que vive em Brooklyn, Nova Iorque e que também se tem notabilizado pela composição de bandas sonoras, além do seu trabalho a solo. Impressionou esta redação há uma meia década com Please, um disco que apostava numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tinha algo de profundamente dramático e atrativo. Eram dez músicas diversificadas e acessíveis, repletas de melodias orelhudas e que, tendo sido alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada, proporcionavam uma festa pop, psicadélica e sensual.

Sondre Lerche - Patience | Célula POP

Agora, em dois mil e vinte, Sondre Lerche está de regresso aos discos com Patience, um registo que chegou aos escaparates à boleia do selo PLZ e que nos oferece um deslumbrante festim de sons, cadências rítmicas e dissertações melíodicas que, abarcando diversos estilos, entroncam naquela dream pop de forte cariz eletrónico, mas cada vez mais rugosa e imponente e que, para que tal suceda com brilho, não receia ser instrumentalmente arriscada.

Inspirando-se em artistas tão díspares como os Prefab Sprout ou Elvis Costello, Sondre Lerche é exímio, nestes Patience, a dar alfinetadas fulminantes em alguns dos tiques identitários daqueles que admira e, aproveitando o sumo dessa safra, mesclá-lo com o seu próprio adn criativo. O resultado é um disco que exala amadurecimento por todos os poros, uma firmeza artística assente num impecável trabalho de produção que permite que todo o arsenal instrumental utilizado pelo autor tenha o seu protagonismo no tempo certo, em suma, um verdadeiro banquete requintado que personifica o momento mais alto e afirmativo da sua caminhada filosófica e estilística pelo universo musical.

Os teclados indulgentes de Are We Alone Now, a subtileza dilacerante de That’s All There Is, o ambiente festivo de You Are Not Who I Thought I Was, uma composição assente em sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem num universo carregado de batidas e ritmos que não deixam de exalar um certo erotismo, o travo glam setentista de I Can’t See Myself Without You e a vastidão de sopros e cordas que conjuram entre si com deleite em Why Did I Write The Book Of Love, são exemplos felizes deste registo eminentemente experimental, que sobrevivendo também à custa de alguns dos detalhes fundamentais do indie rock, tem na eletrónica contemporânea e no tal cruzamento já descrito e que se trava de razões com campos tão díspares como o r&b ou paisagens mais eruditas e clássicas, a sua grande força motriz.

Patience é, em suma, um compêndio musical fresco e luminoso, com substância e onde cabem todos os sonhos, um alinhamento criado por um músico impulsivo e direto, mas emotivo e cheio de vontade de nos pôr a dançar. Mesmo nos instantes mais melancólicos e introspetivos, não há lugar para a amargura e o sofrimento e o que transborda destas doze canções são mensagens positivas e sedutoras que vale bem a pena destrinçar. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:43

Leo Middea - Sorrindo Pra Saudade

Quarta-feira, 09.12.20

Foi nos subúrbios do Rio de Janeiro, onde cresceu, que Leo Middea descobriu o gosto pela música, impulsionado pelo amor. Com catorze anos decidiu aprender a tocar violão para impressionar alguém por quem se apaixonou e daí até se estrear nos discos, em dois mil catorze, foi um ápice. Dois foi o primeiro tomo da sua carreira, um registo que o levou a tocar em vinte e três concertos na vizinha Argentina, ano seguinte. A Dança do Mundo, o sempre difícil segundo álbum, chegou no ano seguinte. O registo contou com as participações especiais de Laura Lavieri, Bruna Moraes, Nina Oliveira e Jota.Pê, foi produzido por Peter Mesquita e deu origem a mais uma digressão de Leo Middea, desta vez no seu país natal, com passagens pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre, e não só. A Dança do Mundo conquistou, em poucos meses, um lugar em diversas seleções de melhores discos do ano e obteve críticas positivas pela imprensa brasileira e portuguesa. Há três anos atrás, o cantor e compositor mudou-se para Lisboa e essa mudança trouxe mais de setenta concertos em Portugal, mas também atuações ao vivo na vizinha Espanha e em França.

LEO MIDDEA apresenta Vicentina » Zimel

Agora, quase no ocaso de dois mil e vinte, Leo Middea tem já nos escaparates o seu terceiro registo de originais, um álbum intitulado Vicentina, produzido por Paulo Novaes, com arranjos de Polivalente e com a participação especial do cantor Janeiro. Foi um disco financiado a custo, mas de modo bastante gratificante, suponho, já que o valor obtido para financiar a gravação do mesmo foi angariado após Leo andar pelas ruas pedindo um euro por pessoa. Também angariou fundos com a série Shows na Varanda, durante setembro último, uma original sequência de concertos pensados de modo a contornar as restrições impostas pela situação pandémica atual.

Sorrindo Pra Saudade é o mais recente single retirado de Vicentina, uma canção com aura saudosa, nuances melancólicas e uma atmosfera quente, que consegue transportar-nos através de acordes suaves para a relação que é possível cada um de nós estabelecer com a vida, uma filosofia de escrita poética que no Brasil foi já seguida por nomes tão proeminentes como Caetano Veloso ou Chico Buarque. Sonoramente, a canção obedece aos cânones fundamentais da melhor música popular brasileira, mas sem deixar, ao nível de determinados arranjos e nuances, de conter um toque europeu e, de certo modo, algo cosmopolita e contemporâneo. Sobre a canção, Leo Middea explica que fala sobre o processo de mudança para Portugal, por mais que haja a saudade de um amor, ela representa também pra mim a força interna do caminho que estamos dispostos a seguir. O Tarot do refrão: “Perdoa amor, mas segui o meu tarot, na verdade eu só me amei demais, mais do que você me amou, é real. A minha vinda para Portugal teve muito haver também com a questão espiritual e, realmente joguei este tarot para ver se era o caminho certo a se seguir. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 13:53

The Telescopes - Mesmerised

Terça-feira, 08.12.20

Com mais de trinta anos de carreira e já descritos pela imprensa musical britânica como uma revolução da psique, os The Telescopes estão prestes a regressar aos discos com Songs Of Love And Revolution, o décimo segundo álbum do quarteto e, pelos vistos, mais uma explosão solar de ritmos indutores de transe, presa no leme por uma parede de baixo pulsante e mantida no lugar por um enxame de guitarras ao redor, como é apanágio num projeto com um legado cheio de momentos “eureka”, alimentados via intravenosa através de uma racha no ovo cósmico, e que sempre revelou algo novo dentro de um espetro indie de forte cariz lisérgico e ampamente progressivo.

Mesmerised é o mais recente single retirado do contéudo de Songs Of Love And Revolution, tema em que a tónica é colocada, primordialmente, em sonoridades minimalistas e cruas, com o vibrante hipnotismo da relação frutuosa que se estabelece entre um repetitivo dedilhar da guitarra e a voz a criarem uma espécie de fuzz acústico psicadélico, que impressiona por essa relação ente instrumento e intérprete, oferecida por um projeto sempre visionário, revolucionário e marcadamente experimental. Confere...

https://www.facebook.com/thetelescopesuk/

https://www.instagram.com/thetelescopes/

https://thetelescopes.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 16:53

Cayucas – Blue Summer

Segunda-feira, 07.12.20

Já está nos escaparates Blue Summer, o quarto disco da banda Cayucas, um projeto sedeado em Santa Mónica, na Califórnia e liderado pelos gémeos Zach e Ben. Blue Summer é mais um retrato feliz de uma Califórnia cheia de sol, praias e pessoas que vivem algo alienadas do mundo real, por mergulharem constantemente nas ondas salgadas de um pacífico que estabelece pontes com uma costa oeste cheia de oportunidades e todo aquele conforto que o capitalismo pode oferecer, com Hollywood a ser, de certo modo, o expoente máximo deste modo de viver tão exuberante e frenético.

Cayucas brings the perfect summer to the quarantined on “Malibu '79 Long” -  Grimy Goods

De facto, o ao quarto registo de originais, os irmãos Zach e Ben mantêm-se na senda de uma pop ensolarada. São oito canções que, tendo sempre o verão da costa oestye como grande força motriz, nos oferece diferentes experiências e sensações bastante impressas com detalhe nas mentes dos autores. Se em Malibu' 79 é a areia escaldante das praias da costa que banha o pacífico que é exaltada, já California Girl oferce-nos uma ode divertida aos sensuais biquinis que as preenchem. O receituário é homogéneo, num disco que vai fazendo-se de guitarras beliçosas e repletas de efeitos de forte pendor vintage, algumas linhas de piano insinuantes e uma bateria com aquele ritmo sessentista inconfundível, tudo acomodado por um baixo amiúde deslumbrante. Mesmo quando a acusticidade ganha a primazia, como nas cordas de Lonely Without You, e no twist de Red-Yellow Bonfire, há sempre um tempero rock ensolarado que persiste, com os Beach Boys à cabeça de uma trama influencial que é bastante específica e que está bem balizada.

Blue Summer é uma experiência divertida e nostálgica de um mundo diferente do nosso, visto pelos olhos de uma dupla que certamente procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa e que ilumina as suas memórias, sem serem demasiado complicados no momento de criar sons e melodias que revivem um passado feliz, fazendo-o com canções que fluem naturalmente e, em alguns momentos, transmissoras daquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos. Espero que aprecies a sugestão...

Cayucas - Blue Summer

01. Yeah Yeah Yeah
02. Malibu ’79 Long
03. California Girl
04. Lonely Without You
05. Red-Yellow Bonfire
06. From The Rafters
07. Champion Of The Beach
08. Summer Moon

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publicado por stipe07 às 15:45

Sigur Rós – Odin’s Raven Magic

Sexta-feira, 04.12.20

Os islandeses Sigur Rós são provavelmente os maiores responsáveis pela geração a que pertenço se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e de estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este projeto não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado pós rock, género que mesmo não sendo de autoria da banda, só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças, em grande parte, ao rico cardápio instrumental que este grupo conseguiu alicerçar nas mais de duas décadas que já leva de existência.

Sigur Rós – 'Odin's Raven Magic' review: post-rockers narrate apocalypse

Agora, sete anos depois do último disco da banda, o aclamado Kveikur,  os Sigur Rós voltam a fazer mossa com Odin’s Raven Magic, um disco orquestral ao vivo, que conta com as participações de vários músicos do país da banda, nomeadamente Maria Huld Markan Sigfúsdóttir do projeto Amiina, Hilmar Örn Hilmarsson e Steindór Andersen e que é inspirado num poema medieval islandês chamado Edda e que retrata um banquete de deuses marcado por presságios agoirentos sobre o fim do mundo. Já agora, a primeira interpretação desta verdadeira banda sonora de um poema sucedeu um par de vezes, há já dezoito anos, em dois mil e dois, no evento Reykjavik Arts Festival. Este lançamento em disco de Odin’s Raven Magic, acontece à boleia do consórcio Krunk vs Warner, teve os arranjos assinados por Kjartan Sveinsson e por Sigfúsdóttir, da banda Amiina e capta uma performance no La Grande Halle de la Villette, em Paris, em setembro de dois mil e quatro.

As oito composições de Odin's Raven Magic funcionam, naturalmente, como um bloco único de som que dá cor, movimento e ainda maior substância à exuberância natural de um poema mítico e que merecia, obviamente, uma personificação sonora com os mesmo grau de misticismo e drama que narra. E ninguém melhor do que os Sigur Rós para recriar tais ambientes, uma operação sonora bem sucedida porque o trio islandês concebeu texturas onde todas as opções instrumentais, predominantemente sintéticas e minimalistas, mas também fortemente orgânicas e dominadas pelas cordas e pelos sopros da orquestra participante, se orientaram, ininterruptamente e de forma controlada, para tais desideratos.

Não faltam, portanto, momentos de vincada sensibilidade e emoção ao longo do registo, com o destaque maior a ser, sem dúvida, Stendur æva (stands alive), canção marcada por um loop hipnótico conferido por um curioso xilofone construído a partir de fragmentos de pedra rudemente talhados, da autoria do escultor Páll Guðmundsson. A partir dessa base, os restantes elementos instrumentais, a voz profunda de Andersen e o falsete de Jonsi conjuraramentre si até se aglutinarem num clímax sereno, mas bastante emotivo, resultando, no seu todo, num salutar grau de epicidade, sendo a audição deste tema uma experiência auditiva de forte pendor metafísico e sensorial, assim como a audição de todo o concerto. Espero que aprecies a sugestão...

Sigur Rós - Odin's Raven Magic

01. Prologus (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
02. Alföður Orkar (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
03. Dvergmál (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
04. Stendur æva (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
05. Áss Hinn Hvíti (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
06. Hvert Stefnir (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
07. Spár eða Spakmál (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)
08. Dagrenning (Feat. Hilmar Örn Hilmarsson, Maria Huld Markan Sigfusdottir And Steindór Andersen)

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publicado por stipe07 às 20:35

Into It. Over It. – Figures

Quinta-feira, 03.12.20

O projeto norte-americano Into It. Over It. liderado por Evan Thomas Weiss, regressou recentemente com um trabalho intitlado Figures, que viu a luz do dia à boleia do consórcio Triple Crown/Big Scary Monsters. Figures sucede a Standards, sendo o primeiro trabalho da banda de Chicago em quatro anos, período durante o qual Weiss este ocupado com o seu outro projeto Pet Symmetry.

Into It. Over It. | Discography | Discogs

Uma das máximas na música e nas artes em geral consiste na ideia de mudança contínua, para que não se caia no esquecimento, algo ainda mais urgente para quem conseguiu um sucesso estrondoso com Standards, há pouco menos de meia década. Figures são doze canções que personificam uma clara tentativa deste projeto Into It. Over It. em conseguir abranger novos campos sonoros que não se restringam apenas ao típico emo rock que marca, desde sempre, o ADN do projeto. O ponto de partida para tal demanda foi a ressaca de uma digressão que, nessa altura, fez Weiss perder a companheira e ter que trabalhar numa outra área que não a música para pagar as dívidas que contraiu durante esse período.

Figures tem como um dos elementos centrais a voz apelativa de Weiss, uma opção de destaque feliz porque as canções que compôem o alinhamento gozam de uma ímpar intimidade, contendo um travo de melancolia e introspeção bastante vincados. Mas, como é óbvio, o registo vocal do autor não se destacaria se não estivesse envolto num painel instrumental rico e diversificado e que soubesse como fazer brilhar os poemas aos quais dá vida sem nunca se deixar notar. Assim, como se percebe, por exemplo, no single Living Up To Let You Down, um efusiante tratado de emo rock, Figures tem como ingredientes sonoros essenciais arranjos de cordas subtis, guitarras aceleradas e uma bateria algumas vezes com um andamento imparável, um modus operandi tremendamente nostálgico e que nos leva até à melhor herança de um subgénero do rock que marcou de modo indelével e bastante impressivo a última década do século passado e que também, pelos vistos, pode ter um lado mais solarengo e tremendamente pop. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 19:21

From Atomic - Dancing Demons

Quarta-feira, 02.12.20

Nascidos em Coimbra há quase dois anos, os From Atomic nasceram da mente de Alberto Ferraz, que desafiou Sofia Leonor a fazerem algo em conjunto. Mais tarde juntou-se Márcio Paranhos e tomou assim forma um projeto que tem nomes tão proeminentes como os Yeah Yeah Yeahs, The Jesus & Mary Chain, Cocteau Twins, The Cure, DIIV, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, The Raveonettes ou Sonic Youth, como influências declaradas, na busca de uma mescla entre o post punk britânico da década de oitenta e o indie noise da década seguinte.

From Atomic partilham novo single… “Dancing Demons” – Glam Magazine

Deliverance é o nome do disco de estreia dos From Atomic, um tomo de onze canções com a chancela da Lux Records e do qual acaba de ser retirado o single Dancing Demons, canção que conta com a participação especial de Rui Maia (X-Wife, Mirror People, GNR) e que impressiona pelo modo como guitarra e bateria se entrelaçam de modo vibrante e melodicamente assertivo, trazendo à tona, com impressivo grau de nostalgia, a melhor hernaça do rock que marcou a reta final do século passado. Dancing Demons também já conta com um vídeo, realizado e produzido por Tiago Cerveira. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:20

Liam Gallagher - All You're Dreaming Of

Terça-feira, 01.12.20

Dezembro é mês do natal e este blogue abre as publicações do último mês de dois mil e vinte com aquela que poderá muito bem vir a ser uma das mais belas canções de natal deste ano verdadeiramente atípico. Os gloriosos anos noventa estão ainda bem presente entre nós, duas décadas após esse período aúreo de movimentos musicais incríveis como a britpop que, do lado de cá do atlântico, fez na altura frente ao grunge e ao indie rock norte americano, num período temporal que massificou definitivamente o acesso global à música. E os Oasis foram um dos nomes fundamentais da arte musical em Terras de Sua Majestade nessa época, liderados pelos irmãos Gallagher que têm apostado em competentes carreiras a solo, com ambos a editarem discos em catadupa em nome próprio, nomeamente Liam, o mais novo, que se estreou no ocaso de dois mil e dezassete com o seu registo As You Were. Esse compêndio de doze canções que deveu também parte do seu cunho identitário a Greg Kurstin, produtor que além de ter salvo a carreira dos Foo Fighters, também ajudou a impulsionar nomes como Sia ou Adele e a Dan Grech-Marguerat, que tem nomes como Lana Del Rey ou os The Vaccines no seu currículo, viu sucessor o ano passado, um álbum intitulado Why Me? Why Not., que chegou aos escaparates no outono de dois mil e dezanove.

Liam Gallagher

Agora, quase no ocaso de dois mil e vinte, Liam Gallagher está de regresso com um single intitulado All You're Dreaming Of, uma composição inspirada no período natalício que se aproxima e que Liam preencheu com uma letra impregnada de memórias de sua infância e de natais passados em familia e numa normalidade de que o próprio, certamente à semelhança de todos nós, confessa sentir saudades. Um incrível piano, diferentes arranjos de cordas, feitos de violinos e guitarras e um vasto arsenal de sopros sopros sustentam um verdadeiro clássico de forte pendor nostálgico e em cujo conteúdo se percebe que o mais novo dos manos Gallagher mantém intacto o modo emotivo como replica algumas das marcas identitárias do indie rock que povoa o nosso subconsciente e que forjaram parte importante da história da música dos finais do século passado. Confere...

Liam Gallagher - All You're Dreaming Of

 

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publicado por stipe07 às 15:46


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