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Sondre Lerche - Patience

Quinta-feira, 10.12.20

Sondre Lerche é um músico, cantor e compositor norueguês que vive em Brooklyn, Nova Iorque e que também se tem notabilizado pela composição de bandas sonoras, além do seu trabalho a solo. Impressionou esta redação há uma meia década com Please, um disco que apostava numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tinha algo de profundamente dramático e atrativo. Eram dez músicas diversificadas e acessíveis, repletas de melodias orelhudas e que, tendo sido alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada, proporcionavam uma festa pop, psicadélica e sensual.

Sondre Lerche - Patience | Célula POP

Agora, em dois mil e vinte, Sondre Lerche está de regresso aos discos com Patience, um registo que chegou aos escaparates à boleia do selo PLZ e que nos oferece um deslumbrante festim de sons, cadências rítmicas e dissertações melíodicas que, abarcando diversos estilos, entroncam naquela dream pop de forte cariz eletrónico, mas cada vez mais rugosa e imponente e que, para que tal suceda com brilho, não receia ser instrumentalmente arriscada.

Inspirando-se em artistas tão díspares como os Prefab Sprout ou Elvis Costello, Sondre Lerche é exímio, nestes Patience, a dar alfinetadas fulminantes em alguns dos tiques identitários daqueles que admira e, aproveitando o sumo dessa safra, mesclá-lo com o seu próprio adn criativo. O resultado é um disco que exala amadurecimento por todos os poros, uma firmeza artística assente num impecável trabalho de produção que permite que todo o arsenal instrumental utilizado pelo autor tenha o seu protagonismo no tempo certo, em suma, um verdadeiro banquete requintado que personifica o momento mais alto e afirmativo da sua caminhada filosófica e estilística pelo universo musical.

Os teclados indulgentes de Are We Alone Now, a subtileza dilacerante de That’s All There Is, o ambiente festivo de You Are Not Who I Thought I Was, uma composição assente em sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem num universo carregado de batidas e ritmos que não deixam de exalar um certo erotismo, o travo glam setentista de I Can’t See Myself Without You e a vastidão de sopros e cordas que conjuram entre si com deleite em Why Did I Write The Book Of Love, são exemplos felizes deste registo eminentemente experimental, que sobrevivendo também à custa de alguns dos detalhes fundamentais do indie rock, tem na eletrónica contemporânea e no tal cruzamento já descrito e que se trava de razões com campos tão díspares como o r&b ou paisagens mais eruditas e clássicas, a sua grande força motriz.

Patience é, em suma, um compêndio musical fresco e luminoso, com substância e onde cabem todos os sonhos, um alinhamento criado por um músico impulsivo e direto, mas emotivo e cheio de vontade de nos pôr a dançar. Mesmo nos instantes mais melancólicos e introspetivos, não há lugar para a amargura e o sofrimento e o que transborda destas doze canções são mensagens positivas e sedutoras que vale bem a pena destrinçar. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:43






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