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Grutera - Aconteceu

Segunda-feira, 05.10.20

Foi à boleia da Planalto Records que viu a luz do dia Aconteceu, o quarto disco do projeto Grutera, assinado por Guilherme Efe, um músico nascido em pleno verão de mil novecentos e noventa e um e que, segundo reza a lenda, chegou ao nosso mundo todo nu, careca, sem dentes e cheio de sangue da barriga de sua mãe. As más línguas também referem que na altura o músico ainda não sabia tocar guitarra, porque não tinha unhas, mas provavelmente já sabia que era isso que faria o resto da sua vida, ainda que paralelamente tivesse qualquer outra atividade, mais ou menos lícita, mais ou menos nobre, com que fizesse mais ou menos dinheiro.

Grutera edita Aconteceu dia 11 de Setembro - LOOK mag

Guilherme começou a sua carreira artística a tocar guitarra em bandas de metal, depois descobriu os recônditos prazeres da guitarra clássica e percebeu que seria por aí que iria conseguir alcançar a tão almejada fama, riqueza e sucesso, que tanto ambicionava desde o ventre materno, ou pelo menos, fazer música que o emocionasse e que melhorasse alguns minutos da vida de alguém que a ouvisse.

O percurso discográfico de Guilherme começou há cerca de oito anos com Palavras Gastas, no ano seguinte chegou aos escaparates o registo Sempre e dois anos depois viu a luz do dia Sur Lieo antecessor deste Aconteceu, que foi gravado numa pequena adega, em casa dos pais do músico e que quebra um hiato de meia década, tendo começado a ser incubado em Braga desde dois mil e dezassete, com a ajuda de Tiago e Diogo Simão, que já tinham tido um papel preponderante nos três trabalhos anteriores deste projeto Grutera.

Aconteceu é, provavelmente, o disco mais eclético e rico da carreira de Grutera. Durante as audição do seu alinhamento desfila nos nosso ouvidos uma vasta pafernália de teias, relações e emaranhados sonoros, sempre com as cordas na liderança, quer da condução melódica das composições, quer na adição dos principais arranjos e detalhes que as adornam e enriquecem. O grande segredo e que merece ser exaltado sem receios, foi o modo feliz e criativo como o músico conseguiu dar tantas formas diferentes e criativas de expressão às cordas. De facto, o próprio Grutera confessa que procurou explorar um som mais denso, mais cheio e corpulento, recorrendo por isso pela primeira vez a uma guitarra semiacústica eletrificada e à utilização de pedais de loops e efeitos. Depois organizou catarticamente as canções, que versam sobre as memórias do autor que mais o marcaram na última meia década, com cada tema a debruçar-se sobre um sentimento e uma recordação em especifico, de modo a que o alinhamento fosse gradualmente ganhando mais eletricidade e corpo até ao final do álbum, num crescendo de experiências entre loops e efeitos. O resultado final é, claramente, um dos álbuns mais curiosos e instrumental e emocionalmente ricos da discografia nacional que nos foi apresentada este ano. Espero que aprecies a sugestão...

https://m.facebook.com/grutera1

https://grutera1.bandcamp.com/ 

https://soundcloud.com/grutera1

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publicado por stipe07 às 17:25






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