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Yo La Tengo – Wasn’t Born To Follow

Segunda-feira, 31.08.20

Há algumas semanas atrás, como certamente se recordam, os Yo La Tengo divulgaram uma música por dia durante uma semana, uma sequência que culminou com a edição de um EP instrumental intitulado We Have Amnesia Sometimes. Agora, no ocaso deste mês de agosto, o grupo que nasceu em mil novecentos e oitenta e quatro pelas mãos do casal Ira Kaplan e Georgia Hubley (voz e bateria) e Dave Schramm (entretanto retirado) e James McNew e que me conquistou definitivamente há quase uma década com o excelente Fade, acaba de anunciar um novo EP intitulado Sleepless Night.

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Créditos: Noah Kalina

Este novo registo em formato EP dos Yo La Tengo mostra a banda norte-americana a revisitar alguns dos seus temas favoritos, reunindo um original e cinco covers de originais de Bob Dylan, The Flying Machine, The Delmore Brothers, Ronnie Lane e os The Byrds. Estas versões foram inicialmente criadas para servirem de banda sonora de uma edição limitada de um catálogo pertença do Los Angeles Country Museum Of Art e que faz uma retrospetiva das melhores obras da artista japonesa Yoshitomo Nara, que também opinou acerca das canções que a banda de Nova Jersey deveria revisitar.

Assim, a primeira cover revelada de Sleepless Night é o original dos The Byrds intitulado Wasn’t Born To Follow, uma canção datada de mil novecentos e sessenta e oito, que foi escrita por Carole King e Gerry Goffin e que recebe aqui uma roupagem mais contemporânea, alicercada na folk tipicamente americana, em que a exuberância de cordas ritmicamente frenéticas, sobrepostas em diversas camadas melódicas, dita uma marca identitária muito forte. Confere Wasn’t Born To Follow e a tracklist de Sleepless Night...

Yo La Tengo - Wasn't Born To Follow

01 “Blues Stay Away” (Delmore Brothers Cover)
02 “Wasn’t Born To Follow” (The Byrds Cover)
03 “Roll On Babe” (Ronnie Lane Cover)
04 “It Takes A Lot To Laugh” (Bob Dylan Cover)
05 “Bleeding”
06 “Smile A Little Smile For Me” (The Flying Machine Cover)

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publicado por stipe07 às 21:13

Bill Callahan – Ry Cooder

Sábado, 29.08.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

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Créditos: Hanly Brooks Callahan

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog e outros temas que foram sendo revelados nas últimas semanas, PigeonsAnother Song35Protest Song, The Mackenzies, Breakfast e, mais recentemente, Ry Cooder, composições que vão comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola.

Mantendo a toada eminentemente acústica que define o adn do músico, Ry Cooder é uma homenagem sentida de Callahan ao guitarrista de Los Angeles com esse nome e que já foi considerado um dos melhores da história da música contemporânea. Rica em arranjos e tiques, dos quais sobressaiem alguns insinuantes metais e teclas de um piano longínquo, Ry Cooder é a canção mais divertida e também ritmicamente a mais afoita das que Callahan já divulgou do seu novo trabalho Confere...

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publicado por stipe07 às 13:03

Polyenso – Dust Devil

Sexta-feira, 28.08.20

Polyenso - Dust Devil

Os Polyenso são uma banda de rock experimental norte americana sedeada em St. Petersburg, na Flórida. A banda é composta pelo vocalista e teclista Brennan Taulbee, pelo multi-instrumentista e vocalista Alexander Schultz e pelo percussionista Denny Agosto. Year Of The Dog foi o último longa duração que o trio lançou, em janeiro do ano passado, oito canções, algumas instrumentais, impregnadas com uma tonalidade refrescante e inédita, um disco cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproximou do que de melhor propõe a música independente americana contemporânea. 

Agora, ano e meio depois desse tomo, os Polyenso voltam a dar sinais de vida com duas novas canções que fazem adivinhar sucessor. A primeira foi Red Colored Pencil e agora chega a vez da fresquíssima Dust Devil, uma deslumbrante canção incubada num território firme de experimentações sonoras e com um travo lisérgico algo incomum no panorama alternativo atual. Ora ouçam...

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publicado por stipe07 às 10:57

Spun Out – Touch The Sound

Quinta-feira, 27.08.20

É fácil perdermos o tino à medida que somos enredados pelo perfil exótico das músicas exuberantes e envolventes de Touch The Sound, o disco de estreia do projeto Spun Out de Mikey Wells, James Weir e Alex Otake, três músicos amigos que já davam cartas no universo alternativo de Chicago com a banda NE-HI, da qual faziam parte e que viu o seu ocaso há cerca de dois anos. Neste pontapé de saída de uma carreira dos Spun Out que se antevê bastante promissora, o trio norte-americano criou um alinhamento expansivo e emocionante, composto por dez temas plenos de groove hipnotizante, um orgasmo de pop melancólica e experimental pleno de emoção e cor, onde não faltam composições perfeitas para o airplay radiofónico, mas também para a introspeção pura e dura.

Spun Out Touch the Sound – 7th Level Music

Registo que nos agarra e comove a cada audição, Touch The Sound resulta de um sobrebo exercício exploratório de diferentes sons, instrumentos, influências, nuances e conceitos, aquilo que é muitas vezes descrito como o picotar de uma verdadeira amálgama sonora, mas que pouco tem de caótico. Se lisergia e epicidade podem, pelos vistos, dar as mãos sem rodeios, como se percebe em Another House, canção que cresce lenta mas seguramente até um pico de arrepiar os cabelos, completo com sintetizadores pulsantes e uma cacofonia de bateria e guitarras, já o travo melancólico do tímido krautrock do single Such Are The Lonely e a propulsora Running It Backwards, tema onde uma batida seca, sustentada por um baixo intenso, sabe como receber de braços dados flashes planantes de uma guitarra e uma linha de teclado de forte cariz retro, de modo a criar uma majestosa composição que comprova o elevado grau criativo e uma banda operando a plena gás, são outros momentos maiores de um disco que tem no indie rock a grande pedra de toque, mas que ganha toda a sua notoriedade e requinte nas texturas dançantes, espaciais e inebriantes que rodeiam esse género musical.

Produzido pelo exímio mestre Josh Wells dos Destroyer e com as participações especiais de JP Carter, também dos Destroyer, Caroline Campbell, o saxofonista Kevin Jacobi, Patrick Donohoe, o teclista Sean Page, o guitarrista Jake Gold, Shiraz Bhatti e Nic Gohl dos Deeper, Touch The Sound tem também esta faceta de resultar do funcionamento de uma porta giratória por onde foram entrando vários amigos de Wells, Weir e Otake, sendo o resultado claro de um turbilhão de criatividade e de busca de uma alma e uma energia singulares. De facto, este é um álbum diferente também por ser realmente aberto e colaborativo, quer emocional, quer artisticamente, não só porque destila sentimentos de toda a espécie, mas também porque capta uma singular energia e luminosidade de vários seres que juntos e instintivamente deixaram fluir, sem rodeios e receios, o fulgor interpretativo que os define, quer individual quer coletivamente. Canção sobre a entrada na vida adulta, Off The Vine é, de certo modo, o âmago deste processo que deu vida a Touch The Sound, uma canção ancorada por uma linha de baixo rodopiante e pelo trompete de Carter, aos quais se juntam guitarras que destilam hamonias eufóricas, um microcosmos que reproduz fielmente o modo como os Spun Out funcionam em estúdio.

Enquanto este álbum investiga o confuso território emocional que se apodera de tods aqueles que têm de conviver com as indiespensáveis dores do crescimento, Touch The Sound também aproveita para fortalecer laços, funcionando como uma espécie de carta de amor à amizade de três artistas, mas também à vibrante comunidade musical de Chicago. Espero que aprecies a sugestão...

Spun Out - Touch The Sound

01. Another House
02. Such Are The Lonely
03. Dark Room
04. Running It Backwards
05. Antioch – Easy Detroit
06. Off The Vine
07. Don’t Act Down
08. Pretender
09. Cruel And Unusual (Feat. Caroline Campbell)
10. Plastic Comet

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publicado por stipe07 às 15:15

The Notwist - Ship EP

Quarta-feira, 26.08.20

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Ship, um EP que acaba de ver a luz do dia à boleia da Morr Music, etiqueta alemã, sendo o primeiro sinal de vida do projeto em seis anos. Recordo que em dois mil e catorze este grupo alemão incrível lançou o disco Close to The Glass, um tomo de onze canções assentes numa eletrónica cheia de elementos do krautrock, mas que também passava pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, um verdadeiro caldeirão sonoro onde cada elemento foi cuidadosamente tratado e que estava minuciosamente carregado de vida.

The Notwist prep new EP & album, share “Ship” ft. Saya of Tenniscoats

Já com um novo longa duração prometido ainda este ano, os The Notwist afagam-nos, para já, um pouco a alma e acalmam as expetativas desse longa duração, com três excelentes novos temas em que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral dos cerca de doze minutos do EP, tudo soa muito polido, notando-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e bem conseguido.

Abrindo, como seria de esperar, com o single homónimo do registo, uma canção que conta com a participação vocal da japonesa Saya, vocalista da banda Tenniscoats e que impressiona pelo rigor percurssivo, percebe-se, logo à partida, que Ship EP será um registo tremendamente hipnótico. Nesta canção, a batida seca que lateja sem cessar, enquanto é constantemente rodeada por uma espiral sintetizada repetitiva e diversas aparições de uma guitarra que se insinua sempre à espreita do momento ideal para explodir em riffs e distorções incontroláveis, são nuances típicas de um grupo exímio a tricotar, sem receio do risco, os alicerces fundamentais de um rock que se entrega a toda o universo sonoro alternativo, sem se alimentar apenas da clássica tríade guitarra, baixo e bateria.

Depois, a incomensurável diversidade sónica que, entre luminosas cordas, efeitos cósmicos, uma bateria embaladora e guitarras metálicas, dá sentido e cor ao sublime experimentalismo de Loose Ends e, para rematar, o forte pendor espiritual e reflexivo do instrumental Avalanche, são mais duas canções que carimbam, de modo indelével, a sagacidade e a sensação catártica de um alinhamento curto mas impressivo, criado por uns The Notwist hábeis a convidar-nos a uma real libertação de sentimentos ou emoções reprimidas, ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:20

Glass Animals - Dreamland

Terça-feira, 25.08.20

Já chegou aos escaparates Dreamland, o terceiro registo de originais dos britânicos Glass Animals, álbum que sucede ao aclamado compêndio How To Be A Human Being e um disco de forte cariz autobiográfico, já que, além de nostalgicamente ter servido para regatar algumas das memórias mais indelévies da infância e da adolescência de Dave Bayley, o vocalista do grupo, é também bastante inspirado num acidente que quase paralisou o baterista da banda Joe Seaward, um evento que marcou imenso quer o próprio, quer os seus companheiros, o já referido Dave Bayley, assim como o guitarrista Drew MacFarlane e o baixista Ed Irwin-Singer. Em julho de dois mil e dezoito Joe foi atropelado por um camião em Dublin enquanto andava de bicicleta e além de ter ficado com múltiplas fraturas numa perna, teve uma grave lesão craniana que o levou duas vezes à mesa de operações e que o fez perder algumas das suas faculdades psíquicas e partes da sua memória, obrigando-o a um longo e doloroso processo de fisioterapia, de modo a recuperar do evento.

Glass Animals – 'Dreamland' album review

Dreamland é, conforme indica o titulo, implicitamente, uma espécie de fuga da realidade, mas não na forma de busca de um mundo paralelo e imaginário. O objetivo é criar uma banda sonora que poderia muito bem ter servido para ilustrar um passado que marcou intensamente Bayley. Captações de gravações em VHS, alusões nada discretas a alguns ícones dos anos noventa do século passado, como o Pokémon, o jogo Street Fighter ou a série Friends, não enganam relativamente a esse propósito. É um relato de uma época ainda bastante fresca na memoria de muitos de nós, impressivo desde o tema homónimo, um tratado de pop eletrónica algo viciante e hipnótico, onde abundam harmonias vocais belíssimas, que se espraiam lentamente pela canção e se deixam afagar livremente pelo manto sonoro que as sustenta, até Helium, tema rico em detalhes e com um groove muito genuíno e uma atmosfera dançante, onde encaixa indie popfolkhip-hop e electrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito.

Pelo meio, sempre inundados por uma ímpar sensação de nostalgia e por um travo retro com uma estética distinta, composições do calibre de Space Ghost Coast To Coast, um rugoso e buliçoso tratado de R&B repleto de citações ao filme Golden Eye e aos jogos Quake e Doom, Melon And The Coconut, canção com um clima quente, proporcionado por um efeito sintetizado pleno de soul, a crescente efervescência de It's All So Incredible Loud e a curiosa amálgama instrumental efusiante de Waterfalls Coming Out Your Mouth, são temas que conseguem abarcar os melhores detalhes da música eletrónica mais soturna e atmosférica e que, entre o insinuante e o sublime, nos fazem recuar pouco mais de vinte anos até às nebulosas ruas de Bristol e aos primórdios do trip-hop, mas também à Brooklyn dos anos setenta, em pleno ressurgimento da melhor música negra.

Disco competente no modo como personifica o natural processo evolutivo de um dos projetos mais inovadores da eletrónica contemporânea, Dreamland assenta numa receita assertiva onde não falta uma prestação vocal intensa, constituindo, no seu todo, um ambiente sonoro intenso e emocionante, que nunca deixa de lado a delicadeza, uma melancolia digital que traça a régua e esquadro aquele que é um dos discos mais curiosos deste verão. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:17

Sufjan Stevens – Video Game

Segunda-feira, 24.08.20

Sufjan Stevens - Video Game

Está para breve a chegada aos escaparates de The Ascension, o quinto e novo trabalho do norte-americano Sufjan Stevens, um registo que irá ver a luz do dia a vinte e setembro e que sucede ao excelente Carrie & Lowell, um disco com já meia década de existência.

Como bem se recordam, America foi o primeiro single revelado de The Ascension, uma jornada eletrónica climática e intimista, mas também algo inquietante, feita de um psicadelismo eminentemente experimental, assente numa vasta miríade de efeitos, distorções de guitarra, interseções e arranjos que adornaram uma composição bem à medida da imensidão e do silêncio que carateriza o vazio cósmico a que o músico de Chicago nos tem habituado ultimamente.

Agora, cerca de mês e meio depois de contemplarmos essa grandiosa composição, chega a vez de conferirmos a menos ousada, mas igualmente deliciosa, Video Game, talvez a canção da carreira do musico de Chicago que mais fielmente obedece ao formato pop dito convencional, já que, sendo melodicamente feliz, assenta num registo sintético proeminente, em que, numa espécie de dance pop psicadélico, vozes e batidas aproximam perigosamente Sufjan Stevens de um território sonoro dominado por alguns dos maiores mestres do R&B e do hip-hop atual. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 21:01

Father John Misty – To S. / To R.

Sábado, 22.08.20

Já passaram dois anos desde que Josh Tillman nos ofereceu o extraordinário registo God's Favorite Costumer, um dos melhores discos de dois mil e dezoito para esta redação, concebido por um dos artistas mais queridos deste espaço de crítica musical, sempre absorvido nos seus dilemas, vulnerabilidades e inquietações pessoais, enquanto ensaia, em cada álbum, uma abordagem tremendamente empática e próxima com o ouvinte, sem se deslumbrar e perder a sua capacidade superior de criar canções assentes num luminoso e harmonioso enlace entre cordas e teclas, que dão vida a temas carregados de ironia e de certo modo provocadores.

Father John Misty lança as faixas inéditas "To R." e "To S."

E Father John Misty está de regresso e em dose dupla com To S. e To R., duas canções gravadas em Los Angeles com a preciosa ajuda dos produtores Dave Cerminara e Bobby Krlic (The Haxan Cloak) e que mostram o músico norte-americano em excelente forma. São duas composições bonitas e sentidas, repletas de orquestrações opulentas e com um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. De facto, em ambas, chega a ser inquietante o modo impressivo e realista como Joshua Tillman se senta ao piano ou coloca a viola no regaço e nos faz acreditar que pode ser possível confiar nestes temas para descobrirmos melhores caminhos e atalhos principais e secundários para a suprema felicidade, ou como ponto de partida para a redenção pessoal. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:05

Glasvegas – Keep Me A Space

Sexta-feira, 21.08.20

Glasvegas - Keep Me A Space

Sete anos após o extraordinário registo Later… When The T.V Turns to Static, os escoceses Glasvegas de James Allan voltam a dar sinais de vida com o anúncio do lançamento de um novo álbum intitulado Godspeed, o quarto da carreira deste projeto essencial do indie rock britânico contemporâneo e que irá ver a luz do dia em abril do próximo ano.

Com indesmentíveis reminiscências no melhor pop rock oitocentista, Keep Me A Space é o single mais recente divulgado de Godspeed, uma composição épica e vibrante, assente em faustosas guitarras, na voz sentimentalmente vigorosa de Allan e num registo melódico que nos capta instantaneamente. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:36

Ailbhe Reddy - Time Difference

Quinta-feira, 20.08.20

Uma das estreias discográficas mais interessantes do próximo outono é a da irlandesa Ailbhe Reddy, uma jovem artista de Dublin, estudante de psicoterapia e que tem na forja um álbum intitulado Personal History, com lançamento previsto para 2 de Outubro de 2020 pela Street Mission Records.

Track Review: Time Difference // Ailbhe Reddy | by Adam Goldsmith | The  Indiependent | Jun, 2020 | Medium

Personal History é uma colecção íntima e introspetiva de canções que ruminam os ritos de passagem de uma mulher exímia a escrever canções de auto-avaliação sincera e honesta, navegando autobiograficamente pelas agruras das relações amorosas mal sucedidas nesta era em que impera a lei das redes sociais (Looking Happy), mas que também sentiu necessidade de espalhar no registo aquilo que sente acerca da habitual dualidade de sentimentos, entre a solidão e a independência, que muitas vezes um artista sente em digressão (Time Difference), além de revelar explicitamente e sem pudores a sua orientação sexual (Between Your Teeth e Loyal). Além dessa componente pessoal, Personal History também coloca Ailbhe Reddy a olhar para o mundo que a rodeia, fruto do seu percurso académico acima referido. Assim, no alinhamento de Personal History encontramos também canções que mostram a sua compreensão e empatia relativamente às perspectivas e problemas das pessoas que a rodeiam. O estimulante tema Self Improvement oferece-nos um diálogo sobre as dificuldades em lidar com a saúde mental, enquanto outras músicas dissecam com maior precisão questões como aprender a conviver com o fracasso, nomeadamente Late Bloomer e como enfrentar os medos de compromisso Failing e Walk Away.

Um verdadeiro portento de indie pop, Time Difference é o primeiro single retirado de Personal History, um tema já referido acima, escrito no precipício de uma separação e que captura um momento de percepção, quando dois amantes vêem as suas vidas em direcções opostas. Pessoal e comovente, a canção foi escrita há dois anos durante uma digressão da artista com Will Varley. Sozinha, no seu quarto de hotel, depois de um concerto em Glasgow, a disparidade entre a agitada vida nocturna da cidade com o seu próprio isolamento fez ecoar os sentimentos vacilantes de solidão e de emoção que ela sentia naquele momento. Parando num momento de reflexão e percepção, Time Difference encaixou perfeitamente ali mesmo. 

A canção também já tem direito a um vídeo realizado por Ciaran O'Brien, filmado em Dublin em dois dias e que mostra Ailbhe aparentemente fora de sincronia com o resto do mundo. Confere...

Site: http://www.ailbhereddy.com/

Facebook: https://www.facebook.com/AilbheReddy/

Instagram: https://www.instagram.com/ailbhereddy/

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCzRCXBOHcUu0pgpQfvJQcgQ

Twitter: https://twitter.com/ailbhereddy

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publicado por stipe07 às 15:49


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