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Gary Olson - Gary Olson

Terça-feira, 09.06.20

Gary Olson é um notável cantor, compositor, escritor e multinstrumentista, que se destaca, no último atributo referido, aos comandos do trompete. Tem colocado em prática todos estes seus recursos na banda Ladybug Transistor, que lidera e com a qual já editou cinco discos à boleia da conceituada Merge Records. Mas Gary Olson também aposta numa carreira a solo, recentemente materializada num disco homónimo, que viu a luz do dia no final do passado mês de maio à boleia da Tapete Records e que resulta de uma colaboração estreita do músico com dois irmãos noruegueses, Ole Johannes Åleskjær, dono do estúdio Tune-J, situado nos arredores de Oslo e Jorn Åleskjær.

Também produtor e engenheiro de som nos estúdios Marlborough Farms, situados no bairro de Flatbush, em Brooklyn, nos arredores de Nova Iorque, Gary Olson e os irmãos noruegueses começaram a conjurar estes disco há já alguns anos quando a banda Loch Ness Mouse se cruzou com os Ladybug Transistor em digressão. A partir daí, a via de comunicação entre as duas partes ficou aberta, Gary fez algumas incursões à Noruega até ao estúdio dos irmãos para gravar, regressava a Flatbush onde acrescentava a voz e diversos arranjos aos temas, que tinham Ole aos comandos da guitarra e depois as composições iam novamente para a Noruega para serem concluídas.

Contando também com as participações de Håvard Krogedal (baixo, violoncelo), Emil Nikolaisen (bateria), Joe McGinty (arranjos de cordas, piano e órgão) e Suzanne Nienaber (voz), Gary Olson oferece-nos uma coleção de onze canções que impressionam pelo charme algo displicente, mas feliz, como parecem desprezar alguns dos arquétipos fundamentais da música atual, fazendo-o através de um clima sonoro que entre o rock clássico, a folk mais experimental e a pop charmosa, exala um travo algo boémio, fazendo-o com elevada sabedoria interpretativa e um realismo temático ímpar.

De facto, a radiosa luminosidade do timbre das cordas que conduzem e adornam Giovanna Please e, de um modo mais requintado, The Old Twin e o registo mais eletrificado e até algo progressivo de Some Advice, dentro de um indisfarçável espetro rock, são, dentro do registo, alicerces fundamentais de duas pontas do largo leque de influências e confluências que definem o conteúdo de Gary Olson, existindo em todas elas, como ponto comum, a segurar as pontas e a oferecer uma assinatura indistinta, o modo sagaz como o trompete induz vivacidade, cor e lineariedade a um alinhamento que se torna particularmente aprazível em dias festivos e descomprometidos, como seria de esperar num autor que sempre se fez notar por uma filosofia estilística de choque com convenções e normas pré-estabelecidas.

Sem perder tempo com o acessório e claramente a querer celebrar o momento, o imediato e o presente, Gary Olson vai direto ao assunto neste seu novo registo homónimo, fazendo-o com canções complexas e conversacionais e repletas de várias camadas sonoras que refletem uma variedade instrumental imensa, mas que que nos são dadas a apreciar em verdadeira plenitude, nesta contemporaneidade cheia de encruzilhadas e dilemas em que vivemos. Espero que aprecies a sugestão...

1. Navy Boats
2. Giovanna Please
3. Some Advice
4. Postcard From Lisbon
5. All Points North
6. Initials DC
7. Afternoon Into Evening
8. Diego It’s Time
9. A Dream For A Memory
10. Tourists Taking Photographs
11. The Old Twin

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publicado por stipe07 às 11:08






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