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Real Estate – Paper Cup

Sexta-feira, 17.01.20

Real Estate - Paper Cup

Será a vinte e oito de fevereiro próximo que irá ver a luz do dia, à boleia da Domino Records, The Main Thing, o quarto e novo registo de originais dos Real Estate, sucessor do excelente In Mind, editado em dois mil e dezassete e que estava repleto de canções feitas com guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, nuances que ajudaram o projeto a assumir-se definitivamente como um dos mais interessantes e inovadores do cenário indie atual.

The Main Thing será o primeiro disco do coletivo natural de Rodgewood, em Nova Jersey, sem a presença de Matt Mondanile, a contas com a justiça devido a várias acusações de abuso sexual. Mondanile foi substituido pelo multi-instrumentista Julian Lynch, que se junta a Martin Courtney, Alex Bleeker, Matt Kallman e Jackson Pollis e, de acordo com Paper Cup, o primeiro single divulgado de The Main Thing e que conta com a participação especial de Amelia Meath, uma das metades da dupla Sylvan Esso, tal mudança na formação não alterou decisivamente o som que típifica o adn dos Real Estate, uma constatação, a meu ver, positiva, refletida em Paper Cup, o primeiro avanço divulgado do trabalho, uma canção em que piano, cordas e uma vasta míriade de arranjos de elevada luminosidade e com um indisfarçável travo tropical, conjuram entre si intimamente, num resultado final bastante charmoso e sensorial. Confere Paper Cup e a tracklist de The Main Thing...

The Main Thing

01 Friday
02 Paper Cup
03 Gone
04 You
05 November
06 Falling Down
07 Also A But
08 The Main Thing
09 Shallow Sun
10 Sting
11 Silent World
12 Procession
13 Brother

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publicado por stipe07 às 11:17

Grouplove – Deleter

Quinta-feira, 16.01.20

Grouplove - Deleter

Terminou a espera e será, finalmente, em dois mil e vinte, que irá ver a luz do dia o sucessor do excelente registo Big Mess que os norte-americanos Grouplove de Hannah Hooper e Christian Zucconi, editaram em dois mil e dezasseis. Ainda sem nome divulgado, o registo já tem, no entanto, um tema divulgado, intitulado Deleter.

Com direito a um fantástico vídeo assinado por Chris Blauvelt e em que se vê os membros da banda de Los Angeles de macacões laranja a interpretar o tema, Deleter foi gravada e produzida por Dave Sitek (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs, Weezer) em El Paso, no Texas, sendo alimentada por teclas abrasivas, linhas de guitarras estridentes e uma bateria extremamente rápida, um modus operandi implacável e vigoroso, no modo como interpreta alguns dos cânones fundamentais do rock alternativo de cariz mais rugoso. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:16

Papercuts – Kathleen Says EP

Quarta-feira, 15.01.20

Quatro anos depois do excelente Life Among The Savages, os Papercuts regressaram às luzes da ribalta em outubro de dois mil e dezoito com Parallel Universe Blues, dez canções que viram a luz do dia à boleia da Slumberland Records, a nova etiqueta deste projeto encabeçado por Jason Robert Quever e David Enos e oriundo de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos da América. Sexto disco do cardápio dos Papercuts e, como já referi, primeiro na Slumberland, Parallel Universe Blues continha um alinhamento com canções assentes no cruzamento feliz entre melodia e voz, com a escolha assertiva dos arranjos a nunca ofuscar o brilho que as cordas sempre tiveram no catálogo dos Papercuts. Esta era, de facto, uma nuance fundamental desse novo registo do projeto que, tematicamente, reflete a mudança de Jason Quever de São Francisco para Los Angeles, ocorrida à época.

Resultado de imagem para Papercuts Kathleen Says EP

Foram vários os singles já retirados desse excelente trabalho dos Papercuts, sendo, talvez, o mais badalado, Laughing Man, uma composição que, como os mais atentos se recordarão, estava coberta por um manto de monumentalidade e epicidade únicos. No entanto, um dos temas mais relevantes de Parallel Universe Blues e que merece também superior destaque é, sem dúvida, Kathleen Says, a sexta composição do alinhamento do registo. Foi editada em single, no início da passada primavera, com direito a um EP próprio, com 2 b sides: uma cover do clássico Blues Run The Game, da autoria de Jackson C. Frank e uma versão acústica de Comb In Your Hair., um dos temas mais emblemáticos do passado discográfico dos Papercuts.

Em Kathleen Says, uma guitarra abrasiva e com um elevado timbre metálico, variações percurssivas constantes e deliciosamente encadeadas com o baixo e uma luminosidade melódica ímpar, são os grandes atributos de uma canção repleta de diversos detalhes preciosos, fundamental para conferir uma tonalidade refrescante e inédita ao alinhamento de um disco cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproxima do que melhor propõe atualmente a música independente americana contemporânea. Confere o EP Kathleen Says, o alinhamento de Parallel Universe Blues e espero que aprecies a sugestão...

Papercuts - Kathleen Says

01. Kathleen Says
02. Blues Run The Game
03. Comb In Your Hair

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publicado por stipe07 às 10:08

Elephant Stone – Keep The Light Alive

Terça-feira, 14.01.20

Elephant Stone - Keep The Light Alive

Os canadianos Elephant Stone são uma banda de Montreal, no Canadá, liderada por Rishi Dhir, baixista e um dos tocadores de cítara mais importantes do cenário musical psicadélico atual. Andam por cá desde 2009 e nesse ano editaram The Seven Seas, o disco de estreia e, logo aí, deram início à busca, quase obsessiva, pela canção pop perfeita. O seu conteúdo acabou por chamar a atenção da crítica e o álbum foi nomeado para os Polaris Music Prize desse ano. A seguir surgiu mais um EP, The Glass Box EP, num período em que Dhir também andou na digressão de dois mil e onze dos The Brian Jonestown Massacre. Depois, no início de dois mil e treze, chega o segundo álbum, um homónimo lançado pela Hidden Pony Records, quase três anos, em dois mil e dezasseis, vê a luz dia Ship Of Fools e agora, no dealbar de dois mil e vinte, é-nos anunciado Hollow, o próximo registo de originais deste grupo que se destaca por uma tonalidade psicadélica única e pouco vulgar no modo como se cruza com alguns dos melhores detalhes do indie rock.

Hollow chegará aos escaparates a catorze de fevereiro e Keep The Light Alive é o primeiro single divulgado do alinhamento desse registo, uma composição com um ritmo vibrante, assente em faustosas guitarras que criam uma melodia incisiva, com um elevado grau de epicidade e esplendor. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:05

The Proper Ornaments – Purple Heart

Segunda-feira, 13.01.20

The Proper Ornaments - Purple Heart

Nem um ano passou desde o excelente Six Lenins, disco que figurou na lista dos melhores dez álbuns do ano passado para esta redação, e os londrinos The Proper Ornaments já estão de regresso aos lançamentos discográficos com Mission Bells, um compêndio com treze canções e com a chancela da Tapete Records, que irá ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

Missin Bells será o quinto registo de originais da banda de James Hoare, uma das caras metade dos Ultimate Painting e de Max Claps, membro recente dos Toy e começou a ser incubado durante a digressão de promoção de Six Lenins. Do seu alinhamento acaba de ser revelado o conteúdo de Purple Heart, a canção que abre o disco e que, num clima que oscila entre a melancolia e o hipnotismo, nos leva, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme. Confere Purple Heart e o alinhamento de Mission Bells...

1. Purple Heart
2. Downtown
3. Black Tar
4. The Wolves At The Door 5. Broken Insect
6. The Impeccable Lawns
7. Echoes
8. Flophouse Calvary
9. Strings Around Your Head
10. The Park
11. Music Of The Traffic
12. Cold
13. Tin Soldiers

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publicado por stipe07 às 09:43

Steve Mason – Coup D’état EP

Sexta-feira, 10.01.20

O escocês Steve Mason esteve nos últimos anos ocupado com a reedição em vinil do catálogo dos seus Beta Band, mas no início deste ano focou-se novamente na sua carreira a solo, à boleia de About The Light, o quarto registo de originais do seu cardápio. Gravado em vários estúdios de Londres e Brighton, com a ajuda do mítico Stephen Street, que trabalhou com os Blur e os The Smiths, About The Light viu a luz do dia a dezoito de janeiro último e na altura sucedeu aos aclamados trabalhos Boys Outside (2010), Monkey Minds In The Devil’s Time (2013) e o antecessor Meet The Humans (2016). Agora, cerca de dez meses depois desse disco, Steve Mason volta a surpreender com Coup D’état, um EP com quatro temas, três novos originais e uma remistura de  America Is Your Boyfriend, canção que abria o alinhamento de About The Light, da autoria de Tim Goldsworthy.

Resultado de imagem para steve mason coup d'etat

Steve Mason parece estar destinado a tornar-se numa figura de culto do cenário indie britânico. Tal como muitos parceiros de luta muitas vezes catalogados de egocêntricos, foi-lhe diagnosticado em tempos um síndrome de distúrbio mental, que tem tentado contrariar desde o surpreendente registo Boys Outside, de dois mil e dez. Nesse álbum Mason fez uma espécie de mea culpa acerca da necessidade que foi sentido, ao longo da sua vida, de vestir uma determinada capa perante o grande público e nele, além de debruçar-se, com particular clarividência, sobre essa questão em concreto, também o fez, imagine-se, sobre a realidade política dessa época, no fundo uma estratégia igual a tantas outras, mas eficaz, de aproximação ao público e de quebrar barreiras. O passo seguinte deste exercício de exorcização e de busca de uma normalidade quotidiana deu-se há dois anos, durante o processo de gravação de Meet the Humans. Durante a escrita desse álbum Mason deixou de vez o seu refúgio escocês em Fife, numa zona florestal e mudou-se para a urbanidade de Brighton, em Inglaterra, onde encontrou parceira e enfrentou, inesperadamente, a dura mas feliz batalha da paternidade. Essa nova realidade pessoal, mais feliz, estável e adulta de Mason, acabou por se refletir no conteúdo de About The Light, o seu Brighton Album, como o músico também gostou de o intitular, um disco que sonoramente colocou as fichas na melhor herança da britpop noventista e que apresentou um som eminentemente experimental, como é suposto tendo em conta o adn deste músico, mas claramente mais acessível que o universo sonoro algo intrincado e frequentemente sofisticado dos Beta Band. Agora, neste Coup D’état, que viu os três originais produzidos por Steve Mac e Martin Duffy dos Primal Scream e cujo conteúdo não pode ser desligado do longa duração antecessor, Mason não se afasta muito dessa filosofia interpretativa efusiva, radiofónica e cimentada num rock melodicamente aditivo, mas coloca mais fichas numa toada eletrónica, de elevado cariz retro, como se percebe logo em Like A Ripple, o fabuloso tema que abre o EP e que nos remete para aquele eletro punk encharcado em glam que esteve em voga há cerca de quatro décadas. Depois, quer o pendor abrasivo desta canção, quer a toada mais climática mas tremendamente hipnótica de Against The World, acabam por ser amaciadas em Head Case, singela composição, que flutua num luminoso piano e numa subtil batida, enquanto a voz sorridente de Mason, quer neste tema, quer na cósmica e divertida remix de America Is Your Boyfriend, idealizada por Tim Goldsworthy, encarna o espelho fiel de alguém que dá mais um passo seguro em frente na sua já longa e respeitável carreira porque renova, potencia e embeleza o seu modus operandi, canalizando, novamente, o momento positivo pessoal que vive para a felicidade que sente em compôr de modo simples e direto, mas também, bonito, confidente e gentil. Espero que aprecies a sugestão...

Steve Mason - Coup D'état

01. Like A Ripple
02. Head Case
03. Against The World
04. America Is Your Boyfriend (Tim Goldsworthy Remix)

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publicado por stipe07 às 21:19

Tame Impala – Lost In Yesterday

Quinta-feira, 09.01.20

Tame Impala - Lost In Yesterday

Quase cinco anos após Currents e a testar os limites da nossa paciência devido a tão prolongado hiato, eis que os australianos Tame Impala de Kevin Parker voltam, finalmente, a dar sinais de vida com The Slow Rush, o novo registo de originais do projeto, um alinhamento com doze músicas gravadas, produzidas e misturadas pelo próprio Parker entre Los Angeles e o estúdio do artista em Fremantle, na Austrália, onde reside. The Slow Rush tem data de lançamento prevista para catorze de fevereiro do próximo ano, à boleia da Modular Records, a habitual etiqueta do grupo.

Lost In Yesterday é já o quinto tema divulgado de The Slow Rush e o último antes de o disco chegar aos escaparates. Os leitores mais atentos de Man On The Moon certamente recordam-se que este ano a nossa redação já divulgou as composições PatienceBorderline, It Might Be Time e Posthumous Forgiveness. Quanto ao seu conteúdo, Lost In Yesterday é uma canção sobre as nossas memórias, principalmente as menos felizes e a dificuldade natural que todos sentimos para exorcizar alguns demónios que nos atormentam por causa de eventos passados. Esse exercício contemplativo é idealizado por Kevin Parker à boleia de uma atmosfera sonora bastante aprazível, tremendamente épica e de forte pendor setentista. Aliás, uma regra essencial da filosofia estilistica dos Tame Impala, tem a ver com o foco e um enorme ênfase na nostalgia, mas tal reflete-se não numa cópia declarada de tiques, mas antes numa projeção de sintetizações, batidas e linhas de guitarra feita com uma contemporaneidade invulgar. Estes serão, certamente, e tendo em conta todas as amostras já divulgadas, alguns dos detalhes fundamentais daquele que será o quarto alinhamento dos Tame Impala e certamente um dos marcos discográficos de dois mil e vinte. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:34

Black Marble – Bigger Than Life

Terça-feira, 07.01.20

Os Black Marble são Chris Stewart e Ty Kube, uma dupla natural de Brooklyn, mas agora sedeada em Los Angeles, que se estreou nos discos em outubro de dois mil e doze, através da Hardly Art, com o registo A Different Arrangement, onze canções que carimbaram desde logo a sonoridade de uma banda, que nos remeteu, no imediato, para o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. Tal impressão teve sequência com o excelente sucessor It's Immaterial, editado também em outubro, mas de dois mil e dezasseis, mantendo-se o décimo mês do ano como período período predileto paras o lançamento de registos, já que Bigger Than Life, o terceiro álbum do projeto, viu a luz do dia precisamente nesse mês do último ano.

Resultado de imagem para Black Marble Bigger Than Life

Apesar de serem uma dupla, nos Black Marble quem assume as rédeas é Chris Stewart, que começou a escrever o conteúdo de Bigger Than Life depois da mudança recente de Nova Iorque para a outra costa, uma mudança física e ambiental que acabou por inspirar o músico, que, de acordo com o próprio, no primeiro dia em que entrou em estúdio para gravar e olhou pela janela, ficou logo fascinado com a luz e o contraste entre o ceú e as montanhas que rodeiam a cidade dos anjos, um ambiente natural único que fax da principal cidade da costa oeste dos Estados Unídos um lugar especial e muito procurado.

A partir daí, e tendo presente esta conjuntura relativamente à incubação de Bigger Than Life, conforntamo-nos com um alinhamento bastante coeso de onze canções de forte cariz retro, já que têm como receituário fundamental o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. é uma estética que não recusa a originalidade e a autenticidade que já são imagem de marca do som identitário dos Black Marble, mas que os mesmos tentam recontextualizar e fazer progredir, tendo sempre como pano de fundo aquela premissa que há trinta anos atrás colocava o sintetizador analógico na linha da frente e a nostalgia na proa das construções melódicas.

A própria postura vocal de Stewart abraça a tonalidade típica de um Ian Curtis que se rege pelo baixo, irrepreensível em Grey Eyeliner, e por batidas insistentes, o que ajuda imenso a criar uma certa tensão melancólica, que também é uma das traves mestras do disco e que terá como ponto forte a vibe surf de Daily Driver, uma das composições mais encantadoras do registo, a par dos fragmentos de sons sintetizados e distorcidos de Feels.

Em suma, neste Bigger Than Life as composições refletem, com alguma minúcia, estados de alma e os contextos que definem o momento atual de Stewart, através de um código específico, tal é a complexidade e a criatividade que estão nelas plasmadas. Tema após tema, o álbum transcende-se e sente-se uma emoção histórica que se encaixa também confortavelmente na tradição gótica dos anos oitenta, mas com uma leitura mais contemporânea, tudo agregado através de uma produção minimal, mas brilhante. Espero que aprecies a sugestão...

Black Marble - Bigger Than Life

01. Never Tell
02. One Eye Open
03. Daily Driver
04. Feels
05. The Usual
06. Grey Eyeliner
07. Bigger Than Life
08. Private Show
09. Shoulder
10. Hit Show
11. Call

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publicado por stipe07 às 18:05

MOMO - I Was Told To Be Quiet

Segunda-feira, 06.01.20

MOMO é Marcelo Frota, um cantor e compositor brasileiro que se estreou a solo em dois mil e seis com o aclamado registo A Estética do Rabisco, onze composições com fortes influências da herança do rock setentista que o país irmão produziu com particular abundância à quatro décadas atrás, em especial no nordeste. Seguiram-se mais quatro álbuns, que piscaram o olho a uma atmosfera mais acessível, sempre dentro de um espetro rock, os registos Buscador (2008), Serenade Of A Sailor (2011), Cadafalso (2013) e Voá (2017). Este último já tem sucessor, um trabalho intitulado I Was Told To Be Quiet, lançado no passado mês de outubro, no Brasil pelo selo LAB344, nos Estados Unidos pelo Yellow Racket Records e na Itália por Deusamora Records.

Resultado de imagem para MOMO I Was Told To Be Quiet

I Was Told To Be Quiet foi gravado em Los Angeles e produzido pelo norte-americano Tom Biller, amigo pessoal de Marcelo e que já trabalho com nomes tão influentes como Fiona Apple, Sean Lennon, Elliot Smith, Kanye West e Warpaint, entre outros. O seu alinhamento é uma resposta sensível ao mundo atribulado que vivemos e junta a herança calorosa e afetiva das sonoridades tupiniquins, nomeadamente a bossa nova e o samba, com a estética arrojada do indie contemporâneo. O resultado é um reportório brilhante e original, no qual o autor exibe diversas nuances de sua musicalidade. Entre composições cantadas em português, inglês e francês, temos contato com seu lado mais sonhador (Higher Ground), o mais confessional (For I Am Just a Reckless Child) e, como não podia deixar de ser, o mais ensolarado (Diz a Verdade). Depois, enquanto em Vida MOMO regressa um pouco aos ambientes psicadélicos de inicío da carreira, Mon Neant, Marigold e Lillies for Eyes impressionam pela riqueza estilística ao nível dos arranjos. Já Stupid Lullaby e Sereno Canto, composições mais exigentes e intrincadas, revelam toda a sua formosura à medida que o ouvinte se deixa conquistar pela voz e pelos sentimentos que MOMO lhes induziu.

Com uma lista notável de convidados, nomeadamente Wado, Thiago Camelo e Ana Lomelino (Mãeana) e com as participações especiais nas gravações dos músicos Régis Damasceno (baixo) e Marco Benevento (piano, polli synth, cordas synth), I Was Told To Be Quiet é um álbum alegre, livre e libertador, parco em pensamentos negativos e que, fazendo a antítise do seu título encharcado em ironia, nos oferece um MOMO buliçoso e salutarmente crítico relativamente ao modo como observa o mundo que o rodeia e como reflete sobre a feliz irrequietude da sua própria existência. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:58

Ten Fé – Candidate vs Heaven Sent Me

Domingo, 05.01.20

Depois de em março de dois mil e dezanove terem editado Future Tense, Present Tense, o excelente registo que sucedeu ao aclamado trabalho de estreia, Hit The Light, lançado no ano anterior, os lobdrinos Ten Fé de Leo Duncan voltam a dar sinais de vida com a edição de um single com as composições Candidate e Heaven Sent Me e que não fizeram parte do alinhamento desse segundo álbum, com apenas nove meses de vida.

Resultado de imagem para Ten Fé – Heaven Sent Me

Com uma sonoridade assente numa onda sintética particularmente expansiva e luminosa, Candidate é um tratado pop inspirado e rico, repleto de groove , intenso, alegre e dançável e com um travo à herança de uns Talking Heads inconfundível, enquanto Heaven Sent Me aposta naquela vertente mais climática e retro que fez escola na década de oitenta do século passado, uma espécie de soft rock , nuance que não é nova nos Ten Fé, mas que se mostra nesta canção mais apurada do que nunca e capaz de agradar a um espetro ainda mais alargado de ouvintes. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:22







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