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Ra Ra Riot & Rostam Batmanglij – Bad To Worse

Domingo, 31.03.19

Ra Ra Riot And Rostam Batmanglij - Bad To Worse

Dez anos depois de uma profícua colaboração que resultou num disco intitulado Discovery (2009) e de Rostam Batmanglij, membro dos Vampire Weekend de Ezra Koenig, ter produzido, cerca de meia década depois, Need Your Light, o último registo de originais dos Ra Ra Riot, alinhamento que continha Water, um tema composto a meias por Rostam e a banda, o músico nova iorquino e o coletivo de Siracusa, nos arredores da mesma cidade, voltam a unir esforços em Bad To Worse, o primeiro single revelado pelo grupo liderado por Wes Miles desde esse trabalho lançado há cerca de três anos.

Em Bad To Worse, canção inspirada em vagas memórias e longas viagens rodoviárias, como refere Miles no press release de lançamento da canção, que deverá fazer parte de um novo álbum dos Ra Ra Riot (It’s about watching the world from the window of the car or bus, and how there’s a familiarity to everything but it’s never the same as it once was), o ritmo divagante e melancólico da bateria encaixa na perfeição com o registo vocal em falsete de Miles, enquanto as sintetizações e as cordas, à medida que se acomodam progressivamente na melodia, fazem a canção levitar, levando-nos com ela e deixando-nos letargicamente à sua mercê, à medida que a herança de alguma da melhor pop oitocentista ressurge do nosso baú de memórias. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:30

Tricycles - Saliva

Sexta-feira, 29.03.19

João Taborda, Afonso Almeida, Edgar Gomes e Sérgio Dias são os Tricycles, uma espécie de super grupo que acaba de se estrear nos registos discográficos com um homónimo, gravado e produzido por Nelson Carvalho e editado pela Lux Records e que será alvo de revisão atenta muito em breve neste blogue.

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Descritos como um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, os Tricycles começaram a ganhar vida quando o Sérgio (bateria) e o Edgar (baixo) se juntaram ao Afonso (guitarra, voz) e ao João (guitarra, teclas, voz), para dar corpo a uma coisa vagamente improvável, mas que resulta claramente e que em estúdio funciona porque lá brincam como putos irrequietos no parque infantil e ao vivo também já que nos concertos a ideia é que a energia da lua no alcatrão quente suba pelos pedais até ao volante e exploda de modo a que o público e a banda comunguem raivas e melodias.

Saliva é o mais recente single extraído de Tricycles, uma canção de amor, mas de um amor especial, o chamado amor-ódio. Como não gostam de coisas anémicas, os Tricycles puseram imenso amor-ódio neste tema e também muita saliva, unhas e contradições, tudo guiado pelo mesmo piano martelado do princípio ao fim. O resultado é uma música íntima e coberta de sal na ferida, já com direito a um video em desenhos animados, realizado por João Taborda, com a colaboração de Afonso Barata e editado por Edgar Gomes e o mesmo João Taborda, feito frame a frame, com muita paciência, muito amor e, desta vez, sem qualquer pitada de ódio

Importa ainda referir que os Tricycles irão participar no EPICENTRO!, um evento com curadoria da Lux Records e da Blue House, a decorrer no Salão Brazil, em Coimbra. Sobem ao palco a vinte de Abril, na última noite do evento, que contará também com Ruze e ainda com os The Parkinsons, como cabeças de cartaz. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:50

Kakkmaddafakka – Diplomacy

Quinta-feira, 28.03.19

Ativos desde dois mil e quatro, sedeados em Bergen, na Noruega, e formados por Axel Vindenes, Pål Vindenes, Stian Sævig, Kristoffer Wie van der Pas, Lars Helmik Raaheim-Olsen e Sebastian Kittelsen, os Kakkmaddafakka estrearam-se nos discos em dois mil e sete com Down To Earth e contam já com quatro registos no seu cardápio, sendo o último Hus, um trabalho lançado há cerca de dois anos e que tem sucessor este ano, um alinhamento lançado recentemente pela Bergen Mafia Records e produzido por Matias Tellez. De acordo com a banda, este quinto álbum dos Kakkmaddafakka é o mais intimista e honesto do grupo, porque se inspira bastante em Bergen e porque aborda temáticas relacionadas com problemas de saúde mental, pelos vistos na ordem do dia em muitas bandas e projetos, como tem sido possível verificar nas publicações mais recentes deste blogue.

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Diplomacy é uma espécie de grito de alerta para o quanto difícl é, para mais pessoas do que se julga, viver nos dias de hoje numa sociedade profundamente dividida e carente de um rumo que agregue toda a amálgama de etnias, raças e povos que fazem desta nova Europa, um dos continentes mais heterogéneos e conturbados deste nosso mundo, apesar de apregoar muitas vezes aos sete ventos ser o mais civilizado, acolhedor e desenvolvido dos cinco. O segredo para a pacificação e para a sanidade e o equilíbrio que todos precisamos acaba por estar, no fundo, no encontro de pontos comuns e a música dos Kakkmaddafakka é fértil a deixar pistas nesse sentido, porque para este grupo a felicidade não olha a cores de pele, origens, heranças ou deuses para se manifestar. Basta ouvir o single Runaway Girl, uma luminosa e imponente canção sobre um amor proibido, assente num sintetizador cintilante, numa percussão frenética e numa guitarra plena dereverb, para se perceber a aúrea de otimismo e cor que a música deste grupo norueguês é capaz de transmitir ao ouvinte.

Para obter tal desiderato, Diplomacy aposta todas as fichas num receituário eminentemente pop que nos remete para a melhor herança da mescla de nomes como os The War On Drugs ou os Friendly Fires, só para citar os projetos que saltam logo ao ouvido durante a audição do disco. É uma filosofia interpretativa com um travo indie de excelência, assente também em rimas simples e de perceção quase intuitiva de uma espécie de humor melancólico e que a cadência e o polimento de Naked Blue, o travo oitocentista das sintetizações e das guitarras de Sin e Get Go também exemplificam e comprovam, num resultado final promissor e que não desilude minimamente. Espero que aprecies a sugestão...

Kakkmaddafakka - Diplomacy

01. My Name
02. Runaway Girl
03. The Rest
04. Sin
05. Get Go
06. Frequency
07. Moon Man
08. Naked Blue
09. This Love

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publicado por stipe07 às 10:43

Idlewild – Same Things Twice

Quarta-feira, 27.03.19

Idlewild - Same Things Twice

Os britânicos Idlewild, formados atualmente por Roddy Woomble, Rod Jones, Colin Newton, Allan Stewart e Gareth Russell, preparam-se para regressar aos registos discográficos com Interview Music, um disco que vai ver a luz do dia já a cinco de abril e que sucede ao aclamado registo Everything Ever Written, lançado há já quatro anos.

Depois do single Dream Variations, revelado em fevereiro, agora chegou a vez de conferirmos Same Things Twice, o novo avanço revelado de Interview Music, uma canção que atesta o regresso dos Idlewild a territórios mais experimentais e que exalando muita da energia adolescente de bandas como os Superchunk ou os Sonic Youth e experiências dissonantes ao estilo Pavement, nomeadamente na guitarra, acaba por, no seu todo, abarcar heranças diretas do pós punk, onde não faltam também vias sonoras abertas para o pop rock, a new wave e o grunge, tudo acomodado por aquele jeito meio desajeitado e aparentemente pouco sóbrio de cantar, típico do vocalista da banda. Confere Same Things Twice e o seu curioso vídeo...

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publicado por stipe07 às 10:33

Fujiya And Miyagi – Flashback

Terça-feira, 26.03.19

Fujiya And Miyagi - Flashback

Com já uma década e meia de atividade e assumindo-se, à boleia de um já vasto e riquíssimo catálogo discográfico, como um dos projetos mais relevantes do cenário indie britânico, pelo modo exímio como misturam alguns dos melhores aspetos do rock alternativo com a eletrónica de cariz mais progressivo, os Fujiya And Miyagi resolveram o ano passado revisitar Transparent Things, o disco que editaram há pouco mais de uma dúzia de anos, que continha clássicos do calibre de Ankle Injuries, Collarbone ou Photographer e que os lançou para o estrelato. Agora, um ano depois dessa reedição em vinil do primeiro álbum da banda, os Fujiya And Miyagi lançam-se num novo registo de originais, um trabalho intitulado Flashback, que irá ver a luz do dia no final de maio à boleia da Red Eye Records. Será um disco com sete canções e bastante inspirado na adolescência de David Best e Stephen Lewis, os dois grandes mentores dos Fujiya And Miyagi e das memórias que guardam da Brighton em que cresceram, nos arredores de Londres e do período aúreo do eletro pop e do breakdance em plenos anos oitenta, época em que na Iglaterra trabalhista de Tatcher era cool usar fatos de treino da Nike, sapatilhas da Adidas e saber rodopiar no chão com estilo.

Deste novo álbum dos Fujiya And Miyagi já se conhece o tema homónimo, uma canção que retrata com elevado grau de impressionismo todo o ideário do disco acima referido, através da simbiose entre as batidas graves e palmas, a voz sussurrada de Best e o groove de um teclado retro, ao qual se juntam amiúde efeitos metálicos percurssivos com uma declarada essência vintage. Para já, o single esclarece que David Best, Stephen Lewis, Ed Chivers, Ben Adamo e Ben Farestuedt mergulharão uma vez mais a fundo, dentro da filosofia do trabalho, numa mescla entre electropop, disco e o clássico krautrock alemão setentista. Confere Flashback e o alinhamento e o artwork do disco que terá, como já disse, o mesmo nome...

fujiya miyagi flashback new album cover artwork

01. Flashback
02. Personal Space
03. For Promotional Use Only
04. Fear of Missing Out
05. Subliminal
06. Dying Swan Act
07. Gammon

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publicado por stipe07 às 10:50

Alen Tagus - Holiday

Segunda-feira, 25.03.19

É entre Sines e Paris que se divide o projeto Alen Tagus, da autoria do músico português Charlie Mancini, pianista e compositor para cinema e da artista francesa Pamela Hute, melodista e roqueira de coração. Esta dupla que assume preferir movimentar-se nas águas revoltas da indie pop introspectiva com fortes raízes na década de setenta do século passado, compôe de modo a proporcionar ao ouvinte uma viagem onírica com um elevado grau de impressionismo e de realismo, ou seja, com uma forte aposta em letras e melodias que proporcionem a quem os escuta uma experiência sensorial não só auditiva mas também visual.

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Alen Tagus vai estrear-se brevemente nos lançamentos com Paris, Sines, um EP misturado no estúdio de Mancini em Pamela, masterizado por Jean-Nicholas Casalis nos RTM Studios em Paris, com capa da autoria de Ricardo Pereira, fotógrafo artístico residente em São Miguel, Açores e que será editado a dezassete de Maio em todas as plataformas digitais. Esse lançamento terá a chancela da My Dear Recordings, etiqueta da própria Pamela Hute, fundada em dois mil e dezasseis e que conta já no seu catálogo com artistas e bandas francesas que se movimentam dentro do indie pop rock, além do compositor inglês Robin Foster, também exímio neste universo sonoro.

Holiday é um dos três avanços já divulgados de Paris, Sines, um tema com direito a um vídeo realizado por Miguel Pité do Amaral, produzido por Miguel Campos, gravado entre Sintra, o Guincho, a Peninha e o Teatro da Comuna, protagonizado pela atriz Helena Caldeira e que transparece muito da narrativa que está contida na sua letra. A personagem principal vive um relacionamento à distância que sobrevive sobretudo pelo uso do telefone enquanto deambula em diversos lugares desertos, à semelhança do clássico cinematográfico Paris, Texas. Sonoramente, a canção foi pensada para nos oferecer um passeio meditativo. Inspirada pela estética lo-fi dos Velvet Undergound, assenta num batimento simples e repetitivo, transportando-nos para um promenade poético numa zona rural e balnear composta por guitarras com camadas de delays e outros efeitos sonoros distintos. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:18

Tame Impala – Patience

Domingo, 24.03.19

Tame Impala - Patience

Cerca de quatro anos após Currents e a testar os limites da nossa paciência devido a tão prolongado hiato, eis que os australianos Tame Impala de Kevin Parker voltam, finalmente, a dar sinais de vida com Patience, tema que deverá fazer parte de um novo disco deste coletivo que tem na nostalgia e no modo como apresenta com uma contemporaneidade invulgar alguns sons do passado, importantes pedras de toque da sua filosofia sonora.

Esta canção Patience não foge à bitola concetual anteriormente descrita já que nos seus quase cinco minutos acomoda-se num rock psicadélico sonoramente sustentado numa guitarra mágica de forte índole setentista e que se manifesta com um charme vintage único e em constantes encaixes eletrónicos, detalhes aos quais se junta o já habitual almofadado conjunto de vozes em eco, num resultado final em que rock, eletrónica e psicadelia dão as mãos dentro de um espetro eminentemente pop. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:48

Swimming Tapes - Passing Ships

Sábado, 23.03.19

Os Swimming Tapes são os norte irlandeses Louis Price, Robbie Reid, Paddy Conn e Jason Hawthorne e o baterista inglês Andrew Evans, cinco amigos sedeados em Londres e que se preparam para surpreender a crítica com Morningside, o registo de estreia do grupo, que verá a luz do dia na próxima primavera, à boleia da Sub Pop Records.

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Já com dois EPs em carteira, os Swimming Tapes gravaram Morningside nos estúdios Haggerston, no leste de Londres, com a ajuda de Paddy Baird (Kowalski, Two Door Cinema Club, Warm Digits) e contaram com Tom Schick (Wilco, Nora Jones, Glen Hansard) para a mistura do mesmo, feita no outro lado do atlântico, em Chicago, nos míticos estúdios Loft de Chicago, propriedade dos Wilco de Jeff Tweedy.

Depois de nos terem deslumbrado com o single Pyrenees há alguns dias atrás, agora chegou a vez de contemplarmos Passing Ships, o novo avanço divulgado de Morningside, uma composição ainda mais luminosa que a anterior, bastante efusiva e otimista e que mistura de modo deliciosamente sonhador cordas vibrantes, com um efeito metálico muito vincado e, por isso, repleto de charme, com mais um registo percurssivo viciante e novamente com a serenidade vocal a ser a cereja no topo do bolo de uma canção bastante apelativa e sedutora. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:27

Be Forest – Knocturne

Sexta-feira, 22.03.19

Knocturne foi lançado há algumas semanas à boleia da We Were Never Being Boring, uma editora já com um catálogo bastante interessante e importante para várias bandas underground e que ainda procuram chegar a um lugar de relevo no universo sonoro alternativo. Falo do novo registo de originais do fabuloso projeto italiano Be Forest, oriundo de Pesaro, uma pequena cidade na costa do Adriático e um viveiro cultural onde, nos últimos, anos, têm despontado algumas bandas promissoras. Formados atualmente por Costanza Delle Rose (baixo e voz), Erica Terenzi (bateria e voz) e Nicola Lampredi (guitarra), este grupo do país dos césares estreou-se nos discos no início desta década com Cold, um trabalho que chamou a atenção por plasmar uma forte influência de um nome tão fundamental como os Cure. Depois, Heartbeat, o sempre difícil segundo álbum, chegou quatro anos após esse promissor arranque e agora, mais ou menos após o mesmo hiato temporal, foi editado este Knocturne, um registo com nove canções produzido e misturado pela própria banda com a ajuda de Steve Scanu e masterizado por Josh Bonati.

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Knocturne é o disco mais ambicioso, rico, cru e atmosférico do catálogo dos Be Forest, um trio conhecido por apostar numa filosofia sonora que centra esforços em aproximações a um indie rock com uma componente eminentemente etérea e contemplativa e que tem impressionado pelo bom gosto com que, nos alinhamentos já criados, se cruzam vários estilos e dinâmicas sonoras, com o lo fi a servir de elemento aglutinador das várias influências do trio. Knocturne não foge, portanto, a esta regra mas, honra seja feita ao seu conteúdo, assume-se como um registo mais ambicioso e amplo no modo como permite ao ouvinte contemplar não só uma pafernália alargada de sensações em que o cósmico e o espiritual são presenças imponentes, como é o caso do single Bengala, uma canção vibrante e fortemente intuitiva, mas também onde não falta um certo groove altivo e revigorante, não só plasmado na distorção aguda da guitarra de Alto I, mas também no vasto rol de efeitos que vagueiam por Empty Space e, principalmente, na percurssão de Gemini, uma composição com uma progressão quase incontrolada e que coloca os Be Forest mesmo na fronteira de um rock progressivo onde o experimentalismo das cordas distorcidas dita, como é óbvio, a sua lei.

Os Be Forest têm no seu ADN bem vincada a vontade de calcorrear uma imensidão de territórios sonoros e este Knocturne mostra que o fazem com uma maturidade imensa, assente em melodias que fazem levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Ouvir este disco é uma experiência diferente revigorante e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como o fazer de forma direta, pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...

Be Forest - Knocturne

01. Atto I
02. Empty Space
03. Gemini
04. K
05. Sigfrido
06. Atto II
07. Bengala
08. Fragment
09. You, Nothing

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publicado por stipe07 às 12:54

Said The Whale – Cascadia

Quinta-feira, 21.03.19

Os Said the Whale de Vancouver, no Canadá, regressaram aos discos no início deste ano com Cascadia, o sucessor do excelente As Long As Your Eyes Are Wide, que viu a luz do dia há uns dois anos. Sexto disco da carreira deste projeto liderado por Ben Worcester e Tyler Bancroft, Cascadia contém, em doze canções, um festim luminoso de forte índole sintetizada, que nos mostra um indie rock com pegadas de folkcountry e muita pop e onde é possível a apreciar delicadas harmonias vocais, pianos, guitarras limpas e um imenso impressionismo lírico.

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Ouvir Cascadia é circular por um sinuoso percurso sonoro com diversas interseções e cruzamentos que abarcam uma vasta míriade de géneros e estilos, tudo feito com coerência e bom gosto. Se em alguns instantes do registo é o rock mais comercial quem dita as suas regras, nomeadamente no single  UnAmerican, já em Love Don't Ask, por exemplo, aprecia-se, ainda dentro do mesmo rock, uma faceta mais intrincada e rugosa que, piscando o olho ao garage através das guitarras, encontra um ponto de equilíbrio no modo como o piano se consegue acomodar ao restante arquétipo instrumental do tema. E nestas duas canções acabamos por ficar com uma ideia clara da tal porção de referências que orienta os Said The Whale, cada vez mais aprimoradas, de disco para disco. Depois, o clima dream pop atmosférico de Shame, a pura e genuína folk de Old Soul, Young Heart, ou o travo lo-fi e avant garde de Gambier Island Greeen, acabam por cimentar toda esta flexibilidade e diversidade estilística de um projeto que nos oferece um registo que acaba por ter nesta enorme riqueza um dos seus maiores atributos.

Cascadia é simultaneamente sério e divertido, sexy e contemplativo e cada uma das suas composições tem uma alma própria, por um lado, mas, por outro, o disco também só é entendível na sua plenitude, já que  este é um alinhamento coerente, autêntico, rico e onde há muito para descobrir e desfrutar. Espero que aprecies a sugestão...

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01. Wake Up
02. UnAmerican
03. Love Don’t Ask
04. Cascadia
05. Shame
06. Old Soul, Young Heart
07. Record Shop
08. Moonlight
09. Broken Man
10. Love Always
11. Level Best
12. Gambier Island Green

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publicado por stipe07 às 15:15


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