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Conor Oberst – No One Changes vs The Rockaways

Terça-feira, 04.12.18

Nos últimos meses, o norte-americano Conor Oberst, um músico natural de uma pequena localidade no estado do Omaha mas radicado em Nova Iorque há mais de uma década, tem estado na penumbra, mas nem por isso deixou de estar atarefado. Escreveu um tema initulado LAX, que foi interpretado por Ethan Hawke na comédia romântica Juliet, Naked, depois gravou mais uma versão desse tema com Phoebe Bridgers e, como agradecimento, Bridgers convidou-o para tocar harmónica na versão que fez de Powerful Man, um original de Alex G. Agora, quase no ocaso de dois mil e dezoito, Oberst acaba de divulgar dois novos temas, No One Changes e The Rockaways, disponíveis em formato single e que terão edição física em vinil de sete polegadas, lá para fevereiro do próximo ano.

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Estas duas novas composições de Conor Orbest poderiam muito bem fazer parte do seu aclamado álbum Ruminations, editado há cerca de dois anos e ainda sem sucessor anunciado, um registo que, como ceertamente os mais atentos se recordarão, tinha uma tonalidade bastante intimista e melancólica e até algo depressiva. Estas sensações trespassam quer por No One Changes quer por The Rockaways, com a primeira canção, sobre o amor próprio, a assentar num inspirado piano e a segunda, uma composição sobre os momentos bons que devemos sempre recordar quando há uma separação, a oferecer-nos uma sonoridade acústica bastante impressiva e intensa, ampliada pela participação especial das teclas do sintetizador de Nathaniel Walcott , membro dos Bright Eyes. Confere...

Conor Oberst - No One Changes

01. No One Changes
02. The Rockaways

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publicado por stipe07 às 13:11

Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel And Casino (single)

Segunda-feira, 03.12.18

Lançado no auge da última primavera, Tranquility Base Hotel And Casino é o sexto álbum na carreira dos britânicos Arctic Monkeys de Sheffield, liderados por Alex Turner, ao qual se juntam Matt Helders, Jamie Cook e Nick O'Malley. Produzido por James Ford e pelo próprio Alex Turner, Tranquility Base Hotel And Casino viu a luz via Domino Records e sucedeu ao já longínquo AM, lançado em 2013.

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Tranquility Base Hotel And Casino contém onze canções liricamente bastante enigmáticas e recheadas de referências retro e do nosso imaginário cinematográfico, além de conter algumas críticas à modernidade, sendo bons exemplos desse modus operandi Star Treatment, canção com referências diretas ao icónico romance Blade Runner de Phillip K Dick e American Sports, tema que fala de uma base lunar onde os humanos habitam e olham de longe para o nosso planeta.

O conteúdo do discoTranquility Base Hotel And Casino foi destrinçado na altura pela nossa redação, pelo que este novo artigo sobre o registo, mais de meio ano após o seu lançamento, serve para destacar o rock lisérgico setentista do tema homónimo que contém, lançado recentemente em formato single, num vinil de sete polegadas, juntamente com a divulgação do documentário Warp Speed Chic, que mostra como decorreram as gravações do álbum e que pode ser visto aqui.

Esta edição single do tema Tranquility Base Hotel And Casino que, como já referi, deu nome ao último álbum dos Arctic Monkeys, contém no lado b uma canção intitulada Anyways que vale também bem a pena escutar. Esse tema obedece à filosofia que orientou o conteúdo de Tranquility Base Hotel And Casino, alinhamento em que os Arctic Monkeys, abrigados por um novo e vasto manancial de referências, piscaram o olho a latitudes sonoras mais consentâneas com as tendências atuais do espetro sonoro em que se movimentam, enriquecendo tremendamente o seu cardápio e elevando o quarteto a um novo estatuto, como banda fundamental do indie rock alternativo contemporâneo. Confere...

Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel And Casino

01. Tranquility Base Hotel And Casino
02. Anyways

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publicado por stipe07 às 13:33

Coldplay – Coldplay: Deep Cuts

Domingo, 02.12.18

Revelado e publicado digitalmente este ano, Coldplay: Deep cuts é um interessante alinhamento sonoro que documenta um extrato do lado menos comercial e mais negligenciado dos Coldplay de Chris Martin, uma banda que começou por conquistar a sempre ávida crítica britânica há quase vinte anos com o extraordinário Parachutes e pouco depois o mundo com ma sequência de discos que agregaram uma legião cada vez mais numerosa de fãs ávidos e dedicados, mas que, na minha opinião, foram, principalmente a partir de X&Y, reduzindo a bitola qualitativa do cardápio do grupo, essencialmente porque Chris Martin foi olhando com cada vez maior gula para a pop, principalmente a que se foi fazendo do outro lado do atlântico, onde montou residência depois do casamento com a atriz norte-americana Gwineth Paltrow, entretanto terminado, mas que teve como frutos Apple e Moses. Este enlace acabou por inspirar Martin em algumas canções, sendo uma delas Moses, canção editada apenas a vivo e que serviu de single de lançamento do registo Coldplay Live 2003.

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Depois do folk rock alternativo e intimista de Parachutes, foi logo a seguir, em A Rush Of The Blood To The Head, que os Coldplay inauguraram uma demanda discográfica que tinha a intenção firme de criar alinhamentos cada vez mais luminosos e festivos e que fossem melodicamente amplos e épicos, repletos de canções que celebrassem o otimismo e a alegria e que, misturando rock e eletrónica, ajudados por uma máquina de produção irrepreensível, consolidassem um virar de agulhas, que acabou por ser definitivo, ao encontro de sonoridades eminentemente pop. Neste Coldplay: Deep Cuts, temas como Miracles, canção que faz parte da banda sonora do filme Unbroken de Angelina jolie, ou Up&Up (estes dois temas também constam do alinhamento de A Head Full Of Dreams) firmam essa filosofia, mas, curiosamente, também colocam a nu aquele lado mais intimista e humano que sempre caraterizou os Coldplay. Depois, no riff de guitarra e nos samples e sintetizações empolgantes de Charlie Brown, no excelente trabalho percussivo de Cemeteries Of London, na emotividade profunda de Amsterdam, um dos momentos altos da carreira do grupo e talvez dos mais negligenciados e, principalmente, no festim auditivo que nos proporciona Lovers In Japan – Reign Of Loveo grupo britânico toca nos dois opostos da temporais da sua carreira enquanto despe algumas máscaras e justifica porque detém o título máximo de banda de massas da pop e da cultura musical dos dias de hoje, sucedendo isso porque também soube ir adaptando-se com sucesso aos cânones essenciais dos estilos sonoros que quis abarcar nas duas décadas que já leva de existência. Espero que aprecies a sugestão...

Coldplay - Coldplay Deep Cuts

01. Charlie Brown
02. Rainy Day
03. Til Kingdom Come
04 .Lovers In Japan – Reign Of Love
05. Crests Of Waves
06. Up&Up
07. Fix You (Live)
08. Homecoming (Feat. Chris Martin)
09. Amsterdam
10. Christmas Lights
11. Miracles
12. Moses (Live In Sydney)
13. Cemeteries Of London
14. Green Eyes
15. Brothers And Sisters

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publicado por stipe07 às 21:15


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