Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2018

Os melhores discos de 2018 (20-11)

20 - Big Red Machine - Big Red Machine

Produzido pelos próprios Justin Vernon e Aaron Dessner em colaboração com Brad Cook e com a participação especial de vários músicos que fazem parte do catálogo da PEOPLE, nomeadamente Phoebe Bridgers, This Is the Kit e músicos dos The Staves e que costumam tocar com os Arcade Fire, Big Red Machine coloca Vernon e Dessner na senda de sonoridades intimistas e ambientais, com composições de cariz predominantemente minimal mas que nem por isso deixam de ser intrincadas e de conterem várias nuances e detalhes que vale bem a pena destrinçar ao longo da audição das dez canções que compõem o registo.

Com a herança sonora de ambientes urbanos originários do outro lado do atlântico a ter sido certamente a grande força motriz da inspiração criativa da dupla e com uma filosofia soul sempre em ponto de mira, este é um disco com um universo sonoro fortemente cinematográfico e imersivo, um funk digital que nos leva numa viagem lisérgica por paisagens que, do dub ao R&B, passando pelo rap, o jazz, o afro beat e até o trip-hop, sobrevivem muito à custa de um cuidado arsenal instrumental, eminentemente eletrónico e, por isso, de forte cariz sintético.

Big Red Machine - Big Red Machine

01. Deep Green
02. Gratitude
03. Lyla
04. Air Stryp
05. Hymnostic
06. Forest Green
07. OMDB
08. People Lullaby
09. I Won’t Run From It
10. Melt

19 - Holly Miranda - Mutual Horse

Disco onde não falta uma vasta miríade de luxuriantes efeitos e detalhes, ferramentas com um poderoso potencial impressivo e que nos esclarecem acerca do modo como Holly Miranda se sente mais sorridente e disponível do que nunca para a exaltação, Mutual Horse eriça com contundência o nosso lado mais sensível. O álbum é um oásis de cândura e suavidade, mas também um terreno fértil de alerta e de despertar do lado mais angustiante da nossa consciência individual e coletiva, um disco que representa, claramente, um virar de página para um universo mais eloquente e transcendental por parte de uma das intérpretes mais inspiradas e influentes do cenário musical contemporâneo.

Holly Miranda - Mutual Horse

01. Wherever You Are
02. Golden Spiral
03. To Be Loved
04. On The Radio
05. All Of The Way
06. Towers
07. Exquisite (Feat. Kyp Malone)
08. Mr. Fong’s (Feat. Shara Nova)
09. Do You Recall
10. Let Her Go
11. When Your Lonely Heart Breaks
12. Sing Like My Life
13. Gina
14. Mt. Hood

18 - Preoccupations - New Material

Nos Preoccupations Floegel e Wallace colocam os sintetizadores em posição de elevado destaque, uma alteração estilística que combina post punk com shoegaze, uma fórmula pessoal e muito deles e onde o ruído não funciona com um entrave à expansão das canções, mas como mais um veículo privilegiado para lhes dar um relevo muito próprio que, sem esse mesmo ruído, os temas certamente não teriam. É criado um clima marcadamente progressivo e rugoso, com os teclados a tornarem-se numa mais valia no modo como adornam um garage rock, ruidoso e monumental e o harmonizam, tornando-o agradável aos nossos ouvidos, ou seja, fazem da rispidez visceral algo de extremamente sedutor e apelativo.

Assim, a viagem lisérgica que o quarteto nos oferece nas reverberações ultra sónicas de New Material, fazem deste compêndio um agregado instrumental clássico, despido de exageros desnecessários e amiúde apoteótico. É uma demonstração clara do modo como este coletivo se disponibiliza corajosamente para um saudável experimentalismo que não os inibe de se manterem concisos e diretos, à medida que constroem os diferentes puzzles que dão substância às canções. No final, tudo resulta de forma coesa e o ruído abrasivo proporcionado por esta catarse onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, aliada a um curioso sentido de estética, fascina e seduz.

 Preoccupations - Espionage

01. Espionage
02. Decompose
03. Disarray
04. Manipulation
05. Antidote
06. Solace
07. Doubt
08. Compliance

17 - Ultimate Painting - Up!

Em Up! vai-se, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso charme e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um bom gosto ainda maior pela peça em si que este disco representa. Neste disco, os Ultimate Paiting encerram em grande forma e de um modo extraordinariamente jovial, uma curta mas profícua carreira que seduziu-me pela forma genuína e simples como nela retrataram sonoramente e com superior clarividência eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro, mas onde o amor é a grande força motriz no modo como nos encadeamos uns nos outros. Espero que aprecies a sugestão...

Ultimate Painting - Up!

01. Needles In My Eyes
02. Not Gonna Burn Myself Anymore
03. I Am Your Gun
04. Foul And Fair
05. Someone’s Out To Get You
06. Take Shelter
07. My Procedure
08. Lying In Charles Street
09. Darkness In His Eyes
10. Snake Pass

16 - Landing - Bells In New Towns

Mestres da melancolia, os Landing emergem-nos num universo muito próprio onde, da criteriosa seleção de efeitos da guitarra à densidade do baixo, passando por uma ímpar subtileza percussiva e um exemplar cariz lo fi na produção, são diversos os elementos que costuram e solidificam um som muito homogéneo e subtil e, também por isso, bastante intenso e catalizador. De facto, até ao ocaso de Bells In New Towns, fica atestada a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, comunica com a nossa mente e os nossos sentidos de modo particularmente libertador e esotérico.

Landing - Bells In New Towns

01. Nod
02. By Two
03. Gravitational VII
04. Bright
05. Secret
06. Fallen Name
07. Wait Or Hide
08. Gravitational VIII
09. Trace
10. Second Sight

15 - Tunng - Songs You Make At Night

Songs You Make At Night parece ter sido pensado como a banda sonora perfeita para uma noite de sono relaxada, mas que também convide ao intimismo e à. reflexão. O disco vai-se convertendo nos nossos ouvidos num portento de sensibilidade e optimismo, um álbum a transbordar uma espécie de amor que só se sente durante o sono e que nos liberta definitivamente de algumas das amarras que ainda filtram o modo como a nossa consciência vê o mundo durante o dia. Outro enorme atributo de Songs You Make At Night é colocar constantemente na primeira linha das sensações aquela infatigável melancolia que nos mostra que nos dias de hoje por mais que a existência humana e tudo o que existe em nosso redor, estejam amarrados à ditadura da tecnologia, ela pode ser, à boleia dos Tunng, um veículo para o encontro do bem e da felicidade, quer pessoal quer coletiva.

Tunng - Songs You Make At Night

01. Dream In
02. ABOP
03. Sleepwalking
04. Crow
05. Dark Heart
06. Battlefront
07. Flatland
08. Nobody Here
09. Evaporate
10. Like Water
11. Dream Out

14 - The Sea And Cake - Any Day

Mestres da subtileza, os The Sea And Cake apelam à descoberta pessoal e à reflexão íntima, com canções que nos convidam, ao longo dos quase quarenta minutos do registo, a penetrarmos num universo sonoro com um adn bem definido, mas que não deixa de soar sempre familiar, sem deixar de nos oferecer instantes e detalhes muitas vezes inesperados e que espelham a riqueza criativa do projeto. Este novo álbum do quarteto de Chicago, mantém a beleza melódica caraterística do projeto, com a adição de novos elementos, nomeadamente uma forte presença de elementos jazzísticos e da folk a serem essenciais para um resultado final bastante fluído, ameno e arejado, que nos possibilita saborearmos uma recatada zona de conforto, mesmo que farta de invulgares expedições sónicas.

The Sea And Cake - Any Day

01. Cover The Mountain
02. I Should Care
03. Any Day
04. Occurs
05. Starling
06. Paper Window
07. Day Moon
08. Into Rain
09. Circle
10. These Falling Arms

13 - Kurt Vile - Bottle It In

O grande trunfo de Bottle It In é a sua dicotomia estilística sonora e o modo como ela entronca numa mesma filosofia, a da auto-descoberta. As canções sucedem-se sem pressa e muitas vezes sem se perceber se o autor está mais preocupado em comunicar com o ouvinte ou em efetuar um monólogo algo divagante e nem sempre lúcido e consistente. Mesmo sendo um registo que oferece ao ouvinte diferentes perspetivas sobre a realidade sociológica e psicológica que abriga o autor, é também um álbum sobre o presente, a velhice, o isolamento, a melancolia e o cariz tantas vezes éfemero dos sentimentos, em suma, sobre a inquietação sentimental, ou seja, o existencialismo e as perceções humanas comuns a todos nós.

Kurt Vile - Bottle It In

01. Loading Zones
02. Hysteria
03. Yeah Bones
04. Bassackwards
05. One Trick Ponies
06. Rollin With The Flow
07. Check Baby
08. Bottle It In
09. Mutinies
10. Come Again
11. Cold Was The Wind
12. Skinny Mini
13. (Bottle Back)

12 - Black Rebel Motorcycle Club - Wrong Creatures

O oitavo registo do grupo assume uma espécie de fecho de um ciclo e um círculo e faz os Black Rebel Motorcycle Club regressarem aquela que é a sua verdadeira essência, um projeto criador de canções assumidamente introspetivas, nebulosas e viscerais, que além de se debruçarem sobre o quotidiano, estilisticamente se preocupam em colocar o puro rock negro e pesado em plano de assumido destaque. Em Wrong Creatures há um claro entusiasmo no modo como as guitarras são tocadas e uma menor dose de experimentalismo é substituída pelo ruído direto e conciso, sem deixar de haver instantes de arrebatadora sedução que não ficam nada a dever a projetos que procuram tocar emocionalmente quem se predispõe a deixar-se envolver por canções pensadas para tocar no âmago de cada um de nós. É um disco que acaba por refletir um estado psíquico mais positivo de uma banda muito marcada por transformações e dissabores, mas que nunca deixou, ao longo da carreira, de tentar ser coerente no desejo de deixar, disco após disco, novas pistas para a salvação do rock.

Black Rebel Motorcycle Club - Wrong Creatures

01. DFF
02. Spook
03. King Of Bones
04. Haunt
05. Echo
06. Ninth Configuration
07. Question Of Faith
08. Calling Them All Away
09. Little Thing Gone Wild
10. Circus Bazooko
11. Carried From The Start
12. All Rise

11- Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel and Casino

Para quem está familiarizado com a discografia dos Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel And Casino é um disco inicialmente estranho e pouco familiar, mas que após repetidas e dedicadas audições se entranha, com a sua intensidade, feita de sobreposições densas e intrincadas de arranjos e efeitos, a não poder ser medida pelo modo como os decibéis das guitarras são debitados, mas antes pela emoção e pelo teor filosófico do registo. É um universo inédito de sons e referências que pulam entre a soul, o rock lisérgico e até o próprio jazz com uma arrepiante aurea de mistério e sedução. Os Arctic Monkeys têm sabido estar sintonizados com o absurdo sociológico e político dos nossos tempos e neste Tranquility Base Hotel And Casino enriquecem tremendamente o seu cardápio sonoro e elevam-no a um novo estatuto, como banda fundamental do indie rock alternativo contemporâneo.

Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel And Casino

01. Star Treatment
02. One Point Perspective
03. American Sports
04. Tranquility Base Hotel And Casino
05. Golden Trunks
06. Four Out Of Five
07. The World’s First Ever Monster Truck Front Flip
08. Science Fiction
09. She Looks Like Fun
10. Batphone
11. The Ultracheese


autor stipe07 às 15:28
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2018

Swervedriver - Mary Winter

Será a vinte e cinco de janeiro próximo, à boleia da Dangerbird, que verá a luz do dia Future Ruins, o novo registo de originais dos Swervedriver, uma banda icónica de rock shoegaze, nascida há quase trinta anos das cinzas dos icónicos Shake Appeal e que depois de um hiato de cerca de uma década voltou a reunir-se há cerca de três anos, tendo incubado na altura o registo I Wasn't Born To Lose You, que vê finalmente sucessor.

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Um dos singles já divulgados de Future Ruins é Mary Winter, uma melancólica e imponente canção, assente numa guitarra distorcida que contrasta na perfeição com o registo vocal ecoante de Adam Franklin, o líder dos Swervedriver, que disserta sobre os pensamentos de um astronauta que passeia no espaço enquanto recorda bons momentos vividos cá em baixo ("Been floatin’ out here so long, And you know I’m not coming down, With planet earth long gone, And my feet don’t touch the ground”). Confere...

 


autor stipe07 às 21:09
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2018

Grand Sun - Little Mouse

Foi através da Aunt Sally Records que viu já na segunda metade deste ano a luz do dia The Plastic People of The Universe, o mais recente EP dos Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital e que aposta num exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições. Deste EP constam cinco canções que são autênticos passeios por um mesmo jardim contemplativo, onde, na sua concepção e gravação, nos Blacksheep Studios por Guilherme Gonçalves e pelo Bruno Plattier, nada mais interessou para os Grand Sun senão observar e cantar o que os rodeava.

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Dessas cinco composições de The Plastic People of The Universe acaba de ser ser extraído em formato single a canção Little Mouse, uma alegoria pop particularmente luminosa conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, também com direito a um inspirado vídeo realizado por Luís Judícibus. Esta edição em formato single de Little Mouse marca o fim da digressão de apresentação do EP que viajou pelo país em cidades como Lisboa, Porto, Aveiro, Freamunde, Coimbra e Torres Vedras. Confere...


autor stipe07 às 20:31
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2018

The Twilight Sad – Videograms

The Twilight Sad - Videograms

Os The Twilight Sad são uma banda de indie rock de Kilsyth, na Escócia, com onze anos de carreira e já lançaram quatro discos: Fourteen Autumns & Fifteen Winters (2007), Forget the Night Ahead (2009), No One Can Ever Know (2012), e Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave é editado em dois mil e catorze. No início de dois mil e dezanove chegará aos escaparates It Won/t Be Like This All the Time, o quinto registo de originais dos The Twilight Sad, um trabalho que verá a luz do dia a dezoito de janeiro através da Rock Action, a etiqueta dos Mogway.

It Won/t Be Like This All the Time é o primeiro álbum dos The Twilight Sad a contar com Brendan Smith e Johnny Docherty nos créditos, dois músicos que têm tocado ao vivo com o grupo e que se juntam a MacFarlane e ao líder do projeto, James Alexander Graham. Videograms é o primeiro single retirado do novo registo do quarteto, uma canção onde o post rock, com uma elevada toada punk e shoegaze está bastante presente, algumas das principais caraterísticas dos genes identitários dos The Twilight Sad. Confere...


autor stipe07 às 16:07
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2018

Banda Sonora - Consoada 2018

A redação do blogue Man On The Moon deseja a todos os seus leitores, seguidores e amigos um Santo e Feliz Natal e sugere uma banda sonora alternativa criada especialmente para a consoada deste ano. Espero que gostem..

 


autor stipe07 às 15:14
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Domingo, 23 de Dezembro de 2018

Cigarettes After Sex – Neon Moon

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Depois da dose dupla em formato single que incluia os temas Crush e Sesame Syrup e que serviram, em junho passado, para comemorar o primeiro anivesário da edição do excelente disco homónimo de estreia, os norte americanos Cigarettes After Sex, uma das novas coqueluches da indie pop de cariz mais ambiental, acabam de divulgar mais uma nova composição, uma versão do clássico Neon Moon, um original com vinte e seis anos da autoria da dupla Brooks and Dunn. 

Nesta nova roupagem de Neon Moon, este projeto oriundo de El Paso, no Texas e liderado por Greg Gonzalez, ao qual se juntam Jacob Tomsky, Phillip Tubbs e Randy Miller, deixou impressa a marca indistinta de uma banda que se baptizou com felicidade, já que compôe com todos os sentidos apontados à alcova, servindo-se, neste caso, do reverb eocoante de uma guitarra e do ritmo hipnótico da bateria para, com uma filosofia estilística assente numa sonoridade simples e nebulosa, mas bastante melódica e etérea, arrastar-nos com complacência e sem pressas, para um universo feito com uma aura melancólica e mágica indistinta. Confere...


autor stipe07 às 23:20
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Sábado, 22 de Dezembro de 2018

UNKLE – The Other Side

UNKLE - The Other Side

Com a participação especial vocal de Tom Smith dos Editors, The Other Side é o novo single divulgado dos UNKLE e o segundo avanço conhecido de The Road: Part II / Lost Highway, o próximo disco do projeto britânico liderado por Philip Sheppard, que irá ver a luz do dia a vinte e nove de março próximo.

A participação de Tom Smith neste novo tema dos UNKLE acaba por ser uma opção compreensível, já que os UNKLE remisturaram recentemente Cold, uma das composições incluídas no último álbum dos Editors. Negra, intimista e plena de sentimentalismo, The Other Side fala do processo de recuperação que todos aqueles que têm momentos na vida menos bons precisam de viver para voltarem a erguer-se de novo. Confere...


autor stipe07 às 21:06
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2018

Lambchop – The December-ish You

Lambchop - The December-ish You

Depois de FLOTUS, o disco que os Lambchop editaram em dois mil e dezasses, Kurt Wagner, o grande mentor deste projeto norte-americano sedeado em Nashville, fez uma cover para o clássico When You Were Mine de Prince e realizou um mini-documentário em Colónia, onde juntamente com seis músicos alemães reinterpretou temas de FLOTUS.

Agora, quase no ocaso de dois mil e dezoito, os Lambchop revelam The December-ish You, o primeiro avanço para This (is what I wanted to tell you), trabalho que irá ver a luz do dia a vinte e dois de março do proximo ano à boleia da City Slang, em parceria com a Merge Records. Com uma tonalidade particularmente íntima e a exalar uma desarmante sensibilidade, The December-ish You segue a linha melódica e estilística que tem marcado os últimos registos dos Lambchop, cada vez mais enredados em paisagens onde jazz e eletrónica se misturam com superior elegância.

Tecnicamente o décimo terceiro registo dos Lambchop desde o álbum de estreia em mil novecentos e noventa e quatro, mas anunciado por Wagner, pelos vistos por uma questão de superstição, como o décimo quarto da carreira do grupo (Like all the other tallest buildings in the world, Lambchop skips No. 13), This (is what I wanted to tell you) também já viu o seu alinhamento divulgado. Confere o primeiro single de This (is what I wanted to tell you) e o seu alinhamento...

01 “The New Isn’t So You Anymore”
02 “Crosswords, Or What This Says About You”
03 “Everything For You”
04 “The Lasting Last Of You”
05 “The Air Is Heavy And I Should Be Listening To You”
06 “The December-ish You”
07 “This Is What I Wanted To Tell You”
08 “Flower”


autor stipe07 às 21:31
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

The Pains Of Being Pure At Heart – Full Moon Fever

Mestres do indie pop e oriundos de Brooklyn, em Nova Iorque, os The Pains Of Being Pure At Heart regressaram aos discos este ano para participar na iniciativa Sounds Delicious do portal Turntable Kitchen, um site criado por um casal que nasceu num apartamento de São Francisco e agora sedeado em Seattle e que mistura comida e música. O objetivo desta iniciativa é que uma banda faça uma versão integral de um álbum completo de outro grupo que admire e os The Pains Of Being Pure At Heart escolheram Full Moon Fever, o disco de estreia do projeto a solo de Tom Petty, lançado em mil novecentos e oitenta e nove e que contém, entre outros notáveis temas, clássicos como I Won’t Back Down ou Free Fallin', entre outros.

Resultado de imagem para The Pains Of Being Pure At Heart Full Moon Fever

Ora, a nova roupagem que o projeto liderado por Kip Berman deu a Full Moon Fever, recaiu numa abordagem um pouco mais elétrica e lisérgica que sabe a uma doce exaltação daquela dream pop que caminha de mãos dadas com a psicadelia. Com esse estilo sonoro sempre presente no momento de recriar temas tão intemporais como os que Tom Petty escreveu, os The Pains Of Being Pure At Heart acabaram por manter intacta a aúrea nostálgica e romântica de um disco ímpar da contemporaneidade norte-americana do final do século passado, criando um alinhamento tenso, planante e intrigante do início ao fim, com uma proposta estética assente num clima abstrato e meditativo, mas com um impacto verdadeiramente colossal e marcante.

De facto, esta revisitação de Full Moon Fever impregna-nos com um ambiente contemplativo fortemente consistente, num resultado final que encarna um notório marco de libertação e de experimentação que homenageia e aprimora o espírito do original, sugando-nos para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e fria, como só estes The Pains Of Being Pure At Heart nos conseguem proporcionar. Espero que aprecies a sugestão...

The Pains Of Being Pure At Heart - Full Moon Fever

01. Free Fallin’
02. I Won’t Back Down
03. Love Is A Long Road
04. A Face In The Crowd
05. Runnin’ Down A Dream
06. I’ll Feel A Whole Lot Better
07. Yer So Bad
08. Depending On You
09. The Apartment Song
10. Alright For Now
11. A Mind With A Heart Of It’s Own
12. Zombie Zoo


autor stipe07 às 22:00
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Tom Rosenthal – The Only Time I’m Home

Tom Rosenthal - The Only Time I'm HomeO cantor e compositor britânico Tom Rosenthal acaba de nos oferecer uma das melhores canções de natal da safra de dois mil e dezoito, um épico tema, pleno de sentimento e de emoção e que faz justiça a toda a míriade sentimental que nos invade e com frequência nos comove nesta época tão especial.

Assim, da majestosidade instrumental, ao modo assertivo como diferente vozes se vão cruzando e interpretando com lindíssimas tonalidades uma inspirada melodia, The Only Time I'm In Home é, claramente, uma canção feliz no modo como encarna com tremenda pujança e impressionismo toda a singela emotividade desta época tão especial. Confere...


autor stipe07 às 11:29
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Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Wintersleep – Surrender

Wintersleep - Surrender

Os canadianos Wintersleep vão regressar aos discos em março do próximo ano com In The Land Of, o sexto álbum da carreira deste projeto liderado por Paul Murphy e que verá a luz através da Dine Alone Records.

Álbum que será bastante centrado no que é ser um estranho num território adverso e as implicações que a mudança provoca sempre, de acordo com declarações recentes do guitarrista Tim D'Eon, In The Land Of acaba de ver o seu primeiro single divulgado, um tema intitulado Surrender, assente num rock que começa por ser intimista, mas que depois ganha uma majestosidade e um sentido emotivo muito pronunciados. De acordo com o baterista Loel Campbell, Surrender é uma canção de amor que versa sobre a luta interior que todos aqueles que optam pela tal mudança acabam por sentir, devido às dúvidas que sentem acerca da retidão dessa decisão. Confere...


autor stipe07 às 22:47
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

Cut Off Your Hands – On The Sea

Cut Off Your Hands - On The Sea

Sedeados em Auckland, na Nova Zelândia e ativos desde dois mil e seis, os indie groovers Cut Off Your Hands de Nicholas Johnston, Philip Hadfield, Brent Harris e Jonathan Lee acabam de revelar um novo tema intitulado On The Sea, algo que já não faziam há cerca de dois anos depois das excelentes composições Hate Somebody e Higher Lows and Lower Highs (tema inspirado no diagnóstico de bipolaridade de Nicholas, o grande mentor do projeto) que, à semelhança desta nova canção, também resultaram de uma profícua colaboração em estúdio da banda com Jeremy Toy, habitual colaborador do grupo.

Declaradamente influenciados pela mescla entre o chamado dub de Madchester e a DFA nova-iorquina, o que neste caso, tendo em conta a bitola qualitativa das propostas sonoras que apresentam é um elogio, os Cut Off Your Hands oferecem-nos em On The Sea uma daquelas típicas canções de início de festa, com a batida seca a puxar-nos sedutoramente para debaixo da bola de espelhos, juntamente com um aditivo refrão, uma simples mas bastante encorpada linha de baixo, acompanhada por uma percussão enleante e guitarras insinuantes, num tema já com direito a um psicadélico vídeo da autoria do conceituado realizador Benjamin Zambo. Confere...


autor stipe07 às 11:23
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018

Wavves – Emo Christmas EP

Depois do excelente You're Welcome, lançado no verão do ano passado, os californianos Wavves de Nathan Williams e Stephen Pope, atualmente em digressão interna com os Beach Fossils, acabam de nos surpreender com Emo Christmas, um EP com duas canções inspiradas nesta época festiva que estamos já a viver e que também tem fortes raízes e tradições no outro lado do Atlântico.

Resultado de imagem para Wavves – Emo Christmas EP

No lado a de Emo Christmas EP podemos conferir o tema homónimo, uma canção melodicamente incisiva, de acordes simples, como se exige a uma boa canção de Natal e bastante orelhuda. Já So Glad It's Christmas, o lado b deste EP de Natal dos Wavves, escrita por Pope, é uma composição mais intimista, com um cariz algo lo-fi, mas com um travo de sarcasmo e ironia muito marcante. 

Em suma, neste Natal o que importa para os Wavves é curtir ao máximo e este Emo Christmas EP é uma excelente banda sonora pensada para esse propósito com duas canções a obedecerem a essa fórmula tão legitima como outra qualquer. Se o Natal também já faz parte da indústria do entretenimento, Emo Christmas EP é uma seta apontada diretamente ao centro do alvo desse conceito de abordagem a uma época tão especial e rica em sentimentos e emoções. Confere...

Wavves - Emo Christmas

01. Emo Christmas
02. So Glad It’s Christmas


autor stipe07 às 13:15
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

Copeland - Pope

Copeland - Pope

Os norte-americanos Copeland de Aaron Marsh (voz, guitarra, baixo, piano), Bryan Laurenson (guitarra) e Stephen Laurenson (guitarra) já andam por cá, algo despercebidos, é certo, mas tremendamente criativos, desde o início do novo milénio. Têm cinco discos em carteira, sendo o último IXORA, um registo editado em novembro de dois mil e catorze e que vai ter finalmente sucessor, já no início do próximo ano.

Gravado nos dois últimos dois anos no The Vanguard Room, o estúdio de Aaron Marsh, em Lakeland, Florida, terra natal da banda e misturado em Nova Iorque por  Michael Brauer, Blushing é o nome desse novo álbum dos Copeland e irá ver a luz do dia a catorze de fevereiro, à boleia da tooth & nail records.

Com a habitual escrita algo intrincada e levemente lúgubre, que carateriza o cardápio lírico dos Copeland, envolvida por um arquétipo sonoro que, piscando também o olho à eletrónica, consegue ser, com superior subtileza, sereno e majestoso, Pope, o single já extraído de Blushing, faz adivinhar mais um álbum emotivo e capaz de mexer com o âmago de quem se predispuser a destrinçar o seu conteúdo, que vai sempre muito além, no caso dos Copeland, da simples vertente musical. Confere...


autor stipe07 às 13:28
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

Steve Mason – Walking Away From Love

Steve Mason - Walking Away From Love

O escocês Steve Mason esteve recentemente ocupado com a reedição em vinil do catálogo dos seus Beta Band, mas está novamente focado na sua carreira a solo. Assim, acaba de divulgar o tema Walking Away From Love, mais uma composição do alinhamento de About The Light, o seu quarto registo de originais. Gravado em vários estúdios de Londres e Brighton, com a ajuda de Stephen Street, About The Light vai ver a luz do dia a dezoito de janeiro próximo e sucede aos aclamados registos Boys Outside (2010), Monkey Minds In The Devil’s Time (2013) e o antecessor Meet The Humans (2016).

Com uma sonoridade bastante efusiva e radiofónica, cimentada num rock que replica alguns dos traços identitários da vibrante herança brit, sempre melodicamente aditiva e assente em cordas exuberantes, Walking Away From Love, faz adivinhar um disco com uma dose divertida de experimentalismo e que continuará a colocar nas luzes da ribalta este nome influente do cenário indie britânico contemporâneo. Confere...


autor stipe07 às 14:39
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

Broken Bells – Shelter

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Quatro anos depois do álbum After The Disco e três depois do single Is That Talk Again, lançado em dois mil e quinze como avanço do filme concerto Broken Bells: Live At The Orpheum, os Broken Bells de Brian Burton aka Danger Mouse e James Mercer, vocalista dos The Shins, estão de regresso aos lançamentos com Shelter, um tema que ainda não se sabe se antecipa um novo disco dos Broken Bells, mas que foi sendo anunciado por um conjunto de teasers publicados na conta de instagram do projeto em que os dois músicos surgem em estúdio e a gravar juntos.

Repleto de harmonias subtis embrulhadas na voz efusiva de Mercer e com uma forte toada pop, proporcionada por uma batida cheia de groove e que clama por climas etéreos e intimistas, Shelter mantém os Broken Bells na rota de um caminho coeso, assertivo e refinado, numa parceria que sabe como mostrar o real potencial dos seus dois pólos. Confere...

Broken Bells - Shelter


autor stipe07 às 13:35
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Domingo, 9 de Dezembro de 2018

Deerhunter – Element

Após quase década e meia de excelentes registos discográficos que consolidaram uma das carreiras mais bem sucedidas e profícuas do indie rock experimental contemporâneo, os Deerhunter de Bradford Cox já têm prontoWhy Hasn’t Everything Disappeared?, um registo gravado em Marfa, no Texas, que será lançado a dezoito de Janeiro próximo à boleia da 4AD Records e que foi produzido pela cantora e compositora galesa Cate Le Bon, com a ajuda da própria banda e dos produtores e engenheiros de som Ben H. Allen III e Ben Etter, que já tinham trabalhado com o grupo em discos anteriores.

Deerhunter

O mais recente single divulgado deste Why Hasn’t Everything Disappeared?, o oitavo disco da carreira dos Deerhunter, que sucede ao aclamado disco Fading Frontier (2015), é Element, o quarto tema do alinhamento, uma composição descrita por Cox como uma ode ao ambiente e à natureza, um tema com uma tremenda sensibilidade pop e que resplandesce pelo modo como as cordas e os sopros vão interagindo entre si de um modo muito calculado, o que resulta, no seu todo, em quase três minutos de puro deleite sonoro, com indisfarçável leveza e beleza melódica. Confere...

Deerhunter - Element


autor stipe07 às 18:20
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2018

Generationals – State Dogs: Singles 2017-18

Após o lançamento do excelente álbum Alix, em 2014, a dupla norte americana Generationals, de Ted Joyner e Grant Widmer, natural de Nova Orleães, Louisiana, reslveu deixar de lado o habitual formato físico e de alinhamentos, passando a optar pelo lançamento de singles em formato digital. E nestes dois últimos anos os Generationals acabaram por ser bastante profícuos quer criativamente quer na exposição de canções, pelo que acaba de se justificar este State Dogs: Singles 2017-18 que, conforme o título indica, compila todos estes singles que a dupla lançou digitalmente após Alix.

Resultado de imagem para Generationals Ted Joyner Grant Widmer

O registo contém um total de nove singles, além de mais um novo original, o tema Beggars In The House Of Plenty, sendo, portanto, um alinhamento de dez canções de forte cariz radiofónico, que resultam, todas agregadas, num tratado de indie rock repleto de fuzz e incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo.

State Dogs: Singles 2017-18 é um álbum perfeito para se perceber como este projeto, já com quatro discos de originais além desta compilação, deambula de modo escorreito entre abordagens mais electrónicas e tonalidades que exalam um indie sombrio e nublado, sempre com uma base melódica muito elaborada e coesa, com pronunciadas influências quase sempre relacionadas com os teclados típicos do anos oitenta e que acabam por cair facilmente no goto do grande público, já que para os Generationals, independentemente da receita, uma toada experimental animada, luminosa e feliz é sempre algo transversal ao conteúdo musical que criam. Espero que aprecies a sugestão...

Generationals - State Dogs Singles 2017-18

01. Keep It Low
02. It May Get Bad When You’re Lonely And Cold
03. Catahoula Man
04. Silent Ocean
05. Mythical
06. Avery
07. Beggars In The House Of Plenty
08. Days Alone
09. Kid
10. Turning The Screw


autor stipe07 às 17:38
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

White Lies – Finish Line

White Lies - Finish Line

Pouco mais de dois anos após Friends, os ingleses White Lies de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, que entretanto passaram a fazer parte da [PIAS] Recordings, preparam-se para colocar nos escaparates, lá para fevereiro do próximo ano, mais um registo de originais. É um álbum que servirá também para marcar os dez anos de carreira do grupo. Será um alinhamento de nove canções intitulado Five e que irá continuar a firmar o grupo num lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock, se tivermos em conta não só as composições já divulgadas do seu alinhamento, mas também o rock épico e esplendoroso esplanado nas cordas vibrantes, acústicas e eletrificadas e nas variações do ritmo marcial de Finish Line, a última a ser conhecida.

Five foi gravado em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Los Angeles, onde os White Lies estiveram em estúdio com Ed Buller, produtor de To Lose My Life e Big TV, os dois antecessores deste Five. Também participaram nas sessões de gravação o engenheiro de som James Brown (que já trabalhou com Arctic Monkeys e Foo Fighters) e o renomado produtor Flood, que também tocou sintetizadores e teclados em algumas canções. Quanto à mistura de Five, ficou a cargo do carismático e reputado Alan Moulder, que já tinha trabalhado com os White Lies nos dois primeiros capítulos da discografia do grupo. Confere...


autor stipe07 às 13:45
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018

Cat Power – What The World Needs Now (Jackie DeShannon Cover)

Seis anos depois do excelente Sun, já viu a luz do dia, através da insuspeita Matador Records, Wanderer, o décimo álbum de estúdio da norte-americana Cat Power, uma cantora e compositora também conhecida como Chan Marshall, nascida em Atlanta, na Georgia e que também se tem destacado ao longo da carreira pelas covers e versões com que nos tem presenteado, geralmente com a mesma filosofia estilística, ir ao esqueleto do tema, despi-lo de grande parte dos seus arranjos e dar-lhe um cariz mais orgânico, intimista e melancólico. Os mais atentos devem recordar-se, por exemplo, da versão que ela gravou no início deste século do original dos Rolling Stones (I Can’t Get No) Satisfaction. Retirou do tema o riff de guitarra principal e aprimorou com enorme bom gosto e simplicidade o esqueleto acústico desse clássico do rock contemporâneo.

Resultado de imagem para Cat Power – What The World Needs Now (Jackie DeShannon Cover)

Agora, algumas semanas depois da edição do seu último álbum, conforme referi acima, Cat delicia-nos com uma nova cover, presente na edição deluxe de Wanderer. É a sua versão da canção What The World Needs Now, um também clássico, com mais de meio século (1965), da autoria da dupla Burt Bacharach e Hal David e cantada magistralmente, à época, por Jackie DeShannon. Esta composição foi revista, ao longo das últimas décadas, por nomes tão proeminentes como Dionne Warwick, Mahalia Jackson, Luther Vandross, ou Diana Ross, que gravou duas versões, uma delas a solo e outra com as Supremes. Na sua revisitação do tema, Cat Power criou, à boleia de um inspirado piano, um clima jazzistico bastante sedutor e charmoso, preenchido com alguns arranjos de cordas de rara beleza e a exalarem um forte travo a vulnerabilidade. Confere a cover de Cat Power para o clássico What The World Needs Now e compara-a com o original cantado por Jackie DeShannon...

Cat Power - What The World Needs Now


autor stipe07 às 13:12
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