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Still Corners – Slow Air

Sábado, 18.08.18

Dois anos depois do belíssimo registo Dead Blue, a dupla britânica Still Corners está de regresso, novamente à boleia da Wrecking Light, com Slow Air, o quarto álbum da carreira deste projeto formado por Greg Hughes e Tessa Murray e que agora sedeado nos Estados Unidos tem pautado a sua carreira por calcorrear um percurso sonoro balizado por uma pop leve e sonhadora, íntima da natureza etérea e onde os sintetizadores são reis, mas também uma pop que pisca muitas vezes o olho aquele rock alternativo em que as guitarras eléctricas e acústicas marcam indubitavelmente uma forte presença.

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Iniciamos a audição de Slow Air e, na cadência embaladora de In The Middle Of The Night e, logo depois, no tremendo charme dos acordes da guitarra que plana sobre a melodia de The Message, percebe-se que os Still Corners continuam exímios no modo como se servem de alguns dos mais relevantes aspetos herdados da eletrónica dos anos oitenta, para os cruzar com forte sentido melódico e um indesmentível bom gosto, principalmente ao nível dos arranjos. E fazem-no com aquela saudável rugosidade orgânica que o baixo e a guitarra eletrificada contêm, tendo sempre em ponto de mira a criação de canções feitas de romantismo e sensualidade, sensações muito latentes nas propostas acolhedoras que controlam o timbre vocal de Tessa Murray, enleante e até algo hipnótico em Sad Movies, talvez o tema do registo onde a cantora melhor plasma os seus enormes atributos e onde a sua performance mais impressiona no modo como simbioticamente se cruza com a heterogeneidade instrumental, neste caso essencialmente sintética, que alicerça a canção.

O disco avança sem deixar de manter um elevado nível qualitativo e nos curiosos agregados percurssivos que fazem flutuar Welcome to Slow Air, tema com uma estética global algo etérea e intemporal, no modo como os efeitos dos teclados de Black Lagoon servem para acentuar o clima dançante da composição, na toada contemplativa e reflexiva de Dreamlands, na mais sombria e enigmática de Whisper e no nostálgico lo fi psicadélico de Fade Out torna-se claro que a sua audição cuidada é um exercício algo complexo mas claramente recompensador para o ouvinte.

Registo que conscientemente serve para fazer uma ponte entre o passado que inspira os Still Corners e o presente onde se querem inserir, Slow Air é uma espécie de travessia temporal à boleia de uma obra alimentada por temáticas recentes do universo pop e por uma indisfarçável nostalgia sonora, essencialmente a que contém aquele teor mais intimista que busca sempre o ideal de grandiosidade, mas sempre controlada. Dessa forma, acaba por ser um registo que nos leva ao encontro de emoções fortes e explosivas, algumas outrora adormecidas, mas que também não descura instantes que nos possibilitem depois serenar. Sem dúvida, um trabalho fantástico para ser escutado num dia de sol acolhedor, como os mais recentes. Espero que aprecies a sugestão...

Still Corners - Slow Air

01. In the Middle Of The Night
02. The Message
03. Sad Movies
04. Welcome To Slow Air
05. Black Lagoon
06. Dreamlands
07. Whisper
08. Fade Out
09. The Photograph
10. Long Goodbyes

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publicado por stipe07 às 14:46

Foxing – Nearer My God

Quinta-feira, 16.08.18

Três anos depois do muito recomendável Dealer, os Foxing de Conor Murphy, Ricky Sampson, Jon Hellwig e Eric Hudson, estão de regresso aos discos com Nearer My God, o terceiro registo discográfico do grupo, dez canções que viram a luz do dia a dez de agosto último à boleia da Triple Crown Records e que foram produzidas por Chris Walla, antigo membro dos Death Cab For Cutie.

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Imponência e verticalidade na abordagem ao rock mais efusivo e de olhar anguloso a uma salutar epicidade, são duas ideias que assaltam o ouvinte mais atento logo em Grand Paradise, um tema conduzido por guitarras angulares plenas de riffs efusivos e ruidosos e que acaba por ser uma porta de entrada impressiva para um disco que se assume como um dos mais interessantes dentro das propostas recentes que abordam aquele rock progressivo que tem feito escola no outro lado do atlântico nas últimas três décadas. E esta banda de Saint Louis, no Missouri, parece querer assumir-se como porta estandarte de um subgénero do rock que tem tido um airplay cada vez menor depois do período aúreo que viveu no dealbar do novo século.

Nearer My God avança sem concessões no que concerne ao grau de imponência e de profusão sonora e na profunda emotividade lírica do single Slapstick, um tema que fala de dois amigos que dependem um do outro para viverem e o modo como nessa canção o piano se cruza com as guitarras, percebe-se que os Foxing são exímios  também no modo como contemplam o mundo que os rodeia e dissertam sobre algumas das suas maiores fraquezas e inquietações. Aliás, Conor Murphy considera que o mundo, tal como o conhecemos, está nas ruas da amargura social e económica e que vivemos todos a bordo de um navio prestes a afundar-se. Esse navio é a sociedade ocidental contemporânea dita civilizada e Nearer My God, tal como o título indica, pode servir como manual de escape ao cataclismo. O falsete à capella nos momentos iniciais de Lich Prince, antes de chegarem as cordas distorcidas e a bateria imponente e o falsete passar a berro, são apenas mais dois sinais sonoros de aviso urgente e, ao mesmo tempo, duas caraterísticas bem vincadas de uma identidade sonora muito própria, um emo rock que, pouco depois, nas sintetizações amarguradas de Five Cups e no frenesim algo cru e intuitivo de Gameshark, uma canção onde os sons de fundo típicos de jogos de computador são uma das suas nuances mais curiosas, se assume como bandeira para quem quiser trilhar outros caminhos menos sinuosos e mais próximos de uma espécie de espiritualidade que os Foxing aconselham vivamente a ser vivenciada caso ainda queiramos escapar da inevitabilidade e contribuir para o bem comum. O eco das batidas de Heartbeat e os bips telegráficos que se cruzam com o piano em Trapped In Dillard’s parecem conter, na sua sequência, uma espécie de código sagrado que, se conseguirmos decifrar, nos possibilita acedermos ao mundo alternativo que os Foxing consideram ser o melhor refúgio e a alternativa mais segura relativamente ao mundo real em que coexistimos. Espero que aprecies a sugestão...

Foxing - Nearer My God

01. Grand Paradise
02. Slapstick
03. Lich Prince
04. Gameshark
05. Nearer My God
06. Five Cups
07. Heartbeats
08. Trapped In Dillard’s
09. Bastardizer
10. Crown Candy
11. Won’t Drown
12. Lambert

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publicado por stipe07 às 22:18

daguida - Fico Louco

Terça-feira, 14.08.18

Yuran, João Pedro e António Serginho são os daguida, um trio oriundo de Santa Maria de Lamas e já com dezoito anos de história. Depois de todo este tempo, apresentaram-se finalmente ao grande público, na passada primavera, com a sua primeira publicação oficial nas redes digitais, um tema intitulado Passageiro e o respetivo vídeo de promoção, realizado pela produtora Dawn Pictures. Agora chegou a vez de divulgarem Fico Louco, uma música de Verão com ritmo dançável e energia bem-disposta, disponível nas plataformas de streaming e no Youtube em formato vídeo-letra. Pode também ser descarregada gratuitamente no bandcamp da banda. O passo seguinte será a edição deste single em vinil e depois virá o álbum de estreia, lá para 2019, estando prevista a abertura de uma campanha de crowdfunding para financiar a sua gravação.

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Edição de autor com o apoio da Revolução d’Alegria Associação, produzida por Nuno Mendes e gravada no El Estúdio, no Centro Comercial Stop, Porto, esta canção é um tema com fortes raízes na música tradicional africana mais extrovertida, com os sopros e os elementos percussivos a conferirem ao tema uma vivacidade ímpar. Luminosa e exuberante e escorreita na melodia, Fico Louco brinca, de acordo com os daguida, com referências ligadas ao universo do futebol e às táticas de engate para reforçar ideias como a confiança e a determinação de quem “vai a jogo”. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:26

Elephant Micah – Genericana

Segunda-feira, 13.08.18

Os norte-americanos Elephant Micah de Joe O'Connell, Matt O'Connell, Jason Evans Groth e Zeke Graves estão de regresso aos discos com Genericana, seis canções misturadas por Scott Hirsch e masterizadas por Carl Saff e capazes de nos enredar de modo particularmente hipnótico num universo que tendo tanto de alienigena como de alucinogénico. É um disco que comprova a já mítica mestria que este projeto oriundo da Carolina do Norte tem revelado ao longo da carreira para criar composições sonoras onde o salutar experimentalismo, que não renega o uso de nenhuma fonte sonora, é a principal filosofia prática no momento de compôr. Neste caso, um sintetizador barato, alguns artefactos da marca Hindustani e um antigo deck de três pistas, foram parte do arsenal utilizado para criar e captar toda a miríade de sonse ruídos que se escutam ao longo deste incrível alinhamento de seis canções.

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Logo nos segundos iniciais de Genericana, um álbum com o artwork da autoria de Pete Schreiner, percebe-se que este disco é um poiso hermeticamente isolado do mundo real que conhecemos e que só é possível usufruir de tudo aquilo que ele tem para nos oferecer se nos deixarmos levar pela sua doutrina. Começa-se a escutar Surf A e percebe-se que ondas de ruído estático, loops de uma bateria eletrónica e alguns efeitos sintetizados muitas vezes impercetíveis são o ganha pão do arquétipo de um tema que acaba por nos apresentar com impressiva fidelidade o ambiente de um alinhamento que volta a repetir esta tríade, mas com outras nuances, em canções que contendo uma falsa sensação de minimalismo e atravessadas por uma guitarra que tanto pode estar eletrificada como ser dedilhada com elevada crueza, encarnam uma banda sonora que serve para os Elephant Micah refletirem e criticarem a realidade de uma América que culturalmente vive numa era em que vê a política a dominar e a condicionar cada vez mais, direta ou indiretamente o mundo do entretenimento.

Genericana tem este claro propósito de colocar em causa todos os estereótipos que parecem nos dias de hoje condicionar todos aqueles que criam musica no outro lado do atlântico. Para Joe O’Connell, o líder deste projeto, é necessário agitar as águas, remexer no que é efetivamente comercial e colocar os consumidores de música a refletirem se aquilo que escutam nos dias de hoje acrescenta ou não algo de importante e significativo às suas vidas. O disco serve também de crítica ao airplay que domina as rádios americanas e o modo como aquela que é a génese da música nativa tem sido abafada pelas recentes tendências da pop. Se Fire A homenageia a essência da country com que O'Connell cresceu e que o fez querer criar música, as distorções de Life A e o clima rugoso de Surf B, olham com particular saudosismo para o rock alternativo noventista, aquele rock que entre o grunge, o garage e outras nuances mais progressivas, mostrou a melhor forma do rock independente do lado de lá.

Em suma, prestando tributo aos melhores dias da música alternativa norte-americana de final do século passado, numa época onde a riqueza e a diversidade até deixaram que sonoridades mais dançantes, como o dub nova iorquino e o techno de Detroit, tivessem um espaço de relevo e de simbiose com o rock da altura (escute-se Fire B), Genericana é a tentativa dos Elephant Micah de criar um álbum que possa servir de ponto de partida para a música de um país que está, na óptica deste grupo, amorfa e demasiado amarrada à ditadura das playlists e das vendas, nomeadamente as digitais e que precisa urgentemente de se reinventar e de encontrar novos caminhos, criativamente mais ricos e salutares. Espero que aprecies asugestão..... 

Elephant Micah - Genericana

01. Surf A
02. Fire A
03. Life A
04. Life B
05. Fire B
06. Surf B

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publicado por stipe07 às 18:10

John Butler Trio – Home

Domingo, 12.08.18

John Butler Trio - Home

Quatro anos depois do último disco, um trabalho intitulado Flesh & Blood, John Butler prepara-se para regressar aos lançamentos discográficos com Home, um álbum que irá ver a luz do dia a vinte e oito de setembro e do qual já se conhece o tema homónimo.

Tema conduzido por um vigoroso arsenal instrumental eminentemente percurssivo, Home abraça nas cordas, tambores e sintetizações um elevado grau de epicidade e a típica emotividade de um músico que se faz rodear por excelentes intérpretes, criando uma canção que faz antever um álbum com uma soul muito vibrante e luminosa, como é apanágio da discografia deste projeto. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:37

The Dodos - Forum

Sexta-feira, 10.08.18

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Os The Dodos de Meric Long e Logan Kroeber já têm sucessor para Individ (2013). O novo álbum da dupla de São Francisco chama-se Certainty Waves e vê a luz do dia a doze de outubro, através da Polyvinyl Records. Ao longo destes três anos, os The Dodos apenas deram dois sinais de vida com a participação com o tema Mirror Fake na compilação Philia: Artists Rise Against Islamophobia e quando revelaram uma cover de Never Meant, um original dos American Football, inserida na compilação que marcou o vigésimo aniversário da Polyvinyl. Individ foi um dos discos mais escutados na redação fixa e móvel de Man On The Moon durante estes últimos três anos e impressionou, seduziu e conquistou, nas suas repetidas e sempre dedicadas e aprazíveis audições, razão pela qual este sucessor está a ser aguardado por cá com enorme expetativa.

Forum é o primeiro tema divulgado de Certainty Waves e o seu deambulante efeito strokiano da guitarra e o reverb da mesma, assim como o cariz épico de uma melodia que não dispensa teclas efusivas, uma bateria incessante e trompetes nos arranjos, acentua ainda mais esta ânsia pela chegada dos disco aos escaparates, um registo que será certamente fértil num casamento feliz entre as cordas e a percussão e na exploração de um som amplo, épico e alongado, sustentado no abraço constante entre dois músicos que criam melhor que ninguém atmosferas sonoras verdadeiramente nostálgicas, sedutoras e hipnotizantes. Confere Forum e a tracklist de Certainty Waves...

Forum

IF

Coughing

Center of

SW3

Excess

Ono Fashion

Sort of

Dial Tone

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publicado por stipe07 às 14:15

Death Cab For Cutie – Autumn Love

Quinta-feira, 09.08.18

Death Cab For Cutie - Autumn Love

Cerca de três anos depois de Kintsugi os Death Cab For Cutie já têm finalmente um sucessor para esse excelente disco que atestou, à época e mais uma vez, que eles são mestres em escrever sobre sentimentos e emoções, plasmadas, no caso desse registo, em letras profundas e intensas, que debruçavam-se sobre as relações humanas, num álbum possível de ser fonte de identificação para qualquer um de nós.

Thank You For Today, o nono álbum da carreira desta banda norte americana de indie rock oriunda de Washington e formada por Ben Gibbard, Nick Harmer e Jason McGerr, deverá manter o trio nesse rumo filosófico, com Autumn Love, o terceiro single divulgado do seu alinhamento, a testar novamente a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil e a renovar com clarividência a impressão firme no lado de cá da barricada de estarmos perante uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que saberá mais uma vez como agradar aos fãs. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:57

Confidence Man - Confident Music For Confident People

Quarta-feira, 08.08.18

Foi a insuspeita Amplifire em parceria com a Heavenly Recordings quem teve a honra de colocar nos escaparates Confident Music For Confident People, o álbum de estreia de Confidence Man, um projeto sedeado em Melbourne, na Austrália e que está a dar muito que falar neste verão, sendo considerada uma das bandas mais desinibidas e dançantes que surgiu no universo sonoro indie e alternativo em dois mil e dezoito. Com uma abordagem animada e charmosa ao universo sonoro feito com aquele rock convincente que se mistura com uma eletrónica de apurado faro relativamente às tendências mais contemporâneas e que têm colocado em ponto de mira alguns dos melhores tiques da pop das últimas duas décadas do século passado, este é um disco cheio de groove, um trabalho discográfico perfeito para criar um ambiente festivo único e inédito tendo em conta o som que vai predominando nas pistas de dança atuais.

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Logo no clima incisivo e luminoso da batida e das nuances rítmicas e vocais de Try Your Luck fica expressa a sonoridade típica de um disco assente numa pafernália de instrumentos eletrónicos bastante heterogénea e peculiar. Os sintetizadores repletos de efeitos cósmicos e as baterias eletrónicas que debitam uma pafernália alargada de timbres, possibilitam-nos dançar de modo acelerado e enérgico em diversos universos míticos que marcam a história mais recente da música de dança. Por exemplo, se o clima punk de Don't You Know I'm In A Band consegue fazer-nos viajar até ao underground nova iorquino de dois mil e uns pozinhos e C.O.O.L. Party aos subúrbios de Brooklyn em plenos anos noventa, já o piano de Catch My Breath suspira por uma remistura efusiva no catálogo de Fatboy Slim, com Out Of The Window a levar-nos até à herança que resultou da onda de Manchester, liderada, no auge, pelos Primal Scream e Fascination a acentuar esse olhar anguloso sobre alguns dos melhores atributos que foram deixados pela britpop de pendor mais psicadélico há umas duas décadas atrás.

As canções de Confident Music For Confident People são, sem dúvida, uma imensa lufada de ar fresco no panorama musical do chamado eletropunk atual. Além de entrarem facilmente no goto e nas ancas chegam para semear discórdia e inquietar os nossos ouvidos. Os Confidence Man disparam ao longo das onze canções do alinhamento do registo, os seus gostos musicais em várias direcções, fazendo-o sem preconceitos nem compromissos, numa mistura explosiva de energia, audácia, irreverência e atitude, salpicada com a indispensável qualidade melódica e uma interessante dose de acessibilidade, dizendo-nos sem qualquer pudor que as pistas de dança podem também ser a salvação e um excelente remédio para muitos dos nossos problemas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:12

Sugiro... XLIX

Domingo, 05.08.18

vinyl v.jpg

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publicado por stipe07 às 22:46

Grand Sun - Go Home

Sábado, 04.08.18

Foto de Grand Sun.

É a vinte e oito de setembro próximo e através da Aunt Sally Records que vê a luz do dia The Plastic People of The Universe, o novo EP dos Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital e que aposta num exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições. Deste EP constam cinco canções que são autênticos passeios por um mesmo jardim contemplativo, onde, na sua concepção e gravação, nos Blacksheep Studios por Guilherme Gonçalves e pelo Bruno Plattier, nada mais interessou para os Grand Sun senão observar e cantar o que os rodeava.

Go Home, um tema fulcral do EP, é o single já selecionado pelos Grand Sun para promover o lançamento de The Plastic People of The Universe, uma canção que, entre guitarras inspiradas, sintetizadores cósmicos e um efeito vocal ecoante, reflete de modo sonhador, aventureiro e alucinogénico, um quadro sonoro fluído, homogéneo e aparentemente ingénuo que, tendo em conta o próprio título do tema, nos emerge num mundo fantástico e que potencia uma sensação estranha mas feliz de familiariedade com o seu conteúdo.

O filme que promove este single dos Grand Sun foi realizado por Tomás Barão da Cunha (Waves of Youth) e gravado no Vimeiro, em Torres Vedras, onde toda a envolvente natural acabou por contribuir para o surgimento das quatro personagens que constituem os Grand Sun e respectivos alter egos que, como já dei a entender, interagem, através da música, entre si e connosco. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:11







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