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Florence And The Machine – High As Hope

Sexta-feira, 20.07.18

Dois anos depois do seu último registo de originais, Florence Welsh está de regresso às canções com o seu projeto Florence and The Machine à boleia de High As Hope, o seu novo registo de originais, o quarto da carreira. Lançado através da Virgin Records e produzido pela própria Florence Welch, ao lado de Emile Haynie, High As Hope sucede a How Big, How Blue, How Beautiful (2015) e apresenta uma sonoridade mais minimalista e despojada que esse antecessor, explorando temas como mágoas, a família, relações amorosas falhadas e a descoberta de conforto na solidão.

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Com um excelente desempenho vocal e lírico por parte da autora, audível logo em June, canção poderosa que pretende mostrar que amar é resistir, mas que o amor é visado como algo desafiante e quase sempre sinónimo de dor (In those heavy days in June, When love became an act of defiance), High As Hope é um disco particularmente intimista e pessoal. Essa filosofia temática não é virgem na carreira de Welsh, se considerarmos que, por exemplo, o antecessor acima referido chegou a ser descrito pela autora como o disco mais pessoal da sua carreira. A questão aqui é que neste High As Hope, a autora eleva esta pessoalidade a um nível superior de exuberância e de impressionismo, ou seja, fala sobre si própria com uma linguagem menos metafórica e muito mais literal.

Canções como The End Of Love, que aborda o suicídio da avó materna de Welsh, mas também Sky Full Of Song ou Hunger, debruçando-se sobre lutas e dores que a autora teve de enfrentar, fazem-no de um ponto de vista particularmente despojado e com o extra de haver sempre um sentimento de esperança e optimismo em mente. O disco esteve para se chamar The End Of Love, mas como a autora foi sempre vendo esse lado positivo, acabou por deixar essa expressão para apenas uma canção e optar pelo título definitivo e assim tornar mais explícita toda a trama esplanada num alinhamento de canções que têm a pop eletrónica, de cariz eminentemente percurssivo, como grande suporte sonoro, num som um pouco escuro, com menor diversidade instrumental do que o haibtual, mas não deixando de conter uma tonalidade épica e constituida por diferentes texturas, quase sempre feitas com recurso a inspiradas sintetizações, da autoria de Isabella Summers, parceira de Florence no projeto.

High As Hope oferece-nos, em suma, uma Florence Welsh feita mulher adulta e a entrar na casa dos trinta anos, a procurar tapar os buracos que foi abrindo na sua alma numa década pessoal conturbada e a tentar enviar para bem longe aquele vazio esquisito que nos consome de dentro para fora, fazendo-o com o máximo grau de autenticidade e com uma serenidade que chega, às vezes, a ser inquietante tendo em conta a temática do registo. Espero que aprecies a sugestão...

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01. June
02. Hunger
03. South London Forever
04. Big God
05. Sky Full Of Song
06. Grace
07. Patricia
08. 100 Years
09. The End Of Love
10. No Choir

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publicado por stipe07 às 13:26






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