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Snail Mail - Lush

Quarta-feira, 18.07.18

Lindsey Jordan é a mente por detrás dos Snail Mail, um projeto de indie pop vintage que acaba de se estrear nos lançamentos discográficos com Lush, dez canções abrigadas pela Matador Records e que nos oferecem uma viagem no tempo bastante impressiva até aquele rock de cariz eminentemente lo fi, que agitou multidões e fez escola no final do século passado. Para gravar Lush, Lindsey pegou na sua voz e na guitarra, mas também contou com a preciosa contribuição de Ray Brown na bateria e Alex Bass no baixo.

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Emocionalmente inteligente, com uma evidente força interior, já que a sinceridade parece ser uma das maiores virtudes de Lindsey, musicalmente clarividente e, curiosamente, cheio de pistas acerca de quais poderão ser as próximas coordenadas sonoras de quem se dedicar à exploração do espetro sonoro já descrito, Lush é um registo com uma linguagem muito própria, eminentemente urbana e que espalha as agruras de uma jovem de dezoito anos que, com uma fender numa mão e um microfone na outra, parece ser a única pessoa sensata e racional no mundo que a rodeia. E Lindsey transcende-se no modo como relata toda a confusão e desapontamento que testemunha, fazendo-o com uma vibração tal que, muitas vezes parece que toda esta sinceridade expôe uma vulnerabilidade infinita, quando a realidade é oposta, já que estamos na presença de alguém que, nos seus precoces dezoito anos, sabe perfeitamente que rumos quer seguir. Essa firme impressão é captada inconscientemente pelo ouvinte por causa do modo como a voz e a guitarra estão sempre na linha da frente da maioria das canções, um detalhe com a assinatura do experiente produtor Jake Aron.

A tocar guitarra desde os cinco anos de idade, tendo-se estreado com o EP Habit em dois mil e dezasseis e com fortes pretensões a tornar-se numa figura suprema da próxima geração que vai dar cartas no indie rock, Jordan demonstra, neste seu registo de estreia, ser uma artista eclética e abrangente, com um gosto bastante refinado e detentora das coordenadas certas para entrar no âmago de quem quiser encontrar na sua música esperança para novos recomeços. O intimismo nada subtil de Anytime, a melancolia subtil de Stick, as guitarras abrasivas de Full Time, o pendor épico da melodia que conduz Speaking Terms e o modo como o timbre metálico da guitarra a trespassa, ou o cariz pulsante e agreste das distorções que abastecem as diversas variações ritmícas que fazem reluzir o single Heat Wave, são momentos maiores de um álbum que não procura esconder as suas ideias e desabafos por trás de um caudal subversivo de guitarras distorcidas, mas antes usá-las de modo a que todos esses sentimentos genuínos e típicos de uma adolescente que quer utilizar a música para exorcizar algumas agruras, contenham o grau de dramaticidade que um registo do género, profundamente poético e catártico, naturalmente exige. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:45






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