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POND - The Weather

Sábado, 06.05.17

Depois do excelente Man It Feels Like Space Again (2015), os australianos POND de Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, estão de regresso aos discos em 2017 com The Weather, um álbum que viu a luz do dia através da Marathon Artists e idealizado por uma banda obrigatória para todos aqueles que da psicadelia, à dream pop, passando pelo shoegaze e o chamado space rock, se deliciam com a mistura destas vertentes e influências sonoras, sempre em busca do puro experimentalismo e com liberdade plena para ir além de qualquer condicionalismo editorial que possa influenciar o processo criativo de um projeto.

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A expressão rock cósmico talvez seja feliz para catalogar o caldeirão sonoro que os POND reservam para nós cada vez que entram em estúdio para compor. E o receituário habitual destes australianos inclui guitarras alimentadas por um combustível eletrificado que inflama raios flamejantes que cortam a direito e iluminam o colorido universo sonoro do ideário sonoro do grupo, feitas, geralmente, de acordes rápidos, distorções inebriantes e plenas de fuzz e acidez e que desta vez estão mais acompanhadas do que nunca por sintetizadores munidos de um infinito arsenal de efeitos e sons originários das mais diversas fontes instrumentais, reais ou fictícias. Para compor o ramalhete não falta ainda uma secção rítmica feita com um baixo pulsante e uma bateria com um forte cariz étnico, numa sobreposição instrumental em camadas, onde vale quase tudo, mas nunca é descurado um forte sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de acessibilidade

The Weather inicia com 3000 Megatons, um vendaval de lisergia fortemente sintética apenas equiparável ao que realmente sucederia se o mundo sofresse as consequências da deflagração de tal quantidade de pólvora, mas o clima é logo amainado pela delicada sensibilidade das cordas que suportam a monumentalidade comovente de Sweep Me Off My Feet, canção que resgata e incendeia o mais frio e empedrenido coração que se atravesse. Depois, a leveza contagiante de Paint Me Silver, que proporciona-nos um instante de eletrofolk psicadélica, mais habitual na outra banda de Allbrook, o eletropunk blues enérgico e libertário de Colder Than Ice e, principalmente, a esmagadora monumentalidade da viagem esotérica setentista proporcionada pelas duas metades que compôem Edge Of The World, ampliam a sensação de euforia e de celebração de um alinhamento que tanto ecoa e paralisa, no meio de uma amálgama assente numa programação sintetizada de forte cariz experimental, como nos faz querer que se dançarmos sem pudor acabaremos por embarcar numa demanda triunfal de insanidade desconstrutiva e psicadélica, cientes de que ao som dos POND não há escapatória possível desta ode imensa de celebração do lado mais estratosférico, descomplicado e animado da vida.

Torna-se, pois, indispensável deixar que o nosso corpo absorva todas as sensações inebriantes que este disco oferece gratuitamente e, repetindo o exercício sensorial várias vezes, permitirmos que depois se liberte o imenso potencial de energia que estas composições recheadas de marcas sonoras rudes, suaves, pastosas, imponentes, divertidas e expressivas, às vezes relacionadas com vozes convertidas em sons e letras e que atuam de forma propositadamente instrumental proporcionam. Aqui tudo é dissolvido de forma tão aproximada e apaixonada, que The Weather está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição. Por exemplo, a fina ironia, quer melódica quer lírica, do ambiente cósmico de All I Want For Xmas (Is A Tascam 388), permite-nos diferentes interpretações acerca do verdadeiro sentido genuíno do Natal enquanto celebração da fraternidade ou um enorme pretexto puramente comercial. Depois, o frenesim descontrolado inicial de A/B, na forma de um riff melódico assombroso, carregado de distorção e perfeitamente diabólico, é algo enganador já que a canção é subitamente alvo de um intenso downgrade sonoro, fortemente lisérgico, cósmico e imponente, deixando-nos em suspense relativamente ao que resta ouvir da composição, embalados por um piano e uma voz distorcida que clamam por um anjo que nos agita a mente. Finalmente, o tema homónimo parece um simples devaneio sonoro minimalista, mas acaba por constituir-se num imenso instante de rock progressivo, onde os POND gastam todas as fichas e despejam os trunfos que alicerçam a sua estrutura sonora complexa, numa canção que sabe claramente a despedida, num cenário verdadeiramente complexo, vibrante e repleto de efeitos maquinais e orgânicos que proporcionam sensações únicas.

Já com um acervo único e peculiar e que resulta da consciência que os músicos que compôem este coletivo têm das transformações que abastecem a música psicadélica atual, os POND são umbilicalmente responsáveis por praticamente tudo aquilo que move e se move neste género e já se assumiram como referências essenciais para tantos outros. Querendo estar mais perto do grande público e serem comercialmente mais acessíveis, nesta parada psicotrópica explicitamente aberta ao experimentalismo que é The Weather, além de não colocarem em causa a sua própria integridade sonora ou descurarem a essência do projeto, propôem mais um tratado de natureza hermética e não se cansando de quebrar todas as regras e até de desafiar as mais elementares do bom senso que, no campo musical, quase exigem que se mantenha intocável a excelência, conseguem conquistar novas plateias com distinção. Os POND sabem como impressionar pelo arrojo e mesmo que incomodem em determinados instantes da audição, mostram-se geniais no modo como dão vida a mais um excelente tratado sonoro do melhor revivalismo que se escuta atualmente relativamente ao rock psicadélico do século passado. Espero que aprecies a sugestão...

Pond - The Weather

01. 30000 Megatons
02. Sweep Me Off My Feet
03. Paint Me Silver
04. Colder Than Ice
05. Edge Of The World, Pt. 1
06. A / B
07. Zen Automaton
08. All I Want For Xmas (Is A Tascam 388)
09. Edge Of The World, Pt. 2
10. The Weather

 

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publicado por stipe07 às 13:44

Lcd Soundsystem - Call The Police vs American Dream

Sexta-feira, 05.05.17

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Se já não restavam quaisquer dúvidas que 2017 iria ser o ano em que os LCD Soundsystem de James Murphy iriam editar o sucessor de This Is Happening, há poucas horas elas dissiparam-se completamente com a divulgação de duas novas canções desta banda nova iorquina, já disponíveis para audição. Call The Police e American Dream são os títulos destas composições intensas e melancólicas e que nos possibilitam usufruir de um mosaico declarado de referências, com a primeira a piscar o olho a uma mescla entre a típica eletrónica underground nova iorquina e o colorido neon dos anos oitenta e a segunda, dentro da mesma bitola, a dividir-se num período introspetivo, para depois resvalar para um final épico e de maior exaltação.

Entretanto, James Murphy adiantou que o novo disco está quase pronto, que está bastante ansioso por terminá-lo e lançá-lo e que pretende que tenha uma edição em vinil, tendo também esclarecido que faltam apenas algumas vozes e misturas e que este foi o álbum que mais o divertiu e gozo lhe deu compôr, sentindo-se muito feliz com o conteúdo do mesmo. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:58

Noiserv - Se O Tempo Não Falasse (vídeo)

Quinta-feira, 04.05.17

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's Therehavendo, desde o outono do último ano, mais um compêndio de canções para juntar a esta lista. Refiro-me a um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas um registo que é mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que nos trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

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Além dos concertos de promoção de 00:00:00:00, Noiserv também entrou no novo ano a fazer parte do elenco de compositores convidados a criar composições sonoras para a mais recente edição do Festival da Canção. Para o efeito compôs o lindíssimo tema Se O Tempo Não Falasse e contou com a voz de Inês Sousa para dar ainda mais vida à orquestra de sons que adornaram e suportaram um edifício sonoro tão cativante como o mais belo sorriso que aquela criança que tanto amamos nos oferece logo pela manhã, ou a força que tem a luz do sol da primavera com que todos idealizamos de alterar o estado físico do coração mais empedernido e sufocado pelas agruras insensíveis de uma existência comum. Agora, algumas semanas depois do evento, divulgam o vídeo da mesma, com realização e edição de ambos. Confere...

Próximos concertos noiserv de apresentação do disco 00:00:00:00

SEX. 05 de MAIO – Salão Medieval da UMinho, Braga (PT)
SÁB. 06 de MAIO – Teatro Stephens, Marinha Grande (PT)
SEX. 12 de MAIO – Os Artistas, Faro (PT)
SÁB. 13 de MAIO – Teatro Municipal, Portimão (PT)
SÁB. 20 de MAIO – Teatro Académico Gil Vicente [TAGV], Coimbra (PT)
SÁB. 27 de MAIO – Matadero, Madrid (ES)

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publicado por stipe07 às 16:02

Feist - Pleasure

Quarta-feira, 03.05.17

Seis anos depois de Metals, o seu último registo de originais, a canadiana Feist regressou em 2017 aos discos com Pleasure, um compêndio de onze canções gravado ao longo de três meses, entre Stinston Beach, Nova Iorque e Paris. Pleasure foi produzido pela própria autora, com a ajuda dos habituais colaboradores Renaud Letang e Mocky e chegou aos escaparates a vinte e oito de abril, à boleia da Interscope Records.

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Descrito pela própria autora e compositora como um trabalho em que a mesma explorou até aos limites todas as emoções que foi sentindo nos anos mais recentes e onde sensações de solidão, vergonha, rejeição, perca e até falta de auto-estima foram presença assídua, Pleasure teve como single de apresentação o tema homónimo, uma canção que impressiona pela tonalidade rock, simultaneamente agreste e sedutora, confirmando que Feist, além de excelente compositora, é também uma das guitarristas mais versáteis da atualidade. E através desse chamariz percebemos logo que nos últimos anos muita coisa mudou na carreira desta canadiana ex Broken Social Scene, cada vez mais íntima da típica rugosidade, visceralidade e sujidade do rock e do blues, em detrimento da luminosidade pop e do jogo intrincado e floral que muitas vezes estabeleceu, com algum conforto e elevado acerto, nos primeiros discos, nomeadamente no estreante Monarch (1999), entre diferentes espetros da pop e da folk

Seja como for, aquilo que não mudou em Feist ao longo de todo este tempo foi a beleza da sua voz, irrepreensível na emotividade ao longo de todo o disco e particularmente expressiva e acutilante no já referido single Pleasure, num registo vocal que também serve de eficaz contraponto à simplicidade melódica desse tema. Mas se há canções que me causaram impacto particularmente positivo foram Any Party e, principalmente, A Man Is Not His Song, composições que bem no centro nevrálgico do alinhamento de Pleasure, ao serem triunfalmente exaltadas pelo posicionamento vocal de várias vozes em coro e por sonoramente apostarem todas as fichas numa filosofia estilística de elevado cariz lo fi, não só vão de encontro aquelas que são as minhas mais recentes preferências dentro do universo pop, mas também porque firmam indelevelmente a nova chancela identitária de Feist.

Pleasure relembra-nos com clareza por que razão Feist continua a ser um sopro de frescura no universo pop, mais que não seja pelo modo como se reinventa sem colocar em causa quer os seus desígnios enquanto cantora e compositora quer pela eficácia na preservação do seu exército de seguidores devotos que vão conseguindo moldar-se e aconchegar-se a cada nova inflexão que planeia e executa. Ela já não traz permanentemente debaixo do braço o conforto da guitarra acústica e o seu piano acutilante, mas mantêm-nos sob encantamento, mesmo ligada de modo mais vincado à corrente, ao ponto de ainda ser uma das artistas que maior peso sentimental, paz de espírito e sensação de distância do mundo nos confere, através dos seus álbuns. Espero que aprecies a sugestão...

Feist - Pleasure

01. Pleasure
02. I Wish I Didn’t Miss You
03. Get Not High, Get Not Low
04. Lost Dreams
05. Any Party
06. A Man Is Not His Song
07. The Wind
08. Century (Feat. Jarvis Cocker)
09. Baby Be Simple
10. I’m Not Running Away
11. Young Up

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publicado por stipe07 às 22:19

Gorillaz - Humanz

Terça-feira, 02.05.17

Já está nos escaparates Humanz, o mais recente disco dos Gorillaz de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, um trabalho produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde The Fall (2011). O registo viu a luz do dia a vinte e oito de abril e tem dezanove canções e seis interlúdios, que incluem a participação especial de nomes tão relevantes como Mavis Staples, Carly Simon, Grace Jones, De La Soul, Jehnny Beth das Savages, Pusha T, Danny Brown, Vince Staples, Kelela e D.R.A.M., entre outros. Humanz foi gravado em cinco locais diferentes, nomeadamente Londres, Paris, Nova Iorque, Chicago e na Jamaica.

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Primeiro registo de canções desde o já longínquo The Fall (2011), Humanz é um sólido passo dos Gorillaz rumo a uma zona de conforto sonora cada vez mais afastada das experimentações iniciais do projeto que, tendo sempre a eletrónica, o hip-hop e o R&B em ponto de mira, num universo eminentemente pop, também chegou a olhar para o rock com uma certa gula. Mas este rock parece cada vez mais afastado do ponto concetual nevrálgico do projeto, com as outras vertentes que sustentam muita da pop que é mais apreciada nos dias de hoje, principalmente do lado de lá do atlântico, a serem colocadas na linha da frente. Tal opção não é inédita e, dando só um outro exemplo, no início deste século não estaria propriamente no horizonte dos fãs mais puristas dos The Flaming Lips verem Wayne Coyne a convidar uma artista do espetro sonoro de uma Miley Cyrus e ter um papel de relevo num álbum desta banda de Oklahoma e a verdade é que hoje essa parceria é uma óbvia mais valia para esse grupo.

Quem, como eu, considera Demon Days um dos melhores álbuns da primeira década deste século, talvez olhe para este Humanz e veja, à primeira audição, poucas evidências da sonoridade que ficou impressa pelos Gorillaz nessa estreia. Mas talvez as semelhanças sejam mais do que as óbvias e, doze anos depois, 2017 marque mais um capítulo seguro numa linha de continuidade que, tendo como referência fundamental todo o espetro pop contemporâneo, busque uma filosofia de experimentação contínua, livre de constrangimentos e com um alvo bem definido em cada registo. E não há dúvida que o hip-hop foi, desta vez, o parceiro privilegiado da eletrónica, num alinhamento onde abundam as participações especiais, mas onde a voz de Albarn continua a ser inconfundível e um delicioso apontamento de charme, seneridade e harmonia, numa multiplicidade e heterogeneidade de registos, quase sempre abruptos, graves, determinados, contestadores e buliçosos, não fosse este um álbum concetual que disserta sobre alguns dos principais dilemas e tiros nos pés que a sociedade contemporânea insiste em dar nos dias de hoje, com o Brexit, em Hallellujah Money, Trump e o aquecimento global em vários temas e o racismo, em Ascension, com o rapper Vince Staples, a serem apenas alguns exemplos desta gigantesta sátira em tom crítico. Seja como for, apesar de todo o ambiente fortemente político e de alerta e intervenção que marca Humanz, o alinhamento encerra com outra improbabilidade, ao ser possível escutar, em We Got The Power, os antigos inimigos de estimação Damon Albarn e Noel Gallagher a cantarem em uníssono We got the power to be loving each other. No matter what happens, we’ve got the power to do that. Afinam ainda há esperança para todos nós. Espero que aprecies a sugestão...

Gorillaz - Humanz

CD 1
01. Intro: I Switched My Robot Off
02. Ascension (Feat. Vince Staples)
03. Strobelite (Feat. Peven Everett)
04. Saturnz Barz (Feat. Popcaan)
05. Momentz (Feat. De La Soul)
06. Interlude: The Non-Conformist Oath
07. Submission (Feat. Danny Brown And Kelela)
08. Charger (Feat. Grace Jones)
09. Interlude: Elevator Going Up
10. Andromeda (Feat. D.R.A.M.)
11. Busted And Blue
12. Interlude: Talk Radio
13. Carnival (Feat. Anthony Hamilton)
14. Let Me Out (Feat. Mavis Staples And Pusha T)
15. Interlude: Penthouse
16. Sex Murder Party (Feat. Jamie Principle And Zebra Katz)
17. She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)
18. Interlude: The Elephant
19. Halleujah Money (Feat. Benjamin Clementine)
20. We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

CD 2
01. Interlude: New World
02. The Apprentice (Feat. Rag’n’Bone Man, Ray BLK, Zebra Katz)
03. Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)
04. Out Of Body (Feat. Imani Vonsha, Kilo Kish, Zebra Katz)
05. Ticker Tape (Feat. Carly Simon, Kali Uchis)
06. Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)

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publicado por stipe07 às 14:43


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