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Choir Of Young Believers – Grasque

Terça-feira, 28.06.16

Já está nos escaparates desde fevereiro e pelas mãos da Ghostly International, Grasque, o novo registo de originais dos dinamarqueses Choir Of Young Believers, de Jannis Noya Makrigiannis, um disco intitulado que sucede ao excelente Rhine Gold (2012), um compêndio que na altura divulguei amplamente, inclusive de um modo particularmente sui generis... Já em 2009 os Choir Of Young Believers tinham capturado a atenção da crítica com o disco de estreia This Is For The White In Your Eyes e a verdade é que, desde então, qualquer novo álbum deste coletivo é aguardado com enorme expetativa, para ver se mantêm os soberbos arranjos orquestrais e a escrita maravilhosa a que já nos habituaram e que tem servido de suporte à sua discografia.

Grasque guarda no seu íntimo uma intensa e sedutora panóplia de estilos, um apanhado imenso de detalhes e arquétipos que do jazz à pop mais clássica, passando pela eletrónica, o R&B e o próprio indie rock, foram arrumados e condensados com charme e inconfundível bom gosto por um coletivo que exala uma intimidade muito própria e que também homenageia a típica latitude nórdica de onde a banda provém.

Disco para ser analisado à lupa, não por palavras, mas com ouvidos disponíveis e prontos a uma audição atenta, como é essencial na música que preenche e enriquece e nos dá algo de novo dentro da amálgama sonora dos dias de hoje, Grasque mostra também, nas suas doze cançãoes, como se mantém simultaneamente poderosa e serena a voz de Makrigiannis, uma voz dolorosa e magistral, rica e envolvente e quase sempre assente numa generosidade criativa ímpar e inédita.

Logo em Serious Lover torna-se claro para quem conhece a fundo o percurso antecessor dos Choirs Of Young Believers, que alguns dos detalhes mais eminentes da pop contemporânea, que exigem uma limpidez sonora assente numa sintetização que aprecia absorver alguns detalhes e arranjos fornecidos pelas cordas, saltaram para a linha da frente no processo de construção instrumental e melódica deste coletivo. No entanto, o piano, na sua vertente mais orgânica, mantém um protagonismo que Face Melting e Gamma Moth demonstram com altivez, a primeira uma balada melancólica com um ambiente cósmico e um interlúdio acústico muito bonito e a segunda um passeio  alegre por um jardim florido, pleno de cores e cheiros que nos fazem sorrir porque o ontem e o amanhã deixaram, de repente, de fazer sentido. Depois, Græske, uma longa composição instrumental de cariz fortemente ambiental, introduzida por várias camadas de sopros sintetizados, oferece-nos novas paisagens sonoras e lança o disco numa espiral pop onde não falta um marcante estilo percurssivo e onde também é possível apreciar instantes em que algo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. Nesta canção, o registo agudo de Jannis, trabalhado com um efeito ecoante, é outro atributo fundamental para a criação de um som profundo, assim como um implícito baixo, aspetos que lançam-nos definitivamente no universo fortemente cinematográfico e imersivo destes Choir Of Young Believers.

Antes dos sopros com forte sabor a despedida, como convém e depois da complacência que nos embala de Perfect Estocada, em The Whirlpool Enigma, a batida com aquela indisfarçável tonalidade retro que brota da melhor soul mais negra, assim como as teclas e alguns samples e efeitos digitais de Cloud Nine, mostram, da melhor forma, o ponto mais alto de Grasque e fazem-no com uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com ainda mais devoção do que a inicialmente prevista. Este é um disco que impressiona pela grandiosidade e principalmente pela riqueza textural intensa e charmosa, não havendo para os Choir Of Young Believers regras ou limites impostos para a inserção da mais variada miríade de arranjos e detalhes no modo como manipulam o sintético de modo a dar-lhe a vida e a retirar aquela faceta algo rígida que a eletrónica muitas vezes intui, conferindo à sua música aquele lado bastante feminino, bonito e inebriante, que, por sinal, também aprecio particularmente. Espero que aprecies a sugestão...

Choir Of Young Believers - Grasque

01. Olimpiyskiy
02. Serious Lover
03. Vaserne
04. Face Melting
05. Græske
06. Jeg Ser Dig
07. Cloud Nine
08. The Whirlpool Enigma
09. Perfect Estocada
10. Salvatore
11. Gamma Moth
12. Does It Look As If I Care

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publicado por stipe07 às 22:54

The Tallest Man On Earth – Time Of The Blue

Terça-feira, 28.06.16

The Tallest Man On Earth - Time Of The Blue

O sueco Kristian Matsson, que assina a sua música como The Tallest Man On Earth, acaba de divulgar Time Of The Blue, uma nova canção que é mais uma etapa evolutiva na carreira de um músico que desde a estreia, em 2008, com Shallow Grave, até a Dark Bird Is Home, o último disco de Matsson, editado o ano passado, cresceu sempre de modo sustentado e com cada vez maior aceitação e reconhecimento público.

O minimalismo acústico e eminentemente folk deste tema, em oposição com o sentimentalismo que dele transborda, remete Time Of The Blue para os primórdios da carreira do autor, havendo algo de aboslutamente profundo e perene nesta canção que catapulta The Tallest Man On Earth para um patamar superior de exuberância lírica. O próprio excelente vídeo do tema, realizado por Rolf Nylinder, amplia esta sensação. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 22:51






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