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De Rosa – Weem

Sexta-feira, 29.01.16

Os escoceses De Rosa são mais um daqueles segredos bem guardados do nicho sonoro alternativo, que merece sair da penumbra e chegar a um público mais alargado, devido a uma filosofia sonora que privilegia uma simbiose feliz entre um indie rock lo fi e um charme melódico contemplativo capaz de abanar algumas convenções e de despertar no íntimo de ouvintes mais devotos algumas sensações que nem sempre são de simples análise e justificação.

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Oriundos de Lanarkshire, uma pequena cidade das Highlands e formados por Martin John Henry, Neil Woodside e James Woodside, já andam há algum tempo à procura do justo reconhecimento, com três discos em carteira, tendo o último, um trabalho intitulado Weem, sido lançado no passado dia vinte e dois à boleia da Rock Action Records. Já agora, os outros dois registos discográficos destes De Rosa intitulam-se Mend e Prevention e viram a luz do dia através da Chemikal Underground Records, uma conceituada editora de Glasgow.

Com onze canções alicerçadas em cordas que procuram sempre um timbre sensível e delicado, Weem é um oasis sereno e luminoso por onde deambulam canções que transportam um interessante grau de criatividade e inedetismo. Logo na abertura, os efeitos ecoantes de Spectre e o suspiro minimal dos metais, ao deixarem-se dominar pela majestosidade da bateria e das distorções da guitarra, mostram uma relação feliz entre uma pop experimental e um rock progressivo, um universo muito específico que percorre vias menos óbvias e não descura um intenso sentido melódico. Depois, no ambiente soturno, mas aconchegante de Lanes e na inquietante brisa que escapa da monumentalidade instrumental de Fausta, convencemo-nos que este é um disco que nos oferece tantos lugares diferentes, uma ambição salutar e diferentes texturas e possíveis leituras das mesmas. Em Scott Frank Juniper, por exemplo, apreciamos uma música que subsiste num agregado de guitarras melodiosas, uma percussão cheia de metais que pretendem vincar uma cândura muito própria, um efeito minimal mas omnipresente e outros arranjos de cordas, tudo de mãos dadas com uma voz capaz de converter uma arena inteira a uma causa impossível. Depois, no dedilhar sedutor da viola de Devils, canção com um clima acústico particularmente delicioso, na força e na altivez que emanam de The Sea Cup e no indisfarçável flirt com o rock progressivo em Chip On My Shoulder, estes De Rosa não se entregam nunca à monotonia e mostram ser sábios a criar temas que apesar de poderem ser fortemente emotivos e se debruçarem em sonhos por realizar, também servem para mostrar que é perfeitamente possível criar um disco que seja intrigante, sem deixar de ser acessível.

Disco com elevadas ambições sonoras, quer estruturais, quer estilísticas e com um elevado sentido pop, Weem quer entrar pelos nossos ouvidos com propósitos firmes, de modo a afligir convenções, colocar em causa ideias pré concebidas e afrontar estruturas e sentimentos que julgamos ser inabaláveis, à medida que sacode os nossos sentidos com sopros e composições contemplativas, que criam uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades e um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Espero que aprecies a sugestão...

De Rosa - Weem

01. Spectres
02. Lanes
03. Chip On My Shoulder
04. Scott Fank Juniper
05. Falling Water
06. Fausta
07. Prelude To Entropic Doom
08. The Sea Cup
09. Devils
10. Lanes (Reprise)
11. The Mute

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publicado por stipe07 às 21:25






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